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quarta-feira, Novembro 26, 2014

Lisboa Menina e Moça

terça-feira, Novembro 25, 2014

Os países não são todos iguais

No fim de semana em que os jornais saíram com edições especiais e títulos garrafais sobre a detenção do ex-primeiro ministro, sobre  a detenção de responsáveis pela emissão de vistos dourados, sobre as  fracas explicações do colapso da PT e do BES, sobre as condenações no caso BPN...

... o blog PPP Lusofonia tinha,  para não variar,  um pequeno artigo sobre a DIVIDA EXTERNA BRUTA de 410 biliões de Euros a Setembro 2014, 240% do PIB, um número de nos fazer cair da cadeira.   (ver  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/11/ged-ttip-and-supplier-diversity-in.html)

Se há alguma notícia que merece títulos garrafais, é  a DIVIDA EXTERNA BRUTA, o horror  por trás de todas as outras histórias.  Pois é a divida que os nossos netos e bisnetos estarão ainda a pagar quando já ninguém se recordar de quem cortou as fitas e de quem assinou os contratos da nossa desgraça.   

Não há prosperidade com endividamento excessivo, há apenas bancarrotas sucessivas, três em Portugal desde 1890. Se queremos que a bancarrota de 2010 seja a primeira e última do século XXI, temos que enveredar por uma gestão financeira muito mais prudente, com tolerância zero para com a corrupção, e temos que manter viva a memória da crise como VACINA  contra novos abusos e governação  imprudente. 

É pelo prisma da bancarrota, bem visível por trás da ilusão e negação colectiva de devedores e credores, que este nosso povo de brandos costumes,  deve olhar de frente as verdades que agora vêm ao de cima,  por muito asquerosas que sejam. Mais do que AGUENTAR, temos que superar os erros da nossa história. 
  • Para onde foi TODO o dinheiro que dizem que devemos?  
  • Para além dos políticos corruptos e devedores imprudentes, onde está a co-responsabilidade dos credores externos igualmente irresponsáveis?
  • De que forma é que estes eventos tóxicos podem servir para transformar a crise numa oportunidade para dar um salto qualitativo na governação de Portugal ? 
  • Houve imprevisibilidades, negligência ou apenas corrupção mascarada de incompetência,  “erros” fraudulentos e intencionais destinados a passar a factura ao contribuinte incauto ?  

Os países, como os políticos, não são todos iguais.  
Alguns países são bastante mais pobres que outros, geração trás geração. 
Se continuarmos com a mesma governação, se não conseguirmos mudar, bem podemos preparar os netos e bisnetos para para segunda e a terceira bancarrota do século XXI. 

Já dizia Acemoglu (Why Nations Fail, 2012):  Os países POBRES são POBRES porque quem os governa escolhe opções que criam pobreza, frequentemente de propósito.  

Já dizia Piketty (Capital in the XXI Century 2013): O aumento em desigualdade de rendimentos e riqueza nos últimos 200 anos deriva sobretudo da crescente desigualdade entre países ricos (credores) e países pobres (devedores).     


Já dizia o povo:  Quem não tem dinheiro não tem vícios, mas quem tem crédito a mais tem os vícios todos.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

domingo, Novembro 23, 2014

GED, TTIP and Supplier Diversity in Europe

Portugal's Gross External Debt keeps rising by leaps and bounds, to EUR 410 billion as of Sept 2014 (vesus EUR 370 billion at the end of 2009) .   As  credit analysts, we must  focus on Gross Liabilities which are set in concrete since Gross Assets are more ephemeral and  have a tendency to disappear or fall sharply in value in a crisis.
Portuguese companies" borrowing to invest" in the US would be another  foolish mistake of the type that brought  Portugal Telecom  to its knees. 

 Portugal and its creditors seem to be  suffering from a bad case of  "collective denial" .  Thinking that Portugal could ever began repaying  this debt, which serves only the original "foolish creditors who lent to much",  the European version of the subprime bubble.   

