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sexta-feira, maio 22, 2020

PPP Lusofonia: Eurozone tests the limits of divergence - 2020

Um sistema sustentável tem que ter mecanismos de auto-correção continua, para evitar desequilibrios insustentáveis.

É por isso que transpiramos para arrefecer  e trememos para aquecer o corpo.

Na Eurozone, os mecanismos de ajustamento automático estão desligados.  Os desequilibrios economicos que favorecem os Países Grandes  deveriam ser corrigidos e não apenas compensados pelos sistemas politicos, dominados pelos ... Países Grandes.
Que (se) governam bem ....
Assim os desequilibrios económicos e politicos da Europa agravam-se mutuamente, numa tragédia de erros, que já acabou mal várias vezes na história secular.

Eurozone imbalances are not self-correcting,  NOT  in 2010, NOT in 2020 
PPP Lusofonia: Eurozone tests the limits of divergence - 3: The stakes are getting higher as the Eurozone continues to tests  the limits of divergence  What are some of the key differences betw...

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista
Beijoz, Portugal
#Divergence


quinta-feira, maio 14, 2020

TARGET2 aponta para outra crise, pior

TARGET2  rising (in)balances point to another Eurozone crisis  in 2020, worse than 2018-2012 

Os saldos do sistema TARGET2 de pagamentos entre os Bancos Centrais da Eurozone são um indicador-chave da crise da balança de pagamentos intra-europeia e continua a ser um marcador da instabilidade financeira da Eurozone.  A partir de setembro de 2015, o BCE fornece os valores num banco de dados comum.

Os saldos a receber e a pagar entre os Bancos Centrais nacionais deveriam reverter sempre para perto de zero. 

Parte do superavite do Bundesbank alemão reflete a fuga de capitais voláteis (hot money) para a Alemanha, que aumenta em momentos de incerteza e de maior risco e podem moderar em tempos da acalmia.

Mas outra parte destes desequilibrios refletem os saldos comerciais em desquilibrio persistente, crescente e perigoso.

A divergência acentuada e progressiva dos saldos TARGET2 desde 2015 vai ser, mais uma vez,  insustentável.
A crise financeira e politica vai rebentar, só não sabemos quando e como.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista
Fonte: http://www.eurocrisismonitor.com/

domingo, julho 14, 2019

Recycling "petrodollars" 6.0 - Chinese style in Africa

Como Reciclar "Petrodollars" 1.0,  OPEC, anos 1970's
Eu sou do tempo em que o sistema bancário internacional se ocupava a receber depósitos dos países membros da OPEC nos seus anos dourados, quando tinham acabado de descobrir o seu poder de monopólio, cortando a produção de petróleo para subir o preço e acumulando ENORMES superavites de comercio internacional.
Resultado de imagem para africa hidden debt reinhart
Os "money center banks" como o Chase onde eu trabalhava recebiam os EXCEDNTES da Venenezuela e da Arabia Saudita,  que intermediavam em EMPRESTIMOS a outros países que necessitavam continuar a IMPORTAR  petróleo, como o Brasil.
Eu própria assinei muitos desembolsos para financiar a construção da mega-barragem do Itaipu, entre outros empréstimos menos produtivos. 
Obviamente, que estes ENORMES fluxos acabaram mal.  A CRISE de SOBRE-ENDIVIDAMENTO da America Latina nos anos 1980's, que eu também vi de perto na Cidade do México, necessitou reestruturação de divida externa de dezenas de países.

O fenómeno repete-se, pois parece que não aprendemos nada com o sofrimento de tantos países endividados:
i.   Superavites comerciais excessivos (X-M)>>>0 , desequilíbrios comerciais persistentes, não auto-corrigidos
ii.   Excessos de crédito internacional.  Países excedentários, como a Alemanha, a China, a Holanda,  persistem  em financiar suas exportações (vendor financing) muito para além da capacidade de reembolso dos países deficitários.
iii. "Sudden stop", corte brusco nos financiamentos à importação dos países deficitários
Resultado de imagem para imagem mo de cima mó de baixoiv.  Pressão dos credores "over-extended", da "mó de cima" sobre os devedores sobre-endividados da mó-de-baixo para passar TODO o custo de ajustamento e partilhar os custos entre credores e devedores.  Juntam os três à esquina, numa TROIKA. Na narrativa dos media financeiros, os credores são  desresponsabilizados pelos créditos mal parados, toda  a CULPA é dos devedores.
v.  Apertão e repressão financeira nos países devedores, com cortes de GDP, de  salários e de rendimentos, de pensões, de investimento e de serviços públicos.  Vendem-se ativos ao desbarato ("anéis"como as ações  da EDP e da REN) para continuar a importar pechisbeque (t-shirts).
vi. Recuperado algum equilíbrio financeiro dos devedores, o Ciclo do sobre-endividamento recomeça com excesso de credito externo ...

