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domingo, dezembro 03, 2017

Comissão Europeia tem os recursos mas precisa de bons projetos diz Corina Cretu | RTP | Últimas | Artigos e Notícias

Comissão Europeia tem os recursos mas precisa de bons projetos diz Corina Cretu | RTP | Últimas | Artigos e Notícias: Artigos e Notícias de Portugal e do Mundo - A comissária europeia para política regional, Corina Cretu, defendeu hoje que Bruxelas tem os recursos necessários e a disponibilidade para apoiar a reconstrução e a reforma da floresta portuguesa, mas frisou que também são necessários bons projetos., RTP, Últimas



Ver Aldeia+VERDE http://soroptimistapt.blogspot.pt/search/label/Aldeia%2BVERDE

domingo, novembro 26, 2017

Floresta e clima: Especialistas precisam-se

Num país de floresta mal gerida, só 23 alunos escolheram engenharia florestal
Primeiro debate sobre o tema "A Floresta Portuguesa em Causa", da UTAD, aflorou problemas na gestão dos territórios do interior do país.
ABEL COENTRÃO 13 de Setembro de 2016

Só uma pequena parte das Zonas de Intervenção Florestal consegue gerir as áreas que tem a seu cargo

Portugal tem pela frente o desafio de gerir melhor um terço do seu território ocupado por florestas mas o país corre o risco de, nos próximos anos, ter poucos quadros qualificados para o fazer. Na primeira fase, o curso de Engenharia florestal da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro atraiu três candidatos, a que se somam os vinte que entraram na mesma licenciatura do Instituto Superior de Agronomia (ISA). “Se não há alunos, como vamos manter a funcionar os centros de investigação?”, questiona o catedrático Rui Cortes, da UTAD, lembrando que outras instituições já deixaram de oferecer esta formação que só não fecha em Vila Real porque a reitoria faz finca-pé no valor do curso para o futuro da região e do país.

Só uma pequena parte das Zonas de Intervenção Florestal consegue gerir as áreas que tem a seu cargoA importância da gestão do território (floresta incluída) para a diminuição do impacto dos incêndios, que em área ardida fazem já de 2016 o quarto pior ano das últimas quatro décadas, esteve bem presente nas múltiplas intervenções do primeiro debate do ciclo “A Floresta Portuguesa em Causa” organizado pelo Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagística da UTAD. A plateia do pequeno auditório do Teatro de Vila Real estava cheia, entre alunos e professores que esta terça-feira ali quiseram ouvir alguns dos mais reconhecidos especialistas no sector procurar, entre os diagnósticos feitos há anos e as lições dos tempos mais recentes, caminhos para essa parte de Portugal que apenas é notícia – queixaram-se – quando arde.

Num país com 35% do território ocupado por floresta, detida esmagadoramente por privados, a invisibilidade do tema fora da “época” dos fogos atinge vários patamares. Um deles é o da formação, assinalou Rui Cortes em declarações ao PÚBLICO após o debate. “A floresta só é assunto pelo seu lado trágico. E isto não atrai os jovens”, admite este docente, preocupado com o futuro do sector. Mas o decréscimo de alunos na engenharia florestal acompanha o despovoamento do interior e a litoralização da população, que se afastou, física e mentalmente, de um mundo rural do qual a floresta era parte integrante.

O presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, Rogério Rodrigues, considerou essencial voltar a criar nas pessoas a noção do valor das áreas florestais, chamando a atenção quer para o que, economicamente, elas valem e podem vir a valer, quer ainda para o que poderemos perder se continuarmos a desleixar a sua gestão. O especialista em Ecologia e Gestão do Fogo José Miguel Cardoso Pereira considera que o contraste entre o investimento anual no combate aos fogos e a despesa em prevenção provam esse afastamento da sociedade – responsáveis políticos incluídos.

“A prevenção é secundária porque a floresta é secundária. E o combate faz-se para proteger casas, pessoas, infraestruturas”, notou. O docente do ISA não pôs em causa essa prioridade, mas insistiu que a protecção da floresta não pode ser considerada uma tarefa colateral e subalternizada”. Palavras de quem lançou um dos desafios deste debate. Que Portugal reflicta sobre a sua “suposta vocação florestal” e se analise se não será melhor, face às capacidades do país, abdicar de dez a 15% da área ocupada com floresta mal gerida criando zonas tampão que, com outras actividades, possam quebrar as manchas de ocupação contínua. “Não vamos lá com faixas de contenção de 100 ou 150 metros”, alertou.

... LER  mais em https://www.publico.pt/2016/09/13/sociedade/noticia/num-pais-de-floresta-mal-gerida-so-23-alunos-escolheram-engenharia-florestal-1744025 

sexta-feira, novembro 24, 2017

NASA mostra o efeito Ophelia - pouco usual ou o novo normal ?

Neste video dos furacões, a NASA mostra o movimento dos furacões, das poeiras do Sahara aqui tão perto, o fumo dos incêndios em Portugal a 15-16 de Outubro. 
Nasa diz que o percurso do furacão Ophelia foi "very unusal, fora do normal ao afetar todar a fachada atlântica de Europa. 

E se o trajecto do Ophelia passar a ser o "new normal"?

  

quarta-feira, novembro 22, 2017

Gestão do Rio Dão: das cheias à seca extrema

 A água, das cheias catastróficas à seca extrema.

Portugal, em boa medida, é um país de extremos climáticos.

Vários meses praticamente sem chover e, quase todos os anos, há cheias e inundações, algumas com danos catastróficos.

Dizem-nos, isto é próprio de um clima mediterrânico, que é o nosso. É verdade.

