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quinta-feira, fevereiro 20, 2020

Agricultura PT - Custo de oportunidade do minifundio continua elevado

A agricultura portuguesa teve em 2019 um dos quatro resultados económicos mais favoráveis da última década, segundo Francisco Avillez.
www.agroges.pt/wp-content/uploads/2020/01/202002-AGROGES-ArtigoTecnico.pdf
Boas notícias do campo: a agricultura portuguesa está a crescer, está mais produtiva e competitiva.
Programas como o Portugal Fresh têm ajudado a criar massa critica e conquistar novos mercados.
Podia ser ainda melhor. Portugal continua a ser um grande importador de alimentos.
Qual é o custo de oportunidade dos minifundios insustentáveis, dos terrenos às tirinhas, muitos abandonados.
Até aos incêndios.

Para quando uma campanha de emparcelamento a sério como os outros países fizeram há décadas?

sexta-feira, setembro 21, 2018

Projeto Tejo pretende replicar o sucesso do Alqueva, necessita apoios

Todos aprendemos na escola primária que o rio Tejo representa a maior bacia hidrológica da Peninsula Ibérica.   Também Sabemos que o Tagus é muito bem aproveitado por Nuestros Hermanos que construiram barragens e transvases do outro lado da fronteira há mais de 50 anos.

O que parece desconhecermos é que o rio Tejo português é um dos rios mais subaproveitados da Europa.

O Eng.  Jorge Froes da Associação Mais Tejo apresentou o interessante e importante Projeto Tejo no recente encontro da Agroglobal, em Valada do Ribatejo  e convenceu que este é um projeto para apoiar e implementar.

Com um investimento global na ordem dos 4,5 mil ME, o “Projeto Tejo – Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Tejo e Oeste”, pretende a 30 anos fornecer água a 300 mil hectares das regiões do Ribatejo, Oeste e Setúbal. O Engenheiro Jorge Froes explicou o projeto ao mediotejo.net



Fontes:
Ribatejo http://www.oribatejo.pt/2018/05/18/o-projeto-tejo-e-a-indiferenca-dos-nossos-eleitos/
Agroglobal 2018 5-7 Setembro, Valada do Ribatejo


sábado, maio 05, 2018

TIC e a economia rural

Eis um exemplo interessante de "valor acrescentado por SMS".

Num experimento randomizado procurou-se determinar o impacto de fornecer aos agricultores rurais informações sobre os preços dos seus produtos no mercado através do envio de mensagens de texto SMS para seus telemóveis celulares.
Usando um novo índice de redes de comunicação entre as aldeias, mostra-se que a intervenção:
(1) levou a um aumento positivo sustentado de cerca de 9% nos preços recebidos pelo grupo de agricultores alvo de tratamento que recebeu as mensagens, e
(2) teve benefícios indiretos substanciais nos preços recebido por certos agricultores do grupo de controle.

Discute-se um novo mecanismo de "spillovers" ou efeitos externos de negociação que pode explicar o aumento de tais externalidades positivas, mesmo na ausência de  partilha de informações entre o grupo alvo e os grupos de controle. A contabilização de spillovers é crucial, sem o qual poder-se-ia erroneamente concluir que a intervenção não trazia benefícios a longo prazo para os agricultores.
O retorno direto sobre o investimento do serviço se info-preços por SMS excede 200%, um resultado que ressalta o enorme potencial das intervenções de TIC nos mercados emergentes.

Autora:  Giorgia Romagnoli, Universidade de Amsterdam
Fonte:  NOVAFRICA, seminário 9-Maio-2018 

quinta-feira, março 22, 2018


O Relatório da CTI2, da Cominssão Técnica Independente sobre os fogos de 15-16 de Outubro que devastaram a Região Centro é de leitura obrigatória para muitos que procuram respostas ao grande desafio da gestão florestal sustentável.  

Para que a floresta seja sustentável em termos ambientais e de segurança, terá que voltar a ser sustentável em termos económicos, como foi referido num artigo anterior sobre a floresta que deixou de ser o mealheiro das famílias.   Apesar de ser um  bem público, a floresta portuguesa é maioritariamente de propriedade privada, em alguns casos votada ao abandono. 

Por isso, antes de ler todas as 216 paginas,  procurei  referências económicas, que são relativamente poucas.   

Notável é a discussão de como promover as arborização de faixas de segurança (de 100 metros de largo) com espécies folhosos com menor risco de incêndios, e a sugestão de alguns incentivos.  