Como Reciclar "Petrodollars" 2.0,  .... anos 1980's (ver detalhes em separado)
Ciclos de sobre-endividamento repetem-se apesar da criação do Cook Ratio em 1988. 

Como Reciclar "Petrodollars" 3.0,  Asia, anos 1990's (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 4.0,  ..., anos 2000's  (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 5.0,  Eurozone, anos 2010's  (ver detalhes em separado sobre o sobre-endividamento de Portugal e outros países da Eurozone)

Como Reciclar "Petrodollars" 6.0, crédito escondido da China a Africa,  anos 2020's  

As falhas de (auto)-regulação do sistema financeiro internacional, e dos centros de decisão dos internacionais dominados pelos credores, são  pagas pelas populações dos países devedores mais vulneráveis, com menos MBA's per capita.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista e Consultora Financeira

Ver detalhes nos estudos de Reinhart sobre Africa:   https://www.cnbc.com/2019/07/12/chinas-lending-to-other-countries-jumps-causing-hidden-debt.html

China’s lending to other countries has surged since 2000's, causing debt levels to jump dramatically, and as much as half of such debt to developing economies is “hidden,” a new study has found.
Such “hidden” debt means that the borrowing isn’t reported to or recorded by official institutions such as the International Monetary Fund (IMF), the World Bank, or the Paris Club — a group of creditor nations.
Between 2000 and 2017, other countries’ debt owed to China soared ten-fold, from less than $500 billion to more than $5 trillion — or from 1% of global economic output to more than 5%, according to the study from Germany-based think tank the Kiel Institute for the World Economy.
“This has transformed China into the largest official creditor, easily surpassing the IMF or the World Bank,” the report’s researchers said...


quinta-feira, setembro 21, 2017

Heroi condenado por evidenciar icebergue de dívida ...grega


O homem que calculou o verdadeiro défice público grego foi condenado a dois anos de pena suspensa. Um caso revelador das fragilidades da construção europeia. A independência passa a exigir heróis.

O caso do estatístico grego, por Helena Garrido 14/9/2017
Fonte: http://observador.pt/opiniao/o-caso-do-estatistico-grego/

Resultado de imagem para iceberg greeceTudo começou em 2010. Andreas Georgiou, um grego a viver nos Estados Unidos e a trabalhar para o FMI, resolve aceitar a liderança da autoridade estatística grega, que passaria a ter o estatuto de independência há muito exigido pelas entidades europeias. Nesta altura já estava identificado o problema das contas públicas gregas. O défice público estimado para o ano de 2009 era de 13,6% do PIB em Abril de 2010. O novo presidente limita-se a voltar a avaliar os números, na sequência até de reservas que ainda eram colocadas pelas autoridades europeias – que nesta altura já estão a emprestar dinheiro à Grécia. E em Outubro de 2010 Georgiou entrega um novo valor: 15,4% do PIB, mais 1,8 pontos percentuais que a estimativa anterior. E é aqui a origem de todo o processo judicial que cai sobre Andreas Georgiou a partir de 2011 e do qual se tem defendido com recursos próprios.

Numa história que envolve pormenores tão rocambolescos como a espionagem do seu mail — e que pode ser lida em pormenor aqui –, o então presidente do instituto de estatística começa a viver um pesadelo em 2011. É nesta altura que a justiça grega aceita investigar a acusação de que Andreas Georgiou inflacionou o défice público grego de 2009 prejudicando o país. Entre os mais variados processos, com recursos e anulações, a última decisão condena Andreas Georgiou a dois anos de prisão, neste caso por não ter levado a votação o valor que apurou para o défice público.