Of particularly concerne is  Portugal's  Current Account Balance turning  negative again.
We have few options:   we either export goods, we  export services    or ..... we export people.  
If we  can't export more and import less, the interest on our  huge external debt will have to be paid in kind:   bottles of wine and hotel vouchers.   

This brings us to another and more optimistic suggestion:  Supplier Diversity in Europe. 

Supplier Diversity:  All Portuguese exporters are "disadvantaged" by their size and their lack of access to credit, technology, etc, but the big European clients and creditors could care less.  Or rather, they quite like having one less miniscule competitor.  

One valuable contribution of the TTIP negotiations would be to bring Supplier Diversity concepts to Europe, to give a boost to the severely disadvantaged   suppliers from  the highly indebted Eurozone countries.   It is encouraging to learn that TTIP promises to boost Portugal GDP, but we must recall that similar promises of benefits failed us in the past, so we should review the assumptions carefully.  

Otherwise, Portugal and the other smaller countries may not  benefit from TTIP if  most  of the gains from trade accrue to the bigger suppliers and trading partners.   

We must avoid the repeat of the negative consequencees of the  Single Market and the Single Currency which have given "free trade" a bad name,  as the weaker partners have become hightly indebted and empoverished.  


Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 

SEE
Gross External Debt   https://www.bportugal.pt/pt-PT/Estatisticas/IndicadoresEstatisticosPadronizadosSDDS/sddspaginas/Paginas/extdebt.htm    

TTIP and Portugal http://www.flad.pt/wp-content/uploads/2014/09/201407-ttip-impact-portugal.pdf

Supplier Diversity  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/10/diversificar-fornecedores-favorece.html

Testing the limits of divergence http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/12/eurozone-crisis-tests-limits-of.html

Erros da Troika   http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/08/portugal-erros-com-troika.html

segunda-feira, Novembro 17, 2014

Pequenos agricultores crescem em Moçambique

Ver video sobre pequenos agricultores  em Moçambique
A Empresa de Comercialização Agrícola (ECA) é uma empresa agro-alimentar, que trabalha com cerca de 5 mil pequenos produtores sendo o elo de ligação entre estes e o mercado. A empresa fornece aos agricultores insumos (sementes, fertilizantes, etc.) a crédito e garante apoio nos serviços de extensão por forma a possibilitar-lhes melhores colheitas de milho, amendoim e soja.



http://www.enterprisefordevelopment.org/2014/06/23/efd-funds-a-video-about-eca-mozambique/

quinta-feira, Novembro 13, 2014

Project Finance more dependent on Government support

Here is the link to the World Bank webinar on project finance trends in 2014. It shows increasing recourse to  Government support for project financing which creates direct and contingent liabilities for the Government concedent. 


Date: November 11, 2014




This webinar will discuss the current state of project finance markets globally in the context of public-private partnership projects, specifically in Asia, Europe and Africa, focusing on market characteristics and project structure. It will also discuss whether governments can change market dynamics substantially through policy initiatives, including key reasons why project finance has not taken off to any significant extent in large PPP markets (for example in India) where there is still significant recourse to the corporate sponsor. In addition, it will briefly look at the potential presented by emerging PPP markets in Africa. 

INA forma em Cooperação para o Desenvolvimento 2014

Diploma de Especialização em Cooperação para o Desenvolvimento (DECODE) 2015

DECODE2015 1
O Diploma de Especialização em Cooperação para o Desenvolvimento (DECODE) é um curso de formação profissional, com equilíbrio entre o saber e o saber fazer, que tem como objetivo geral conferir aos seus participantes uma qualificação que lhes assegure uma visão holísta em matéria de Cooperação para o Desenvolvimento, bem como capacitá-los com os instrumentos operacionais destinados à promoção das ações das instituições, organizações não-governamentais, fundações e empresas que intervêm, ou venham a intervir, nas áreas da cooperação internacional, independentemente da área específica da sua atuação.
O INA já formou cerca de 500 profissionais na área da Cooperação para o Desenvolvimento, dos quais 134 concluíram o DECODE.
O DECODE tem a duração de 120h presenciais (com suporte de uma plataforma e-learning).
Ver mais em    www.ina.pt   e o video   
Contactos   ina@ina.pt 

sexta-feira, Novembro 07, 2014

Engenharia do Técnico de Lisboa entre os melhores do mundo

Muitos Parabéns !  

