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quinta-feira, maio 18, 2023

Triste Argentina Dejá Vu

No inicio dos anos 1980's trabalhei muito com a Argentina. Buenos Aires é uma cidade fabulosa e os Argentinos charmosos. 

Até dia 1 de Abril 1982.    A Argentina tinha invadido as ilhas Malvinas, Falklands por outro nome. 

 Parecia mentira! 

Foi então que eu compreendi a triste sina da Argentina, uma instabilidade economica e politica crónica que se reflete no elevado consumo de ansiolíticos. 

A que ano, ou que década,  se refere esta notícia ? 

 “Argentina has mostly been implementing a set of unorthodox policy tools over the past few decades that not only didn’t tackle inflation but worsened it,” J. P. S. writes. Now that annual inflation has reached a staggering 108.8%, J. M. a libertarian candidate for president, is pitching a radical plan to ditch the peso and replace it with the US dollar. But Juan argues that any attempt at dollarization will fail if the nation can’t cut malpractice out of its policy diet. Read the whole thing in English or in Spanish.

https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2023-05-17/argentina-s-inflation-problem-is-economic-malpractice-not-the-peso

segunda-feira, abril 04, 2022

Investidores internacionais e a divida soberana russa com juros em dia

Alguns dizem que a presidente do banco central russo está a "ajudar os investidores internacionais" continuando a pagar juros através das contas bancárias congeladas! 

Ou serão os investidores internacionais a "ajudar o agressor " ao aceitar o pagamento de juros em "blood money"? 

É sempre útil ouvir posições e interpretações diversas, e demais teorias da conspiração. 
Eis aqui as minhas teorias: 

Os investidores internacionais de obrigações da dívida russa deviam "doar os juros recebidos enquanto durar a invasão da
Ucrânia" a entidades internacionais que apoio os refugiados ucranianos, com a Cruz Vermelha, a UNICEF, etc. 

Os consumidores e as empresas estão a "pagar a crise" através da inflação e da disrupção das transações comerciais. Como se justifica que as transações financeiras continuem "normalmente" nesta situação de anormalidade sangrenta

As sanções económicas a um regime tão rico podem funcionar apenas a muito longo prazo. Entretanto vão sendo criados atalhos para aproveitar as oportunidades de lucro. O bloqueio de comércio e  pagamentos pode ser contornado com muitos mecanismos tais como triangular o  comércio, barter ou permutas em espécie. No curto prazo, as sanções pesam mais sobre os parceiros comerciais SE estes sofrerem multas e coimas.  Mas as sanções económicas pesam muito pouco sobre os investidores internacionais e os mercados de capitais "anónimos", faceless, como os investidores em obrigações negociáveis "ao portador".  

A primeira vez que eu vi esta escapatória (loophole) foi com os BONEX argentinos em 1982 quando outro autocrata Galtieri se lembrou de invadir as ilhas Malvinas/Falklands, fez agora 40 anos.

Esta invasão em 2022 "surpreendeu" toda a gente, mas provou que o Putin e o seu regime, não são de confiança, não são bons vizinhos de ninguém, muito menos dos "povos-irmãos." O rating de divida soberana pode ser cortado para JUNK, mas isso ainda é bom demais e não reflete a ameaça russa persistente em toda a linha, com ou sem Putin. Aceitar o pagamento de juros russos para proteger os investidores imprudentes que avaliaram MAL o "risco soberano de Putin" é um erro crasso, que nos vai custar muito mais caro do que as menos valias. O "blood money" recebido dos juros russos devia ser doado para apoiar os refugiados e as vítimas da invasão.  

A Ucrânia não pode esperar pelo efeito das sanções. Urge negociar um cessar-fogo JÁ. 
Sem perder tempo a especular sobre o que vai na cabeça de Putin, nem quem tem mais ou menos razão, haverá alguma proposta negocial, alguma combinação de "carrots & sticks", que poderia convencer os russos a cessar-fogo JÁ?  

Talvez fechar a porta da NATO enquanto se acelera a abertura da porta da EU para a Ucrânia?
E mesmo fechar o acesso ao mercados financeiros e estes  "serial agressors" e senhores da guerra. 

Mariana ABRANTES de Sousa, Economista 
2022-04-04 

2022 Putin bombs Ukraine 

2015 Putin bombs Syria https://www.pbs.org/wgbh/frontline/article/putin-airstrikes-syrian-war-assad-ukraine/

1999 Putin bombs Chechenia https://www.npr.org/2022/03/12/1085861999/russias-wars-in-chechnya-offer-a-grim-warning-of-what-could-be-in-ukraine?t=1649062786265