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quinta-feira, janeiro 25, 2018

Refletir sobre os novos desafios de gestão financeira

Hoje tive a grata oportunidade de ouvir especialistas falar de estratégias de investimento  e as mega-tendências de longo prazo numa conferência do banco BIG, mais uma vez premiado com o banco mais sólido do mercado português.  É bom parar para refletir sobre os bons conceitos fundamentais em face dos novos desafios de gestão financeira familiar e empresarial. 

Image result for BIG perspectivas de investimentoO passado recente foi risonho.  Gostei da analogia da conjuntura Goldilocks em 2017 de contexto geralmente favorável, da sopa nem quente demais nem fria demais, mas sim "just right".  Mas quem vai "cultivar os legumes e fazer a sopa" no futuro para os velhinhos de 100+ anos com o envelhecimento da população mundial ? 

Constituir poupanças é o primeiro passo essencial, especialmente para quem tem muito "equity-risk" na sua atividade principal e precisa de aplicar o seu pé-de-meia em instrumentos financeiros seguros.   Com taxas de juro nominais negativas, como é que se vai poupar  e gerir  as poupanças necessárias  para sustentar uma população cada vez mais dependente? 

Parece-me que há um desajuste entre a perceção atutal das autoridades monetárias e do mercado financeiro focados no curto prazo e a realidade demográfica de longo prazo.  Este "reality-perception gap" representa uma boa oportunidade de arbitragem, para quem conseguir acertar.   A distorção económica causada por manter taxas de juro nominais negativas meses e anos a fio cria uma  situação francamente assustadora em termos de sustentabilidade. 

A baixa taxa de poupança em contra-ciclo com taxa de dependência demográfica são mega-tendências insustentáveis e difíceis de inverter.  E que não se resolvem com supostas "inovações financeiras" como o "crédito na hora" nem o bitcoin, mas sim com menos consumo, mais poupança, e com melhor investimento com mais valor acrescentado. 

Sobre o bitcoin, podem ver o artigo que publiquei recentemente sobre as moedas digitais, que fazem lembrar o tempo em que cada banco criava o seu próprio papel-moeda que colapsava de tantos em tantos anos em sucessivas crises bancárias.   Quando houver um único emissor oficial de cripto-moedas, aí sim pode servir de meios de pagamento e de reserva de valor...para as parcas poupanças, se as houver. 

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Bolha e euforia do bitcoin segue modelo estudado por Kindleberger

Um corretor  brasileiro de bitcoin vem agora dizer que não há bolha no bitcoin, até investe algum (!?) dinheiro da sua família em cripto-moedas digitais. 
Aposto que esse corretor entusiasta e eufórico nunca leu um dos meus livros favoritos, que gosto de reler quase todos os anos, e que  já referi neste blog,  um  clássico de história económica:
Charles Kindleberger, 1978,  Manias, Panics and Crashes
Kindleberger foi professor de economia internacional em MIT e é considerado um dos grandes economistas pela elegância em que apresentava  conceitos económicos complexos de uma forma acessivel para o público em geral.
(ver obituário de 2003  http://www.economist.com/node/1923462

A bolha é definida como um fenómeno financeiro em que investidores especulativos
compram um ativo sabendo que o preço está muito acima de qualquer "valor fundamental", na expectativa de que os preços continuem a subir e a subir.

Kindleberger estudou vários eventos de bolhas e pânicos  financeiros, desde a bolha das tulipas no século XVII e identificou um modelo elegante em 5 fases:
  1. Displacement - Deslocamento de investimentos para um negócio novo, por vezes prometedor mas mal conhecido; os primeiros investidores que ganham bastante dinheiro.
  2. Boom - Expansão desenfreada do novo negócio, geralmente alimentada a crédito.
  3. Euforia  e bolha - Pequenos investidores procuram "apanhar a onda" do novo negócio sem analisar.  Primeiros investidores "profissionais" começam a retirar-se vendendo aos novos "investidores de retalho" no pico dos preços.  
  4. Crise -  Expansão revela-se excessiva, muito para além do potencial fundamental do novo negócio, debandada em pânico provoca perdas para quase todos os investidores.
  5. Revulsion - Revulsão e colapso dos preços para níveis abaixo do "valor fundamental subjacente", que pode depois tocar fundo estabilizar se o novo negócio trouxer mesmo valor acrescentado à economia. 
Fonte: https://www.pragcap.com/anatomy-of-bubbles-and-crashes/ 

