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quinta-feira, fevereiro 20, 2020

Agricultura PT - Custo de oportunidade do minifundio continua elevado

A agricultura portuguesa teve em 2019 um dos quatro resultados económicos mais favoráveis da última década, segundo Francisco Avillez.
www.agroges.pt/wp-content/uploads/2020/01/202002-AGROGES-ArtigoTecnico.pdf
Boas notícias do campo: a agricultura portuguesa está a crescer, está mais produtiva e competitiva.
Programas como o Portugal Fresh têm ajudado a criar massa critica e conquistar novos mercados.
Podia ser ainda melhor. Portugal continua a ser um grande importador de alimentos.
Qual é o custo de oportunidade dos minifundios insustentáveis, dos terrenos às tirinhas, muitos abandonados.
Até aos incêndios.

Para quando uma campanha de emparcelamento a sério como os outros países fizeram há décadas?

domingo, março 19, 2017

Bens Transacionáveis e Desenvolvimento Sustentável

Eis um artigo preciso e conciso de Daniel Bessa sobre Investimento e crescimento em Portugal:  

"Portugal precisa de crescer, para isso precisa investir.  O crescimento é uma condição necessária, mas infelizmente (investir) não é suficiente para (crescer)".

... O Estado tem de investir em infraestruturas reprodutivas, serviços públicos de interesse económico geral, que gerem crescimento, isto é que respondam à procura ... As empresas têm de investir em ... bens e serviços ... transaccionáveis, que se consigam vender nos mercados globais...

ver mais em http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_daniel_bessa/2017-03-18-Investimento-em-Portugal

terça-feira, dezembro 29, 2015

Educação e o passado e o futuro da Lusofonia

É bom que os historiadores olhem para trás, entre as brumas da memória, e nos ajudem a compreender a história da Lusofonia.  

As declarações do ex-Presidente Lula da Silva, sobre o atraso relativo do Brasil colonial em relação às colónias espanholas, merece toda a atenção.  Segundo um artigo recente do historiador Diogo Ramada Curto no Público, Portugal procurou educar as elites brasileiras em Portugal em vez de criar universidades nas colónias como fez Espanha.  

        "A boa notícia é que Portugal tem feito enormes progressos na melhoria da alfabetização nas últimas décadas. 

        Em relação ao que se passou em tempos anteriores a 1822, quanto à não existência de ensino universitário no Brasil colonial, importaria voltar às análises de Sérgio Buarque de Holanda. De facto, em Raízes do Brasil (1936), o maior historiador brasileiro do século XX considerou que a cultura brasileira anterior ao século XVIII tinha sido determinada por políticas que proibiram a instalação de tipografias e a criação de universidades, ao contrário do sucedido na América Espanhola, nomeadamente no México e Peru. Assim, o mercado do livro e a frequência dos mais altos níveis de ensino fizeram com que a colónia ficasse submetida à metrópole."

Mas os economistas olham mais para a frente, procurando ajudar a construir um futuro melhor.  


A realidade é que em termos de literacia Portugal continua bem abaixo da média europeia e de outros países de tamanho similar e nível de desenvolvimento, de modo que o investimento em educação  continua a ser prioritário.O mesmo se pode verificar nos outros países lusófonos.  

Este blog PPP Lusofonia tem procurado promover esta importante discussão para focar o que precisamos de fazer para ultrapassar o  atraso relativo da educação em cada um dos países lusófono em comparação aos seus países vizinhos.  

O passado, passado está, podemos compreender mas não o podemos negar.  Mas o futuro pertence a quem o souberconstruir,  investindo fortemente na educação dos povos lusófonos, aluno a aluno, aula a aula.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Diogo Ramada Curto no Público, Legado colonial de Portugal no Brasil http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-legado-colonial-de-portugal-no-brasil-entre-a-culpa-e-a-redencao-1718464

A iliteracia da Lusofonia http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html

quarta-feira, outubro 21, 2015

EXPORTAR é o que está a DAR, 5-Nov








Fim de Tarde, 5-Nov  na Ordem dos Economistas com José Manuel Fernandes
pelas 18h00, na Sede da Ordem.
 "Exportar e Internacionalizar, por uma economia crescente e sustentável", tema do seu livro recentemente publicado.

