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quinta-feira, dezembro 31, 2015

Banca com surpresas inaceitáveis

Investidores institucionais profissionais têm a obrigação de estudar bem os riscos antes de investir. Investidores profissionais não precisam de protecção dos contribuintes. As obrigações bancárias não são garantidas por isso os investidores sabiam bem que estavam em risco. Devem ser bem segregadas dos depósitos de retalho.  O recurso ao Fundo de Garantia de Depósitos  deve ser reservado aos depositantes de retalho, aos particulares, famílias e PMEs.
O Novo Banco não devia ser vendido à pressa, ao desbarato, a investidores que não trazem nenhum valor acrescentado ao mercado português, ou  com um enorme dote dos contribuintes, como foi o BANIF, o tipo de transações que não merecem o nome de "venda". O Novo Banco pode ser estabilizado e recuperado e privatizado daqui a 2-3 anos com uma oferta pública de venda em bolsa.


"A banca continua a ser a pior caixinha de surpresas"
A recapitalização do Novo Banco em destaque no Conselho Consultivo desta quarta-feira, com as participações de Mariana Abrantes de Sousa e Hélder Oliveira. 30 de Dezembro de 2015

quarta-feira, dezembro 23, 2015

Com os bancos não se brinca - 2 BANIF

Resultado de imagem para banif noticias O BANIF era um banco pequeno, frágil, de segunda linha, com bastante crédito mal parado e negócios menos bons.  Com a crise prolongada e a gestão inepta, a recuperação foi impossível. 
Com a morte do Horácio Roque em 2010 e a crise, os problemas de gestão e o crédito mal parado tinham acumulado.  A EU-DG Concorrência aprovou a recaptiliazação do BANIF a contra-gosto em 2012, uma nacionalização com o Estado a tomar o controlo de  60,5%.  As tentativas de recuperação ficaram sem efeito, pois a tal DG-Comp, de Bruxelas recusou 8 (oito!) programas de recuperação propostos.  É muito chumbo. 

Falta saber o que é estava tão errado nos  oito planos de reestruturação propostos e porque é que isso não foi corrigido nas 7 tentativas seguintes. E falta compreender as datas limites e as opções efectivamente consideradas.  A administração do BANIF, o Estado-accionista, o BdP como supervisor, a DG-Comp, o BCE...são todos co-responsáveis por este fracasso vergonhoso, agora deitam culpas uns aos outros.  Um bando de desalinhados, de costas-voltadas em vez de trabalharem em conjunto em defesa do interesse nacional. Que triste espectáculo este de sacudir responsabilidades.  

Com 8 negas, a liquidação do banco era pre-anunciado e inevitável, mesmo antes do BCE ter despromovido o BANIF, um coup-de-grace  de fechara janela de funding como fez ao BES.  

E os bancos caiem de lado, como as bicicletas.  
Um banco que perca a confianças dos  depositantes não dura uma semana. 

Obviamente falta uma auditoria forense, de alguém que saiba de crises bancárias,  uma auditoria ao BANIF e outras  ao exercício das funções do Estado como accionista e do Banco de Portugal como supervisor, aos auditores do banco, etc.  

Mais, neste post mortem temos que estudar e reflectir bem sobre o papel da EU-DG Concorrência e do BCE na queda do BANIF tal como no caso do BES.   É mais que evidente que as normas europeias bancárias europeias são inconsistentes entre si, não servem para as economias mais frágeis, aumentam os riscos para países membros como Portugal,  não os reduzem.A DG Concorrência parece ser um instrumento demasiado brusco e tosco para gerir um sistema bancário de uma economia frágil, uma coisa que exige uma mão firme mas delicada.  E a gestão do sistema bancário português a partir de Bruxelas e de Frankfurt já se revelou tão insatisfatória e irresponsável como a gestão nacional, acabando por capturar e dividir os decisores locais, cada um por seu lado, e  acumulando encargos para o contribuinte português. Um caso de "moral hazard".  Se fosse  a União Europeia a pagar os erros todos, certamente que as opções de solução não se teriam afunilado tanto.  

