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quarta-feira, maio 20, 2020

Vamos promover mais Literacia na Lusofonia


A Lingua Portuguesa é um idioma vivo, crescente, mas podia ser muito mais valorizada. 
Não basta falar português, é essencial ler, comentar, escrever, publicar, transmitir, divulgar o conhecimentos em português para apoiar toda a Lusofonia 

Vamos celebrar a Lingua Portuguesa promovendo muito  
+++ Literacia na Lusofonia



https://blog.poemese.com/a-minha-patria-e-a-lingua-portuguesa/

https://ppplusofonia.blogspot.com/2014/04/dia-da-lingua-portuguesa.html

sábado, dezembro 14, 2019

Literacia financeira para todos - Crianças, vamos Gastar, Poupar, Ajudar

Como ensinar as crianças a poupar: Como explicar o que é a poupança às crianças?
Por Filipa Almeida , 14 Dez 2019

Rui Barrada, CEO do Doutor Finanças, acredita que o tema da poupança deve ser introduzido no dia-a-dia das crianças o mais cedo possível. Primeiro, basta falar sobre o assunto e explicar que o dinheiro não cresce nas árvores. Mais tarde, quando entram para a escola, poderá ser boa ideia incentivá-los a fazer alguns pagamentos e a receber o troco.

Sugestões como estas são apresentadas no livro “Doutor Finanças e a Bata Mágica”, cujo lançamento serviu de ponto de partida para uma conversa sobre a poupança e os mais novos. O livro é um projecto totalmente português, desde a história à ilustração e tem como objectivo promover a literacia financeira junto do público mais jovem, nomeadamente entre os seis e os 10 anos.

Como explicar o que é a poupança às crianças?

No Doutor Finanças defendemos que a literacia financeira deve ser introduzida na vida das crianças o mais cedo possível. Foi essa ideia que nos levou a criar o livro “Doutor Finanças e a Bata Mágica”, no qual nos apoiamos no método internacional “Spend, Save, Share”, ainda pouco conhecido em Portugal.

A base desta metodologia está na divisão do dinheiro em três mealheiros que representam três diferentes fins a dar ao dinheiro. Explorando em português as ideias de “Gastar, Poupar e Ajudar”, vamos introduzindo as noções de controlo e gestão do dinheiro.

  • “Gastar” corresponde ao dinheiro a alocar para as despesas que já existem e que pretendemos realizar no imediato. 
  • Poupar” leva-nos para a noção de que temos de deixar algum montante de parte, até para poder fazer algum investimento maior no futuro. 
  • Com o mealheiro do “Ajudar”, estamos também a introduzir uma noção de solidariedade e de partilha com os outros, aumentando a consciência social das crianças.

Este livro, além de uma história de aventuras de dois irmãos, tem também um conjunto de exercícios de aplicação prática que ajudam as crianças a absorverem os conceitos base para uma vida financeira mais saudável.

O método “GastarPoupar e Ajudar”pode ser aplicado em diversas proporções que vão evoluindo com as necessidades específicas de cada faixa etária, mesmo na idade adulta. Nas crianças podemos aplicá-lo prevendo que 50% das suas receitas sejam usadas para gastar nas despesas essenciais, 40% para poupar e aplicar no futuro em algo que queiram ou precisem e 10% para ajudar alguém ou uma causa em que acreditem.

É uma regra simples e fácil de seguir e pode ser o começo da educação financeira das crianças. Desta forma, os mais pequenos não vão ter a ideia de gastar um euro inteiro, conseguindo assim ter a percepção de que esse dinheiro pode ser rentabilizado em várias frentes. Além disso, vão também perceber que existem várias fontes de despesas e que uma boa maneira de as gerir é ter mais fontes de receitas.

Em termos práticos, de que forma as crianças podem começar a poupar?
E com que idade devem começar?

A partir dos 3/4 anos, que é quando elas começam a fazer pedidos. É também a altura em que começam a fazer muitas perguntas. Logo aí, é fundamental explicar-lhes que o dinheiro não nasce nas árvores, nem cai do céu e que este não é um recurso ilimitado. Aqui, podemos estar a falar de conceitos como o “valor” do dinheiro e também uma noção de que existe uma relação entre o dinheiro e a capacidade de adquirir coisas, por exemplo brinquedos. Estamos a falar de conceitos como despesas e rendimentos.

