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domingo, maio 17, 2015

Acordo ortográfico vai servir para aumentar a literacia da lusofonia ?


 

Os linguistas e educadores podem dedicar-se à colocação dos hífens e dos acentos circunflexos, mas o grande "erro" histórico e o verdadeiro desafio  futuro é a baixa literacia da lusofonia.

Eis mais uma bela discussão do "sexo dos anjos".

O analfabetismo é o verdadeiro "indicador de desempenho da lusofonia", o que nos faz chumbar todos os dias na concorrência internacional, e é esse que deveria ser o objectivo da "educação para a prosperidade".

Basta recordar que todos os países lusófonos, com a possível excepção de Cabo Verde, têm níveis de alfabetização inferiores à dos seus países vizinhos. Não serão os ditames burocráticos mas sim a alfabetização, e a passagem da tradição oral para a pratica de escrita e de leitura o que vai fazer convergir o português  dos nossos povos,  o 5º ou 6º idioma mais falado, mas não mais lido, no mundo.

Resultado de imagem para lusofonia imagensSe todos os lusófonos tivéssemos podido LER "Os Lusíadas" estes 500 anos, estaríamos agora todos não apenas a falar,  mas a ler e a escrever, a "língua de Camões".

Quanto a este blog PPP Lusofonia, peço a compreensão dos leitores pelo "facto" de continuar a semear Cs, Ps, hífens e acentos de uma forma mais ou menos aleatória, dependendo do corrector automático do Google para reduzir a confusão.

Se tiverem dúvidas sobre a interpretação de um texto, perguntem.
Eis uma pista: recordem-se que em economia estamos quase sempre a falar de factos (dados, substância) e não de fatos (ternos, aparência, forma).

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia 
Ver http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html


Exportar ou sofrer

Agradecimentos a The Economist  e aos seus comentadores por voltar a explicar "ordoliberalismo", a "filosofia económica alemã" focada no "poupar e exportar", que tem o resultado dito "virtuoso" de  superávites externos crescentes.  
Obviamente que o mercantilismo funciona.  Para o exportador.

Que estranho  ler que "na Alemanha economia é visto como fazendo parte de  “filosofia moral".
Eu pensava que economia fazia parte de aritmética: Isto é, a soma dos excedentes de exportação dos países superavitários tem de ser igual à soma do defices de importação dos países deficitários.
A menos que os países exportadores sejam "tão virtuosos" que as sua exportações flutuem até Marte. Assim economia podia tornar-se um ramo de astronomia.  
(Se conseguirem fazer exportações extra-planetárias, melhor pedir pagamento antes de enviar o carregamento!)

Só porque os países credores têm mais dinheiro e tenham mais influência não quer dizer que tenham mais razão.  Isto é mais  um exemplo de como a má análise económica (feita sobretudo por juristas) alimenta conclusões politicamente incorretas e o conflito entre os povos europeus. 

Pode-se mudar de ministro como quem muda de camisa, e até de governos inteiros, mas a Eurozone e a Moeda Única estão ameaçadas enquanto as balanças comerciais dos países membros continuarem a divergir. Não há saída da nossa crise de endividamento externo que não passe pelas exportações.
Para os países deficitários, é exportar ou sofrer. 

A divergência comercial é insustentável e ameaça não só a Eurozone, mas os próprios europeus. 
Mariana Abrantes de Sousa
Ver  The Economist  Of rules and order 
Ver comentários em The Economist de PPP Lusofonia

sexta-feira, maio 15, 2015

PPP Summit 2015 Brazil

O PPP Summit 2015, em sua terceira edição acontecerá em 19 e 20 de maio em São Paulo

Oportunidade - Especialista de género, Moçambique, 5 anos

I.. International is seeking a Gender Advisor for a proposed 5 year, USAID-funded Mozambique Monitoring and Evaluation Mechanism and Services (MMEMS) project. The goal of the project is to make USAID/Mozambique a more effective and adaptive development organization by building the Mission’s capacity for performance planning, monitoring and reporting systems. The MMEMS project has three (3) objectives:

