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segunda-feira, fevereiro 17, 2025

Viseu Dão Lafões - Como valorizar a Agricultura Floresta e Pecuária

 Como valorizar o setor regional da Agricultura Floresta e Pecuária 


No artigo "Focar as conversas no que é importante" do Jornal do Centro de 14FEV25, Alfredo Simões apresenta a cultura do pinheiro manso em Carregal do Sal  como um exemplo de sucesso para toda a região. 

Um caso de sucesso agrário é bom, venham mais cinco! 

Considerando a distração com as  "polémicas do dia", seja sobre a transformação de terrenos da Estação Agrária em estacionamento, seja o fazer-e-desfazer das uniões de freguesias, Alfredo Simões convida-nos a focar a atenção no essencial da  agricultura, floresta e pecuária, um dos setores mais importantes da nossa economia regional.

Diz o povo que "fazer e desfazer tudo é trabalho", mas infelizmente alguns tipos de trabalho são pouco produtivos e até empobrecem. 
 
O essencial em  que devemos focar é que "temos uma das produtividades do trabalho mais baixas de Portugal  (a 16ª entre as 26 regiões NUTSIII) " neste setor.  

As causas desta baixa produtividade na atividade agrária incluem a topografia difícil e sobretudo a  pequena dimensão dos terrenos e explorações agrícolas, o lamentável minifúndio tão ignorado. O minifúndio e o desordenamento do território resultam em custos e riscos acrescidos para todos nós. 

As consequências do problema crítico e incontornável da baixa produtividade refletem-se diretamente nos baixos rendimentos e no abandono do território. 

Viseu tem boas instituições públicas que trabalham no setor agrário: 
O Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, fundado em 1946  trabalha para a modernização da vinha do Dão; a   Estação Agrária de Viseu, com 25 ha SAU; a ESAV Escola Superior Agrária de Viseu do IPV Politécnico de Viseu; a CVR Dão Comissão Vitivinícola Regional do Dão; a FENAFRUTAS – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Horto-Fruticultores, FCRL. 

Pode-se dizer que a região Viseu Dão Lafões está "dotada dos fatores críticos para a modernização e inovação" no setor agrário, mas necessita organizar-se "em torno destes organismos" para discutir e preparar o futuro, alinhando a visão e  o apoio dos especialistas com a determinação e a capacidade de execução dos empresários agrários. 

Falta "organizar e consolidar um Centro de Competências" com os profissionais do setor agrário regional para dinamizar o desenvolvimento do setor agropecuário e florestal de Viseu Dão Lafões. 

Se não nos organizarmos para tratar do essencial, da baixa produtividade da agricultura na região Dão Lafões, quem o vai fazer por nós, a "tutela na capital"? 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista 
16FEV2025

domingo, maio 26, 2024

ExpoDão 2024 apresenta como trabalhar BEM o Pinhal para a Sustentabilidade

 Muitos parabéns à CM-Carregal  por esta sessão importante na primeira ExpoDão de Maio 2024

Como trabalhar BEM as matas de pinheiro para a sustenbabilidade económica e ambiental, para tirar rendimento e acrescentar resiliência! 

O futuro da floresta do Pinhal Interior é o nosso futuro coletivo e individual.   O vento, as abelhas e os fogos não conhecem as estremas dos MINIFUNDIOS florestais. 

A CCDRC apresenta apoios ao investimento que também ignoram a estrurutura fundiária do terrenos rurais e agrícolas do Centro e Norte de Portugal. 

Tratar do investimento em explorações superiores a 750 hectares deixa-nos todos...de FORA.

O custo de oportunidade dos minifundios é COLOSSAL.  

A solução tem que ser LOCAL. 

Onde estão as campanhas de emparcelamento, município a município?

https://ppplusofonia.blogspot.com/2020/02/agricultura-pt-custo-de-oportunidade-do.html

Eu entrei no curso de economia pela disciplina de Agricultural Economics na Universidade da California de Berkeley. O primeiro "estudo económico" que eu escrevi em 1972 focava o problema do MINIFUNDIO, quando essas propriedas ainda não tinham sido abandonadas. 

Será que o problemo dos MINIFUNDIOS sé é visivel à distância? 

Mariana Abrantes de Sousa, Economista 

O estudo "Portugal Wildfire Management in a New Era" do especialista americano Mark Beighley (Fev 2018) aponta as principais causas dos incêndios desastrosos de 2017.
Segundo e especialista americano, Portugal tem um dos maiores níveis de risco de incêndio florestal na Europa,  e o risco continuará a subir, podendo a área ardida saltar de 500 mil hectares para chegar a 750 mil hectares/ano.
As principais causas do elevado risco de incêndios rurais e florestais em Portugal incluem:

  1. Mudanças demográficas, urbanização e emigração
  2. Elevada vulnerabilidade às alterações climáticas 
  3. Mudanças no uso da terra, com cada vez mais terras abandonadas.  Cerca 80% das florestas não são geridas porque não são comercialmente viáveis.  As despesas de manutenção da floresta são elevadas, o que torna o abandono uma decisão lógica,  quer da parte dos proprietários presentes quer dos proprietários ausentes.  
  4. Fragmentação da propriedade dos terrenos, com numerosos minifúndios, o que dificulta e desestimula o investimento em gestão florestal e planeamento para a prevenção de incêndios.  Apenas 3% das florestas portuguesas são propriedade do Estado e das Autarquias, comparado com 30% em Espanha e mais de 70% em alguns outros países europeus. 
  5. Elevado número de ignições, 98% das quais são de mão humana, incluindo 16% por reacendimento devido a ineficácia de ações de rescaldo. 
  6. Insuficiente planeamento e execução de planos de prevenção e combate 

Convenhamos que não podemos controlar as tendências demográficas nem as alterações climáticas.
Já o rendilhado dos minifúndios é da nossa lavra, é o resultado indesejável de um conjunto de leis e tradições cujas consequências negativas estão à vista. 

As pequeninas parcelas, os minifúndios, são insustentáveis em termos em termos económicos, e por isso passam a ser insustentáveis em termos ambientais, contribuindo para riscos ecológicos cada vez maiores.

O fogo distingue espécies de árvores, mas não reconhece estremas nem limites de propriedade.
Está na hora de aceitar essa realidade e promover o emparcelamento para criar fazendas que possam ser geridas para a sustentabilidade.

Só que os custos de transação, o IMT, os registos, o imposto do Selo, os honorários notariais são elevados e não há apoios para isso o emparcelamento.
Vais-se deixando tudo em nome do trisavô...entregue às silvas e às chamas.
Ver to estudo de Beighley em https://www.isa.ulisboa.pt/files/cef/pub/articles/2018-04/2018_Portugal_Wildfire_Management_in_a_New_Era_Engish.pdf