Nesta sequência de falhas de gestão e regulação, tipo "choque em cadeia", o contribuinte português já estava exposto ao risco de ter que reabastecer o FGD o Fundo de Garantia de Depósitos, que não tem capacidade para aguentar problemas sistémicos.  Se o saldo do FGD for usado na totalidade para proteger os pequenos depositantes de um banco, o FGD tem que ser rapidamente reposto a partir do OE.  

Boa razão para manter os bancos fracos nacionalizados, com a garantia implícita do Estado, até se conseguirem recuperar, vender ou liquidar de uma forma rápida mas ordenada. Bancos "zombie" sempre podem existir por algum tempo e por boas razões, não pode é ser um cemitério inteiro.   As "datas limite" do Abril 2015 parecem ter sido artificiais, parece ter havido algum pânico  e falta de preparação e de coordenação dos decisores nacionais, inexperientes e tímidos. 

Com a banca não se brinca.  
Triste prenda no sapatinho do contribuinte. 

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia 

quarta-feira, dezembro 16, 2015

Com os bancos não se brinca

O problema dos bancos é assumirem os riscos errados. A intermediação financeira implica a assunção dos riscos ponderados, ao preço certo.
Nenhum banco é melhor do que a sua carteira de clientes, mas  alguns bancos podem ser bem piores se forem mal geridos e mal supervisionados.   A banca é um serviço público regulado.  O BANIF é o quinto ou sexto banco português a entrar em colapso, a cair de lado.


Quem merece ser a  Personalidade do Ano" de 2015?
Pensando bem eu propunha o Mario Draghi,  não a Angela Merkel, que apenas poupou os credores alemães de sofrerem as consequências da sua alavancagem excessiva e do crédito subprime que tinham concedido, mal parado desde o primeiro momento.
Pensando ainda melhor, quem verdadeiramente salvou a Moeda Única, com todas as suas deficiências,  quem verdadeiramente "salvou o Euro",  foram os contribuintes portugueses que "aguentaram" e aceitaram pagar a nossa crescente Divida Externa, de  mais de 410 mil milhões de euros
Não é justo que famílias com rendimentos de menos de 8.000 euros por ano paguem com a sobretaxa do IRS os erros de gestão e de supervisão dos bancos centrais europeus, e que os credores imprudentes fiquem a salvo.

Mas "o Contribuinte Paga Tudo". Sempre.  A verdadeira Personalidade do Ano a nível internacional seria então o contribuinte português sofredor,  e os seus filhos, netos e bisnetos...

O EURO é como o doce de ovos:  Saboroso no consumo  mas desastroso no bolso dos consumidores viciados em dívida.

Os comentadores do ETV, Mariana Abrantes de Sousa, Jorge Neto e Hélder de Oliveira, analisam a situação do BANIF e a devolução da sobretaxa de IRS, no Conselho Consultivo de
16 de Dezembro de 2015




quarta-feira, novembro 04, 2015

Programa de governo continua dentro de instantes, para portugueses cansados de crise

O povo português está cansado de austeridade, cansado de sobre-endividamento, e sobretudo cansado da má governação que nos trouxe e nos mantém à beira da bancarrota. Uma crise financeira muito mais endógena (auto infligida) do que as crises anteriores.

A coabitação entre o executivo de um partido e o parlamento controlado por outro partido é frequente em democracia. Negociar com os Deputados para conseguir maiorias caso-a-caso para cada projecto- lei é a regra em democracia.  A  “disciplina de voto” absoluta do sistema politico português não é a regra em democracia,  é mais a excepção, senão uma aberração.  Devemos reflectir melhor sobre o actual modelo português de governação e reconhecer honestamente que os resultados foram … MAUS.  

O modelo politico português excessivamente hierárquico,  e top-down,  estará ultrapassado.  Estamos no fim da disciplina absoluta de voto.  Os Deputados devem votar de acordo com a sua consciência e responder perante os seus eleitores, não apenas perante o chefe do seu partido.  

