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quinta-feira, outubro 22, 2015

China devaluation blocks adjustment in trade flows

The Economist (10-Oc-15)  has shifted from talking about QE quantitative easing to worrying about QT quantitative tighteninng.

But talking about the decline in the "vast stockpile of FX reserves" without analyzing the unsustainable trade and current account imbalances is like looking at localized floods and droughts without studying  shifting rain patterns.  

That's why they call it "liquidity".

The real focus of analyses and policy discussions should be on why CAB current account imbalances are allowed to grow so enormously large, from -10% to  over +10% of GDP?

 And why the required cross country trade adjustments are so ineffective as surplus countries rush to step up their export "vendor financing" or to devalue their still undervalued currencies at early signs of slowing import demand, thus shifting more of the burden of adjustment to their already distressed deficit trading partners ?

Currency devaluation and world trade   http://fortune.com/2015/08/19/what-chinas-currency-devaluation-means-for-the-worlds-trade-deals/
China trade surplus widens http://www.tradingeconomics.com/articles/06082015043159.htm
Comércio e desvalorização http://ppplusofonia.blogspot.pt/2015/08/comercio-internacional-exige.html
Se o Pai Natal fosse chinês http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/01/se-o-pai-natal-fosse-chines-2.html

terça-feira, janeiro 22, 2013

Reciclando superavits comerciais circa 2010

Quando um país tem enormes superávits comerciais, tem que reciclar esses fundos através de créditos a seus clientes importadores. Financiamento de projetos estrangeiros com apenas  30% de conteúdo local  representa mais  financiamento à  exportação   do que financiamento de projetos, uma vez que os projetos de infraestruturas normalmente têm conteúdo local muito mais elevado.


China apenas começou a oferecer financiamento à  América Latina recentemente,  mas em 2010 ele já emprestou mais do que o Banco Mundial, BID e o  US Ex-Im Bank todos juntos.

Ver artigo completo em http://ase.tufts.edu/gdae/Pubs/rp/GallagherChineseFinanceLatinAmerica.pdf

sábado, maio 12, 2012

China incontornável no comércio mundial

O processo de internacionalização da gigantesca economia chinesa acentuou-se de tal forma depois da entrada do país na na Organização Mundial de Comércio (OMC) em 2001, que da China passou a ser o  "elefante" arrasador em todos os cantos do comércio internacional. 

A extraordinária dimensão  dos fluxos comerciais e financeiros chineses  faz lembrar a velha anedota:
- "Onde é que se deita um elefante?   Onde ele quiser."

O que a China importa sobe de preço devido ao "China pull", o que China exporta arrasa a concorrência.  É isso que tem acontecido com as matérias primas, onde China desenvolveu novos modelos de contratação para garantir fornecimentos, como por exemplo o Angola Model, com pagamento em espécie na forma de investimentos em infraestrutura.  Nas exportações, a China arrasa pela quantidade senão pela qualidade.  Por exemplo, a China já   garante dois terços do fabrico mundial de calçado, enquanto o Brasil, outro tradicional grande fabricante está a ter que defender   o seu mercado doméstico com sobre-taxas alfandegárias. 
China Current Account to GDP
Este poderio comercial, o "China push", resultou em enormes superavites da balança de transações correntes chinesa que chegou a 10,6% do seu PIB em 2008, com base também nas redes de lojas chinesas que se encontram até em aldeias em Portugal e nos grandes centros comerciais "Dragon Marts" noutros mercados maiores.  Dada a sua enorme dimensão e superior organização, a China controla os canais comerciais a montante e a jusante, desde as minas até ao consumidor final, dispensando intermediários.

Apesar da moderação recente da BTC, a China continua a ter as maiores reservas cambiais do mundo,  que tem que reciclar investindo nos países importadores.   Tendo feito grandes aplicações financeiras em títulos do Tesouro de diversos países que estão sujeitos a bastante volatilidade, a China mostra agora preferência por infraestruturas tangíveis, adquirindo  os chamados "bens ao luar".  No caso de Portugal, a recente aquisição de 23,5% da EDP,  vai permitir financiar o nosso défice comercial com a China durante cerca de dois anos.

