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segunda-feira, dezembro 10, 2018

Africa XXI - Substituição de Importações



Resultado de imagem para McKinsey how to win in business in AfricaDoze anos atrás, a Nigéria importavatodo o seu cimento.


As licenças de importação foram eliminadas ao longo de 4 anos, quando foram construídas fábricas de cimento locais. Avanço rápido: hoje a Nigéria é um exportador líquido de cimento.

Resultado de imagem para how to win in Africa
Twelve years ago, Nigeria imported all of its cement.  
Import licenses were phased out over 4 years, as local cement plants were built. Fast forward: today Nigeria is a net exporter of cement. 

The right strategy can unlock strong, profitable growth, explain the authors of Africa’s Business Revolution.

 McKinsey senior partners Acha Leke and Georges Desvaux about the opportunity before companies to develop and grow their businesses in Africa.
Source:  https://www.mckinsey.com/featured-insights/middle-east-and-africa/how-to-win-in-africa 

terça-feira, novembro 27, 2018

Medlive. Plataforma médica só em português

Medlive. Plataforma médica só em português



Telemedicina ao vivo mas em português apoia PALOPs

Portugal valente - Empresários criaram novos negócios em fábricas abandonadas

Abandonaram o país mas surgiram novos negócios

BEI e FEI multiplicam investimento

BEI. Portugal é o 3º melhor do plano Juncker



- Portugal é o 3º melhor do plano Juncker



https://www.dinheirovivo.pt/economia/bei-portugal-e-o-3o-melhor-do-plano-juncker/


terça-feira, novembro 20, 2018

Demografia é destino (2) - Retornados do século XXI



A população de Portugal tem vindo a descer desde 2010, mas menos, apenas -0,18% em 2017.

O saldo migratório negativo desde 2010 finalmente passou a positivo em 2017 com 36 639 entradas contra 31 753 saídas (36 639 - 31 753 = 4 886). Segundo o INE, 81% dos imigrantes recém-chegados eram pessoas em idade ativa e 38% tinham nascido em Portugal.  Isto é mais de um terço dos imigrantes são retornados.

No entanto, o saldo positivo da Diáspora portuguesa não foi foi suficiente para compensar o  saldo natural negativo da nossa população envelhecida, com 109 758 óbitos versus apenas 86 154 nascimentos   (86 154 - 10 9758 -23 604) em 2017.

Estima-se que a crise demográfica continue ainda por décadas, não apenas em Portugal, como em toda a Europa, cuja pirâmide etária deixou de ser pirâmide e virou jarra, com grandes consequências sociais, económicas e politicas.

http://ppplusofonia.blogspot.com/2016/11/demography-is-destiny.html

 

quarta-feira, novembro 14, 2018

Como financiar projetos climáticos nos PALOP no Miranda Forum Africa, 15-Nov

Foi uma honra e um prazer participar como oradora Keynote Speaker na conferência Miranda Forum Africa, que promoveu o debate sobre “O Papel do Setor Privado na Promoção do Crescimento Económico em África", no dia 15 de Novembro de 2018, em Lisboa.

Na minha intervenção sobre “Financiamento de Projetos Climáticos nos PALOP: Necessidades e Oportunidades”,  abordamos sobretudo as fontes e formas de financiamento dedicadas a projetos climáticos, tais como o  blending de recursos do Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF), com outras fontes.  Analizamos  também vários  casos de estudo de projetos africanos relevantes e replicáveis. 

Um dos projetos  discutido foi Bambadinca Sta Claro, uma mini-rede de energia solar criada e implementada pela TESE Associação para o Desenvolvimento na Guiné-Bissau e financiada pela União Europeia, a Global Environmental Facility GEF e o Instituto Camões. 

Falamos também de um dos temas mais críticos, as PPF ou  Project Preparation Facilities,  iniciativas que apoiam a formulação de projetos para apresentar candidaturas aos organismos financiadores. Sem bons dossiers de candidaturas não há financiamento nem investimento. Mais uma vez, lancei o desafio à criação de uma "incubadora de projetos para os PALOP",  que dinamizasse a elaboração de dossiers e candidaturas de projetos nos países Lusófonos. 