Mais tarde, a partir dos 6 anos, altura em que as crianças entram para a escola, poderão ser introduzidos novos conhecimentos, uma vez que é a partir desta idade que as crianças começam a ficar familiarizadas com números e contas e que já podem começar a aplicar esses ensinamentos na gestão do seu próprio dinheiro. Uma vez que começam a ganhar mais noção das coisas, deverá ser nesta altura que as devemos introduzir aos princípios da poupança. Temos de lhes dar a noção de que se deve gerir o dinheiro. Para isso, temos de estar familiarizados com as várias alternativas de pagamento e devemos incentivar as crianças a fazer pequenas compras e a receber o respectivo troco, até para as podermos ajudar a confirmar se está tudo bem com as contas. Também temos de começar a introduzir alguns princípios de controlo do dinheiro.

Por volta dos 10/12 anos, e com a entrada dos mais novos no 2.º ciclo de ensino, é normal que surja a necessidade de existir uma semanada/mesada, para que possam assim fazer face às pequenas necessidades diárias como, por exemplo, os lanches, os almoços ou até mesmo as famosas folhas de teste. Embora não seja aconselhável dar valores muito altos às crianças para evitar compras desnecessárias, é fundamental que, por pouco que seja o dinheiro, saibam geri-lo da melhor maneira e que consigam, já nesta idade, perceber as prioridades e no que devem, ou não, gastá-lo.

É aqui que devemos começar a introduzir algumas noções relacionadas com o orçamento familiar. Compreender o nível de despesas e as suas prioridades e depois orçamentar para podermos ter a noção de como teremos de gerir o dinheiro que vamos recebendo. Fazer um orçamento implica depois também o seu acompanhamento e controlo. No futuro, podemos até vir a aumentar o valor da mesada/semanada como forma de ir fazendo face às necessidades crescentes, mas também como forma de recompensa da criança por uma boa gestão do dinheiro.

Finalmente, na adolescência, já quando os filhos vão para o liceu, os gastos começam a ser superiores, uma vez que a vida social começa a ter um certo peso nas suas vidas e nas suas economias. Para os adolescentes que fizerem uma boa introdução à literacia financeira no início da sua vida, vai ser mais fácil perceber como gerir o seu dinheiro, no que gastar e como poupar e ajudar. Para os adolescentes que não têm estes conhecimentos, nunca é tarde. Nesta idade aconselhamos mais a mesada, para que possa estimular a gestão do dinheiro ao longo do mês.

Na definição do valor da mesada devem ser pensados que encargos passarão a ficar a cargo dessa mesada e passá-los de forma clara aos mais novos. Deve também depois existir margem para incentivar a poupança e a ajuda. Neste momento deve pôr-se em prática o orçamento, sendo uma boa oportunidade para reforçar a diferença entre desejo e necessidade, entre essencial e supérfluo. A mesada deve ser sempre gerida de acordo com estes conceitos, dando a ideia de que há compromissos mensais que têm de se sobrepor aos desejos imediatos que possam ter e também estimulando a consciência de poupança para o futuro.

O Natal é uma boa altura para falar sobre poupança?

Sim, o Natal é uma excelente altura para falar sobre a poupança e a importância de gerir bem o dinheiro, uma vez que esta é uma altura de grande consumo, em que devemos medir bem os gastos de maneira a não comprometermos o nosso orçamento familiar. Por outro lado, muitas famílias portuguesas poupam dinheiro ao longo do ano para conseguirem ter o dinheiro necessário para fazer frente às despesas extra que surgem nesta altura do ano, sem precisar de recorrer nem a créditos nem mesmo ao seu ordenado, sendo este um óptimo exemplo para os mais pequenos. No fundo, esta é também uma excelente altura para pormos em prática o método “Gastar, Poupar, Ajudar”.

