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quarta-feira, setembro 16, 2020

Energia e Clima, Como Financiar a Economia VERDE, online hoje, 16-Setembro, 21h00

 

Conferência Digital "Financiamento da Economia Verde"

16-Setembro-2020  , 21h00 online 
 Organizado por Forum da Energia e Clima 

para registar https://www.facebook.com/events/366701034722122/


Tenho muito gosto em participar na sessão de  16-setembro-2020

Muito obrigada pela oportunidade de participar na sessão de ontem sobre Financiamento Verde.  

São muito importantes os comentários sobre a dificuldade em alinhar as prioridades dos promotores e beneficiários locais com as prioridades dos fianciadores, e vice-versa. 

Este alinhamento é a função e o valor acrescentado pelo "Intermediário", não apenas financeiro, mas também politico e diplomático. 

Ajudar promotores e beneficiários a preparar projetos e a apresentar candidaturas é da maior importância, particularmente para projetos de Adaptação Climática, já que os países da Lusofonia somos especialmente vulneráveis, incluindo Portugal 

O video do encontro online pode ser visto em

https://www.youtube.com/watch?v=6sc2S7W9IB4&feature=youtu.be

Mariana Abrantes de Sousa, Economista 

Ver o Forum Energia e Clima no Facebook e em  https://www.energiaeclima.org/

terça-feira, setembro 15, 2020

Reformar Minifúndios essencial para resistir às Alterações Climáticas

Foi necessário sair de Portugal para ouvir falar de minifúndios.

Começando por estudar Economia Agrária na universidade UC Berkeley, descobri que os terrenos e quintais da minha aldeia beirã afinal não passavam de minifúndios, e que não tinham escala economicamente viável, nem sequer para a agricultura de subsistência de então.

Passadas várias décadas (!), a palavra minifúndio continua a não aparecer no vocabulário de especialistas setoriais nem de governantes portugueses, apesar das consequências do rendilhado rural serem cada vez mais graves.

 Estive a ler um pouco sobre o novo Plano de Recuperação e Resiliência para Portugal que parece tratar mais da Transição Climática (para o crescimento VERDE), do que propriamente de Mitigação Climática e de Adaptação Climática. Sendo Portugal um dos países europeus mais vulneráveis às Alterações Climáticas, deveríamos focar esforços na Adaptação Climática em Portugal desde logo para reduzir riscos e impactes negativos.

 Por exemplo:

Eu considero que juntar as tirinhas de terrenos de minifúndio seria um bom projeto de Adaptação Climática:

- Os terrenos de minifúndio são não-económicos, isto é, não dão para cultivar, nem para plantar árvores, pois atualmente isto só compensa quando é feito em grande escala. Estes terrenos do "marcha-atrás", onde "trator não entra" ou não consegue dar a volta para sair, são um foco de riscos para os vizinhos, próximos e distantes.

-O agravamento da amplitude térmica derivado das Alterações Climáticas, mais chuva no inverno e mais calor no verão, junta-se com a desertificação e com o abandono agrícola para criar a "tempestade perfeita" que agrava fortemente o risco e as consequências de incêndios florestais.

- Devemos reconhecer que é necessário "pagar a quem faça a gestão de biomassa nos territórios desocupados". Isto chama-se "pagamento por serviços eco sistémicos" e é um dos principais mecanismos de Adaptação às Alterações Climáticas.

O Fundo Verde do Clima subsidia "serviços eco sistémicos" na Amazónia com o REDD+, um mecanismo importante, apesar de não ser panaceia e de ser algo polémico uma vez que o desmatamento ilegal continua. (favor ver https://www.greenclimate.fund/project/fp100)

Também em Portugal temos que passar a subsidiar a reflorestação e a gestão anual da biomassa, especialmente nos minifúndios, pois sem sustentabilidade económica a nível local, nunca haverá sustentabilidade ambiental e segurança a nível global.

Os fogos selvagens não respeitam estremas, nem sabem se o proprietário é o Estado, um emigrante ou a velhinha de 85 que está num lar. Agregar propriedades e proprietários é essencial para fazer face aos riscos climáticos cada vez mais graves.