Inscrição, gratuita mas obrigatória, através da seguinte página: 
http://www.ordemeconomistas.pt/xportalv3/eventos/evento.xvw?fim-de-tarde-na-ordem-com-o-eng.-jos%C3%A9-manuel-fernandes&p=42550171 

quinta-feira, junho 04, 2015

Abre debate sobre como consolidar a recuperação

Antevisão das linhas do programa do Governo e dados do emprego do INE


A análise de Mariana Abrantes de Sousa, economista, Hélder de Oliveira, Ordem dos Economistas, e Jorge Ribeirinho Machado, professor da AESE, num programa conduzido por Sandra Xavier. "Conselho Consultivo" de 3 de Junho de 2015.

domingo, maio 24, 2015

Europe failing to grow together, will grow apart

English below 
Um artigo recente em The Economist elogia o trabalho de Margrethe Vestager, a Comissária Europeia para a Concorrência ao atacar a Google, Gazprom, etc.  No entanto,  desafiar grandes multinacionais  e outros cartéis é essencial para promover a competitividade na Europa, mas não é suficiente.

A Dinamarca pode ser o modelo do "pequeno país que consegue", mas a Europa precisa de ir muito mais longe na promoção e protecção da concorrência.   A EU precisa de adoptar programas de diversidade de fornecedores, como os que existem nos EUA desde a década de 1960, para priveligiar pequenos fornecedores  desfavorecidos e reverter os resultados do "vencedor leva tudo " e a divergência económica que ameaça a estabilidade e a prosperidade da Europa.

Se na Europa continuarmos a falhar em "crescer juntos" vamos crescer, inexoravelmente, cada vez mais afastados e de costas voltadas.
Mariana Abrantes de Sousa 

VER PPP Lusfonia  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/11/ged-ttip-and-supplier-diversity-in.html  e
The Economist http://www.economist.com/news/europe/21650169-margrethe-vestager-danish-competition-commissioner-tests-her-mettle-enforcer

A recent article in the Economist Challenging big multinationals and other cartels is essential to promote competitiveness in Europe, but it is not enough.  

Denmark may be the very model for the "little country that could" but Europe needs to go much farther, such as adopting  supplier diversity programs like those established in the US since the 1960s to favour smaller disadvantaged suppliers and reverse the "winner-takes-all" economic divergence that threatens European stability and prosperity.   

If Europe continues to fail to "grow together" it will grow, inexorably, apart.   

