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segunda-feira, junho 01, 2020

Carmen Reinhart especialista em crises no Banco Mundial

Carmen Reinhart, a nova Chefe Economista do Banco Mundial, vai poder aplicar os seus grandes conhecimentos de crises financeiras do passado para precaver as diversas crises em curso em 2020, o Ano de Todas as Crises
Um dos seus artigos mais importantes foi a análise dos riscos do sobre-endividamento quando a divida de um país sobe acima de 90% do PIB, que ajudou a perceber a crise da Eurozone que rebentou sobre Portugal. 
Recentemente ela tem estado a investigar o aumento dos créditos da China a diversos países que vai certamente levar a novas crises financeiras.  
Eis uma teoria para analisar: porque é que a China empresta tanto dinheiro a países tão frágeis ? A China concede créditos insustentáveis porque tem que fazer algo com os seus superavites comerciais insustentáveis. O "CAB surplus" da China leva à acumulação de divida externa de muito países, a começar pel dívida dos Estados Unidos. 
O credor não tem sempre razão, mas tem sempre responsabilidade pelo crédito malparado.

2020 Ano de Todas as Crises

A  crise #Covid19  continua
e vai- se desmultiplicando
em crise  económica,
em crise  social,
em crise  política nas ruas...
Quando estas as crises acalmarem, poderemos então enfrentar ...
a Crise Climatica

E diziam que ia haver tumultos e pilhagens nos países mais pobres e mais mal governados 

sábado, maio 23, 2020

Caveat Creditor 3 - Argentina falha pagamento de juros de dívida externa

Bandeira da Argentina | A grama da vizinhaNotícia do dia: A Argentina entrou em default pela 9ª vez na sua história.
Os títulos de jornal não contam a história toda, nem contam a história bem. Depois de oito defaults, os credores internacionais voltaram a AVALIAR MAL a capacidade de reemboso da Argentina e tomaram decisões de crédito erradas, pela 8ª vez.
O sobreindividamento resulta de uma MÁ DECISÃO A DOIS, o Credor e o Devedor, em que o credor tem mais controlo e mais responsabilidade ao facilitar a acumulação de crédito insustentável, que fica rapidamente "mal parado" e em incumprimento.
Triste é o povo Argentino voltar a sofrer a austeridade pela 9ª vez.

Nada disto surpreende quem conhece a Argentina, os mercados financeiros internacionais, e a imprensa internacional.
- A gestão financeira da Argentina continua a ser caracterizada pela falta de prudencia, por ciclos de altos e baixos
- Os credores continuam a ser irresponsáveis e a fazer crédito "mal parado" desde a assinatura.
- Nos titulos dos jornais, a culpa de um incumprimento é sempre atribuida ao Devedor, salvo rarissimas excepções, como no artigo citado abaixo (Turner 2013) sobre as falhas do sistema financeiro internacional.
Se os credores internacionais fossem obrigados a sofrer a "first loss", um pequeno "haircut" de 5%, haveria muito menos casos de sobreendividamento e de austeridade, e menos crises financeiras.
Com a Crise Económica 2020 resultante da Crise Covid19 vamos ver mais notícias destas, especialmente se os "apoios" oferecidos aos países pobres mais afetados vierem na forma de crédito (insustentável) e não na forma de subsídios ou grants. #caveatcreditor, #Divergence, #Imbalances
Mariana Abrantes de Sousa, Economista
VER https://www.dnoticias.pt/mundo/argentina-falha-pagamento-de-parcela-da-divida-e-activa-processo-de-default-LC6150508

BIS Working Papers, No 419, Caveat creditor, by Philip Turner, July 2013
"One area where international monetary cooperation has failed is in the role of surplus or creditor countries in limiting or in correcting external imbalances. The stock dimensions of such imbalances - net external positions, leverage in national balance sheets, currency/maturity mismatches, the structure of ownership of assets and liabilities and over-reliance on debt - can threaten financial stability in creditor as in debtor countries.
Creditor countries therefore have a responsibility both for avoiding "overlending" and for devising cooperative solutions to excessive or prolonged imbalances."
VER https://www.bis.org/publ/work419.htm

sexta-feira, maio 22, 2020

PPP Lusofonia: Eurozone tests the limits of divergence - 2020

Um sistema sustentável tem que ter mecanismos de auto-correção continua, para evitar desequilibrios insustentáveis.

