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domingo, setembro 25, 2022

Mentoring: Quem não tem padrinhos morre mouro

Quando regressei a Portugal depois de 25 anos no estrangeiro, gostei imenso de voltar a conhecer os ditados populares portugueses. Até escrevi aqui um artigo sobre os provérbios financeiros, que ensinavam os paradigmas de economia que eu tinha aprendido em Berkeley e em Princeton. 

Agora posso continuar a estudar os "provérbios sociológicos" como este que nos fala sobre a mobilidade socioeconómica inter-geracional e os "cross-class friendships", o tema de um estudo importante sobre o publicado em The Economist a 11-Agosto-2022.  

Os resultados são significativos e até expectáveis:  As crianças que têm mais contactos e amizades com pessoas de outras classes socioeconómicas (leia-se pessoas de famílias mais ricas que a sua), têm rendimentos mais altos quando chegam aos 35 anos.

Já sabíamos:  Afinal, "quem não tem padrinhos morre mouro", segundo o ditado popular. 

Mas também:  Os  melhores padrinhos convidam-se,  de fora da família, não se herdam. 

O potencial impacto positivo de mentoring e apadrinhamento continua a ser forte, agora como dantes. 

Mariana Abrantes,  Ecoonomista, 2022-09-25 

Friendships accross class lines 

https://www.economist.com/graphic-detail/2022/08/11/friendship-across-class-lines-may-boost-social-mobility-and-decrease-poverty

VER Tudo sobre Provérbios Financeiros

http://ppplusofonia.blogspot.com/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html


sexta-feira, novembro 11, 2016

Demography is destiny

Quando os desequilíbrios  demográficos entre países vizinhos se acentuam, as migrações tornam-se inevitáveis.  

Na Europa, as taxas de natalidade estão muito abaixo de 2.1 (o nível de sustentabilidade populacional), enquanto no Norte de Africa estão bastante acima de 5 filhos por mulher.

 Até nos Estados Unidos, a taxa de natalidade está em cerca de 1.88, enquanto no México se mantém acima de 2.22.

Quando as fortes divergências demográficas se combinam com divergências económicas, as migrações aumentam. E com diferenças políticas, culturais ou religiosas, os migrantes são mais difíceis de integrar e as inevitáveis migrações podem ter consequências explosivas.

Não há mar, não há muros que possam resistir aos tsunamis migratórios.  Há sinto muito sofrimento e muitos abusos pelo caminho, especialmente para os migrantes.

Os políticos que prometem bloquear as migrações com muros e perseguições estão a promover as piores ilusões e criar condições para confrontos sociais virulentos.  E os eleitores mal informados facilmente acreditam que a culpa de todos os males são os imigrantes, os "estranhos".

Até nos países de imigrantes do continente americano, os descendentes de imigrantes anteriores podem tornar-se xenófobos em menos de duas ou três gerações, virando-se contra os imigrantes recém-chegados.
A demografia e a geografia ditam o destino dos países, deveriam ser mais estudadas.



segunda-feira, março 07, 2016

Oportunidade MINARS Angola - 3 assistentes sociais

Resultado de imagem para minars angolaTítulo do Projeto:    
Prestação de Serviços de Assistência Técnica Especializada ao Ministério de Assistência e Reinserção Social (MINARS) de Angola
Referência EuropeAid/134878/D/SER/AO
Datas Aproximadas Abril de 2016 – Fevereiro 2019
Duração 660 dias de prestação de serviços
Job Opportunity PBLH_web_735
Prazo para apresentação de CV 09/03/2016

