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domingo, julho 26, 2020

Adapt or Die – to make 2020’s the Double Adaptation Decade

When the Green Climate Fund was envisioned in 2010, it was designed to allocate its funding of climate actions 50% to Mitigation projects and 50% to Adaptation projects, in a two-pronged approach to overcoming the “crisis of the XX Century”.

Mitigation projects were always easier to identify, formulate, finance and implement: A new wind farm here, a PV solar mini-grid there, better public transportation, proper sanitary land-fills, less consumption of meat from beef cows and other burping animals…

And Mitigation projects were easier to scale up and centralize, as promoters and investors implemented bigger and bigger capital-intensive “utility-sized” PV solar farms, from the initial 11 MW in Serpa, Portugal in 2011, to the 500 MW  Ouarzazate complex in Morroco in 2018 and more since.

By contrast, Adaptation projects are the poor relation of Climate Finance, being people-intensive, requiring local solutions and behavioral changes village-by-village, such as a new water source, new climate-resistant seeds, new irrigated agriculture, new climate-adapted school buildings and covered schoolyards, new water, and sanitation WASH practices. In complex countries like Peru, I saw how difficult it was just to take the first steps, to identify local needs and to structure local options

Lo-and-behold, (eis senão quando), the  new Covid-19 mass confinement arrives in March 2020 to temporarily facilitate Mitigation and reduce greenhouse gas emissions. But the Covid-19 health crisis permanently complicates Adaptation and protection of the most exposed and vulnerable populations from increased risks, worsening living conditions and more difficult resilience.

How can we cope with so many intertwined crises, when we hardly understand all their ripple effects and consequences as “pebbles thrown in the pond” become boulders?

>Climate crisis >



>Covid-19 health crisis>

>Confinement economic crisis>

>Unemployment and poverty crisis>

>Social services safety net crisis >

> Government budgets and debt crisis>

> Social conflict crisis>

> Political polarization crises>

>International conflict crises...

In 2020, the year of all crises, it seems we need to rethink (absolutely) everything, from intercontinental air travel, to having grand-parents around to help with child-care in 3-generation family homes.  

To get through it all, we will need to Rethink Everything to make the 2020’s Adaptation Decade

for example...Urbanization and fast-growing cities, trends are likely to change.

Urban growth is likely to slow down as 2020 Smart Cities may need to reduce, not increase, density and traffic. Double adaptation to Covid-19 and to Climate Change suggests less population density and less frequent travel, less daily commuting, with people staying more time in self-contained communities, with more open spaces and fewer  huge shopping malls,  working closer to home, delivering and receiving more services on-line, concentrating  transportation mostly in essential goods, single-family road trips, etc.

Adaptation is not optional, never has been.  #Clima, #Covid-19, #Adaptação 

Mariana Abrantes de Sousa

Senior Project Finance Specialist

See article on 2020's the Adaptation Decade 

domingo, julho 14, 2019

Recycling "petrodollars" 6.0 - Chinese style in Africa

Como Reciclar "Petrodollars" 1.0,  OPEC, anos 1970's
Eu sou do tempo em que o sistema bancário internacional se ocupava a receber depósitos dos países membros da OPEC nos seus anos dourados, quando tinham acabado de descobrir o seu poder de monopólio, cortando a produção de petróleo para subir o preço e acumulando ENORMES superavites de comercio internacional.
Resultado de imagem para africa hidden debt reinhart
Os "money center banks" como o Chase onde eu trabalhava recebiam os EXCEDNTES da Venenezuela e da Arabia Saudita,  que intermediavam em EMPRESTIMOS a outros países que necessitavam continuar a IMPORTAR  petróleo, como o Brasil.
Eu própria assinei muitos desembolsos para financiar a construção da mega-barragem do Itaipu, entre outros empréstimos menos produtivos. 
Obviamente, que estes ENORMES fluxos acabaram mal.  A CRISE de SOBRE-ENDIVIDAMENTO da America Latina nos anos 1980's, que eu também vi de perto na Cidade do México, necessitou reestruturação de divida externa de dezenas de países.