“Fazer” chover um pouco todos os meses, evitar tempestades de fogo como foi o caso dos grandes incêndios deste ano - o furacão Ophélia espalhou, em poucas horas, o fogo por metade do país, o fogo que alguém ateou, reduzir as situações de seca  extrema, não vai ser fácil, no futuro. Direi que o que aconteceu e está a acontecer este ano vai voltar, e disso não podemos fugir.

Um  país não pode mudar a sua latitude no contexto do globo terrestre mas poderá, com conhecimento, engenho e arte, minorar os efeitos negativos da sua situação geográfica, tomar essa situação como um dado e adaptar-se de modo a reduzir  esses efeitos negativos.´

Este clima mediterrânico também tem aspectos muito positivos. É o caso do nosso SOL, que atrai turistas de muitas paragens, são as temperaturas amenas, etc.

E como não se pode ter  o sol na eira e a chuva no nabal ao mesmo tempo, há que saber viver com as situações e prepararmo-nos melhor para elas.

Considero muitíssimo importante que os responsáveis pela gestão da água venham a público falar sobre estes problemas cadentes e que tocam a todos.

Depois dos grandes incêndios recentes, os riscos sobre a poluição das águas superficiais, em resultado do arrastamento das cinzas que as chuvas vão provocar, precisam de ser ponderados, discutidos e de medidas que reduzam os seus efeitos. Será que a água que bebemos vai ter, nos próximos meses,  a qualidade que todos esperam?

Começa a ser por demais evidente que o país precisa de ser alertado, diria mesmo abanado,  para a necessidade de poupar, usar com parcimónia (como diz o ministro do ambiente), cuidar da qualidade desse recurso essencial água que continua a não ser satisfatoriamente gerido (está à vista) em termos de custos e de quantidade presente e futura.

Como é que se conjuga esta seca extrema e agora a despesa enorme em transporte de água com as cheias que todos os anos acontecem  em muitos dos rios deste país, nomeadamente nas bacias do Dão e do Mondego?

“Existem em Portugal cerca de 250 grandes barragens, com altura superior a 15 metros ou armazenamento superior a 1 hm3 (1 milhão de metros cúbicos). (ver barragens em Portugal)
Algumas destas barragens foram construídas a fim de criar armazenamentos de água capazes de garantir, nuns casos, o fornecimento de água para rega, e, noutros, o abastecimento público, sobretudo nas regiões de maior irregularidade de recursos, em particular no sul e no Interior.” Fonte: Agência Portuguesa do Ambiente”.

“250 grandes barragens” já é muita barragem. Mas das duas uma, ou estão mal distribuídas pelos diversos rios que temos ou o sistema de gestão de todos estes recursos  hídricos não é feito como devido e como o país precisa.

Não terá sido um erro o abandono, em abril de 2016, da construção da barragem de Girabolhos/Bogueira no rio Mondego,  por decisão do atual governo?

O rio Dão, um rio típico de planalto,  nasce em Aguiar da Beira, tem um percurso de 97 Km, chega à barragem da Aguieira, próximo da Santa Comba Dão e tem como afluentes cerca de uma dezena de outros rios e ribeiras (rio Criz, rio Pavia, ribeira de Beijós,etc.).

Não daria para construir uma outra barrgem,  pequena ou média que fosse, a montante das Termas de Sangemil, no rio Dão?  Correndo aí num vale relativamente fundo e encaixado, talvez que os impactos ambientais e de inundação fossem aceitáveis e menores do que o impacto de “altear” a barragem de Fagilde, como que se tem falado.

António Abrantes, economista

domingo, novembro 19, 2017

Adopte uma Aldeia que esteve Cercada pelas Chamas

"População viveu momentos de aflição" na minha Aldeia Cercada pelas Chamas, na noite de 15-16 Outubro, o que deixou de ser notícia nacional.

Em Agosto de 2017, um cerco de fogo abria o telejornal nacional.

Em Outubro foram tantas as povoações em risco que já nem foi noticiado, foi banalizado.
Quantas aldeias foram mesmo cercadas pelas chamas em Portugal em 2017 ?

Adopte uma Aldeia ! Visite, apoie, acompanhe

Fonte: http//www.tvi24.iol.pt/equipatvi24/paulo-salvador/53f6141a3004bbf68d25aa8b/videos/1/video/598e434b0cf21d6c5360a268

sábado, novembro 18, 2017

Viseu - agricultores da região Centro em crise

A seca e os incêndios vistos da minha aldeia



Floresta com bem público justifica pagamento por "serviços ecossistemicos"

UMA Floresta Sustentável, em termos económicos tanto como ambientais, vai exigir novos modelos de negócio.  Sem madeira, sem resina, sem paisagens, sem turismo, com impostos, como manter a floresta em regime de propriedade privada.

Resultado de imagem para peru ecossistemicosEu estive no Peru, os dos países mais vulneráveis ao "cambio climático", em 2015 quando o governo launçou uma inovadora Lei de Mecanismos de Retribuições por Serviços Ecosistémicos, uma lei de 2015 passou sob a liderança do Ministro do Meio Ambiente, Manuel Pulgar-Vidal.
Este regulamento representa uma peça crítica do enigma legal para garantir que Mecanismos de Retribuição por Serviços Ecosistémicos (MRSEs), essencialmente a versão peruana dos "pagamentos por serviços ecossistemicos". 
Por exemplo, no setor de água e saneamento, mais de US $ 30 milhões já foram reservados para mecanismos de MRSE a agricultores a montante para ajudar a garantir o abastecimento de água para as cidades peruanas a jusante, investindo na florestação e conservação das bacias hidrográficas. O novo regulamento fornece a clareza jurídica que permitirá que esses fundos atinjam projetos efetivos no terreno.
http://forest-trends.org/blog/2016/07/27/peru-approves-new-innovative-environmental-policies/
Diretrizes Políticas para a Gestão Participativa dos Serviços Ecossistêmicos Hidrológicos no
Peru: Análise da Experiência piloto “Moyobamba”
http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/286534/1/TipactiMilachay_MiguelAngel_D.pdf



sexta-feira, novembro 17, 2017

Banco Africano de Desenvolvimento quer compacto com Portugal para apoiar mais os países da CPLP