 Os custos socioeconómicos de ignorar a realidade rural de minifúndios abandonados, que não valem nem o custo da escritura barata de doação, contam-se em hectares ardidos e em vidas perdidas.

 Não há panaceias. Se não se evitam incêndios descontrolados, pouco se podem combater

 Mariana Abrantes de Sousa, Economista

 Ver também  Custo de Oportunidade do Minifúndio https://ppplusofonia.blogspot.com/2020/02/agricultura-pt-custo-de-oportunidade-do.html


Para um Portugal +VERDE
Transição Climática
+ Mobilidade Sustentável
+ Descarbonização
+ Economia Circular

Mitigação Climática
+ Redução de emissões de GEI Gases com Efeito Estufa
+ Aterros sanitários e combate a lixeiras a céu aberto
+ Reflorestação com espécies autóctones
+ Gestão e valorização de Biomassa
+ Agricultura local, menos carne de vaca e outros alimentos importados
+ Painéis solares em edifícios públicos e particulares

Adaptação Climática e COVID
+ Gestão e redução do risco de incêndios florestais com apoios ao emparcelamento de minifúndios
+ Recuperação de áreas agrícolas e pagamento por serviços eco-sistémicos de gestão de biomassa
+ Gestão de regadio para combater seca e variabilidade de chuva
+ Eficiência energética, isolamento em edifícios públicos e particulares
+ Espaços públicos verdes ou espaços cobertos e bem arejados

domingo, agosto 23, 2020

Espanha - Análise da AIReF desvaloriza Alta Velocidade ... e Portugal

Sendo um país PPP -, pequeno, periférico e pobre, Portugal parece continuar a ser tratado como uma criança de 5 anos, cujo futuro é discutido, à sua frente, por pais e avós desavindos que nem sequer lhe perguntam se quer bolo e chocolate ou pão e água. E nem os tios e primos que assistem à conversa servem para recordar que a criança está ali mesmo, com as suas necessidades e as suas preferências.

Uma vez que as decisões importantes para Portugal são tomadas cada vez mais em Frankfurt, em Bruxelas ou em Madrid, a voz de Portugal tem de ser mais eficaz e mais ouvida, especialmente no momento em que se está a cortar e a partilhar mais um “bolo”, o novo Fundo Europeu de Recuperação.

Eis o caso do recente e interessante “Spending Review” da AIReF, a Autoridade Independente de Responsabilidade Fiscal de Espanha.

A análise da despesa pública de Espanha com transportes parece não ter considerado a importância para Portugal das decisões da política de transporte ferroviário tomadas em Madrid.  

Este estudo da AIReF que aborda o investimento acumulado desde a adesão de à EU (em 1986) até 2018 é importante para Portugal como exemplo e porque destaca três elementos críticos:

- O tráfego de passageiros da Alta Velocidade tem ficado muito abaixo e das previsões de procura, com desvios negativos de menos 38% a menos 53% das previsões mais otimistas.

- Os custos de investimento na Alta Velocidade derraparam, com desvios de 33% a 58% acima do orçamentado nos diversos troços do AVE.  No período desde 2000, mais de 20% do investimento foi financiado por fundos EU, pelo nem todo o excesso de custos teve que ser suportado pelos contribuintes espanhóis.

- Segundo a AIReF, o investimento nos comboios pendulares, de Cercania, tem sido negligenciado, ficando muito abaixo dos investimentos na Alta Velocidade em cada um dos anos do período. Um artigo de The Economist recorda a situação na Extremadura espanhola, a região mais pobre da Espanha continental, onde as antigas locomotoras a diesel levam seis horas para cobrir os 400 km entre Madrid e Badajoz. Eis aqui o “tio de Londres”, sediado em Madrid, que também se esquece de referir que logo depois de Badajoz está Elvas, e mais adiante Lisboa. Compete aos portugueses salientar que um pequeno desinvestimento na linha ferroviária Madrid-Badajoz é na verdade um GRANDE desinvestimento na linha Madrid-Lisboa. O relatório fala no serviços para "la frontera francesa", mas não para "la frontera portuguesas". 

