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quarta-feira, janeiro 28, 2015

It's the Gross External Debt, s.....

Estou a ver-me grega com os dados da Divida de Externa Bruta de EUR 409,5 Bln,  o montante que temos que efectivamente reembolsar aos credores não-residentes através de superavites na BTC Balança de Transações Correntes.

Mais importante que a Divida Pública, que depende da classificação dada pelo Eurostat, a Divida Externa Bruta é baseada em valores efectivamente transaccionados.   Por exemplo, a divida de uma concessionária  pode ficar  excluída da Dívida Pública mas ser incluída na Divida Externa, na medida que as PPP recorrem quase sempre a bancos internacionais.   

E Portugal já vendeu os anéis, já privatizou a EDP, a REN, a ANA Aeroportos, os portos, os CTT...


Portugal External Debt
 GED  Portugal      EUR 409, 5 Bln 





Fonte:   https://www.bportugal.pt/pt-PT/Estatisticas/IndicadoresEstatisticosPadronizadosSDDS/sddspaginas/Paginas/extdebt.htm


Greece External Debt






GED Greece        EUR 412,5 Bln  

VER It's the Gross External Debt ... 1 






terça-feira, janeiro 27, 2015

Sonho europeu inclui acesso a electricidade

(in English below) 
Estão errados os que pensam que a União Europeia é uma construção elitista e que o Euro é um equivoco.    A grande eurofília dos cidadãos europeus pode medir-se pelo forte apego dos gregos à Moeda Única, mesmo do fundo de uma depressão económica histórica.  É que o povo europeu recorda bem a outra história, isto é  que a Comunidade Europeia foi criada no rescaldo de duas Grandes Guerras mundiais e para que tais conflitos nunca mais voltassem a acontecer no nosso continente.

Mas estão certos os analistas que dizem que o Euro foi mal desenhado e que a união monetária e o mercado financeiro único foram  muito mal geridos.   Seguramente, o principal indicador de sucesso de um projecto de integração económica e monetária como a UEM seria a convergência real e financeira entre os países membros, medida pela dispersão do rendimento per capita, ou pela moderação dos desequilíbrios comerciais entre os países membros. É que uma  união monetária  exige que se evitem grandes desequilíbrios de balança de pagamentos entre  os países membros, na medida em que elimina quase todos os mecanismos de ajustamento como a desvalorização, as tarifas alfandegárias, os controlos de capitais, etc.

Em 2015, este grande  sonho europeu está a ser redefinido pelo eleitorado na Grécia,  para incluir alguns elementos (diga-se direitos) fundamentais tais como a capacidade financeira para  pagar a factura da electricidade lá de casa.  O consumo de electricidade na Grécia desceu cerca de 24% desde o inicio da crise.

Na Europa do século XXI, não será demais poder pagar a electricidade  e  manter as luzes acesas em todos os lares.

Os erros de gestão, a vários níveis,  e as consequências indesejadas (unintended consequences) da união económica e monetária europeia , têm de  ser assumidos e corrigidos, para que a União Europeia e o Euro contribuam para a realização da promessa de uma Europa próspera e pacífica, em vez de uma paz podre com elevados custos sociais e cada vez mais divergência.

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 
VER cortes de electridade na Grécia  https://energypedia.info/wiki/Greece_Energy_Situation e
http://www.zerohedge.com/news/2013-04-07/30000-greek-households-lose-electricity-each-month
Awakening the Sleeping Giant in Greece and Portugal? Elites' and Voters' Attitudes towards EU Integration in Difficult Economic Times André Freire, Eftichia Teperoglou & Catherine Moury Published online: 16 Dec 2014.
http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/13608746.2014.983311
Beyond  euroscepticism or europhobia, europhilia !

Message  from the European peoples  to the EU:  Deliver on the promise of the European Dream ! 

They are wrong those who think that he EU is an elitist construction and that the Euro is a mistake. The inherent Europhilia of European citizens can be measured by the strong attachment of the Greeks to the Single Currency, even from the depths of a historic economic depression.   Europeans remember their history well, namely that the European Community was created in the aftermath of two World Wars in order to avert similar disasters.

