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sexta-feira, maio 15, 2020

Cá se vai escapando ... da crise COVID19...das outras não

Em 2020, no Ano de Todas as Crises, sanitárias, economicas, financeiras, sociais e politicas...

Os Portugueses continuam atolados numa crise económica das mais persistentes da Europa com a pior evolução salarial desde 2000, numa Europa cada vez mais divergente, sem solidariedade eficaz.

VER https://www.economist.com/briefing/2020/05/14/the-covid-19-pandemic-puts-pressure-on-the-eu


Entretanto Portugal é apontado como um caso de sucesso, escapando ao pior da COVID19 com uma resposta rápida e eficaz
https://www.politico.eu/article/how-portugal-became-europes-coronavirus-exception/
Image

quinta-feira, maio 14, 2020

The problem with GERMANY is not the ECB nor COVID19

The problem with GERMANY is the same as always.

Mais uma vez, a Europa tem um problema com a Alemanha. E desta vez não é diferente.
Na visão da Alemanha e dos mercados financeiros, a Europa é a Alemanha e o resto é paisagem.

Em vez de perguntar se a politica do BCE de comprar  Obrigações dos  Tesouros nacionais é legal, deve-se perguntar porque é necessário aumentar a liquidez no  mercado financeiro europeu de tal forma que as taxas Euribor se tornam negativas e deixam de dar os sinais necessários para a poupança.
A excessiva liquidez do BCE é necessária porque a União Europeia é INCAPAZ de instaurar o estímulo fiscal necessário e urgente nesta crise Covid19 como foi nas outras crises.
O grosso do estimulo orçamental europeu é lançado na Alemanha para os alemães, incluindo para os produtores de automóveis que enganaram os consumidores no Dieselgate  durante anos mas não indemnizaram a maioria dos clientes europeus, como eu.
EU Court Faces 'Declaration of War' From German Top Judges - Bloomberg

O Tribunal  STJ alemão até pode ter razão em temos jurídicos, bem argumentados em latim. 


Mas a Alemanha está muito errada em termos económicos. 

A lei dos homens não se consegue sobrepôr às leis da economia, que ditam que todos os deselibrios económicos têm que ser corrigidos, mais cedo num suave vai e vem ou bruscamente em fortes crises mais tarde.

Se a Alemanha não quer ser a "locomotiva da Europa" , se quer defender os seus excedentes comerciais e os seus superavites orçamentais a todo custo de todos nós, o Sonho Europeu desvanece-se.  Por isso se deixou de falar da "convergência" prometida até 1999.

Não há União, comercial, aduaneira e/ou monetária, que aguente desequilibrios e divergencias permanentes e crescentes.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista
#COVID19 #EuropeanUnion #Divergence

FT ECB and the German court ruling 
The European Central Bank is deluding itself over German court ruling.
A smart response would be for the EU to address the problems of the eurozone head on.
The ruling last week highlighted the toxic idea that the eurozone can forever rely for its survival on its central bankers, and their enthusiasm in pushing EU laws to the limits.
https://www.ft.com/content/fc487cac-9105-11ea-9207-ace009a12028?fbclid=IwAR2q8Z11efZhPlV6AvXLDkgy4B4SPmLX27eHuIlrfa7XhxISSVF0sAk5uf4

 Germany is vastly outspending other countries with its coronavirus stimulus
  • Germany is going to need “as much support as possible” and it has “the fiscal space” to do it, Zsolt Darvas, a senior fellow at the Brussels-based think tank Bruegel and one of the authors of the data study, told CNBC Friday.The data study also shows that European countries with more limited fiscal space have been “cautious” in stepping up their immediate contributions.
  • Volkswagen strikes 'dieselgate' compensation deal with German consumers  https://www.france24.com/en/20200228-volkswagen-strikes-dieselgate-compensation-deal-with-german-consumers The mass lawsuit is one of the biggest legal hangovers from VW's 2015 admission to fitting 11 million vehicles worldwide with software to make the engines appear less polluting in regulatory tests than in real driving conditions.

terça-feira, novembro 26, 2019

Brexit retira 16% à Uniião Europeia, equivalente aos 19 países mais pequenos



The United Kingdom is the second largest economy with 16,3% in the EU-28 , after Germany with 20,9%  and just ahead of France with 14,9%.

