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quinta-feira, maio 14, 2020

TARGET2 aponta para outra crise, pior

TARGET2  rising (in)balances point to another Eurozone crisis  in 2020, worse than 2018-2012 

Os saldos do sistema TARGET2 de pagamentos entre os Bancos Centrais da Eurozone são um indicador-chave da crise da balança de pagamentos intra-europeia e continua a ser um marcador da instabilidade financeira da Eurozone.  A partir de setembro de 2015, o BCE fornece os valores num banco de dados comum.

Os saldos a receber e a pagar entre os Bancos Centrais nacionais deveriam reverter sempre para perto de zero. 

Parte do superavite do Bundesbank alemão reflete a fuga de capitais voláteis (hot money) para a Alemanha, que aumenta em momentos de incerteza e de maior risco e podem moderar em tempos da acalmia.

Mas outra parte destes desequilibrios refletem os saldos comerciais em desquilibrio persistente, crescente e perigoso.

A divergência acentuada e progressiva dos saldos TARGET2 desde 2015 vai ser, mais uma vez,  insustentável.
A crise financeira e politica vai rebentar, só não sabemos quando e como.

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista
Fonte: http://www.eurocrisismonitor.com/

quinta-feira, outubro 11, 2018

Crise da Eurozone: Entre credores e devedores salva-se quem pode

In English below
 Um artigo importante de Marcello Minenna publicado no blog FT Alphaville examina a partilha de risco entre os países credores (do centro) e devedores (da periferia ou da suposta "convergência")  ao longo da crise da Eurozone de 2008-2018 para determinar quem efectivamente beneficiou mais com os resgates da Troika, do ECB e das instituições europeias.  
Consolidated position of foreign banks on counterparties resident in Portugal

Com base nos dados do   o Bank for International Settlements (BIS),  a exposição total das instituições financeiras francesas e alemãs aos países mais endividados da periferia foi rapidamente reduzida de 2010 até 2012 graças à substituição de credores comerciais (bancos e investidores privados) por credores oficiais (ECB/BCE, EU, FMI)


Consolidated position of foreign banks on counterparties resident in Ireland
Esta substituição de credores, muito visível no caso da Irlanda, evitou que o Bundesbank e o Banco de França tivessem que apoiar tanto os seus bancos imprudentes. 


Diz o artigo: 
"A narrativa comum é que os programas de resgate ajudaram países profundamente problemáticos a evitar a falência soberana ou as falências bancárias generalizadas. Mas, ao evitar resultados extremos, esses programas também protegeram os bancos dos países centrais - Alemanha e França, em particular - que tinham acumulado enormes exposições aos países da periferia antes da crise. À época, esta partilha  de riscos (embora desagradável) era a melhor opção disponível para os governos dos países centrais. Isso salvou-os de ter que intervir (à custa de seus próprios contribuintes) para sustentar seus próprios sistemas bancários nacionais."

O aumento de exposição dos credores espanhóis desde 2014 está a tornar Portugal numa colónia financeira de Espanha, diz o FT Alphaville

Digo eu: 
Também podíamos afirmar que o novo endividamento externo de Portugal está a criar uma bolha à vista desarmada que há-de rebentar mais cedo e não mais tarde. 

Mariana Abrantes de Sousa
Economista 

Consolidated exposure of Franco-German banks to counterparties resident in the Eurozone periphery
"According to the Bank for International Settlements (BIS), in 2010 the total exposure of French and German financial institutions to the pheriphery countries. 

The common narrative is that rescue programs have helped deeply troubled countries avoid sovereign bankruptcy or widespread bank failures. But, by avoiding extreme outcomes, these programs also protected the banks of the core countries — Germany and France, in particular — that had accumulated huge exposures to the periphery before the crisis. At the time, risk sharing (however unpleasant) was the best available option for the governments of the core countries. It saved them from intervening (at the expense of their taxpayers) to prop up their own national banking systems.