- No entanto, a AIReF aponta para uma lista de projetos de investimento em infraestruturas bastante extensa e controversa, e acima da capacidade de execução física e orçamental. Isto faz levantar críticas pelos atrasos e pressões que acabam por dar a prioridade a “obras de menor importância estratégica” para Espanha. E ignorando as necessidades de Portugal, devemos acrescentar nós.  

Afinal de contas, nos transportes ferroviários Portugal e Espanha estamos irremediavelmente geminados pela Bitola Ibérica.   

A análise da AIReF está muito incompleta. Se a Alta Velocidade sai cara, comboios ronceiros ou a falta de transportes públicos também. 

Mariana Abrantes de Sousa , Economista 

Palavres Chave  AVE TGV Alta Velocidade Transportes Finanças Públicas comboio passageiros Notícias Espanha Bitola Ibéria 

Ver Relatório AIReF  https://www.airef.es/wp-content/uploads/2020/07/INFRAESTRUCTURAS/ESTUDIO_INFRAESTRUCTURAS_SPENDINGREVIEW.pdf

Ver artigo The Economist https://www.economist.com/europe/2020/08/08/spains-high-speed-trains-are-poor-value

 Artigo El País https://cincodias.elpais.com/cincodias/2020/07/30/economia/1596097818_919840.html

Blog impertinencias  https://impertinencias.blogspot.com/2020/08/case-study-elefantes-brancos-em-espanha.html


segunda-feira, agosto 10, 2020

Tribunal de Contas para que te quero - salve-nos dos mega-projetos desnecessários ?

O Tribunal de Contas servira para ajudar a disciplinar a despesa pública e minimizar os riscos de sobreendividamento e crises financeiras. Ou não

 Gestores do Meo Arena vão ajudar a criar Viseu Arena - Meios ...A notícia de que a Câmara Municipal de Viseu vai endividar-se para construir a mega "Viseu ARENA", a maior sala de espetáculos e recinto multiusos do Centro de Portugal, com uma capacidade superior a 5.500 espetadores (aumento de 83% da sua lotação) e uma arena de 2.500 metros quadrados" deixa-me com a má sensação de "dejá vu all over again".  

O processo do projeto Viseu Arena ainda depende de entidades financeiras e do visto do Tribunal de Contas.  Mas onde vão estar os milhares de espetadores em tempo Covid ?  Justifica-se investir mais de 6 milhões de euros com dívida a mais de 20 anos, mesmo com juros bonificados. ? 

Já vi este filme, não gostei.  

Já paguei para o peditório das grandes obras tipo  elefante branco , não quero voltar a pagar.  

Estávamos nos últimos meses de 2009. A Divida Pública (ver imagem) e a Divida Externa de Portugal tinha subido a galope. O colapso do banco Bear Stearns em Março 2008 e do banco Lehman Brothers em Setembro 2008 refletiam os excessos de financiamento de hipotecas subprime e aconselhavam prudencia. 

Mas aeleições legislativas portuguesas de Setembro 2009 determinavam um novo impulso de investimento público e  o Governo coninuou com o programa ambicioso de subconcessões rodoviárias, apesar das previsões de tráfego ficarem cada vez mais baixas e das taxas de juro cada vez mais altas. 

Tráfego, tráfego, onde está o tráfego

A meio dos procedimentos concursais, os concorrentes deram passos atrás, apresentando segundas  propostas menos vantajosas.

Tribunal de Contas arrasa Câmara de Gaia – Aventar Tribunal de Contas chumbou esses  contratos de subconcessões mas logo aprovou contratos ditos  "reformados", com menos e menos tráfego.  Algumas das auto-estradas construidas ficaram sempre abaixo do tráfego necessário, aumentando os encargos para os contibuintes. 

Ganhar, ganhar, só continuam a ganhar os advogados com renegociações sobre renegociações e ações em Tribunal.  

