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quinta-feira, maio 14, 2020

TARGET2 aponta para outra crise, pior

TARGET2  rising (in)balances point to another Eurozone crisis  in 2020, worse than 2018-2012 

Os saldos do sistema TARGET2 de pagamentos entre os Bancos Centrais da Eurozone são um indicador-chave da crise da balança de pagamentos intra-europeia e continua a ser um marcador da instabilidade financeira da Eurozone.  A partir de setembro de 2015, o BCE fornece os valores num banco de dados comum.

Os saldos a receber e a pagar entre os Bancos Centrais nacionais deveriam reverter sempre para perto de zero. 

Parte do superavite do Bundesbank alemão reflete a fuga de capitais voláteis (hot money) para a Alemanha, que aumenta em momentos de incerteza e de maior risco e podem moderar em tempos da acalmia.

Mas outra parte destes desequilibrios refletem os saldos comerciais em desquilibrio persistente, crescente e perigoso.

A divergência acentuada e progressiva dos saldos TARGET2 desde 2015 vai ser, mais uma vez,  insustentável.
A crise financeira e politica vai rebentar, só não sabemos quando e como.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista
Fonte: http://www.eurocrisismonitor.com/

quinta-feira, abril 23, 2020

Forum Energia e Clima: Consumidor-poluidor passa fatura a outros

Muitos parabéns pela organização do Forum Energia e Clima e da Conferencia do Dia da Terra 2020 de ontem.

Aprendi imenso, especialmente acerca da Economia Circular, e foi um prazer poder contribuir para a compreensão de um desafio mundial a partir da minha pequena aldeia na Beira Alta e ouvir participantes de toda a Lusofonia.

Na minha experiência, a influência dos financiadores na sustentabilidade ambiental é relativamente modesta, apesar dos movimentos como os Equator Principles facultativos, as novas normas obrigatórias para a concessão de crédito implementadas por bancos centrais para os bancos comerciais que supervisionam e os critérios ESG (Environmental Social and Governance) implementados pelos MDBs Multilateral Development Banks como o Banco Mundial, IFC, BEI, BAD etc para os seus financiamentos.

Na minha opinião, o mais importante seria mesmo obrigar o encerramento de centrais térmicas onde não são essenciais e limitar a cilindrada e as emissões de GEE Gases com Efeito Estufa per capita nos países desenvolvidos, onde a mitigação devia ser obrigatória. Tributar a poluição e os tratamento de resíduos do nosso consumo seria uma forma importante de mitigar as emissões e incorporar o custo da poluição no preço a pagar pelo consumidor-poluidor, que está sobretudo nos países mais ricos.

Se o custo de tratamento de resíduos poluentes parece muito elevado, devemos comparar com o custo económico e social das doenças e outros danos causados pela poluição e pelas “epidemias”, incluindo aquelas de doenças não infecciosas como o cancro.

As atuais proibições de financiar novas centrais térmicas prejudica bastante os países mais pobres, alguns dos quais até têm acesso a depósitos de combustível fóssil e taxas de electrificação de cerca de 50% ou menos.

Seria muito importante assegurar que o combate às alterações climáticas, à Covid e outros grandes RISCOS planetários não aumente as disparidades entre países e entre populações ricas e pobres, aumentando a divergência de fortunas e os riscos de conflitos.

Apoiar os países mais vulneráveis implica aumentar bastante mais os investimentos na adaptação às alterações climáticas e na proteção de populações vulneráveis, sobretudo em WASH, água, saneamento, resíduos e higiene/saúde, e energia renovável barata e acessível.

Podíamos começar por TREINAR mais electricistas e canalizadores nos locais mais carentes.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista e Consultora Financeira 

Ver video   https://www.facebook.com/forumenergiaeclima/videos/536429620283819/UzpfSTEwMDAwMTM3NDM5MjExNjoyNzc0OTYxNTU1ODkyOTY0/