O fenómeno repete-se, pois parece que não aprendemos nada com o sofrimento de tantos países endividados:
i.   Superavites comerciais excessivos (X-M)>>>0 , desequilíbrios comerciais persistentes, não auto-corrigidos
ii.   Excessos de crédito internacional.  Países excedentários, como a Alemanha, a China, a Holanda,  persistem  em financiar suas exportações (vendor financing) muito para além da capacidade de reembolso dos países deficitários.
iii. "Sudden stop", corte brusco nos financiamentos à importação dos países deficitários
Resultado de imagem para imagem mo de cima mó de baixoiv.  Pressão dos credores "over-extended", da "mó de cima" sobre os devedores sobre-endividados da mó-de-baixo para passar TODO o custo de ajustamento e partilhar os custos entre credores e devedores.  Juntam os três à esquina, numa TROIKA. Na narrativa dos media financeiros, os credores são  desresponsabilizados pelos créditos mal parados, toda  a CULPA é dos devedores.
v.  Apertão e repressão financeira nos países devedores, com cortes de GDP, de  salários e de rendimentos, de pensões, de investimento e de serviços públicos.  Vendem-se ativos ao desbarato ("anéis"como as ações  da EDP e da REN) para continuar a importar pechisbeque (t-shirts).
vi. Recuperado algum equilíbrio financeiro dos devedores, o Ciclo do sobre-endividamento recomeça com excesso de credito externo ...

Como Reciclar "Petrodollars" 2.0,  .... anos 1980's (ver detalhes em separado)
Ciclos de sobre-endividamento repetem-se apesar da criação do Cook Ratio em 1988. 

Como Reciclar "Petrodollars" 3.0,  Asia, anos 1990's (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 4.0,  ..., anos 2000's  (ver detalhes em separado)

Como Reciclar "Petrodollars" 5.0,  Eurozone, anos 2010's  (ver detalhes em separado sobre o sobre-endividamento de Portugal e outros países da Eurozone)

Como Reciclar "Petrodollars" 6.0, crédito escondido da China a Africa,  anos 2020's  

As falhas de (auto)-regulação do sistema financeiro internacional, e dos centros de decisão dos internacionais dominados pelos credores, são  pagas pelas populações dos países devedores mais vulneráveis, com menos MBA's per capita.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista e Consultora Financeira

Ver detalhes nos estudos de Reinhart sobre Africa:   https://www.cnbc.com/2019/07/12/chinas-lending-to-other-countries-jumps-causing-hidden-debt.html

China’s lending to other countries has surged since 2000's, causing debt levels to jump dramatically, and as much as half of such debt to developing economies is “hidden,” a new study has found.
Such “hidden” debt means that the borrowing isn’t reported to or recorded by official institutions such as the International Monetary Fund (IMF), the World Bank, or the Paris Club — a group of creditor nations.
Between 2000 and 2017, other countries’ debt owed to China soared ten-fold, from less than $500 billion to more than $5 trillion — or from 1% of global economic output to more than 5%, according to the study from Germany-based think tank the Kiel Institute for the World Economy.
“This has transformed China into the largest official creditor, easily surpassing the IMF or the World Bank,” the report’s researchers said...


segunda-feira, agosto 27, 2018

G20 Reorçamentar PPP para Investimento Público Sustentável

As PPPs, as concessões de obra e/ou serviços públicos, são investimento publico como qualquer empreitada de obras públicas do saudoso PIDDAC (Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central).  Só que os contratos de PPP foram criados fora do Orçamento publico anual, o que tem gerado sobre endividamento e gravíssimos riscos fiscais e orçamentais incomportáveis para uma economia frágil. 

Quando uma estrada  não tinha cabimento no orçamento do investimento publico anual, contratavam-se duas estradas em regime de PPP, com previsões de tráfego e de receita de portagem imaginárias, a pagar a prazo.  A fatura do investimento publico passava dos pais e filhos, para os netos e bisnetos pagarem a dobrar. Os investidores foram quase sempre protegidos, fora alguns projetos que entraram em bancarrota. 

A organização G20 quer promover PPPs mais equilibradas e eficientes para executar as grandes obras de infraestrutura necessárias em países emergentes 

Mas, como diz um artigo recente de Ricardo Seabra ( https://sol.sapo.pt/noticia/605665/a-infraestrutura-do-g20)
"Ora, existe claramente um ponto de confluência entre Estados endividados – que necessitam de parceiros para atingir as suas metas de investimento – e investidores privados que procuram diversificação de ativos num mundo de rendibilidades historicamente baixas."
...
"A uniformização de questões contratuais e regulatórias (dos contratos de PPPs recomendado pelo G20) é crucial para dar confiança aos privados, o que por sua vez permitiria também um escrutínio público mais simples que mitigasse os riscos de captura por interesses rentistas. Esperemos que deste modo se evite o triste exemplo que testemunhamos em Portugal na década passada, onde um conceito eficiente para infraestruturas – as PPP – foi completamente desfigurado pelo conluio entre rentistas e os governantes da época."

