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segunda-feira, junho 01, 2020

Carmen Reinhart especialista em crises no Banco Mundial

Carmen Reinhart, a nova Chefe Economista do Banco Mundial, vai poder aplicar os seus grandes conhecimentos de crises financeiras do passado para precaver as diversas crises em curso em 2020, o Ano de Todas as Crises
Um dos seus artigos mais importantes foi a análise dos riscos do sobre-endividamento quando a divida de um país sobe acima de 90% do PIB, que ajudou a perceber a crise da Eurozone que rebentou sobre Portugal. 
Recentemente ela tem estado a investigar o aumento dos créditos da China a diversos países que vai certamente levar a novas crises financeiras.  
Eis uma teoria para analisar: porque é que a China empresta tanto dinheiro a países tão frágeis ? A China concede créditos insustentáveis porque tem que fazer algo com os seus superavites comerciais insustentáveis. O "CAB surplus" da China leva à acumulação de divida externa de muito países, a começar pel dívida dos Estados Unidos. 
O credor não tem sempre razão, mas tem sempre responsabilidade pelo crédito malparado.

sábado, maio 23, 2020

Caveat Creditor 3 - Argentina falha pagamento de juros de dívida externa

Bandeira da Argentina | A grama da vizinhaNotícia do dia: A Argentina entrou em default pela 9ª vez na sua história.
Os títulos de jornal não contam a história toda, nem contam a história bem. Depois de oito defaults, os credores internacionais voltaram a AVALIAR MAL a capacidade de reemboso da Argentina e tomaram decisões de crédito erradas, pela 8ª vez.
O sobreindividamento resulta de uma MÁ DECISÃO A DOIS, o Credor e o Devedor, em que o credor tem mais controlo e mais responsabilidade ao facilitar a acumulação de crédito insustentável, que fica rapidamente "mal parado" e em incumprimento.
Triste é o povo Argentino voltar a sofrer a austeridade pela 9ª vez.

Nada disto surpreende quem conhece a Argentina, os mercados financeiros internacionais, e a imprensa internacional.
- A gestão financeira da Argentina continua a ser caracterizada pela falta de prudencia, por ciclos de altos e baixos
- Os credores continuam a ser irresponsáveis e a fazer crédito "mal parado" desde a assinatura.
- Nos titulos dos jornais, a culpa de um incumprimento é sempre atribuida ao Devedor, salvo rarissimas excepções, como no artigo citado abaixo (Turner 2013) sobre as falhas do sistema financeiro internacional.
Se os credores internacionais fossem obrigados a sofrer a "first loss", um pequeno "haircut" de 5%, haveria muito menos casos de sobreendividamento e de austeridade, e menos crises financeiras.
Com a Crise Económica 2020 resultante da Crise Covid19 vamos ver mais notícias destas, especialmente se os "apoios" oferecidos aos países pobres mais afetados vierem na forma de crédito (insustentável) e não na forma de subsídios ou grants. #caveatcreditor, #Divergence, #Imbalances
Mariana Abrantes de Sousa, Economista
VER https://www.dnoticias.pt/mundo/argentina-falha-pagamento-de-parcela-da-divida-e-activa-processo-de-default-LC6150508

BIS Working Papers, No 419, Caveat creditor, by Philip Turner, July 2013
"One area where international monetary cooperation has failed is in the role of surplus or creditor countries in limiting or in correcting external imbalances. The stock dimensions of such imbalances - net external positions, leverage in national balance sheets, currency/maturity mismatches, the structure of ownership of assets and liabilities and over-reliance on debt - can threaten financial stability in creditor as in debtor countries.
Creditor countries therefore have a responsibility both for avoiding "overlending" and for devising cooperative solutions to excessive or prolonged imbalances."
VER https://www.bis.org/publ/work419.htm

sexta-feira, outubro 11, 2019

PPPs em dólares, crise financeira à vista

As PPPs não são más, são é MUITO mal desenhadas e mal geridas.  
Eis uma má ideia muito popular com os concessionários e os credores, mas que fica cara  contribuintes:  Denominar os contratos de concessão de obras e serviços públicos e especialmente os contratos de financiamento em USD moeda estrangeira,  para proteger os credores das desvalorizações da moeda local. Assim, se houver desvalorização os utentes e os contribuintes locais é que vêm as tarifas e os encargos do Concedentes e dos contribuintes. a disparar. Quem paga os aumentos do passivo em última instância ? Pagam os contribuintes locais  quando os Governos têm que pagar as crescentes "PPP Contingent Liabilities" para proteger os ratings AAA dos grandes bancos internacionais e MDBs. 
Deveria haver melhores soluções para financiar e pagar investimento em infraestrutura e serviços públicos em países com deficits externos, países emergentes e não só. 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista e Especialista em PPP 

VER "Pacote prevê dolarização de contratos para agilizar concessões e PPPs
Estadão  05/10/2019]
 https://www.gazetadopovo.com.br/republica/concessao-dolarizacao-estudo-ppps-novo-pacote/


A Câmara Federal e o governo preparam um pacote para simplificar e dar mais garantias nos contratos de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), com o objetivo de destravar investimentos em infraestrutura no país. Entre as medidas em estudo estão incluir permissão para que contratos de concessão cobrem tarifa em dólar, desde que o cliente também tenha receita em moeda estrangeira.