Mariana Abrantes de Sousa 

Economista 

VER Municipio de Viseu https://www.cm-viseu.pt/index.php/diretorio/noticia-mensais/82-noticia/6067-municipio-de-viseu-aprova-financiamento-do-viseu-arena-atraves-do-ifrru-2021

VER   Tribunal de Contas  2029 "chumbou" cinco das seis concessões lançadas pela Estradas de Portugal

VER Divida Portuguesa: https://eco.sapo.pt/2017/04/16/os-altos-e-baixos-da-divida-publica-portuguesa/

sábado, agosto 01, 2020

AO oportunidades Microcredito e Agricultura


Technical Services Experts needed to support Financial Sector intervention for Partial Credit Guarantees:A working knowledge of  Portuguese and English  strongly preferred
Position 1 – Financial Services Development Expert/Team Leader 
Position 2 – Partial Credit Guarantee Specialist 
Position 3 – Agricultural Credit Disbursement and Performance Evaluation Specialist
Position 4 – Innovation and Monitoring Specialist 
Position 5 – Communications and Training Processes Special

Deadline: 10-August-2020, to start in Nove 2020 
Location: Angola
Organisation: Mundi Consulting international management consultancy organization in international development cooperation 
One or Two year Contracts in a 24 months consultancy project
Languages: Portuguese (mandatory), English (preferable)
Work experience: At least 10 years

JOB DESCRIPTION
To support Participant Financial Institutions (PFIs), Credit Guarantee Fund (CGF) and Project Implementation Unit (PIU)/Office of Planning, Studies and Statistics (GEPE, in Portuguese) of the Ministry of Agriculture and Fisheries (MINAGRIP). Activities mostly in Luanda with outreach to bank branches in other regions.

OBJECTIVES 
The general objective of the assignment is the provision of technical services to support the PFIs, CGF, PIU, and  GEPE
To provide high quality technical assistance and training to PFIs, CGF, PIU and GEP
To deliver  technical services according to an agreed schedule of outputs, deliverables and work plan.
TASKS AND SPECIFIC REQUIREMENTS
Position 1 - Financial Services Development Expert/Team Leader – 24 months
Responsible for providing overall team leadership, management as coordination;
Implementation of a results-oriented approach to Technical Services;
Ensure quality of work and timely delivery of outputs;
Coordination and consultation with PIU;
Coordination with public and private sector institutions with special emphasis on CGF;
Set-up technical assistance and training processes;
Reporting to PI
Qualifications, skills and professional experience:
A postgraduate qualification in Finance or related field, with strong management skills and experience, with an emphasis in Financial Business Services linked to Agribusiness;
Minimum of ten years professional experience with at least five years working as team leader in African countries and/or Latin American developing countries;
Team leadership of at least two similar assignments with experience and demonstrated skills in coordinating multidisciplinary teams and developing solutions for the provision of Technical Services;
A strong understanding of the value chain, holistic approach to the commercial agricultural development under a developing country situation in general;
Familiarity with Angolan agricultural and business environment in particular;
Excellent writing and communication skills;
Familiarity to gender approach and environment and social safeguards approach;

Position 2 – Partial Credit Guarantee Specialist – 20 months

Position 3 – Agricultural Credit Disbursement and Performance Evaluation Specialist – 20 months.

Position 4 – Innovation and Monitoring Specialist – 12 months (part-timeT

Position 5 – Communications and Training Processes Specialist – 12 months (part-time).

Interested candidates should apply by sending the Curriculum Vitae to esana.carvalho@mundiconsulting.net (mailto:recrutamento@mundiconsulting.net), until August 10 , 2020, with the identification of the “Project Financial Sector Partial Credit Guarantee - Position 1, 2, 3, 4, or 5

terça-feira, julho 28, 2020

Quantos hectares arderam, quantas famílias choraram para chegarmos a UMA nova floresta sustentável

O emparcelamento não é "a solução", a  panaceia, 
para reduzir os riscos de incêndios agro-florestais, mas não há solução  SEM emparcelamento.
E SIM o emparcelamento tem de ser obrigatório E subsidiado. 
UMA floresta sustentável é um bem público que  tem de ser gerido a nível nacional por um Ministério de Agricultura,  Florestas e Desenvolvimento Rural que "dê a cara" todo o ano, todos os anos, e não pelos bombeiros que "dão o corpo ao manifesto" no verão quente. 