Quem esconde o que gasta, deixa dívidas para pagar a dobrar.

Foi o icebergue extra-orçamental bem visível já no final de 2007, a desorçamentação sistemática e abusiva do investimento público e a redução do PIDDAC, um dos mecanismos que facilitou a rápida passagem da confluência ao ... conluio. 

Seria bom se o novo manual de PPPs criado e publicado pelo G20 Initiative servisse para evitar futuras crises financeiras previsíveis, alimentadas com despesas extra-orçamentais, com os seus impactos negativos para as populações mais vulneráveis, como aconteceu em Portugal . 

Mariana Abrantes de Sousa 
Financial Consultant and PPP Specialist 
Ver o iceberg das PPP e das empresas publicas de transportes SEE  http://ppplusofonia.blogspot.com/2009/12/encargos-extra-orcamentais-com-servicos.html 
e G20 Managing PPP https://managingppp.gihub.org/


sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Debt Workout 201 parte 1 - Entre a espada e a parede


Os governos dos países devedores estão entre a espada dos credores externos e a parede dos rendeiros, os interesses internos comodamente instalados à mesa do orçamento .  Os credores externos deram crédito a mais, "subprime",  que foi aproveitado pelos governos anteriores para distribuir benesses abusivas e conceder "rendas" aos seus confrades.  Agora nem os credores tontos nem os rendeiros espertos querem abrir mão dos seus "direitos (abusivamente) adquiridos", e por isso o esforço de austeridade recai sobre os cidadãos mais indefesos, mais pobres, com menos capacidade de reivindicação.  

Em Fevereiro de 2011 começámos a publicar artigos sobre a prática de negociações de contencioso de crédito, Debt Workout 101- Games lenders and borrowers play". Naquele momento os principais credores da Grécia eram os bancos franceses e os bancos alemães.

A list ordenada dos artigos Debt Workout 101 pode ser vista na página deste blog  Crise na Eurozone

A crise endividamento dentro da Eurozone anda  não se resolveu nestes 4 anos,  mas o "jogo" está a passar para um novo patamar que podemos chamar Debt Workout 201, sobretudo com as novas posturas negociais da parte dos países devedores.


Como diz o ditado popular agora transformado em provérbio financeiro:  quem se lixa é o mexilhão.

Felizmente, em democracia, os governos podem ser mudados, e portanto a história não vai acabar assim,

Com a entrada em campo de jogadores mais bem preparados, como  ministro das finanças grego, um conhecido guru da teoria de jogos, podemos esperar um jogo mais renhido e também mais equilibrado.  

É que no equilíbrio é que está o segredo do sucesso do contencioso de crédito, uma arte tão antiga como os perdões de dívida nos grandes  jubileus.

Recordemos que o novo lider grego vem da Australia, onde os credores tontos não só sofrem perdas e como se lançam contra os especialistas responsáveis pelas previsões de tráfego impoladas em estradas que ficaram desertas.

Como manda a teoriaYanis Varoufakis começou por disparar em todas as direcções, para conseguir espaço negocial,  tanto contra os credores externos   como contra os oligarcas e rendeiros internos, enquanto procura atender à crise humanitária dos cidadãos mais indefesos

BOA Yanis! 

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia 
6-Fev-2015 
Ver Australia traffic studies lawsuit http://www.tunneltalk.com/Discussion-Forum-16Jul13-Australia-PPP-toll-tunnel-crisis.php

Debt workout 101 - parte 0  Sinais de Alerta de Alerta de Stress Financeiro
Debt workout 101 - Games borrowers and lenders play, part 1 
Debt workout 101 - Games borrower and lenders play, part 2 
Debt workout 101 - Games  borrowers and lenders play, part 3  Orderly default
Debt workout 101  - Lessons from past crisis, part 5
Debt workout 101 - part 6    Looking for the bottom
Debt workout 101 - part 7,   The D-word, down with the default taboo
Debt workout 101 - part 8    Stages of Grief in Eurozone countries
Debt workout 101 - part 9    US and UK banks increase exposure
Debt workout 101 - part 10   Estonia model of non-default and debt workout
Debt workout 101 - part 12   The benefits of a non-default
Debt workout 101- part 11    Creditors don't want to kn 
Debt workout 101 - part 13   Nobody forced the creditors to lend 
Debt workout 101 - part 14   The Estonia example 
Debt workout 101 - part 15   Early default could save the Euro
Debt workout 101 - part 16   O absurdo de só defender o credor
Debt workout 101 - part 17   Baltic purgatory provides lessons to Eurozone credit workout
Debt workout 101 - part 18   Nobody forced the creditors to lend - 2
Debt workout 101 - part 19   Creditors must sometimes lose money
Debt workout 101 -part 20     Creditors must share pain of credit workout 
Debt workout 101 - part 21   Falling OT yields send mixed messages
Debt workout 101 - part 22   The really BIG creditor and 16 Hong Kongs 
Debt workout 101 - part 23  Living in a creditor dominated Europe
Debt workout 101 - part 24   Times of fear and loathing in the Eurozone
Debt workout 101 - part 25  Credores loucos apertam o cerco