In fact, the UK is bigger than the sum of the smallest 19 EU countries, from Austria to Malta,  which together amount to 15,7% of the EU-28.

GDP 2016 [nama_10_gdp]
Last update22.11.19
Extracted on26.11.19
Source of dataEurostat
TIME2016 Current prices, million euro

European Union - 28 countries100,014 984 271,9

Germany 20,93 134 100,0
United Kingdom16,32 435 055,2
France14,92 234 129,0
Italy11,31 695 590,1
Spain7,41 113 840,0
Netherlands4,7708 337,0
Sweden3,1466 347,6
Belgium2,9430 372,1
Poland2,8426 555,7
Austria2,4357 299,7
Denmark1,9283 109,7
Ireland1,8271 683,6
Finland1,5217 484,0
Czechia1,2176 370,1
Greece1,2176 487,9
Portugal1,2186 489,8
Romania1,1170 393,6
Hungary0,8115 259,2
Slovakia0,581 038,4
Luxembourg0,454 867,2
Bulgaria0,348 620,5
Croatia0,346 615,5
Lithuania0,338 893,4
Slovenia0,340 366,6
Latvia0,225 072,6
Estonia0,121 693,6
Cyprus0,118 872,9
Malta0,110 346,5

sábado, março 18, 2017

UK, Brexit and the Current Account Deficit

The "gaping current account deficit" is part of the explanation of Brexit, hidden in plain sight, or is it site.

United Kingdom Current Account to GDP

segunda-feira, julho 11, 2016

Europa das regras demonstra falhanço dos regimes

Neste artigo, o economista Ricardo Reis acerta no alvo das regras contraproducentes, inadequadas e confusas da União Europeia.  Com uma abordagem mais legalista do que economista, a UE/EU  tem "regras" a mais e economia a menos.   Temos uma União Europeia e uma Eurozone  dos juristas. 

Mas falta sublinhar que são os países pequenos e frágeis que pagam mais por esta desorientação das politicas económicas europeias, uma governação que ignora a realidade económica enquanto obedece aos poderes políticos, e que vai ser avaliada severamente pelos maus resultados obtidos, de divergência persistente e insustentável entre os países membros. 


Desde que a introdução da moeda única em 1999 impôs um teto de 3% ao défice público, Portugal não respeitou este limite uma única vez
DINHEIROVIVO.PT


VER mais em  O falhanço dos regimes

terça-feira, julho 05, 2016

Sanções uni-direcionais apontam falhas na União Europeia

Tradicionalmente seria o "mercado", a tal mão invisível, a aplicar a sua severa disciplina aos parceiros comerciais, obrigando-os a corrigir desequilíbrios financeiros insustentáveis através de desvalorizações e ajustes cambiais multilaterais, cujos custos seriam partilhados por todos, quer os países superavitários e quer os países deficitários.  

No contexto da União Europeia e da Eurozone, esta disciplina dinâmica e multilateral é substituida por sanções administrativas da União Europeia, decididas de uma forma opaca e longe dos cidadãos que sofrem as suas consequências.  Ainda pior, as ditas "sanções" aplicadas pela União Europeia são uni-direcionais, isto é, são aplicadas apenas aos países deficitários, e aos países pequenos com economias mais frágeis que têm menos margem de manobra económica e financeira.  

É importante recordar que não há défices sem superávites, e que cada "défice excessivo" tem contraparte num "superávite excessivo" algures no sistema económico europeu e mundial, uma vez que ainda não exportamos para Marte!  

O Procedimento de Défice Excessivo (PDE)  sofre deste erro de desenho, não está correctamente fundamentado nos conceitos de economia e finanças internactionais e de uniões alfandegarias e monetárias.  O PDE parece estar baseado em conceitos mais jurídicos que económicos, e reflete os desequilíbrios de poder e a preponderância dos países superavitários no processo de tomada de decisões da União Europeia e da Eurozone. 

Podemos dizer que as regras e a governação da União Europeia são tão desequilibradas como o comércio intra-europeu, e que esse défice de governação ameaça a "união dos europeus", o grande objectivo que todos deviamos partilhar. 

