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terça-feira, janeiro 23, 2024

Em 2024, Governo continua a adiar soluções para a agricultura e a propriedade rural

 Para quando  a solução dos minifúndios agrícolas e florestais, dos mini-terrenos, em Portugal?  

Outros países Europeus já fizeram o emparcelamento há décadas, já modernizaram a agricultura, porque não Portugal?  Porque em Portugal, os Governos continuam a adiar e os proprietários continuam paralisados pela nostalgia do antigamente.

 Os Ministérios da Agricultura e da Justiça não prestam um bom Serviço Público.  Só o Ministério das Finanças se interessa em tributar.   O BUPI é uma miragem, a registar o nome e NIF(!) do proprietário atual de mini-terrenos agrícolas e florestais onde não daria para estacionar um camião TIR. 

O Grupo de Trabalho para Propriedade Rual lamenta atrasos na legislação e implementação da reforma para resolver o fim dos minifúndios que tanto prejudicam a produtividade e sustentabilidade da agricultura em Portugal, levando ao abandono e ao aumento dos riscos de incêndio florestal. 

"Sem que as medidas (propostas pelos especialistas) assumam a forma de lei, não só não se promove o emparcelamento e o ganho de escala que é defendido pelo GTPR, como continuará o processo de fragmentação da propriedade rural através das heranças.

Ver o artigo completo no Publico

https://www.publico.pt/2024/01/22/local/noticia/propostas-travar-divisao-terrenos-ficam-pousio-espera-novo-governo-2077488

segunda-feira, novembro 13, 2023

Crise de Desemprego Jovem, de Risco a Oportunidade


 Diz-se que Crise consiste tanto de Risco como e Oportunidade.

O mercado de trabalho quase sempre funciona a 2 tempos: Leva 10+anos a treinar um contabilista, um eletricista, um professor, um enfermeiro, enquanto os jovens precisam de um "emprego bom, bom, BOM, já, já, JÁ!"


Desemprego jovem elevado representa uma Oportunidade de produtividade perdida e um grande Risco para as famílias e a coesão social e estabilidade politica. O problema específico de "educated unemployed" é antigo e só se vai resolvendo quando os recém diplomados vão criando as suas próprias Oportunidades. Difícil mas não impossível.

Deixar os jovens "parados" é que é o Risco maior. Já dizia a D. Umbelina, minha professora da 2ª classe:

"A ociosidade é a mãe de todos os vícios"

"A Ociosidade é a mãe de todos os VÍCIOS!..."


"A high school diploma in South Africa was once a ticket to a decent job. But a shortage of employment and a booming youth population has left some looking for work for months or even years, and 61 percent (!) of people ages 15 to 24 are unemployed, according to Statistics South Africa."

VER BossAC em https://www.youtube.com/watch?v=wqlurzmr5nU

quinta-feira, novembro 05, 2020

Ordem dos Economistas - Conferência OE 2021

Em 2012, eu tive o prazer de participar como oradora na
Conferência da Ordem dos Economistas sobre a proposta de Orçamento de Estado 2013 no grande auditorio da Fundação Gulbenkian, para falar sobre o tema crítico da gestão dos contratos de PPP e concessões

Como membo da Ordem de Economistas, tenho assistido a esta conferência orçamental importante quase todos os anos, e 2020 não foi excepção, graças à transmissão em direto da conferência de hoje no canal de  videocast.fccc.pt/live/   https://videocast.fccn.pt/live/fccn/fcgulbenkian?p=html5&r=1.   

Muitos parabéns e agradecimentos! 

Assistir online não é bem a mesma coisa do que ver e conversar com os colegas. Perdi parte do conteúdo devido a problemas de transmissão e outras distrações. Mas eis algumas ideias que retive:  

- A crise economica 2020 é mais conjuntural ou mais estrutural? 

Sem dúvida que as causas desta crise são mais exogénas como a Covid-19 e portanto conjunturais, mas as consequencias vão ser mais estruturais e talvez permanentes. Por isso se fala tanto da descontinuidade e do "novo normal". O turismo senior dificilmente vai ser como dantes, porque os idosos de 80+ anos não vão querer correr o risco de adoecer noutro continente. Os grandes eventos presenciais vão tardar em recuperar, e vão ter de alterar de forma. Mesmo que se encontre uma vacina  milagrosa anti-Covid-19 dentro de poucos meses, a percepção de risco de sanitário vai ficar elevada durante muito tempo. Para Portugal, com forte dependência dos setores de turismo e de eventos presenciais, devemos considerar esta crise como estrutural. 