Nestes seis anos, o homem que desempenhou a sua profissão de estatístico de forma independente, que expôs a realidade financeira que os governos gregos anteriores tinham escondido, tem sido obrigado a defender-se por sua conta e risco, sem qualquer apoio institucional. Neste artigo da Bloomberg são revelados os apoios que tem tido de colegas e amigos para suportar os custos da sua defesa.

O caso do estatístico Georgiou mostra até que ponto pode ser perigoso exercer com independência a liderança de instituições e cumprir as regras europeias ou até estatísticas. Para respeitar as regras europeias – que deveriam aliás ser as de qualquer democracia -, o presidente de uma instituição pode enfrentar pena de prisão no seu país, pode ser acusado de trair a pátria. E se isso acontecer tem de se defender sozinho, tem de arranjar dinheiro para advogados.

Nenhum caso foi tão longe como este. Em Portugal também ouvimos e lemos, em momentos mais dramáticos, acusações de traição da pátria quando quem está a governar quer esconder informação. Na realidade, o que se está é a ameaçar os interesses do governo instalado na altura. Nunca se chegou ao ponto de processar ninguém mas, no último ano, por exemplo, assistimos ao condicionamento de instituições como o Conselho de Finanças Públicas.

O que aconteceu ao ex-presidente daquele que é o equivalente grego do nosso Instituto Nacional de Estatística (INE) expõe, de forma kafkiana, as incongruências da construção europeia. Enquanto presidente da autoridade nacional de estatística, que responde perante o Eurostat, entidade independente ligada à Comissão Europeia, Georgiou, como todos os seus colegas, é obrigado a respeitar as regras e as metodologias europeias. Mas perante o sistema judicial nacional está exposto a acusações de “inflacionar” números, transformado no “culpado” que desculpabiliza os erros dos governos.

Foi a falta de independência e poder das entidades que contabilizam o défice público que nos conduziu à “surpresa” da crise das dívidas soberanas na Zona Euro. Em Portugal, ainda que numa dimensão mais reduzida e sem o mesmo dramatismo, também se descobriu em 2011 que havia despesa não contabilizada, que o défice afinal era maior do que se dizia. A falta de transparência das contas públicas jogou até contra nós na altura do pedido do empréstimo – demasiado curto para as necessidades que tínhamos.

Como a independência política das instituições parece requerer cada vez mais heróis e o tempo não é de heróis, corremos um risco sério de assistirmos à repetição do passado. Por aqui, em Portugal, condiciona-se atacando ou tentando descredibilizar quem tem poder para ser independente ou não dando às instituições os recursos necessários. É a primeira fase de limitação da independência que dá aos governos o poder absoluto que não deveriam ter. As regras europeias podiam e devia dar uma ajuda, protegendo quem como Georgiu luta pela independência e transparência da informação

domingo, setembro 17, 2017

Eurozone and TARGET 2 imbalances - Neither a lender nor a borrower be ?

The sustainability of a monetary union, with its limited or nearly non-existent adjustment mechanisms,  is predicated on reversion to equilibrium over time. Imbalances in trade and capital flows among the member need to be kept small in absolute terms., and average out close to zero over time.

That worked  in the Eurozone until 2007, with a small but very important "snag": the tendency toward equilibirum has to be achieved in both the good & services account AND in the capital account separately.   Compensating large and growing imbalances  in the trade accounts with "vendor financing" from the net exporters, as occurred since the Euro was created, accumulates growing net debt/net asset positions among the trading partners, which are ultimately unsustainable.

Cumulative imbalances can be reduced, with lower annual imbalances in the trade account as net importers  back and net exporters both cut back.  Or the imbalances can be shifted around among the participants and trading partners.  To say that the "BIS Admits TARGET2 Is A Stealth Bailout Of Europe's Periphery", the borrowers,  as Zero Hedge does, overlooks the basic reality that all imbalances are, at their root, bilateral, and that relief provided by a third party (the Central Banks) to borrowers, also represents a relief to its creditors.

The transfer of the trade and capital imbalances from individual borrowers and lenders to their respective Central Banks, as has been reflected in the TARGET 2 imbalances since 2008, does NOT change the nature  or the unsustainability of the trade or capital imbalances.

It only masks more serious consequences of persistent trade and capital imbalances.
For a short time....