"7.1.6. Integração entre medidas de apoio à arborização e proteção de aglomerados
e) No facto das áreas com arvoredo que apresentam menor risco de incêndio serem também aquelas que normalmente apresentam melhores características ambientais e paisagísticas;

f) Investimentos para a obtenção de espaços rurais com qualidade acima do normal deveremos fazê-lo nos locais onde as pessoas no seu dia-a-dia delas mais possam  usufruir, sendo, portanto, as envolventes dos aglomerados os locais a privilegiar;
....

7.1.7. Programa para uma Infraestruturas Verde de Proteção dos aglomerados

populacionais

....


b) Definição das condições de adesão, com a imperativa necessidade de cumprimento de
objetivos públicos claros de proteção contra incêndios rurais, independentemente de
outros interesses produtivos, públicos ou privados que possam e devam cumprir;
c) Organização e adesão simplificada, em nome pessoal ou de coletividade, com ou sem
titularidade de propriedade;
d) Obrigação de apresentação de evidências físicas e de manutenção de contabilidade
organizada (simplificada), mas em que todos os pressupostos de controlo assentem essencialmente em evidências físicas (tendo como referência os programas europeus
geridos ao nível da comunidade europeia, e não a tradicional gestão massivamente
administrativa do PDR português);
e) Para implementação prioritária na envolvente de aglomerados populacionais;
f) Financiamento forfetário à instalação de culturas ou atividades agrárias (agrícolas ou
florestais) de baixo risco de incêndio (folhosas caducifólias, etc.);
g) Financiamento de prémio anual de manutenção, com valor fixo forfetário, que premeie
as utilizações com intervenções economicamente reduzidas, e sustentáveis a médio
prazo (no limite, por exemplo, pela não necessidade de intervenção);
h) Atribuição de prémios substanciais aos 10 e 20 anos de manutenção da atividade e de
baixo risco de incêndio.
... "

A promoção e gestão destes "serviços eco-sistémicos para UMA FLORESTA SUSTENTÀVEL, prestados por alguns em beneficio de todos, não vai ser fácil.  

Para além de uma Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, precisamos mesmo, mesmo  de uma Agência para a Gestão Integrada da Floresta.  
A começar pela Sustentabilidade Económica. 

Mariana Abrantes de Sousa 




Ver também Floresta tem que dar uma volta de 360º
http://ppplusofonia.blogspot.pt/2018/03/floresta-portuguesa-tem-dar-uma-volta.html



Floresta portuguesa tem que dar uma volta de 360º

A nossa floresta vai ter que dar uma volta de 360º !

Pergunta: 
360 graus é a volta completa, ou seja, vai parar ao mesmo sítio.
Não será antes uma volta de 180º ? 

Resposta:
NÃO, tem mesmo que ser mesmo uma volta de 360º, de um equilíbrio antigo quando as matas eram o mealheiro de muitas famílias, para um equilíbrio novo agora que a floresta absorve, não liberta, recursos, e acrescenta, não reduz, riscos.  Tem tudo que ser repensado desde a base, que é a estrutura fundiária,  os minifúndios que passaram a valer ZERO.
Bjz carro do tojo

Senão vejamos.

Era uma vez uma aldeia na floresta circa 1960, antes da emigração em massa. 

As pessoas, sobretudo as mulheres, juntavam a caruma dos pinheiros e as pinhas para queimar nas lareiras e nos fogões a lenha.  Os arbustos rasteiros eram cortados (roçados) e retirados para aplicar no cultivo dos terrenos. Tudo se aproveitava "roçando o estrume" e carregando o "carro do tojo". A floresta ficava efetivamente limpa de biomassa, palavra então desconhecida.
Nascia alguma erva, que alimentava pequenos rebanhos de ovelhas e cabras, à guarda da criança mais nova da família.
Gestão de biomassa aos molhos 1965

Os pinheiros eram resinados e serviam de mealheiro para a família.  Quando casava a filha, vendiam-se uns tantos pinheiros para pagar a boda. A rama que os madeireiros não levavam era cuidadosamente aproveitada para lenha, ou para estacas e espeques nas vinhas.

A floresta até servia para suplementar os magros "rendimentos" da agricultura de subsistência orientada para o auto-consumo.  Os pinheiros e a resina faziam parte dos "excedentes agrícolas" comercializados, junto com algum azeite, feijão, batatas, milho e vinho. Os da casa bebiam "água-pé".