O evento reuniu representantes governamentais e multilaterais bem como promotores e consultores privados,  que partilharam as  melhores praticas para trabalharmos juntos a favor do Desenvolvimento Sustentável em Africa, articulando  capacidades e vontades do setor publico e e do setor privado nesta grande campanha. 
Consulte o programa e as apresentações da conferência M-Forum em: https://mirandaforafrica.com/program/

Os países da Lusofonia, alguns dos PALOP mas também Portugal, estão entre os países mais vulneráveis às alterações climáticas. 

M-Forum  15-Nov-2018, 9h00-19h00  
Conference Miranda Forum Africa brings over 20 speakers,  including  DG DEVCO,  BAfD and government officials. 
Climate Finance: Financing Climate Projects in Portuguese-speaking countries in Africa, Mariana Abrantes de Sousa 

A conferência pode ser acompanhada em direto (streaming) e no youtube.
As apresentações, incluindo a minha, estão disponíveis aqui:  https://mirandaforafrica.com/program/

Favor ver no Linkedin: 

quinta-feira, outubro 11, 2018

Crise da Eurozone: Entre credores e devedores salva-se quem pode

In English below
 Um artigo importante de Marcello Minenna publicado no blog FT Alphaville examina a partilha de risco entre os países credores (do centro) e devedores (da periferia ou da suposta "convergência")  ao longo da crise da Eurozone de 2008-2018 para determinar quem efectivamente beneficiou mais com os resgates da Troika, do ECB e das instituições europeias.  
Consolidated position of foreign banks on counterparties resident in Portugal

Com base nos dados do   o Bank for International Settlements (BIS),  a exposição total das instituições financeiras francesas e alemãs aos países mais endividados da periferia foi rapidamente reduzida de 2010 até 2012 graças à substituição de credores comerciais (bancos e investidores privados) por credores oficiais (ECB/BCE, EU, FMI)


Consolidated position of foreign banks on counterparties resident in Ireland
Esta substituição de credores, muito visível no caso da Irlanda, evitou que o Bundesbank e o Banco de França tivessem que apoiar tanto os seus bancos imprudentes. 


Diz o artigo: 
"A narrativa comum é que os programas de resgate ajudaram países profundamente problemáticos a evitar a falência soberana ou as falências bancárias generalizadas. Mas, ao evitar resultados extremos, esses programas também protegeram os bancos dos países centrais - Alemanha e França, em particular - que tinham acumulado enormes exposições aos países da periferia antes da crise. À época, esta partilha  de riscos (embora desagradável) era a melhor opção disponível para os governos dos países centrais. Isso salvou-os de ter que intervir (à custa de seus próprios contribuintes) para sustentar seus próprios sistemas bancários nacionais."

O aumento de exposição dos credores espanhóis desde 2014 está a tornar Portugal numa colónia financeira de Espanha, diz o FT Alphaville

Digo eu: 
Também podíamos afirmar que o novo endividamento externo de Portugal está a criar uma bolha à vista desarmada que há-de rebentar mais cedo e não mais tarde. 

Mariana Abrantes de Sousa
Economista 

Consolidated exposure of Franco-German banks to counterparties resident in the Eurozone periphery
"According to the Bank for International Settlements (BIS), in 2010 the total exposure of French and German financial institutions to the pheriphery countries. 

The common narrative is that rescue programs have helped deeply troubled countries avoid sovereign bankruptcy or widespread bank failures. But, by avoiding extreme outcomes, these programs also protected the banks of the core countries — Germany and France, in particular — that had accumulated huge exposures to the periphery before the crisis. At the time, risk sharing (however unpleasant) was the best available option for the governments of the core countries. It saved them from intervening (at the expense of their taxpayers) to prop up their own national banking systems.

