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segunda-feira, Outubro 20, 2014

UNL - Ciclo de Debates Alfredo de Sousa - Investimento Investimento, 20-Outubro, 18h Campolide


The Strategy of Public Investments

ciclodedebates

3rd debate of Cycle of Debates 

in Memory of Alfredo de Sousa

20 October 2014, 18h  


The third debate in memory  of Professor Alfredo de Sousa in under the theme "The Strategy of Public Investments" will take place on 20 October 2014, Monday, 18:00 
in room A120 - Campus Campolide, Lisbon 

Speakers
Miguel Poiares Maduro | Minister in the Cabinet of the Prime Minister and for Regional Development
José Soares dos Santos | Board Member do Grupo Jerónimo Martins
João Salgueiro | Economista
José Tavares | Moderator
Source:  http://www.novasbe.unl.pt/en/news-articles/news/862-foreign-investment-in-portugal-2nd-debate-of-cycle-of-debates-in-memory-of-alfredo-de-sousa-2
O que é mais importante para dinamizar o crescimento da economia portuguesa? 
O investimento público ou o investimento privado ? 


quinta-feira, Outubro 02, 2014

Diversificar fornecedores favorece mulheres empresárias WOB

SUPPLIER DIVERSITY  goES GLOBal   
Supplier Diversity programs  seek to source  products and services from previously  underutilized suppliers, such as those owned by  minorities and women, war veterans and others.
These policies originated with the US Government in the 1970 in response to the Civil Rights Movement to open doors in order to correct disparities of opportunity.  Other goverments and corporations had since joined this trend. Corporations started  implementing their own Supplier Diversity programs more than 30 years ago, in order to reflect the diversity  of their (mostly female) customer base, since women control 80 percent of consumer spending.  Big corporations also seek to gain access to fresh ideas and to innovative products and processes more attuned to customer preferences as well as to contribute to the economic strengthening of the communities in which they operate. Small businesses in general and minority and Women Owned Businesses (WOB) in particular, are creating more US jobs than any other sector.
Currently there are  Supplier  Diversity programs benefiting women-owned businesses based in the United States and Canada, but also in Eastern Europe and South Africa.  The EU funded program  “Small Suppliers in Global Supply Chains – Partnerships for Competitive Sustainability -  works with  large companies to recruit small and medium-size suppliers in Central and Eastern Europe (managed Copenhagen Centre).
Os programas de Supplier Diversity, diversidade de fornecedores, destinam-se a aumentar a compra de produtos e serviços a fornecedores desfavorecidos anteriormente subutilizados, promovendo activamente a inclusão de empresas detidas e geridas por mulheres e minorias nos processos de compras.  
Estas praticas de diversidade de fornecedores  tiveram origem no Governo dos Estados Unidos em resposta aos movimentos cívicos dos  anos 70s,.  Destinam-se corrigir disparidades de oportunidade, passando a beneficiar empresas sediadas nos Estados Unidos detidas, pelo menos a 51%,  e geridas por afro-americanos, hispânicos, (incluindo luso-americanos), mulheres, veteranos de guerra, entre outros. A elegibilidade das empresas é certificado por entidades independentes, como a WEBNC,  Women's Enterprise National Business Council.   As pequenas e médias empresas criam mais postos de trabalho que qualquer outro sector da economia Americana. 
Os programas de  Supplier Diversity generalizaram-se no  Canada , na Africa do Sul e na  Europa Oriental.  Cada vez mais empresas privadas americanas  têm vindo a criar programas de Diversidade de Fornecedores, definindo metas ambiciosas de originar até 20% das suas compras de bens e serviços em empresas sediadas nos Estados Unidos  detidas por minorias ou mulheres   Cerca de 97% das empresas da lista Fortune 500 já aderiram a estas politicas, incluindo Walmart, General Motors, IBM, Toyota e Microsoft, em parte para demonstrar a sua responsabilidade social e para reflectir a demografia dos seus clientes que são maioritariamente mulheres.  Adicionalmente, a Diversidade de Fornecedores tem outros benefícios, como  o acesso a ideias,  produtos e processos inovadores mais alinhados com as preferências das clientes e para  contribuir para a reforço  económico  das  comunidades onde as empresas estão preentes.  Algumas grandes empresas compradoras já alargaram os programas de diversidade  aos seus fornecedores internacionais, sobretudo a empresas baseadas em países em desenvolvimento. 
A Diversidade de Fornecedores ainda tem pouca expressão na Europa.  Actualmente, a EU patrocina o programa Parcerias para Cadeias de Abastecimento Global a fim de recrutar pequenos fornecedores baseados na Europa Central e Oriental, mas ainda não em Portugal. 
Da esquerda, Vasco Rato, Presidente da FLAD, Maggie Berry, Embaixatriz Kim Sawyer e Embaixador Sherman. (Foto: Embaixada Americana)WEConnect International,  uma NGO que certifica que as empresas são efectivamente detidas por mulheres, estima que, em média, menos de 1% das compras  de empresas e governos a nível global  provêem de fornecedores pertencentes a mulheres.  Actualmente os  programas  de Diversidade de Fornecedores do governo americano e de 97% das empresas da Fortune 500, beneficiam fornecedores sediados em apenas alguns países  http://weconnectinternational.org/en/get-certified#.  