Mais, se há vida para além do defice, também há crises para além da Covid-19.

Enquanto muitos dos oradores falaram do esforço necessário para recuperar da recessão de quase -10% do PIB em 2020, o  economista Ricardo Arroja fez comentários mais arrojados!

-  O Orçamento do Estado de 2021 vai preparar Portugal para enfrentar os 3 grandes desafios de longo prazo

1. O sobre-enndividamento elevado, que apenas se atenua com as rendibilidades negativas de mais de dois terços da divida publica, e que vai exigir poupar mais.

2. O defice demográfico, num país cada vez mais envelhecido e de baixissma natalidade, onde ainda faz falta um cheque-creche e mais apoio aos lares de idosos.

3. O defice de produtividade e a necessidade de reciclagem e recapacitação professional dos trabalhadores. Muitos ficam cada vez mais limitados ao teletrabalho, para quem sabe e quem pode, ou vão ser obrigados a sair dos setores mais sacrificados. Precisamos de mais programas como o ATIVAR promete ser mais transformacional, não apenas assistencional.

4. Eu acrescentaria um quarto grande desafio, da adaptação às alterações climáticas. Neste "ano de todas as crises", a vulnerabilidade de Portugal às alterações climáticas está cada vez mais evidente. Esta questão central, estrutural, e de curto, médio e longo prazo devia beneficiar de uma boa parte do investimento público, para projetos da gestão florestal sustentável, entre outros. Portugal pode aguentar melhor sem mais ferrovia, sem a energia à base de hidrogénio, do que pode aguentar com outro ano de incêndios florestais como 2017.

Os desafios conjunturais, de sustentar as familias necessitadas e as empresas viaveis fustigadas pelo confinamento e o desemprego não esperam. Toda a atenção imediata é pouca para gerir e minimizar as consquencias das crises sanitária, economica e social. Mas quando esta crise conjuntural desanuviar, esperemos ainda ir a tempo de resolver as crises estruturais cada vez mais graves e prementes.

Mariana Abrantes de Sousa, economista

Conferência OE 2020-2021 https://www.ordemeconomistas.pt/xportalv3/noticias/noticia.xvw?p=62815438&16-confer%C3%AAncia-anual-da-ordem-dos-economistas

Conferência OE 2012-2013 http://ppplusofonia.blogspot.com/2012/11/oe-2013-em-analise-pelos-economistas-13.html

quinta-feira, abril 10, 2014

Haja vendas- Vender mais e melhor para aumentar rendimentos

Aumento do salário mínimo nacional pouco resolve 




A análise dos comentadores do ETV Mariana Abrantes de Sousa e Hélder Oliveira, num programa conduzido por Marta Rangel. "Conselho Consultivo" de 9 de Abril de 2014.

http://videos.sapo.pt/aBfJjUdkznItfHTU5di8 
Salário mínimo e produtividade
O aumento do salário mínimo é uma medida mais política do que económica, pois não resolve praticamente nenhuns dos problemas dos baixos rendimentos, da baixa produtividade e da falta de competitividade das empresas portuguesas. 

Temos um problema grave de baixos rendimentos, ligado à baixa produtividade, mas o que precisamos é de aumentar os salários médios com as empresas portuguesas a venderem mais e melhor, a exportar e a substituir as importações, para fazer crescer o PIB. 

Produzir é fácil. O difícil é vender mais e melhor, com melhores margens, e depois cobrar.  Para aumentarmos rendimentos, temos que reorientar a actividade empresarial para as vendas e para acção comercial. Não basta produzir mais, e criar um problema de "escoamento".  É preciso vender mais, dominar o "marketing mix"  e os canais de distribuição.  As empresas portuguesas, pequenas, devem juntar-se para vender no exterior.  

Como dizem em Silicon Valley:   Sales cure all (Haja Vendas!) 

