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segunda-feira, fevereiro 09, 2026

Build Back Better, antes do próximo ciclone

 BUILD BACK BETTER!  Antes que chegue o próximo ciclone.  


O ciclone Kristin e o  "comboio de tempestades" vindos do Atlântico continuam a fazer danos no centro de Portugal, mesmo depois do vento e da chuva torrencial abrandarem.  

A reparação da redes de serviços públicos, de electricidade, telecomunicações e estradas, vai  exigir muitos trabalhadores qualificados, vai levar meses e anos, e vai custar milhões de milhões. 

A tormenta continua  para muitos, com terrenos ensopados que cedem debaixo do pavimento e debaixo de casas particulares.  
Entretanto o Governo anuncia uma auditoria à engenharia das Grandes Obras Públicas.  O LNEC e a Ordem dos Engenheiros não vão ter mãos a medir para nos garantir que as novas construções e reconstruções vão conseguir resistir às tempestades e ciclones vindoures.  O Conselho Superior de Obras Públicas... esse está inativo desde 2024. 

Aqui na aldeia ainda há memória do ciclone a 15-Fevereiro-1941. Ainda não se falava de alterações climáticas. Se o próximo ciclone "perder o comboio" agora, certamente não vai esperar 85 anos. 
Mariana Abrantes de Sousa, Economista 

  

domingo, fevereiro 08, 2026

Depois do ciclone Kristin, FAZ o que eu DIGO...

Depois do ciclone KRISTIN a 28-Janeiro-2026, o Socorro ainda tarda em chegar a muitas famílias e empresas e o Risco do "comboio de tempestades" apenas abrandou.   

Será que já podemos  Pensar Bem na Boa Re-Construção?     Build Back BETTER ! 

AVISO à Re-Construção: Faz o que eu digo, não o que eu faço.

A rua da Murgueira na zona do Zambujal/Alfragide, Amadora está situada numa zona identificada como sensível e condicionada por questões hídricas.
Documentos técnicos que analisam a zona referem a ocorrência de "cheias e inundações a jusante" e a existência de um histórico de cheias frequentes nas proximidades, nomeadamente relacionadas com a Ribeira de Alcântara e seus afluentes. 
Trabalhos académicos sobre o concelho da Amadora destacam a zona do Zambujal como uma área onde inundações ocorreram no passado. O contexto geográfico do Zambujal nesta parte da Amadora inclui áreas inegavelmente suscetíveis a fenómenos de cheias pluviais e fluviais.

Parafraseando Warren Buffet, só se descobre quem tem andado a construir "sem caução" quando chove CHUVA, as barragens fazem DESCARGAS e a maré ENCHE. ("Só se descobre quem andou a nadar "sem calções" quando a maré baixa", expondo comportamentos de risco).

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista 
Beijoz, Carregal do Sal 
8-Fevereiro-2026


quinta-feira, dezembro 15, 2022

Alterações Climáticas 2016 e a Lusofonia à beira mar plantada

Dizemos que Portugal está à beira mar plantado, e o mesmo acontece com o resto da Lusofonia, onde os portugueses chegaram precisamente por mar.  Por isso, era previsível que todos os países da Lusofonia aparecessem na lista dos países MAIS VULNERÁVEIS às Alterações Climáticas e à subida do mar. 

Isto tornou-se evidente para mim em 2015 quando fiz um trabalho relativo ao GCF-Fundo Verde do Clima no Peru, seguido de várias conferencias em Portugal em 2016, para a CPLP, para a PWN, etc.  

Mas esta análise de riscos climáticos parece não ter chegado aos responsáveis governamentais. 

Em 2008, o Ministro do Ambiente Nunes Correia, negacionista, ainda dizia que a culpa das cheias é das autarquias,  A   Associação Nacional de Municípios respondeu que essas acusações faziam "ricochete" no próprio Ministério. Certo, a culpa e a responsabilidade por estas calamidades climática chega bem para todos

Em Dezembro 2022, com cheias catastróficas em vários pontos do país o atual Ministro do Ambiente e Ação Climática Duarte Cordeiro ainda nem apareceu nas notícias. Estará estar fora de da capital à espera que "a tempestade passe". 

Esta semana em que Lisboa sofre sucessivas inundações relâmpago (flash floods), finalmente ouvimos os novo PCML Carlos Moedas falar da necessidade de corrigir erros de ordenação do território ribeirinho e de precaver e adaptar para resistir ao agravamento de riscos climáticos com investimentos criteriosos na Adaptação.  

Repito a proposta que fiz em 2015 numa sessão na Aula Magna (?), quando uma oradora académica propôs a criação de um Observatório Lusófono das Alterações Climáticas.  Falando logo a seguir, eu recomendei que criássemos um Fundo Lusófono de Ação para as Alterações Climáticas, menos para estudar  e mais para ajudar os países da Lusofonia a planear e financiar ações para PRECAVER e promover a ADAPTAÇÂO às Alterações Climáticas. 

O Forum Energia e Clima já faz um trabalho importante na sensibilização e mobilização.  Mas temos que passar rapidamente da Observação para a cooperação para a AÇÂO e ADAPTAÇÃO, o que passa pelo estudo, mas tem de ir muito mais além.  E para ir mais LONGE, temos que ir JUNTOS.  Não podemos ficar sós nesta tempestade, tão previsível no geral como imprevisível no específico,  mas sempre potencialmente  calamitosa.

Mariana Abrantes de Sousa  

Economista e Consultora de Financiamento de Projetos 

Beijoz, Carregal do Sal, 15-Dezembro-2022

VER: https://www.dn.pt/dossiers/cidades/inundacoes-em-portugal/noticias/ministro-do-ambiente-diz-que-a-culpa-das-cheias-e-das-autarquias-1042041.html 

Forum Energia e Clima https://www.energiaeclima.org/