A tentativa de coligação à esquerda impunha-se e impõe-se pelos números que retiraram a maioria à coligação à direita, ainda que se venha a revelar difícil ou mesmo impossível agregar a esquerda, desta vez. Não se pode continuar a ignorar e a afastar 20% do eleitorado e deixar a esquerda num degredo, numa “prateleira vermelha com tons de dourado”.

Não havendo acordo de coligação à esquerda, provavelmente não haveria chumbo no final do debate do programa do governo.  Tão pouco faria sentido nomear um novo governo liderado pelo PS sem maioria consolidada.  
O mais provável seria manter um  governo de gestão PSD/CDS  com eleições legislativas à vista dentro de  6 meses.  

Dizem que um governo de gestão seria “péssimo”?  O executivo teria que estar em negociação continua com a oposição para procurar consensos alargados, se quiser tomar iniciativas.  E depois? Dificilmente os resultados poderão vir a ser piores do que os resultados da governação das maiorias absolutas alternadas dos últimos 20 anos. 

"Há um conflito entre Bloco de Esquerda e Partido Comunista"

A análise às negociações à esquerda por um painel composto por Jorge Neto, Mariana Abrantes de Sousa, Jorge Ribeirinho Machado e Hélder Oliveira, num programa conduzido por Ana Sanlez. Conselho Consultivo de 4 de Novembro de 2015 

segunda-feira, outubro 26, 2015

Austeridade é o verso da medalha do sobre-endividamento externo

Segunda reunião entre coligação PSD/CDS e Partido Socialista adianta pouco

A análise de Mariana Abrantes de Sousa, economista, Jorge Neto, advogado, e Hélder de Oliveira, economista, num programa conduzido por Inês Andrade. "Conselho Consultivo" de 14 de Outubro de 2015.

NB: Para um país sobre-endividado como Portugal, a alternativa ao défice de 3% do Tratado Orçamental é um défice orçamental de zero. ou melhor, e um superavit na Balança de Transacções Correntes.



quarta-feira, outubro 14, 2015

Novo Banco: Eu quero um banco bom bom bom bom ...

Porquê tentar vender o Novo Banco ao desbarato, em vez de fazer com que recupere a sua posição no sistema ?




Mariana A. de Sousa: "O objectivo não é vender mas ter um banco bom no sistema"

Os comentadores do Etv Mariana Abrantes de Sousa, economista, e Mário Caldeira Dias, professor da Universidade Lusíada, analisam as mudanças no Novo Banco e as previsões da OCDE para a economia da zona euro, num programa conduzido por Sandra Xavier. "Conselho Consultivo" de 17 de Setembro de 2014.

PS partido charneira vira noiva mais cobiçada

A análise de Mariana Abrantes de Sousa, economista, Jorge Neto, advogado, e Hélder de Oliveira, economista, num programa conduzido por Sandra Xavier. "Conselho Consultivo" de 7 de Outubro de 2015.  
Na campanha, o  Partido Socialista foi o adversário e alvo preferido do fogo cruzado de todos os outros partidos.  Depois de perder a a eleições, passou a ser o alvo de todas as advertências dos outros partidos, e até dos empresários. 

Arte de bem governar passa por negociar, cá dentro - Entendam-se

Para bem governar um país sobre-endividado, não basta negociar com os credores externos, nem simplesmente acatar as suas exigências.   A arte de bem governar passa, antes de mais, por negociar com os adversários nacionais.

A crise pôs a nu as deficiências da governação económica portuguesa, que vai alternando ciclos de sobre-endividamento bem-amado e de austeridade mal-amada.  E poucos são os reconhecem o sobre-endividamento e a austeridade como as duas faces de uma mesma moeda.  Não se pode acabar com a austeridade sem acabar com o sobre-endividamento.

Afinal, se quem não deve, não teme, é preciso deixar de dever para deixar de temer.