É por isso que transpiramos para arrefecer  e trememos para aquecer o corpo.

Na Eurozone, os mecanismos de ajustamento automático estão desligados.  Os desequilibrios economicos que favorecem os Países Grandes  deveriam ser corrigidos e não apenas compensados pelos sistemas politicos, dominados pelos ... Países Grandes.
Que (se) governam bem ....
Assim os desequilibrios económicos e politicos da Europa agravam-se mutuamente, numa tragédia de erros, que já acabou mal várias vezes na história secular.

Eurozone imbalances are not self-correcting,  NOT  in 2010, NOT in 2020 
PPP Lusofonia: Eurozone tests the limits of divergence - 3: The stakes are getting higher as the Eurozone continues to tests  the limits of divergence  What are some of the key differences betw...

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista
Beijoz, Portugal
#Divergence


sexta-feira, maio 15, 2020

Cá se vai escapando ... da crise COVID19...das outras não

Em 2020, no Ano de Todas as Crises, sanitárias, economicas, financeiras, sociais e politicas...

Os Portugueses continuam atolados numa crise económica das mais persistentes da Europa com a pior evolução salarial desde 2000, numa Europa cada vez mais divergente, sem solidariedade eficaz.

VER https://www.economist.com/briefing/2020/05/14/the-covid-19-pandemic-puts-pressure-on-the-eu


Entretanto Portugal é apontado como um caso de sucesso, escapando ao pior da COVID19 com uma resposta rápida e eficaz
https://www.politico.eu/article/how-portugal-became-europes-coronavirus-exception/
Image

quinta-feira, maio 14, 2020

The problem with GERMANY is not the ECB nor COVID19

The problem with GERMANY is the same as always.

Mais uma vez, a Europa tem um problema com a Alemanha. E desta vez não é diferente.
Na visão da Alemanha e dos mercados financeiros, a Europa é a Alemanha e o resto é paisagem.

Em vez de perguntar se a politica do BCE de comprar  Obrigações dos  Tesouros nacionais é legal, deve-se perguntar porque é necessário aumentar a liquidez no  mercado financeiro europeu de tal forma que as taxas Euribor se tornam negativas e deixam de dar os sinais necessários para a poupança.
A excessiva liquidez do BCE é necessária porque a União Europeia é INCAPAZ de instaurar o estímulo fiscal necessário e urgente nesta crise Covid19 como foi nas outras crises.
O grosso do estimulo orçamental europeu é lançado na Alemanha para os alemães, incluindo para os produtores de automóveis que enganaram os consumidores no Dieselgate  durante anos mas não indemnizaram a maioria dos clientes europeus, como eu.
EU Court Faces 'Declaration of War' From German Top Judges - Bloomberg

O Tribunal  STJ alemão até pode ter razão em temos jurídicos, bem argumentados em latim. 


Mas a Alemanha está muito errada em termos económicos. 

A lei dos homens não se consegue sobrepôr às leis da economia, que ditam que todos os deselibrios económicos têm que ser corrigidos, mais cedo num suave vai e vem ou bruscamente em fortes crises mais tarde.

Se a Alemanha não quer ser a "locomotiva da Europa" , se quer defender os seus excedentes comerciais e os seus superavites orçamentais a todo custo de todos nós, o Sonho Europeu desvanece-se.  Por isso se deixou de falar da "convergência" prometida até 1999.

Não há União, comercial, aduaneira e/ou monetária, que aguente desequilibrios e divergencias permanentes e crescentes.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista
#COVID19 #EuropeanUnion #Divergence

FT ECB and the German court ruling 
The European Central Bank is deluding itself over German court ruling.
A smart response would be for the EU to address the problems of the eurozone head on.
The ruling last week highlighted the toxic idea that the eurozone can forever rely for its survival on its central bankers, and their enthusiasm in pushing EU laws to the limits.
https://www.ft.com/content/fc487cac-9105-11ea-9207-ace009a12028?fbclid=IwAR2q8Z11efZhPlV6AvXLDkgy4B4SPmLX27eHuIlrfa7XhxISSVF0sAk5uf4