But others are right in saying that the Euro was poorly designed and that monetary union and the single financial market were very poorly managed. Surely, the principal indicator of success of economic and monetary integration as EMU would be the real and financial convergence among member countries, as measured by the dispersion of per capita income, or the moderation of trade imbalances among member countries, given that monetary union requires the avoidance of large payments imbalances among member countries, in that it eliminates almost all adjustment mechanisms such as depreciation, customs tariffs, capital controls, etc.
In 2015, this great European dream is being redefined by the electorate in Greece, to include some key elements (let’s say rights) such as the ability to pay the family‘s electricity bill.   Electricity consumption in Greece declined by around 24% since the beginning of the crisis.

In XXI century Europe, it iscertainly not too much to ask for access to affordable electricity to keep the lights on in every European home.

Mismanagement and errors at various levels, and the unintended consequences of economic and monetary union have to be recognized and corrected, so that the European Union and the Euro can deliver on the promise of a prosperous and peaceful Europe, rather than a rotted peace with high social costs and increasing divergence.


segunda-feira, janeiro 26, 2015

Eleições assustam credores

Com a vitória da esquerda Syriza  na Grécia, houve-se uma certa histeria, muito alimentada pelos credores e a comunicação social.

Calma !

O que está em causa não é o Euro, nem sequer a União Europeia.
Ainda que a Moeda Única ainda tenha que dar provas de ser boa para todos os 18 países membros da Eurozone, e que não contribuiu para a divergência insustentável entre os grandes e fortes e os pequenos e fracos.

O que está mesmo em causa é a partilha de perdas causada pela bolha do crédito subprime Europeu entre credores e devedores.

Reestruturar a dívida não é pecado,"it's just business".

E politica.  Em democracia, os eleitores não aceitam apertar o cinto sem fim à vista.

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia


quinta-feira, janeiro 22, 2015

SOS EURO, ECB to the rescue

(ver em Português abaixo) 
The ECB announced today that it will buy € 60 Bln of assets each month until Sep-2016.

Unlike other central banks, which have  the key  monetary policy objective of keeping inflation within an acceptable band around 2%, the ECB is also being called on to revive the Eurozone economy and to save the single currency, the Euro.

As the ECB launches a new Quantitative Easing program, which can be seen as QE 2 European style, it will again increase its balance sheet to the level of € 3,000 Bln topped in 2012 with bank emergency funding, but which came down to close to € 2,000 Bln in 2014. That earlier QE 1 allowed banks of the most indebted countries such as Portugal to draw funds from the ECB to lend to local borrowers in order to enable them to "repay" the international creditors, including official creditors such as the EIB. This substitution of original creditors greatly benefitted the main creditors who had let too much, such as German, French, English and Spanish banks, and so had the support of those national authorities.

But if with the initial QE 1 ECB released many of the international creditors, debtors hardly received any debt relief, with the exception of the debt forgiveness granted to Greece. Since then, the increase in spreads and the fall in inflation has increased the real burden of debt in other indebted countries, which is generally recognized as an untenable situation.

We must reduce the real debt burden of the overly indebted borrowers, either through debt restructuring or through increasing their income, though inflation, exports, etc.  Instead, we live with "zombies", companies and banks that are hardly alive.

Strangely, countries like Germany which most benefited from such debt relief in the past have short memories of this, and are now the most insistent on defending their creditor rights, and on rejecting responsibility for their part in the European subprime credit bubble.

But a central bank is not a "jack of all trades" and monetary policy   cannot, alone, revive each of the 18 diverging Eurozone economies, much less in the current  "liquidity trap", when interest rates are near zero and increases in the money supply do not translate into increased economic activity or even into inflation.

What can be expected from the new Eurozone QE 2 is that the Euro, already at the minimum of 11 years, will depreciate, and the prices of financial assets such as equities and (risk free) bonds will increase.  Given the reliance on " trickling down ", reductions in the cost and increases in the volume of (risk-bearing) credit to the real economy are unlikely, as are increases in the most important "price" of all, nominal wages " in the distressed countries,

The 18 Eurozone countries are increasingly polarized and divergent, so increasing "low-risk” liquidity may help a little, but cannot guarantee boosting credit to real economies  where it is urgently needed, and upon which  debt repayment capacities depend.

The flood of liquidity in Frankfurt will reach Amarante in an eye-dropper.