IST - o Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa   foi considerado uma das melhores Escolas de engenharia de mundo de acordo com o Best Global Universities Rankings (BGUR), divulgado a 28 de outubro de 2014.
O BGUR, supervisionado pela Thomson Reuters e divulgado pela U.S.&World Report News, disponibiliza uma lista com as 500 melhores universidades de 49 países, tendo por base dez indicadores de desempenho que avaliam a investigação e a reputação a nível regional e global.
Nesta 1.ª edição do BGUR, a ULisboa é a melhor universidade portuguesa, colocada em 265.º lugar, sendo a 113.ª europeia, destacando-se neste  ranking a área de  Engenharia que coloca o Técnico na lista das 15 melhores Escolas de engenharia europeias
http://tecnico.ulisboa.pt/pt/noticias/2014/11/Tecnico_na_lista_das_melhores_Escolas_de_engenharia_do_mundo_

quarta-feira, Novembro 05, 2014

Gestores do Novo Banco querem privilegiar "clientes de confiança"

A crise financeira portuguesa continua fértil em erros, omissões, falhas de regulação e outros equívocos

A mais recente ideia peregrina é a dos gestores temporários do Novo Banco de indemnizarem os investidores em EUR 700 milhões papel comercial da Rioforte e da ESI Espirito Santo  Internacional cujo valor veio a revelar-se praticamente nulo. 

Falta confirmar se alguém  tem responsabilidades perante estes investidores desastrados.  
Na tradição e regulação bancária, os aforradores que investem em papel comercial e obrigações não podem recorrer ao banco gestor no caso de falha de reembolso pelo emitente.
Se alguém no antigo BES deu alguma “garantia” formal or informal, essa responsabilidade deve  ficado com o antigo BES, e não ser assumida pelo Novo Banco. 

O argumento que os investidores foram enganados ou induzidos em erro  também não colhe.   Na tradição bancária internacional, apenas os pequenos aforradores particulares (widows and orphans) podem argumentar a sua falta de conhecimentos, para ser protegidos e ressarcidos.  Mesmo assim, devem saber distinguir os instrumentos.  Quando aplicam em depósitos bancarios, estes aforradores inexperientes ficam  protegidos pelos Fundos de Garantia de Depósitos até montantes limitados.

Já os investidores profissionais tinham toda a obrigação de distinguir o papel comercial de um emitente de um depósito bancário garantido, e devem ter capacidade para absorver as perdas resultantes.    

Assim, as categorias incluem (1) os investidores inexperientes, que em qualquer caso deveriam ficar no antigo BES e (2) os investidores profissionais imprudentes que deveriam ter capacidade para absorver as perdas. 

Mas os gestores temporários do  Novo Banco introduzem agora uma nova categoria  3) os investidores “clientes de confiança” consideram importantes para a sua futura estratégia comercial. 

Esta ideia peregrina parece ser uma “inovação” da pior espécie.  Deve ser considerada  inaceitável num banco que depende do apoio do contribuinte, pois implica  investidores, muitos dos quais grandes profissionais, seleccionados  com base em critérios bastante subjectivos.  