 Germany is vastly outspending other countries with its coronavirus stimulus
  • Germany is going to need “as much support as possible” and it has “the fiscal space” to do it, Zsolt Darvas, a senior fellow at the Brussels-based think tank Bruegel and one of the authors of the data study, told CNBC Friday.The data study also shows that European countries with more limited fiscal space have been “cautious” in stepping up their immediate contributions.
  • Volkswagen strikes 'dieselgate' compensation deal with German consumers  https://www.france24.com/en/20200228-volkswagen-strikes-dieselgate-compensation-deal-with-german-consumers The mass lawsuit is one of the biggest legal hangovers from VW's 2015 admission to fitting 11 million vehicles worldwide with software to make the engines appear less polluting in regulatory tests than in real driving conditions.

domingo, julho 14, 2019

Recycling "petrodollars" 6.0 - Chinese style in Africa

Como Reciclar "Petrodollars" 1.0,  OPEC, anos 1970's
Eu sou do tempo em que o sistema bancário internacional se ocupava a receber depósitos dos países membros da OPEC nos seus anos dourados, quando tinham acabado de descobrir o seu poder de monopólio, cortando a produção de petróleo para subir o preço e acumulando ENORMES superavites de comercio internacional.
Resultado de imagem para africa hidden debt reinhart
Os "money center banks" como o Chase onde eu trabalhava recebiam os EXCEDNTES da Venenezuela e da Arabia Saudita,  que intermediavam em EMPRESTIMOS a outros países que necessitavam continuar a IMPORTAR  petróleo, como o Brasil.
Eu própria assinei muitos desembolsos para financiar a construção da mega-barragem do Itaipu, entre outros empréstimos menos produtivos. 
Obviamente, que estes ENORMES fluxos acabaram mal.  A CRISE de SOBRE-ENDIVIDAMENTO da America Latina nos anos 1980's, que eu também vi de perto na Cidade do México, necessitou reestruturação de divida externa de dezenas de países.

O fenómeno repete-se, pois parece que não aprendemos nada com o sofrimento de tantos países endividados:
i.   Superavites comerciais excessivos (X-M)>>>0 , desequilíbrios comerciais persistentes, não auto-corrigidos
ii.   Excessos de crédito internacional.  Países excedentários, como a Alemanha, a China, a Holanda,  persistem  em financiar suas exportações (vendor financing) muito para além da capacidade de reembolso dos países deficitários.
iii. "Sudden stop", corte brusco nos financiamentos à importação dos países deficitários
Resultado de imagem para imagem mo de cima mó de baixoiv.  Pressão dos credores "over-extended", da "mó de cima" sobre os devedores sobre-endividados da mó-de-baixo para passar TODO o custo de ajustamento e partilhar os custos entre credores e devedores.  Juntam os três à esquina, numa TROIKA. Na narrativa dos media financeiros, os credores são  desresponsabilizados pelos créditos mal parados, toda  a CULPA é dos devedores.
v.  Apertão e repressão financeira nos países devedores, com cortes de GDP, de  salários e de rendimentos, de pensões, de investimento e de serviços públicos.  Vendem-se ativos ao desbarato ("anéis"como as ações  da EDP e da REN) para continuar a importar pechisbeque (t-shirts).
vi. Recuperado algum equilíbrio financeiro dos devedores, o Ciclo do sobre-endividamento recomeça com excesso de credito externo ...

Como Reciclar "Petrodollars" 2.0,  .... anos 1980's (ver detalhes em separado)
Ciclos de sobre-endividamento repetem-se apesar da criação do Cook Ratio em 1988. 

Como Reciclar "Petrodollars" 3.0,  Asia, anos 1990's (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 4.0,  ..., anos 2000's  (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 5.0,  Eurozone, anos 2010's  (ver detalhes em separado sobre o sobre-endividamento de Portugal e outros países da Eurozone)

Como Reciclar "Petrodollars" 6.0, crédito escondido da China a Africa,  anos 2020's  

As falhas de (auto)-regulação do sistema financeiro internacional, e dos centros de decisão dos internacionais dominados pelos credores, são  pagas pelas populações dos países devedores mais vulneráveis, com menos MBA's per capita.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista e Consultora Financeira

Ver detalhes nos estudos de Reinhart sobre Africa:   https://www.cnbc.com/2019/07/12/chinas-lending-to-other-countries-jumps-causing-hidden-debt.html