The size of all of this deleveraging can be measured by using BIS data on the consolidated position of foreign banks to counterparties residing in Italy, Greece, Spain, Portugal and Ireland.


After having accumulated a whopping credit towards the periphery in the period 2000-2008, these banks have dismantled 64 per cent of their exposures in the following decade. Indeed, at its peak (June 2008) the total exposure of the Franco-German banking system to the periphery exceeded $1.9trn; in June 2012 it had already fallen to $800bn and in the following five years, it decreased further, reaching $680bn at the end of 2017.
In terms of direct exposures, on the eve of the crisis, Germany was leading in Spain ($315.5bn), Ireland ($240.7bn) and Portugal ($52bn), while France in Italy ($553.4bn) and Greece ($86.1bn). But in reality, a good chunk of French investment in Southern Europe was channeling German savings.  This was followed by a colossal disinvestment from the periphery countries– over $1.2 trn"


So much for convergence ! 
Ler mais em https://ftalphaville.ft.com/2018/10/10/1539147600000/A-look-back--what-Eurozone--risk-sharing--actually-meant/ 

Ver artigos anteriores sobre a problemática da GED-Gross External Debt, Divida Externa Bruta e a Crise https://ppplusofonia.blogspot.com/2012/06/us-and-uk-banks-increased-potential.html


sexta-feira, setembro 21, 2018

Projeto Tejo pretende replicar o sucesso do Alqueva, necessita apoios

Todos aprendemos na escola primária que o rio Tejo representa a maior bacia hidrológica da Peninsula Ibérica.   Também Sabemos que o Tagus é muito bem aproveitado por Nuestros Hermanos que construiram barragens e transvases do outro lado da fronteira há mais de 50 anos.

O que parece desconhecermos é que o rio Tejo português é um dos rios mais subaproveitados da Europa.

O Eng.  Jorge Froes da Associação Mais Tejo apresentou o interessante e importante Projeto Tejo no recente encontro da Agroglobal, em Valada do Ribatejo  e convenceu que este é um projeto para apoiar e implementar.

Com um investimento global na ordem dos 4,5 mil ME, o “Projeto Tejo – Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste”, pretende a 30 anos fornecer água a 300 mil hectares das regiões do Ribatejo, Oeste e Setúbal. O Engenheiro Jorge Froes explicou o projeto ao mediotejo.net



Fontes:
Ribatejo http://www.oribatejo.pt/2018/05/18/o-projeto-tejo-e-a-indiferenca-dos-nossos-eleitos/
Agroglobal 2018 5-7 Setembro, Valada do Ribatejo


segunda-feira, agosto 27, 2018

G20 Reorçamentar PPP para Investimento Público Sustentável

As PPPs, as concessões de obra e/ou serviços públicos, são investimento publico como qualquer empreitada de obras públicas do saudoso PIDDAC (Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central).  Só que os contratos de PPP foram criados fora do Orçamento publico anual, o que tem gerado sobre endividamento e gravíssimos riscos fiscais e orçamentais incomportáveis para uma economia frágil. 

Quando uma estrada  não tinha cabimento no orçamento do investimento publico anual, contratavam-se duas estradas em regime de PPP, com previsões de tráfego e de receita de portagem imaginárias, a pagar a prazo.  A fatura do investimento publico passava dos pais e filhos, para os netos e bisnetos pagarem a dobrar. Os investidores foram quase sempre protegidos, fora alguns projetos que entraram em bancarrota. 

A organização G20 quer promover PPPs mais equilibradas e eficientes para executar as grandes obras de infraestrutura necessárias em países emergentes 

Mas, como diz um artigo recente de Ricardo Seabra ( https://sol.sapo.pt/noticia/605665/a-infraestrutura-do-g20)
"Ora, existe claramente um ponto de confluência entre Estados endividados – que necessitam de parceiros para atingir as suas metas de investimento – e investidores privados que procuram diversificação de ativos num mundo de rendibilidades historicamente baixas."
...
"A uniformização de questões contratuais e regulatórias (dos contratos de PPPs recomendado pelo G20) é crucial para dar confiança aos privados, o que por sua vez permitiria também um escrutínio público mais simples que mitigasse os riscos de captura por interesses rentistas. Esperemos que deste modo se evite o triste exemplo que testemunhamos em Portugal na década passada, onde um conceito eficiente para infraestruturas – as PPP – foi completamente desfigurado pelo conluio entre rentistas e os governantes da época."