Em 1952, aos países do Benelux juntaram-se à Alemanha Ocidental, França e Itália e fundaram a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA).  A ideia brilhante de uma Europa unida, pacífica e próspera celebrou 60 anos (as bodas de dimante) em 2012 no meio de uma crise sem precedentes.   Agora tornou-se evidente que a União Europeia, desequilibrada e mal estruturada, pode não chegar às bodas de platina (65 anos) em 2017 a não ser que haja a vontade para repensar e refocar no que é verdadeiramente importante, a paz e a prosperidade para todos, e capacidade para corrigir os erros de desenho e reinventar a "nossa" União Europeia.  

Se a União Europeia continuar a ser "deles" não vai ser de ninguém. 

domingo, junho 19, 2016

Europa à la carte e a insustentável divergência da Europa

Qualquer acto de união é uma manifestação de vontades, que pode resultar numa União cada vez mais consolidada,...ou não.

Os países membros mais fracos, mais incautos e não preparados, sim, aceitam todas as regras europeias.  Os países membros mais fortes podem ser mais exigentes,  negoceiam transições, derrogações, carve-outs, rebates, fazendo um cherry-picking do que lhes convèm, e afastando o que os pode prejudicar, etc. É a Europa a la carte, para quem domina a mesa das negociações.
Os países membros fortes podem até ditar as regras (administrativas) europeias  mesmo se os países fracos  nunca as consigam cumprir, e podem aplicar  sanções a uns e não a outros.

Mas a prova real do bem-estar da União está menos no "cumprimento" nas normas subjectivas, e mais nos resultados e números objetivos, tais como os saldos de comércio bilateral, ou os saldos TARGET2 cada vez mais divergentes.

Um sistema sustentável tem que convergir para o equilíbrio, não pode divergir ano trás ano.   Os sistemas económicos necessitam de homeostasis, de auto-regulação para o equilíbrio, tal qual os sistemas biológicos.  Será que os lideres políticos  não percebem a importância vital de promover o reequilíbrio entre os parceiros comerciais da União Europeia e da Eurozone ?

Quanto mais divergimos, menos nos entendemos, mas fomentamos o Euroceticismo.  Uma Europa fortemente divergente não convém a ninguém , torna-se-á insustentável a prazo.  Mas parece que as instituições europeias  não conseguem contrariar estas forças , até agravam a divergência.  O que não nos trará nada de bom.

A divergência económica representa uma ameaça a qualquer união.
See UK opt outs     http://www.euractiv.com/section/uk-europe/linksdossier/europe-a-la-carte-the-whats-and-whys-behind-uk-opt-outs/

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Com os bancos não se brinca - 2 BANIF

Resultado de imagem para banif noticias O BANIF era um banco pequeno, frágil, de segunda linha, com bastante crédito mal parado e negócios menos bons.  Com a crise prolongada e a gestão inepta, a recuperação foi impossível. 
Com a morte do Horácio Roque em 2010 e a crise, os problemas de gestão e o crédito mal parado tinham acumulado.  A EU-DG Concorrência aprovou a recaptiliazação do BANIF a contra-gosto em 2012, uma nacionalização com o Estado a tomar o controlo de  60,5%.  As tentativas de recuperação ficaram sem efeito, pois a tal DG-Comp, de Bruxelas recusou 8 (oito!) programas de recuperação propostos.  É muito chumbo. 

Falta saber o que é estava tão errado nos  oito planos de reestruturação propostos e porque é que isso não foi corrigido nas 7 tentativas seguintes. E falta compreender as datas limites e as opções efectivamente consideradas.  A administração do BANIF, o Estado-accionista, o BdP como supervisor, a DG-Comp, o BCE...são todos co-responsáveis por este fracasso vergonhoso, agora deitam culpas uns aos outros.  Um bando de desalinhados, de costas-voltadas em vez de trabalharem em conjunto em defesa do interesse nacional. Que triste espectáculo este de sacudir responsabilidades.  

Com 8 negas, a liquidação do banco era pre-anunciado e inevitável, mesmo antes do BCE ter despromovido o BANIF, um coup-de-grace  de fechara janela de funding como fez ao BES.  

E os bancos caiem de lado, como as bicicletas.  
Um banco que perca a confianças dos  depositantes não dura uma semana. 

Obviamente falta uma auditoria forense, de alguém que saiba de crises bancárias,  uma auditoria ao BANIF e outras  ao exercício das funções do Estado como accionista e do Banco de Portugal como supervisor, aos auditores do banco, etc.  