quarta-feira, junho 11, 2014

Euronext Lisbon Conference Project Bonds, 17-June, 9h, UNL

Conferência Project Bonds

Inscreva-se aqui


Financiar infraestruturas e promover o crescimento
17 de Junho - Lisboa

Data: 17 de Junho
Hora: Das 9h às 12h45
Local: Edifício da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Campolide (Auditório B)
Num novo contexto de condições gerais de financiamento à economia, têm-se verificado interessantes desenvolvimentos na procura de instrumentos financeiros, que possam alargar a base de investidores em empresas e projectos, que sustentem o crescimento económico.
Este é o caso das project bonds, que visam angariar investidores  de mercado de capitais (sobretudo institucionais) para o financiamento de infraestruturas, num quadro em que as restrições orçamentais dos Estados e as condicionantes ao financiamento bancário (em project finance) continuarão a limitar as soluções anteriormente adoptadas.
A Euronext Lisbon entendeu que este é um tema que tem relevância para Portugal, num quadro de melhoria progressiva da percepção de risco-país pelos investidores internacionais, e como consequência da necessidade de financiar (ou refinanciar) infraestruturas estruturantes do desenvolvimento do país. Junte-se a nós e saiba mais sobre Project Bonds no dia 17 de Junho, entre 9h00 e as 12h45 no auditório B  do Edifício da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Campolide.
Conferência Project Bonds 2014
8h30  Receção e Registo
9h00  Notas Introdutórias,
Luís Laginha de Sousa, CEO, Euronext Lisbon
9h15 Project Bonds: definição e objetivos,
Isabel Simões dos Reis, Nova Finance Center
9h30 Structuring Project Bonds within the European market*,
Rui Madeira, Project and Structured Bonds, Societe Generale Corporate & Investment Banking
10h00 Arranging and Placement: conclusions from previous transactions*,
Guillermo Hott, Head of European Project Bonds,  Santander Global Banking & Markets
10h30 A Perspetiva do Regulador,
Ana Frasquilho,  CMVM
10h50  Pausa para Café
11h10 The Europe 2020 Project Bond Initiative*,
Cormac Murphy, Head of Division for Structured Finance and Trans-European Networks, EIB
11h30 Painel: Project Bonds and the Investor Perspective*
Introductory Notes: Miguel Morgado, Head of Lending Operations in Portugal, EIB
Cormac Murphy, Head of Division for Structured Finance and Trans-European Networks, EIB
Nuno Botelho, Diretor Central Private Banking, Millennium BCP
Mariana Abrantes de Sousa, Membro do Conselho de Administração da Infrastructure Crisis Facility Debt Pool LLP, e Professora Auxiliar Convidada na NOVA School of Business and Economics
11h55 Painel: oportunidades no mercado português
Carlos Figueiredo, Project Finance, CaixaBI
Hugo Rosa Ferreira, Partner, Banking & Finance, PLMJ
Manuel Lamego, Administrador Delegado,  Brisa Concessão Rodoviária
12h20 Encerramento*
Sérgio Monteiro, Secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações
*a confirmar
Source:  http://www.bolsadelisboa.com.pt/eventos/conferencia-project-bonds