Para além dos investidores inexperientes e incautos, tipo "maria vai com as outras" na fase atual da Euforia do bitcoin, o que está em causa na bolha do bitcom, é mesmo o "valor fundamental subjacente" das cripto-moedas como novo instrumento financeiro, como meio de pagamento, como reserva de valor, etc.    Será a nova moeda digital se vai tornar tão respeitado e omnipresente como o papel-moeda? 

Uma pista para a análise do "valor fundamental" do bitcoin é a referência frequente nos artigos cheios de entusiasmo à não-tributação dos rendimentos e dos valores aplicados em bitcoin.  Um negócio cujo valor depende da evasão fiscal é um desafio ao fisco de todos os países, assim convidados a fazer esvaziar a bolha com uma penada de legislação. 

Melhor esperar que o Uncle Sam e as outras autoridades tributárias e os reguladores financeiras comecem a tirar o seu quinhão dos negócios em bitcoin antes de aplicar qualquer parte da fortuna familiar na nova moeda-sem-papel

Mariana Abrantes de Sousa
Janeiro 2018

Ver também: http://ppplusofonia.blogspot.pt/2008/10/efficient-market-fallacy.html





quinta-feira, junho 18, 2015

Debt workout 201 - o que tem de ser tem muita força

Diz o povo que o "que tem de ser tem muita força", e um credor falido e insolvente desde antes de 2009 pode entrar em default em qualquer momento, quer os credores gostem quer não.

Os credores imprudentes, que não fizeram o trabalho de casa no devido momento, que não questionaram a gestão de finanças públicas, nem os programas de pensões, nem a prestações de contas da Grécia quando estavam a desembolsar, e até a ajudaram  a esconder a divida grega no tempo da bolha de crédito, querem agora que outros credores continuem a ajudar a Grécia a pagar a divida insustentável.

Isto é conhecido na gíria de contencioso (workout) como a estratégia de procurar o "greater fool", um credor mais novo e ainda mais imprudente que venha a substituir o credor imprudente inicial.

E o devedor ? Esse acumula divida ad eternum.

Uma das poucas formas que um devedor tem de forçar os credores a negociarem e aceitarem uma redução da dívida incomportável que ajudaram a acumular, é de suspenderem pagamentos, é uma das tácticas que vêm nos livros.

Como devedor insolvente, o actual governo grego tem visão, tem bons instintos negociais, tem a coragem que falta a outros devedores, mas tem pouca experiência, desgastando-se em batalhas perdidas.  Os credores imprudentes têm quase todas as armas do seu lado, inclusive uma comunicação social e imprensa financeira pouco isenta, pouco perspicaz e pouco dada a análises de fundo, que prefere citar (o absurdismo de) Kafka em vez (dos desequilíbrios de externos) de Kindleberger.

O ataque to actual governo grego à actuação do FMI é um bom exemplo de uma iniciativa correcta na intenção, mas errada na execução.

O habitual contributo do FMI nas crises de endividamento externo consiste em apoiar a aplicação de um receituário clássico de medidas conjunturais e de reformas estruturais concedendo crédito de emergência, ficando com preferência no reembolso, o  que permite reembolsar alguns dos credores originais e pagar importações essenciais como medicamentos, alimentos, etc.  Ao ajudar a definir  um "processo de ajustamento em curso", o apoio do FMI serve também para dar um sinal positivo ao resto dos credores.