No caso das crianças que têm as suas próprias poupanças e querem comprar uns presentes para quem gostam ou até mesmo para si próprios, é importante que os adultos reforcem que devem gastar apenas dentro das suas possibilidades – no sentido que não devem gastar as suas poupanças todas, isto porque se precisarem mais à frente não terá. Para além de poupar, e segundo o método, é importante, e principalmente nesta altura do ano, mostrar a importância que o “Ajudar” tem. Incentivar as crianças a colocar uma pequena parte do seu dinheiro de lado para contribuírem para alguma causa que acreditem ou para ajudarem alguém directamente.

Por outro lado, no Natal pode existir um outro momento em que os adultos podem aproveitar para falar de poupança. Esse momento é quando as crianças recebem dinheiro como presente. Uma vez mais, é importante ensiná-las a gerir esse dinheiro. Ensinar que parte dele deve ser para gastar nas suas despesas básicas do dia-a-dia, outra parte para poupar para algo que gostassem de comprar mais à frente e que outra parte deve ser destinada para ajudar. Por exemplo, se juntarem parte do dinheiro deste Natal podem ajudar alguém no próximo Natal.

Para colocarmos em prática alguns dos ensinamentos podemos ainda levar os mais pequenos às compras neste Natal, mostrar-lhes como fazemos as nossas opções baseadas no nosso orçamento e ainda deixar que façam alguns pagamentos sobre nossa supervisão. As crianças nesta altura podem ainda aproveitar para fazer as suas pequenas compras com a ajuda e os conselhos dos graúdos.

De que forma começar a poupar logo desde criança pode afectar/influenciar o futuro enquanto adultos?

As crianças são o futuro e serão a próxima geração a lidar com a economia, o emprego, os créditos e as dívidas. É muito importante que percebam desde cedo a importância de ter um orçamento e de saber poupar. Explicar-lhes que as decisões que tomarem hoje irão reflectir-se na sua situação financeira do amanhã.

Se tivesse de dar três dicas de poupança nas compras natalícias para os adultos, quais seriam?

São muitas as dicas que podemos dar para que os portugueses façam as suas compras sem comprometer o seu orçamento familiar, no entanto consideramos importante: planear as compras, aproveitar as promoções e comparar preços.

Ao planearmos as compras com antecedência e o respectivo orçamento que temos para elas, estamos a ajustar os presentes às nossas capacidades financeiras. Além de termos mais poder de escolha, é provável que façamos escolhas mais ponderadas e até encontremos uma solução mais barata do que a que inicialmente tínhamos pensado.

Se, por outro lado, aproveitarmos as promoções, principalmente o dia da Black Friday ou da Cyber Monday, poderemos poupar muito, mas muito dinheiro. A maioria das famílias portuguesas continua ainda a deixar estas compras para Dezembro, mas desafiamo-las a que para o ano antecipem essas compras para Novembro e vejam quanto podem poupar.

Por último, mas não menos importante, é comparar preços. Esta questão, mais uma vez, necessita de algum planeamento, precisamos de algum tempo para procurar a opção mais barata de um mesmo produto.

Para os mais pequenos, mas também para os graúdos, as dicas vão no sentido de planear com antecedência, fazer os seus próprios presentes de Natal e, no caso de terem irmãos, fazer compras em conjunto. Esta é uma boa alternativa para economizar e, ao mesmo tempo, oferecer um presente que, se fosse apenas uma só pessoa a pagar, seria inviável.

Para concluir, e porque não poderíamos deixar de referir, os riscos do crédito ligado ao consumo são mais elevados na época natalícia. Por isso, é preciso acautelar este consumo, já que é uma época onde tradicionalmente se gasta mais. Daí ser importante definir um orçamento para as férias de Natal e utilizar as poupanças para comprar as prendas a pronto, em vez de recorrer ao cartão de crédito ou a um crédito pessoal, uma vez que a dívida destas compras vai ter de ser paga nos próximos meses.
Fonte: https://executivedigest.sapo.pt/como-explicar-o-que-e-a-poupanca-as-criancas/

segunda-feira, julho 23, 2018

A UE vai conceder 26 milhões de euros aos países africanos de língua portuguesa e a Timor Leste (PALOP-TL) - Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, em dois projetos.