Relator do pacote na Câmara, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) quer apresentar seu relatório até o fim de outubro, prevendo um novo marco regulatório para PPPs, concessões e fundos de investimento. O deputado tem mantido conversas sobre o projeto com integrantes da equipe econômica do governo, que deve encaminhar sugestões oficialmente ao Congresso nos próximos dias.

Uma delas propõe a possibilidade da "dolarização" dos contratos de concessão. A medida altera um decreto-lei de 1969 que veda a existência de contratos com pagamento em moeda estrangeira e prevê algumas exceções. Entre elas, o contrato entre concessionária em infraestrutura com exportadores. Uma concessionária que tem receita em real poderia contrair uma dívida em dólar e se proteger da variação ao fechar contrato em dólar com empresa que recebe na moeda estrangeira. Um exemplo é a operadora de ferrovia fechar contrato em dólar com uma exportadora.

Uma das alternativas em análise pelo relator é a criação de um fundo garantidor para suportar o hedge cambial, forma de proteção contra a variação da moeda. O fundo poderia ser lastreado com recursos das concessões.

Prazo
A ideia é também retirar o prazo máximo dos contratos de PPPs, que hoje é de 35 anos. Para o deputado, muitos projetos precisam de uma perspectiva de investimento mais duradoura para terem viabilidade. "Tem investimento em que não se pensa nesse prazo. É mais do que ampliar, queremos que não se tenha um limite de prazo", observou. Está em análise também se, o tempo mínimo, de cinco anos, seria mantido.

Um modelo de concessão simplificada também deve constar do relatório do deputado. O formato seria usado para projetos de menor porte e complexidade. Para integrantes do Ministério da Economia, o padrão poderia ser aplicado, por exemplo, para serviços de mobilidade urbana.

A ideia é encurtar o "ritual" pelo qual passa uma concessão de menor estrutura. Em sentido similar, o deputado Arnaldo Jardim ainda quer ampliar o uso do modelo de autorização, pelo qual o poder público permite à iniciativa privada a exploração de uma atividade fora do regime tradicional de concessão ou PPP.

O relator estuda ainda impedir que as concessionárias de serviços públicos entrem com pedido de recuperação judicial. "Nós achamos que recuperação judicial não combina com concessões", disse o deputado. Dessa forma, a ideia é que a lei de falência e recuperação judicial não seja aplicada às concessionárias, assim como não pode ser usada por empresas públicas e sociedades de economia mista, por exemplo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo."
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/concessao-dolarizacao-estudo-ppps-novo-pacote/
Copyright © 2019, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

sexta-feira, setembro 20, 2019

Caveat Creditor 4 - Devedores e contribuintes pagam por credores irresponsáveis

Quem deve, treme
Caveat creditor ?
Não, na Europa os credores tremem pouco, raras vezes são obrigados a perdoar parte excessiva dos créditos que concederam. Portugal orgulha-se (?) a reembolsar tudo o que pode ... e o que não pode. Os credores (abusivos) geralmente passam a sua parte da perda aos contribuintes (coitados). Vai a Ministro quem aperta os contribuintes para salvar os erros dos credores e dos seus acionionistas. Ver o artigo no meu blog PPP Lusofonia, 21-fevereiro-2012 "It takes three to generate moral hazard": credores, devedores E contribuintes.  
Ver Creditor moral hazard  21-fevereiro-2012   https://ppplusofonia.blogspot.com/2012/02/it-takes-three-to-generate-moral-hazard.html 

Os credores, na mó de cima, conseguem quase sempre manter a sua narrativa de negação, pelo menos no curto prazo.  Para o credor como  "pai incógnito", a divida excessiva é sempre um problema apenas para a devedora "mãe solteira".  O credor "não esteve nem lá", estava em Londres, em Frankfurt, em Amsterdam ou em Shangai nesse dia quando crédito excessivo foi concebido, não concedido. 

Denial- Mostly on the part of the creditors, who refuse to take responsibility for their part in the credit bubble, and prefer to believe that it's all the borrowers' fault. Credit by immaculate conception, fatherless,  one might say. (Dívida de pai incógnito, we would say in Portuguese).

But the foolish creditors can be SWIFTly traced.  
After all, it was the German banks that reached leverage of 49X....


Ver: Creditor denial of responsibility  sábado, abril 07, 2012  Stages of Grief in the Eurozone, Debt workout 101 - part 8 

Eventualmente, haverá analista que apontam o dedo para os credores:  Creditor moral hazard during EMU debt crisis http://www2.aueb.gr/conferences/Crete2014/papers/Bratis.pdf

Credito sonhos dá pesadelos 
Mas os bancos "salvos" pelos contribuintes rapidamente voltam a  a criar mais uma bolha de crédito ao consumo, para financiar "Casamentos (leia-se Boda) de Sonho, Viagens de Sonho, foram os mesmos bancos que criaram os nossos pesadelos.




Novo credito sonhos dará velhos pesadelos
E quanto maior o SONHO do crédito ao consumo, consumista e improdutivo,  maior voltará a ser o PESADELO para os devedores e para os contribuintes.