BAD vai olhar para países lusófonos como um bloco promete Presidente
Lusa14 Nov, 2017, 19:13 | Economia
O presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Akinwumi Adesina, disse hoje à Lusa que esta instituição financeira está a preparar um novo olhar sobre os países lusófonos, olhando para os países como um bloco e não individualmente.
"Quero que o BAD olhe para os países lusófonos de uma maneira diferente; estamos a criar um compacto entre o BAD e Portugal para ver como olhar para projetos maiores e usar os nossos instrumentos para tirar risco e dar mais escala aos projetos", disse Adesina em entrevista à Lusa no final de uma visita a Portugal.
"Olhamos para cada país individualmente e de forma diferente, mas um compacto funciona com Portugal e o BAD a juntarem-se e a determinarem os maiores desafios ao desenvolvimento e depois usamos os nossos recursos coletivamente para resolver esses problemas", explicou o antigo ministro da Agricultura da Nigéria.
"Vamos ver como fazer grandes coisas nos países lusófonos juntos", afiançou o banqueiro no final de um conjunto de reuniões em Lisboa com o ministro das Finanças, Mário Centeno, a secretária da Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Teresa Ribeiro, e um grupo das maiores empresas nacionais com investimentos em África.
"Nessa reunião [com as empresas], focámo-nos em como podemos expandir os 2,1 mil milhões de dólares que investimentos nos países lusófonos, como ajudar as empresas nacionais a aceder a financiamento e como podemos ajudá-los a preparar projetos que nos permitam emprestar mais dinheiro", disse Adesina.
Os próximos passos nesta nova estratégia agregadora da lusofonia como ponto de investimento passam pela "elaboração de uma estratégia" que pode ter já continuação "numa reunião de seguimento com os investidores privados à margem do encontro entre a União Africana e a União Europeia, já daqui a umas semanas", disse Adesina.
O banqueiro, que se mostrou "impressionado com o grande conhecimento que as empresas têm de África", anunciou ainda que vai promover uma sessão lusófona no encontro de investidores africanos, o Africa Investment Forum, uma reunião conhecida como "Davos africano", que decorre a 08 e 09 de novembro do próximo ano na África do Sul.

"Tudo está a ser posto em prática para concretizar esta parceria com os países lusófonos", garantiu.

quinta-feira, novembro 16, 2017

quarta-feira, novembro 15, 2017

As Good as it Gets, in EURO bond yields

What is the stable equilibrium bond yield differential between Germany, with persistent chronic CAB surplus, and a country like Portugal just overcoming chronic CAB deficits ?
Will the PT-DE bond differential, currently around 1.5%, go below 1% as it did from 2000 to 2005 or will it test new peaks above 10% as in early 2012, when international investors were putting the entire burden of adjustment of the trade imbalances on the borrowing countries?

Just looking at the historical charts, 1% may be the lower limit for the differnential, and 2.5 % may be the upper limit, in part because of liquidity premia and other scale and structural differences.    But since investment decisions are in the hands of surplus countries by definition, the risk of the differential increasing is greater, as the threat of a flight to "quality" is always present.
Quality really is the eye of the (be)holder, always skewed in  favor of the imprudent lender at the expense of the the imprudent borrower.   Stability is still missing.
















yield 10 years, %pa   diff PT
USA 2,23 0,24
PT 1,99  
CA 1,92 -0,07
ES 1,54 -0,46
DE 0,36 -1,63

Portugal-Germany 10 Year Bond Spread Chart


segunda-feira, novembro 13, 2017

Banco que é BANCO não vende relógios

Uma notícia  num jornal económico on-line detalha, com toda a naturalidade,  os artigos de luxo que pode adquirir no seu banco, desde TVs, computadores, vinhos, relógios, etc, a pagar a suaves prestações de crédito ao consumo, como se vê no anúncio da CGD em anexo.

Isto demonstra bem o desnorte que vai na supervisão e gestão bancária, quando comprar uma televisão ou um colar diamantes num banco parece natural e aceitável.  Entretanto os depósitos são desprezados a taxas de juro perto do zero, e o crédito comercial produtivo é penalizado e sobrecarregado de todas as formas e feitio. 

E o jornalismo económico "cala a desgraça", suspende o "critical thinking".

Encontrar uma montra de relógios e televisões num banco é um BOM sinal de alerta de MÁ gestão bancária.  Havemos de continuar a pagar bem caro estes "erros de intermediação financeira" cujas consequências só transparecem muito mais tarde e por vias indiretas.

Continuava a confiar no seu dentista se ele instalasse uma montra de relógios e  no seu consultório ?

Já dizia o velho ditado da minha aldeia:  A quem for mau dispenseiro não confies o teu dinheiro. 

Mariana Abrantes de Sousa
Economista 

Fonte:  https://eco.pt/2017/11/13/no-balcao-do-banco-ja-nao-ha-so-dinheiro-pode-comprar-televisoes-vinhos-e-ate-alarmes/

No balcão do banco já não há só dinheiro. 
Pode comprar televisões, vinhos e até alarmes
Catarina Melo  Eco online 

Não são apenas produtos financeiros que se podem comprar nos bancos. Desde trens de cozinha, televisões ou computadores até terços de Fátima, há muito por onde escolher ao balcão do seu banco.