Peritos secundários:  3 Peritos secundários a serem baseados nas províncias piloto
Requisitos -  Habilitações e competências
• O perito deverá ter formação mínima de nível universitário.
• O perito deverá comprovar um domínio perfeito da língua portuguesa — escrita e verbal.
Experiência profissional geral
• O perito deverá ter uma experiência profissional geral acima de 5 anos.
• O perito deverá ter uma experiência profissional em países em vias de desenvolvimento.
Experiência profissional específica
• Experiência específica de coordenação entre e intra-institucional, em projectos de carácter social, de preferência para o sector público.
• Experiência específica em assuntos de Protecção e Assistência Social de países em vias desenvolvimento.
• Experiência específica de projectos de apoio institucional a órgão estatais em países em vias de desenvolvimento será considerado um factor de mais valia.
• Experiência com países lusófonos, particularmente Angola, será
considerado um factor de mais valia.
• Experiência com programas de transferência de renda e programas de assistência social destinada a crianças vulneráveis será também considerado uma mais-valia.

sábado, agosto 01, 2015

Natalidade e os custos e benefícios de encolar meninos

O artigo em The Economist de 25-Julho-2015 sobre a "greve de bebés"  tem um gráfico elucidativo, para não dizer chocante, que coloca Portugal no fundo dos fundos, quer em termos de fertilidade, quer em termos de despesa pública de apoio às famílias.

As estatísticas da OCDE apontam para Portugal para o país com o maior problema de baixa natalidade, mas também como o país que menos faz para apoiar as famílias.

Nestes países de baixa fertilidade, ter filhos pode ser visto como um investimento privado com benefícios públicos, isto é,  com externalidades positivas que justificam alguma compensação para alinhar as escolhas individuais das famílias com os interesses colectivos da sociedade.

O artigo, que merece ser traduzido e estudado, apresenta vários estudos sobre o problema demográfico de baixa fertilidade, inferior à taxa de natalidade sustentável de 2.1 crianças por mulher, e as eventuais soluções, tais como:
- subsidio por bebé
- abono de família
- benefícios, deduções ou créditos fiscais no IRS dos pais
- subsídios para cuidados infantis de qualidade  em infantários, creches e amas 
- aposentação antecipada para avós cuidadores 
- licenças de maternidade e paternidade pagas e mais longas
- cidades amigas-de-crianças (baby-friendly cities)...como Lisboa

Segundo o artigo, a medida que funciona melhor são os infantários subsidiados que permitem às mães melhor combinar o trabalho com a  família.  Isto faz todo o sentido.
Resultado de imagem para imagem bebé ao colo
Tradicionalmente, as mães sempre dependeram de "cuidadores gratuitos", sob a forma de avós, madrinhas e tias, como numa aldeia.  Isto não dispensando o envolvimento do próprio pai.
Esta era uma forma da família apoiar o investimento individual dos jovens pais na criação da próxima geração da família.  E antes de haver "baby-sitters",  havia facilidade em arranjar  "criadas de encolar meninos".  Com famílias mais pequenas, e dispersas, em ambiente urbano, os pais precisam de outras formas de apoio à primeira infância nos anos pré-escolares mais críticos.

Comparar as consequências para o equilíbrio trabalho-família de medidas alternativas tais como os  "infantários subsidiados" e a "licença de parto mais longa"  é elucidativo:

Nos países mais pobres, com baixos salários e desemprego elevado, as mães precisam trabalhar mais, não menos, para contribuir para as finanças da família. Mas quando as mães trabalham, quem toma conta das crianças?
- A licença de maternidade alongada aumenta o custo e a complexidade da contratação de jovem mulheres como empregadas.  Mais tempo em casa também eleva o custo de oportunidade para as próprias mães,  que acabam por acumular menos experiência de trabalho  no início de sua vida profissional.
- Já os cuidados infantis subsidiados, pelo contrário, ajudam as mulheres a entrar e a permanecer no mercado de trabalho, confiantes que os seus filhos estão bem entregues,  e isso torna as mulheres mais empregáveis, não menos.

Demografia é destino, pois os ciclos demográficos são muito difíceis de inverter.  As medidas de apoio à família tem que ser bem desenhadas e aplicadas, com peso e medida. Os custos de resultados não intencionados podem ser desastrosos para uma sociedade.