´São estas tendências que se podem antever já nas importações "fiadas", e na degradação das contas do comércio externo.  Ver http://ppplusofonia.blogspot.com/2019/09/pt-contas-externas-invertem-tendencia.html

Mariana Abrantes de Sousa, Economista





domingo, julho 14, 2019

Recycling "petrodollars" 6.0 - Chinese style in Africa

Como Reciclar "Petrodollars" 1.0,  OPEC, anos 1970's
Eu sou do tempo em que o sistema bancário internacional se ocupava a receber depósitos dos países membros da OPEC nos seus anos dourados, quando tinham acabado de descobrir o seu poder de monopólio, cortando a produção de petróleo para subir o preço e acumulando ENORMES superavites de comercio internacional.
Resultado de imagem para africa hidden debt reinhart
Os "money center banks" como o Chase onde eu trabalhava recebiam os EXCEDNTES da Venenezuela e da Arabia Saudita,  que intermediavam em EMPRESTIMOS a outros países que necessitavam continuar a IMPORTAR  petróleo, como o Brasil.
Eu própria assinei muitos desembolsos para financiar a construção da mega-barragem do Itaipu, entre outros empréstimos menos produtivos. 
Obviamente, que estes ENORMES fluxos acabaram mal.  A CRISE de SOBRE-ENDIVIDAMENTO da America Latina nos anos 1980's, que eu também vi de perto na Cidade do México, necessitou reestruturação de divida externa de dezenas de países.

O fenómeno repete-se, pois parece que não aprendemos nada com o sofrimento de tantos países endividados:
i.   Superavites comerciais excessivos (X-M)>>>0 , desequilíbrios comerciais persistentes, não auto-corrigidos
ii.   Excessos de crédito internacional.  Países excedentários, como a Alemanha, a China, a Holanda,  persistem  em financiar suas exportações (vendor financing) muito para além da capacidade de reembolso dos países deficitários.
iii. "Sudden stop", corte brusco nos financiamentos à importação dos países deficitários
Resultado de imagem para imagem mo de cima mó de baixoiv.  Pressão dos credores "over-extended", da "mó de cima" sobre os devedores sobre-endividados da mó-de-baixo para passar TODO o custo de ajustamento e partilhar os custos entre credores e devedores.  Juntam os três à esquina, numa TROIKA. Na narrativa dos media financeiros, os credores são  desresponsabilizados pelos créditos mal parados, toda  a CULPA é dos devedores.
v.  Apertão e repressão financeira nos países devedores, com cortes de GDP, de  salários e de rendimentos, de pensões, de investimento e de serviços públicos.  Vendem-se ativos ao desbarato ("anéis"como as ações  da EDP e da REN) para continuar a importar pechisbeque (t-shirts).
vi. Recuperado algum equilíbrio financeiro dos devedores, o Ciclo do sobre-endividamento recomeça com excesso de credito externo ...

Como Reciclar "Petrodollars" 2.0,  .... anos 1980's (ver detalhes em separado)
Ciclos de sobre-endividamento repetem-se apesar da criação do Cook Ratio em 1988. 

Como Reciclar "Petrodollars" 3.0,  Asia, anos 1990's (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 4.0,  ..., anos 2000's  (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 5.0,  Eurozone, anos 2010's  (ver detalhes em separado sobre o sobre-endividamento de Portugal e outros países da Eurozone)

Como Reciclar "Petrodollars" 6.0, crédito escondido da China a Africa,  anos 2020's  

As falhas de (auto)-regulação do sistema financeiro internacional, e dos centros de decisão dos internacionais dominados pelos credores, são  pagas pelas populações dos países devedores mais vulneráveis, com menos MBA's per capita.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista e Consultora Financeira

Ver detalhes nos estudos de Reinhart sobre Africa:   https://www.cnbc.com/2019/07/12/chinas-lending-to-other-countries-jumps-causing-hidden-debt.html

China’s lending to other countries has surged since 2000's, causing debt levels to jump dramatically, and as much as half of such debt to developing economies is “hidden,” a new study has found.
Such “hidden” debt means that the borrowing isn’t reported to or recorded by official institutions such as the International Monetary Fund (IMF), the World Bank, or the Paris Club — a group of creditor nations.
Between 2000 and 2017, other countries’ debt owed to China soared ten-fold, from less than $500 billion to more than $5 trillion — or from 1% of global economic output to more than 5%, according to the study from Germany-based think tank the Kiel Institute for the World Economy.
“This has transformed China into the largest official creditor, easily surpassing the IMF or the World Bank,” the report’s researchers said...


quinta-feira, outubro 11, 2018

Crise da Eurozone: Entre credores e devedores salva-se quem pode

In English below
 Um artigo importante de Marcello Minenna publicado no blog FT Alphaville examina a partilha de risco entre os países credores (do centro) e devedores (da periferia ou da suposta "convergência")  ao longo da crise da Eurozone de 2008-2018 para determinar quem efectivamente beneficiou mais com os resgates da Troika, do ECB e das instituições europeias.  
Consolidated position of foreign banks on counterparties resident in Portugal

Com base nos dados do   o Bank for International Settlements (BIS),  a exposição total das instituições financeiras francesas e alemãs aos países mais endividados da periferia foi rapidamente reduzida de 2010 até 2012 graças à substituição de credores comerciais (bancos e investidores privados) por credores oficiais (ECB/BCE, EU, FMI)


Consolidated position of foreign banks on counterparties resident in Ireland
Esta substituição de credores, muito visível no caso da Irlanda, evitou que o Bundesbank e o Banco de França tivessem que apoiar tanto os seus bancos imprudentes. 