Agora, as eleições inconclusivas expõem as deficiências do nosso sistema politico, mal comandado a partir das cúpulas do poder, de cima para baixo.  Os 16 partidos politicos  não foram o suficiente para motivar os eleitores, a abstenção bateu recordes e o novo Parlamento fica pendurado.  Isto é, os lideres terão menos Deputados  a quem podem mandar sentar  e  levantar. Talvez os Deputados passem a votar pela sua própria cabeça?  Que grande inovação !

Resultado de imagem para earned income tax creditJá agora que vai haver mais negociação, talvez o PSD/CDS possa aproveitar uma das mais interessantes medidas  indicadas no programa do PS, a criação de um Crédito Fiscal para Trabalhadores mais carenciados, à semelhança do Earned Income Tax Credit nos Estados Unidos, o Working Tax Credit no Reino Unido, ou os mini-jobs na Alemanha.

A realidade é que as actuais medidas de apoio aos cidadãos mais carenciados são uma manta de retalhos, tão mal desenhadas e aplicadas que servem mais como incentivos à inactividade.  
Muitos dos mais necessitados ficam praticamente entregues a si próprios, resultando em taxas de pobreza inaceitáveis entre crianças e idosos.   Apesar da emigração, o desemprego em Portugal vai manter-se acima de acima do 10% até 2020, segundo as previsões do FMI.  Muitos dos  empregados trabalham poucas horas, ou não ganham o suficiente para sustentar as suas famílias.

As prestações de desemprego que substituem os salários perdidos não são tributadas,  ao contrário de praticamente todos outras formas de rendimento. E muitos outros apoios materiais estão ligados à condição de desempregado (descontos nas creches, etc).

O conceito do Credito Fiscal ao Trabalho consiste de uma nova prestação social na forma de um complemento salarial (ou imposto negativo) anual para os trabalhadores que declaram rendimentos de trabalho em IRS e fazem contribuições para a Segurança Social .  Esta nova prestação destinada a melhorar o rendimento dos trabalhadores pobres, seria sujeita a “condição de recursos” e desenhada igualmente para favorecer a formalização de relações de trabalho incertas e precárias.  Os trabalhadores no activo seriam apoiados durante algum tempo até recuperar o nível de rendimentos. O custo  estimado de 390 M€/ano seria financiado com e redução de gastos com outras prestações entretanto eliminadas.

A conversar é que a gente se entende.   Entendam-se.

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Diz Alda Martins no Diário Económico de 14-Outbubto
..Temos uma minoria de direita com um Parlamento de esquerda 
Como eleitora quero um país bem gerido com politicas sociais.  
É pedir muito?  Por favor !  Entendam-se ! 


quarta-feira, setembro 30, 2015

Prepare-se para VOTAR e escolha bem o seu Deputado na AR

Como se vai preparar para votar ?

Vai vestir a camisola do costume e votar com o coração, como se a politica fosse o futebol?
Assim, poupa-se trabalho, mas o barato pode  sair-nos caro.   Afinal no futebol não sobem os nossos impostos, nem gestionam  os nossos serviços públicos essenciais, a educação, a saúde, os transportes, a justiça.  

Vai votar com o bolso ?  Só se estiver a contar com um “tacho”, um “emprego bom”, se conta vur sentar-se "à mesa do orçamento2.    

Vai votar com a razão, estudando os  políticos como se a politica fosse um teste de matemática? Não, a política é tudo menos linear, apesar de ser  muito importante e controla pelo menos metade da nossa economia.

Votar com "instrução", estudando   as propostas partidárias primeiro, e depois votar em que nos inspira mais confiança.

Ou vai votar com a intuição, depois de fazer algum trabalho de casa?  Vai estudar os programas, conhecer os candidatos locais, avaliar qual lhe oferece mais eficácia e mais confiança?  Tomar decisões acerca do futuro é sempre delicado, e faz-se melhor juntando a razão ao coração.  

Recordemos que o sistema politico em Portugal é hierarquico, top-down.  Os politicos degladiam-se para conquistar as cúpulas do poder, e controlar o "aparelho" .   

Já dizia Acemoglu sobre a governação em Portugal:  Modernizem-se ! 