O Rendimento Mínimo, improdutivo,  acaba por fazer parte do problema, pois desocupação e desemprego não fazem currículo, não melhoram a empregabilidade do trabalhador.  

Os mini-jobs subsidiados na Alemanha põem as pessoas a trabalhar e fazem concorrência desleal com os salários baixos nos outros países da Eurozone.
Um salário mínimo europeu acabaria por beneficiar os países com produtividade mais elevada e prejudicar países como Portugal, pois ninguém quer pagar 100 a que produz apenas 46.  

A rede de apoio para evitar a pobreza extrema devia ser europeia não apenas nacional. 

O elevado nível de desemprego é um  sinal do desequilíbrio estrutural  insustentável na Eurozone.  

Desemprego europeu  NY Times 
Mini-jobs subsidiados na Alemanha  
http://www.reuters.com/article/2012/02/08/us-germany-jobs-idUSTRE8170P120120208 

terça-feira, setembro 18, 2012

Baltic purgatory provides lessons for sovereign debt workout

Debt workout 101 - part 17
Baltic internal devaluations, comparable to the shift in the TSU social security contributions from the employer to the employees proposed by PM Passos Coelho , may not have been  entirely sucessful in achieving sustainable balance of payments adjustments in these small, fragile economies.

The innovative proposal of the Portuguese government is to reduce social security contributions of businesses, from 23.75% to 18%, in return for an increase in employee contributions, from 11% to 18%, resulting in this proposed an overall increase of discounts, from 34.75% to 36%. According to forecasts announced this policy translates into an increase of 2800 million Euros of discounts for workers and a reduction in the discount business of 2300 million Euros.  A first impact study by economists of Universidade do Minho suggests that the reduction in the employer TSU does increase external competitiveness and exports, the overall impact on growth is negative due to the reduction of worker purchasing power and demand for domestic products.

France will compensate a cut in employer SS contributions with increases in VAT, but VAT revenues have been falling in Portugal despite higher rates. 



Flag of Latvia.svg



According to an article by Edward Hugh, dated 2011, "Latvia might be stuck in a peculiar kind of hell, possibly limbo would be a better term",  due to a persistent debt overhang, despite fairly rapid downward ajdustments in ULC unit labor costs.  Thus,  reducing  ULC may be a  necessary but not suficient condition for the an economy to develop a sustainable export sector, and reduce their external debt load.

When a  country suffers from a persistently excessive "external debt overhang", even a sharp  internal devaluation  may be not enough to achieve a enduring adjustment.

In a corporate debt workout, the borrower tightens its belt, cutting all non-essential spending, but the creditors also provide tangible debt relief in the form of longer tenors, lower interest rates,  debt forgiveness, if needed, AND new money debt to keep th company going to repay more later.

This has not happenned in the current Eurozone crisis, and small economies with their policy hands tied cannot do all the heavy lifting of the intra-Eurozone Balance-of-Payments adjustment.

We are in uncharted policy territory indeed.
What is a country to do when it needs to boost domestic savings and cut Consumption/GDP from 86% to a more sustainable 76%,  without having to resort to reducing disposable income?   

What if it can't devalue, can't impose import tariffs, can't increase interest rates, can't subsidize exports, and cumulative tax increases are driving away both labor and capital?
Cutting wage costs may promise to increase export competitiveness somewhat, but it is no panacea.

Nowadays, productivity gains and export performance have a lot more to do international marketing and multinational supply chain management than with relative unit labor costs. In the current credit contraction, competitiveness also depends on the availability of pre-export finance, though, sadly, the ECB has not yet gone into the trade finance business.

When VW Autoeuropa and Peugeot Citroen suspend production in Portugal for a few days or weeks, you can be sure that decision was not made either in Palmela or Mangualde.