Diz o artigo: 
"A narrativa comum é que os programas de resgate ajudaram países profundamente problemáticos a evitar a falência soberana ou as falências bancárias generalizadas. Mas, ao evitar resultados extremos, esses programas também protegeram os bancos dos países centrais - Alemanha e França, em particular - que tinham acumulado enormes exposições aos países da periferia antes da crise. À época, esta partilha  de riscos (embora desagradável) era a melhor opção disponível para os governos dos países centrais. Isso salvou-os de ter que intervir (à custa de seus próprios contribuintes) para sustentar seus próprios sistemas bancários nacionais."

O aumento de exposição dos credores espanhóis desde 2014 está a tornar Portugal numa colónia financeira de Espanha, diz o FT Alphaville

Digo eu: 
Também podíamos afirmar que o novo endividamento externo de Portugal está a criar uma bolha à vista desarmada que há-de rebentar mais cedo e não mais tarde. 

Mariana Abrantes de Sousa
Economista 

Consolidated exposure of Franco-German banks to counterparties resident in the Eurozone periphery
"According to the Bank for International Settlements (BIS), in 2010 the total exposure of French and German financial institutions to the pheriphery countries. 

The common narrative is that rescue programs have helped deeply troubled countries avoid sovereign bankruptcy or widespread bank failures. But, by avoiding extreme outcomes, these programs also protected the banks of the core countries — Germany and France, in particular — that had accumulated huge exposures to the periphery before the crisis. At the time, risk sharing (however unpleasant) was the best available option for the governments of the core countries. It saved them from intervening (at the expense of their taxpayers) to prop up their own national banking systems.

The size of all of this deleveraging can be measured by using BIS data on the consolidated position of foreign banks to counterparties residing in Italy, Greece, Spain, Portugal and Ireland.


After having accumulated a whopping credit towards the periphery in the period 2000-2008, these banks have dismantled 64 per cent of their exposures in the following decade. Indeed, at its peak (June 2008) the total exposure of the Franco-German banking system to the periphery exceeded $1.9trn; in June 2012 it had already fallen to $800bn and in the following five years, it decreased further, reaching $680bn at the end of 2017.
In terms of direct exposures, on the eve of the crisis, Germany was leading in Spain ($315.5bn), Ireland ($240.7bn) and Portugal ($52bn), while France in Italy ($553.4bn) and Greece ($86.1bn). But in reality, a good chunk of French investment in Southern Europe was channeling German savings.  This was followed by a colossal disinvestment from the periphery countries– over $1.2 trn"


So much for convergence ! 
Ler mais em https://ftalphaville.ft.com/2018/10/10/1539147600000/A-look-back--what-Eurozone--risk-sharing--actually-meant/ 

Ver artigos anteriores sobre a problemática da GED-Gross External Debt, Divida Externa Bruta e a Crise https://ppplusofonia.blogspot.com/2012/06/us-and-uk-banks-increased-potential.html


quarta-feira, novembro 15, 2017

As Good as it Gets, in EURO bond yields

What is the stable equilibrium bond yield differential between Germany, with persistent chronic CAB surplus, and a country like Portugal just overcoming chronic CAB deficits ?
Will the PT-DE bond differential, currently around 1.5%, go below 1% as it did from 2000 to 2005 or will it test new peaks above 10% as in early 2012, when international investors were putting the entire burden of adjustment of the trade imbalances on the borrowing countries?

Just looking at the historical charts, 1% may be the lower limit for the differnential, and 2.5 % may be the upper limit, in part because of liquidity premia and other scale and structural differences.    But since investment decisions are in the hands of surplus countries by definition, the risk of the differential increasing is greater, as the threat of a flight to "quality" is always present.
Quality really is the eye of the (be)holder, always skewed in  favor of the imprudent lender at the expense of the the imprudent borrower.   Stability is still missing.
















yield 10 years, %pa   diff PT
USA 2,23 0,24
PT 1,99  
CA 1,92 -0,07
ES 1,54 -0,46
DE 0,36 -1,63

Portugal-Germany 10 Year Bond Spread Chart


quinta-feira, setembro 21, 2017

Heroi condenado por evidenciar icebergue de dívida ...grega


O homem que calculou o verdadeiro défice público grego foi condenado a dois anos de pena suspensa. Um caso revelador das fragilidades da construção europeia. A independência passa a exigir heróis.

O caso do estatístico grego, por Helena Garrido 14/9/2017
Fonte: http://observador.pt/opiniao/o-caso-do-estatistico-grego/

Resultado de imagem para iceberg greeceTudo começou em 2010. Andreas Georgiou, um grego a viver nos Estados Unidos e a trabalhar para o FMI, resolve aceitar a liderança da autoridade estatística grega, que passaria a ter o estatuto de independência há muito exigido pelas entidades europeias. Nesta altura já estava identificado o problema das contas públicas gregas. O défice público estimado para o ano de 2009 era de 13,6% do PIB em Abril de 2010. O novo presidente limita-se a voltar a avaliar os números, na sequência até de reservas que ainda eram colocadas pelas autoridades europeias – que nesta altura já estão a emprestar dinheiro à Grécia. E em Outubro de 2010 Georgiou entrega um novo valor: 15,4% do PIB, mais 1,8 pontos percentuais que a estimativa anterior. E é aqui a origem de todo o processo judicial que cai sobre Andreas Georgiou a partir de 2011 e do qual se tem defendido com recursos próprios.