Quem esconde o que gasta, deixa dívidas para pagar a dobrar.

Foi o icebergue extra-orçamental bem visível já no final de 2017, a desorçamentação sistemática e abusiva do investimento público e a redução do PIDDAC, um dos mecanismos que facilitou a rápida passagem da confluência ao ... conluio. 

Seria bom se o novo manual de PPPs criado e publicado pelo G20 Initiative servisse para evitar futuras crises financeiras previsíveis, alimentadas com despesas extra-orçamentais, com os seus impactos negativos para as populações mais vulneráveis, como aconteceu em Portugal . 

Mariana Abrantes de Sousa 
Financial Consultant and PPP Specialist 
Ver o iceberg das PPP e das empresas publicas de transportes SEE  http://ppplusofonia.blogspot.com/2009/12/encargos-extra-orcamentais-com-servicos.html 
e G20 Managing PPP https://managingppp.gihub.org/


segunda-feira, julho 23, 2018

A UE vai conceder 26 milhões de euros aos países africanos de língua portuguesa e a Timor Leste (PALOP-TL) - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, em dois projetos.

  1. Promover trabalho no setor cultural dos PALOP-TL, 18 milhões de euros, um grande apoio à cultura e literacia na Lusofonia

O projeto vai concentrar-se nas artes de palco, incluindo música, dança e teatro, e fortalecerá formação e treinamento no setor. Este programa aumentará o acesso de produtos culturais dos países PALOP-TL aos mercados nacionais, regionais e internacionais e apoiará a criação e difusão de publicações literárias e da leitura nos países da Lusofonia, principalmente entre crianças e jovens. 

O Ano Europeu do Património Cultural continua durante 2018.

2. Apoio à gestão das finanças públicas nos PALOP-TL - 8 milhões de euros consolidará as iniciativas das suprema instituições de controlo das finanças públicas, Tribunal de Contas bem como a sociedade civil, para melhorar a responsabilização, eficiência e transparência das finanças públicas nos seis países.

Estes apoios são financiados pelo 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento e foram anunciados à margem da Cimeira bienal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organizada por Cabo Verde, que está a assumir a presidência da CPLP. 

EU provides €26 million to the Portuguese-speaking African countries and East Timor (PALOP-TL)


18/07/2018

Today, the European Commission has signed an €18 million project to support the Portuguese-speaking African countries and East Timor (PALOP-TL) - Angola, Cape Verde, Guinea Bissau, Mozambique, Sao Tome and Principe and East Timor - to promote employment in the cultural sector. The project will focus on performing arts including music, dance and theater and will strengthen technical training and skills in the sector. This programme will increase access of cultural products from PALOP-TL countries to national, regional and international markets and will support the creation and diffusion of literary publications in the region mainly for children and the youth.
The €8 million programme to support public finance management systems in the PALOP-TL will consolidate the initiatives of supreme public financial control institutions, as well as civil society, to improve accountability, efficiency and transparency of public finance in the six countries.
Commissioner for International Cooperation and Development, Neven Mimica, said: "The EU is a strong partner of the Portuguese-speaking African countries and East Timor. The EU has also always promoted the idea that culture is an indispensable element of the development of societies. Our €18 million project is a concrete investment to create jobs in the cultural sector which has great potential for growth, especially among youth. The reform of the public finance sector is also very important in order to contribute to more effective public expenditure and to improve the quality of public services for citizens. "
This support is provided thro
ugh the 11th European Development Fund and its ultimate goal is to contribute to more inclusive and sustainable growth in these countries.
The signature took place in the margins of the bi-annual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Summit hosted by Cabo Verde, which is taking over the CPLP Presidency from Brazil. The presidency has adopted the motto 'People, Ocean, Culture', and will seek to launch significant initiatives in these three areas. Throughout 2018, the EU will celebrate our diverse cultural heritage across Europe - at EU, national, regional and local level through 'The European Year of Cultural Heritage 2018'.
The EU has been cooperating with the PALOP-TL since 1992 – for over 25 years.
More information on EU-PALOP-TL cooperation