Mais, neste post mortem temos que estudar e reflectir bem sobre o papel da EU-DG Concorrência e do BCE na queda do BANIF tal como no caso do BES.   É mais que evidente que as normas europeias bancárias europeias são inconsistentes entre si, não servem para as economias mais frágeis, aumentam os riscos para países membros como Portugal,  não os reduzem.A DG Concorrência parece ser um instrumento demasiado brusco e tosco para gerir um sistema bancário de uma economia frágil, uma coisa que exige uma mão firme mas delicada.  E a gestão do sistema bancário português a partir de Bruxelas e de Frankfurt já se revelou tão insatisfatória e irresponsável como a gestão nacional, acabando por capturar e dividir os decisores locais, cada um por seu lado, e  acumulando encargos para o contribuinte português. Um caso de "moral hazard".  Se fosse  a União Europeia a pagar os erros todos, certamente que as opções de solução não se teriam afunilado tanto.  

Nesta sequência de falhas de gestão e regulação, tipo "choque em cadeia", o contribuinte português já estava exposto ao risco de ter que reabastecer o FGD o Fundo de Garantia de Depósitos, que não tem capacidade para aguentar problemas sistémicos.  Se o saldo do FGD for usado na totalidade para proteger os pequenos depositantes de um banco, o FGD tem que ser rapidamente reposto a partir do OE.  

Boa razão para manter os bancos fracos nacionalizados, com a garantia implícita do Estado, até se conseguirem recuperar, vender ou liquidar de uma forma rápida mas ordenada. Bancos "zombie" sempre podem existir por algum tempo e por boas razões, não pode é ser um cemitério inteiro.   As "datas limite" do Abril 2015 parecem ter sido artificiais, parece ter havido algum pânico  e falta de preparação e de coordenação dos decisores nacionais, inexperientes e tímidos. 

Com a banca não se brinca.  
Triste prenda no sapatinho do contribuinte. 

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia 

terça-feira, junho 30, 2015

Denmark, the little country that stayed out of the EURO

Denmark and the United Kingdom received opt-outs from the Maastricht Treaty and do not have to join the euro until they choose to do so; Sweden has not received an opt-out, yet refuses to join for now, as well. Two referendums have been held on the issue up to now, both of which failed:
Denmark has been able to reduce its unemployment rate, and to boost its CAB Current Account surplus. What did smart Denmark know that the other small countries did not foresee ? 
But no country is perfect! 
An alliance of right-wing parties won the Danish general election on 18-June-2015, in a close race with the dramatic rise of the   anti-immigration Danish People's Party (DPP). Coalition talks failed and  Denmark's new Liberal prime minister, Lars Løkke Rasmussen just took office with less than 20% of the popular vote.    



domingo, junho 28, 2015

Referendum Europe - small country voters have their say as divergence increases

Creditors have had a "golden vote" when it came to selecting ministers and governments.
The voters may have other ideas.

Sept – 2000    A referendum on joining the euro was held in Denmark. It was rejected by 53.2% of voters with a turnout of 87.6%.  https://en.wikipedia.org/wiki/Danish_euro_referendum,_2000

June 2005 - Dutch consultative referendum on whether the Netherlands should ratigy the Treaty establishing a Constitution for Europe was rejected by 61.6% of voters , on a turnout of 63.3%.

March 2010 -The Icelandic loan guarantees referendum, was held to approve the terms of a state guarantee on the obligation of the Depositors' and Investors' Guarantee Fund in particular a 3.8 billion loan (€ 11,964 per person) from the governments of the United Kingdom and the Netherlands to cover deposit insurance from depositors from those countries. The proposal was resoundingly defeated, with 98% voting against. https://en.wikipedia.org/wiki/Icelandic_loan_guarantees_referendum,_2010

September 2014 - Scotland voted to stay in the United Kingdom after voters decisively rejected independence.

July 2015 – Greek referendum on the terms of the austerity required in debt renegotiations with its oficial creditors

2017 – UK referendum on the EU as David Cameron has decided to put Britain’s future in the EU to the British voters.

More referenda in the European Union  https://en.wikipedia.org/wiki/Referendums_related_to_the_European_Union 

domingo, maio 24, 2015

Europe failing to grow together, will grow apart

English below 
Um artigo recente em The Economist elogia o trabalho de Margrethe Vestager, a Comissária Europeia para a Concorrência ao atacar a Google, Gazprom, etc.  No entanto,  desafiar grandes multinacionais  e outros cartéis é essencial para promover a competitividade na Europa, mas não é suficiente.