See also
TSU impact study by U.Minho http://static.publico.pt/docs/economia/estudoempregoeTSU.pdf
Edward Hugh on Latvia http://fistfulofeuros.net/afoe/bells-in-hell-that-dont-go-ting-a-ling-a-ling/
Quicker internal devaluation  http://ftalphaville.ft.com/blog/2012/09/18/1164781/well-settle-this-internal-devaluation-question-quicker-than-we-thought/
Debt workout 101 - part 1 to part 16 

terça-feira, março 20, 2012

Comissão Executiva discute o mercado do trabalho 16-Março-2012

Comissão Executiva discute o mercado de trabalho na ETV
Mariana Abrantes de Sousa e Joaquim Miranda Sarmento com Rui Pedro Batista, 16-Março-2012


sábado, junho 04, 2011

Certificação de qualidade, produtividade e competitividade, 14-Junho, Funchal


Seminário “Aumentar a Produtividade através de um Sistema de Gestão”, organizado pela APCER

Início
14/06/2011 - 09:00
Término
14/06/2011 - 12:30
Local
Auditório Museu de Electricidade "Casa da Luz" - Funchal
Seminário “Aumentar a Produtividade através de um Sistema de Gestão”, organizado pela APCER, com a participação de:
- José Leitão, CEO APCER
- Isabel Rodrigues, Directora Regional, Direcção Regional do Comércio Indústria e Energia
- Hélder Estradas, Coordenador Sénior APCER
- Nigel Croft, Chairman ISO/TC176/SC2 – Quality Systems

Para consultar o programa, por favor clique aqui
Para efectuar a inscrição no referido evento utilize o e-mail: eventos@apcer.pt

APCER - Associação Portuguesa de Certificação
Tel.: 229 993 600 | 213 616 430 | 291 235 140
www.apcer.pt - info@apcer.pt

domingo, novembro 21, 2010

PEP: Poupança, Exportação, Produtividade

As causas e consequências da crise do sobre-endividamento português foram estudadas até à exaustão, mas ainda não se desvendou bem  o caminho para a saída da crise.

Sabemos que a saída vai levar muito tempo, que vai exigir sacrifícios de todos, incluindo dos credores.
E sabemos que vamos ter de retomar os caminhos do rigor fundamental e do "back to basics".

- P de poupança:  As famílias portuguesas têm uma taxa de poupança de cerca de 7%, muito abaixo da média e da taxa de poupança das famílias alemãs, talvez de 17%. Os bancos portugueses tornaram-se ECB-dependentes o que lhe permite baixar as taxas que pagam aos depositantes para 0,5% a.o.  Com este nível de remuneração, que não reflecte o nível de risco, não conseguiremos recuperar a poupança nacional.

- E de exportação:  Os défices nas contas externas tornaram-se insustentáveis, mas as exportações dão sinais de dinâmicas.  No entanto, ainda há muito que falta ser feito, para conquistar novos clientes e maiores quotas de mercado para produtos e serviços de marca Portugal.

- P de produtividade:  Todos lamentamos que o nosso PIB per capita esteja apenas a 74% da média europeia, mas poucos recordamos que a nossa produtividade per capita está ainda pior a 71% da produtividade média europeia.  Precisamos de continuar a melhorar as qualificações da população, e sobretudo de melhorar a gestão dos recursos escassos e da economia.  E temos que insistir na eficiência, mas também nas vendas.  Não basta produzir mais, mesmo reduzindo custos,o  é essencial vender mais e melhor.
Assim, as melhorias de produtividade passam também pelo marketing e pela acção comercial, e pela atenção ao cliente cada vez mais exigente.

terça-feira, novembro 17, 2009

Portugal fora da Copa

Não, não estamos a falar do campeonato do mundo.

Mas há outras tabelas importantes que não a da FIFA.

Segundo o Relatório da Competitividade 2009 divulgado pela AIP a 11-Nov-2009, Portugal é o país da EU com menor percentagem de adultos que possuem, pelo menos, o ensino secundário completo. Entre os 24 e os 65 anos só 27% dos portugueses têm o 12º ano ou equivalente. Mesmo entre os mais novos, apenas 54,3% dos jovens portugueses dos 20 aos 24 anos têm o secundário, enquanto os outros países estão todos acima dos 60% e nove países europeus estão acima de 80%.
Mas Portugal lidera outra tabela, a do abandono escolar, com 36%, contra uma média europeia de 15%.
Este é o campeonato que conta, sem desprimor para o futebol. Mas este campeonato passa quase despercebido, sem espaço nos jornais, nem tempo de antena. Por isso precisamos de uma mobilização nacional à Scolari, um campanha com direito a cachecol e bandeiras nas janelas a favor do aproveitamento escolar das nossas crianças, e também dos adultos com força e coragem para voltar a estudar.