Mariana Abrantes de Sousa 
Economist, UC Berkeley  *73, Princeton *75

TARGET 2 imbalances unsustainable 






















Sources: Billy blog on Mario Draghi uses TARGET 2   http://bilbo.economicoutlook.net/blog/?p=35239&cpage=1
Zero hedge on TARGET 2 http://www.zerohedge.com/news/2017-03-06/bis-admits-target2-stealth-bailout-europes-periphery 
TARGET 2 for Dummies https://www.rischiocalcolato.it/2016/11/target-2-for-dummies-stupidi-perche-lo-sbilancio-target-2-un-indice-sfiducia.html

domingo, março 05, 2017

Game over: The Inside Story of the Greek Crisis



George Papaconstantinou, former Finance Minister of Greece (2009-2011), presents and speaks about the topic of his new book Game Over - The inside story of the Greek crisis. The presentation explores the Greek Crisis and the broader lessons for Europe and the Eurozone
The event, organised by the Hellenic Observatory at LSE, took place on Wednesday, 22 February 2017 at the LSE’s Old Theatre. Hellenic Observatory www.lse.ac.uk

Six years since the Greek crisis erupted, Europe has been fundamentally transformed, while Greece is in its third bailout, still in severe social and economic decline. The book of former Greek Finance Minister George Papaconstantinou tells the breath-taking story of this unprecedented period, and prompts a broad discussion on the decisions taken during the crisis and on the direction of Europe  and the Eurozone today.
Why were the causes overlooked for so long by European authorities and the financial markets, and why  the consequences so severe?
Were other solutions available?
Would Greece and Europe have been better off if the country had left the Euro?
Why were the experiences of other Eurozone (Cohesion)  countries like Portugal, Ireland and Spain so different from those of Greece?
Did European, Eurozone  and global institutions, and the creditors and debtors respond appropriately?
Have the Eurozone institutions been  since reformed adequately and are there now in place safeguards to ensure an external debt crisis  cannot happen in the Eurozone  again?
These questions and the themes discussed in the book are extremely relevant today as Europe grapples with its continuing economic problems and the rise of populism.

sexta-feira, novembro 04, 2016

Divergência socioeconomica continua na Europe

Das Logo der Friedrich-Ebert-Stiftung, Name in drei Zeilen, mit Weltkugel. Link zur Hauptseite der FES.Um estudo da Friedrich Ebert Stiftung indica que a divergência de fortunas que  aflige a Europa Social continua. A desigualdade dentro dos países aumentou na maioria em 2014, especialmente na Alemanha.

Coesão em toda a UE não registou progressos, mesmo com os países mais pobres a crescer acima da média da UE.   O desenvolvimento social continua deficiente nos países mediterrânicos, onde os estratos mais pobres são particularmente atingidos pela austeridade e o sobre endividamento.

Os dados mais recentes para 2014 confirmam  que o rácio de rendimentos S80 / S20,  que indica a relação entre os rendimentos no quintile mais rico (quinto) e os do  quintile mais pobre, era cerca de  8,5 vezes em euros às taxas de câmbio correntes e 5,6 em termos de  poder de compra (PPS).
Isto é claramente superior ao valor  atribuído pelo Eurostat à  UE como um todo - cerca de 5  nas suas estatísticas oficiais, baseadas na média dos rácios S80 / S20 de todos os Estados-Membros da UE, o que não considera as enormes diferenças  entre os países.

Fonte:  http://library.fes.de/pdf-files/id/ipa/12668.pdf

domingo, julho 10, 2016

quinta-feira, julho 30, 2015

Eurozone warning messages more important than Varoufakis as messenger

Varoufakis personality issues distracts us from the critical context of Eurozone divergent performance

Greek ex-Finance Minister Varoufakis touched a raw nerve with Greece's aggressive debt workout strategy, and now they won't let him get off the stage. His colorfull personality attracts both positive and negative attention that could be better focused on the failed  principles of European convergence and on the growing Eurozone divergence.

Varoufakis may  have become the debtor all the creditors love to hate and he may generate great copy, and aggreesive press.

But the real issue is :
Are we ALL happy with the economic performance of the Eurozone as an economic block ?  

Some  Eurozone members, the creditors, are quite happy with the Euro as it is, thank you.

Other Eurozone members, the debtors, are unhappy, and have every reason to be more and more fearful for their economic future, since little is being done to correct the intra-Eurozone imbalances.