Oleiros volta a arder em 2020. E a matar. 

No meio da nova aflição o Autarca defende "emparcelamento por decreto"

O MAI ministro da administração interna considera que a estratégia dos trabalhos foi exemplar. Mas o presidente da Câmara de Oleiros insiste que "não aprendemos nada" desde o grande fogo de 2003. E defende o emparcelamento obrigatório dos terrenos como a única solução.

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/28-jul-2020/oleiros-volta-a-arder-e-a-matar-autarca-defende-emparcelamento-por-decreto-12471792.html

Parabéns Fulbright Portugal - 60 anos



Tem sido uma honra e um prazer fazer parte da Comissão Fulbright Portugal nestes anos e conhecer tantos bolseiros brilhantes e empenhados e podar dar o meu pequeno contributo para o desenvolvimento da próxima geração. 
 
Esta é talvez a quarta Comissão de Bolsas em que tenho participado, fora outras pequenas iniciativas pontuais.  


  • Comissão de Bolsas da Portuguese American Scholarship Foundation, Newark, New Jersey 1986-88 
  • American Club of Lisbon Awards Committee
  • Soroptimist International Europe Scholarship Committee, 2014-2016 
  • Fulbright Commission Portugal-US 2016-2020 
  • Ordem dos Economista, Portugal membro da Comissão Permanente do Conselho da Profissão 
Receber uma bolsa de estudos da Princeton University fez toda a diferença para mim e uma bolsa continua a apoiar e a promover muitos jovens capazes e aplicados. 

Muitos Parabéns no 60º aniversário da Fulbright nesta colaboração Portugal - US !
A colaborar é que a gente se entende.
Juntos vamos mais longe. #FulbrightPortugal, #Scholarships #Bolsas

domingo, julho 26, 2020

Adapt or Die – to make 2020’s the Double Adaptation Decade

When the Green Climate Fund was envisioned in 2010, it was designed to allocate its funding of climate actions 50% to Mitigation projects and 50% to Adaptation projects, in a two-pronged approach to overcoming the “crisis of the XX Century”.

Mitigation projects were always easier to identify, formulate, finance and implement: A new wind farm here, a PV solar mini-grid there, better public transportation, proper sanitary land-fills, less consumption of meat from beef cows and other burping animals…

And Mitigation projects were easier to scale up and centralize, as promoters and investors implemented bigger and bigger capital-intensive “utility-sized” PV solar farms, from the initial 11 MW in Serpa, Portugal in 2011, to the 500 MW  Ouarzazate complex in Morroco in 2018 and more since.

By contrast, Adaptation projects are the poor relation of Climate Finance, being people-intensive, requiring local solutions and behavioral changes village-by-village, such as a new water source, new climate-resistant seeds, new irrigated agriculture, new climate-adapted school buildings and covered schoolyards, new water, and sanitation WASH practices. In complex countries like Peru, I saw how difficult it was just to take the first steps, to identify local needs and to structure local options

Lo-and-behold, (eis senão quando), the  new Covid-19 mass confinement arrives in March 2020 to temporarily facilitate Mitigation and reduce greenhouse gas emissions. But the Covid-19 health crisis permanently complicates Adaptation and protection of the most exposed and vulnerable populations from increased risks, worsening living conditions and more difficult resilience.

How can we cope with so many intertwined crises, when we hardly understand all their ripple effects and consequences as “pebbles thrown in the pond” become boulders?

>Climate crisis >



>Covid-19 health crisis>

>Confinement economic crisis>

>Unemployment and poverty crisis>

>Social services safety net crisis >

> Government budgets and debt crisis>

> Social conflict crisis>

> Political polarization crises>

>International conflict crises...

In 2020, the year of all crises, it seems we need to rethink (absolutely) everything, from intercontinental air travel, to having grand-parents around to help with child-care in 3-generation family homes.  