China’s lending to other countries has surged since 2000's, causing debt levels to jump dramatically, and as much as half of such debt to developing economies is “hidden,” a new study has found.
Such “hidden” debt means that the borrowing isn’t reported to or recorded by official institutions such as the International Monetary Fund (IMF), the World Bank, or the Paris Club — a group of creditor nations.
Between 2000 and 2017, other countries’ debt owed to China soared ten-fold, from less than $500 billion to more than $5 trillion — or from 1% of global economic output to more than 5%, according to the study from Germany-based think tank the Kiel Institute for the World Economy.
“This has transformed China into the largest official creditor, easily surpassing the IMF or the World Bank,” the report’s researchers said...


sexta-feira, novembro 04, 2016

Divergência socioeconomica continua na Europe

Das Logo der Friedrich-Ebert-Stiftung, Name in drei Zeilen, mit Weltkugel. Link zur Hauptseite der FES.Um estudo da Friedrich Ebert Stiftung indica que a divergência de fortunas que  aflige a Europa Social continua. A desigualdade dentro dos países aumentou na maioria em 2014, especialmente na Alemanha.

Coesão em toda a UE não registou progressos, mesmo com os países mais pobres a crescer acima da média da UE.   O desenvolvimento social continua deficiente nos países mediterrânicos, onde os estratos mais pobres são particularmente atingidos pela austeridade e o sobre endividamento.

Os dados mais recentes para 2014 confirmam  que o rácio de rendimentos S80 / S20,  que indica a relação entre os rendimentos no quintile mais rico (quinto) e os do  quintile mais pobre, era cerca de  8,5 vezes em euros às taxas de câmbio correntes e 5,6 em termos de  poder de compra (PPS).
Isto é claramente superior ao valor  atribuído pelo Eurostat à  UE como um todo - cerca de 5  nas suas estatísticas oficiais, baseadas na média dos rácios S80 / S20 de todos os Estados-Membros da UE, o que não considera as enormes diferenças  entre os países.

Fonte:  http://library.fes.de/pdf-files/id/ipa/12668.pdf

sábado, junho 25, 2016

Brexit, European divergence and the demographic tsunami

The economic divergence in the European Union is so serious,  with winners and losers growing apart, that the risks of unsustainability is severe.  

Resultado de imagem para brexitListening to the post-voting commentary from UK , many voters seemed to be voting "against migration".  One interviewee said that migration was supposed to happen only "over there in the Mediterranean", not on the British side of the English channel!.  Britain was never a member of the Schengan (passport free zone), but they have a dynamic labor market which has been pulling migrants in, from the rest of Europe and further away (pulll factors).  Add push factors like persecution and civil wars and nothing will keep migrants from leaving home and seeking better locations. 

The (British) voters may need to brush up on demographic statistics:  With as many as 5.5 children per (mostly poor) families on the south side of " the Med", and as litlle as 1.5 children per (mostly rich) families on the north side of "the Med", you don't need to be a demographer to know that  migration WILL happen. Trying to stop migration flows in these circumstances is like trying to hold back a TSUNAMI. 

Trying to manage population flows in the XXI century is an illusion, giving the instantaneous info.  Do you know there are apps for migrants to download to their smartphones to guide them through the maze?   For example, some refugees received in Portugal recently actually  left Mangualde to join relatives in northern Europe within the month.  Why stay in a country with 13% unemployment and a "safety net" full of holes?  

But the critical underlying issue may be  the persistent divergence between the economic  winners and losers from European integration and globablization, among and within countries.  It seems that exit vote was stronger in working class districts.   Small countries like Portugal can be steamrolled, but big democratic countries like the UK have other means of defense by turning the decision over to the voters.  A real lesson in practical  democracy. 

Another critical issue may be the return of the border walls and the raising of the barriers in and around Europe, and the desperation to escape the persecution in the countries of origin.  Of course, the refugees of 1940 were different,  but for many of the refugees today the existential threat is as serious today as it was then.   

Can we  see a parallels between the raising of the walls in 2016  versus 1936 or 1939? 

For Portugal, we are a net exporter of (economic) migrants and Portuguese workers were already suffering effective discrimination in the UK (restricted access to Social Security).  Some recent Portuguese emigrants may need to come back, pushing unemployment in Portugal up again.  

There is a Portuguese saying for every occasion: For this one:  "Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguem tem razão."  In a home without bread, everyone argues and  and no one is right. 

domingo, junho 19, 2016

Europa à la carte e a insustentável divergência da Europa

Qualquer acto de união é uma manifestação de vontades, que pode resultar numa União cada vez mais consolidada,...ou não.