A Dinamarca pode ser o modelo do "pequeno país que consegue", mas a Europa precisa de ir muito mais longe na promoção e protecção da concorrência.   A EU precisa de adoptar programas de diversidade de fornecedores, como os que existem nos EUA desde a década de 1960, para priveligiar pequenos fornecedores  desfavorecidos e reverter os resultados do "vencedor leva tudo " e a divergência económica que ameaça a estabilidade e a prosperidade da Europa.

Se na Europa continuarmos a falhar em "crescer juntos" vamos crescer, inexoravelmente, cada vez mais afastados e de costas voltadas.
Mariana Abrantes de Sousa 

VER PPP Lusfonia  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/11/ged-ttip-and-supplier-diversity-in.html  e
The Economist http://www.economist.com/news/europe/21650169-margrethe-vestager-danish-competition-commissioner-tests-her-mettle-enforcer

A recent article in the Economist Challenging big multinationals and other cartels is essential to promote competitiveness in Europe, but it is not enough.  

Denmark may be the very model for the "little country that could" but Europe needs to go much farther, such as adopting  supplier diversity programs like those established in the US since the 1960s to favour smaller disadvantaged suppliers and reverse the "winner-takes-all" economic divergence that threatens European stability and prosperity.   

If Europe continues to fail to "grow together" it will grow, inexorably, apart.   

domingo, março 15, 2015

Islândia prefere ficar de fora da EU

Islândia desiste da entrar na União Europeia, considerando que os seus interesses nacionais são melhor servidos fora da União.

Islândia retira candidatura de adesão à União Europeia - Globo - DN

“Iceland’s interests are better served outside the European Union,” Gunnar Bragi Sveinsson, the Icelandic foreign minister, said in a letter to the European Commission and the Latvian presidency of the Council of the EU.
Iceland, along with Norway, is part of the European Economic Area (EEA), which gives it access to the EU single market. In return, Iceland must follow most areas of EU law, but it does not get a vote in deciding those laws because it is not an EU member.
http://www.europeanvoice.com/article/iceland-drops-eu-bid/

domingo, fevereiro 08, 2015

quinta-feira, janeiro 22, 2015

SOS EURO, ECB to the rescue

(ver em Português abaixo) 
The ECB announced today that it will buy € 60 Bln of assets each month until Sep-2016.

Unlike other central banks, which have  the key  monetary policy objective of keeping inflation within an acceptable band around 2%, the ECB is also being called on to revive the Eurozone economy and to save the single currency, the Euro.

As the ECB launches a new Quantitative Easing program, which can be seen as QE 2 European style, it will again increase its balance sheet to the level of € 3,000 Bln topped in 2012 with bank emergency funding, but which came down to close to € 2,000 Bln in 2014. That earlier QE 1 allowed banks of the most indebted countries such as Portugal to draw funds from the ECB to lend to local borrowers in order to enable them to "repay" the international creditors, including official creditors such as the EIB. This substitution of original creditors greatly benefitted the main creditors who had let too much, such as German, French, English and Spanish banks, and so had the support of those national authorities.

But if with the initial QE 1 ECB released many of the international creditors, debtors hardly received any debt relief, with the exception of the debt forgiveness granted to Greece. Since then, the increase in spreads and the fall in inflation has increased the real burden of debt in other indebted countries, which is generally recognized as an untenable situation.

We must reduce the real debt burden of the overly indebted borrowers, either through debt restructuring or through increasing their income, though inflation, exports, etc.  Instead, we live with "zombies", companies and banks that are hardly alive.

Strangely, countries like Germany which most benefited from such debt relief in the past have short memories of this, and are now the most insistent on defending their creditor rights, and on rejecting responsibility for their part in the European subprime credit bubble.

But a central bank is not a "jack of all trades" and monetary policy   cannot, alone, revive each of the 18 diverging Eurozone economies, much less in the current  "liquidity trap", when interest rates are near zero and increases in the money supply do not translate into increased economic activity or even into inflation.

