Tradutor

Mostrar mensagens com a etiqueta Preparação de Projectos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Preparação de Projectos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Nos PALOP, projetos bancáveis precisam-se

Em Africa, os projetos bancáveis não se encontram, fazem-se, constroiem-se, montam-se.
O mesmo foi feito em Portugal nos anos 1990's quando foi necessário criar a LISBOR para poder financiar em moeda local os projetos de muito longo prazo como a Tejo Energia.

CIP 005Esta dura realidade subjacente ao dilema de quem trabalha  para o desenvolvimento nos países emergentes é ainda mais aguda nos países da Lusofonia.

Na sessão de apresentação do BEI e da SOFID de ontem 27-Fev-2019 no CCB,  organizada pela CIP, houve uma troca de comentários significativos:


--Só estamos interessados em projetos bancáveis, disse um participante...

-- O que não falta  é dinheiro para financiar projetos, disse outro, há dinheiro a rodo, mas os países não oferecem condições...

-- Falta dinheiro mas é para a preparação e desenvolvimento de projetos, disse outro... 

-- O que falta são dossiers bem preparados e estruturados de acordo com os ODS Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para atrair os investidores e financiadores... 

-- É necessário investir na preparação,  "incubar" os projetos...

Resultado de imagem para SOUTHERN AFRICA CLIMATE FINANCE PARTNERSHIPSIM, sim  todos têm razão, e nunhum tem a razão toda.

Senão vejamos o que fazem os outros países, como no caso da Southern Africa Climate Finance Partnership, a parceria para o financiamento de projetos climáticos na Africa austral.

DfID, o Departament for International Development do Reino Unido, aplicou GBP 4.9 milhões (EUR 5.7 milhões)  como "capital semente" de um  progama regional de desenvolvimento e preparação de projetos climáticos para alguns países da Commonwealth,   Botswana, Lesotho, Namibia, South Africa, Zambia and Zimbabwe.

O objectivo é  criar uma carteira de (dossiers de) projetos  que possam ser candidatos ao financiamento concursado do novo Fundo Verde do Clima, Green Climate Fund (GCF).  Com um investimento, modesto mas imprescindível, na identificação e preparação de vários projetos, o Reino Unido vai ajudar alguns países a passarem à frente na corrida ao Fundo Verde do Clima.

É que tudo começa pelo início: Sem e dossiers bem estruturados de projetos ditos "bancáveis", não há financiamento, não há investimento, não há impacto para o desenvolvimento sustentável.  E criar um bom dossier de projeto, visionário, tanto ambicioso como rigoroso, leva meses e anos, custa milhares e milhões...

Sem o capital semente, na forma de subsídios a "fundo perdido" mas bem aproveitados, no final acabamos  sempre no mesmo BECO sem saída - a falta de projetos ditos "bancáveis, prontos a financiar, com tudo que isso exige.  E os países  vão ficando cada vez mais ultrapassados pelos seus vizinhos.   

E os PALOP, os países da Lusofonia, como vão financiar este  "trabalho de casa" de identificação e formulação, de estudos prévios, e toda a preparação de candidaturas aos financiamentos disponiveis ?

Mariana Abrantes de Sousa
Economista e Consultora Financeira 

Ver mais em: 
Southern Africa Clima Finance Partnership - https://southsouthnorth.org/portfolio_page/southern-africa-climate-finance-partnership-sacfp/
DfID - https://www.gov.uk/government/organisations/department-for-international-development
LISBOR - http://ppplusofonia.blogspot.com/2012/08/os-indexantes-de-taxas-de-juro-ou-as.html
Como financiar projetos climáticos - http://ppplusofonia.blogspot.com/2018/11/como-financiar-projetos-climatico-nos.html
Fundo Verde do Clima (GCF) - http://finance.southsouthnorth.org/