  1. Promover trabalho no setor cultural dos PALOP-TL, 18 milhões de euros, um grande apoio à cultura e literacia na Lusofonia

O projeto vai concentrar-se nas artes de palco, incluindo música, dança e teatro, e fortalecerá formação e treinamento no setor. Este programa aumentará o acesso de produtos culturais dos países PALOP-TL aos mercados nacionais, regionais e internacionais e apoiará a criação e difusão de publicações literárias e da leitura nos países da Lusofonia, principalmente entre crianças e jovens. 

O Ano Europeu do Património Cultural continua durante 2018.

2. Apoio à gestão das finanças públicas nos PALOP-TL - 8 milhões de euros consolidará as iniciativas das suprema instituições de controlo das finanças públicas, Tribunal de Contas bem como a sociedade civil, para melhorar a responsabilização, eficiência e transparência das finanças públicas nos seis países.

Estes apoios são financiados pelo 11º Fundo Europeu de Desenvolvimento e foram anunciados à margem da Cimeira bienal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), organizada por Cabo Verde, que está a assumir a presidência da CPLP. 

EU provides €26 million to the Portuguese-speaking African countries and East Timor (PALOP-TL)


18/07/2018

Today, the European Commission has signed an €18 million project to support the Portuguese-speaking African countries and East Timor (PALOP-TL) - Angola, Cape Verde, Guinea Bissau, Mozambique, Sao Tome and Principe and East Timor - to promote employment in the cultural sector. The project will focus on performing arts including music, dance and theater and will strengthen technical training and skills in the sector. This programme will increase access of cultural products from PALOP-TL countries to national, regional and international markets and will support the creation and diffusion of literary publications in the region mainly for children and the youth.
The €8 million programme to support public finance management systems in the PALOP-TL will consolidate the initiatives of supreme public financial control institutions, as well as civil society, to improve accountability, efficiency and transparency of public finance in the six countries.
Commissioner for International Cooperation and Development, Neven Mimica, said: "The EU is a strong partner of the Portuguese-speaking African countries and East Timor. The EU has also always promoted the idea that culture is an indispensable element of the development of societies. Our €18 million project is a concrete investment to create jobs in the cultural sector which has great potential for growth, especially among youth. The reform of the public finance sector is also very important in order to contribute to more effective public expenditure and to improve the quality of public services for citizens. "
This support is provided thro
ugh the 11th European Development Fund and its ultimate goal is to contribute to more inclusive and sustainable growth in these countries.
The signature took place in the margins of the bi-annual Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) Summit hosted by Cabo Verde, which is taking over the CPLP Presidency from Brazil. The presidency has adopted the motto 'People, Ocean, Culture', and will seek to launch significant initiatives in these three areas. Throughout 2018, the EU will celebrate our diverse cultural heritage across Europe - at EU, national, regional and local level through 'The European Year of Cultural Heritage 2018'.
The EU has been cooperating with the PALOP-TL since 1992 – for over 25 years.
More information on EU-PALOP-TL cooperation

domingo, agosto 06, 2017

Geekie jogo didático apoia acesso a universidades


Resultado de imagem para geekie gamesO Geekie Games é um jogo didático com videoaulas, exercícios e simulados que ajuda milhões de estudantes a se prepararem para o ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio no Brasil que serve também de exame vestibular para entrar em muitas universidades.
O Geekie é utilizado por 450.000 alunos em São Paulo, segundo the Economist.

O Geekie define um cronograma de estudos para o ENEM, tal com com  uma professora particular, que permite aumentar as notas.  Entende os pontos fracos e fortes e define o melhor roteiro de aulas para o aluno passar no ENEM e nos exames vestibulares de acesso ao ensino superior.

O ENEM é o maior exame vestibular do Brasil (reconhecido oficialmente pelo RankBrasil – Recordes Brasileiros) e o segundo maior do mundo, atrás somente do Gāo Kǎo, o exame de admissão do ensino superior da República Popular da China.