1) Improved Activity Management and Learning Capacity
2) Improved Monitoring and Performance Data
3) Ensure high quality and efficient Evaluation services
Responsibility:
The Gender Advisor will lead contractor support to USAID, stakeholders, and within MMEMS in all aspects of gender data collection and analysis to ensure that the overall emphasis of the CDCS on women’s empowerment is included in all monitoring, evaluation, and learning work. S/he will provide guidance on the use of performance indicators and evaluations to reflect progress toward gender equality outcomes and impacts throughout the life of the project. The Gender Advisor will be responsible for the design of gender analyses to assess gaps between men and women in Mozambique, and provide recommendations on empowering leadership and expertise of women and girls, and devise strategies for meeting their needs. S/he will ensure identified indicators incorporate consideration of gender sensitivities, geographic focus, population segmentation, and similar crosscutting strategic issues of importance to USAID/Mozambique, and will establish genderdisaggregated information requirements for data collection activities and reports; and highlight gender-based constraints and issues in connection with all assessments, surveys, studies, etc.
Qualifications:
  • Master’s degree or other advanced degree in international development, women’s/gender studies, research and evaluation, or other social sciences field;
  • Minimum 7 years’ experience in gender assessments and gender mainstreaming for international development programs including incorporating gender concerns in the design and implementation of USAID evaluations.
  • Demonstrated track record of successful capacity building with various counterparts, beneficiaries, and stakeholders, including government officials, USAID representatives, private sector associations, local universities, etc.;
  • Proven experience working with a diverse group of stakeholders, including donor/development organizations, government officials, civil society leaders, community leaders, and project beneficiaries;
  • Excellent written and oral communication and outstanding interpersonal skills;
  • Familiarity and experience working in sub-Saharan African context, culture, and society; experience in Mozambique desired;
  • Fluency in Portuguese preferred. At minimum, fluency in Spanish required.
  • About the Organization
  • ...International is a US-based firm providing exemplary research and consulting services to domestic and international clients in the areas of impact evaluation and program evaluation studies, applied research, policy analysis, quantitative and qualitative data analysis, and technical assistance.
  • Contact:  ppplusofonia@gmail.com
  • SEE original RfP https://www.fbo.gov/index?s=opportunity&mode=form&id=0fdc41b61421804fded9ec8e256f5a1b&tab=core&_cview=0

Harvard case teaching seminar in Lisbon, 28-Sept-2015

Harvard Business Publishing in Lisbon offers  a 1-day intensive workshop on teaching with cases.on September 28, 2015 in Lisbon for the first time.  
During the first half of the day, attendees play the role of student, discussing cases as in a traditional participant-centered MBA class. The seminar facilitator uses these sessions to model effective techniques for questioning, listening, and guiding the discussion.
During the second half of the day, attendees shift to the mindset of a professor preparing a case. Participants practice crafting a teaching plan, devise conversation-driving discussion questions, and map out board plans.
By the end of the workshop, seasoned teachers will gain higher levels of proficiency in leading case discussions, while new case teachers can expect to learn core skills.
To see more resources on case teaching, visit the Case Method Teaching web page.


quinta-feira, maio 14, 2015

Oportunidade - Finanças Públicas Guiné Bissau

Especialista em finanças públicas - Guiné-Bissau
 responder até 15-maio-2015  
Título: Apoio a Projetos para o Ministério da Economia e das Finanças da República da Guiné-Bissau para a elaboração de um programa de reforma das finanças públicas
Local: Guiné-Bissau
Início do projeto: 1-Jun-2015
Duração: 40 dias
Favor enviar CV em formato EU para ppplusofonia@gmail.com
EuropeAid/132633/C/SER/multi

O objectivo global da prestação de serviços é de apoiar o Governo da Guiné-Bissau, particularmente o Ministério da Economia e Finanças (MEF), na melhoria da governação financeira na Guiné-Bissau.
O objectivo específico da prestação de serviços é definir um programa de reforma das finanças públicas, a médio prazo (3-4 anos), incluindo um plano de ação seqüenciado. 

Portugal vai e vem na saúde

As iniciativas sucedem-se na saúde em Portugal.

A Health Cluster Portugal reune esforços nas seguintes areas: 
- Bem-estar e envelhecimento ativo 
- Medicina preventiva, personalizada e participativa (doenças neurodegenerativas, cancro, cardiovasculares, degenerativas osteoarticulares, inflamatórias, infecciosas, metabólicas) 
- turismo de saúde e  eHealth
Saber mais em   http://healthportugal.com/ e info@healthportugal.com  