This is because more (risk-free) liquidity does not guarantee more credit capacity, more bank capital or more abilty to evaluate projects and borrowers and to manage credit portfolios. Liquidity is general. Credit is specific, directed, takes risk, assumes losses and undertakes restructurings when needed. The are the true functions of intermediation which the Eurozone financial system is failing to carry out now.  

The ECB has been buying "covered bonds" from banks, backed by credit assets to the private sector and businesses. In 2014, the ECB bought € 30 Bln of bank bonds and less than € 3 Bln of asset securitizations. This was still very little, but it's still more than the d € 22 Bln of EIB Global Loans repassed by local banks to SMEs.  As the official development bank of the European Union, the EIB would be the institution specifically mandated to finance the real economy, but it hampered by a inappropriate “risk free” focus and by few “real financing” instruments such as export credit.

What is at stake is dramatic for the 18 countries of  the Eurozone and the EU overall, because  the continuing economic weaknesses   and deflation will provoke  more recession (the third in five years) and increase in the real burden of debt. 

But the new QE 2 Quantitative Easing is no panacea. What is missing is fiscal and budget stimulus in creditor and surplus countries.  Germany is even unwilling to borrow in order to invest in the badly needed renewal of their infrastructure. So the QE 2 will not solve the excessive debt problem nor the lack of income of the debtor countries, which requires an increase of exports and rebalancing intra-Eurozone trade.

Let us be clear:  The biggest threat to the Euro is the diverging fortunes and trade imbalances among the 18 Eurozone countries. 

Thus, the success of the new Eurozone QE 2 Quantitative Easing will be measured not in the falling yields of German bunds, but in the falling intra-Eurozone trade imbalances, not by the size of the ECB balance sheet, but by the availability of export credit to struggling exporters in Portugal, Spain and other indebted countries.

In the case of severe distress, in the Eurozone it has always been the debtors, or taxpayers, who  bear the costs of adjustment, rather than the creditors responsible for the credit bubble.  If Germany and other creditors could promote expansionary policies, and share the cost of adjustment of the excessive credit, this would separate the problem of credit from the problem of currency. After all, creditor countries need to undertake their own “structural reforms" as much as the debtor countries. 

Because the unsustainable debt is unsustainable, be it in Euros or in any other currency.

Saving the Euro is not enough. 

It is essential to Save Our  Societies, massacred by the very high unemployment and gripped by the lack of liquidity.

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 
Portugal, 22-Jan-2015 

O BCE anunciou hoje que vai comprar €60 Bln de activos por mês até Set-2016. 

Ao contrário de outros bancos centrais, que tem como principal objectivo da politica monetária conter a inflação dentro de uma banda aceitável cerca dos 2%, o BCE é chamado a reanimar a economia da Eurozone e salvar a Moeda Única, o Euro.  
Com um novo programa de Quantitative Easing, QE 2 à europeia, o BCE volta  aumentar o seu balanço de tinha ultrapassado €3 000 Bln em 2012 com os financiamentos bancários de emergência, mas que desceu para perto de €2 000 Bln em 2014.  Aquele  QE 1 em tempo de crise permitiu que os bancos dos países mais endividados como Portugal  fossem buscar fundos ao BCE para emprestar às empresas para que estas pudessem "reembolsar" outros credores internacionais, inclusive o BEI.  Esta substituição de credores favoreceu bastante os principais credores, bancos alemães, franceses, ingleses e espanhóis, e por isso teve o apoio dessas autoridades. 

Mas se o QE 1 do BCE  libertou muitos dos credores internacionais, os devedores pouco beneficiaram, fora o perdão de divida concedida à Grécia.  E entretanto o aumento das spreads e a queda da inflação fez aumentar a carga real do endividamento nos outros países endividados, uma situação reconhecidamente  insustentável.

Ou reduzimos a carga real da dívida através da reestruturação ou através do aumento dos rendimentos, inflação, exportações, etc. Entretanto,  convivemos com "zombies", empresas e bancos que estão vivos,  mas pouco. 

Mas um  Banco Central não é “pau para toda a obra” e  a politica monetária a cargo da Autoridade Monetária não consegue, sozinha, reanimar a economia, muito menos nesta conjuntura de “liquidity trap”, quando as taxas de juro estão perto do zero e aumentos na massa monetária não se traduzem nem em aumento de actividade económica nem sequer em inflação.  