VER jogos didáticos em Português  em https://geekiegames.geekie.com.br/
VER história da criação do Geekie https://endeavor.org.br/historia-geekie-claudio-sassaki-eduardo-bontempo/

sexta-feira, novembro 18, 2016

Encontro de cientistas portugueses, 22-Nov, 17h30 Pavilhão do Conhecimento

Resultado de imagem para pavilhão do conhecimentoA rede Global Portuguese Scientists (GPS.PT) quer contribuir para ajudar a conhecer a mobilidade dos investigadores portugueses pelo mundo, de modo a aumentar a sua visibilidade e reconhecimento em Portugal, facilitar contactos, colaborações e transferências de conhecimento.

Todos se podem registar, mas os que aparecem no mapa são apenas os investigadores que em qualquer fase da sua carreira trabalharam por um período de pelo menos três meses fora de Portugal.

A rede GPS terá uma sessão pública de apresentação no próximo dia 22 de Novembro, no Pavilhão do Conhecimento, às 17h30. A entrada é livre, mediante inscrição em:

https://www.ffms.pt/conferencias/detalhe/1763/apresentacao-gps-global-portuguese-scientists

É uma iniciativa da Fundação Francisco Manuel dos Santos, concretizada através de uma colaboração com a Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica - Ciência Viva, a Universidade de Aveiro e a Altice Labs. Tem como parceiros várias associações de portugueses com qualificações superiores residentes no estrangeiro: a Associação de Pós-Graduados Portugueses na Alemanha (ASPPA), a Association des Diplômés Portugais en France (AGRAFr), a Portuguese American Post-graduate Society (PAPS), a Portuguese Association of Researchers and Students in The UK (PARSUK) e a Native Scientists.

A rede GPS são todos os investigadores que nela se registam e a dinamizam.

Registe-se em gps.pt e ajude a construir esta rede!

David Marçal
dmarcal@cienciavia.pt
Coordenador da rede GPS

quarta-feira, novembro 16, 2016

Educação e democracia

"A educação torna um povo fácil de guiar, mas difícil de dirigir, 
fácil de governar, mas impossível de escravizar." 

A primeira vez que li esta citação sobre a importância da educação para a boa governação, foi num folheto da Portuguese American Scholarship Foundation, em Newark, NJ.  A PASF tem apoiado a educação de luso-americanos desde 1966  e eu tive o privilégio de fazer parte da sua Comissão de Bolsas em 1987 e 1988.  

Sabemos que a educação não é panaceia para todos os males.  Mas se o trabalho de educadores e professores for menosprezado ou ineficaz, ficamos todos pior.

Entretanto, surge um (novo?) fenómeno,  os LIVs, Low Information Voters,  eleitores de pouca informação, que desconhecem certos fatos básicos e que carecem do que os psicólogos chamam de "necessidade de cognição".


quinta-feira, outubro 20, 2016

Seminário sobre Autarquias educação e desenvolvimento, Gulbenkian, 3-4 Nov

Seminário “Autarquias locais rumo a 2030: diálogos para o desenvolvimento”

O Instituto Marquês de Valle Flôr, a Câmara Municipal de Loures, a Câmara Municipal do Seixal e a Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento promovem o seminário “Autarquias Locais Rumo a 2030: Diálogos para o desenvolvimento”. Este seminário realiza-se de 3 a 4 de novembro de 2016, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
O evento congrega alguns dos principais atores europeus da cooperação intermunicipal e “pretende ser um espaço de partilha, aprendizagem, reflexão, debate e ação com o objetivo de contribuir para que a estratégia de Desenvolvimento das autarquias seja inclusiva, participativa e eficaz”.
Esta atividade enquadra-se no projeto de Educação para o Desenvolvimento (ED) “Redes para o Desenvolvimento: Educação Global para uma Cooperação Mais Eficiente”, que envolve organizações e municípios de Portugal, Alemanha, Holanda e Espanha.
A intervenção conta com o financiamento da Comissão Europeia e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., no quadro da linha de cofinanciamento para projetos de ED.

domingo, maio 01, 2016

NOVA é a 1.ª Universidade fora dos USA a obter a Acreditação GEOINT

A NOVA IMS obteve a Acreditação GEOINT (Inteligência Geoespacial), por parte da United States Geospatial Intelligence Foundation (USGIF), sendo esta a 1ª vez que uma Universidade é acreditada pela USGIF fora dos EUA.