Bjz rebanho capela
Este humilde equilíbrio ambiental, mas não económico, foi-se perdendo no interior do país.
Famílias inteiras emigraram, para as cidades ou para o estrangeiro, e as que ficaram têm poucos filhos.
Já não há quem junte a caruma e as pinhas, também porque as pessoas que ficaram envelheceram ou passaram a cozinhar com a botija de gás. Já não há crianças para guardar ovelhas.  A resina acabou com a concorrência da China.

As matas foram acumulando matéria orgânica de ano para ano, ardendo aqui e ali.
As silvas tomavam conta de muitos terrenos e matas "abandonadas" sem oposição.
Afinal de contas "as silvas não pedem pão", o "mealheiro" parecia intacto, até reforçado com a plantação avulso de eucaliptos.

Até que vieram os incêndios florestais catastróficos de 2017. 

Boa parte deste "mealheiro florestal" na Região Centro ardeu, deixando a nu as pedras e calhaus e todas as fragilidades da uma "gestão florestal" que não merece o nome.  Os numerosos proprietários de tiras de floresta sofreram grandes perdas patrimoniais  não cobertas por nenhum seguro, nem pelo  Estado que se limita a indemnizar a perda de vidas e de explorações agrícolas: 16 euros por oliveira, 5 euros por videira...

Os pinheiros ardidos ficam desvalorizados. Os maiores vendem-se ao desbarato pois os madeiros não têm mãos a medir. Os pinheirinhos pequenos, é necessário pagar para os tirarem.    Os terrenos que escaparam têm que ser "limpos" dentro de poucas semanas.  Tem que se cortar o mato rasteiro, des-ramar ou esgalhar as árvores, mas a biomassa pode-se deixar no local.  Isto é "limpeza da floresta", tirar as migalhas de cima da mesa e deixá-las no chão?

Trata-se de um trabalho sujo, pesado, perigoso, trabalhar com serras eléctricas, roçadoras, tractores.  O trabalho de desmatação, de áreas queimadas ou não, é urgente, chega para todos, até para agricultores de fim de semana.

Pergunta-se, em que condições está a ser feito ? Os trabalhadores têm seguros de acidentes de trabalho adequados, quando estão a trabalhar nos seus próprios terrenos, ou uns dos outros em regime de entreajuda, ou "ao dia fora" por conta de algum proprietário, ou como voluntários informais ?

O mealheiro da floresta entrou em rotura. 
O desequilíbrio ambiental e económico está à vista. 

A Tia Maria, que tem uma pequena  mata onde guardou ovelhas em criança, tem que pagar a alguém para cortar o mato, que felizmente não ardeu,  talvez 50 euros por dia, acrescido de 30 euros por dia para seguro de trabalhador ocasional.   A pensão de reforma média de 365 euros/mês não chega nem para os medicamentos quanto mais para isto.  Se não cortar o mato, a Câmara Municipal vai fazê-lo e vai-lhe exigir o reembolso das despesas com os sapadores e provavelmente aplicar alguma coima.  Lá se vai a pensão de reforma, naquele mês não vai poder comprar os medicamentos.  Confirma-se que a mata da sua infância passou de ativo a passivo, vale muito menos ou mesmo nada se for pequena e inacessível, terreno de cabras.  Será que a Câmara aceita a dita mata como dação em pagamento?

Perdas patrimoniais não cobertas.

As matas que arderam perderam boa parte do valor.  Em alguns casos os madeireiros já não oferecem dinheiro para cortar os pinheiros queimados. E vai levar anos até voltarem a produzir lenha ou madeira.  Esta perda devido à calamidade dos incêndios está a ser suportada por cada proprietário, que geralmente não tinha seguros.  Em alguns países, estas perdas não cobertas (uninsured casualty losses) poderiam ser deduzidas  em sede de IRS, mas em Portugal não.
O povo que aguente.

Destruição de valor de propriedades no interior.

Com as perdas já sofridas e os riscos acrescidos reflecte-se no valor das propriedades.
Quintas que valiam 500.000 euros são agora vendias por 280.000 euros. E é quando se consegue vender.  Agricultores de 60 ou 70 anos já não conseguem retomar a exploração.

Em busca do equilíbrio perdido: Novo  equilíbrio florestal precisa-se.  