O problema é que o "receituário clássico do FMI" não se pode aplicar a países sem moeda própria, como são os membros da Eurozone.  Fazer um programa de ajustamento de desequilíbrios externos sem uma desvalorização externa (multilateral) é como tentar fazer uma omelete sem ovos.  A receita alternativa para um "ajustamento externo em regime de Moeda Única" consiste num forte "desvalorização interna" (unilateral) , com aumentos brutais da carga fiscal, cortes nos salários, cortes nas pensões, cortes nas prestações sociais, o que tem impactos sociais muito negativos e desiguais.  A experiência mostra que esta austeridade unilateral concentra os custos do ajustamento nos devedores, como se pode ver pelo aumento da divergência entre os países credores e os países devedores.  Num país, pode mudar de ministro, de governo ou de partido, mas isso não aumenta as exportações de uma economia deficitário, a única saída de uma crise de balança de pagamentos.

Resultado de imagem para eurozone
O FMI continua a exercer as suas funções de apoiar o "processo de ajustamento em curso",  não pode ser criticado por isso.  Só que o estar a fazer mal, está aplicar uma receita errada, desajustada da realidade de economias pequenas, frágeis e quase totalmente desarmadas em termos de ferramentas de politica económica.  O FMI pode e deve ser criticado por não ajudar a encontrar soluções mais equilibradas que pudessem garantir o ajustamento de todos os desequilíbrios externos, de défices e de superavites, partilhando custos e reduzindo divergências entre países devedores e países credores.

Daqui a 50 anos, quando os sucessores de Kindleberger escreverem a história económica do Euro e da crise financeira da Eurozone, vai ficar claro que nem  FMI nem os outros reguladores financeiros souberam precaver os desequilíbrios e as suas consequências neste contexto rígido da Moeda Única, sem os tradicionais meios de ajustamento automático, e que as autoridades financeiras contribuíram para a tragédia de erros no que respeita à regulação de ManiasPanics, and Crashes do século XXI

Marina Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia 


sexta-feira, novembro 23, 2012

Bolha das PPP rebentou - agora em video

Portugal campeão das PPP - agora em video
Portugal é campeão do mundo em PPP no MSN Video
Custam um subsídio e meio de Natal em 2014.
video.pt.msn.com/watch/video/portugal-e.../295pd42xn


Ver video em http://video.pt.msn.com/?mkt=pt-pt&vid=dfbfd834-adee-45f2-acf2-17aabada3481&from=sharepermalink&src=v5:share:sharepermalink:&from=dest_pt-pt

Quando a maré da liquidez se esvazia, torna-se mais fácil de ver o  iceberg de dívida escondida  resultante dos encargos extra-orçamentais com serviços públicos e PPP, que já erá quantificável com os dados disponívies no final  de 2007.  

Tendo o  MOPTC tinha um orçamento aprovado de €449 milhões para o ano de 2008, estava de facto a gastar cerca de €7 mil milhões.   

Ver mais em http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/12/encargos-extra-orcamentais-com-servicos.html

domingo, novembro 11, 2012

Diz Hong Kong a China: " Aguenta aí a "Tsu-money"

(in English below)
O que é uma "Tsu-money"?  
É uma parede de dinheiro que pode  inundar qualquer pequena  economia aberta e que pode sair tão rapidamente como entrou, esvaziando a liquidez e  deixando a economia tão destroçada, como se tivesse sofrido uma verdadeira Tsunami.

O câmbio fixo ou paritário, como o "currency peg" de  Hong Kong e o da Eurozone, torna uma economia não apenas aberta como indefesa, sem politica cambial ou política monetária independentes. É por ter as mãos amarradas que um país  nesta situação tem de recorrer a um de poucos instrumentos de política que lhe restam, taxando a entrada de crédito e de fundos especulativos.

Foi o que fez Hong Kong agora, segundo um artigo no The Economist de 3NOV2012, ao aplicar um imposto de selo de 15%  sobre transacções imobiliárias com não-residentes.  Em tempos, o Brasil tinha a regulação 63, que obrigava os créditos externos a permanecerem no país um mínimo de 5 anos para resfriar a entrada de fundos especulativos.