A UNL  NOVA Information Management School (NOVA IMS) obteve a Acreditação GEOINT (Inteligência Geoespacial), por parte da United States Geospatial Intelligence Foundation (USGIF), sendo esta a 1.ª vez que uma Universidade é acreditada pela USGIF fora dos EUA.
O programa de certificação graduada em Inteligência Geoespacial (certificado GEOINT), acreditado pela USGIF, disponibiliza educação e formação em conceitos científicos, métodos e tecnologias geoespaciais chave utilizadas na resolução de problemas de segurança humana a nível global, incluindo desastres naturais, crises humanitárias, riscos ambientais, operações militares, violência política, saúde pública e desafios no acesso a fontes de alimentação.

sábado, abril 30, 2016

Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)

Portugal é dos países mais endividados do mundo, dizem os números do IGCP.
A taxa poupança está nos mínimos, diz o INE.
Os portugueses demonstram baixa literacia financeira, isto é, não sabem fazer bem as contas, dizem estudos mundiais.

Entretanto, o crédito ao consumo continua demasiado acessível, apesar de se ter voltado a aplicar o imposto do selo, e até os bancos do Estado  oferecem o "fraccionamento de contas", como se a possibilidade de comprar consolas a prestações fosse essencial para uma consoada feliz.

Famílias mal governadas estão em risco.
Hoje, há quem abandone a casa e a hipoteca, não só os filhos.

Parafraseando o ditado popular, casa onde não se gere bem o pão, todos ralham e ninguém tem razão.

VER   Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)
Fonte:  http://www.dinheirovivo.pt/buzz/galeria/como-evitar-o-divorcio/#sthash.lsPFbaQc.cmfs

Portugueses sabem menos  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2016/03/literacia-financeira-portugueses-nao.html 

Cortar o crédito ao consumo, já http://ppplusofonia.blogspot.pt/2015/05/cortar-credito-ao-consumo-ja.html  e como a CGD promove mesmo  a desgovernação das famílias  https://www.cgd.pt/Particulares/Cartoes/Cartoes-de-Credito/Simulador-de-Pagamentos-Fracionados/Pages/simulador-pagamentos-fracionados.aspx

Alfabetização e literacia baixas na lusofonia http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html

Falta de literacia financeira promove endividamento http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/02/falta-de-literacia-financeira-promoveu.html

Como reestruturar a dívida com o apoio da DECO  http://www.deco.proteste.pt/dinheiro/credito-habitacao/simule-e-poupe/credito-a-habitacao-posso-aceder-plano-reestruturacao-divida



terça-feira, março 15, 2016

Literacia financeira - Portugueses sabem menos


Um inquérito mundial sobre literacia financeira, o  S&P Global FinLit Survey 2015 aponta resultados chocantes, senão surpreendentes:   
  • Em quase todos os países,  as mulheres têm menos literacia financeira do que os homens 
  • Os Portugueses demonstram os mais baixos níveis de literacia financeira da Europa, pouco mais de metade de Espanha 
  • Baixa literacia financeira é relacionada com pobreza 
  • Baixa literacia financeira é relacionada com o baixo aproveitamento escolar em matemática (testes PISA) 
Os adultos com baixa literacia financeira são mais pobres, correndo maior risco de serem enganados ou mesmo vigarizados e de tomar decisões financeiras erradas baseadas apenas em considerações de curto prazo.   
O inquérito focava 4 conceitos, numeracia simples e o cálculo de juros, o efeito de juros compostos, inflação e diversificação de riscos financeiros. 
No futuro, haverá que acrescentar os conceitos de endividamento excessivo e de deflação.  
Falta saber qual é a relação de causalidade, se os pobres são pobres porque não sabem fazer contas, ou não sabem fazer contas porque são pobres. O que se pode presumir, é que é preciso saber fazer contas para sair da pobreza. 

