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quinta-feira, maio 14, 2020

TARGET2 aponta para outra crise, pior

TARGET2  rising (in)balances point to another Eurozone crisis  in 2020, worse than 2018-2012 

Os saldos do sistema TARGET2 de pagamentos entre os Bancos Centrais da Eurozone são um indicador-chave da crise da balança de pagamentos intra-europeia e continua a ser um marcador da instabilidade financeira da Eurozone.  A partir de setembro de 2015, o BCE fornece os valores num banco de dados comum.

Os saldos a receber e a pagar entre os Bancos Centrais nacionais deveriam reverter sempre para perto de zero. 

Parte do superavite do Bundesbank alemão reflete a fuga de capitais voláteis (hot money) para a Alemanha, que aumenta em momentos de incerteza e de maior risco e podem moderar em tempos da acalmia.

Mas outra parte destes desequilibrios refletem os saldos comerciais em desquilibrio persistente, crescente e perigoso.

A divergência acentuada e progressiva dos saldos TARGET2 desde 2015 vai ser, mais uma vez,  insustentável.
A crise financeira e politica vai rebentar, só não sabemos quando e como.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista
Fonte: http://www.eurocrisismonitor.com/

segunda-feira, julho 17, 2017

Consultor financeiro não é intermediário não

Se não tem CAPITAL em risco, não é intermediário  não...

Regime jurídico dos intermediários de crédito e da prestação de serviços de consultoria (novo)
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LEGAL ALERT  - REGIME JURÍDICO DOS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO E DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA,  - DECRETO-LEI N.º 81-C/2017, DE 7 DE JULHO
Foi recentemente publicado o regime jurídico que regula as condições de acesso e de exercício da atividade de intermediário de crédito e da prestação de serviços de consultoria relativos a contratos de crédito celebrados com consumidores em Portugal (“Regime”), o qual entra em vigor a 1 de janeiro de 2018.
A atividade de intermediação de crédito pode ser exercida tanto por pessoas singulares como por pessoas coletivas e consiste na prestação de um ou vários dos seguintes serviços: (i) apresentação ou proposta de contratos de crédito a consumidores; (ii) assistência em matérias relacionadas com contratos de crédito; e (iii) celebração de contratos de crédito com consumidores em nome dos mutuantes.
O Regime consagra três categorias de intermediários de crédito: (i) o intermediário de crédito vinculado; (ii) o intermediário de crédito a título acessório; e (iii) o intermediário de crédito não vinculado (de acesso exclusivo a pessoas coletivas), sendo-lhes respetivamente aplicáveis diferentes requisitos para o acesso à atividade e diferentes obrigações no exercício da mesma.
Por sua vez, os serviços de consultoria consistem na emissão de recomendações dirigidas especificamente a um consumidor sobre uma ou mais operações relativas a contratos de crédito, enquanto atividade separada da concessão de crédito e da atividade de intermediário de crédito.
Salvo certas exceções, o acesso à atividade de intermediação de crédito ou de prestação de serviços de consultoria em território nacional está condicionado à obtenção de autorização prévia do Banco de Portugal, mediante o preenchimento dos requisitos previstos no Regime.
O diploma agora aprovado, que também transpõe parcialmente a Diretiva 2014/17/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de fevereiro, relativa aos contratos de crédito aos consumidores para imóveis de habitação, consagra a possibilidade de os intermediários de crédito estabelecidos num Estado-Membro prestarem, ao abrigo da liberdade de prestação de serviços ou do estabelecimento de sucursal, os mesmos serviços noutro Estado-Membro, sem necessidade de nova autorização.
O Regime estabelece ainda o regime sancionatório aplicável tanto aos intermediários de crédito como aos mutuantes que a eles se associem.
As entidades que já desenvolvem a atividade de intermediação de crédito à data da entrada em vigor do Regime poderão continuar a fazê-lo sem a referida autorização durante um período transitório máximo de 12 meses após aquela data. Contudo, os deveres de conduta, de informação e de assistência consagrados no Regime devem ser observados a partir de 1 de  janeiro de 2018.

terça-feira, outubro 02, 2012

Finalmente uma medida a favor da poupança


O actual governo não toma só medidas erradas. 
Agora acertou ao  dar um prémio de 2,75% na taxa de juro (rendimento) nos Certificados de Aforro.
Quem compra, hoje, Certificados de Aforro obtém logo, e até 2016, uma taxa de juro de cerca 3,26% ao ano, o que é uma muito boa medida (ver o site do IGCP).

 Qualquer pessoa com um mínimo de 100 euros, pode comprar (emprestar ao Estado) um Certificado de Aforro e receber juros cada trimestre que lhe serão creditados na conta (capitalizam). Basta ir a um balcão dos CTT, levar a sua identificação e a da pessoa que quer deixar a movimentar a conta e já está, sem custos. Só pode mobilizar esse dinheiro ao fim de 3 meses. Após 3 meses pode levantar esse dinheiro.