Já que as autoridades reguladoras não conseguiraram evitar a má gestão no banco BES, espera-se que evitem perpetuar a mesma má gestão no Novo Banco.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

VER noticia http://economico.sapo.pt/noticias/novo-banco-vai-indemnizar-clientes-enganados-com-divida-do-ges_205347.html 


terça-feira, Novembro 04, 2014

Crédito ao consumo alimenta a crise

De 2000 a 2007 boa parte do problema da economia portuguesa  derivou  de uma má afectação de recursos financeiros, de má intermediação bancária pelos bancos portugueses e internacionais. Tivemos muito capital a entrar e não o alocamos bem.  Segundo o economista Ricardo Reis, o que falhou em Portugal desde 2000 não foi o montante de capital nem o Estado. Foi o facto deste capital ter sido mal aplicado

O fluxo de capital  vindo de credores como a Alemanha acabou por  financiar  o sector de construção e empresas pequenas, com menos de 10  trabalhadores,   em vez de apoiar as empresas  que podiam lançar-se no mercado exportador.

Mais recentemente, o crédito  concedido ao sector privado em Portugal tem  continuado a registar variações negativas em todos os segmentos com uma redução anualizada de -5,2% a Agosto 2014.  

Mas isto esconde uma divergência significativa.  O crédito a empresas não financeiras caiu -7,6% enquanto o crédito ao consumo caiu apenas -0.8% no mesmo período.  Isto demonstra que o má afectação dos recursos escasso continua a agravar-se.  E o crédito ao consumo reflecte-se directamente nas importaçãoes de bens de consumo inclusive bens duráveis como os automóveis,  cujas vendas aumentaram mais de 40%.   As importações voltaram a aumentar desde o final de 2014, em paralelo com a redução no desemprego do pico de 17,5% no terceiro semestre de 2013 até 13,9% recentemente. 



As empresas com  maior contracção de crédito foram as micro  e pequenas empresas, que apresentaram uma diminuição de quase 2 mil milhões de euros, face a dezembro de 2013.
o peso dos créditos de cobrança duvidosa no total do crédito concedido aumentou em Portugal, particularmente no segmento das empresas não financeiras (13,8%, +2 p.p. do que emdezembro de 2013).

Nas crises financeiras anteriores dos anos 1970s e 1980s, boa parte do ajustamento foi conseguido por aplicação dos plafonds de crédito e do imposto do selo sobre o crédito ao consumo, incluindo o crédito automóvel.   

Desta vez, parece que as autoridades  não conseguem or não querem contrariar esta má afectação de recursos escassos, outro erro de omissão das autoridades monetárias e fiscais.  

VER ROE 2015 e  http://www.negocioseempresas.info/#!ricardoreis/c19ep 







segunda-feira, Outubro 27, 2014

Portugal com emissões GEE abaixo da média

EU-28 chegam a acordo sobre o Pacote Energia-Clima que
prevê metas vinculativas de redução das emissões de gases com efeito de estufa de 40% em relação ao nível de 1990 e de pelo menos 27% de incorporação de energias renováveis, até 2030.
O compromisso alcançado pelos 28 Países Membros da UE contempla ainda o objectivo indicativo de aumentar igualmente em pelo menos27% a eficiência energética e em 15%  as interconexões, que agora limitam a capacidade de exportar energia verde. 

Os valores de emissões de Gases com Efeito Estufa (GEE) per capita divergem bastante entre os países da União Europeia, por isso o esforço não devia ser todo igual. 

Em 2010, Portugal tinha emissões GEE per capita muito abaixo da média europeia e da grande maioria dos outros países. 

Para obter a apresentação completa de Mariana Abrantes de Sousa sobre Economia + Verde, favor solicitar por e-mail. 

Fontes:  http://zap.aeiou.pt/lideres-europeus-chegam-acordo-sobre-pacote-energia-clima-46413?utm_source=news&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter  e  http://www.quercus.pt/comunicados/2014/outubro/3957-metas-de-energia-e-clima-para-2030-lideres-europeus-estabelecem-objetivos-pouco-ambiciosos