Indignados com a austeridade?
E indignados com o sobre-endividamento ilícito e a corrupção ?
Receosos da derrapagem, da insustentabilidade e da instabilidade ?

Veja-se como funciona o sistema politico português neste artigo "Ninguém chega virgem à liderança dos grandes partidos"... sobre Vítor Matos, autor do livro "Os Predadores" http://expresso.sapo.pt/legislativas2015/2015-09-25-Ninguem-chega-virgem-a-lideranca-dos-grandes-partidos 
Este artigo sobre o funcionamento interno dos partidos, sempre top-down, deve ser lindo em conjunto com o trabalho de Acemoglu,  Why Nations Fail http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/06/acemoglu-diz-mondernizem-se.html.  Talvez o nosso défice de literacia esteja subjacente ao défice de democracia. 

Nos US, vota-se no "nosso" Deputado, que nos representa, e eles elegem o líder do partido.  
Em Portugal, vota-se no líder do partido e ele escolhe a sua corte de Deputados, que não representam ninguém. 

Mas os Portugueses não estamos condenados a ser governados de cima-para-baixo, podemos vir a ser governados de baixo-para-cima, como uma verdadeira democracia.
Acemoglu diz modernizem-se http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/06/acemoglu-diz-mondernizem-se.html
O primeiro passo é  VOTAR !
Ver também Indignados e Receosos  http://economico.sapo.pt/noticias/a-indignacao-e-o-medo_230303.html e Défice de Literacia http://economico.sapo.pt/noticias/o-assombroso-defice_230298.html

domingo, setembro 27, 2015

ETV - Crise de Refugiados em tempo de Eleições

No   "Conselho Consultivo" de 23 de Setembro de 2015 falou-se

Sobre as eleições:

"Eu não quero saber quem chamou a troika: foram todos.  Quero saber que nos endividou, quem assinou as promissórias".

E sobre os refugiados:



Hélder Oliveira considera que "a UE não tem sido capaz de responder à crise de refugiados" e "quando chegar o Inverno, estas pessoas vão sofrer".

Mariana Abrantes de Sousa lembra que Portugal já recebeu 40.000 refugiadsos num ano, em 1940, graças ao Acto de Consciência de Aristides de Sousa Mendes.  E que à luz da lei portuguesa, os refugiados têm que cumprir as nossas leis e que  "não podemos ser tolerantes com práticas culturais ilegais" como a mutilação genital feminina ou o abuso dos direitos das mulheres.

Em termos demográficos, o  Mediterrâneo pode ser visto como uma membrana porosa entre     Norte de Africa e Medio Oriente, com famílias de 4 a 6 filhos, e a Europa o  com menos de 1.5 filhos por mulher.  Os canais de migração legal não davam vasão a este desequlibrio demográfico, por isso as enxurrada de migrantes era previsível. Quando as migrações ordenadas não bastam passam rapidamente a desordenadas à "ponta da espada", seja do regime sírio, dos extremistas islâmicos, etc.

A integração vai ser o grande desafio.  O refugiados têm que cumprir as nossas leis.  Em Portugal é ilegal, 
o   - mutilação genital feminina
o   - burca e niqab, ilegal tapar a cara em Portugal e a maior parte de
o   - mulheres como cidadãos de segunda classe e abusos de direitos humanos

In demographic terms, the Mediterranean is like a porous membrane between a region of poor families with 5 children each and a region of rich families with 1.5 children.
In this severe socioeconomic disequilibrium, migration is inevitable, and the people flow s will quickly overwhelm the drip-drip of the legal migration channels. Especially with repression and persecution on one side and promises on the other. 
When refugees were desperately trying to get OUT of Germany and OUT Europe in 1940, Portugal took in 40.000 refugees in a few months thanks to the Act of Conscience of Aristides de Sousa Mendes. 
Portugal can certainly take in 4.000 refugees now they desperately want to get INTO EUROPE.  







quinta-feira, julho 16, 2015

Automóveis de luxo fazem delicias dos importadores e do Fisco

Mais uma vez, a justaposição de notícias aponta o desnorte da economia e politica portuguesa.mas