O resumo dos resultados do estudo  S & P Global FinLit Survey, a maior e mais abrangente medida de literacia financeira em 140 países pode ser visto em:    


Para mais informação  http://gflec.org/initiatives/sp-global-finlit-survey/
Urgente educar  para a literacia financeira:  

http://gflec.org/education/educational-videos/

http://gflec.org/event-category/financial-literacy-seminar-series/

O estudo global e o Centro de Excelência para a literacia financeira http://gflec.org/

VER Literacia financeira e o endividamento excessivo http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/02/falta-de-literacia-financeira-promoveu.html 

VER mais sobre educação para a literacia financeira http://clientebancario.bportugal.pt/pt-PT/Publicacoes/PNFF/Paginas/PNFF.aspx

terça-feira, dezembro 29, 2015

Educação e o passado e o futuro da Lusofonia

É bom que os historiadores olhem para trás, entre as brumas da memória, e nos ajudem a compreender a história da Lusofonia.  

As declarações do ex-Presidente Lula da Silva, sobre o atraso relativo do Brasil colonial em relação às colónias espanholas, merece toda a atenção.  Segundo um artigo recente do historiador Diogo Ramada Curto no Público, Portugal procurou educar as elites brasileiras em Portugal em vez de criar universidades nas colónias como fez Espanha.  

        "A boa notícia é que Portugal tem feito enormes progressos na melhoria da alfabetização nas últimas décadas. 

        Em relação ao que se passou em tempos anteriores a 1822, quanto à não existência de ensino universitário no Brasil colonial, importaria voltar às análises de Sérgio Buarque de Holanda. De facto, em Raízes do Brasil (1936), o maior historiador brasileiro do século XX considerou que a cultura brasileira anterior ao século XVIII tinha sido determinada por políticas que proibiram a instalação de tipografias e a criação de universidades, ao contrário do sucedido na América Espanhola, nomeadamente no México e Peru. Assim, o mercado do livro e a frequência dos mais altos níveis de ensino fizeram com que a colónia ficasse submetida à metrópole."

Mas os economistas olham mais para a frente, procurando ajudar a construir um futuro melhor.  


A realidade é que em termos de literacia Portugal continua bem abaixo da média europeia e de outros países de tamanho similar e nível de desenvolvimento, de modo que o investimento em educação  continua a ser prioritário.O mesmo se pode verificar nos outros países lusófonos.  

Este blog PPP Lusofonia tem procurado promover esta importante discussão para focar o que precisamos de fazer para ultrapassar o  atraso relativo da educação em cada um dos países lusófono em comparação aos seus países vizinhos.  

O passado, passado está, podemos compreender mas não o podemos negar.  Mas o futuro pertence a quem o souberconstruir,  investindo fortemente na educação dos povos lusófonos, aluno a aluno, aula a aula.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Diogo Ramada Curto no Público, Legado colonial de Portugal no Brasil http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-legado-colonial-de-portugal-no-brasil-entre-a-culpa-e-a-redencao-1718464

A iliteracia da Lusofonia http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html

sábado, agosto 01, 2015

Natalidade e os custos e benefícios de encolar meninos

O artigo em The Economist de 25-Julho-2015 sobre a "greve de bebés"  tem um gráfico elucidativo, para não dizer chocante, que coloca Portugal no fundo dos fundos, quer em termos de fertilidade, quer em termos de despesa pública de apoio às famílias.

As estatísticas da OCDE apontam para Portugal para o país com o maior problema de baixa natalidade, mas também como o país que menos faz para apoiar as famílias.

Nestes países de baixa fertilidade, ter filhos pode ser visto como um investimento privado com benefícios públicos, isto é,  com externalidades positivas que justificam alguma compensação para alinhar as escolhas individuais das famílias com os interesses colectivos da sociedade.

O artigo, que merece ser traduzido e estudado, apresenta vários estudos sobre o problema demográfico de baixa fertilidade, inferior à taxa de natalidade sustentável de 2.1 crianças por mulher, e as eventuais soluções, tais como:
- subsidio por bebé
- abono de família
- benefícios, deduções ou créditos fiscais no IRS dos pais
- subsídios para cuidados infantis de qualidade  em infantários, creches e amas 
- aposentação antecipada para avós cuidadores 
- licenças de maternidade e paternidade pagas e mais longas
- cidades amigas-de-crianças (baby-friendly cities)...como Lisboa

Segundo o artigo, a medida que funciona melhor são os infantários subsidiados que permitem às mães melhor combinar o trabalho com a  família.  Isto faz todo o sentido.
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Tradicionalmente, as mães sempre dependeram de "cuidadores gratuitos", sob a forma de avós, madrinhas e tias, como numa aldeia.  Isto não dispensando o envolvimento do próprio pai.
Esta era uma forma da família apoiar o investimento individual dos jovens pais na criação da próxima geração da família.  E antes de haver "baby-sitters",  havia facilidade em arranjar  "criadas de encolar meninos".  Com famílias mais pequenas, e dispersas, em ambiente urbano, os pais precisam de outras formas de apoio à primeira infância nos anos pré-escolares mais críticos.