The financial media and others should focus on these serious Eurozone troubles, and not waste time dumping on or "killing the messenger".

SEE also http://www.socialeurope.eu/2015/07/in-defense-of-varoufakis/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook 

sexta-feira, julho 24, 2015

Credores imprudentes na parte maior do problema

Se queremos fazer o diagnóstico correcto, para poder desenhar e aplicar a solução correcta, temos que compreender que os credores imprudentes  fazem parte do problema, tanto ou mais do que os devedores incautos.  
O velho ditado popular, "quem não tem dinheiro não tem vícios" tem uma tradução precisa na análise macroeconómica, que é a questão da causalidade:  


  • Se é verdade que o défice externo é matematicamente igual ao défice interno, qual deles manda no outro? 
  • Isto é, considerando que  (S-I) = (X-M),  qual é a variável independente ?  
    • o défice externo (S-I) = f(X-M),  ou
    • o défice intrnto  (X-M) = f(S-I)

O FMI tem analisado os  tsu-moneys de capital volátil, que podem inundar um país, até ao momento do "sudden stop" focando correctamente as contas externas.  Mas depois a receita que aplica limita-se  quase exclusivamente ao controlo das contas internas, especialmente em contexto de câmbios fixos e liberdade de movimentos de capitais, como na Eurozone.  Quando o remédio não condiz com o diagnóstico, o doente dificilmente se cura.   

Esta pergunta  do nexo da causalidade é central e de suma importância, pois toda a arquitectura da Eurozone está baseada no controlo do défice interno (S-I), que por arrasto conduziria ao controlo do défice externo (X-M) que se reflecte na acumulação de divida externa insustentável.  

Este desenho da Eurozone está errado,  e as tentativas de resolver a crise da Europeia apenas pelo controlo dos défices internos estão condenadas ao fracasso e/ou à austeridade draconiana persistente.  

Resultado de imagem para tio patinhasComo se vê pela "prova em anexo", foi a divergência monumental que levou à crise de sobre-endividamento dos países devedores que, nem por acaso,  espelha a virtude (?) de credito excessivo dos países credores.  Os credores até ajudaram a mascarar dívida em alguns casos para emprestarem mais.  

Por isso,  devemos sim falar de credores e de devedores.  Devemos sim falar dos credores como parte do problema, se queremos que os credores passem a ser, também eles, uma parte importante da solução. 

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Provérbios financeiros http://ppplusofonia.blogspot.pt/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html

Divergence http://ppplusofonia.blogspot.pt/search/label/Divergence

Credor como problema http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-alemanha-como-problema-1702803?page=-1 

terça-feira, julho 21, 2015

TARTGET2 desequilibrios do sistema de compensação do Euro continuam

Quando um país importa mais que exporta para o resto da Eurozone, o Banco Central do importador fica devedor ao Banco Central do exportador, quase sempre o Bundesbank.
O mesmo acontece com a fuga de capitais, o que se reflecte no grande saldo credor do Luxemburgo.

Assim, a divergência dos saldos do sistema de compensação do Euro é um indicador fiel da divergência de fortunas  entre os países membros
Target2 Balances figure1
Fonte:  http://www.eurocrisismonitor.com/
Germany Current Account to GDP
Fonte:   http://www.tradingeconomics.com/france/current-account-to-gdp
France Current Account to GDP

Eurozone - credores e devedores em divergência

Não sei se entendi bem, quando  a ouvi dizer ontem na SIC Noticias alguém dizer que devíamos deixar de falar de credores e devedores dentro da  Eurozone

Não entendo a lógica.  

Foi precisamente por menosprezarmos a divergência entre exportadores e importadores e entre credores e devedores dentro da Eurozone que nos metemos nesta alhada da Moeda Única  e que nós  as pequenas economias frágeis estamos à mercê dos credores muito maiores e muito mais fortes.  Serão os mesmos credores tão inteligentes que fizeram crédito à Lagardère a um país sem um cadastro de propriedades moderno?  
A Grécia, tonta, pôs-se a jeito, mas o que é certo é que foi cilindrada.  

Smart Denmark escolheu ficar fora do Euro, boa ! 

Se nós em Portugal tapamos os olhos a esta dura realidade, vamos continuar a sofrer. 