Life Sciences US Trade Mission to Portugal 2015, 1-3 June 2015 
De 1-3 junho de 2015, a Embaixada Americana vai trazer uma comitiva comercial a Portugal dedicada às Ciências da Vida, liderada pelo  Prémio Nobel 2006 Dr. Craig Mello 
A Missão irá fomentar a cooperação e criar sinergias entre os EUA e os empresários portugueses, empresas, investidores e instituições de investigação. Os participantes terão a oportunidade de interagir com os principais líderes de Portugal na indústria de ciências da vida e descobrir oportunidades de investimento, desenvolvimento de novos negócios, e de colaboração em I & D. 
Um dos principais focos da missão é acelerar a inovação e trazer ideias, medicina e tecnologia do laboratório para o mercado.
VER https://www.eventbrite.com/e/life-sciences-trade-mission-to-portugal-registration-16376614896 

Clinia Malo internacionaliza-se 
Mas o mais interessante for ver um anúncio da MALO SMILES no comboio suburbano em Newark, New Jersey 
Afinal de contas, toda a gente merece um sorriso bem aberto! 

Porquê investir na saúde em Portugal?
O setor de Ciências da Vida é um setor importante e em rápida evolução em Portugal
Portugal acolhe várias instituições excelentes de I & D de classe mundial apoiando investigadores na vanguarda da ciência médica.
Portugal tem mão de obra técnica altamente qualificada e instruída.
Portugal posiciona-se como um dos países da Europa em termos de número de médicos por 1.000 habitantes.
Portugal acolhe a única organização internacional de pesquisa na Europa no domínio da nanociência e da nanotecnologia.

Instituições académicas de prestígio como o MIT, Harvard, Carnegie Mellon e UT Austin têm formado parcerias com Portugal para promover I & D e   intercâmbio académico.

UE vai financiar projetos no valor global de 30 ME nos PALOP e Timor-Leste

São Tomé, 30 abr (Lusa) - Os países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste assinaram hoje com a União Europeia, na capital são-tomense, um protocolo de cooperação para o período 2015-2020 orçado em 30 milhões de euros.


O protocolo destina-se a financiar projetos a serem identificados nas áreas de cooperação conjunta de gestão do emprego e desenvolvimento das capacidades de governação.

O primeiro-ministro são-tomense Patrice Trovoada, que presidiu ao ato de assinatura do protocolo, disse que os PALOP e Timor-Leste têm hoje "novos desafios e novas ambições", por isso têm que ser capazes de adaptar simultaneamente os seus programas de cooperação "a realidade de cada um dos nossos países".

Essa adaptação, ainda segundo o governante são-tomense, tem que abranger igualmente os respetivos espaços geográficos de inserção.

"Desde 1992 os nossos países tornaram-se mais democráticos e mais abertos ao mundo, participando na economia global com todos os desafios que essa participação comporta", lembrou o primeiro-ministro são-tomense.

"Resta, contudo, um enorme caminho a percorrer, para reforçar o Estado de Direito democrático, eliminar a pobreza e reduzir a grande dependência das nossas economias aos choques externos e a ajuda pública ao desenvolvimento", acrescentou Patrice Trovoada.

O primeiro-ministro são-tomense garantiu que o seu governo está empenhado em tudo fazer para melhorar o clima de negócio, dentro de uma visão estratégia de medio e longo prazo que "integra o espaço sub-regional e coloca o sector privado no centro do processo de criação de riqueza e da consequente redução do desemprego e do endividamento externo".

http://www.sapo.pt/noticias/ue-vai-financiar-projetos-no-valor-global-de-_554262d851bdcc8d2d48aa55

quarta-feira, maio 13, 2015

TAP empresa chave no principal sector da economia tem que ser auto sustentável

Como se assegura o serviço público?
Mariana Abrantes de Sousa, economista e autora do blogue PPP Lusofonia, entende que, por esta altura, a privatização ou a manutenção da TAP enquanto empresa pública já é irrelevante no que toca a assegurar a sustentabilidade financeira. "O que é preciso garantir é que a empresa é gerida de forma rigorosa e profissional". Mas a privatização é um instrumento que tem de ser utilizado para proteger os contribuintes. "A privatização é um meio, não um fim, para retirar o contribuinte deste processo e forçar a TAP a viver dentro das suas possibilidades e a ser eficiente. A TAP - e quem diz a TAP diz o Metro de Lisboa, o Metro do Porto, a CP e a maioria das empresas públicas - está a andar com o cartão de crédito dos contribuintes e isso não é sustentável", critica.
Seja qual for o desfecho para a companhia aérea, acrescenta, o que não pode acontecer são os "subsídios avulsos". A especialista em parcerias público-privadas defende um modelo em que, sendo privada, a TAP continuaria a beneficiar dos chamados smart subsidies, ou subsídios inteligentes (em quesmart, na sigla em inglês, significa específico, mensurável, alcançável, relevante e com limite de tempo), através dos quais o Estado continua a subsidiar algumas rotas (como os arquipélagos dos Açores e da Madeira ou os PALOP, por exemplo). Assim, continuam a assegurar-se os serviços públicos.
"O que é proibido pelas regras europeias é aquilo a que chamo de subsídios avulsos, em que se acumulam perdas, abrem-se buracos, os pilotos fazem as greves que quiserem e, no fim do ano, o Estado paga a diferença", explica. Não é o caso dos smart subsidies. "O Estado pode assegurar, por exemplo, um voo por semana para a Graciosa, mesmo que só leve 5 pessoas e que não seja rentável. Nesse caso, não seria uma ajuda de Estado, mas uma compra de serviço, que não dura indefinidamente, mas por um período determinado".