sábado, maio 10, 2014

Eurozone testing the limits of divergence 2000- 2014

Curiosamente   “Eurozone Crisis Tests the Limits of Divergence” continua a ser o artigo mais visto deste blog PPP Lusofonia, depois de 3 anos, o que nos leva  a investigar o que se vai dizendo sobre  “Euro divergence” pela Internet dentro.  
O objectivo que importa, e de que mais se falava há 30 anos quando da adesão à Comunidade Europeia,  é a convergência de rendimentos, de PIB per capita.   Mas nisto a divergência está cada vez mais instalada.  Segundo a OCDE,  o PIB per capita português caiu de 75%  da média de Eurozone em 2010 para 70% em 2013, e vai afastar-se ainda mais até 2015.    
E a divergência do PIB/capita processa-se sobretudo pela divergência do contributo persistentemente positivo ou negativo das contas externas liquidas,  (X-M) .  Um  país consistentemente exportador prospera, um país consistentemente importador empobrece.  Como os países membros da Eurozone  não podem desvalorizar, nem subir as tarifas alfandegárias, nem impor controlo de capitais, nem alterar as taxas de juro, não conseguem corrigir a falta de competitividade directamente.
Os artigos  mais vistos na Internet focam outros aspectos em que convergência pode falhar, seja a divergência de custos unitários do  trabalho  (relative unit labour costs), a divergência dos saldos da BTC, balança de transacções correntes, e discutem em que medida as correlações entre estas variáveis reflectem relações de causalidade. 
Uma primeira surpresa é que o  modesto artigo de blog de Dezembro 2011 aparece entre os artigos de topo na pesquisa, junto com artigos da EC e de economistas académicos.  . 
Mas a surpresa  mais importante é que os principais artigos apontam para conclusões e recomendações bem diferentes daquelas que se vêm nos títulos dos jornais cada vez que a Troika vem a Lisboa. 
O artigo  que aparece em primeiro lugar, e que portanto continua a dar o mote , é o da European  Economy   News , de April 2010,  afirmando que    a “Divergência das Balanças de Transacção Correntes não é necessariamente má numa união monetária”,   que crise pode trazer oportunidades e que sem a moeda única os choques do ajustamento externo podiam ser maiores. É preocupante ver estas ilusões inconsistentes com a realidade continuando a ser apresentadas por órgãos sociais. 
O artigo mais citado é dos economistas  Estrada, Gali e Lopez-Salido, de Novembro 2012 que apresenta resultados interessantes sobre a convergência ou divergência nas primeiras  décadas  da União Monetária: 
- Houve uma forte convergência  nas taxas de desemprego em toda a área do euro até à crise financeira de 2008
- Houve diferenciais de inflação persistentes, e consequentemente grandes variações acumuladas nos preços relativos , pelo menos até 2007.   . As correlações observadas sugerem que a evolução de indicadores de competitividade como os custos unitários de trabalho foi consequência do crescimento diferenciado do emprego até 2007, e que houve com bastante convergência na evolução de preços e de custos unitários de trabalho.
 - A grande dispersão dos saldos das Balanças de Transacções Correntes (CAB) entre os países da Eurozone  parece pouco correlacionada com indicadores quantitativos de competitividade, como os preços de produtos transaccionáveis e os custos unitários do trabalho, em termos relativos.  Os crescentes desequilíbrios externos parecem ter uma relação mais forte com outros  factores qualitativos  de competitividade, e não com indicadores quantitativos de preços  relativos
Surpreendidos ao não encontrar  grande relação entre os preços relativos dos bens transaccionáveis e a dispersão considerável das contas externas dos países da Eurozone, os autores procuraram outras variáveis que pudessem explicar os desequilíbrios externos existentes.   Testaram o Índice de Competitividade Global (GCI) publicado pela WEF, que avalia a competitividade  para além dos preços relativos reais, focando  elementos institucionais e aspectos qualitativos de “Doing Business”. 
O indicador  GCI é composto por doze  "pilares” e revelou ter um poder de previsão bastante maior ao demonstrar um relação fortemente positiva entre o  indicador de competitividade  CFI do país, e o saldo BTC (de transacções correntes), com um R2 de regressão em torno de 0,77 (tanto para 2007 e 2011). Um dos doze componentes é o tamanho do mercado doméstico.
Os quatro sub-indicadores (ou pilares) que mais se destacam em termos de seu poder explicativo do CAB ou saldo da conta corrente  são: 
(i)   Eficiência dos mercados as mercadorias
(ii)  Intensidade tecnológica, a capacidade dos empresários de adoptar as tecnologias existentes para melhorar a produtividade de suas indústrias
(iii)  Sofisticação empresarial, a qualidade das redes de negócios e indústrias de apoio do país
(iv)  Capacidade de inovação
Para restaurar  a competitividade dos países da periferia e reequilibrar o comércio intra-Eurozone é necessário ajustar os preços relativos dos países membros. Mas como  a Alemanha não tolera inflação  superior, o FMI e a Troika insistem  que Portugal a chamada “desvalorização interna” na forma de cortes de salários nominais.
Esta  redução  nominal e real de salários e  rendimentos, que torna a carga da dívida cada mais pesada num país sobre endividado.  Enquanto o FMI “lamenta a rigidez e falta de flexibilidade descendente nos salário portugueses, a desejada  desalavancagem fica cada vez mais fora do nosso alcance.  Com tanta dívida publica e privada, a redução de rendimentos alimenta directamente o crédito mal parado e aumenta o stress sobre a banca 