Se alguns dos países da  Eurozone tivessem  feito mais para bloquear a entrada de "dinheiro quente"  nos anos da bolha de liquidez, talvez não tivéssemos sofrido um desastre financeiro desta magnitude, nesta fase da ressaca.

Ondas gigantes em Portugal, só para surfar e  só no Canhão da Nazaré.
Fontes:  The Economist, Krugman on the "tsunami of money"

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia


Hong Kong to China,"hold the tsu-money".
A "tsu-money"is a wall of hot money which comes flooding into an open ecomony and then floods just as rapidly out, leaving a wrecked economy in its wake, just like a tsunami.
And a currency peg, like in Hong Kong and the Eurozone, makes an economy not just open but defenseless, without an independent exchange rate or interest rate policy. That is why a country with its hands tied in this situation has to resort to one of its few remaining policy tools, raising taxes on incoming hot cash and credit.
Well done.
If only some of the Eurozone countries had done more to block incoming hot money in the bubble years, we might not be facing such financial disaster now as the money flows out.
Giant waves in Portugal, only for surging in the Nazaré Canyon. 

domingo, julho 29, 2012

European Deposit Insurance still missing

I have discussed the need for pan-European deposit insurance at least 20 times in my blog PPP Lusofonia, beginning in November 2010, before the full dimension of the crisis was visible, so you might say I am obsessed with protecting local depositors and stabilizing local bank funding.  The topic is finally drawing some deserved attention in 2012, even if only to say "nein"! 


If only the refusal was justified. The fact that "no one of the top German economists is proposing deposit insurance" may  just mean that they all think alike and  that none of them are willing or able to look at the real needs beyond German borders, or that they wouldn't recognize a black swan if they saw it.   


Voilà a good example of the value of diversity!
Having witnessed bank runs in  Argentina many years ago, I would very much like to be proven wrong, for the right reasons. That is, to see the European banking crisis resolved and the Euro saved without the need to guarantee retail deposits.   What I fear, however,  is to be proven right  for the worst reasons, if the divergence and capital flight continue and result in a severe haircut to local savers, a la"corralito". 

So let's keep the concept on the table, of a European Deposit Guarantee Scheme  that would protect small (250.000€), local deposits from the risks of bank insolvencies and currency redenomination and convertibility.   A retail Deposit Guarantee is not inconsistent with the opposition to pooling wholesale bank liabilities  and with requiring  the large wholesale creditors of insolvent banks to take losses on  their risky exposure.  These are two very different sources of bank funding with different loss absorption capacities and behaviours.  To treat the deposits of local families and shopkeepers in the same manner as the bank bonds held by foreign hedge funds is absurd in economic and regulatory, as well as social, terms.

Another issue is whether we need a Deposit Guarantee scheme, or a self-funding Deposit Insurance scheme.  In the beginning, a super-sovereign guarantee is probably needed because the insurance fund would not have enough assets to be credible, unless it was funded by revenues from a new European tax on financial transactions.  That would be poetic justice indeed, to have hedge fund and program trader finance the security of local retail savings, which are so critical to the rebalancing of the Eurozone.  

But the German economists’ opposition to pooling distressed bank liabilities seems to be a case of "do what I say, don't do what I do".  In fact, German and other international banks have used this lengthy creeping crisis period to reduce their inter-bank exposure in the distressed countries, as they have been the primary beneficiairies of the ECB bailout largesse. 

Meanwhile the TARGET2 balloon keeps inflating. The Bundesbank's TARGET2 credit claims jumped  from €498 billion  in Dec-2011  to  €728 billion  as of June 2012, (starting a €96 billion  in June 2008). And  the imbalances are accelerating.  This reflects the tsunami of capital flight  such as the €163 billion that left Spain in the first five months of 2012, according to the BdE.  
How many weeks will it take  for the Bundensbank's net claims to reach €1.000 billion? 