Seria bom ver artigos semanais nos  jornais financeiros  sobre os diversos aspectos do comercio externo, da BTC e da balança de pagamentos, pois é evidente que muitos decisores "faltaram às aulas" das cadeiras de economia internacional e de uniões alfandegarias. 

Vamos reconhecer que, na prática,  o Euro é uma moeda estrangeira, e que nós somos apenas  mais um "Hong Kong". 

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 
Fonte:  http://sicnoticias.sapo.pt/opiniao/2015-07-21-A-Grecia-em-analise

sexta-feira, julho 17, 2015

In the Eurozone crisis, it's the trade imbalances stupid

International trade and finance theory seems to have been one of the major sacrifice of the Eurozone crisis, together with the future prosperity of the citizens in the small, peripheral net importing countries.

Now, a Danish economist reminds us of the principles of International Economics 201 with an article entitled, "Greece versus  Turkey:  It's the exchange rate regime, stupid".

Coming from Denmark,  the smart little country that  voted to stay out of the Euro, this deserves a good rereading by all those lawyers maskerating as finance officials. The threat of devaluation raises financing costs for an economy over the short term, a small price to pay to avoid financial disaster affecting several generations.

The persistent mantra of "exiting the bailout conditions and returning to the financial markets" which we hear from the politicians and the financial media in Portugal doesn't even begin to touch on the underlying causes and consequences of the persistent balance of payments crises.

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 
Greece versus Turkey: It’s the exchange rate exchange rate regime stupid!
A history of political dysfunctionality, corruption, military coups, military conflict with a neighboring country, large current deficits and weak fiscal management.
Greece fits that description perfectly well, but so does Turkey. So why don’t we have a major crisis in Turkey and why is Turkey not on the brink of default when neighboring Greece is?
The answer is simple – It’s the exchange rate exchange rate regime stupid!
In 2001 Turkey was forced by a major crisis to abandon it’s managed/crawling peg regime and instead introduced a floating exchange rate regime and the Turkish central bank introduced an inflation targeting regime.
14 years later Turkey is still in many ways politically dysfunctional – in fact it has gotten worse in recent years – there has been rumours of plans of military coups, there has been major corruption scandals even involving the Prime Minister (now president Erdogan) and the governing AKParty and lately the civil war in Syria has created a massive inflow of refugees and increased tensions with Turkish Kurdish population.
All this has to a large extent been reflected in the value of the Turkish lira, which have been highly volatile since 2001 – and increasingly so since 2008, but the floating exchange rate regime means that we have not seen the same kind of volatility in the domestic Turkish economy, which was so common prior to 2001.
While Turkey in 2001 floated the lira Greece gave up having a monetary policy of its own and instead joined the euro. We know the story – while the first years of euro membership in general was deemed succesfull that hardly has been the case since 2008: The economy has collapsed, unemployment increased dramatically, debt has skyrocketed, we effectively have had sovereign default and we are on the brink of an euro exit.
Milton Friedman used to say “never underestimate the importance of luck of nations” referring to how pegged exchange regimes might be succesfull for a while, but also that it could have catastrophic consequence to maintain a pegged exchange rate regime.
In 2008 Greece ran out of luck because it made the fatal decision to join the euro in 2001. Today is it blatantly obvious that Greece should have done as Turkey and floated the drachma. It now seems like after 14 years Greece will be forced by a major crisis to do exactly that.
Lars Christensen
Greece Turkey GDPcapUSD

quinta-feira, julho 16, 2015

Euro wears NO clothes

O Euro vai NU, nu de respeito, nu de equilíbrio, nu de solidariedade.
Acabaram-se as ilusões de convergência e prosperidade para todos na Europa.

Os credores tontos, que fizeram credito a rodos, à Lagardère, no pico da bolha de 2005-2009, demonstraram todo o  seu poder sobre os devedores ainda mais tontos que acreditaram na ilusão da prosperidade fiada, paga com juros sobre juros,pelas gerações futuras.

Resultado de imagem para moinho  beijósE ainda dizem que querem "manter o EURO como ele está", enredado em "regras" feitas por e para os credores, independentemente das consequências terríveis para as outras partes.

Deve ser muito confortável continuar na mó de cima.

Na mó de baixo, a experiência  é bem pior e a NÂO REPETIR.