E o povo vai aguentando, empobrecido,  á espera de um novo equilíbrio económico que permita voltar a considerar as matas como uma fonte de receita, em vez de fonte de despesa
Alguém tem que organizar uma gestão florestal sustentável  e remunerar os prestadores de serviços eco-sistémicos, como a gestão da biomassa, a gestão das águas pluviais, etc, que não são auto-financiáveis.  Para já, vamos ter uma Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais.   

Não haverá sustentabilidade e segurança ambiental e ecológica sem sustentabilidade económica.  E não haverá sustentabilidade económica com o rendilhado de minifúndios.

Da gestão florestal sustentável, em termos económicos, ambientais e de segurança ainda pouco se fala e menos se sabe.

Necessitamos uma campanha contra o minifundio e a favor de uma floresta sustentável com emparcelamento e serviços ecossistémicos remunerados e subsidiados. 

Mariana Abrantes de Sousa
Beijós, Aldeia+VERDE

segunda-feira, dezembro 18, 2017

Concurso: data limite alterada

Comunicado
A data limite para a entrega dos trabalhos para o Concurso de Ideias: Plano Florestal para UMA Floresta Sustentável e UMA Aldeia+VERDE foi alterado para 20-Fevereiro-2018. http://soroptimistapt.blogspot.com/2017/12/concurso-plano-para-floresta.html

domingo, novembro 26, 2017

Floresta e clima: Especialistas precisam-se

Num país de floresta mal gerida, só 23 alunos escolheram engenharia florestal
Primeiro debate sobre o tema "A Floresta Portuguesa em Causa", da UTAD, aflorou problemas na gestão dos territórios do interior do país.
ABEL COENTRÃO 13 de Setembro de 2016

Só uma pequena parte das Zonas de Intervenção Florestal consegue gerir as áreas que tem a seu cargo

Portugal tem pela frente o desafio de gerir melhor um terço do seu território ocupado por florestas mas o país corre o risco de, nos próximos anos, ter poucos quadros qualificados para o fazer. Na primeira fase, o curso de Engenharia florestal da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro atraiu três candidatos, a que se somam os vinte que entraram na mesma licenciatura do Instituto Superior de Agronomia (ISA). “Se não há alunos, como vamos manter a funcionar os centros de investigação?”, questiona o catedrático Rui Cortes, da UTAD, lembrando que outras instituições já deixaram de oferecer esta formação que só não fecha em Vila Real porque a reitoria faz finca-pé no valor do curso para o futuro da região e do país.

Só uma pequena parte das Zonas de Intervenção Florestal consegue gerir as áreas que tem a seu cargoA importância da gestão do território (floresta incluída) para a diminuição do impacto dos incêndios, que em área ardida fazem já de 2016 o quarto pior ano das últimas quatro décadas, esteve bem presente nas múltiplas intervenções do primeiro debate do ciclo “A Floresta Portuguesa em Causa” organizado pelo Departamento de Ciências Florestais e Arquitectura Paisagística da UTAD. A plateia do pequeno auditório do Teatro de Vila Real estava cheia, entre alunos e professores que esta terça-feira ali quiseram ouvir alguns dos mais reconhecidos especialistas no sector procurar, entre os diagnósticos feitos há anos e as lições dos tempos mais recentes, caminhos para essa parte de Portugal que apenas é notícia – queixaram-se – quando arde.

Num país com 35% do território ocupado por floresta, detida esmagadoramente por privados, a invisibilidade do tema fora da “época” dos fogos atinge vários patamares. Um deles é o da formação, assinalou Rui Cortes em declarações ao PÚBLICO após o debate. “A floresta só é assunto pelo seu lado trágico. E isto não atrai os jovens”, admite este docente, preocupado com o futuro do sector. Mas o decréscimo de alunos na engenharia florestal acompanha o despovoamento do interior e a litoralização da população, que se afastou, física e mentalmente, de um mundo rural do qual a floresta era parte integrante.

O presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, Rogério Rodrigues, considerou essencial voltar a criar nas pessoas a noção do valor das áreas florestais, chamando a atenção quer para o que, economicamente, elas valem e podem vir a valer, quer ainda para o que poderemos perder se continuarmos a desleixar a sua gestão. O especialista em Ecologia e Gestão do Fogo José Miguel Cardoso Pereira considera que o contraste entre o investimento anual no combate aos fogos e a despesa em prevenção provam esse afastamento da sociedade – responsáveis políticos incluídos.