Em Portugal, as mulheres empreendedoras precisam de Aparecer para Crescer para fazerem  crescer os seus negócios,  beneficiando dos programas de Diversidade de Fornecedores.  Por isso precisamos de  responder ao ao desafio de Maggie Berry de WEConnect Europe  que  apresentou a campanha de auto-registo gratuito   na sessão Connect to Success  patrocinada pela Embaixada American na FLAD a 15-Setembro-2014. 

O primeiro passo é auto-identificar-se como tendo um negócio detido e gerido por mulheres em Portugal.   Se é mulher, empresária, empreendedora e chefe de empresa, registe o seu negócio em 
http://weconnectinternational.org/en/get-self-registered 

O segundo passo  é aderir a programas de mentoria de negócios e de apoio mútuo: 
Connect to Success  Portugal, mais informações em 
https://www.facebook.com/connecttosuccessportugal, ou através do email CTSLisbon@state.gov 
WPO Women Presidents' Organization  http://www.womenpresidentsorg.com/join-wpo 

E o terceiro passo?  O terceiro passo é vender MAIS! 

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 

HP Supplier Diversity    http://www.hp.com/hpinfo/globalcitizenship/07gcreport/supplychain/supplier.html

Walmart Supplier Diversity  program to double purchasing from women owned businesses   http://corporativo.walmart.com/proveedores/diversidad-de-proveedores/1qte/
http://grandeconsumo.com/noticia/644/walmart-lanca-gama-de-produtos-criados-exclusivamente-por-mulheres
Walmart and WEConnect International search for women owned businesses as suppliers http://womenownedlogo.com/home.html
União Europeia, contratação pública e PMEs  http://ec.europa.eu/enterprise/policies/sme/business-environment/public-procurement/index_en.htm

terça-feira, Setembro 16, 2014

PALOPs no Congresso Mundial da Água, Lisboa, 23-Setembro

LUSOFONIA

Congresso Mundial da Água terá fórum dedicado aos PALOP

O tema dos serviços de água e saneamento nos países africanos de língua portuguesa será debatido em Lisboa a 23 de setembro, no âmbito da realização em Portugal do Congresso Mundial da Água.
Lisboa - O Congresso Mundial da Água (IWA 2014) realiza-se este ano em Lisboa, juntando milhares de profissionais do sector na capital portuguesa, com uma programação que incluirá um fórum dedicado especificamente ao tema da água e saneamento nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Esta iniciativa terá lugar no próximo dia 23 de setembro, terça-feira, entre as 12h e as 13h30, na sala Business Forum n.º1  do Centro de Congressos de Lisboa, no quadro do Congresso Mundial da Água.
O encontro contará com representantes da Empresa Pública de Águas de Luanda, da Administração de Infra-estruturas de Água e Saneamento de Moçambique, da Agência Nacional de Água e Saneamento de Cabo Verde, entre outros palestrantes.
O fórum sobre os PALOP decorrerá numa sala limitada a 50 pessoas, pelo que os interessados deverão inscrever-se até ao dia 17 de setembro junto do secretariado da organização
O acesso à exposição do Congresso e participação nos fóruns de negócio é livre, sendo que a organização apenas solicita registo prévio dos visitantes.

domingo, Setembro 14, 2014

Como se diz governance

Governance parece uma palavra nova e elegante, seja em inglês ou seja traduzida como governança ou governancia.