This quote from an early blog post  remains sadly current, nearly two years later.
Quote
30-Nov-2012,  The Euro Stability Pact, the Single Currency and the Single Market http://ppplusofonia.blogspot.pt/2010/11/euro-stability-pact-single-currency-and.html  
...Thus, financial markets are likely to remain volatile, until the EU resolves the underlying balance of payments problems of the unbalanced “Single Market”, not just the symptomatic stresses within the “Single Currency”.  Among other things, this means protecting domestic retail depositors in the deficit countries rather than cross-border professional investors from the surplus countries, who are, even   now, enjoying the benefits of moral hazard...
Unquote
Mariana Abrantes de Sousa
QUARTA-FEIRA, JUNHO 13, 2012
http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/06/new-deal-essential-to-overcome-european.html
QUINTA-FEIRA, MAIO 24, 2012
SEXTA-FEIRA, MAIO 18, 2012
QUARTA-FEIRA, ABRIL 11, 2012
http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/04/bom-governo-na-banca-deve-proteger.html
TERÇA-FEIRA, JANEIRO 31, 2012
http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/01/pas-comme-les-americains.html
DOMINGO, OUTUBRO 16, 2011
SEXTA-FEIRA, AGOSTO 12, 2011
http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/08/coisas-que-nao-lembram-troika.html

sábado, julho 28, 2012

Stress testing European financial regulators

As with everything else in life, this crisis  will separate the good financial regulators from ....the others.   Beyond being subjected to on-going stress tests of unforeseen proportions,  European and national prudential regulators may be judged harshly by history if they stand by while the Single Currency and the Euro banking system erode, threatenning the life savings of millions of European depositors and savers. 

This is why it is more than disappointing to learn of the opposition of some regulators to the creation of a robust European Deposit Insurance Scheme, as in the case of the recent interview of the head of  BaFin, a German national prudential regulator,  published in der Spiegel.  (see http://www.spiegel.de/international/business/interview-with-bafin-head-elke-koenig-on-changes-in-banking-regulations-a-846619.html)  

This opposition appears to be based on a rather belated  concern with cross-border contagion, a phenomenon which  really had its origin in the excessive cross-border lending to irresponsible borrowers by overleveraged, overextended and equally irresponsible creditors over the last decade. A lot of this irresponsible credit exposure was hidden from view, for example the Goldman Sachs swap loan to Greece,   but most was accumulated under  the (un)vigilant eye of the (im)prudent regulators.   As the unabated crisis moves into an ever  more critical phase,  this national indifference to the need for Europe-wide protective measures indicates a distressing lack of appreciation for the new “convertibility and redenomination risk” in the Eurozone and for the disastrous impact of capital flight on the European banking system  as a whole, in a context of the three NOs, NO devaluation, NO capital controls and NO independent monetary policy. 

The failure to stem capital flight by  protecting local savers also contributes to the continuing failure to stabilize the European banking system,  which  is threatenning to disagregate before our very eyes and no longer performs adequately its essential function of financial intermediation between net savers and net borrowers.  As  might be expected, this debacle has more severe consequeces for the more fragile member countries,  which have been steam-rolled by the flooding-in and flooding-out phases of the huge  tsunamis of “hot money” financial flows.
 Unlike the traditonal national regulators, whose views  may be more or less  one-sided and short-sided, we may look to the European Systemic Risk Board  to step foward now  since (1) it was established precisely as a response to the crash phase of this credit bubble-to-crash financial crisis, and (2) it it   has an Europe and Eurozone-wide, rather than merely national,  mandate. 


Thus,   it would be  important to know the position and recommendations of  the ESRB regarding   policy measures to be taken to stabilize the Euro banking and financial systems, specifically the  insurance for local retail deposits. However, this information so important to the European financial consumers as Stakeholders is not visible in the ESRB website.

Futher, it would also be important to know what  specific mechanisms the ESRB has in place to ensure that it takes account of needs of  ALL  the European  financial consumers, the local depositors and savers, especially those in distressed and fragile economies on the periphery of the Eurozone such as Portugal.