What can be expected from the new Eurozone QE 2 is that the Euro, already at the minimum of 11 years, will depreciate, and the prices of financial assets such as equities and (risk free) bonds will increase.  Given the reliance on " trickling down ", reductions in the cost and increases in the volume of (risk-bearing) credit to the real economy are unlikely, as are increases in the most important "price" of all, nominal wages " in the distressed countries,

The 18 Eurozone countries are increasingly polarized and divergent, so increasing "low-risk” liquidity may help a little, but cannot guarantee boosting credit to real economies  where it is urgently needed, and upon which  debt repayment capacities depend.

The flood of liquidity in Frankfurt will reach Amarante in an eye-dropper.

This is because more (risk-free) liquidity does not guarantee more credit capacity, more bank capital or more abilty to evaluate projects and borrowers and to manage credit portfolios. Liquidity is general. Credit is specific, directed, takes risk, assumes losses and undertakes restructurings when needed. The are the true functions of intermediation which the Eurozone financial system is failing to carry out now.  

The ECB has been buying "covered bonds" from banks, backed by credit assets to the private sector and businesses. In 2014, the ECB bought € 30 Bln of bank bonds and less than € 3 Bln of asset securitizations. This was still very little, but it's still more than the d € 22 Bln of EIB Global Loans repassed by local banks to SMEs.  As the official development bank of the European Union, the EIB would be the institution specifically mandated to finance the real economy, but it hampered by a inappropriate “risk free” focus and by few “real financing” instruments such as export credit.

What is at stake is dramatic for the 18 countries of  the Eurozone and the EU overall, because  the continuing economic weaknesses   and deflation will provoke  more recession (the third in five years) and increase in the real burden of debt. 

But the new QE 2 Quantitative Easing is no panacea. What is missing is fiscal and budget stimulus in creditor and surplus countries.  Germany is even unwilling to borrow in order to invest in the badly needed renewal of their infrastructure. So the QE 2 will not solve the excessive debt problem nor the lack of income of the debtor countries, which requires an increase of exports and rebalancing intra-Eurozone trade.

Let us be clear:  The biggest threat to the Euro is the diverging fortunes and trade imbalances among the 18 Eurozone countries. 

Thus, the success of the new Eurozone QE 2 Quantitative Easing will be measured not in the falling yields of German bunds, but in the falling intra-Eurozone trade imbalances, not by the size of the ECB balance sheet, but by the availability of export credit to struggling exporters in Portugal, Spain and other indebted countries.

In the case of severe distress, in the Eurozone it has always been the debtors, or taxpayers, who  bear the costs of adjustment, rather than the creditors responsible for the credit bubble.  If Germany and other creditors could promote expansionary policies, and share the cost of adjustment of the excessive credit, this would separate the problem of credit from the problem of currency. After all, creditor countries need to undertake their own “structural reforms" as much as the debtor countries. 

Because the unsustainable debt is unsustainable, be it in Euros or in any other currency.

Saving the Euro is not enough. 

It is essential to Save Our  Societies, massacred by the very high unemployment and gripped by the lack of liquidity.

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 
Portugal, 22-Jan-2015 

O BCE anunciou hoje que vai comprar €60 Bln de activos por mês até Set-2016. 

Ao contrário de outros bancos centrais, que tem como principal objectivo da politica monetária conter a inflação dentro de uma banda aceitável cerca dos 2%, o BCE é chamado a reanimar a economia da Eurozone e salvar a Moeda Única, o Euro.  
Com um novo programa de Quantitative Easing, QE 2 à europeia, o BCE volta  aumentar o seu balanço de tinha ultrapassado €3 000 Bln em 2012 com os financiamentos bancários de emergência, mas que desceu para perto de €2 000 Bln em 2014.  Aquele  QE 1 em tempo de crise permitiu que os bancos dos países mais endividados como Portugal  fossem buscar fundos ao BCE para emprestar às empresas para que estas pudessem "reembolsar" outros credores internacionais, inclusive o BEI.  Esta substituição de credores favoreceu bastante os principais credores, bancos alemães, franceses, ingleses e espanhóis, e por isso teve o apoio dessas autoridades. 

Mas se o QE 1 do BCE  libertou muitos dos credores internacionais, os devedores pouco beneficiaram, fora o perdão de divida concedida à Grécia.  E entretanto o aumento das spreads e a queda da inflação fez aumentar a carga real do endividamento nos outros países endividados, uma situação reconhecidamente  insustentável.