Ir ao banco já não é como “no antigamente”. Já não são só depósitos, levantamentos ou créditos, as operações que pode fazer ao balcão dos bancos. Cada vez mais, as instituições financeiras disponibilizam-se a vender produtos não financeiros, funcionando em alguns casos quase como se fossem centros comerciais. Para além das tradicionais barras e moedas de ouro, também é possível adquirir joias, relógios, computadores e televisões até vinhos, trens de cozinha, serviços de jantar, cabazes de Natal ou mesmo alarmes para a casa, através dos bancos...

terça-feira, outubro 17, 2017

Laço verde ao peito por UMA Floresta Portuguesa Sustentável



Na camisa branca do luto nacional, estou a colocar um laço verde, verde esperança, verde de uma Floresta Portuguesa Sustentável, ordenada e já agora rentável.

Sim, UMA, pois provou-se que a Floresta é só UMA, um "bem público" apesar de estar parcelada por minifundios privados. 
E ando a ler o tomo do relatório de Pedrógão.
Temos muito que estudar para compreendermos todas as causas, consequências e para trabalhar as potenciais soluções para esta tragédia nacional repetida. 


Quem têm sido os responsáveis pela pasta da Agricultura e FLORESTAS? 

  Luís Capoulas Santos 1998–2002; 2015
  Carlos Costa Neves 2004–2005
  Jaime Silva                2005–2009
  António Serrano        2009–2011
  Assunção Cristas           2011-2015
  Luis Capoulas Santos    2015 

segunda-feira, outubro 16, 2017

Floresta portuguesa continua a arder, a meados de Outubro 2017

Floresta portuguesa continua a arder, a meados de Outubro 2017
Beijós Beijoz 

Beijós ou Beijoz, a minha aldeia no coração
VERDE do Dão, foi cercada pelo fogo a 15 -Outubro-2017. 

O sino da igreja tocou a rebate às 2h00 da madrugada para alertar toda a gente. 
Todos a salvo, aterrorizados mas bem 
Mas muitos prejuízos materiais, animais, tractores.

QUERO VER as Autoridades Florestais na televisão de hora a hora, a definir, explicar e implementar um Plano de Gestão Florestal Integral, profissional, inteligente e sustentável. Acabaram com os guardas florestais, deixam plantar árvores no limite dos terrenos, onde não deixariam abrir uma janela.

Onde está o Ministro da Agricultura e Florestas ?
Onde está o Ministro do Ambiente ?
Porque não aparecem?
Onde estão os jornalistas a fazer perguntas ?
ISTO TEM QUE MUDAR e MUITO, diz quem está de lenço molhado na cara para poder respirar.

Bombeiros Voluntários de Cabanas de Viriato
16-Outubro-2017 
Vamos começar por MUDAR as CAUSAS, centradas numa "gestão florestal e ambiental" que não merece o nome, não apenas as consequências.

terça-feira, outubro 10, 2017

Intern Impact Investment Mozambique





Investment Associate 

at Impacto Capital in Maputo, Mozambique

About the Job

6 to 12-month internship in Maputo, Mozambique.
  • Support investment pipeline development through: due diligence, financial analysis, financial modelling, valuation, investment structuring, preparation of information memoranda and other investment documentation.
  • Visit target companies, liaise with management teams to gather information, discuss growth plans and key business risks.
  • Support fundraising efforts.
  • Work with other team members, share experiences and knowledge.
  • Participate in the Company's learning programme.

Qualifications

  • Experience in finance advisory or management consulting. Ideally with experience in corporate finance (M&A, project finance, due diligence), finance management or strategic advisory.
  • Above average skills in team working, methodical work, structured analysis, analysing and interpreting data, communicating complex issues orally and in writing.
  • Highly motivated to work in a Company "investing with a cause", supporting SMEs and entrepreneurs and participating in the development of a high growth frontier market.
  • Fluent English speaker. Portuguese language fluency is an important plus.

To apply

Submit CV and motivation letter to info@impacto-capital.com, until 24-Nov-2017

Impacto Capital

IMPACTO CAPITAL is a Mozambique-based impact investment firm supporting entrepreneurs and SMEs with high potential for economic, social and environmental impact.
IMPACTO CAPITAL aims to contribute to an economic model that is more inclusive, balanced and sustainable by applying best practices and extensive experience in business and investment management to impact investing.
IMPACTO CAPITAL currently manages one portfolio company and is actively developing further pipeline and fundraising.
We look to integrate professionals with the right combination of talent, skills and motivation, and that share our vision for a more inclusive, balanced and sustainable economic development model.



Portfolio company support

at Impacto Capital in Maputo Mozambique

About the Job

6 to 12-month internship in Maputo, Mozambique.
Mozambique Good Trade (www.goodtrade.co.mz) is Impacto Capital's first portfolio company. A start-up dedicated to supporting the access of local products to national and international markets.
The intern will integrate Mozambique Good Trade's team by supporting management in task related with:
  • improving management procedures, information and control;
  • improving operational processes in view to reducing risks and improving profitability;
  • support the development of a marketing and communications plan;
  • support definition of an M&E strategy;
  • identify external financing opportunities.

Qualifications

  • Experience in business administration and management. Ideally with management consulting.
  • Above average skills in team working, methodical work, communicating complex issues orally and in writing.
  • Highly motivated to work for a business with a purpose and participating in the development of a high growth frontier market.
  • Fluent English speaker. Portuguese language fluency is an important plus.