The mandate of the  Liikanen Group named in early 2012 by the European Commission to make recommendations on restructuring the EU banking sector should be equally broad.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 
28-July-2012   

See more periphery views on the crisis from a former money center banker in the blog PPP Lusofonia

domingo, novembro 20, 2011

António Borges speaks about the Eurozone crisis

18/October/2011
Antonio Borges, the (recently resigned)  Director of the European Department of the IMF, spoke to SIEPR Associates at Stanford University about the European debt crisis and what can be done.
Source: 10envolver/wordpress.com


Topics of the presentation of Antonio Borges on the Eurozone crisis:
  • What's at stake 
  • Causes of the current crisis 
  • Incomplete monetary union
  • Current developments and risks
  • Support vs Discipline
  • What should be done 
Commentary: 
Yes, growth-oriented budget discipline can be done. And cutting pension benefits also helps to reduce hidden liabilities.
But the national central banks could do more to work together, instead of pushing the "loose lending" problems on each other.
What needs to be done is to focus on rebalancing the trade and current account deficits/surpluses within the Eurozone.
This will require many changes which are not in the "troika" play lists.
See also   Of banks, Central Banks and moral hazard, ...  easy credit at at root of the crisis

quarta-feira, novembro 09, 2011

Prognósticos no (princípio do) fim do jogo

As bolhas financeiras alimentadas pelo crédito excessivo e a sua inevitável contracção são tão recorrentes que os melhores exemplos têm séculos.  Veja-se  Kindleberger,  1989, "Manias, Panics and Crashes", um livro que merece ser relido anualmente.

Sabemos que a banca está sempre na linha da frente ao intermediar  o risco e a liquidez entre os aforradores/depositantes e os devedores.  Quando a banca é imprudente e faz crédito a mais, especialmente crédito externo ou cross-border, alimentam e potenciam a bolha, e acabam por perder com o crédito mal parado os lucros que ganharam na parte expansionista.

Quando a bolha e o consequente colapso é muito grande, as perdas esgotam o capital dos bancos, que têm que ser recapitalizados.   Isto é uma das principais funções da regulação prudencial a cargo dos bancos centrais. Se os accionistas não puderem ou não quiserem recapitalizar os bancos, o Estado tem que o fazer, através uma nacionalização mais ou menos encapotada para servir de safety net ao sector financeiro que é essencial para qualquer economia. Foi isso que aconteceu em Portugal 1975, no Mexico em 1982, etc.

A nacionalização pode ser explicita, e revestida de ideologia, ou pode ser mais encapotada, na forma de garantias ou acções sem voto.  Mas o apoio do Estado deve ser sempre condicional, protegendo sobretudo os depositantes e os clientes.  A protecção não deve abranger nem os accionistas nem os gestores bancários, alguns dos quais são mesmo parte do problema e não parte da solução, pois  ficam paralisados na fase de negação.

Estes prognósticos são lamentáveis mas nem por isso são surpresa.  Por isso a nacionalização do banco Dexia pelo governo belga pode ter sido vista como o "fim do princípio da crise".

É natural que os accionistas e gestores bancários portugueses contestem o condicionalismo dos apoios do Estado de que necessitam como de pão para a boca.  Mas os dinheiro dos contribuintes portugueses, que terão que eventualmente reembolsar os créditos aos contribuintes alemães, não pode ser dispensado sem exigir fortes contrapartidas, sob pena de continuar a alimentar o problema de gestão bancária e financeira imprudente.

Como diz o velho ditado popular, "a quem for mau dispenseiro, não entregues o teu dinheiro".