É imprescindível melhorar a gestão da TAP, e o o desempenho financeiro, operacional da TAP, e se para isso é necessário privatizar, então privatize-se. Alguns dos empregados da TAP querem ir ao bolso do contribuinte quando há perdas.

A TAP é uma empresa chave no maior sector da economia portuguesa,  o turismo.  Mas o sector da aviação está cada vez mais concorrencial, não há margem para erros.   Se a TAP estiver mal estruturada, mal gerida e com problemas laborais persistentes, o Estado terá que pagar um  investidor para ficar com ela, para suportar as perdas que ficavam por conta do contribuinte no passado. 
Em 38 anos, a TAP teve lucros apenas em 11 anos. 

Sobre referendos, ohar para a Dinamarca.

A Dinamarca é um grande pequeno país que dá cartas.  Com metade da população de Portugal, dá cartas em vários sectores, nos transportes marítimos, nos brinquedos, nas salsichas, nas peles de vison, etc.

A Dinamarca também votou contra o Tratado de Maastricht e contra o Euro, e negociou diversas isenções das regras Europeias em matéria de defesa, policia, justiça.

Alguma coisa souberam os dinamarqueses que escapou aos portugueses!

Denmark, the little country that can.
Ver http://en.wikipedia.org/wiki/Danish_opt-outs_from_the_European_Union


terça-feira, maio 12, 2015

Semana do Desenvolvimento, 13-17 Maio, Forum Lisboa

O desenvolvimento somos nós ! 
Evento:  A Semana do Desenvolvimento
Datas:  13 e 17 de maio 2015 
Local:   Fórum Lisboa, Avenida Roma 14-L, 1000-265 Lisboa
Organização:   Plataforma Portuguesa das ONGD e  suas associadas  com diversos apoios
Contactos Tel: 218872239, 
skype: plataformaportuguesadasongd
Entrada livre 
Esta inicativa  enquadra - se nas comemorações do Ano Europeu para o Desenvolvimento, e procura promover uma reflexão crítica sobre as questões do Desenvolvimento e criar oportunidades concretas para a mobilização dos cidadãos e cidadãs.
Seminários, workshops e tertúlias, sessões de cinema, exposições e várias outras atividades de cariz cultural para todas as idades, marcam esta semana que pretende envolver todos na construção de soluções para os problemas globais.
Venha explorar como pode contribuir para o desenvolvimento dos países da Lusofonia

segunda-feira, maio 11, 2015

WPO Mulheres chefes de empresa unem-se para ir mais longe

Acesso a capital é principal dificuldade das empreendedoras diz a WPO Women Presidents' Organization 




O acesso ao capital é o principal problema das mulheres empreendedoras. Elas recebem apenas 4% do total dos empréstimos e 7% do venture capital. Com o objectivo de partir o chamado tecto de vidro que impede as mulheres de chegar ao topo das empresas foi criada a The Women Presidents’ Organization que representa empresas de mais de um milhão de dólares. Esta associação acaba de lançar um capítulo em Lisboa liderado por Mariana Abrantes de Sousa. "Capital Humano" de 16 de Março de 2015.

sábado, maio 09, 2015

Inputs Outputs Outcomes Impact- Education

See in English below  
A mais recente evolução nos mecanismos de pagamento por serviços públicos é quase uma revolução na gestão das finanças públicas. O Estado tradicionalmente pagava os recursos   necessários para a prestação dos serviços públicos  entradas (inputs, salários dos professores, salas de aula, livros) ou às vezes a produção (outputs, número de alunos, horas de aula).  Agora alguns Governos passaram a pagar por resultados (outcomes, aproveitamento escolar dos estudantes, desempenho nos exames nacionais e internacionais).  