Ou reduzimos a carga real da dívida através da reestruturação ou através do aumento dos rendimentos, inflação, exportações, etc. Entretanto,  convivemos com "zombies", empresas e bancos que estão vivos,  mas pouco. 

Mas um  Banco Central não é “pau para toda a obra” e  a politica monetária a cargo da Autoridade Monetária não consegue, sozinha, reanimar a economia, muito menos nesta conjuntura de “liquidity trap”, quando as taxas de juro estão perto do zero e aumentos na massa monetária não se traduzem nem em aumento de actividade económica nem sequer em inflação.  

O que se pode esperar do novo QE 2 europeu é que o EURO continue a desvalorizar, já está nos mínimos de 11 anos, e que aumentem os preços dos activos financeiros como as acções e obrigações de baixo risco. Por muito eficaz que seja o "trickle down",  é pouco provável reduzir o custo e aumentar volume do crédito à economia real ou  aumentar o "preço" mais importante, os salários nos países sobre endividados. 

Nesta  Eurozone cada vez mais polarizada e divergente, o aumento de liquidez focada no "baixo-risco"  pode ajudar, mas não garante o aumento de crédito à economia real dos países mais endividados onde isso é uma necessidade premente, e da qual depende a nossa capacidade de reembolso da dívida.  


O enorme caudal de liquidez em Frankfurt vai chegar a conta-gotas a Amarante.  


Isto porque mais liquidez  (risk-free) não significa mais capacidade de crédito, nem mais capacidade de avaliar projectos e mutuários e de gerir carteiras de crédito.  Liquidez é avulso. Crédito é dirigido, toma risco,  assume perdas e faz reestruturações quando necessário. Tudo funções de intermediação que o sistema financeiro deixou de saber fazer.


O BCE tem estado a comprar "covered bonds", obrigações bancárias caucionadas com os activos do credito bancário ao sector privado  e empresas.  Em 2014, o BCE comprou €30 biliões de obrigações bancárias e menos  de €3 Bln de titularizações de activos.  Isto é pouquíssimo, mas mesmo assim é mais que os cerca de €22 Bln de Global Loans do BEI  repassadas pelos bancos locais às PME.  O BEI é o banco oficial de desenvolvimenta da EU que tem o mandato  específico de financiar a economia real. 

O que está em causa é dramático para a Eurozone e para a EU, pois a continuarem as quebras na actividade económica e a deflação teremos mais recessão (a terceira em 5 anos) e maior carga real da divida.

Mas o Quantitative Easing QE não é panaceia.  Falta um estímulo fiscal e orçamental nos países credores e superavitários, como a Alemanha,  que não quer endividar-se nem para investir na renovação da sua infraestrutura que tanto precisa.  Nos casos de distress, na Eurozone têm sido sempre os devedores, ou os contribuintes, a suportarem os custos do ajustamento, pouco  os credores responsáveis pela bolha de crédito. Por isso o QE 2  não vai resolver o problema de divida excessiva, nem o  da falta de receitas dos países devedores, que depende do aumento de exportações e do reequilíbrio comercial entre os 18 países da Eurozone. 

Se a Alemanha e os outros credores promovessem politicas expansionistas,  e partilhassem  como credores o custo do ajustamento do credito excessivo, poder-se-ia separar o problema do credito do problema da moeda.  Afinal também faltam "reformas estruturais" nos países credores que permitam isso.

Porque a  divida  insustentável é insustentável,  seja em Euros seja noutra moeda qualquer

Salvar o Euro não basta.  

É essencial salvar as nossas economias e sociedades, massacradas com desemprego elevadíssimo e apertos de liquidez depressivos.    

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 
Sources: 
Bloomberg  http://www.bloomberg.com/news/2015-01-21/ecb-said-to-propose-qe-of-50-billion-euros-a-month-through-2016.html
Credit writedowns https://www.creditwritedowns.com/2014/02/ecbs-next-steps-could-involve-suspending-smp-sterilization-instant-qe.html
Público http://www.publico.pt/economia/noticia/bce-avanca-para-compra-de-divida-de-60-mil-milhoes-de-euros-por-mes-1683029 
Economico http://economico.sapo.pt/noticias/compra-de-divida-soberana-pelo-bce-nao-viola-lei-europeia_209866.html