A percentagem de jovens portugueses entre os 20 e 24 anos que completaram o ensino secundário (12º ano) aumenou de 53,4% em 2007 para 54,3% em 2008. Estamos no bom caminho, mas temos que andar bastante mais depressa, se queremos apanhar os outros países que estão muito mais à frente em termos de aproveitamento escolar.

Entretanto, boa sorte à Selecção de futebol, e aos outros craques das salas de aula.

Fonte: DE, AIP; Beijós XXI
PISA; Razões para terminar 12º ano
Avaliação de professores no Público

quinta-feira, outubro 29, 2009

Produzir mais ou vender melhor?

Teste aqui o seu entendimento da produtividade e competitividade empresarial:

A: Tem uma empresa de sapatos, produz 100 pares, vende 90 pares…
Como pode aumentar a produtividade?
B: Como mede produtividade, pela produção ou pelas vendas?

A: Isso é o que o empresário tem que dizer, recorde-se, “cash is king
B: Algumas opções: Aumentar a produção para produzir mais com os mesmos recursos e reduzir os custos unitários, reduzir a produção em 10%, reduzir o preço, até mesmo dar os pares sobrantes ?

A: A solução para o problema de “escoamento” não passa apenas pela produção, nem mesmo pelas vendas, mas também pelas cobranças.
B: Como?
A: Contratar um bom comercial para vender os 10 pares que sobraram
B: Isso depende das condições de mercado
A: Sim, estudar o mercado para saber qual o problema das vendas. O mercado é sempre “o problema”, mas há sempre uns que vendem melhor do que os outros.
Depois, contratar um designer para colocar fivelas e feitios última moda para .vender melhor e subir o preço.
B: Isso é subir na cadeia de valor.

A: A produtividade física, da fábrica, importa em termos de engenharia industrial. Mas a produtividade que importa em termos económicos é o “valor acrescentado” que depende das vendas, do preço e das cobranças efectivas.
B: Subindo na cadeia de valor, quem valoriza mais está disposto a pagar mais.
Isso é produtividade ou competitividade?
A: A criação de valor, a marca, as redes de vendas e distribuição são elementos essenciais na produtividade empresarial. O factor mais importante acaba por ser a capacidade comercial.

Resumindo, Portugal não necessita apenas de “oferecer” mais bens e serviços no mercado internacional, precisa mesmo é de “vender” mais para o estrangeiro. Vender bem é bastante mais difícil do que simplesmente produzir.
Uma fábrica que produz 100 pares de sapatos por dia e vende 90 pares, precisa de “melhorar a produtividade” produzindo 110 pares ? Não, primeiro necessita de corrigir o problema de marketing que deixou 10 pares de sapatos na prateleira, para não aumentar as sobras.

Houve-se falar muito de “escoamento”, uma palavra que denota um desinteresse fundamental pelo cliente e um sintoma da falta de enfoque nas vendas e na satisfação das necessidades dos clientes. Um exportador tem que pensar bem sobre quem são os seus clientes de exportação e como pode ganhar dinheiro satisfazendo as suas necessidades.
VER http://balancedscorecard.blogspot.com/2009/10/produtividade.html

sexta-feira, outubro 23, 2009

Impacto de grandes investimentos, OEng, 2-Nov-09

2 de Novembro de 2009 – 16h30 Auditório da Ordem dos Engenheiros

Programa de Seminário

AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS DOS GRANDES PROJECTOS DE INVESTIMENTO
Eng. Fernando Santo, Bastonário da Ordem dos Engenheiros
Moderador: Eng. Carlos Matias Ramos,
Presidente do LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil

Impactos dos grandes projectos de Investimento
Prof. José Viegas, Instituto Superior Técnico (Universidade Técnica de Lisboa)

Private Financing for Public Infrastructure – A Practitioner’s Overview
Eng. Paolo Lombardo (Head of Division – Project Structured Finance – Credit Risk Department – Banco Europeu de Investimento)