Comparar as consequências para o equilíbrio trabalho-família de medidas alternativas tais como os  "infantários subsidiados" e a "licença de parto mais longa"  é elucidativo:

Nos países mais pobres, com baixos salários e desemprego elevado, as mães precisam trabalhar mais, não menos, para contribuir para as finanças da família. Mas quando as mães trabalham, quem toma conta das crianças?
- A licença de maternidade alongada aumenta o custo e a complexidade da contratação de jovem mulheres como empregadas.  Mais tempo em casa também eleva o custo de oportunidade para as próprias mães,  que acabam por acumular menos experiência de trabalho  no início de sua vida profissional.
- Já os cuidados infantis subsidiados, pelo contrário, ajudam as mulheres a entrar e a permanecer no mercado de trabalho, confiantes que os seus filhos estão bem entregues,  e isso torna as mulheres mais empregáveis, não menos.

Demografia é destino, pois os ciclos demográficos são muito difíceis de inverter.  As medidas de apoio à família tem que ser bem desenhadas e aplicadas, com peso e medida. Os custos de resultados não intencionados podem ser desastrosos para uma sociedade.

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Ver mais no Público http://www.publico.pt/sociedade/noticia/problema-nao-se-resolve-com-incentivos-a-fecundidade-1703762













sábado, junho 06, 2015

Alemão precisa-se

Escolas secundarias portuguesas ensinam espanhol (desemprego jovem de 50,1%), mas não ensinam alemão (desemprego jovem de 7,2%).

Vamos lá ensinar o MdE a fazer estudos de mercado.

Em França, o PM quer que mais jovens falem alemão, a lingua materna mais falada da Europa.  E os professores franceses ... fazerm greve

http://economico.sapo.pt/noticias/greve-dos-professores-abala-governo-de-paris_218823.html

domingo, maio 17, 2015

Acordo ortográfico vai servir para aumentar a literacia da lusofonia ?


 

Os linguistas e educadores podem dedicar-se à colocação dos hífens e dos acentos circunflexos, mas o grande "erro" histórico e o verdadeiro desafio  futuro é a baixa literacia da lusofonia.

Eis mais uma bela discussão do "sexo dos anjos".

O analfabetismo é o verdadeiro "indicador de desempenho da lusofonia", o que nos faz chumbar todos os dias na concorrência internacional, e é esse que deveria ser o objectivo da "educação para a prosperidade".

Basta recordar que todos os países lusófonos, com a possível excepção de Cabo Verde, têm níveis de alfabetização inferiores à dos seus países vizinhos. Não serão os ditames burocráticos mas sim a alfabetização, e a passagem da tradição oral para a pratica de escrita e de leitura o que vai fazer convergir o português  dos nossos povos,  o 5º ou 6º idioma mais falado, mas não mais lido, no mundo.

Resultado de imagem para lusofonia imagensSe todos os lusófonos tivéssemos podido LER "Os Lusíadas" estes 500 anos, estaríamos agora todos não apenas a falar,  mas a ler e a escrever, a "língua de Camões".

Quanto a este blog PPP Lusofonia, peço a compreensão dos leitores pelo "facto" de continuar a semear Cs, Ps, hífens e acentos de uma forma mais ou menos aleatória, dependendo do corrector automático do Google para reduzir a confusão.

Se tiverem dúvidas sobre a interpretação de um texto, perguntem.
Eis uma pista: recordem-se que em economia estamos quase sempre a falar de factos (dados, substância) e não de fatos (ternos, aparência, forma).

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia 
Ver http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html