Mas o conceito de "boa governação" é bem mais antigo.

Na minha aldeia havia pouca gente muito rica ou muito pobre.
Havia, sim, gente remediada e bem governada, e havia gente mal governada.

Portugal é um país muito mal governado.
Para os "mal governados" não há recursos ou apoios que aguentem, estoiram tudo.

Por isso precisamos de uma vacina e tolerância zero contra os abusos e imprudências.
E temos de  adoptar princípios e praticas de "bom governo" a todos os níveis.

Desde logo, podemos recordar os provérbios financeiros, os ditados populares que sintetizam as boas praticas de séculos.

- Quem compra o que não pode vende o que não quer
- A quem for mau dispenseiro, não entregues o teu dinheiro

Ver mais em http://ppplusofonia.blogspot.pt/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html

Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia 

domingo, Setembro 07, 2014

Papas na língua e outras falhas de governação

A  queda do Banco Espirito Santo é o mais recente, e esperemos o derradeiro, buraco que apareceu na crise financeira portuguesa que sofremos desde 2008.  Ao fim de 6 anos, finalmente nos questionamos quem são os responsáveis, quem poderia ter evitado este desastre e como.
Estas análises forenses ou de “post-mortem” são muito importantes, ainda que as respostas mais imediatas, começando todos por apontar o dedo uns aos outros, dificilmente serão as mais certeiras.
Algumas coisas deveriam ficar claras desde logo:
- Os sistemas de governação funcionam em cadeia e a vários níveis, com normas e procedimentos, check lists, pesos e contrapesos e redundâncias ou back-ups. O desastre financeiro da dimensão desta (primeira?) bancarrota de Portugal do século XXI não ocorreu devido à falha de um ou outro único interveniente. Houve falhas em catadupa, dentro e fora de Portugal, dentro e fora do Estado.
- Para os incompetentes e irresponsáveis, a culpa é sempre dos outros, apressando-se eles a “sacudir a água do capote”.
Criticar faz parte das boas praticas de gestão de risco, especialmente quando é feito de uma forma equilibrada e transparente.  Ninguém gosta de um bufo, um “whistle blower” ou  um delator, mas é preciso ter sentido crítico e coragem para denunciar praticas abusivas ou simplesmente arriscadas. Sabemos que num Portugal ainda salazarento, premeia-se quem sabe manter a “bola baixa”, quem “entra mudo e sai calado”, quem “tem papas na língua”. Quando predomina o conformismo social, temos os “bland leading the bland”, a liderança dos brandos.  Quando predomina o conformismo autoritário, temos o problema de “power distance” excessiva, em que o chefe tem sempre razão, mesmo quando o “rei vai nu”.   
Convém recordar que quando a segunda pessoa a assinar um documento simplesmente “assina de cruz", está a criar a ilusão de escrutínio, dando falso conforto aos demais, o que representa um valor acrescentado negativo inaceitável.
Assim, que venha o escrutínio, que venham as comissões de inquérito.


E que não se limitem a crucificar esta ou aquela pessoa.  Com um “estampanço” desta magnitude, com custos sociais elevadíssimos, não será suficiente “retirar os malandros”.
A boa governação, que tanto nos falta em Portugal, faz-se com base em Princípios, Praticas, Procedimentos, Participação, Prudência, Ponderação, e não apenas com Pessoas
Impões-se um reflexão a todos os níveis. Não podemos deixar que os nossos bons “brandos costumes” nos condenem a pagar facturas colectivas cada vez mais elevadas por erros individuais e colectivos evitáveis. Por isso, não devemos desperdiçar a oportunidade que nos oferece esta crise  para criar e consolidar as bases de boa governação para um desenvolvimento económico e social sustentado, isto é para que esta seja a última bancarrota de Portugal.  

Mariana ABRANTES de Sousa