O que se pode esperar do novo QE 2 europeu é que o EURO continue a desvalorizar, já está nos mínimos de 11 anos, e que aumentem os preços dos activos financeiros como as acções e obrigações de baixo risco. Por muito eficaz que seja o "trickle down",  é pouco provável reduzir o custo e aumentar volume do crédito à economia real ou  aumentar o "preço" mais importante, os salários nos países sobre endividados. 

Nesta  Eurozone cada vez mais polarizada e divergente, o aumento de liquidez focada no "baixo-risco"  pode ajudar, mas não garante o aumento de crédito à economia real dos países mais endividados onde isso é uma necessidade premente, e da qual depende a nossa capacidade de reembolso da dívida.  


O enorme caudal de liquidez em Frankfurt vai chegar a conta-gotas a Amarante.  


Isto porque mais liquidez  (risk-free) não significa mais capacidade de crédito, nem mais capacidade de avaliar projectos e mutuários e de gerir carteiras de crédito.  Liquidez é avulso. Crédito é dirigido, toma risco,  assume perdas e faz reestruturações quando necessário. Tudo funções de intermediação que o sistema financeiro deixou de saber fazer.


O BCE tem estado a comprar "covered bonds", obrigações bancárias caucionadas com os activos do credito bancário ao sector privado  e empresas.  Em 2014, o BCE comprou €30 biliões de obrigações bancárias e menos  de €3 Bln de titularizações de activos.  Isto é pouquíssimo, mas mesmo assim é mais que os cerca de €22 Bln de Global Loans do BEI  repassadas pelos bancos locais às PME.  O BEI é o banco oficial de desenvolvimenta da EU que tem o mandato  específico de financiar a economia real. 

O que está em causa é dramático para a Eurozone e para a EU, pois a continuarem as quebras na actividade económica e a deflação teremos mais recessão (a terceira em 5 anos) e maior carga real da divida.

Mas o Quantitative Easing QE não é panaceia.  Falta um estímulo fiscal e orçamental nos países credores e superavitários, como a Alemanha,  que não quer endividar-se nem para investir na renovação da sua infraestrutura que tanto precisa.  Nos casos de distress, na Eurozone têm sido sempre os devedores, ou os contribuintes, a suportarem os custos do ajustamento, pouco  os credores responsáveis pela bolha de crédito. Por isso o QE 2  não vai resolver o problema de divida excessiva, nem o  da falta de receitas dos países devedores, que depende do aumento de exportações e do reequilíbrio comercial entre os 18 países da Eurozone. 

Se a Alemanha e os outros credores promovessem politicas expansionistas,  e partilhassem  como credores o custo do ajustamento do credito excessivo, poder-se-ia separar o problema do credito do problema da moeda.  Afinal também faltam "reformas estruturais" nos países credores que permitam isso.

Porque a  divida  insustentável é insustentável,  seja em Euros seja noutra moeda qualquer

Salvar o Euro não basta.  

É essencial salvar as nossas economias e sociedades, massacradas com desemprego elevadíssimo e apertos de liquidez depressivos.    

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 
Sources: 
Bloomberg  http://www.bloomberg.com/news/2015-01-21/ecb-said-to-propose-qe-of-50-billion-euros-a-month-through-2016.html
Credit writedowns https://www.creditwritedowns.com/2014/02/ecbs-next-steps-could-involve-suspending-smp-sterilization-instant-qe.html
Público http://www.publico.pt/economia/noticia/bce-avanca-para-compra-de-divida-de-60-mil-milhoes-de-euros-por-mes-1683029 
Economico http://economico.sapo.pt/noticias/compra-de-divida-soberana-pelo-bce-nao-viola-lei-europeia_209866.html


sábado, janeiro 10, 2015

Reestruturar a dívida essencial

Mariana A. de Sousa:"Não tenham pena dos credores que puseram cá dinheiro"


Os comentadores do ETV Mariana Abrantes de Sousa e Hélder Oliveira analisam o manifesto para a reestruturação da dívida portuguesa, num programa conduzido por Catarina Tavares Machado. "Conselho Consultivo" de 12 de Março de 2014.
Grécia e Irlanda já conseguiram mais de 30 anos.
Portugal tem mais divida do sector privado do que os outros países

