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quarta-feira, fevereiro 19, 2025

Cursos de reciclagem precisam-se!

Que um migrante recém-chegado passe por uma fase de adaptação, temporária, e que trabalhe abaixo das suas qualificações não é de estranhar por quem já emigrou e voltou. Num mercado de trabalho pouco "eficiente" como Portugal, não é fácil o trabalhador certo chegar ao cargo certo.

Mais problemático é haver tantos profissionais subaproveitados, durante tantos anos, com tantos custos pessoais como socioeconómicos.
Por exemplo, este ano aumentam as vagas nos cursos para novos professores, com impacto daqui a 5 anos.

Mas haverá algum curso rápido de reciclagem para professores formados há 10 ou 15 anos que têm estado a trabalhar noutros setores, em lojas ou escritórios ou como trabalhadores independentes?

E um diploma, seja nacional ou estrangeiro, não diz tudo sobre as nossas capacidades profissionais. 

O meu diploma da Princeton University estava escrito em Latim! Mais um entrave à equivalência! 

Mariana Abrantes de Sousa 

Economista 

https://www.publico.pt/interactivos/brainwaste-imigrantes-portugal/quatro-dez-imigrantes-emprego-abaixo-qualificacoes/

sábado, junho 22, 2024

WSJ on Portugal - Come and stay awhile! Venham mais 5!

 Thank you for the WSJ article on tourism in Portugal.  

Hope to see you in Portugal this year!  Come and stay awhile! 


It's true, tourism is generally a cyclical industry, labor-intensive and requiring relatively low skills.  But tourism can still promote a lot of development.  
Tourists come to Portugal not just to go the beach, but especially to enjoy the easy-going hospitality of the Portuguese people, the good food and the relative security.  
While some tourists spend most of the time on the beach and drinking in bars (with sunburns and hangovers to show for it), other visitors enjoy getting familiar with the history and culture of Portugal.  

The impact of tourism has been mostly positive in my view.  The offer of B&B lodging has promoted the restoration of city and town centers which were in ruins, in port because of rent controls lasting dating back to 1910. For every rental housing property that was converted into short-term accommodation, 1-2 property  that were empty or in ruins have been restored, which is a major improvement.  Higher interest rates have complicated the housing market, but EURO interest rates were negative for nearly 8 years, at least 7 years too many.  Tourists do tend to concentrate in major cities like Lisbon, Porto, Coimbra, Algarve, and so do both recent and old residents. 

We need for everybody to "go local" to spread wider into the Interior of Portugal where there a lot of empty houses.  Even so, there are still many buildings in city and town centers waiting to be rehabilitated. 

In my view, and that of some other analysts,  the rise in rental prices has more to do with the inflexibility of the housing market and with delays in the municipal licencing of restoration and construction projects,  a problem of supply, rather than with excess of demand from tourists and incoming migrants. I recently tried,  and failed, to find information on the quantity of housing restored with ARU incentives (for the rehabilitation of urban centers).  Housing promotion programs are more visible in the newspaper headlines than on the city streets. 

That said, all that goes too high, too fast is likely to come down.  
Housing supply and wages both need to rise.  Tourism is part of the solution, it is not a big part of the problem. 

When I drive around the towns and villages, I like to count the cranes and construction sites. 
But I still see far too many houses in ruins, abandoned or just shuttered.  
If there is anything that Portugal really needs is more people!  

Venham mais 5! 

sábado, setembro 04, 2021

A Europa, os vizinhos e a realidade dos fluxos migratorios

 A Europa e os vizinhos

Vejamos a realidade dos fluxos migratórios

PUSH factor> A taxa de natalidade ronda apenas 1,7 filhos por família na Europa e ronda 7 filhos por família nos países da Vizinhança, de Marrocos ao Afeganistão e à Africa do Sul. 

PULL factor> A diferença da prosperidade económica e da oferta de serviços públicos é ainda mais acentuada, mesmo entre os países europeus mais pobres e os países africanos mais ricos.

Combinando estes e outros fatores PUSH e PULL, que empurram os potenciais migrantes da margem sul para a margem norte, o Mediterrâneo transforma-se em autoestrada marítima. Por isso ELES continuarão a arriscar quase tudo para chegarem CÁ ao El Dorado europeu.

Recordemos que também os portugueses  fugiram, a salto, da guerra e da pobreza. Ninguém os conseguiu parar, só mesmo a descolonização é que os obrigou a retornar.

Certo, a diferença cultural entre a Portugal e a França era mínima comparada com a diferença entre o Afeganistão e a Alemanha. Mas todos tiveram que passar por um processo de aculturação e assimilação, quer os migrantes recém chegados, quer os residentes.

A tolerância e a "boa convivência" implicam alguma aculturação, mas principalmente respeito por outras práticas culturais minimente aceitáveis, com algum distanciamento cultural rotineiro de início e posterior integração.

Os migrantes e refugiados geralmente querem  instalar-se nos países mais ricos. Sítios como a Tunísia são pobres demais até para os locais. Veja-se o fluxo depois da Primavera árabe.

Migrantes e refugiados que vêm para países mais pobres como Portugal ou a Grécia acabam por pernoitar apenas o tempo suficiente para retomarem o caminho para a França, Alemanha ou Inglaterra. Muitos migrantes e refugiados nem procuram aprender português. Mas todos os estrangeiros devem ter de adquirir algumas “boas maneiras” cívicas e sociais europeias, tais como não olhar embasbacado ou assediar as mulheres de minissaia.

Os mais problemáticos são geralmente os homens solteiros desempregados entre os 15 e 30 anos que representam um risco em qualquer sociedade (veja se os estudos do Undercover Economist sobre as taxas de criminalidade nas cidades dos EUA).

Ou como D. Umbelina, a minha professora da escola primária, nos mandava escrever 20 vezes "A ociosidade é a mãe de todos os vícios”.

Mas a radicalização de migrantes e refugiados não deverá ser causado apenas do choque cultural de ver mulheres com braços e pernas ao leu na Europa ou de ameaçar aa autoridade patriarcal (visão de sociologia). Bem mais prejudicial para a integração pode ser a exclusão económica de NÃO ter acesso a empregos melhor remunerados (visão de economia ), nem representação politica.

Mariana Abrantes de Sousa, economista

VER por onde passam, mas não param, os refugiados 

https://expresso.pt/internacional/2016-12-23-Dez-paises-acolhem-56-de-todos-os-refugiados.-Nenhum-e-europeu

terça-feira, junho 02, 2020

NOVAFRICA fala de migrações Africa-Europa em tempo de Covid19

O podcast da NOVAfrica sobre migrações no contexto da grande divergencia demográfica entre Europa e Africa é importante.
Apenas 30 minutos, em inglês

Episode 1: “The Impacts of #Covid19 on Migration”, with Simone Bertoli (CERDI)