Numa história que envolve pormenores tão rocambolescos como a espionagem do seu mail — e que pode ser lida em pormenor aqui –, o então presidente do instituto de estatística começa a viver um pesadelo em 2011. É nesta altura que a justiça grega aceita investigar a acusação de que Andreas Georgiou inflacionou o défice público grego de 2009 prejudicando o país. Entre os mais variados processos, com recursos e anulações, a última decisão condena Andreas Georgiou a dois anos de prisão, neste caso por não ter levado a votação o valor que apurou para o défice público.

Nestes seis anos, o homem que desempenhou a sua profissão de estatístico de forma independente, que expôs a realidade financeira que os governos gregos anteriores tinham escondido, tem sido obrigado a defender-se por sua conta e risco, sem qualquer apoio institucional. Neste artigo da Bloomberg são revelados os apoios que tem tido de colegas e amigos para suportar os custos da sua defesa.

O caso do estatístico Georgiou mostra até que ponto pode ser perigoso exercer com independência a liderança de instituições e cumprir as regras europeias ou até estatísticas. Para respeitar as regras europeias – que deveriam aliás ser as de qualquer democracia -, o presidente de uma instituição pode enfrentar pena de prisão no seu país, pode ser acusado de trair a pátria. E se isso acontecer tem de se defender sozinho, tem de arranjar dinheiro para advogados.

Nenhum caso foi tão longe como este. Em Portugal também ouvimos e lemos, em momentos mais dramáticos, acusações de traição da pátria quando quem está a governar quer esconder informação. Na realidade, o que se está é a ameaçar os interesses do governo instalado na altura. Nunca se chegou ao ponto de processar ninguém mas, no último ano, por exemplo, assistimos ao condicionamento de instituições como o Conselho de Finanças Públicas.

O que aconteceu ao ex-presidente daquele que é o equivalente grego do nosso Instituto Nacional de Estatística (INE) expõe, de forma kafkiana, as incongruências da construção europeia. Enquanto presidente da autoridade nacional de estatística, que responde perante o Eurostat, entidade independente ligada à Comissão Europeia, Georgiou, como todos os seus colegas, é obrigado a respeitar as regras e as metodologias europeias. Mas perante o sistema judicial nacional está exposto a acusações de “inflacionar” números, transformado no “culpado” que desculpabiliza os erros dos governos.

Foi a falta de independência e poder das entidades que contabilizam o défice público que nos conduziu à “surpresa” da crise das dívidas soberanas na Zona Euro. Em Portugal, ainda que numa dimensão mais reduzida e sem o mesmo dramatismo, também se descobriu em 2011 que havia despesa não contabilizada, que o défice afinal era maior do que se dizia. A falta de transparência das contas públicas jogou até contra nós na altura do pedido do empréstimo – demasiado curto para as necessidades que tínhamos.

Como a independência política das instituições parece requerer cada vez mais heróis e o tempo não é de heróis, corremos um risco sério de assistirmos à repetição do passado. Por aqui, em Portugal, condiciona-se atacando ou tentando descredibilizar quem tem poder para ser independente ou não dando às instituições os recursos necessários. É a primeira fase de limitação da independência que dá aos governos o poder absoluto que não deveriam ter. As regras europeias podiam e devia dar uma ajuda, protegendo quem como Georgiu luta pela independência e transparência da informação

domingo, setembro 17, 2017

Eurozone and TARGET 2 imbalances - Neither a lender nor a borrower be ?

The sustainability of a monetary union, with its limited or nearly non-existent adjustment mechanisms,  is predicated on reversion to equilibrium over time. Imbalances in trade and capital flows among the member need to be kept small in absolute terms., and average out close to zero over time.

That worked  in the Eurozone until 2007, with a small but very important "snag": the tendency toward equilibirum has to be achieved in both the good & services account AND in the capital account separately.   Compensating large and growing imbalances  in the trade accounts with "vendor financing" from the net exporters, as occurred since the Euro was created, accumulates growing net debt/net asset positions among the trading partners, which are ultimately unsustainable.

Cumulative imbalances can be reduced, with lower annual imbalances in the trade account as net importers  back and net exporters both cut back.  Or the imbalances can be shifted around among the participants and trading partners.  To say that the "BIS Admits TARGET2 Is A Stealth Bailout Of Europe's Periphery", the borrowers,  as Zero Hedge does, overlooks the basic reality that all imbalances are, at their root, bilateral, and that relief provided by a third party (the Central Banks) to borrowers, also represents a relief to its creditors.

The transfer of the trade and capital imbalances from individual borrowers and lenders to their respective Central Banks, as has been reflected in the TARGET 2 imbalances since 2008, does NOT change the nature  or the unsustainability of the trade or capital imbalances.

It only masks more serious consequences of persistent trade and capital imbalances.
For a short time....