Oportunidade USAID Angola - controlo e avaliação na saúde

Monitoring and Evaluation Technical Team Leader

Home Base of Applicant (D.C. or other location) with travel to Luanda, Angola

USAID Health Finance and Governance Project
Approximate Level of Effort: 50 days
Anticipated Period of Performance:   February – June 2015
Project Description: USAID’s Global Health Bureau’s Health Finance and Governance (HFG) Project is a five-year (2012–2017), $209 million global project designed to improve health finance and health governance systems in partner countries in ways that expand access to health care and improved health outcomes.
HFG has supported the Angolan Ministry of Health (MINSA) to complete their Health Sector Strategy (PNDS 2012–2025). HFG worked closely with the Ministry’s technical team to collect data, produce a validated budget, train staff, and present a budget to the Multi-Sector Commission. HFG will now provide assistance to develop a plan for monitoring and evaluation of PNDS progress. This will allow MINSA to ensure sustainability through securing and prioritizing funding.
HFG will collaborate closely with a PNDS technical group and other MINSA staff to review international best practices of monitoring and evaluating health sector strategies. The work will develop a plan for programmatic and financial monitoring and evaluation of the PNDS at national, provincial, and municipal levels.
Position Description: The Technical Team leader will be responsible for the overall design and production of the M&E plan for the PNDS. S/he will lead a small team, including a public financial management expert, and monitoring and evaluation specialist on this task. S/he will work from her/his home base and make multiple trips to Luanda, Angola to meet with USAID and MINSA officials to lead the following tasks:
  • Review of best practices of how countries monitor and evaluate performance of health sector strategies, with a focus for long-term National Public Health Plans.
  • Prioritize and organize the approximately 420 PNDS indicators to allow for assessment of implementation at three levels – municipal, provincial and central – within existing MINSA data collection and analysis systems.
  • Develop a practical plan for monitoring and evaluation the programmatic and financial execution of the PNDS. The plan will include detailed steps required for implementation.
Responsibilities: The responsibilities of the Technical Team Leader include:
  • Facilitate collaboration between HFG and PNDS technical group on monitoring and evaluation.
  • Draft a review of international best practices for monitoring performance of sectoral strategies, and present to MINSA officials.
  • Develop a work plan for the overall program, working closely with other team members.
  • Facilitate development of Key Performance indicators (KPIs) for PNDS.
  • Define the scope for the review of MINSA public financial management systems.
  • Lead the development of the M & E Plan for the implementation of the PNDS.
  • Lead requirements for reporting information and briefings to USAID.
Qualifications: The qualifications for the Technical Team Leader include:
  • Fluent Portuguese, written and verbal.
  • 10 years of experience in monitoring and evaluation, including developing key performance indicators.
  • Demonstrated experience with developing monitoring and evaluation plans for national sector strategies, with preference for health.
  • Strong interpersonal skills.
  • Strong report writing skills in English and Portuguese
  • Willingness and ability to travel internationally during the period of performance.
Application Instructions:
Please submit your Cover Letter and Resume (or CV). Please note that this is a prospective position. Terms, conditions, including, but not limited to, scope of work, period of performance, position description, responsibilities, and qualifications are all subject to change.

Oportunidade - Brasil Gestão de Voluntariado

Management of International Corporate Volunteer Program
Recife, Brazil 
Apply by 20 February 2015
Mid-level , Short-term contract assignmentPosted on 7 January 2015
An NGO based in Washington, DC will be managing an international corporate volunteer program in Recife, Brazil, scheduled to take place in July of 2015. It  would like to hire a consultant currently residing in Recife to help with program design and provide project and logistical support to the selected team of corporate volunteers from March through August 2015.
The selected consultant’s main responsibilities will include, but may not be limited to, the following:
ACTIVITIES
  • Assist with identification and selection of local clients (mostly NGOs) and develop scopes of work (SOWs) reflecting the specific areas of intervention they solicited
  • Facilitate meetings with potential local clients in English as needed during   staff scoping trip
  • Participate in conference calls in English with corporate volunteers
  • Coordinate the Welcome and Final Event(s) for volunteer groups and participating clients
  • Assist in procuring accommodations and transportation for volunteers in Recife as needed on arrival and for the duration of their stay
  • Orient new corporate volunteers upon arrival in Recife
  • Manage assignment, work, and travel logistics for volunteers while they are in Recife
  • Act as the on-the-ground interface with  local partners in Recife
  • Act as a logistical and informational resource for volunteers and troubleshoot on problems they may face
  • Correspond with   headquarters program staff and other stakeholders to assure satisfaction on the part of the volunteers and our partners
  • Monitor and advise on security arrangements for volunteers when they are in Recife
  • Participate in the regular evening meetings with corporate volunteers
  • Prepare financial and final program reports
KNOWLEDGE AND SKILL REQUIREMENTS
  • Graduate degree in international relations, communications, project management, organizational development, NGO management, or related field
  • Experience in project management and in leading multicultural groups;
  • Currently residing in Recife
  • Attention to detail and people oriented
  • Exposure and experience in the NGO sector a plus;
  • Excellent proficiency in English
  • Interest in sustainable development and Corporate Social Responsibility