quarta-feira, julho 11, 2018

EurAfrican Forum 2018 - Of Boats and Dragons

EurAfrican Forum - Barcos sem Porto, Fantasma do Dragão
Estoril, 10-Julho-2018

Foi muito interessante assistir à conferência sobre o EurAfrican Forum e encontrar amigos da Diáspora portuguesa.
O evento reuniu líderes africanos e europeus, de governos, empresas e da sociedade civil para discutir objetivos partilhados e explorar novos tipos de cooperação e coligação num momento em que o contexto geopolítico global está mudando rapidamente, trazendo consigo tanto promessas como riscos.

O evento foi organizado por José Manuel Durão Barroso, antigo Presidente da Comissão Europeia e Primeiro Ministro de Portugal e o Conselho da Diáspora Portuguesa, uma associação privada sem fins lucrativos, fundada em 2012, cujo principal objetivo é valorizar a imagem e reputação internacional de Portugal envolvendo a Diáspora portuguesa de comprovada influência que se tenha destacado em vários campos, nomeadamente em Cultura, Cidadania, Ciência e Economia. Esta Rede Mundial Portuguesa conta atualmente com 92 Conselheiros, de mais de 25 países e 45 cidades, nos 5 continentes.

Entre os oradores do EurAfrican Forum estiveram o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e numerosos ministros, embaixadores e representantes de países europeus e africanos.

Todos focaram a necessidade de intensificar o diálogo Europa-África, considerando que a África está se tornando cada vez mais importante para a Europa, não só como vizinha o fonte de migrações mas também como parceiro comercial. Os países dos dois continentes necessitam de lidar melhor com os enormes desequilíbrios demográficos, com os fluxos resultantes de migrantes e refugiados e de  saber ajudar a África a responder aos seus enormes desafios de investimento, não apenas em infra-estruturas (EUR 100 biliões/ano), mas também em saúde, educação, segurança alimentar, justiça ...

Eis algumas impressões:

1. A ideia peregrina de que a Europa pode "fechar as rotas do Mediterrâneo" do Oriente Médio e da África é uma "ilusão do pior tipo", considerando famílias pobres com 5,2 filhos na margem sul e famílias ricas com 1,2 filhos na margem norte.  Esta tentativa pode vir a acontecer, com um sofrimento incalculável. Recorde-se os barcos superlotados à deriva no Mediterrâneo, sem porto de abrigo.
Os fenómenos são paralelos:  enquanto os "boat people" asiáticos ruma à Austrália, os "refugiados" africanos rumam à Itália.

2. Os oradores africanos falaram da a sua preferência pelo financiamento do livro de cheques (checkbook financing) da China (le modele chinois) comparado  à lista de condições (checklist financing)  da Europa, com exigências numerosas. Sentia-se mesmo a presença do "dragão na sala".   O deslumbramento dos Africanos com "o cliente chinês" que eu detectei pela primeira vez em Angola em 2004 continua.

3. É claro que a China está importando (e às vezes fazendo permutas ou pagando antecipadamente) as matérias-primas da África sob condições menos transparentes.

4. Em alternativa, a Europa poderia concentrar os seus esforços na importação de outros bens e serviços africanos para gerar crescimento económico sustentável, industrialização e empregos ao sul do Mediterrâneo. Os países pobres que não conseguem exportar bens e serviços, acabam por exportar as pessoas, sejam elas classificadas como meros "migrantes" ou "refugiados" desesperados (ver ponto 1 acima).

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia

It was very interesting to attend the the conference on EurAfrican Forum in Estoril  and to meet friends from the Portuguese Diaspora.  