sábado, maio 10, 2014

Eurozone testing the limits of divergence 2000- 2014

Curiosamente   “Eurozone Crisis Tests the Limits of Divergence” continua a ser o artigo mais visto deste blog PPP Lusofonia, depois de 3 anos, o que nos leva  a investigar o que se vai dizendo sobre  “Euro divergence” pela Internet dentro.  
O objectivo que importa, e de que mais se falava há 30 anos quando da adesão à Comunidade Europeia,  é a convergência de rendimentos, de PIB per capita.   Mas nisto a divergência está cada vez mais instalada.  Segundo a OCDE,  o PIB per capita português caiu de 75%  da média de Eurozone em 2010 para 70% em 2013, e vai afastar-se ainda mais até 2015.    
E a divergência do PIB/capita processa-se sobretudo pela divergência do contributo persistentemente positivo ou negativo das contas externas liquidas,  (X-M) .  Um  país consistentemente exportador prospera, um país consistentemente importador empobrece.  Como os países membros da Eurozone  não podem desvalorizar, nem subir as tarifas alfandegárias, nem impor controlo de capitais, nem alterar as taxas de juro, não conseguem corrigir a falta de competitividade directamente.
Os artigos  mais vistos na Internet focam outros aspectos em que convergência pode falhar, seja a divergência de custos unitários do  trabalho  (relative unit labour costs), a divergência dos saldos da BTC, balança de transacções correntes, e discutem em que medida as correlações entre estas variáveis reflectem relações de causalidade. 
Uma primeira surpresa é que o  modesto artigo de blog de Dezembro 2011 aparece entre os artigos de topo na pesquisa, junto com artigos da EC e de economistas académicos.  . 
Mas a surpresa  mais importante é que os principais artigos apontam para conclusões e recomendações bem diferentes daquelas que se vêm nos títulos dos jornais cada vez que a Troika vem a Lisboa. 
O artigo  que aparece em primeiro lugar, e que portanto continua a dar o mote , é o da European  Economy   News , de April 2010,  afirmando que    a “Divergência das Balanças de Transacção Correntes não é necessariamente má numa união monetária”,   que crise pode trazer oportunidades e que sem a moeda única os choques do ajustamento externo podiam ser maiores. É preocupante ver estas ilusões inconsistentes com a realidade continuando a ser apresentadas por órgãos sociais. 
O artigo mais citado é dos economistas  Estrada, Gali e Lopez-Salido, de Novembro 2012 que apresenta resultados interessantes sobre a convergência ou divergência nas primeiras  décadas  da União Monetária: 
- Houve uma forte convergência  nas taxas de desemprego em toda a área do euro até à crise financeira de 2008
- Houve diferenciais de inflação persistentes, e consequentemente grandes variações acumuladas nos preços relativos , pelo menos até 2007.   . As correlações observadas sugerem que a evolução de indicadores de competitividade como os custos unitários de trabalho foi consequência do crescimento diferenciado do emprego até 2007, e que houve com bastante convergência na evolução de preços e de custos unitários de trabalho.
 - A grande dispersão dos saldos das Balanças de Transacções Correntes (CAB) entre os países da Eurozone  parece pouco correlacionada com indicadores quantitativos de competitividade, como os preços de produtos transaccionáveis e os custos unitários do trabalho, em termos relativos.  Os crescentes desequilíbrios externos parecem ter uma relação mais forte com outros  factores qualitativos  de competitividade, e não com indicadores quantitativos de preços  relativos
Surpreendidos ao não encontrar  grande relação entre os preços relativos dos bens transaccionáveis e a dispersão considerável das contas externas dos países da Eurozone, os autores procuraram outras variáveis que pudessem explicar os desequilíbrios externos existentes.   Testaram o Índice de Competitividade Global (GCI) publicado pela WEF, que avalia a competitividade  para além dos preços relativos reais, focando  elementos institucionais e aspectos qualitativos de “Doing Business”. 
O indicador  GCI é composto por doze  "pilares” e revelou ter um poder de previsão bastante maior ao demonstrar um relação fortemente positiva entre o  indicador de competitividade  CFI do país, e o saldo BTC (de transacções correntes), com um R2 de regressão em torno de 0,77 (tanto para 2007 e 2011). Um dos doze componentes é o tamanho do mercado doméstico.
Os quatro sub-indicadores (ou pilares) que mais se destacam em termos de seu poder explicativo do CAB ou saldo da conta corrente  são: 
(i)   Eficiência dos mercados as mercadorias
(ii)  Intensidade tecnológica, a capacidade dos empresários de adoptar as tecnologias existentes para melhorar a produtividade de suas indústrias
(iii)  Sofisticação empresarial, a qualidade das redes de negócios e indústrias de apoio do país
(iv)  Capacidade de inovação
Para restaurar  a competitividade dos países da periferia e reequilibrar o comércio intra-Eurozone é necessário ajustar os preços relativos dos países membros. Mas como  a Alemanha não tolera inflação  superior, o FMI e a Troika insistem  que Portugal a chamada “desvalorização interna” na forma de cortes de salários nominais.
Esta  redução  nominal e real de salários e  rendimentos, que torna a carga da dívida cada mais pesada num país sobre endividado.  Enquanto o FMI “lamenta a rigidez e falta de flexibilidade descendente nos salário portugueses, a desejada  desalavancagem fica cada vez mais fora do nosso alcance.  Com tanta dívida publica e privada, a redução de rendimentos alimenta directamente o crédito mal parado e aumenta o stress sobre a banca 

De facto os preços relativos poderiam ser ajustados com aumentos de salários e preços na Alemanha e nos outros países credores.   Em  2012, o relatório do FMI sobre a Alemanha   falava de aumentos de salários como uma parte natural do “rebalancing” entre credores e devedores,  mas isso foi com pouca convicção e menos efeito.  

A análise de Estrada, Gali et al sugere que a  mal-fadada “desvalorização interna”  unilateral num  país deficitário pode ter um impacto bastante limitado na redução dos desequilíbrios externos,  a menos que seja acompanhada de reformas estruturais qualitativas.   
E a experiência de Portugal e dos outros países devedores sugere que os salários locais são muito menos rígidos do que as receitas da Troika continuam ignorar os economistas e não tomam em consideração o colete de forças que restringe as potenciais medidas de ajustamento.    
Entretanto, Paul Krugman diz que já estamos em no LOWFLATION TRAP no artigo de hoje. 
Faz recordar a história do burro e do avarento.
Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia 

Ángel Estrada, ,Jordi Galí, David López-Salido  2012,  "Patterns of Convergence and Divergence in the Euro Area"  https://www.imf.org/external/np/res/seminars/2012/arc/pdf/ELS.pdf
Limits of Divergence 2  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/12/limits-of-divergence-2.html
Testing the Limits of Divergence 3  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/07/eurozone-tests-limits-of-divergence-2.html  
GCI - WEF http://www.weforum.org/reports/global-competitiveness-report-2013-2014 