The size of all of this deleveraging can be measured by using BIS data on the consolidated position of foreign banks to counterparties residing in Italy, Greece, Spain, Portugal and Ireland.


After having accumulated a whopping credit towards the periphery in the period 2000-2008, these banks have dismantled 64 per cent of their exposures in the following decade. Indeed, at its peak (June 2008) the total exposure of the Franco-German banking system to the periphery exceeded $1.9trn; in June 2012 it had already fallen to $800bn and in the following five years, it decreased further, reaching $680bn at the end of 2017.
In terms of direct exposures, on the eve of the crisis, Germany was leading in Spain ($315.5bn), Ireland ($240.7bn) and Portugal ($52bn), while France in Italy ($553.4bn) and Greece ($86.1bn). But in reality, a good chunk of French investment in Southern Europe was channeling German savings.  This was followed by a colossal disinvestment from the periphery countries– over $1.2 trn"


So much for convergence ! 
Ler mais em https://ftalphaville.ft.com/2018/10/10/1539147600000/A-look-back--what-Eurozone--risk-sharing--actually-meant/ 

Ver artigos anteriores sobre a problemática da GED-Gross External Debt, Divida Externa Bruta e a Crise https://ppplusofonia.blogspot.com/2012/06/us-and-uk-banks-increased-potential.html


quarta-feira, dezembro 23, 2015

Com os bancos não se brinca - 2 BANIF

Resultado de imagem para banif noticias O BANIF era um banco pequeno, frágil, de segunda linha, com bastante crédito mal parado e negócios menos bons.  Com a crise prolongada e a gestão inepta, a recuperação foi impossível. 
Com a morte do Horácio Roque em 2010 e a crise, os problemas de gestão e o crédito mal parado tinham acumulado.  A EU-DG Concorrência aprovou a recaptiliazação do BANIF a contra-gosto em 2012, uma nacionalização com o Estado a tomar o controlo de  60,5%.  As tentativas de recuperação ficaram sem efeito, pois a tal DG-Comp, de Bruxelas recusou 8 (oito!) programas de recuperação propostos.  É muito chumbo. 

Falta saber o que é estava tão errado nos  oito planos de reestruturação propostos e porque é que isso não foi corrigido nas 7 tentativas seguintes. E falta compreender as datas limites e as opções efectivamente consideradas.  A administração do BANIF, o Estado-accionista, o BdP como supervisor, a DG-Comp, o BCE...são todos co-responsáveis por este fracasso vergonhoso, agora deitam culpas uns aos outros.  Um bando de desalinhados, de costas-voltadas em vez de trabalharem em conjunto em defesa do interesse nacional. Que triste espectáculo este de sacudir responsabilidades.  

Com 8 negas, a liquidação do banco era pre-anunciado e inevitável, mesmo antes do BCE ter despromovido o BANIF, um coup-de-grace  de fechara janela de funding como fez ao BES.  

E os bancos caiem de lado, como as bicicletas.  
Um banco que perca a confianças dos  depositantes não dura uma semana. 

Obviamente falta uma auditoria forense, de alguém que saiba de crises bancárias,  uma auditoria ao BANIF e outras  ao exercício das funções do Estado como accionista e do Banco de Portugal como supervisor, aos auditores do banco, etc.  

Mais, neste post mortem temos que estudar e reflectir bem sobre o papel da EU-DG Concorrência e do BCE na queda do BANIF tal como no caso do BES.   É mais que evidente que as normas europeias bancárias europeias são inconsistentes entre si, não servem para as economias mais frágeis, aumentam os riscos para países membros como Portugal,  não os reduzem.A DG Concorrência parece ser um instrumento demasiado brusco e tosco para gerir um sistema bancário de uma economia frágil, uma coisa que exige uma mão firme mas delicada.  E a gestão do sistema bancário português a partir de Bruxelas e de Frankfurt já se revelou tão insatisfatória e irresponsável como a gestão nacional, acabando por capturar e dividir os decisores locais, cada um por seu lado, e  acumulando encargos para o contribuinte português. Um caso de "moral hazard".  Se fosse  a União Europeia a pagar os erros todos, certamente que as opções de solução não se teriam afunilado tanto.  