Os Certificados de Aforro são uma forma boa e fácil de aplicar poupanças. Uma taxa de cerca de 3,26% hoje é uma boa taxa. A média das taxas de juro que os bancos oferecem nos depósitos a prazo é um pouco inferior, segundo alguns jornais.

Por essa razão alguns banqueiros  não ficaram satisfeitos com a medida dizendo que isso “distorce a concorrência” e que pode levar, e já está a levar, à fuga de depósitos a prazo para os Certificados de Aforro.

Esta medida é boa não só para os aforradores mas também para a economia do país. Porquê?
1. Incentiva a poupança por parte do público em geral e contribui para diminuir o consumo de bens importados, por exemplo;
2. Estabelece uma relação mais directa e de confiança entre os cidadãos e o Estado. É com se estivéssemos a emprestar a nós próprios.
3. O rendimento (juros) desses Certificados ficam no país em vez de serem pagos a bancos e outros investidores estrangeiros que  nos estão a emprestar mas com um juro bem mais alto.
Recorde-se que a própria Troika está cobrar taxas de juro a Portugal acima dos 4%, segundo o Ministério das Finanças, transformando o que dizem ser ajuda ou resgate num chorudo negócio para a UE e o FMI.

Estima-se que dos 78 mil milhões da dita “ajuda” Portugal vai ter que devolver esses 78 mil milhões mais cerca de 44% desse valor em juros num montante de 34,4 mil milhões de juros  para além de comissões escandalosas de várias centenas de milhões de euros.

Qualquer estudante de economia sabe que a melhor e mais saudável forma de financiar a dívida pública é recorrer às poupanças da população do próprio país. Por isso considero um erro crasso desprezar essa fonte de financiamento ao Estado.
A. Abrantes
30 de Setembro de 2012

sexta-feira, setembro 21, 2012

Nobody forced the creditors to lend - 2

Debt workout 101 - 18 
Correlation does not imply causality is a phrase heard frequently in economics, so an article which attempts to answer which came first, the excess of  imports over exports or the excessive external debt deserves a wide reading.  In short, the conclsuion is that  in a context of free capital flows, it is the availability of external credit (as in vendor-financing) that allows the consumption of imported goods in excess of export revenues.

As a consequence, the author, a professor at Panteion University in Athens, calls for adjustment policies  to address the proper management of capital flows, which may help to avert the next external credit tsunami.

One could go further and point out that noboby forced the external creditors to lend.  When the losses resulting from excessive credit  loom large, and borrower austerity can be taken only so far, such losses may have to be  shared more equitably between the borrowers and the creditors by negotiating real debt relief, not just the substitutition of private by official creditors.
Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia

Article by Anastasios Mastroyiannis,
Causality Relationships in the Structure of Portugal’s Balance of International Payments, International Journal of Business and Social Science, Vol. 3 No. 15; August 2012

Abstract
This paper provides an empirical investigation of the causal relationship between the current account and foreign capital inflows in the case of the Portuguese economy, during the period 1980-2009.  We utilize unit root and cointegration analysis to test for the existence of a long run relationship. Furthermore, we examine the type of Granger-causality among the two variables on the basis of an augmented VAR model.  Our findings suggest that there exists a long run relationship between foreign capital inflows and current account position that is based upon a unidirectional causal long-run relationship, running from foreign capital inflows to current account position. In the short-run we find a bidirectional relationship between the two variables. The results indicate that policies design for attracting foreign capital should take into account their current account deficit inducing implications and that policies aiming to improve the management of foreign capital inflows have a role in addressing indebtedness and external imbalances concerns. 



5.Conclusions
In this paper we examine the relationship between foreign capital inflows and the external position of the Portuguese economy, for the period 1980 to 2009. Our results indicate that although the series are individually non stationary, together they form a long run relationship.  This long run equilibrium relationship is based upon a unidirectional causal relationship, running from foreign capital inflows to current account position.  Our results are similar to those found for the case of Turkey (Ersoy (2011)) and Greece ((Mastroyiannis (2011)).

Our findings are in contrast with evidence of previous research  indicating that  current account deficits are a “home grown” phenomenon  for developed economies; that is, foreign capital inflows are induced by current account deficits as an extra source of finance.  On academics grounds, the results indicate that in the long run foreign capital flows are “pushed” into the economy of Portugal due to external factors, instead of being “pulled” into the economy due to internal economic conditions.  

In terms of economic policy implications, our results suggests that sustainability concerns regarding the growing current account deficit  are best dealt with  not only with switching/reduction expenditure  policies, but also with policies addressing  the management of foreign capital inflows

Our results are subject to two qualifications.  First the test results may be fragile due to the low number of observations and, second, specifications problems arising due to omitted variables problems should be further examined. An important question arises regarding the causal relationships among the variables that compose foreign capital inflows and current account position. Further study is warranted. 

Source: http://www.ijbssnet.com/journals/Vol_3_No_15_August_2012/8.pdf
Noboby forced the creditors to lend too much
Debt Workout 101 Parts 1-17