“A prevenção é secundária porque a floresta é secundária. E o combate faz-se para proteger casas, pessoas, infraestruturas”, notou. O docente do ISA não pôs em causa essa prioridade, mas insistiu que a protecção da floresta não pode ser considerada uma tarefa colateral e subalternizada”. Palavras de quem lançou um dos desafios deste debate. Que Portugal reflicta sobre a sua “suposta vocação florestal” e se analise se não será melhor, face às capacidades do país, abdicar de dez a 15% da área ocupada com floresta mal gerida criando zonas tampão que, com outras actividades, possam quebrar as manchas de ocupação contínua. “Não vamos lá com faixas de contenção de 100 ou 150 metros”, alertou.

... LER  mais em https://www.publico.pt/2016/09/13/sociedade/noticia/num-pais-de-floresta-mal-gerida-so-23-alunos-escolheram-engenharia-florestal-1744025 

domingo, novembro 19, 2017

Adopte uma Aldeia que esteve Cercada pelas Chamas

"População viveu momentos de aflição" na minha Aldeia Cercada pelas Chamas, na noite de 15-16 Outubro, o que deixou de ser notícia nacional.

Em Agosto de 2017, um cerco de fogo abria o telejornal nacional.

Em Outubro foram tantas as povoações em risco que já nem foi noticiado, foi banalizado.
Quantas aldeias foram mesmo cercadas pelas chamas em Portugal em 2017 ?

Adopte uma Aldeia ! Visite, apoie, acompanhe

Fonte: http//www.tvi24.iol.pt/equipatvi24/paulo-salvador/53f6141a3004bbf68d25aa8b/videos/1/video/598e434b0cf21d6c5360a268

sábado, novembro 18, 2017

Viseu - agricultores da região Centro em crise

A seca e os incêndios vistos da minha aldeia



Floresta com bem público justifica pagamento por "serviços ecossistemicos"

UMA Floresta Sustentável, em termos económicos tanto como ambientais, vai exigir novos modelos de negócio.  Sem madeira, sem resina, sem paisagens, sem turismo, com impostos, como manter a floresta em regime de propriedade privada.

Resultado de imagem para peru ecossistemicosEu estive no Peru, os dos países mais vulneráveis ao "cambio climático", em 2015 quando o governo launçou uma inovadora Lei de Mecanismos de Retribuições por Serviços Ecosistémicos, uma lei de 2015 passou sob a liderança do Ministro do Meio Ambiente, Manuel Pulgar-Vidal.
Este regulamento representa uma peça crítica do enigma legal para garantir que Mecanismos de Retribuição por Serviços Ecosistémicos (MRSEs), essencialmente a versão peruana dos "pagamentos por serviços ecossistemicos". 
Por exemplo, no setor de água e saneamento, mais de US $ 30 milhões já foram reservados para mecanismos de MRSE a agricultores a montante para ajudar a garantir o abastecimento de água para as cidades peruanas a jusante, investindo na florestação e conservação das bacias hidrográficas. O novo regulamento fornece a clareza jurídica que permitirá que esses fundos atinjam projetos efetivos no terreno.
http://forest-trends.org/blog/2016/07/27/peru-approves-new-innovative-environmental-policies/
Diretrizes Políticas para a Gestão Participativa dos Serviços Ecossistêmicos Hidrológicos no
Peru: Análise da Experiência piloto “Moyobamba”
http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/286534/1/TipactiMilachay_MiguelAngel_D.pdf



quinta-feira, novembro 16, 2017

terça-feira, outubro 17, 2017

Laço verde ao peito por UMA Floresta Portuguesa Sustentável



Na camisa branca do luto nacional, estou a colocar um laço verde, verde esperança, verde de uma Floresta Portuguesa Sustentável, ordenada e já agora rentável.

Sim, UMA, pois provou-se que a Floresta é só UMA, um "bem público" apesar de estar parcelada por minifundios privados. 
E ando a ler o tomo do relatório de Pedrógão.
Temos muito que estudar para compreendermos todas as causas, consequências e para trabalhar as potenciais soluções para esta tragédia nacional repetida. 


Quem têm sido os responsáveis pela pasta da Agricultura e FLORESTAS? 

