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domingo, fevereiro 03, 2013

Apoios ao investimento e crescimento não dependem só da Banca e do Estado

Com o sector público numa cura de emagrecimento forçado e permanente, a economia só pode crescer através do sector privado.  Assim sendo, o que se pode fazer para relançar as empresas e promover o investimento e crescimento da economia real, e disto o que compete à Banca, ao Estado,  e  sobretudo aos próprios empresários e às associações empresárias sectoriais.



A Banca:

  • Orientar o crédito para o sector exportador e melhorar as condições de financiamento às empresas 
  • Reinvestir lucros para reduzir a alavancagem, que  tem permitido impolar o retorno aos accionistas, e cria uma ilusão de rentabilidade acima da rentabilidade verdadeira.
  • Aproveitar o funding especial para apoiar e reestruturar o crédito às empresas viáveis, para prazos mais longos 


O Estado:

  • Ajudar a reduzir os custos de contexto, justiça, regulação, ordenamento de território, licenciamento
  • Estabilizar o regime fiscal e reduzir, para reduzir a incerteza,  e  a carga fiscal na economia 
  • Reduzir os custos de serviços públicos de energia, de transportes 
  • Racionalizar e melhorar a produtividade da Administração Pública e dos serviços públicos 
  • Estabilizar e melhorar o desempenho do AICEP 
  • Reforçar apoios como o Fundo de Garantia Mútua, capital de risco
  • Negociar linhas especificas de crédito à exportação com os credores e parceiros comerciais externos, e a criação de um EX-IM BANK Europeu 
  • Tributar fortemente o crédito ao consumo 
  • Apoiar o investimento na  formação de gestão e de marketing dos pequenos empresários 
  • Obter apoio dos credores para melhorar a penetração de produtos e serviços portugueses. 

As empresas:

  • Ir lá vender, em vez de ficar à espera que venham cá comprar para consolidar as perspectivas de vendas 
  • Investir mais em marketing e comercialização internacional, não necessariamente nas instalações e equipamentos (importados), a menos de tenham grandes necessidades de aumentar capacidade
  • Investir na certificação de qualidade para exportar para mercados mais exigentes 
  • Recapitalizar, com reinvestimento de dividendos,  e reestruturar os créditos vincendos,
  • Melhorar e consolidar as margens de lucro 

As associações empresariais:

  • Agregar para melhorar o marketing e promoção externo para toda a fileira, para criar massa critica 
  • Potencializar os pontos fortes como a mão-de-obra qualificada e a segurança 

O que não depende de Portugal

  • O Euro demasiado forte,  USD/EUR > 1,30, comparado com os níveis iniciais abaixo de USD/EUR de 1,20 no ano 2000. 
  • Ajustamento nos termos de troca  bilateral, com partilha de sacrifícios pelos nossos parceiros comerciais, e não apenas unilateral através da "desvalorização interna" do corte de salários. 
  • Aumentar quota de mercado nos países e sectores em crescimento
Se os nossos credores não nos ajudarem a exportar e a reduzir importacões, bem podem esperar sentados pelo reembolso da dívida externa. 

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 


domingo, janeiro 07, 2007

Marketing e o défice de produtividade

Um estudo do McKinsey Global Institute em 2003 concluiu que o défice de produtividade em Portugal era elevado (PIB€/hora de trabalho cerca de metade da média dos 5 melhores países europeus) mas que era em grande medida não estrutural.

Isto pode ser visto como uma conclusão optimista, pois mostra que depende de nós eliminar uma grande parte do problema com a aplicação de políticas económicas desenhadas para ultrapassar as 6 principais barreiras identificadas

1. Informalidade cultura de falta de rigor, profissionalismo e evasão fiscal
2. Regulamentação de mercados/produtos pouco concorrenciais
3. (Des) ordenamento do território e burocracia no licenciamento e outros processos
4. Prestação qualidade e preço de serviços públicos
5. Legislação laboral, rigidez e distorção do mercado de trabalho
6. Herança industrial de concentração em actividades de pequena escala, baixo valor acrescentado e pouca visibilidade junto do consumidor final

Curiosamente, fala-se pouco da falta de marketing, da fraca acção comercial, que contribui bastante para a falta de produtividade, que se pode considerar a 7ª barreira a ultrapassar com medidas e esforços concertados.

Para ver a importância do marketing, consideremos o simples exemplo de uma fábrica de sapatos, que produz 100 pares de sapatos mas consegue vender apenas 90 pares.

Para melhorar a produtividade, que pode o gerente fazer?
- Aumentar o ritmo de produção 110 pares de sapatos por hora, ou
- Aumentar o esforço de vendas para vender os 10 pares que tinham ficado na prateleira

Em contraste com as outras seis macro-barreiras na lista acima, esta 7ª barreira da falta de marketing distingue-se por ser muito mais micro, isto é, mais susceptível à acção do empresário individual ou da associação empresarial. Marketing, marketing, marketing !

E o que importa é mesmo o esforço inteligente a nível micro, que prometa resultados tangíveis a curto ou médio prazo.

Porque se tivermos que esperar pelo fim da evasão fiscal...

Produtividade em Espanha