To apply

Submit CV and motivation letter to info@impacto-capital.com  by 24-Nov-2017


sábado, setembro 30, 2017

segunda-feira, setembro 25, 2017

Propostas entregas hoje no concurso de concepção para o museu Sousa Mendes

Quantas propostas foram entregues para a reabilitação e musealização da Casa do Passal 
para a criação do Museu Aristides de Sousa Mendes ? 

Europeus votam, imigrantes não - 2017

Os sistemas eleitorais europeus são todos tão diferentes: parlamentares, semi-presidencialistas, presidencialistas, etc.   Alguns  países têm primeira e segunda volta, outros grandes coligações, outros geringonça.    
Vá-se lá entender  as linhas com que nos governam aqui no velho continente Europeu.

Na França, a  extrema direita da Front National  recebeu 21,5% dos votos na primeira volta em Abril 2017.
Na Alemanha, a extrema direita da AfD conseguiu "apenas" 13% dos votos ontem , mas entrou para o Parlamento pela primeira vez.

A realidade é que os refugiados e a maior parte dos emigrantes/imigrantes não votam nas urnas.  Os migrantes deslocados  já votaram,  com os pés.

Já os  muitos dos eleitores que têm acesso às urnas votam para que os refugiados e os imigrantes "voltem para a terra deles".    Eis a ilusão da realidade impossível, dado os enormes desequilíbrios demográficos e/ou económicos entre os países de origem e os países de destino. A realidade possível vai passar por integrar eficazmente os imigrantes nas economias europeias.  Outra coisa não é apenas populismo, é mentira.  E as mentiras pagam-se caras.

https://www.richardcyoung.com/politics/immigration-politics/can-merkel-put-genie-back-bottle/

quinta-feira, setembro 21, 2017

Heroi condenado por evidenciar icebergue de dívida ...grega


O homem que calculou o verdadeiro défice público grego foi condenado a dois anos de pena suspensa. Um caso revelador das fragilidades da construção europeia. A independência passa a exigir heróis.

O caso do estatístico grego, por Helena Garrido 14/9/2017
Fonte: http://observador.pt/opiniao/o-caso-do-estatistico-grego/

Resultado de imagem para iceberg greeceTudo começou em 2010. Andreas Georgiou, um grego a viver nos Estados Unidos e a trabalhar para o FMI, resolve aceitar a liderança da autoridade estatística grega, que passaria a ter o estatuto de independência há muito exigido pelas entidades europeias. Nesta altura já estava identificado o problema das contas públicas gregas. O défice público estimado para o ano de 2009 era de 13,6% do PIB em Abril de 2010. O novo presidente limita-se a voltar a avaliar os números, na sequência até de reservas que ainda eram colocadas pelas autoridades europeias – que nesta altura já estão a emprestar dinheiro à Grécia. E em Outubro de 2010 Georgiou entrega um novo valor: 15,4% do PIB, mais 1,8 pontos percentuais que a estimativa anterior. E é aqui a origem de todo o processo judicial que cai sobre Andreas Georgiou a partir de 2011 e do qual se tem defendido com recursos próprios.

Numa história que envolve pormenores tão rocambolescos como a espionagem do seu mail — e que pode ser lida em pormenor aqui –, o então presidente do instituto de estatística começa a viver um pesadelo em 2011. É nesta altura que a justiça grega aceita investigar a acusação de que Andreas Georgiou inflacionou o défice público grego de 2009 prejudicando o país. Entre os mais variados processos, com recursos e anulações, a última decisão condena Andreas Georgiou a dois anos de prisão, neste caso por não ter levado a votação o valor que apurou para o défice público.

Nestes seis anos, o homem que desempenhou a sua profissão de estatístico de forma independente, que expôs a realidade financeira que os governos gregos anteriores tinham escondido, tem sido obrigado a defender-se por sua conta e risco, sem qualquer apoio institucional. Neste artigo da Bloomberg são revelados os apoios que tem tido de colegas e amigos para suportar os custos da sua defesa.

O caso do estatístico Georgiou mostra até que ponto pode ser perigoso exercer com independência a liderança de instituições e cumprir as regras europeias ou até estatísticas. Para respeitar as regras europeias – que deveriam aliás ser as de qualquer democracia -, o presidente de uma instituição pode enfrentar pena de prisão no seu país, pode ser acusado de trair a pátria. E se isso acontecer tem de se defender sozinho, tem de arranjar dinheiro para advogados.

Nenhum caso foi tão longe como este. Em Portugal também ouvimos e lemos, em momentos mais dramáticos, acusações de traição da pátria quando quem está a governar quer esconder informação. Na realidade, o que se está é a ameaçar os interesses do governo instalado na altura. Nunca se chegou ao ponto de processar ninguém mas, no último ano, por exemplo, assistimos ao condicionamento de instituições como o Conselho de Finanças Públicas.

O que aconteceu ao ex-presidente daquele que é o equivalente grego do nosso Instituto Nacional de Estatística (INE) expõe, de forma kafkiana, as incongruências da construção europeia. Enquanto presidente da autoridade nacional de estatística, que responde perante o Eurostat, entidade independente ligada à Comissão Europeia, Georgiou, como todos os seus colegas, é obrigado a respeitar as regras e as metodologias europeias. Mas perante o sistema judicial nacional está exposto a acusações de “inflacionar” números, transformado no “culpado” que desculpabiliza os erros dos governos.

Foi a falta de independência e poder das entidades que contabilizam o défice público que nos conduziu à “surpresa” da crise das dívidas soberanas na Zona Euro. Em Portugal, ainda que numa dimensão mais reduzida e sem o mesmo dramatismo, também se descobriu em 2011 que havia despesa não contabilizada, que o défice afinal era maior do que se dizia. A falta de transparência das contas públicas jogou até contra nós na altura do pedido do empréstimo – demasiado curto para as necessidades que tínhamos.