  Luís Capoulas Santos 1998–2002; 2015
  Carlos Costa Neves 2004–2005
  Jaime Silva                2005–2009
  António Serrano        2009–2011
  Assunção Cristas           2011-2015
  Luis Capoulas Santos    2015 

Necessitamos uma campanha contra o minifundio e por uma floresta sustentável. 

segunda-feira, outubro 16, 2017

Floresta portuguesa continua a arder, a meados de Outubro 2017

Floresta portuguesa continua a arder, a meados de Outubro 2017
Beijós Beijoz 

Beijós ou Beijoz, a minha aldeia no coração
VERDE do Dão, foi cercada pelo fogo a 15 -Outubro-2017. 

O sino da igreja tocou a rebate às 2h00 da madrugada para alertar toda a gente. 
Todos a salvo, aterrorizados mas bem 
Mas muitos prejuízos materiais, animais, tractores.

QUERO VER as Autoridades Florestais na televisão de hora a hora, a definir, explicar e implementar um Plano de Gestão Florestal Integral, profissional, inteligente e sustentável. Acabaram com os guardas florestais, deixam plantar árvores no limite dos terrenos, onde não deixariam abrir uma janela.

Onde está o Ministro da Agricultura e Florestas ?
Onde está o Ministro do Ambiente ?
Porque não aparecem?
Onde estão os jornalistas a fazer perguntas ?
ISTO TEM QUE MUDAR e MUITO, diz quem está de lenço molhado na cara para poder respirar.

Bombeiros Voluntários de Cabanas de Viriato
16-Outubro-2017 
Vamos começar por MUDAR as CAUSAS, centradas numa "gestão florestal e ambiental" que não merece o nome, não apenas as consequências.

sábado, outubro 22, 2016

I Agroforum da CPLP, 28-Outubro, 8h30, FIL


I Agroforum da CPLP reúne especialistas e responsáveis da segurança alimentar para focar as necessidades e oportunidades do sector agro-alimentar nos países lusófonos

Data:     28-Outubro-2016, 8h30 
Local:   Grande Auditório da FIL
            Parque das  Nações, Lisboa 
Contactos: Tel: +351 213 018 426
                 info@agroforum.pt,     
     
 
PortugalAgro             Ver program e inscrição em  www.agroforum.pt 
 
⦿ Mais de 1200 congressistas
⦿ Apresentação de estudos de caso
⦿ Ministros da Agricultura e do Comércio de todos países da CPLP
⦿ Embaixadores acreditados em Portugal dos países da CPLP
⦿ Embaixadores portugueses acreditados nos países da CPLP
⦿ 8 salas temáticas por país
⦿ 8 agências de investimento estrangeiro dos países da CPLP
⦿ Delegados da AICEP nos países da CPLP

CAL Câmara Agrícola Lusófona é membro da Conferência Empresarial da CPLP e apoia o 
Mecanismo de Facilitação da Participação do Setor Privado no Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

quinta-feira, outubro 06, 2016

Portugal florestal - floresta como bem público


Portugal é dos países europeus com menos floresta pública, e provavelmente com mais area florestal privada abandonada pelos seus proprietários, o que não aproveita a ninguém. 

Os serviços ambientais prestados pelos ecossistemas incluem: 
a purificação da água  a purificação do ar, amenizar os fenômenos climáticos violentos (como ciclones, tornados e tufões) e proteger contra desastres naturais (por exemplo, tsunamis e deslizamentos de terra); decompor o lixo, manter os solos férteis e ajudar no controle de erosões. Animais, como as abelhas, vespas e formigas, polinizam as plantas que, enquanto crescem, sequestram carbono da atmosfera. Outros, como a cotia e o mico-leão-dourado, ajudam as florestas e matas dispersando sementes. As fezes animais fertilizam o solo. Por sua vez, as florestas fornecem madeira, alimentos, substâncias medicinais, fibras e produzem recursos genéticos (qualquer material de origem vegetal, animal ou microbiana que contenha unidades funcionais de genes e apresentem valor econômico real ou potencial). Os sistemas fluviais disponibilizam água doce, o mais essencial dos recursos, movem hidrelétricas para produzir energia, quando navegáveis substituem estradas e são usados como áreas de lazer. As zonas úmidas costeiras filtram os resíduos, mitigam as cheias e servem de viveiro para a fauna marinha, o que permite a pesca comercial. Todos estes são exemplos de serviços ambientais.  Ver http://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28158-o-que-sao-servicos-ambientais/ 

sexta-feira, junho 03, 2016

Guiné Bissau - oportunidade de consultoria agricultura

Resultado de imagem para bandeira guiné bissauO Banco Mundial procura consultor para um projeto destinado a acrescentar valor ao sector do caju na Guiné-Bissau.
O Projecto de Desenvolvimento do Sector do Caju - CSD  procura  aumentar o acesso ao mercado no sector do caju através da promoção social, de aplicação de normas ambientais e comerciais, e de melhorias na regulamentação aplicável às empresas, nomeadamente de registo de propriedade e registos comerciais e garantias.