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal, em parceria com o BEI – Banco Europeu de Investimento e a SOFID – Sociedade para o Desenvolvimento do Financiamento, está a organizar o Seminário “Investment Financing in Africa“, que terá lugar no próximo dia 27 de fevereiro 2019, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, entre as 9h00 e as 13h00.  
O evento tem como objetivo a apresentação dos instrumentos financeiros do BEI para a região ACP – África, Caraíbas e Pacífico, destinados às empresas europeias. 
Programa:  http://cip.org.pt/financing-investment-in-africa-27-fevereiro/

A Gulbenkian e outras fundações tiveram um Mecanismo de Apoio à Elaboração de Projetos bastante bem sucedido com um efeito catalizador e multiplicador notável. https://gulbenkian.pt/project/mecanismo-de-apoio-a-elaboracao-de-projetos/

sábado, outubro 22, 2016

ALER colabora com o Programa África-UE para a Cooperação nas Energias Renováveis

ALER
A ALER e o RECP - Programa África-UE para a Cooperação nas Energias Renováveis assinaram um acordo de cooperação, a 19 de Setembro, para apoiar a promoção dos mercados das energias renováveis ​​nos Países de Língua Portuguesa.

No âmbito do acordo, ambas as partes irão cooperar para contribuir para o desenvolvimento amplo e sustentado do mercado das Energias Renováveis ​​(ER) em África. O objectivo específico é a mobilização das empresas Europeias e Africanas de ER para o desenvolvimento conjunto de negócios na área das ER nos mercados Africanos de Língua Portuguesa.

A Directora Executiva da ALER, Isabel Cancela de Abreu destaca que: "Estamos muito felizes de começar a cooperar com o RECP. Este acordo concede-nos a oportunidade e os recursos para organizar ainda mais actividades de forma a alcançarmos os nossos objectivos de aprofundar o desenvolvimento destes mercados de energia renovável e colocar todos os actores em contacto. Também irá contribuir para posicionar os países lusófonos no mapa de energias renováveis, chamando a atenção da comunidade internacional e evidenciando as oportunidades existentes".

Michael Franz, Coordenador do Programa do RECP acrescenta que "O RECP está orgulhoso de receber a ALER na sua lista de associações parceiras e rede de negócios. Sob o acordo, ambos os parceiros irão promover os mercados de ER nos países Africanos de Língua Portuguesa. Além disso, a parceria visa facilitar investimentos adicionais através da criação de uma plataforma para os promotores de projectos, financiadores e prestadores de serviços dos dois continentes se conhecerem e interagirem."

O acordo prevê diversas actividades a fim de reunir stakeholders Africanos e Europeus a operar no mercado das ER, proporcionando uma plataforma para criação de negócios e projectos nos países Africanos de Língua Portuguesa. As actividades previstas incluem a tradução para Português de documentos relevantes, a recolha e divulgação activa de informação sobre as ER nos mercados Africanos de Língua Portuguesa e dos serviços e instrumentos de apoio internacionais, e a organização de eventos informativos e de matchmaking.

O projecto tem a duração inicial de 16 meses, e estará em vigor até Dezembro de 2017.

O RECP é um instrumento multilateral da Parceria Energética África-EU (AEEP). O objectivo do programa é apoiar o desenvolvimento do mercado das tecnologias de energias renováveis ​​de meso-escala em África, a fim de aproveitar o potencial inexplorado e satisfazer as necessidades energéticas actuais e futuras. O RECP apoia as empresas Africanas e Europeias a unir forças e investir, ao mesmo que se envolve com as instituições financeiras e governos, com o objectivo de aumentar o investimento privado em energia renovável em África. Apoiando-se nos largos anos de experiência internacional e envolvimento dos parceiros africanos, o RECP tem um vasto conhecimento dos mercados Africanos e dos instrumentos de financiamento. O RECP é financiado pela União Europeia.
Setembro 2016
Para mais informações: http://www.aler-renovaveis.org/pt/comunicacao/noticias/aler-colabora-com-o-programa-africa-ue-para-a-cooperacao-nas-energias-renovaveis/   e
http://www.africa-eu-renewables.org/  ,
 o Catalisador Financeiro http://www.aler-renovaveis.org/pt/comunicacao/noticias/catalisador-financeiro-do-recp-agora-operacional/