Estes desequilíbrios insustentáveis vão ter que ser corrigidos, de uma forma ou de outra.
Entretanto, impõe-se a vigilância. Quando o gigante chinês se movimenta, quem estiver no seu caminho que se afaste, senão quiser ser esmagado.

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia
Rede de lojas chinesas em Portugal http://www.oi.acidi.gov.pt/modules.php?name=News&file=article&sid=1172
Metals boom and the financial crisis http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/04/metals-boom-mirrored-in-financial.html
Se o Pail Natal fosse chinês http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/04/metals-boom-mirrored-in-financial.html
Fundo soberano chinês vira para activos reais http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia-mundial/china-divida-europa-fundo-soberano-crise-da-divida-crise/1347491-5206.html
Brasil, Russia, India, China comentados na Comissão Executiva http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/04/comissao-executiva-discute-brasil.html   

sexta-feira, abril 27, 2012

Metals boom reflected in financial crisis

Metals experts gathered in Lisbon this week for the annual meetings of the  International Study Groups  on nickel, lead, zinc and copper.   The Goverment representatives from a large number of countries also participated in a joint seminar on  "How Society Benefits from Mining and Metals Production".

These International Study Groups are autonomous, intergovernmental organizations established two decades ago and located in Lisbon, Portugal. Membership comprises of metal producing, using and trading countries.

Their main objectives are to collect and publish improved statistics on the relevant commodity markets (including production, usage or consumption, trade, stocks, prices and other statistics such as recycling) , with the aim of improving market transparency.  They also publish other information, such as data on industry facilities and environmental regulations. 

Metal commodity prices have been on a sharply rising trend, which some analysts call a "super-cycle" driven by the quantum jump in demand from rapidly industrializing countries, the so-called "China Pull".  

This phenomenon is then reflected in the "China Push", which contributes to the balance of payments crises felt in net importing countries, big (USA) and small (Portugal).  

Mining projects are notoriously complex, and with long gestation periods (planning, financing and construction phases), so supply tends to be somewhat inelastic, contributing to price volatility. With the credit contraction, mining promoters lost access to traditional project debt,  but hight prices made it possible to increase the equity component well above the usual 40-50%.  Other financing packages include  commodity loans with repayment-in-kind (ex. gold loans), including o "Angola model".


See presentation by Mariana Abrantes de Sousa  in http://www.insg.org/presents/Ms_Abrantes_Apr12.pdf
See the press release http://www.insg.org/docs/INSG_Press_Release_April_12.pdf
For copper, see   http://www.icsg.org/, mail@icsg.org
For nickel, see   http://www.insg.org//, insg@insg.org
For lead and zinc, see     http://www.ilzsg.org/, root@ilzsg.org


terça-feira, abril 03, 2012

Comissão Executiva discute Brasil, Russia, India e China,23-Março

No programa de hoje falamos sobre o desaceleramento dos BRIC. Será uma perigo para a economia mundial? Respondemos a essas e outras questões com a ajuda de Tawfiq Rkibi, Mariana Abrantes de Sousa, José Magalhães e Joaquim Miranda Sarmento.








domingo, dezembro 25, 2011

Se o Pai Natal fosse chinês

 Se o Pai Natal fosse chinês, não podíamos estar mais dependentes da China para alegrar as nossas festas. Depois do bacalhau (da Noruega), a consoada continuou animada com os brinquedos, as consolas, os telemóveis e até as camisolas, quase tudo … “made in China”. 


Por isso o comércio bilateral Portugal-China está cada vez mas desequilibrado, com um défice comercial insustentável de 1.336 milhões de euros em 2010.


Por este andar, a recente venda da participação de 21,35% do Estado no capital da EDP por 2.693 milhões de euros, que incorporou um prémio de 53,6% em relação ao preço de mercado de 21-Dezembro-2011, vai dar para financiar o défice comercial bilateral PT-China durante só  mais dois anos. 
Comércio Bilateral Portugal-China
EUR milhões
2009
2010
variação
Exportação
340
571
68%
Importação
1.373  
1.907  
39%
   Saldo Comercial
1.033  
1.336  
29%


É caso para dizer, vão-se as acções,  as "golden shares",  ficam as camisolas...