Mariana Abrantes de Sousa 
Economist, UC Berkeley  *73, Princeton *75

TARGET 2 imbalances unsustainable 






















Sources: Billy blog on Mario Draghi uses TARGET 2   http://bilbo.economicoutlook.net/blog/?p=35239&cpage=1
Zero hedge on TARGET 2 http://www.zerohedge.com/news/2017-03-06/bis-admits-target2-stealth-bailout-europes-periphery 
TARGET 2 for Dummies https://www.rischiocalcolato.it/2016/11/target-2-for-dummies-stupidi-perche-lo-sbilancio-target-2-un-indice-sfiducia.html

domingo, setembro 10, 2017

Portugueses voltam a cair na tentação do crédito fácil e Divida Externa Bruta volta crescer

A tentação do crédito fácil continua, mesmo para os devedores subprime que já foram forçados a apertar cinto para para satisfazer os credores (externos).  Os mesmos credores irresponsáveis que voltaram agora  abrir os cordões à bolsa vão voltar a exigir sacrifícios, é o ciclo clássico do crédito, mas só se deixa enrolar outra vez quem quer.

As famílias Portuguesas voltam a cair na tentação e o crédito ao consumo bate recordes.  O crédito à habitação aumenta.  Foram celebrados mais 34% de contratos de crédito à habitação em 2016 e os montantes aumentaram mais de 39% em relação a 2015, apesar de  11% dos empréstimos hipotecários estarem em situação de incumprimento.  Os empréstimos para a compra de automóvel alcançaram, os 234 milhões de euros em Junho 2017 , mais 20% em termos homólogos.

Todos estes excessos são alimentados e reflectidos nos aumentos da Dívida Externa Bruta. Em 2017, com um historial de crises de sobre-endividamento sucessivas,  os Portugueses já podiam ter ultrapassado a ilusão que o endividamento em Euros não implica  problemas de reembolso, uma ideia peregrina que levou o rating da República Portuguesa ao lixo e quase levou a Eurozone ao colapso.

Portugal:  Divida Externa Bruta 2014-2017Portugal Total Gross External DebtA evolução de todos os indicadores de endividamento externo de Portugal  é preocupante, mas qual é o indicador mais importante que devemos acompanhar, aquela que representa maior risco ou que está mais sob o nosso controlo?
- A Divida Externa Bruta (GED Gross External Debt) a aumentar para  EUR 406,6 mil milhões, o que os residentes em Portugal devam ao estrangeiro, o passivo externo das administrações públicas, as empresas, os bancos, as famílias;
- A PII Posição (negativa)  de Investimento Internacional de EUR 198,2 mil milhões, o passivo externo menos os activos externos, avaliados a preços de mercado (marked to market);  ou 
- A Dívida Externa Líquida de de Portugal, que resulta da PII- Posição de Investimento Internacional, excluindo os instrumentos de capital e derivados financeiros, atingiu, no final de Junho de 2017 EUR  176,1 mil milhões.


Estas diferenças não são indiferentes, pois somos os mesmos 10 milhões de Portugueses (ou menos) a ter que reembolsar a Divida Externa Bruta aos credores, independentemente do disponibilidade de ativos financeiros sobre o estrangeiro.

Economistas focam geralmente a Divida Externa Líquida como a principal medida da dívida externa, especialmente, considerando o vai e vem normal de ativos e passivos financeiros, em situações de "business as usual".  Mas em tempos de crise, quando o endividamento ameaça passar a insustentável, os analistas de crédito e de rating fazem outras contas, com base no conceito de "liquidation analysis" que se pode aplica a devedores em incumprimentos, não apenas empresas mas também a países.

A análise da capacidade de reembolso do "endividamento  em tempos de crise" é simples de fazer:
1.  O passivo bruto revela-se sempre mais elevado do que está registado pelo devedor, devido a divida escondida, ou à aplicação de juros de mora, coimas e outras alcavalas.  E os credores passam a exigir o pagamento de imediato, através de mecanismos de cross default, etc.  Assim , em tempo de crise, o valor do passivo bruto registado é geralmente majorado em pelo menos 10%.
2.  O valor do ativo bruto revela-se quase inferior ao que está registado pelo devedor, considerando a necessidade de vender ativos ao desbarato e o efeito dominó da crise financeira a jusante.  Este efeito inclui o impacto da redução do preços dos ativos no mercado, do mark-to-market. Ou o valor dos ativos sofre simplesmente pelos custos de cobrança quando quem deve dinheiro a um devedor fragilizado se aproveita dessa debilidade para não pagar.  Na pratica, alguns dos ativos financeiros simplesmente "desaparecem", ficam indisponíveis.  Assim, em tempo de crise, o ativo deve ser minorado em pelo menos 10%.

Com valor do passivo a aumentar e o valor do ativo a diminuir, torna-se mais evidente a importância de controlar o passivo, a Dívida Externa Bruta  (agora em EUR 406 mil milhões e crescendo), que depende essencialmente das decisões de sobre-endividamento e de alavancagem insustentável, não apenas do Estado no que respeita à Dívida Publica, mas também dos bancos, das empresas e das famílias Portuguesas.

Portugal: Divida Externa Bruta, 20 anos 1996-2017
Portugal Total Gross External Debt

Em Portugal, as crises de sobre-endividamento ocorriam uma vez por geração, mas agora podem tornar-se mais frequentes ou até permanentes, se continuarmos no mesmo caminho... errado.