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia, Portugal

VER mais ....
Manias, panics...http://ppplusofonia.blogspot.com/2008/10/efficient-market-fallacy.html
 Five recommendations http://ppplusofonia.blogspot.com/2011/10/five-recommendations-to-help-resolve.html
Provérbios financeiros http://ppplusofonia.blogspot.com/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html

sábado, outubro 01, 2011

Comissão Executiva de 6-SET-2011 sobre a Banca

A avaliação da banca e as opções é o tema do programa de   6-SET-2011 que conta com o comentário de Mariana Abrantes de Sousa, Francisco Banha e José Almaça,
numa entrevista conduzida por Alda Martins, Económico TV.

O problema mais imediato dos bancos é a liquidez e o funding, ainda que o problema de solvabilidade  continua subjacente. Os bancos estão muito dependentes de funding externo, agora do BCE que fornece liquidez de emergência uma vez que o mercado inter-bancário fechou o acesso aos bancos com ratings inferiores, reflectindo o défice de confiança.

Mas os bancos precisam de uma solução de funding de anos, não apenas de meses.  Especificamente, os bancos precisam de funding estável de muito longo, correspondente aos seus activos de longo prazo de crédito à habitação, de financiamento de projectos de PPP e de financiamento a empresas.

Os bancos estão a fazer um desalavancagem forçada,  a fim de reduzir o rácio de transformação de créditos sobre depósitos  de mais de 160% para um nível mais sustentável 120%.

Os bancos terão que recapitalizar para aguentar as imparidades de activos e eventuais perdas de crédito mal parado.  A crise vai também exigir mudanças de gestão.







Fonte:  ETV     http://tv.economico.pt/

sexta-feira, julho 15, 2011

Eurozone debt crisis - now in song

You think it can't happen to you?
British banks were only the second largest "loose lenders", after the German banks, as show in the statistics on Eurozone debt exposure by "bank home country".  In fact, British bank exposure to the peripheral countries is larger in relation to its GDP that of German banks.  Even French banks were more cautious.

The excessive exposure to the fragile peripheral economies reflects on the quality of the "home rule" prudential regulation of each of the Central Banks who could have curbed excessive cross-border lending.

segunda-feira, maio 30, 2011

PPP measures in the MOU Memorandum of Understanding with IMF/EU/ECB


Ref:   Public Private Partnerships
The Government [of Portugal] will:
3.1.      Avoid engaging in any new PPP agreement before the completion of the reviews on existing PPPs and the legal and institutional reforms proposed (see below).  [Ongoing]
3.2.      Perform with the technical assistance from EC and the IMF, an initial assessment of at least the 20 most significant PPP contracts, including the major Estradas de Portugal PPPs, covering a wide range of sectors. [Q3-2011]
3.3.      The Government will recruit a top tier international accounting firm to undertake  a more detailed study of PPPs in consultation with INE and the Ministry of Finance. The review will identify and, where practicable, quantify major contingent liabilities and any related amounts that may be payable by the Government . It will assess the probability of any payments by Government in relation to the contingent liabilities and quantify such amounts. The study will assess the feasibility to renegotiate any PPP or concession contract to reduce the Government financial obligations. All PPPs and concession contracts will be available for these reviews. [Q4-2011]
3.4.      Put in place a strengthened legal and institutional framework, within the Ministry of Finance, for assessing fiscal risks ex-ante of engaging into PPP, concessions and other public investments, as well as for monitoring their execution. The Court of Auditors (Tribunal de Contas) must be informed of this ex-ante risk assessment.  Technical assistance may be provided if necessary. [Q1-2012]
3.5.      Enhance the annual PPP and concessions report prepared by the Ministry of Finance in July with a comprehensive assessment of the fiscal risks stemming from PPPs and concessions. The report will provide information and analysis at sectoral level. 
The annual review of PPPs and concessions should be accompanied by an analysis of credit flows channelled to PPPs through banks (loans and securities other than shares) by industry and an impact assessment on credit allocation and crowding out effects. This particular element should be done in liaison with the Bank of Portugal. [Q2-2012] 


- Include PPPs in the monthly reporting of commitments and arrears of Public Administration (Q3-2012) 
- Ensure full implementation of the Budgetary Framework Law, including art. 31 (Q3-2011)