UNL - Ciclo de Debates Alfredo de Sousa - Energia, 27-Maio, 18h, Salão Nobre, Campolide


UNL - Ciclo de Debates Alfredo de Sousa
  
O Mercado da Energia em Portugal e na Europa  

Data:         terça-feira,  27 de Maio 2014,  18h00
Local:        Salão Nobre - Campus de Campolide, Lisboa

Oradores:
  João Manso Neto |    CEO da EDP Renováveis
  Paulo Pinho |            Professor da Nova SBE, 
                                  Ex-Administrador da REN
Moderação:  
    Ricardo Costa |         Expresso
Os lugares são limitados e a confirmação de presença obrigatória.
Confirmações até 23 de Maio. Registe-se aqui.

domingo, janeiro 12, 2014

Deixem-nos trabalhar

Na União Europeia em 2012,  62% dos  desempregados eram de longa duração (desempregados há mais de 6 meses).  Nos Estados Unidos da América , em Novembro de 2013, apenas  37,3% dos desempregados estavam desempregados há mais de 6 meses, mais ou menos o mesmo nível de 2000.  

Pior, a  redução da taxa de desemprego entre os desempregados de longa duração pode reflectir apenas o aumento de "trabalhadores desanimados" que acabam por deixar de procurar trabalho e tornam-se inactivos. Isto junto com a emigração levou a uma queda de 2% na população activa em Portugal na primeira metade de 2013.  

E mesmo quando voltam a trabalhar, os desocupados de longa duração acabam por sofrer uma maior penalização salarial.  

Portugal é um dos países europeus com mais desempregados de longa duração, sobretudo mulheres de baixas qualificações e mulheres jovens. O desemprego de longa duração continuou a aumentar na primeira metade de 2013, representado já mais de 60 % do total de desempregados. Adicionalmente, o desemprego de muito longa duração (superior a 25 meses) continuou a crescer a taxas elevadas, representando 35 % dos desempregados no primeiro semestre de 2013.
O maior obstáculo enfrentado pelo desempregados de longa duração pode ser mesmo a situação de desemprego,  um fenómeno  conhecido como "cicatriz" ou mácula,   onde a própria desocupação  persistente os impede de ser recontratados.  O próprio regime de subsidio de desemprego também promove a desocupação, sob pena de perder os rendimentos essenciais à sobrevivência. 

Um artigo do Boston Fed em 2012 descobriu que o aumento de empregos disponíveis reduziu a taxa de desemprego entre os desempregados há menos de seis meses.  Mas para  os trabalhadores sem trabalho mais de seis meses, a taxa de desemprego aumentou em simultâneo com o número de vagas.  

 Quando um dos autores do artigo enviou 4.800 candidaturas fictícias,  descobriram que os trabalhadores inexperientes  mas recém-desempregados eram muito mais procurados do que os trabalhadores experientes, mas desempregados de longa duração. 

É mais que sabido que a melhor forma de  arranjar um novo emprego é estar a trabalhar e ser "recrutado".  

O  desinteresse dos empregadores pelos "desempregados de longa duração" pode ter várias explicações: 
-  Desactualização:   Os trabalhadores desocupados vão perdendo a ligação com o mercado, podem ficar desactualizados quer em termos de capacidades quer em termos de redes de contactos profissionais.   Os trabalhadores experientes devem ter uma boa carteira de competências e de contactos comerciais, coisas que têm "prazos de validade".  Se querem ou necessitam mudar de ramo, têm que construir uma nova rede de contactos.  
- Perda de disciplina e hábitos de trabalho:  Os desempregados podem desinteressar-se pela sua profissão. entregar-se à ociosidade  e cair em depressão,
-  Dúvidas acrescidas:   Empregadores preferem trabalhadores produtivos e  bem sucedidos, que podem mostrar resultados recentes, e ficam de pé atrás com trabalhadores com CVs desactualizados e com muitas lacunas de tempo de trabalho 

Por isso, quem procura emprego tem que "mostrar trabalho" ,  recente, seja profissional, seja  voluntariado, ou mesmo a feijões. 
-- 
Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia

quinta-feira, abril 04, 2013

Quando os reguladores não regulam bem

Num mercado pequeno, a concorrência é uma miragem. Quando os reguladores são capturados pelos regulados, quem paga são os consumidores e/ou os contribuintes.

O que faz falta são reguladores que regulem bem.   
Cortar €250 millhões /ano nas parcerias rodoviárias
Cortar €1.500 milhões na electricidade
Cortar €200 milhões /ano nos combustíveis
Cortar...