Os países membros mais fracos, mais incautos e não preparados, sim, aceitam todas as regras europeias.  Os países membros mais fortes podem ser mais exigentes,  negoceiam transições, derrogações, carve-outs, rebates, fazendo um cherry-picking do que lhes convèm, e afastando o que os pode prejudicar, etc. É a Europa a la carte, para quem domina a mesa das negociações.
Os países membros fortes podem até ditar as regras (administrativas) europeias  mesmo se os países fracos  nunca as consigam cumprir, e podem aplicar  sanções a uns e não a outros.

Mas a prova real do bem-estar da União está menos no "cumprimento" nas normas subjectivas, e mais nos resultados e números objetivos, tais como os saldos de comércio bilateral, ou os saldos TARGET2 cada vez mais divergentes.

Um sistema sustentável tem que convergir para o equilíbrio, não pode divergir ano trás ano.   Os sistemas económicos necessitam de homeostasis, de auto-regulação para o equilíbrio, tal qual os sistemas biológicos.  Será que os lideres políticos  não percebem a importância vital de promover o reequilíbrio entre os parceiros comerciais da União Europeia e da Eurozone ?

Quanto mais divergimos, menos nos entendemos, mas fomentamos o Euroceticismo.  Uma Europa fortemente divergente não convém a ninguém , torna-se-á insustentável a prazo.  Mas parece que as instituições europeias  não conseguem contrariar estas forças , até agravam a divergência.  O que não nos trará nada de bom.

A divergência económica representa uma ameaça a qualquer união.
See UK opt outs     http://www.euractiv.com/section/uk-europe/linksdossier/europe-a-la-carte-the-whats-and-whys-behind-uk-opt-outs/

quinta-feira, julho 30, 2015

Eurozone warning messages more important than Varoufakis as messenger

Varoufakis personality issues distracts us from the critical context of Eurozone divergent performance

Greek ex-Finance Minister Varoufakis touched a raw nerve with Greece's aggressive debt workout strategy, and now they won't let him get off the stage. His colorfull personality attracts both positive and negative attention that could be better focused on the failed  principles of European convergence and on the growing Eurozone divergence.

Varoufakis may  have become the debtor all the creditors love to hate and he may generate great copy, and aggreesive press.

But the real issue is :
Are we ALL happy with the economic performance of the Eurozone as an economic block ?  

Some  Eurozone members, the creditors, are quite happy with the Euro as it is, thank you.

Other Eurozone members, the debtors, are unhappy, and have every reason to be more and more fearful for their economic future, since little is being done to correct the intra-Eurozone imbalances.

The financial media and others should focus on these serious Eurozone troubles, and not waste time dumping on or "killing the messenger".

SEE also http://www.socialeurope.eu/2015/07/in-defense-of-varoufakis/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook 

sexta-feira, julho 24, 2015

Credores imprudentes na parte maior do problema

Se queremos fazer o diagnóstico correcto, para poder desenhar e aplicar a solução correcta, temos que compreender que os credores imprudentes  fazem parte do problema, tanto ou mais do que os devedores incautos.  
O velho ditado popular, "quem não tem dinheiro não tem vícios" tem uma tradução precisa na análise macroeconómica, que é a questão da causalidade:  


  • Se é verdade que o défice externo é matematicamente igual ao défice interno, qual deles manda no outro? 
  • Isto é, considerando que  (S-I) = (X-M),  qual é a variável independente ?  
    • o défice externo (S-I) = f(X-M),  ou
    • o défice intrnto  (X-M) = f(S-I)

O FMI tem analisado os  tsu-moneys de capital volátil, que podem inundar um país, até ao momento do "sudden stop" focando correctamente as contas externas.  Mas depois a receita que aplica limita-se  quase exclusivamente ao controlo das contas internas, especialmente em contexto de câmbios fixos e liberdade de movimentos de capitais, como na Eurozone.  Quando o remédio não condiz com o diagnóstico, o doente dificilmente se cura.   

Esta pergunta  do nexo da causalidade é central e de suma importância, pois toda a arquitectura da Eurozone está baseada no controlo do défice interno (S-I), que por arrasto conduziria ao controlo do défice externo (X-M) que se reflecte na acumulação de divida externa insustentável.  

Este desenho da Eurozone está errado,  e as tentativas de resolver a crise da Europeia apenas pelo controlo dos défices internos estão condenadas ao fracasso e/ou à austeridade draconiana persistente.  