Já perguntava Ricardo Cabral em 2012:  Portugal tem emenda ?

Mariana Abrantes de Sousa

Fontes: https://pt.tradingeconomics.com/portugal/external-debt
Ciclo de crédito http://ppplusofonia.blogspot.pt/2017/09/recuperacao-de-credito-como-fator-de.html
Cabral  2012 Portugal tem Emenda?   http://www3.uma.pt/rcabral/Ficheiros/Opinion/divida.pdf 
Crédito à habitação aumenta em 2016 - http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2017-08-04-Credito-para-consumo-aumentou-175-no-ano-passado-face-a-2015
Crédito pessoal aumenta em 2017 http://observador.pt/2017/08/16/credito-pessoal-aumenta-63-em-junho-para-219-milhoes-de-euros/
Banco de Portugal, Junho 2017 Nota de Informação Estatística https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/documentos-relacionados/pii_201706.pdf
Quantos anos para pagar a dívida externa ? http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/07/quanto-anos-para-pagar-divida-externa.html

segunda-feira, julho 17, 2017

Consultor financeiro não é intermediário não

Se não tem CAPITAL em risco, não é intermediário  não...

Regime jurídico dos intermediários de crédito e da prestação de serviços de consultoria (novo)
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LEGAL ALERT  - REGIME JURÍDICO DOS INTERMEDIÁRIOS DE CRÉDITO E DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE CONSULTORIA,  - DECRETO-LEI N.º 81-C/2017, DE 7 DE JULHO
Foi recentemente publicado o regime jurídico que regula as condições de acesso e de exercício da atividade de intermediário de crédito e da prestação de serviços de consultoria relativos a contratos de crédito celebrados com consumidores em Portugal (“Regime”), o qual entra em vigor a 1 de janeiro de 2018.
A atividade de intermediação de crédito pode ser exercida tanto por pessoas singulares como por pessoas coletivas e consiste na prestação de um ou vários dos seguintes serviços: (i) apresentação ou proposta de contratos de crédito a consumidores; (ii) assistência em matérias relacionadas com contratos de crédito; e (iii) celebração de contratos de crédito com consumidores em nome dos mutuantes.
O Regime consagra três categorias de intermediários de crédito: (i) o intermediário de crédito vinculado; (ii) o intermediário de crédito a título acessório; e (iii) o intermediário de crédito não vinculado (de acesso exclusivo a pessoas coletivas), sendo-lhes respetivamente aplicáveis diferentes requisitos para o acesso à atividade e diferentes obrigações no exercício da mesma.
Por sua vez, os serviços de consultoria consistem na emissão de recomendações dirigidas especificamente a um consumidor sobre uma ou mais operações relativas a contratos de crédito, enquanto atividade separada da concessão de crédito e da atividade de intermediário de crédito.
Salvo certas exceções, o acesso à atividade de intermediação de crédito ou de prestação de serviços de consultoria em território nacional está condicionado à obtenção de autorização prévia do Banco de Portugal, mediante o preenchimento dos requisitos previstos no Regime.
O diploma agora aprovado, que também transpõe parcialmente a Diretiva 2014/17/UE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 4 de fevereiro, relativa aos contratos de crédito aos consumidores para imóveis de habitação, consagra a possibilidade de os intermediários de crédito estabelecidos num Estado-Membro prestarem, ao abrigo da liberdade de prestação de serviços ou do estabelecimento de sucursal, os mesmos serviços noutro Estado-Membro, sem necessidade de nova autorização.
O Regime estabelece ainda o regime sancionatório aplicável tanto aos intermediários de crédito como aos mutuantes que a eles se associem.
As entidades que já desenvolvem a atividade de intermediação de crédito à data da entrada em vigor do Regime poderão continuar a fazê-lo sem a referida autorização durante um período transitório máximo de 12 meses após aquela data. Contudo, os deveres de conduta, de informação e de assistência consagrados no Regime devem ser observados a partir de 1 de  janeiro de 2018.

domingo, novembro 06, 2016

Crédito ao consumo mais que meio caminho andado para um novo resgate

São se fala dos riscos de um novo resgate, do regresso da troika, nunca se fala do aumento do crédito ao consumo, nem mesmo da quebra acentuada da poupança nacional para níveis insustentavelmente baixos.

Mas se as famílias não poupam, se Portugal continuar a ser o país mais endividado do mundo, já devíamos saber que um segundo resgate vai tornar-se cada vez mais necessário.

Falta reunir as notícias dispersas para ter a visão de conjunto:

+ Crédito ao consumo acelera
+  Sobre endividamento sobe
+  Taxas de juro de depósitos baixas penalizam aforro
+  Taxa da poupança sobre rendimentos abaixo de 5%
+  Crédito mal parado aumenta
=  Necessidade de resgate  aumenta

Até agosto 2016 , o valor e o número de créditos para consumo dispararam.

A estratégia de marketing dos bancos regressou ao período pré-crise. A média mensal do montante dos novos créditos pessoais concedidos aos portugueses nos primeiros oito meses deste ano disparou 75% face a 2012, quando a troika já estava no país. Segundo o Banco de Portugal (BdP), a média mensal deste ano ronda os 471,1 milhões de euros, enquanto, que em 2012 era de 268,7 milhões de euros. Em termos de novos contratos, o número médio mensal aumentou 18% naquele mesmo período, passando de 97 037 (2012) para 114 485 (média mensal de oito meses de 2016). A associação de consumidores Deco alertou para o fenómeno atual da subida do crédito pessoal e, essencialmente, para o regresso em força da “publicidade feita pelas instituições bancárias para este tipo de produto”. 