Nesta sequência de falhas de gestão e regulação, tipo "choque em cadeia", o contribuinte português já estava exposto ao risco de ter que reabastecer o FGD o Fundo de Garantia de Depósitos, que não tem capacidade para aguentar problemas sistémicos.  Se o saldo do FGD for usado na totalidade para proteger os pequenos depositantes de um banco, o FGD tem que ser rapidamente reposto a partir do OE.  

Boa razão para manter os bancos fracos nacionalizados, com a garantia implícita do Estado, até se conseguirem recuperar, vender ou liquidar de uma forma rápida mas ordenada. Bancos "zombie" sempre podem existir por algum tempo e por boas razões, não pode é ser um cemitério inteiro.   As "datas limite" do Abril 2015 parecem ter sido artificiais, parece ter havido algum pânico  e falta de preparação e de coordenação dos decisores nacionais, inexperientes e tímidos. 

Com a banca não se brinca.  
Triste prenda no sapatinho do contribuinte. 

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia 

quinta-feira, janeiro 22, 2015

SOS EURO, ECB to the rescue

(ver em Português abaixo) 
The ECB announced today that it will buy € 60 Bln of assets each month until Sep-2016.

Unlike other central banks, which have  the key  monetary policy objective of keeping inflation within an acceptable band around 2%, the ECB is also being called on to revive the Eurozone economy and to save the single currency, the Euro.

As the ECB launches a new Quantitative Easing program, which can be seen as QE 2 European style, it will again increase its balance sheet to the level of € 3,000 Bln topped in 2012 with bank emergency funding, but which came down to close to € 2,000 Bln in 2014. That earlier QE 1 allowed banks of the most indebted countries such as Portugal to draw funds from the ECB to lend to local borrowers in order to enable them to "repay" the international creditors, including official creditors such as the EIB. This substitution of original creditors greatly benefitted the main creditors who had let too much, such as German, French, English and Spanish banks, and so had the support of those national authorities.

But if with the initial QE 1 ECB released many of the international creditors, debtors hardly received any debt relief, with the exception of the debt forgiveness granted to Greece. Since then, the increase in spreads and the fall in inflation has increased the real burden of debt in other indebted countries, which is generally recognized as an untenable situation.

We must reduce the real debt burden of the overly indebted borrowers, either through debt restructuring or through increasing their income, though inflation, exports, etc.  Instead, we live with "zombies", companies and banks that are hardly alive.

Strangely, countries like Germany which most benefited from such debt relief in the past have short memories of this, and are now the most insistent on defending their creditor rights, and on rejecting responsibility for their part in the European subprime credit bubble.

But a central bank is not a "jack of all trades" and monetary policy   cannot, alone, revive each of the 18 diverging Eurozone economies, much less in the current  "liquidity trap", when interest rates are near zero and increases in the money supply do not translate into increased economic activity or even into inflation.

What can be expected from the new Eurozone QE 2 is that the Euro, already at the minimum of 11 years, will depreciate, and the prices of financial assets such as equities and (risk free) bonds will increase.  Given the reliance on " trickling down ", reductions in the cost and increases in the volume of (risk-bearing) credit to the real economy are unlikely, as are increases in the most important "price" of all, nominal wages " in the distressed countries,

The 18 Eurozone countries are increasingly polarized and divergent, so increasing "low-risk” liquidity may help a little, but cannot guarantee boosting credit to real economies  where it is urgently needed, and upon which  debt repayment capacities depend.

The flood of liquidity in Frankfurt will reach Amarante in an eye-dropper.

This is because more (risk-free) liquidity does not guarantee more credit capacity, more bank capital or more abilty to evaluate projects and borrowers and to manage credit portfolios. Liquidity is general. Credit is specific, directed, takes risk, assumes losses and undertakes restructurings when needed. The are the true functions of intermediation which the Eurozone financial system is failing to carry out now.  