Como a independência política das instituições parece requerer cada vez mais heróis e o tempo não é de heróis, corremos um risco sério de assistirmos à repetição do passado. Por aqui, em Portugal, condiciona-se atacando ou tentando descredibilizar quem tem poder para ser independente ou não dando às instituições os recursos necessários. É a primeira fase de limitação da independência que dá aos governos o poder absoluto que não deveriam ter. As regras europeias podiam e devia dar uma ajuda, protegendo quem como Georgiu luta pela independência e transparência da informação

domingo, setembro 17, 2017

Eurozone and TARGET 2 imbalances - Neither a lender nor a borrower be ?

The sustainability of a monetary union, with its limited or nearly non-existent adjustment mechanisms,  is predicated on reversion to equilibrium over time. Imbalances in trade and capital flows among the member need to be kept small in absolute terms., and average out close to zero over time.

That worked  in the Eurozone until 2007, with a small but very important "snag": the tendency toward equilibirum has to be achieved in both the good & services account AND in the capital account separately.   Compensating large and growing imbalances  in the trade accounts with "vendor financing" from the net exporters, as occurred since the Euro was created, accumulates growing net debt/net asset positions among the trading partners, which are ultimately unsustainable.

Cumulative imbalances can be reduced, with lower annual imbalances in the trade account as net importers  back and net exporters both cut back.  Or the imbalances can be shifted around among the participants and trading partners.  To say that the "BIS Admits TARGET2 Is A Stealth Bailout Of Europe's Periphery", the borrowers,  as Zero Hedge does, overlooks the basic reality that all imbalances are, at their root, bilateral, and that relief provided by a third party (the Central Banks) to borrowers, also represents a relief to its creditors.

The transfer of the trade and capital imbalances from individual borrowers and lenders to their respective Central Banks, as has been reflected in the TARGET 2 imbalances since 2008, does NOT change the nature  or the unsustainability of the trade or capital imbalances.

It only masks more serious consequences of persistent trade and capital imbalances.
For a short time....

Mariana Abrantes de Sousa 
Economist, UC Berkeley  *73, Princeton *75

TARGET 2 imbalances unsustainable 






















Sources: Billy blog on Mario Draghi uses TARGET 2   http://bilbo.economicoutlook.net/blog/?p=35239&cpage=1
Zero hedge on TARGET 2 http://www.zerohedge.com/news/2017-03-06/bis-admits-target2-stealth-bailout-europes-periphery 
TARGET 2 for Dummies https://www.rischiocalcolato.it/2016/11/target-2-for-dummies-stupidi-perche-lo-sbilancio-target-2-un-indice-sfiducia.html

O Instituto Brasil África (Ibraf) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) lançam na quarta-feira um programa de capacitação para dar formação técnica a jovens africanos, foi hoje anunciado.

Resultado de imagem para Instituto Brasil ÁfricaEm comunicado, as entidades anunciam que a AfCB é a primeira de várias parcerias para melhorar a formação dos jovens africanos através do Youth Technical Training Program (YTTP), designado em português de Programa de Capacitação Técnica da Juventude.

África tem 420 milhões de jovens entre os 15 e os 35 anos, tornando o protagonismo juvenil essencial para atingir os objetivos de desenvolvimento económico e sustentável do continente, lê-se no comunicado.

O Brasil, como polo de crescimento global emergente, tem o conhecimento e a experiência que os países africanos precisam para aprender em diversas áreas de especialização, acrescenta o documento.


O objetivo é construir capacidades e transferência de conhecimento em vários setores, incluindo agricultura, saúde, infraestruturas, tecnologia de informação e educação, e o primeiro grupo de formação YTTP será focado em agricultura, seguindo a estratégia "Feeding Africa", do BAD, que procura a transformação da agricultura no continente africano. 

Fonte: http://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/instituto-brasil-africa-apoia-formacao-para-jovens-africanos_22927236.html 

domingo, setembro 10, 2017

Portugueses voltam a cair na tentação do crédito fácil e Divida Externa Bruta volta crescer

A tentação do crédito fácil continua, mesmo para os devedores subprime que já foram forçados a apertar cinto para para satisfazer os credores (externos).  Os mesmos credores irresponsáveis que voltaram agora  abrir os cordões à bolsa vão voltar a exigir sacrifícios, é o ciclo clássico do crédito, mas só se deixa enrolar outra vez quem quer.

As famílias Portuguesas voltam a cair na tentação e o crédito ao consumo bate recordes.  O crédito à habitação aumenta.  Foram celebrados mais 34% de contratos de crédito à habitação em 2016 e os montantes aumentaram mais de 39% em relação a 2015, apesar de  11% dos empréstimos hipotecários estarem em situação de incumprimento.  Os empréstimos para a compra de automóvel alcançaram, os 234 milhões de euros em Junho 2017 , mais 20% em termos homólogos.

Todos estes excessos são alimentados e reflectidos nos aumentos da Dívida Externa Bruta. Em 2017, com um historial de crises de sobre-endividamento sucessivas,  os Portugueses já podiam ter ultrapassado a ilusão que o endividamento em Euros não implica  problemas de reembolso, uma ideia peregrina que levou o rating da República Portuguesa ao lixo e quase levou a Eurozone ao colapso.