Resultado de imagem para tio patinhasComo se vê pela "prova em anexo", foi a divergência monumental que levou à crise de sobre-endividamento dos países devedores que, nem por acaso,  espelha a virtude (?) de credito excessivo dos países credores.  Os credores até ajudaram a mascarar dívida em alguns casos para emprestarem mais.  

Por isso,  devemos sim falar de credores e de devedores.  Devemos sim falar dos credores como parte do problema, se queremos que os credores passem a ser, também eles, uma parte importante da solução. 

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Provérbios financeiros http://ppplusofonia.blogspot.pt/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html

Divergence http://ppplusofonia.blogspot.pt/search/label/Divergence

Credor como problema http://www.publico.pt/mundo/noticia/a-alemanha-como-problema-1702803?page=-1 

terça-feira, julho 21, 2015

TARTGET2 desequilibrios do sistema de compensação do Euro continuam

Quando um país importa mais que exporta para o resto da Eurozone, o Banco Central do importador fica devedor ao Banco Central do exportador, quase sempre o Bundesbank.
O mesmo acontece com a fuga de capitais, o que se reflecte no grande saldo credor do Luxemburgo.

Assim, a divergência dos saldos do sistema de compensação do Euro é um indicador fiel da divergência de fortunas  entre os países membros
Target2 Balances figure1
Fonte:  http://www.eurocrisismonitor.com/
Germany Current Account to GDP
Fonte:   http://www.tradingeconomics.com/france/current-account-to-gdp
France Current Account to GDP

sexta-feira, julho 17, 2015

In the Eurozone crisis, it's the trade imbalances stupid

International trade and finance theory seems to have been one of the major sacrifice of the Eurozone crisis, together with the future prosperity of the citizens in the small, peripheral net importing countries.

Now, a Danish economist reminds us of the principles of International Economics 201 with an article entitled, "Greece versus  Turkey:  It's the exchange rate regime, stupid".

Coming from Denmark,  the smart little country that  voted to stay out of the Euro, this deserves a good rereading by all those lawyers maskerating as finance officials. The threat of devaluation raises financing costs for an economy over the short term, a small price to pay to avoid financial disaster affecting several generations.

The persistent mantra of "exiting the bailout conditions and returning to the financial markets" which we hear from the politicians and the financial media in Portugal doesn't even begin to touch on the underlying causes and consequences of the persistent balance of payments crises.

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 
Greece versus Turkey: It’s the exchange rate exchange rate regime stupid!
A history of political dysfunctionality, corruption, military coups, military conflict with a neighboring country, large current deficits and weak fiscal management.
Greece fits that description perfectly well, but so does Turkey. So why don’t we have a major crisis in Turkey and why is Turkey not on the brink of default when neighboring Greece is?
The answer is simple – It’s the exchange rate exchange rate regime stupid!
In 2001 Turkey was forced by a major crisis to abandon it’s managed/crawling peg regime and instead introduced a floating exchange rate regime and the Turkish central bank introduced an inflation targeting regime.
14 years later Turkey is still in many ways politically dysfunctional – in fact it has gotten worse in recent years – there has been rumours of plans of military coups, there has been major corruption scandals even involving the Prime Minister (now president Erdogan) and the governing AKParty and lately the civil war in Syria has created a massive inflow of refugees and increased tensions with Turkish Kurdish population.
All this has to a large extent been reflected in the value of the Turkish lira, which have been highly volatile since 2001 – and increasingly so since 2008, but the floating exchange rate regime means that we have not seen the same kind of volatility in the domestic Turkish economy, which was so common prior to 2001.
While Turkey in 2001 floated the lira Greece gave up having a monetary policy of its own and instead joined the euro. We know the story – while the first years of euro membership in general was deemed succesfull that hardly has been the case since 2008: The economy has collapsed, unemployment increased dramatically, debt has skyrocketed, we effectively have had sovereign default and we are on the brink of an euro exit.
Milton Friedman used to say “never underestimate the importance of luck of nations” referring to how pegged exchange regimes might be succesfull for a while, but also that it could have catastrophic consequence to maintain a pegged exchange rate regime.
In 2008 Greece ran out of luck because it made the fatal decision to join the euro in 2001. Today is it blatantly obvious that Greece should have done as Turkey and floated the drachma. It now seems like after 14 years Greece will be forced by a major crisis to do exactly that.
Lars Christensen
Greece Turkey GDPcapUSD