 Veja mais em: https://www.dinheirovivo.pt/banca/credito-pessoal-subiu-75-em-apenas-quatro-anos/?utm_source=Push&utm_medium=WebApp#sthash.ZNX8Gmuj.dpuf

DN Crédito ao consumo é o único que não só cresce como acelera 

domingo, outubro 02, 2016

Portugal - Superavite externo positivo

Segundo um artigo na revista Sábado de 29-Set-2016,  "na passada semana, num evento para clientes institucionais realizado num hotel de luxo em Lisboa, um analista do JPMorgan disse preferir a dívida de Chipre à de Portugal."


Com um défice externo de -4.8% do PIB,  Chipre estará mesmo melhor do que Portugal que conseguiu um superavite externo com grande esforço ?  Portugal poderá levar 390 anos a reembolsar a sua divida externa, mas outros países nem isso. 

                                      Cyprus Portugal 
Public Debt /GDP                 109% 129%
CAB  EUR Million ­               -39.1 1018
Current Account CAB/GNP -4.8% 0.7%
External Debt   EUR Million    101 709     397 042   
External Debt/CAB years             …. 390

sábado, abril 30, 2016

Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)

Portugal é dos países mais endividados do mundo, dizem os números do IGCP.
A taxa poupança está nos mínimos, diz o INE.
Os portugueses demonstram baixa literacia financeira, isto é, não sabem fazer bem as contas, dizem estudos mundiais.

Entretanto, o crédito ao consumo continua demasiado acessível, apesar de se ter voltado a aplicar o imposto do selo, e até os bancos do Estado  oferecem o "fraccionamento de contas", como se a possibilidade de comprar consolas a prestações fosse essencial para uma consoada feliz.

Famílias mal governadas estão em risco.
Hoje, há quem abandone a casa e a hipoteca, não só os filhos.

Parafraseando o ditado popular, casa onde não se gere bem o pão, todos ralham e ninguém tem razão.

VER   Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)
Fonte:  http://www.dinheirovivo.pt/buzz/galeria/como-evitar-o-divorcio/#sthash.lsPFbaQc.cmfs

Portugueses sabem menos  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2016/03/literacia-financeira-portugueses-nao.html 

Cortar o crédito ao consumo, já http://ppplusofonia.blogspot.pt/2015/05/cortar-credito-ao-consumo-ja.html  e como a CGD promove mesmo  a desgovernação das famílias  https://www.cgd.pt/Particulares/Cartoes/Cartoes-de-Credito/Simulador-de-Pagamentos-Fracionados/Pages/simulador-pagamentos-fracionados.aspx

Alfabetização e literacia baixas na lusofonia http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html

Falta de literacia financeira promove endividamento http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/02/falta-de-literacia-financeira-promoveu.html

Como reestruturar a dívida com o apoio da DECO  http://www.deco.proteste.pt/dinheiro/credito-habitacao/simule-e-poupe/credito-a-habitacao-posso-aceder-plano-reestruturacao-divida



terça-feira, março 15, 2016

Literacia financeira - Portugueses sabem menos


Um inquérito mundial sobre literacia financeira, o  S&P Global FinLit Survey 2015 aponta resultados chocantes, senão surpreendentes:   
  • Em quase todos os países,  as mulheres têm menos literacia financeira do que os homens 
  • Os Portugueses demonstram os mais baixos níveis de literacia financeira da Europa, pouco mais de metade de Espanha 
  • Baixa literacia financeira é relacionada com pobreza 
  • Baixa literacia financeira é relacionada com o baixo aproveitamento escolar em matemática (testes PISA) 
Os adultos com baixa literacia financeira são mais pobres, correndo maior risco de serem enganados ou mesmo vigarizados e de tomar decisões financeiras erradas baseadas apenas em considerações de curto prazo.   
O inquérito focava 4 conceitos, numeracia simples e o cálculo de juros, o efeito de juros compostos, inflação e diversificação de riscos financeiros. 
No futuro, haverá que acrescentar os conceitos de endividamento excessivo e de deflação.  
Falta saber qual é a relação de causalidade, se os pobres são pobres porque não sabem fazer contas, ou não sabem fazer contas porque são pobres. O que se pode presumir, é que é preciso saber fazer contas para sair da pobreza. 

O resumo dos resultados do estudo  S & P Global FinLit Survey, a maior e mais abrangente medida de literacia financeira em 140 países pode ser visto em:    


Para mais informação  http://gflec.org/initiatives/sp-global-finlit-survey/
Urgente educar  para a literacia financeira:  

http://gflec.org/education/educational-videos/

http://gflec.org/event-category/financial-literacy-seminar-series/

O estudo global e o Centro de Excelência para a literacia financeira http://gflec.org/

VER Literacia financeira e o endividamento excessivo http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/02/falta-de-literacia-financeira-promoveu.html 

VER mais sobre educação para a literacia financeira http://clientebancario.bportugal.pt/pt-PT/Publicacoes/PNFF/Paginas/PNFF.aspx