Portugal:  Divida Externa Bruta 2014-2017Portugal Total Gross External DebtA evolução de todos os indicadores de endividamento externo de Portugal  é preocupante, mas qual é o indicador mais importante que devemos acompanhar, aquela que representa maior risco ou que está mais sob o nosso controlo?
- A Divida Externa Bruta (GED Gross External Debt) a aumentar para  EUR 406,6 mil milhões, o que os residentes em Portugal devam ao estrangeiro, o passivo externo das administrações públicas, as empresas, os bancos, as famílias;
- A PII Posição (negativa)  de Investimento Internacional de EUR 198,2 mil milhões, o passivo externo menos os activos externos, avaliados a preços de mercado (marked to market);  ou 
- A Dívida Externa Líquida de de Portugal, que resulta da PII- Posição de Investimento Internacional, excluindo os instrumentos de capital e derivados financeiros, atingiu, no final de Junho de 2017 EUR  176,1 mil milhões.


Estas diferenças não são indiferentes, pois somos os mesmos 10 milhões de Portugueses (ou menos) a ter que reembolsar a Divida Externa Bruta aos credores, independentemente do disponibilidade de ativos financeiros sobre o estrangeiro.

Economistas focam geralmente a Divida Externa Líquida como a principal medida da dívida externa, especialmente, considerando o vai e vem normal de ativos e passivos financeiros, em situações de "business as usual".  Mas em tempos de crise, quando o endividamento ameaça passar a insustentável, os analistas de crédito e de rating fazem outras contas, com base no conceito de "liquidation analysis" que se pode aplica a devedores em incumprimentos, não apenas empresas mas também a países.

A análise da capacidade de reembolso do "endividamento  em tempos de crise" é simples de fazer:
1.  O passivo bruto revela-se sempre mais elevado do que está registado pelo devedor, devido a divida escondida, ou à aplicação de juros de mora, coimas e outras alcavalas.  E os credores passam a exigir o pagamento de imediato, através de mecanismos de cross default, etc.  Assim , em tempo de crise, o valor do passivo bruto registado é geralmente majorado em pelo menos 10%.
2.  O valor do ativo bruto revela-se quase inferior ao que está registado pelo devedor, considerando a necessidade de vender ativos ao desbarato e o efeito dominó da crise financeira a jusante.  Este efeito inclui o impacto da redução do preços dos ativos no mercado, do mark-to-market. Ou o valor dos ativos sofre simplesmente pelos custos de cobrança quando quem deve dinheiro a um devedor fragilizado se aproveita dessa debilidade para não pagar.  Na pratica, alguns dos ativos financeiros simplesmente "desaparecem", ficam indisponíveis.  Assim, em tempo de crise, o ativo deve ser minorado em pelo menos 10%.

Com valor do passivo a aumentar e o valor do ativo a diminuir, torna-se mais evidente a importância de controlar o passivo, a Dívida Externa Bruta  (agora em EUR 406 mil milhões e crescendo), que depende essencialmente das decisões de sobre-endividamento e de alavancagem insustentável, não apenas do Estado no que respeita à Dívida Publica, mas também dos bancos, das empresas e das famílias Portuguesas.

Portugal: Divida Externa Bruta, 20 anos 1996-2017
Portugal Total Gross External Debt

Em Portugal, as crises de sobre-endividamento ocorriam uma vez por geração, mas agora podem tornar-se mais frequentes ou até permanentes, se continuarmos no mesmo caminho... errado.

Já perguntava Ricardo Cabral em 2012:  Portugal tem emenda ?

Mariana Abrantes de Sousa

Fontes: https://pt.tradingeconomics.com/portugal/external-debt
Ciclo de crédito http://ppplusofonia.blogspot.pt/2017/09/recuperacao-de-credito-como-fator-de.html
Cabral  2012 Portugal tem Emenda?   http://www3.uma.pt/rcabral/Ficheiros/Opinion/divida.pdf 
Crédito à habitação aumenta em 2016 - http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2017-08-04-Credito-para-consumo-aumentou-175-no-ano-passado-face-a-2015
Crédito pessoal aumenta em 2017 http://observador.pt/2017/08/16/credito-pessoal-aumenta-63-em-junho-para-219-milhoes-de-euros/
Banco de Portugal, Junho 2017 Nota de Informação Estatística https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/documentos-relacionados/pii_201706.pdf
Quantos anos para pagar a dívida externa ? http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/07/quanto-anos-para-pagar-divida-externa.html

quinta-feira, setembro 07, 2017

Recuperação de crédito como fator de sucesso bancário - 2

Quase um década depois do início da crise financeira anunciada pela queda do Bear Stearns em Julho 2007, que destapou os excesso do crédito subprime, três dos grandes bancos portugueses preparam-se para criar um ACE Agrupamento Complementar de Empresas (uma vaquinha entre os três) para recuperar o crédito malparado de empresas, a atividade conhecida como contencioso bancário. (Ver abaixo

Faz todo o sentido que o crédito mal parado seja gerido pelo próprio banco credor, ainda que em ACE com outros credores, de uma forma dinâmica e criativa para preservar,  recuperar e aumentar o valor existente nas empresas devedoras, potencialmente solventes mas aflitas com falta de liquidez.  Identificar e salvar essas empresas é essencial para a economia.   Quando o crédito malparado é entregue a um "banco mau", o valor acaba por degradar-se ainda mais e tem que ser o contribuinte a suportar as perdas.  Quando o crédito mal parado é vendido ao desbarato a um "vulture fund", o fundo abutre vai picar o que pode aproveitar, deitando a perder o que resta das empresas devedoras, destruindo valor, postos de trabalho, etc.

O que faz menos sentido é entregar a recuperação de crédito apenas a "auditores e consultores", se estes tiverem apenas a vocação de assessores (agents) e se não tiverem experiência de tomada de risco como empreendedor (principal)  e  se não tiverem "skin in the game", se não tiverem nada a perder nem a ganhar.