The Forum brough toghether African and European leaders from government, business and civil society to discuss shared goals and to collectively explore new types of cooperation and coalitions at a time where the global geopolitical landscape is rapidly changing, bringing with it both promises and risks.

The Forum was organized by José Manuel Durão Barroso, a former President of the European Commission and former Prime Minister of Portugal and the Portuguese Diaspora Council, a  non-profit private association, founded in 2012, aiming to enhance Portugal’s image and international reputation  involving the Portuguese diaspora of proven influence who have distinguished themselves in fields such as Culture, Citizenship, Science and Economics. The World Portuguese Network currently comprises 92 Counselors, from over 25 countries and 45 cities, on the 5 continents.

Forum speakers included President of the Portuguese Republic Marcelo Rebelo de Sousa and numerous ministers, ambassadors and representatives from European and African countries, who all focused on the need to step up the Europe-Africa dialogue. Africa is  becoming more and more important to Europe, as a neighbor, as much as a trading partner.  Toghether, countries from the two continents need to deal with the huge  demographic imbalances and the resulting migration and refugee flows and to help Africa meet its huge investment challenges, not just in infrastructure, but also in health, education, food security, justice... 

Here are a few impressions: 
1. The idea that Europe can "close off  Mediterraneum routes" from the Middle East and Africa is a "fantasy, an illusion of the worst kind", considering poor families with 5.2 children on the southern shores and rich families with 1.2 children on the northern shores. It might just happen anyway, with untold suffering.  Recall the overloaded boats bobbing in the Mediterraneum sea. 

2. The African speakers spoke often about their preference for China's "checkbook investments" over Europe's "checklist-based funding"  with all-too-numerous conditions. We could really  feel the presence of "the dragon in the room".  

3.  Of course China is importing (and sometimes bartering or pre-paying for) raw materials from Africa under less than transparent conditions.   

4. Alterantively, Europe might focus its efforts on importing other African goods & services to generate sustainable economic growth, industrialization and jobs south of the Mediterraneum.  Poor countries which cannot export goods & services, WILL export people, whether they are classified mere "migrants" or desperate "refugees" (see point 1 above). 

Sources: https://www.un.org/sg/en/content/sg/statement/2018-07-10/secretary-generals-video-message-euro-african-forum

quarta-feira, junho 27, 2018

BAsD oportunidades de consultoria, AICEP, 29-Junho

Asian Development Bank
A aicep Portugal Global, o GPEARI do Ministério das Finanças e o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAsD), convidam para o
Encontro: Asian Development Bank – Consulting Services Business Opportunities in Asia” 
Data:      29 de junho,   9h30 - 12h00
Local:    Auditório da AICEP, Av. 5 de Outubro, 101, Lisboa 
Esta sessão é dedicada às oportunidades de prestação de serviços de consultadoria para o BAsD e para projetos financiados por este, abrangendo as mais diversas áreas, infraestruturas, energia, tecnologias de informação e comunicação, transportes, desenvolvimento urbano, água, ambiente, cooperação e integração regional, entre outras.
A participação nesta ação é gratuita mas de inscrição obrigatória, até 27 de junho, através do preenchimento do formulário de inscrição online(inscreva-se aqui).  

AICEP Aproveite esta oportunidade para saber mais sobre estas oportunidades de negócio e conhecer as possibilidades que o BAsD oferece para a expansão da sua atividade nos mercados emergentes e em crescimento da Ásia e Pacífico.    Este evento tem uma primeira parte mais teórica e uma segunda parte mais prática e facilitadora do posicionamento das empresas.

Para esclarecimentos adicionais, queira por favor contactar a área das Multilaterais da AICEP, através do endereço eletrónico (gt.multilaterais@portugalglobal.pt) ou através do telefone 217 909 755.
Ver mais em  http://portugalglobal.pt/PT/Internacionalizar/Multilaterais/Paginas/adb-consulting-services-business-opportunities-in-asia.aspx