The ECB has been buying "covered bonds" from banks, backed by credit assets to the private sector and businesses. In 2014, the ECB bought € 30 Bln of bank bonds and less than € 3 Bln of asset securitizations. This was still very little, but it's still more than the d € 22 Bln of EIB Global Loans repassed by local banks to SMEs.  As the official development bank of the European Union, the EIB would be the institution specifically mandated to finance the real economy, but it hampered by a inappropriate “risk free” focus and by few “real financing” instruments such as export credit.

What is at stake is dramatic for the 18 countries of  the Eurozone and the EU overall, because  the continuing economic weaknesses   and deflation will provoke  more recession (the third in five years) and increase in the real burden of debt. 

But the new QE 2 Quantitative Easing is no panacea. What is missing is fiscal and budget stimulus in creditor and surplus countries.  Germany is even unwilling to borrow in order to invest in the badly needed renewal of their infrastructure. So the QE 2 will not solve the excessive debt problem nor the lack of income of the debtor countries, which requires an increase of exports and rebalancing intra-Eurozone trade.

Let us be clear:  The biggest threat to the Euro is the diverging fortunes and trade imbalances among the 18 Eurozone countries. 

Thus, the success of the new Eurozone QE 2 Quantitative Easing will be measured not in the falling yields of German bunds, but in the falling intra-Eurozone trade imbalances, not by the size of the ECB balance sheet, but by the availability of export credit to struggling exporters in Portugal, Spain and other indebted countries.

In the case of severe distress, in the Eurozone it has always been the debtors, or taxpayers, who  bear the costs of adjustment, rather than the creditors responsible for the credit bubble.  If Germany and other creditors could promote expansionary policies, and share the cost of adjustment of the excessive credit, this would separate the problem of credit from the problem of currency. After all, creditor countries need to undertake their own “structural reforms" as much as the debtor countries. 

Because the unsustainable debt is unsustainable, be it in Euros or in any other currency.

Saving the Euro is not enough. 

It is essential to Save Our  Societies, massacred by the very high unemployment and gripped by the lack of liquidity.

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 
Portugal, 22-Jan-2015 

O BCE anunciou hoje que vai comprar €60 Bln de activos por mês até Set-2016. 

Ao contrário de outros bancos centrais, que tem como principal objectivo da politica monetária conter a inflação dentro de uma banda aceitável cerca dos 2%, o BCE é chamado a reanimar a economia da Eurozone e salvar a Moeda Única, o Euro.  
Com um novo programa de Quantitative Easing, QE 2 à europeia, o BCE volta  aumentar o seu balanço de tinha ultrapassado €3 000 Bln em 2012 com os financiamentos bancários de emergência, mas que desceu para perto de €2 000 Bln em 2014.  Aquele  QE 1 em tempo de crise permitiu que os bancos dos países mais endividados como Portugal  fossem buscar fundos ao BCE para emprestar às empresas para que estas pudessem "reembolsar" outros credores internacionais, inclusive o BEI.  Esta substituição de credores favoreceu bastante os principais credores, bancos alemães, franceses, ingleses e espanhóis, e por isso teve o apoio dessas autoridades. 

Mas se o QE 1 do BCE  libertou muitos dos credores internacionais, os devedores pouco beneficiaram, fora o perdão de divida concedida à Grécia.  E entretanto o aumento das spreads e a queda da inflação fez aumentar a carga real do endividamento nos outros países endividados, uma situação reconhecidamente  insustentável.

Ou reduzimos a carga real da dívida através da reestruturação ou através do aumento dos rendimentos, inflação, exportações, etc. Entretanto,  convivemos com "zombies", empresas e bancos que estão vivos,  mas pouco. 