No meu artigo de 1992,   "A gestão de risco de crédito com principal factor de sucesso bancário, Revista da Banca, Setembro 1992"  eram apontados alguns elementos da gestão da carteira de crédito em contencioso.

"Como especialista de crédito, um banco deve demonstrar uma boa capacidade de recuperação e de contencioso de crédito" diz-se na página 29 de 38.   E conclui-se que "a gestão de riscos competente e eficiente é uma capacidade institucional essencial num banco (core skill ).  

Resultado de imagem para credit cyclePassados 25 anos, este  artigo sobre recuperação de crédito mantém-se atual, porque os ciclos de expansão e contratação de crédito são isso mesmo, ciclos que se repetem de geração em geração.  

Mariana Abrantes de Sousa
VER "A gestão de risco de crédito com principal factor de sucesso bancário, Revista da Banca, Setembro 1992"  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/03/gestao-de-riscos-de-credito-distingue.html

Banco de fomento vai financiar solução para malparado na banca
Governo prepara-se para anunciar solução para os créditos problemáticos nos próximos dias. Veículo vai juntar dívidas em risco na CGD, BCP e Novo Banco.
 CRIS TINA FERREIRA 7 de setembro de 2017
O Governo chegou a acordo com a CGD, o BCP e o Novo Banco para resolver o problema do crédito malparado empresarial que está a contaminar o sistema financeiro. Uma solução que vai envolver a Instituição Financeira de Desenvolvimento, vulgarmente designada de banco de fomento, como uma das fontes financiadoras do mecanismo. A solução encontrada visa melhorar o balanço dos bancos e impedir que empresas em dificuldades, mas viáveis, acabem liquidadas.

O PÚBLICO apurou que a equipa de António Costa, em articulação com o Banco de Portugal, se prepara para anunciar nos próximos dias, que fechou as condições de financiamento e o modelo de gestão da entidade que será constituída para resolver o tema dos empréstimos em moratória (cujo reembolso ou pagamento de juros decorre fora dos prazos, em dívida a mais de 90 dias), conhecidos por non performing loans (NPL, na sigla em inglês). Na prática, o veículo terá a figura de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) que será criado pelos três bancos e ficará responsável pela recuperação dos activos problemáticos e sua possível comercialização.
Em causa estão apenas os créditos problemáticos de empresas (e não de particulares) que se encontram em situação financeira desequilibrada, ou seja com níveis de dívida insustentáveis, mas que se considera terem viabilidade económica.

Um grupo que inclui não só créditos em incumprimento comuns à CGD, ao BCP e ao Novo Banco, mas os de outras empresas financeiramente degradadas e expostas a apenas um destes bancos. A condição para integrarem o mecanismo “de resgate” é que os devedores sejam economicamente viáveis.

Esta é uma matéria crítica para a estabilidade do sistema financeiro (a limpeza de balanços) e a sua resolução (a falta de capital empresarial) é tida como essencial para a recuperação económica. E os números do primeiro semestre são conhecidos. Dos cerca de 30 mil milhões de euros de crédito malparado contabilizado pelo sector bancário, apenas metade está devidamente provisionado, com o restante valor a necessitar de limpeza: 4,5 mil milhões estão no Novo Banco, quatro mil milhões estão na CGD, mais de três mil milhões estão no BCP e cerca de dois mil milhões no Montepio. E deste bolo à volta de 30% resultam de uma exposição a empresas afogadas em dívidas.
O contexto difícil exigiu negociações com as autoridades europeias e impôs acertos na regulação, o que tem servido para justificar que o dossiê se arraste desde final de 2015.
Nos últimos meses, o primeiro-ministro António Costa, em articulação com a actual administradora e futura vice-governadora do Banco de Portugal, Elisa Ferreira, tem-se desdobrado em contactos com os banqueiros Paulo Macedo, da CGD, Nuno Amado, do BCP, e António Ramalho, do Novo Banco. No conjunto, os três grupos dominam 60% do mercado.

É expectável que as autoridades não só tornem públicos os detalhes da operação de resgate das empresas viáveis e de limpeza do balanço dos bancos, mas dêem também a conhecer os nomes da equipa que irá integrar o Agrupamento que vai gerir os activos problemáticos. Nomes que terão de ter experiência nas áreas e auditoria e de consultoria e que apesar de serem escolhidos pelos bancos terão de garantir a não oposição do Governo.

Uma das fontes de financiamento desta plataforma (que recebe fundos e os injecta nas empresas endividadas) será a Instituição Financeira de Desenvolvimento, que tem por missão apoiar de forma mais alargada o segmento de pequenas e médias empresas (PME). E que nos últimos meses tem vindo a solicitar aos reguladores a extensão de âmbito e do seu perímetro de actuação.Apesar de nova sociedade ter na origem a CGD, o BCP e o Novo Banco, é de adesão voluntária, pelo que os restantes bancos podem sempre envolver-se, como já tinha sublinhado o jornal digital Eco.

Ao contrário do que chegou a ser admitido pelas autoridades, o plano que vai ser apresentado exclui a criação de um banco mau e a venda das carteiras de crédito problemático da banca a agentes privados, como fundos de investimento, que se propunham adquiri-las com forte desconto e garantias públicas. Uma situação que levantou objecções nomeadamente junto do sector e de responsáveis políticos. E por duas razões: ao terem os activos registados nas contas a preços mais elevados, caso aceitassem vendê-los abaixo desse valor, os bancos seriam obrigados a assumir perdas (imparidades) o que poderia forçar a aumentos de capital. Por outro lado, o Estado não garantia que empresas economicamente viáveis fossem resgatadas.
https://www.publico.pt/2017/09/07/economia/noticia/banco-de-fomento-vai-financiar-solucao-para-malparado-na-banca-1784611