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quarta-feira, dezembro 16, 2015

Com os bancos não se brinca

O problema dos bancos é assumirem os riscos errados. A intermediação financeira implica a assunção dos riscos ponderados, ao preço certo.
Nenhum banco é melhor do que a sua carteira de clientes, mas  alguns bancos podem ser bem piores se forem mal geridos e mal supervisionados.   A banca é um serviço público regulado.  O BANIF é o quinto ou sexto banco português a entrar em colapso, a cair de lado.


Quem merece ser a  Personalidade do Ano" de 2015?
Pensando bem eu propunha o Mario Draghi,  não a Angela Merkel, que apenas poupou os credores alemães de sofrerem as consequências da sua alavancagem excessiva e do crédito subprime que tinham concedido, mal parado desde o primeiro momento.
Pensando ainda melhor, quem verdadeiramente salvou a Moeda Única, com todas as suas deficiências,  quem verdadeiramente "salvou o Euro",  foram os contribuintes portugueses que "aguentaram" e aceitaram pagar a nossa crescente Divida Externa, de  mais de 410 mil milhões de euros
Não é justo que famílias com rendimentos de menos de 8.000 euros por ano paguem com a sobretaxa do IRS os erros de gestão e de supervisão dos bancos centrais europeus, e que os credores imprudentes fiquem a salvo.

Mas "o Contribuinte Paga Tudo". Sempre.  A verdadeira Personalidade do Ano a nível internacional seria então o contribuinte português sofredor,  e os seus filhos, netos e bisnetos...

O EURO é como o doce de ovos:  Saboroso no consumo  mas desastroso no bolso dos consumidores viciados em dívida.

Os comentadores do ETV, Mariana Abrantes de Sousa, Jorge Neto e Hélder de Oliveira, analisam a situação do BANIF e a devolução da sobretaxa de IRS, no Conselho Consultivo de
16 de Dezembro de 2015