EIB Financial Support to Sustainable Cities
Prof. Mario Aymerich (Head of Division – Urban Transport & Other Urban Infrastructure Division – Projects Directorate – Banco Europeu de Investimento)

Avaliação dos Impactos da 1.ª Fase do Metro do Porto (avaliação ex-post)
Prof. Manuel Vilares (Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação – Universidade Nova de Lisboa)
Prof. Paulo Pinho (Faculdade de Engenharia – Universidade do Porto)
Apresentação do Livro
Avaliação das Grandes Obras Públicas. O Caso do Metro do Porto”
Autores: Prof. Paulo Pinho e Prof. Manuel Vilares
Apresentação: Dr. Carlos Costa (Vice-Presidente do Banco Europeu de Investimento)

Inscrições: Ordem dos Engenheiros – Secretariado dos Colégios
Tel. 213 132 662
Av. António Augusto de Aguiar, n.º 3 D
1069-030 LISBOA Portugal
VER declarações do Bastonário da Ordem dos Engenheiros no Público
A avaliação (ex-post) do impacto de projectos de investimento é um instrumento essencial para melhorar a productividade e sustentabilidade do investimento público, que tem sido um problema crónico em Portugal durante décadas. Os impactos directos, indirectos e induzidos têm de ser identificados e quantificados, incluindo as externalidades que podem ser tanto positivas como negativas. Fundamentalmente, o impacto de um projecto é avaliado a partir do uso ou aproveitamento que é dado à infraestrutura, isto é o tráfego, tráfego, tráfego...
VEJA-se que até nos pequenos projectos pode haver mais investmento do que aproveitamento, quando a obra é mal concebida ou mal executata, isto é "not fit por purpose".
E o contribuinte é que paga.

sábado, agosto 29, 2009

Governo electrónico em Moçambique

Q6220 - Project Coordinator, Deadline: Mar 3, 2009 (past)
Country: Mozambique, Maputo
Notice/Contract Number: 1-2009/MEGCIP
Funding Agency: World Bank
Buyer:
Mozambique eGovernment and Communication Infrastructure Project (MEGCIP)Ministry of Communications
Eligibility of Bidders:
a) Have a Bachelors or Honours Degree in computer sciences or engineering and advanced university degree (Masters or PhD) in project management, business administration and/or Information and Communication Technologies
b) Have at least five year experience of successfully managing complex information and communication technology projects
c) Have a solid and demonstrated understanding of communication infrastructure and services projects as well as of eGovernment architectures and applications
d) Have strong leadership capacities and a demonstrated record of successful leadership of multi-disciplinary teams
e) Have a demonstrated focus on impact and results
f) Speak Portuguese fluently and have an excellent conduct of English language
Contact: Domingos Colaço, Ministry of Science and Technology
Avenida Patrice Lumumba n. 770 Maputo Mozambique
Telephone: (+258) 21 352800

quinta-feira, agosto 27, 2009

Viaduto Carnaxide Miraflores abre finalmente ao tráfego


O viaduto Carnaxide-Miraflores sobre a A5 vai ser finalmente inaugurado amanhã, 28-Agosto-2009, às 18h30, quase sete anos depois de estar concluído.

Este é um caso de triste memória no município de Oeiras, como exemplo do investimento público com grandes atrasos e baixa produtividade.

Falta divulgar e examinar rigorosamente as causas e consequências do atraso da abertura ao tráfego do viaduto Carnaxide-Miraflores para que estes tipos de problemas não se voltem a repetir.

domingo, janeiro 07, 2007

Marketing e o défice de produtividade

Um estudo do McKinsey Global Institute em 2003 concluiu que o défice de produtividade em Portugal era elevado (PIB€/hora de trabalho cerca de metade da média dos 5 melhores países europeus) mas que era em grande medida não estrutural.

Isto pode ser visto como uma conclusão optimista, pois mostra que depende de nós eliminar uma grande parte do problema com a aplicação de políticas económicas desenhadas para ultrapassar as 6 principais barreiras identificadas

1. Informalidade cultura de falta de rigor, profissionalismo e evasão fiscal
2. Regulamentação de mercados/produtos pouco concorrenciais
3. (Des) ordenamento do território e burocracia no licenciamento e outros processos
4. Prestação qualidade e preço de serviços públicos
5. Legislação laboral, rigidez e distorção do mercado de trabalho
6. Herança industrial de concentração em actividades de pequena escala, baixo valor acrescentado e pouca visibilidade junto do consumidor final

Curiosamente, fala-se pouco da falta de marketing, da fraca acção comercial, que contribui bastante para a falta de produtividade, que se pode considerar a 7ª barreira a ultrapassar com medidas e esforços concertados.