A Moeda Única  passou irremediavelmente a ser vista como parte do problema da divergência, não parte da solução de convergência. Acabaram-se as ilusões de que a Europa poderia ser um Mercado Único harmonioso e equilibrado.

O EURO perdeu mais apoiantes nos primeiros 15 dias de Julho 2015 do que em todos os 15 anos da sua existência.  

Eu estou a ver-me cada vez mais grega. 

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia

ps.
The best one can say about the financial management of the Eurozone is that it focuses on the wrong metrics for a Single Currency zone with no external adjustments mechanisms left.
The Eurozone regulatory architecture focuses on Excessive Budget Deficits, which were hidden  in several countries due to the temporary increases in revenues from  property transfer taxes revenues and stamp duty on bank loans, both inflated by unsustainable external credit bubbles.
Even after 5-years of balance-of-payments and external debt crises and external insolvencies, there is as of yet no focus on the "metrics that matter" in a monetary union, namely the sustainability of the Trade Balances in goods and non-factor services, and   the divergence CAB Current Account Imbalances among the Eurozone members.  

It seems that we in the Eurozone have learned less in these 5 years of crisis than an  undergraduate student can learn in an introductory courses in  International Trade Theory and International Finance.  




terça-feira, julho 14, 2015

Enquanto o bailout vai e vem folgam os credores que fizeram os créditos subprime

"Enquanto o 'bailout' vai e vem folgam os credores"
Mariana Abrantes de Sousa aplica um provérbio à Grécia: "Enquanto o 'bailout' vai e vem folgam os credores".  A dança de credores evitam que tenham que reconhecer as perdas dos maus créditos que fizeram.   Foram os bancos franceses quem mais crédito concederam à Grécia no auge da bolha, à Lagardère, sob o olhar (desatento) da Ministra das Finanças Christine Lagarde. Os credores iniciais foram muito condescendentes, fecharam  os olhos à falta de cadastro predial, à corrupção, à má gestão, a todos os males gregos.  Os decisores Europeus não se preocupam com a crescente divergência entre os países membros.  A economista defende que "o Euro não é um fim, é um meio" e questiona: "Quanto é que estamos dispostos a pagar e a sacrificar para ficar no Euro?". 
Já Hélder Oliveira acredita que "Merkel tem mais dúvidas do que o seu ministro das finanças" e defende que "esta crise pode ser criadora de novas ideias" para a Europa. "Conselho Consultivo" de 8 de Julho de 2015.

Cecchini and others ignore divergence within the EU

The most shocking aspect of the studies of the impact of European economic integration is how they seem to consistently ignore trade imbalances and the distributional effects of bringing together export powerhouses with small fragile economies.  

A "Union" that agravates divergence is a union that cannot long survive, or that can survive only at the expense of the sacrifice of some of its members, as early "wins" have given away to disastrous and very asymmetric losses and unsustainable intra-Eurozone trade imbalances. 

1988 - The underlying economic justification for the single market programme came from Paolo Cecchini's 1988 report. It estimated that total potential gains of the 1992 single market programme for the EC-12 would be 4 to 7%  of their GDP and would increase their employment by 2m-5m jobs.

1993 - The EU internal market began with the free movement of goods, persons, services and capital is ensured”, offi cially began on January 1, 1993.

2003 - Remarkable "success" was seen according to "estimates" by the European Commission and that in many cases the poorer regions had benefited the most by the resultant increase in intraCommunity trade.  

2013 - Some European expectations came to be seen as unrealistically high. Growth has been less pronounced than predicted in the Cecchini Report of 1988. "Empirical analyses" show that the Single Market has increased GDP in the EU by some 2-3%.  The reduction of barriers to intra-EU trade supposedly made some countries in the EU more attractive for investment by foreign firms.  In other countries,  companies saw more risks than opportunities. And citizens were seen to have reaped "enormous" benefits in terms of jobs, consumer choice and the lower prices. 

One has to wonder about the quality of these  studies,  when clearly the EU did not create enough new jobs to prevent and reduce the double digit unemployment rates in the net importing countries.  

Averages are like that, they can hide more than they reveal.  It reminds us of the not-so-funny joke about the two people who ate half-a-chicken each on average.  
One had the whole chicken, the other had none.