De facto os preços relativos poderiam ser ajustados com aumentos de salários e preços na Alemanha e nos outros países credores.   Em  2012, o relatório do FMI sobre a Alemanha   falava de aumentos de salários como uma parte natural do “rebalancing” entre credores e devedores,  mas isso foi com pouca convicção e menos efeito.  

A análise de Estrada, Gali et al sugere que a  mal-fadada “desvalorização interna”  unilateral num  país deficitário pode ter um impacto bastante limitado na redução dos desequilíbrios externos,  a menos que seja acompanhada de reformas estruturais qualitativas.   
E a experiência de Portugal e dos outros países devedores sugere que os salários locais são muito menos rígidos do que as receitas da Troika continuam ignorar os economistas e não tomam em consideração o colete de forças que restringe as potenciais medidas de ajustamento.    
Entretanto, Paul Krugman diz que já estamos em no LOWFLATION TRAP no artigo de hoje. 
Faz recordar a história do burro e do avarento.
Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia 

Ángel Estrada, ,Jordi Galí, David López-Salido  2012,  "Patterns of Convergence and Divergence in the Euro Area"  https://www.imf.org/external/np/res/seminars/2012/arc/pdf/ELS.pdf
Limits of Divergence 2  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/12/limits-of-divergence-2.html
Testing the Limits of Divergence 3  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/07/eurozone-tests-limits-of-divergence-2.html  
GCI - WEF http://www.weforum.org/reports/global-competitiveness-report-2013-2014 

quinta-feira, abril 18, 2013

On Reinhart and Rogoff: debt and growth, causality or mere correlation

The economists Reinhart and Rogoff are having to defend their statistical analysis of debt and growth over decades as well as their conclusions.

Some analysts even question whether their "advice that high debt-GDP ratios – particularly above 90 per cent – are harmful to growth" is relevant to countries in the Eurozone. 

On the contrary, the negative correlation between excessive external debt and economic growth is all the more critical to the member countries of a customs and currency union such as the Eurozone, who are defenseless, having given away nearly all of their adjustment policy tools. 

And the causality is pretty clear, at least  to those of us on the front lines rather than in academia: Increasing external debt and other tsunamis of hot-money capital inflows finance persistent and growing trade deficits. Higher imports mean lower GDP. Even imports of capital goods fail to deliver (export-led) growth to the extent that local production loses economies of scale and becomes noncompetitive. And the net exporters are only too eager to recycle their trade surpluses in the form of more “vendor-financing” for more imports, of cars, submarines... 

Lacking the correct FX price signals to provide advance warning of the excessive external debt accumulation,  whatever the currency of denomination, net importers are lulled into the illusion that external deficits no longer matter, until the creditors impose a sudden stop. 

The lack of recognition of the flow of causation from speculative external credit, to external deficits to internal (Government deficits) means that the Eurozone adjustment programs are mis-designed and mis-directed, and thus ineffective. For example, the so-called “bail-outs” have not included the pre-export trade finance revolving lines of credit that were a standard feature of the Latin American debt crisis.

In a customs and currency union, for the weaker member countries, trade deficits  are not self-correcting, so they must be kept low. That means that trade surpluses of the net exporters must also converge, and not keep “Testing the Limits of Divergence in the Eurozone".  

Word to the wise net exporter / net creditor:  If you keep inflating exports sales to weak importers with easy credit, be prepared to take some losses, or to find a rich uncle (ex. the ECB) to bail you out.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia

See Record trade surplus tests divergence  http://ppplusofoni...a-divergencia.html
Testing the limits of divergence in the Eurozone http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/12/eurozone-crisis-tests-limits-of.html
Reinhart and Rogoff response http://blogs.ft.com/ftdata/2013/04/17/the-reinhart-rogoff-response-i/
The article in the Economist http://www.economist.com/blogs/freeexchange/2013/04/debt-and-growth#comments
and  PPP Lusofonia comments in the Economist https://www.economist.com/users/mica10_0/comments