Claro, o que realmente importa nos serviços públicos é o impacto, os benefícios a longo prazo de mais e melhor educação, a nível pessoal e em termos  sócio-econômicos tais como a  empregabilidade, a versatilidade, a produtividade ea  remuneração da força de trabalho.  Estes resultados finais raramente podem ser medidos no contexto do   ciclo de orçamental  anual.

 O que sabemos é que mais professores (recursos) e mais horas de aula (produção) não é garantia de melhores resultados de aprendizagem, nem de maior impacto em termos emprego e crescimento económico.
Como o artigo abaixo indica , os alunos portugueses passam mais tempo em sala de aula, mas esse esforço extra não se reflecte em melhores resultados em testes internacionais.

Portugueses são os que têm mais aulas de matemática da Europa
Fonte:   http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=772054

The latest evolution in the mechanisms for paying for public services is nearly a revolution in public financial management.  Where the State traditionally paid for inputs (teachers' salaries, classrooms, books) or sometimes for outputs (number of students taught, class hours),  it is increasingly paying for  outcomes or results such as student academic perfomance in national and international testing.

Of course, what really matters in public services is impact, the long term personal and socio-economic benefits of more and better education in terms of employability, versatility, productivity and remuneration of the labour force, but these cannot be measured in the context of the annual budget cycle.

What we do know is that more teachers (inputs) and more class hours (outputs) is no guarantee of better outomes (learning and test results), nor of greater impact (employment and economic growth).
As the  article  above  reports, Portuguese students spend more time in class, but this extra effort is not reflected in better results on international tests.


Técnicos sénior Mais-Valia nos PALOP candidaturas até 8-maio

A Fundação Calouste Gulbenkian lança dia 8 de abril uma nova edição do Mais Valia, o projeto de voluntariado para maiores de 55 anos que atua na área da cooperação para o desenvolvimento nos PALOP.

O Mais Valia junta profissionais experientes que voluntariamente se oferecem para integrar projetos já em curso, respondendo às necessidades identificadas pelos parceiros que atuam nos países africanos de língua oficial portuguesa.

Os candidatos deverão ter idade superior a 55 anos, formação académica ou técnica especializada, experiência profissional, e disponibilidade para integrar missões com um período previsto de dois meses.

Nesta edição serão privilegiadas as competências na área da Saúde, Educação, Agronomia e os diversos ramos da Engenharia, áreas que podem dar um maior contributo no reforço institucional e na resposta às necessidades encontradas no terreno.

As candidaturas podem ser submetidas de 8 de abril a 8 de maio aqui
http://www.gulbenkian.pt/Institucional/pt/CanalFCG/Noticias/Noticia?a=6445 
O processo de seleção desenrola-se em três fases: a análise do boletim de candidaturas, a entrevista pessoal e formação intensiva e só os candidatos selecionados em cada uma delas serão contactados.

Ver também http://www.tvi24.iol.pt/economia/medicos/gulbenkian-recruta-qualificados-para-voluntariado-nos-palop

Gulbenkian recruta qualificados para voluntariado nos PALOP Técnicos têm de ter mais de 55 anos

quinta-feira, maio 07, 2015

TAP - Gaivotas em terra anunciando tempestade


O direito à greve foi conquistado ainda no século XIX pela grade maioria de trabalhadores maltratados e abusados. 

Mas agora no século XXI, o direito à greve passou a ser abusado pelos empregados mais bem pagos de empresas monopolistas,  como os transportes e a aviação. Só nestes sectores é que os empregados conseguem apropriar-se de algum do poder monopolista dos seus patrões para capturar mais algumas regalías, frequentemente em detrimento não dos capitalistas mas dos utentes ou consumidores.  
E mesmo nas empresas publicas monopolistas, cujas perdas são suportadas pelos contribuintes como accionistas acidentais, apenas os empregados mais especializados  tais como os maquinistas os pilotos ou os médicos conseguem exercer este “direito”, que virou um privilegio de uma minoria exclusiva.

Podemos continuar a falar de direitos de todos, ou passamos a falar de privilégios de alguns? 

Quantos trabalhadores por conta própria conseguiriam exercer o direito à greve, por um único dia que fosse? 

Afinal de contas, são os  operários indiferenciados, os pequenos empresários, os trabalhadores independentes que suportam os custos das greves em termos de inconveniência para os clientes e em termos de perdas para os contribuintes, para que os "bem empregados" possam acumular ainda mais regalias e mais direitos.

Direitos que deram para o torto. 

Mariana Abrantes de Sousa