A fim de apoiar a preparação e implementação do projeto Guiné-Bissau CSD e apoiar a supervisão do PRSPDA, procura-se os serviços de um consultor de agro-negócios que ficará baseado em Bissau.

Resultado de imagem para flor caju guinéO consultor irá trabalhar em estreita colaboração com a equipe de Trade & Competitiveness  encarregada do projeto Guiné-Bissau CSD e do PRSPDA para garantir a entrega das atividades no prazo e a satisfação dos clientes governamentais. Ele/ela vai ajudar na implementação do dia-a-dia, incluindo a  preparação, coordenação e supervisão, a recolha de informação local, bem como fornecer subsídios técnicos em colaboração com a equipe de T & C e consultores externos. Para fazer isso, o consultor irá coordenar estreitamente com a Unidade de Implementação do Projecto PRSPDA.
Especificamente, ele / ela irá:
Apoiar a equipe de T & C na implementação do projecto, a Guiné-Bissau CSD no reforço das normas no sector do caju e melhorar o ambiente de negócios.
Auxiliar a equipe de T & C na supervisão do PRSPDA   de promover o desenvolvimento do agro-negócio e desenvolvimento do espírito empresarial. Isto inclui a supervisão de outros consultores contratados
Para mais informações:     Zenaida Hernandez (zhernandez@worldbank.org
Data limite:  15-Junho-2016 


quarta-feira, maio 11, 2016

Oportunidade Moçambique - segurança alimentar

A SAVE THE CHILDREN (SCI) está a recrutar candidatos (as) para o preenchimento das vagas de: Assessor(a) de Segurança Alimentar do (COSACA)  - VG -SC 11  Gaza
Requisitos:
Critérios essenciais
• Mestrado; de preferência na agricultura, meios de vida, economia ou ciências sociais
• experiência de nível pelo menos 5-7 anos em projectos internacionais e de execução e aconselhamento sobre Segurança Alimentar em programas de meios de subsistência, Em resposta à seca (essencial)
• Experiência na implementação de programação de transferências sociais, especificamente transferências eletrônicas (vouchers ou dinheiro)
• Experiência no gerenciamento de equipe de oficiais nível de campo e mobilizadores comunitários
• Experiência de gestão de subvenções DFID;
• Fortes competências de gestão financeira,  incluindo o controle do orçamento e de relatórios aos doadores
• Representação de experiências a nível internacional e coordenação com os governos locais, parceiros e outras ONG / ONU;
• Experiência comprovada de monitoramento e avaliação e prestação de contas aos beneficiários
• Habilidades em computador pacote Use, Word, Excell, Access, e-mail e Internet;
• Fluente em Português (falado e escrito) Necessário; Fortes habilidades em Inglês (oral e escrita) necessários;
De outros
• Habilidades políticas e sensibilidade cultural com qualidades paciência, tato e diplomacia;
• Capacidades e será extremamente  flexíveis e eficientes ao trabalhar em circunstâncias difíceis e às vezes inseguras;
• Forte ética de trabalho; compromisso de produzir resultados de alta qualidade e de maneira oportuna;
•Demonstradas habilidades de liderança, gestão e excelentes habilidades interpessoais e de comunicação, incluindo uma habilidade de trabalho com uma equipe diversificada e homólogos;
• Disponibilidade para ser baseiado em Xai Xai no escritório provicial ; disponibilidade para a realização de viagens regulares para Maputo e distritos de Gaza.
• Compromisso para cumprir a Missão e Valores da Save the Children.
• Compromisso com a política de Salvaguarda da Criança da  Save the Children e política anti fraude e de corrupção
Os candidatos interessados ​​são convidados a submeter a carta de candidatura dia e CV com indicação três referências até o 15 de maio de 2016 nos seguintes endereços: Save the Children , Provincial Hospital Rua Xai-Xai ou antonio.uqueio@savethechildren.org