quarta-feira, janeiro 07, 2015

O bacalhau, fiel amigo dos...noruegueses

Talvez não fosse mau que os portugueses mudassem alguns hábitos.

Pelo menos, do ponto de vista económico, seria bom que deixássemos de lado o famoso “fiel amigo”. Fiel amigo da carteira dos noruegueses, que não brincam em serviço e nos colocam à mesa o bacalhau da aquacultura nas águas frias da Noruega.
E nós a pensarmos que comemos bacalhau pescado no mar alto do Atlântico Norte (Terra Nova, Gronelândia, Noruega, etc). Santa ilusão.

Os noruegueses conhecem bem (estudam ao pormenor) os gostos dos portugueses e sabem que comemos 1 000 toneladas (um milhão de quilos) de bacalhau só na noite da consoada.
Compramos à Noruega cerca de 50 000 toneladas de bacalhau por ano, representando isso 70% do bacalhau que consumimos, segundo o Conselho
Norueguês das Pescas (Norge).

“Já processado”, é só cozer e por no prato. Assim vai a nossa dependência alimentar . Se a Noruega nos quiser por “a pão e laranja” é só decretar um embargo (os embargos até estão, outra vez, na moda, que o digam os russos) à sua exportação de bacalhau para a nossa noite da consoada. Gostava de ver... Sem bacalhau (importado) que seria de nós?

Porque não optar pelo polvo?

Resultado de imagem para polvoPara a noite da consoada, as famílias portuguesas também gostam de peru (3%) e de polvo (7%), segundo artigo da Lusa (18.12.2014).

Ora aí está uma alternativa muito mais saudável do ponto de vista económico. Consumir polvo, pois claro. Seria, talvez, um bom aproveitamento  da nossa fantástica Zona Económica Exclusiva (ZEE).

Aproveitar essa ZEE para pescar polvo, não só para a mesa dos portugueses, mas para a mesa de todos os europeus (exportávamos peixe em vez de o importar).

Afinal que proveito estamos a tirar dos 1,7 milhões de km2 (quilómetros quadrados) da nossa ZEE (fala-se que pode ir para 4 milhões), 18 vezes o nosso território emerso (continente e ilhas), a 3ª maior da Europa e a 11ª do mundo? (ver Wikipédia). Sim.  Que proveito estamos a tirar desta formidável dádiva da natureza ( e da ONU) que nos poderia permitir ser um país fornecedor mundial de peixe em vez de sermos um grande importador de peixe, como acontece hoje e desde há muito?

Segundo o INE a nossa dependência alimentar é principalmente de cereais e de peixe congelado, seco e salgado. Parece mentira mas não é, infelizmente.

Como é possível dispormos de uma das maiores ZEE marítimas do mundo, particularmente graças aos Açores e à Madeira, e sermos grandes importadores líquidos de peixe?

Somos grandes consumidores de peixe. Estamos em 3º lugar no mundo, logo atrás dos japoneses e dos islandeses. Isso, em si, não tem mal nenhum, a não ser ficarmos tão dependentes do exterior em bens alimentares, onde poderíamos ser exportadores líquidos.

Para isso, mudar de hábitos alimentares e aproveitar muito melhor os recursos sobre os quais temos jurisdição, poderia dar uma grande ajuda para o país e para o  nosso futuro coletivo.


António Abrantes