Sources: Gargani* The Internal Market Ten Years On
The Single European Market 20 years on - Deutsche Bank
FT http://www.ft.com/intl/cms/s/0/5852d9e6-05ea-11e4-89a5-00144feab7de.html#axzz3fFiYdOYq
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sábado, julho 11, 2015

Euro rules ignore best principles

Eurozone discussion is full of hypocrisy, posturing, deceit and threats.  Creditors have now taken to hectoring about following "the rules".  

Really?  Which and whose rules are we to follow ? 
Should these all-important "rules" be followed blindly with no thought to the consequences?
  • The BASEL I and BASEL II rules which allowed creditor banks to reach leverage of 60X while making  subprime loans to countries deemed corrupt and mismanaged even then? If the creditors are so smart, why did they make so many stupid loans to begin with, sabotaging any effort at good financial management in the debtor countries. 
  • The umbalanced EU rules that penalize countries with external deficits, but ignore the problems caused by external surpluses?  
Can we afford to follow these creditor-driven man-made "rules"or should we abide by more fundamental principles?
  • Like the  principle of prudent credit management, not lending more than the borrowers effectively need and can afford to pay back? 
  • What about the principle of limiting   external imbalances within an single currency zone since countries lack adjustment intruments?  
  • Not to mention the principle that the ends should not be confused with the means.  
The EURO is a MEANS  for promoting prosperity and convergence, it is not an END in itself.
This EURO  has proved to be not fit-for-purpose, but the creditors insist on keeping as it is. For the smaller countries, the EURO can be seen as a Trojan Horse.
The Cecchini  1992 report on the Single Market was terribly wrong, badly overestimating the benefits (promissing GDP growth gains of 5-7% , actuals only around 1%) and failed to address altogether the unequal distribution of these smallish gains among the member countries.  

Resultado de imagem para imagem euro break upWe wonder, what did Denmark foresee , the smart little country that could,  when it voted to stay out of the Euro, that none of the other small countries saw ?

See also Harold James:  For a  global system based on values as opposed to rules  https://lapa.princeton.edu/people/harold-james

A discussão da crise da Eurozone está cheia de hipocrisia, postura, engano e ameaças. Os credores aproveitam para dar sermões sobre o cumprimento de "as regras".

A sério ? E quais as regras é que devíamos cumprir?
As "regras" são assim tão importantes que se devem  seguir cegamente sem nenhuma preocupação com as conseqüências?


  • Vamos seguir as regras de Basileia I e II  que permitiram que os bancos credores atingissem alavancagem de 60X ao fazer empréstimos subprime para devedores já então considerados corruptos e mal administrados? Se os credores são agora tão inteligentes, por que fizeram tantos empréstimos estúpidos, sabotando qualquer esforço local de boa gestão financeira nos países devedores?
  • Ou as regras desequilibradas da União Europeia  que penalizam os países deficitários e devedores, mas que ignoram os efeitos perversos causados pelos superavits  nos países credores?

Podemos nos dar ao luxo de seguir estas "regras" artificiais impostas pelos credores ou devemos respeitar princípios bem  mais fundamentais?

  • Como o princípio da gestão prudente de crédito,  de não emprestar mais do que o mutuário necessita e que   efectivamente  reembolsar?
  • E sobre o princípio de limitar os desequilíbrios externos dentro de uma união monetária uma vez que os pequenos países membros carecem de mecanismos de ajustamento?
  • Para não mencionar o princípio de que os FINS não devem ser confundidos com os meios. 
O EURO  tem se ser visto apenas como um MEIO para a promoção da prosperidade e da convergência na Eurozone, não é um FIM em si.   Este EURO  provou não ser adequado  aos FINS a que se propunha, mas os credores querem manter tudo como está. Para os países mais pequenos, o EURO  pode ser visto até como um cavalo de Tróia.

Agora vê-se o erro gritante do relatório Cecchini de 1992 sobre o Mercado Único que sobrestimou os benefícios: ganhos de crescimento de 5-7% do PIB de, comparado com uma média de apenas 1% na realidade.  Pior, não se identificaram nem se precaveram bem os riscos de divergência, da  distribuição desigual desses pequenos ganhos.

Seria bom recordar o que levou a Dinamarca a votar par ficar   fora do Euro.  Que riscos  é que aquele  pequeno país inteligente sentiu  que nenhum dos outros países pequenos previu?

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia