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sexta-feira, agosto 16, 2019

Montreal, Canada 13-Agosto-2019 Conferencia sobre Aristides de Sousa Mendes

O  Museu do Holocausto de Montreal e ao Consulado de Portugal em Montreal para um evento especial sobre a história do Justo Entre as Nações, Aristides de Sousa Mendes.
(Evento em Português, Francês e Inglês)

Conferência da professora Maria Raquel Andrade
Testemunho de um dos netos de Aristides de Sousa Mendes
Exibição do documentário “O Consul Injustiçado” Justo entre as nações

Sousa MendesAristides de Sousa Mendes foi  cônsul português em Bordéus, França. Em junho de 1940, ele deparou-se com a realidade de milhares de refugiados em frente ao consulado português tentando escapar dos nazis. Essas pessoas precisavam desesperadamente de vistos para sair da França. Um visto Português permitiria a passagem segura através da Espanha para Lisboa, onde eles poderiam viajar para outras partes do mundo.

O governo de Portugal tinha emitido a  “Circular 14 ″ que obrigava todos os seus diplomatas a negar vistos a diversas classes de refugiados, incluindo judeus. Aristides de Sousa Mendes optou por desobdecer a estas ordens inconsistentes com a Constituição de Portugal  e seguir a sua consciência. No total, Sousa Mendes emitiu cerca de 30.000 vistos, incluindo cerca de 10.000 para judeus, ao longo de alguns dias.

Pelo seu ato de desobdiencia, Sousa Mendes foi severamente punido pelo ditador português, Antonio de Oliveira Salazar, destituído de sua posição diplomática e proibido de exercer a profissão de advogado. (Fundação Sousa Mendes)

Para reservar bilhetes, favor ver  https://museeholocauste.ca/en/news-and-events/righteous-among-the-nations-aristides-de-sousa-mendes/

sábado, agosto 03, 2019

Alterações Climáticas nas entrelinhas

O título do artigo é sobre políticos, mas a história verdadeira subjacente é sobre o impacto desastroso das Alterações Climáticas. Nem é necessário ler nas entrelinhas ...
"Desde os anos 1960, o Lago Chade, do qual dependem agricultores e pescadores, encolheu para metade ... A vida é muito mais difícil agora. Fora da capital, muitas pessoas estão com grandes dificuldades e há um sério descontentamento ..."
Vejam a imagem brilhante do Lago Chade tirada do espaço pelos astronautas do Apollo 7 em 1968. 

Infelizmente, vai piorar... para todos 
The title of the article in the Economist is about politicians, but the real story is about the disastrous impact of Climate Change.  You don't even need to read between the lines...
"Since the 1960s Lake Chad, on which farmers and fisherfolk depend, has shrunk by half...Life is much harder now. Outside the capital, lots of people are struggling and there is serious discontent..." 
Sadly, it will get worse 

sexta-feira, agosto 02, 2019

ORIENTE-SE, Empregabilidade aos 50

Jovens vão trabalhar até aos 70, e os seus pais também 
https://www.dinheirovivo.pt/economia/trabalhar-ate-aos-70-para-a-reforma/ 

Os programas de Empregabilidade concentram-se a ajudar os jovens de 19  anos a entrar no mercado de trabalho. Mas pouco se faz para a ajudar os pais desses filhos únicos a fazerem uma boa transição profissional quando ficam desempregados aos 49 anos. 

Em Portugal, os trabalhadores de 50+ anos mais privilegiados têm o ensino secundário completo e recebem uma razoável indemnização quando a empresa fecha ou faz um despedimento colectivo.  Muitos outros desempregados de longa duração têm baixos níveis de escolaridade, têm menos mobilidade geográfica, menos capacidades digitais, menos capital humano e económico em geral, poder ficar deslocados social e economicamente. 
Resultado de imagem para trabalhar até aos 70
Alguns acabam mesmo por gastar as poupanças que tinham acumulado para a terceira idade antecipadamente, para fazer face aos compromissos financeiros e manter os níveis de consumo durante o período de desemprego. 

Esses trabalhadores com mais de 50 anos têm que se reciclar profissionalmente para trabalhar mais 15-20 anos até aos 70, frequentemente em novas atividades e novos locais.  Se tiverem menos bases escolares e menos formação profissional, também vão ter mais dificuldade a aprender novas metodologias e novos regimes de trabalho independente, mais precário e menos remunerado. Como diz o artigo abaixo, os mais velhos podem continuar a aprender bem desde que os novos conhecimentos se encaixam naquilo que já sabem. 

A reforma antecipada nem sempre é viável, e por vezes representa uma falsa solução, enganadora e insustentável quer a nível individual quer a nível colectivo. 

Considerando a baixa natalidade e a redução do desemprego, os trabalhadores com mais de 50 anos  não podem ser dispensados nem ficar encostados permanentemente.  Mas necessitam ajuda, são poucos os que conseguem dar a volta por cima sozinhos. 

É importante ajudar os trabalhadores mais velhos a fazer a travessia e reciclagem profissional para que se mantenham  ativos, produtivos e bem remunerados. 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista 

Continuing learning https://jobs.economist.com/article/https-www-economist-com-news-special-report-21714174-people-age-brain-changes-both-good-ways-and-bad-how-older-employees-


6 REGRAS PARA ENCONTRAR EMPREGO DEPOIS DOS 50
1. SIMPLIFIQUE O SEU CURRÍCULO CV, FOCANDO O QUE MAIS INTERESSA NO MERCADO ATUAL
2. VOLTE A ESTUDAR A PROCURA DO MERCADO DE TRABALHO PREPARE-SE PARA SE APRESENTAR 
3. REFRESQUE OS SEUS MÉTODOS DE PROCURA DE EMPREGO, MANTENHA OS SEUS MELHORES CONTATOS PROFISSIONAIS COM ANTIGOS CLIENTES E COLEGAS
4. REALCE A SUA EXPERIÊNCIA COM DIFERENTES GERAÇÕES, E CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO
5. PROCURE CURSOS E ATUALIZE AS SUAS COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS
6. DESTAQUE A SUA EXPERIÊNCIA DANDO EXEMPLOS PRÁTICOS, RELEVANTES ÀS TENDENCIAS ATUAIS DA PROCURA MERCADO DE TRABALHO

quarta-feira, julho 24, 2019

A mão invisível é ...a da mulher

Faz agora 260 anos, em 1759, que o economista Adam Smith reparou no efeito colectivo das decisões de agentes económicos individuais e apelidou o fenómeno de "Mão Invisível".

Eis um exemplo simples: os consumidores preferem o produto de melhor qualidade, acabando de se afastar dos produtores mais fracos, que pode acabar na falência, cedendo lugar a produtores mais eficientes que podem oferecer melhor relação qualidade preço.

Resultado de imagem para "Jornal de negócios"Os consumidores ? Provavelmente as mãos invisíveis são as mãos de consumidoras femininas, já que as mulheres fazem 70-80% das compras das famílias.

Já o Jornal de Negócios parece que ainda não reparou na importância das mulheres na economia. Todos os seis comentadores da coluna "A Mão Invisível" são homens!

Que fazer perante esta desatenção ? Votar com o porta-moedas!
... go shopping, and show'em who's in charge of the wallets !

Mariana Abrantes de Sousa
Economista

Isenção de IMI demonstra desvario de politica fiscal portuguesa

Resultado de imagem para evora dianaEnquanto juntamos os tostões para pagar IRS, IUC, Imposto do Selo, IMI e IMT num pequeno terreno recentemente adquirido, que não questiona porque carga de água estão isentos de IMI os proprietários nos centros históricos classificados pela UNESCO: Porto, Guimarães, Évora, Sintra, Angra do Heroísmo, Óbidos e Elvas.

Em termos económicos, o IMI o Imposto Municipal sobre Imóveis tem a característica de uma "taxa" que remunera a prestação de serviços municipais como as manutenção e limpeza das ruas e passeio, a segurança, a própria administração autárquica.  

Assim, os proprietários das aldeias acabam por subsidiar os serviços municipais nos centros históricos classificados pela UNESCO, uma entidade que a maioria desses contribuintes desconhecem.  

Mais, a isenção de IMI nem sequer garante que o valor dos impostos não cobrados sejam canalizados para a recuperação dos edifícios históricos. 

Defender o património sim, mas com mais inteligência:  
  • Que todos os proprietários paguem o IMI já que todos beneficiam dos serviços municipais gerais. 
  • Que seja abolido o IMT, o Imposto Municipal de Transações, a antiga a Sisa para facilitar a compra-venda e melhorar a eficiência do mercado imobiliário. 
  • Que os proprietários justifiquem os benefícios fiscais que receberiam, em sede de IRS ou IRC se necessário, em termos de investimento efectivo na recuperação e requalificação dos edifícios antigos e históricos. 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista 

domingo, julho 14, 2019

Recycling "petrodollars" 6.0 - Chinese style in Africa

Como Reciclar "Petrodollars" 1.0,  OPEC, anos 1970's
Eu sou do tempo em que o sistema bancário internacional se ocupava a receber depósitos dos países membros da OPEC nos seus anos dourados, quando tinham acabado de descobrir o seu poder de monopólio, cortando a produção de petróleo para subir o preço e acumulando ENORMES superavites de comercio internacional.
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Os "money center banks" como o Chase onde eu trabalhava recebiam os EXCEDNTES da Venenezuela e da Arabia Saudita,  que intermediavam em EMPRESTIMOS a outros países que necessitavam continuar a IMPORTAR  petróleo, como o Brasil.
Eu própria assinei muitos desembolsos para financiar a construção da mega-barragem do Itaipu, entre outros empréstimos menos produtivos. 
Obviamente, que estes ENORMES fluxos acabaram mal.  A CRISE de SOBRE-ENDIVIDAMENTO da America Latina nos anos 1980's, que eu também vi de perto na Cidade do México, necessitou reestruturação de divida externa de dezenas de países.

O fenómeno repete-se, pois parece que não aprendemos nada com o sofrimento de tantos países endividados:
i.   Superavites comerciais excessivos (X-M)>>>0 , desequilíbrios comerciais persistentes, não auto-corrigidos
ii.   Excessos de crédito internacional.  Países excedentários, como a Alemanha, a China, a Holanda,  persistem  em financiar suas exportações (vendor financing) muito para além da capacidade de reembolso dos países deficitários.
iii. "Sudden stop", corte brusco nos financiamentos à importação dos países deficitários
Resultado de imagem para imagem mo de cima mó de baixoiv.  Pressão dos credores "over-extended", da "mó de cima" sobre os devedores sobre-endividados da mó-de-baixo para passar TODO o custo de ajustamento e partilhar os custos entre credores e devedores.  Juntam os três à esquina, numa TROIKA. Na narrativa dos media financeiros, os credores são  desresponsabilizados pelos créditos mal parados, toda  a CULPA é dos devedores.
v.  Apertão e repressão financeira nos países devedores, com cortes de GDP, de  salários e de rendimentos, de pensões, de investimento e de serviços públicos.  Vendem-se ativos ao desbarato ("anéis"como as ações  da EDP e da REN) para continuar a importar pechisbeque (t-shirts).
vi. Recuperado algum equilíbrio financeiro dos devedores, o Ciclo do sobre-endividamento recomeça com excesso de credito externo ...

Como Reciclar "Petrodollars" 2.0,  .... anos 1980's (ver detalhes em separado)
Ciclos de sobre-endividamento repetem-se apesar da criação do Cook Ratio em 1988. 

Como Reciclar "Petrodollars" 3.0,  Asia, anos 1990's (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 4.0,  ..., anos 2000's  (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 5.0,  Eurozone, anos 2010's  (ver detalhes em separado sobre o sobre-endividamento de Portugal e outros países da Eurozone)

Como Reciclar "Petrodollars" 6.0, crédito escondido da China a Africa,  anos 2020's  

As falhas de (auto)-regulação do sistema financeiro internacional, e dos centros de decisão dos internacionais dominados pelos credores, são  pagas pelas populações dos países devedores mais vulneráveis, com menos MBA's per capita.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista e Consultora Financeira

Ver detalhes nos estudos de Reinhart sobre Africa:   https://www.cnbc.com/2019/07/12/chinas-lending-to-other-countries-jumps-causing-hidden-debt.html

China’s lending to other countries has surged since 2000's, causing debt levels to jump dramatically, and as much as half of such debt to developing economies is “hidden,” a new study has found.
Such “hidden” debt means that the borrowing isn’t reported to or recorded by official institutions such as the International Monetary Fund (IMF), the World Bank, or the Paris Club — a group of creditor nations.
Between 2000 and 2017, other countries’ debt owed to China soared ten-fold, from less than $500 billion to more than $5 trillion — or from 1% of global economic output to more than 5%, according to the study from Germany-based think tank the Kiel Institute for the World Economy.
“This has transformed China into the largest official creditor, easily surpassing the IMF or the World Bank,” the report’s researchers said...


terça-feira, junho 04, 2019

Quando a qualidade de serviço falha

Os prestadores de serviços dão musica e cobram por isso no 707.
Mas o e-mail é o unico canal de comunicação que permite ao client manter o registo do processo de um pedido ou reclamação.
Quanto mais mais canais e mais informatizado menor a qualidade de serviço.
Que fazer quando 
- o Apoio a Cliente por telefone é inadequado,
- o portal do cliente não permite dialogo
- o prestador de serviços não oferece um email para contactos e registo de pedidos e respostas ?

O cliente pode deslocar-se e fazer uma reclamação no antigo Livro Amarelo ?
Devia ser obrigatório ter um um e-mail de contacto, pois este é o únkco canal de comunicação permite ao cliente manter um registo do seu processo.

quinta-feira, maio 30, 2019

Portugal País Florestal - sustentabilidade essencial.

Exportação de pasta e papel de US$2.09 Biliões representavam 3,4% das exportações em 2017, mas com um nivel de VAB valor acrescentado nacional bastante mais elevado do que outros setores como o automóvel.

 portugal exports paper paperboard articles pulp paper board


Portugal Exports of Paper and paperboard, articles of pulp, paper and board was US$2.09 Billion during 2017, according to the United Nations COMTRADE database on international trade.

Necessitamos uma campanha contra o minifundio e por uma floresta sustentável. 

Eleitor - Circulos uninominais para maior representatividade

Como conhecer e acompanhar a ação do "seu" representante no parlamento ?

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Circulos uninominais ou plurinominais, com voto  no candidato e não apenas no partido, seriam importantes para aproximar os deputados representantes dos eleitores representados.

Mas necessitam de uma formula simplex, mais linear e transparente e menos "matemática".

Ou será o cálculo proporcional pelo  método de Hondt o equivalente moderno do "direito divino dos reis absolutistas" do antigamente?



Ver mais sobre a campanha "Por uma Democracia de Qualidade"  https://www.facebook.com/DemocraciadeQualidade/ e em https://ionline.sapo.pt/622524?source=social


quarta-feira, maio 29, 2019

Floresta - Serviços ecossistémicos essenciais compensados com subsídios

o O que são os serviços ecossistémicos 
Serviços ecossistemicos são atividades de gestão florestal essenciais à sociedade (com externalidades positivas, por reduzirem riscos ou protegerem bacias hidrográficas, biodiversidade, paisagens, etc) mas que não rentáveis em termos económico-financeiros, justificando-se serem compensadas e subsidiadas.
- Quais as atividades e as áreas florestais a serem compensadas?

o Quem presta os serviços ecossistémicos 
Os serviços ecossistemicos podem ser prestados por agricultores e profissionais da floresta, e podem incluir “limpeza de matas”, retirada de biomassa, descontaminação de fontes de água, plantação de árvores para combater a erosão, etc.

o Quem paga os serviços ecossistémicos
A compensação tem de ser feita por terceiros, através de receitas fiscais gerais, ou de tarifas ou donativos específicos e dedicados.
Na Finlandia, propõe-se que “o financiamento deve basear-se em pagamentos voluntários de visitantes à floresta e apoio adicional obtido de empresas de turismo” em função do “valor recreativo” da floresta.
A remuneração dos serviços pode ser paga por empresas, em possível compensação da sua pégada de carbono ou CO².

No Peru, propõe-se um incremento na tarifa de água urbana para compensar os serviços ecos sistémicos prestados por populações rurais em redor do lago que abastece a cidade, envolvendo as duas comunidades num diálogo e colaboração ambiental.

Estes Estudos de Caso do projeto SINCERE têm um tema comum: explorar novos meios para melhorar os serviços ecossistêmicos florestais de forma a beneficiar proprietários e gestores florestais, bem como atender a necessidades sociais generalizadas.

Ver mais em https://sincereforests.eu/paying-for-watershed-services-to-cities-in-peru/ e https://sincereforests.eu/bcsd-portugal/

Necessitamos uma campanha contra o minifundio e por uma floresta sustentável

domingo, maio 26, 2019

Eleitor- Quem quer votar para uma Europa mais equilibrada, vota HOJE


Os votos dos portugueses serão ouvidos no Parlamento Europeu?

Resultado de imagem para parlamento europeu edifícioDizem alguns eleitores (abstencionistas) e comentadores políticos que as eleições europeias não servem para nada, senão para "legitimar a concentração de poder nos grandes partidos dos grandes países membros".
Talvez, mas isso não justifica ficar em casa hoje.  
De facto, mesmo se os portugueses votassem todos no mesmo partido, os nossos 21 Deputados seriam sempre diluídos nos 751 Membros do Parlamento Europeu em Estrasburgo. 

A União Europeia ainda é uma federação jovem, com pouca tradição de representatividade. Compare-se o PE com o Congresso da federação americana, um modelo desenhado para ser mais equilibrado com um parlamento de duas câmaras, em que ambas têm que aprovar toda a legislação.  O número de Representantes para câmara baixa, a House of Representatives, depende da população do Estado, e são eleitos pelo nome, não pelo partido, por mandatos de 2 anos. São apenas 435 no total, de maneira que cada Congressman pode ter bastante mais influencia. O Senado tem 2 Senadores por Estado com mandatos mais longos de 6 anos.  Assim, o Alaska tem (2-1=)3 representantes em Washington, e a California tem (53+2=)55 representantes seus em Washington, todos eleitos em círculos uninominais. Mais, cada eleito tem liberdade de voto na legislação, os votos, os votos desalinhados dos partidos são frequentes e conhecidos pelos eleitores. 

Não havendo modelos ideais em democracia, uma federação diversa e dispersa necessita de mecanismos desenhados para encurtar distâncias e  aproximar e aumentar a representatividade entre os eleitos e os eleitores.  

O Winston Churchill teria razão quando disse um dia que "a democracia é o pior dos regimes, à exceção de todos os outros".  Mas as democracias não são todas iguais, e todos estamos interessados em que funcionem e governem cada vez melhor.

Mariana Abrantes de Sousa