O Fisco, quando não está a rifar automóveis de luxo entre os contribuintes, passa a penhorá-los.
Será que pode rifar os carros que penhora ?
Sempre se poupava alguma coisa.
 http://zap.aeiou.pt/fisco-penhora-10-carros-de-luxo-por-dia-75242

Não temos  dinheiro para isso, mas Portugal continua a registar o maior aumento de venda de carros da UE.  Alias, os anúncios de importação de automóveis são tantas que devem estar mesmo a suportar a comunicação social.
Tendência de aumento de vendas iniciada há 22 meses prossegue na Europa. Portugal lidera retoma com subida de 33,9% em Junho.
Esta nova bolha faz as delícias dos importadores e do FISCO que arrecada mais de um terço do preço de venda ao público em impostos, IVA, IUC, Imposto Automóvel, etc.
http://www.publico.pt/economia/noticia/portugal-continua-a-registar-o-maior-aumento-de-venda-de-carros-da-ue-1702226
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=4684054 

Não aprendemos mesmo NADA nestes anos. 
Os NETOS  que paguem a crise. 

Outro par de noticias curiosas:

Aumento do crédito ao consumo  que está a bater novos recordes
http://www.tvi24.iol.pt/economia/dinheiro-pessoal/credito-ao-consumo-aumenta-17-ate-junho

Aumento o crédito mal parado das famílias  e renova máximos históricos.
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/credito/detalhe/20150609_1544_credito_malparado_das_familias_renova_maximos_historicos.html

terça-feira, julho 14, 2015

Enquanto o bailout vai e vem folgam os credores que fizeram os créditos subprime

"Enquanto o 'bailout' vai e vem folgam os credores"
Mariana Abrantes de Sousa aplica um provérbio à Grécia: "Enquanto o 'bailout' vai e vem folgam os credores".  A dança de credores evitam que tenham que reconhecer as perdas dos maus créditos que fizeram.   Foram os bancos franceses quem mais crédito concederam à Grécia no auge da bolha, à Lagardère, sob o olhar (desatento) da Ministra das Finanças Christine Lagarde. Os credores iniciais foram muito condescendentes, fecharam  os olhos à falta de cadastro predial, à corrupção, à má gestão, a todos os males gregos.  Os decisores Europeus não se preocupam com a crescente divergência entre os países membros.  A economista defende que "o Euro não é um fim, é um meio" e questiona: "Quanto é que estamos dispostos a pagar e a sacrificar para ficar no Euro?". 
Já Hélder Oliveira acredita que "Merkel tem mais dúvidas do que o seu ministro das finanças" e defende que "esta crise pode ser criadora de novas ideias" para a Europa. "Conselho Consultivo" de 8 de Julho de 2015.

segunda-feira, julho 13, 2015

Default as the alternative to bailouts

 "Credit workout renegotiations do often bring out the worse in both debtors and creditors, when they come to the realization that they fooled each other...". 
A reader asks:  Do you have an alternative solution? 

Yes, the alternative is the D-word, default and suspension of payments, stand-still. 
What in the US is called Chapter XI protection from creditors: No one gets paid until everyone sits down together and find a ways to save the borrower and get payments trickling back again.
Instead of big bailouts to recycle loans from the existing to new creditors, a game of creditor musical chairs, some New Money Loans are provided to get the real economy growing again, pre-export finance, etc.  
The borrower goes into deep austerity, it's true,  but that is unavoidable. 
The original foolish lenders take losses, but they should have known they were making bad loans.  
New creditors stay out of the mess, until the borrower and the existing creditor find a new basis for growth and repayment.  
In that order:   GROWTH and REPAYMENT.  

In Eurozone we have done EVERYTHING backwards, steamrolling the most fragile borrowers and passing the loss to foolish new creditors.   
These credit workout failures,  on top the the credit management failures of the previous decade,   are not a good foundation for the future of a monetary zone. http://ppplusofonia.blogspot.pt/p/crise-da-eurozone.html