To get through it all, we will need to Rethink Everything to make the 2020’s Adaptation Decade

for example...Urbanization and fast-growing cities, trends are likely to change.

Urban growth is likely to slow down as 2020 Smart Cities may need to reduce, not increase, density and traffic. Double adaptation to Covid-19 and to Climate Change suggests less population density and less frequent travel, less daily commuting, with people staying more time in self-contained communities, with more open spaces and fewer  huge shopping malls,  working closer to home, delivering and receiving more services on-line, concentrating  transportation mostly in essential goods, single-family road trips, etc.

Adaptation is not optional, never has been.  #Clima, #Covid-19, #Adaptação 

Mariana Abrantes de Sousa

Senior Project Finance Specialist

See article on 2020's the Adaptation Decade 

quarta-feira, junho 03, 2020

Para eletrificar aldeias em Africa, treinar mais eletricistas

How many electricticians are there in an African village ? Not enough 
Quantos eletricistas havia na sua aldeia ?

Eu tinha cerca de 10 anos quando a eletricidade chegou à minha aldeia na Beira Alta, um grande dia. Algumas famílias tinham um enorme aparelho de rádio, alimentado com a bateria suplente de um carro. Abriram logo cafés com televisão, mas era obrigatório consumir, nem todos podiam entrar. 

Acho que não havia eletricistas na aldeia até então. Só mais tarde compensava aos rapazes investir numa bicicleta para ir à vila mais próxima "aprender eletricidade".

Recordei este passado que me pareceu muito presente em Africa em 2019.  Vários países Africanos ainda não chegaram a 20% de eletrificação e estão agora a investir em mini-redes solares. 
Faltam os eletricistas, para a instalação e ainda mais para a manutenção, para que o equipamento continue em serviço ano após ano. 

E não basta só treinar rapazes.  Há 40 anos que a
Barefoot International treina mulheres e raparigas nos mistérios da energia elétrica em 1300 aldeias em  80 países.
Mas parece que ainda não chegaram aos PALOPs. 
Desta vez não podemos desperdiçar 50% do talento se queremos progredir mais depressa.

Fez-se LUZ  https://antoniopovinho.blogspot.com/2007/06/e-de-repente-fez-se-luz.html

terça-feira, junho 02, 2020

NOVAFRICA fala de migrações Africa-Europa em tempo de Covid19

O podcast da NOVAfrica sobre migrações no contexto da grande divergencia demográfica entre Europa e Africa é importante.
Apenas 30 minutos, em inglês

Episode 1: “The Impacts of #Covid19 on Migration”, with Simone Bertoli (CERDI)

segunda-feira, junho 01, 2020

Carmen Reinhart especialista em crises no Banco Mundial

Carmen Reinhart, a nova Chefe Economista do Banco Mundial, vai poder aplicar os seus grandes conhecimentos de crises financeiras do passado para precaver as diversas crises em curso em 2020, o Ano de Todas as Crises
Um dos seus artigos mais importantes foi a análise dos riscos do sobre-endividamento quando a divida de um país sobe acima de 90% do PIB, que ajudou a perceber a crise da Eurozone que rebentou sobre Portugal. 
Recentemente ela tem estado a investigar o aumento dos créditos da China a diversos países que vai certamente levar a novas crises financeiras.  
Eis uma teoria para analisar: porque é que a China empresta tanto dinheiro a países tão frágeis ? A China concede créditos insustentáveis porque tem que fazer algo com os seus superavites comerciais insustentáveis. O "CAB surplus" da China leva à acumulação de divida externa de muito países, a começar pel dívida dos Estados Unidos. 
O credor não tem sempre razão, mas tem sempre responsabilidade pelo crédito malparado.

2020 Ano de Todas as Crises

A  crise #Covid19  continua
e vai- se desmultiplicando
em crise  económica,
em crise  social,
em crise  política nas ruas...
Quando estas as crises acalmarem, poderemos então enfrentar ...
a Crise Climatica

E diziam que ia haver tumultos e pilhagens nos países mais pobres e mais mal governados