Mas um  Banco Central não é “pau para toda a obra” e  a politica monetária a cargo da Autoridade Monetária não consegue, sozinha, reanimar a economia, muito menos nesta conjuntura de “liquidity trap”, quando as taxas de juro estão perto do zero e aumentos na massa monetária não se traduzem nem em aumento de actividade económica nem sequer em inflação.  

O que se pode esperar do novo QE 2 europeu é que o EURO continue a desvalorizar, já está nos mínimos de 11 anos, e que aumentem os preços dos activos financeiros como as acções e obrigações de baixo risco. Por muito eficaz que seja o "trickle down",  é pouco provável reduzir o custo e aumentar volume do crédito à economia real ou  aumentar o "preço" mais importante, os salários nos países sobre endividados. 

Nesta  Eurozone cada vez mais polarizada e divergente, o aumento de liquidez focada no "baixo-risco"  pode ajudar, mas não garante o aumento de crédito à economia real dos países mais endividados onde isso é uma necessidade premente, e da qual depende a nossa capacidade de reembolso da dívida.  


O enorme caudal de liquidez em Frankfurt vai chegar a conta-gotas a Amarante.  


Isto porque mais liquidez  (risk-free) não significa mais capacidade de crédito, nem mais capacidade de avaliar projectos e mutuários e de gerir carteiras de crédito.  Liquidez é avulso. Crédito é dirigido, toma risco,  assume perdas e faz reestruturações quando necessário. Tudo funções de intermediação que o sistema financeiro deixou de saber fazer.


O BCE tem estado a comprar "covered bonds", obrigações bancárias caucionadas com os activos do credito bancário ao sector privado  e empresas.  Em 2014, o BCE comprou €30 biliões de obrigações bancárias e menos  de €3 Bln de titularizações de activos.  Isto é pouquíssimo, mas mesmo assim é mais que os cerca de €22 Bln de Global Loans do BEI  repassadas pelos bancos locais às PME.  O BEI é o banco oficial de desenvolvimenta da EU que tem o mandato  específico de financiar a economia real. 

O que está em causa é dramático para a Eurozone e para a EU, pois a continuarem as quebras na actividade económica e a deflação teremos mais recessão (a terceira em 5 anos) e maior carga real da divida.

Mas o Quantitative Easing QE não é panaceia.  Falta um estímulo fiscal e orçamental nos países credores e superavitários, como a Alemanha,  que não quer endividar-se nem para investir na renovação da sua infraestrutura que tanto precisa.  Nos casos de distress, na Eurozone têm sido sempre os devedores, ou os contribuintes, a suportarem os custos do ajustamento, pouco  os credores responsáveis pela bolha de crédito. Por isso o QE 2  não vai resolver o problema de divida excessiva, nem o  da falta de receitas dos países devedores, que depende do aumento de exportações e do reequilíbrio comercial entre os 18 países da Eurozone. 

Se a Alemanha e os outros credores promovessem politicas expansionistas,  e partilhassem  como credores o custo do ajustamento do credito excessivo, poder-se-ia separar o problema do credito do problema da moeda.  Afinal também faltam "reformas estruturais" nos países credores que permitam isso.

Porque a  divida  insustentável é insustentável,  seja em Euros seja noutra moeda qualquer

Salvar o Euro não basta.  

É essencial salvar as nossas economias e sociedades, massacradas com desemprego elevadíssimo e apertos de liquidez depressivos.    

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 
Sources: 
Bloomberg  http://www.bloomberg.com/news/2015-01-21/ecb-said-to-propose-qe-of-50-billion-euros-a-month-through-2016.html
Credit writedowns https://www.creditwritedowns.com/2014/02/ecbs-next-steps-could-involve-suspending-smp-sterilization-instant-qe.html
Público http://www.publico.pt/economia/noticia/bce-avanca-para-compra-de-divida-de-60-mil-milhoes-de-euros-por-mes-1683029 
Economico http://economico.sapo.pt/noticias/compra-de-divida-soberana-pelo-bce-nao-viola-lei-europeia_209866.html