Para ver a importância do marketing, consideremos o simples exemplo de uma fábrica de sapatos, que produz 100 pares de sapatos mas consegue vender apenas 90 pares.

Para melhorar a produtividade, que pode o gerente fazer?
- Aumentar o ritmo de produção 110 pares de sapatos por hora, ou
- Aumentar o esforço de vendas para vender os 10 pares que tinham ficado na prateleira

Em contraste com as outras seis macro-barreiras na lista acima, esta 7ª barreira da falta de marketing distingue-se por ser muito mais micro, isto é, mais susceptível à acção do empresário individual ou da associação empresarial. Marketing, marketing, marketing !

E o que importa é mesmo o esforço inteligente a nível micro, que prometa resultados tangíveis a curto ou médio prazo.

Porque se tivermos que esperar pelo fim da evasão fiscal...

Produtividade em Espanha

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Portugal está abaixo de Espanha em produtividade

De acordo com o relatório de 2006 sobre a Competitividade apresentado pela Comissão Europeia, Portugal foi um dos três países da União Europeia onde o crescimento médio da produtividade laboral foi pior no período 2000-2005. O documento revela que a produtividade em Portugal cresceu menos de 0,5 por cento, abaixo da média europeia (entre 1 e 2 por cento). Trata-se do terceiro pior desempenho, apenas melhor que Malta e Luxemburgo, os quais registam, apesar disso, bons índices de produtividade definida como percentagem do PIB por empregado. O rácio entre o PIB e cada trabalhador para Portugal situa-se entre 60 e 70 por cento da média europeia - um valor superior a apenas seis países da UE-25 e inferior aos de Espanha, Chipre e Eslovénia.Os valores mais altos registam-se no Luxemburgo (mais de 140 por cento), Holanda, Irlanda, França, Alemanha, Bélgica e Áustria. Letónia, Estónia, Lituânia, Hungria, República Eslovaca e Grécia são os países onde a produtividade laboral mais cresceu nos últimos cinco anos.
A Comissão não especifica as causas concretas do desempenho de cada país mas dá conselhos sobre a melhor maneira de reforçar a competitividade e aumentar o crescimento e o emprego, como sejam, liberalizar os mercados de energia, reduzir barreiras administrativas e investir mais na inovação. Domínios em que os indicadores de desempenho portugueses não são os melhores, segundo o relatório, no qual Portugal aparece referenciado no grupo de países com um baixo grau de interconexão da rede eléctrica e de geradores/fornecedores activos. A Comissão calcula que a economia portuguesa pode crescer uns 1,5 a 2% adicionais se o país reduzir em 25% a carga administrativa sobre as empresas. Tal como Espanha, Itália, Lituânia, Polónia e República Eslovaca, Portugal integra o grupo dos estados com os quadros regulamentares mais restritivos. Em matéria de competitividade no sector das tecnologias de informação e comunicação, que Bruxelas considera estratégico, Portugal surge muito atrás da maioria dos países da UE-25. O seu indicador relativo à percentagem de exportações nos anos 1995-2004, abaixo de 0,5%, manteve-se inalterado durante todo o período. Pior só a República Eslovaca, Malta e Estónia (a Comissão não dispõe de dados para Grécia, Lituânia, Letónia e Chipre).
Como é sabido, Portugal necessita de melhorar a sua competitividade e para isso tem de melhorar a produtividade a par com políticas que promovam uma maior flexibilidade salarial e diminuição da carga administrativa, o que pode promover um maior ajustamento entre Portugal e os restantes Estados membros.
Em paralelo, a Comissão Europeia avaliou positivamente em Dezembro deste ano o relatório de progresso da implementação do Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego (PNACE2005/2008)
Fonte: Jornal de Notícias (5 de Dezembro de 2006)