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Ver mais no Público http://www.publico.pt/sociedade/noticia/problema-nao-se-resolve-com-incentivos-a-fecundidade-1703762













domingo, maio 31, 2015

Incentivos à natalidade em Portugal

Incentivos à natalidade e as previsões do FMI para Portugal





A análise de Mariana Abrantes de Sousa, economista, Hélder de Oliveira, Ordem dos Economistas, e Jorge Ribeirinho Machado, professor da AESE, num programa conduzido por Marina Conceição. "Conselho Consultivo" de 15 de Abril de 2015.
Portugal fez a transição demográfica de famílias grandes para famílias muito pequenas em tempo record. 
Na prática, natalidade rima não apenas com prosperidade mas também com emprego. 

sexta-feira, maio 15, 2015

Oportunidade - Especialista de género, Moçambique, 5 anos

I.. International is seeking a Gender Advisor for a proposed 5 year, USAID-funded Mozambique Monitoring and Evaluation Mechanism and Services (MMEMS) project. The goal of the project is to make USAID/Mozambique a more effective and adaptive development organization by building the Mission’s capacity for performance planning, monitoring and reporting systems. The MMEMS project has three (3) objectives:

1) Improved Activity Management and Learning Capacity
2) Improved Monitoring and Performance Data
3) Ensure high quality and efficient Evaluation services
Responsibility:
The Gender Advisor will lead contractor support to USAID, stakeholders, and within MMEMS in all aspects of gender data collection and analysis to ensure that the overall emphasis of the CDCS on women’s empowerment is included in all monitoring, evaluation, and learning work. S/he will provide guidance on the use of performance indicators and evaluations to reflect progress toward gender equality outcomes and impacts throughout the life of the project. The Gender Advisor will be responsible for the design of gender analyses to assess gaps between men and women in Mozambique, and provide recommendations on empowering leadership and expertise of women and girls, and devise strategies for meeting their needs. S/he will ensure identified indicators incorporate consideration of gender sensitivities, geographic focus, population segmentation, and similar crosscutting strategic issues of importance to USAID/Mozambique, and will establish genderdisaggregated information requirements for data collection activities and reports; and highlight gender-based constraints and issues in connection with all assessments, surveys, studies, etc.
Qualifications:
  • Master’s degree or other advanced degree in international development, women’s/gender studies, research and evaluation, or other social sciences field;
  • Minimum 7 years’ experience in gender assessments and gender mainstreaming for international development programs including incorporating gender concerns in the design and implementation of USAID evaluations.
  • Demonstrated track record of successful capacity building with various counterparts, beneficiaries, and stakeholders, including government officials, USAID representatives, private sector associations, local universities, etc.;
  • Proven experience working with a diverse group of stakeholders, including donor/development organizations, government officials, civil society leaders, community leaders, and project beneficiaries;
  • Excellent written and oral communication and outstanding interpersonal skills;
  • Familiarity and experience working in sub-Saharan African context, culture, and society; experience in Mozambique desired;
  • Fluency in Portuguese preferred. At minimum, fluency in Spanish required.
  • About the Organization
  • ...International is a US-based firm providing exemplary research and consulting services to domestic and international clients in the areas of impact evaluation and program evaluation studies, applied research, policy analysis, quantitative and qualitative data analysis, and technical assistance.
  • Contact:  ppplusofonia@gmail.com
  • SEE original RfP https://www.fbo.gov/index?s=opportunity&mode=form&id=0fdc41b61421804fded9ec8e256f5a1b&tab=core&_cview=0

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Boas praticas portuguesas - sector social

Recolher e estruturar e documentar as boas praticas portuguesas dá para exportar o nosso conhecimento e tirar proveito da nossa experiência.
Eis a experiência de Portugal, 14 anos depois de descriminalizar a tóxico-dependência.

Fonte:  http://mic.com/articles/110344/14-years-after-portugal-decriminalized-all-drugs-here-s-what-s-happening