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Governo chinês vai apoiar investimento em Portugal

O governo chinês vai encorajar as empresas chinesas a investir nos sectores de ponta da indústria portuguesa, como tecnologias de informação, segundo revelou a "Nova China", agência noticiosa oficial chinesa. Durante um encontro com José Sócrates, um alto responsável do "PCC" (Partido Comunista Chinês) referiu que espera que o "PCC" e o "Partido Socialista Português" possam reforçar os intercâmbios e a cooperação. Este revelou que o governo chinês vai apoiar empresas chinesas que desejem investir em Portugal nos sectores da logística, tecnologias de informação e nas indústrias automóvel e electrónica. Por outro lado, o primeiro-ministro chinês assegurou que a China está empenhada em aprofundar as relações comerciais e económicas com Portugal. Os responsáveis dos ministérios das Finanças da China e de Portugal assinaram um memorando de entendimento para abertura de uma linha de crédito de 300 milhões de euros com vista a apoiar exportações portuguesas para o mercado chinês e que envolverá a Caixa Geral de Depósitos e o Banco da China. A linha de crédito destina-se sobretudo a contribuir para importações chinesas de bens de equipamento portugueses. O primeiro-ministro português apelou entretanto à constituição de parcerias empresariais luso-chinesas, para que se opere em conjunto nos mercados dos países africanos de expressão portuguesa e no Brasil. O apelo do primeiro-ministro foi feito durante a abertura do Fórum de Cooperação Empresarial entre Portugal e China 2007 e na cerimónia de lançamento da Archway - uma empresa de direito chinês detida pela Portugal Telecom e por uma firma dependente do Ministério das Comunicações da China.
Mais do que uma ameaça, a China é, hoje, uma oportunidade de mercado para as empresas portuguesas com bons produtos, imagem de marca e agilidade. À excepção de alguns sectores-chave, já não é necessário estabelecer uma «joint-venture» para entrar no mercado chinês, mas encontrar um importador ou um parceiro que conheça bem o mercado e os canais de distribuição. Os chineses querem produtos competitivos e fazer dinheiro de uma forma rápida.
Com a Missão China o governo português pretende reforçar os laços económicos e políticos entre os dois países, promovendo igualmente o aumento das exportações nacionais e a captação de um maior volume de investimento chinês.

Fonte: "Agência Lusa"/"Jornal SOL", 1 de Fevereiro de 2007.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

China versus Índia

Ao investigar as causas do maior dinamismo da economia chinesa, cujo PIB cresceu 9,7% a.a. no período 1993-2004 versus apenas 6,5% a.a.na Índia, alguns analistas referem a maior rigidez do mercado de trabalho indiano e o menor aumento de produtividade, especialmente no sector industrial.

No entanto, as diferenças entre as fábricas serão menores do que entre os sistemas de distribuição de produtos indianos e chineses. Estes últimos beneficiam de uma forte rede de distribuição de “lojas chinesas” em praticamente todo o mundo, com o apoio logístico e o patrocínio dos órgãos oficiais chineses.

Se a Índia e outros países querem acompanhar o ritmo de crescimento da China, terão certamente de estudar e imitar a sua logística de distribuição e a sua capacidade comercial.

E a capacidade de marketing dos chineses não deve ser subestimada. Quando as primeiras vitórias da Selecção Portuguesa no EURO 2004 fizeram esgotar os stocks de bandeiras nacionais, foram as “lojas chinesas” que vieram acudir ao surto de nacionalismo provocado pelo Figo, o Cristiano Ronaldo e os outros craques de Scolari.

Mas algo se perdeu na tradução dos símbolos nacionais, e os castelos lusitanos passaram a ter um ar mais de pagodes...

Ver artigo The Economist, 27-Jan-07, pg 70