PPP Lusofonia é um blog de economia e finanças, focado nos serviços públicos e no investimento para o desenvolvimento, e nas PPP. O blog dedica-se a (a) conceitos de economia, finanças e banca (b) às necessidades dos PALOPs e (c)oportunidades de consultoria nos PALOPs, com artigos em português ou inglês. PLEASE USE THE TRANSLATE BUTTON. PPPs, development financing in Lusophone Countries Autora: Mariana ABRANTES de Sousa
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terça-feira, junho 02, 2020
terça-feira, novembro 20, 2018
Demografia é destino (2) - Retornados do século XXI
A população de Portugal tem vindo a descer desde 2010, mas menos, apenas -0,18% em 2017.
O saldo migratório negativo desde 2010 finalmente passou a positivo em 2017 com 36 639 entradas contra 31 753 saídas (36 639 - 31 753 = 4 886). Segundo o INE, 81% dos imigrantes recém-chegados eram pessoas em idade ativa e 38% tinham nascido em Portugal. Isto é mais de um terço dos imigrantes são retornados.
No entanto, o saldo positivo da Diáspora portuguesa não foi foi suficiente para compensar o saldo natural negativo da nossa população envelhecida, com 109 758 óbitos versus apenas 86 154 nascimentos (86 154 - 10 9758 = -23 604) em 2017.

Estima-se que a crise demográfica continue ainda por décadas, não apenas em Portugal, como em toda a Europa, cuja pirâmide etária deixou de ser pirâmide e virou jarra, com grandes consequências sociais, económicas e politicas.
http://ppplusofonia.blogspot.com/2016/11/demography-is-destiny.html
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Crise,
Demografia
quinta-feira, março 22, 2018
Floresta portuguesa tem que dar uma volta de 360º
A nossa floresta vai ter que dar uma volta de 360º !
Pergunta:
360 graus é a volta completa, ou seja, vai parar ao mesmo sítio.
Não será antes uma volta de 180º ?
Resposta:
NÃO, tem mesmo que ser mesmo uma volta de 360º, de um equilíbrio antigo quando as matas eram o mealheiro de muitas famílias, para um equilíbrio novo agora que a floresta absorve, não liberta, recursos, e acrescenta, não reduz, riscos. Tem tudo que ser repensado desde a base, que é a estrutura fundiária, os minifúndios que passaram a valer ZERO.
Senão vejamos.
Era uma vez uma aldeia na floresta circa 1960, antes da emigração em massa.
As pessoas, sobretudo as mulheres, juntavam a caruma dos pinheiros e as pinhas para queimar nas lareiras e nos fogões a lenha. Os arbustos rasteiros eram cortados (roçados) e retirados para aplicar no cultivo dos terrenos. Tudo se aproveitava "roçando o estrume" e carregando o "carro do tojo". A floresta ficava efetivamente limpa de biomassa, palavra então desconhecida.
Nascia alguma erva, que alimentava pequenos rebanhos de ovelhas e cabras, à guarda da criança mais nova da família.
Os pinheiros eram resinados e serviam de mealheiro para a família. Quando casava a filha, vendiam-se uns tantos pinheiros para pagar a boda. A rama que os madeireiros não levavam era cuidadosamente aproveitada para lenha, ou para estacas e espeques nas vinhas.
A floresta até servia para suplementar os magros "rendimentos" da agricultura de subsistência orientada para o auto-consumo. Os pinheiros e a resina faziam parte dos "excedentes agrícolas" comercializados, junto com algum azeite, feijão, batatas, milho e vinho. Os da casa bebiam "água-pé".
Este humilde equilíbrio ambiental, mas não económico, foi-se perdendo no interior do país.
Famílias inteiras emigraram, para as cidades ou para o estrangeiro, e as que ficaram têm poucos filhos.
Já não há quem junte a caruma e as pinhas, também porque as pessoas que ficaram envelheceram ou passaram a cozinhar com a botija de gás. Já não há crianças para guardar ovelhas. A resina acabou com a concorrência da China.
As matas foram acumulando matéria orgânica de ano para ano, ardendo aqui e ali.
As silvas tomavam conta de muitos terrenos e matas "abandonadas" sem oposição.
Afinal de contas "as silvas não pedem pão", o "mealheiro" parecia intacto, até reforçado com a plantação avulso de eucaliptos.
Até que vieram os incêndios florestais catastróficos de 2017.
Boa parte deste "mealheiro florestal" na Região Centro ardeu, deixando a nu as pedras e calhaus e todas as fragilidades da uma "gestão florestal" que não merece o nome. Os numerosos proprietários de tiras de floresta sofreram grandes perdas patrimoniais não cobertas por nenhum seguro, nem pelo Estado que se limita a indemnizar a perda de vidas e de explorações agrícolas: 16 euros por oliveira, 5 euros por videira...
Os pinheiros ardidos ficam desvalorizados. Os maiores vendem-se ao desbarato pois os madeiros não têm mãos a medir. Os pinheirinhos pequenos, é necessário pagar para os tirarem. Os terrenos que escaparam têm que ser "limpos" dentro de poucas semanas. Tem que se cortar o mato rasteiro, des-ramar ou esgalhar as árvores, mas a biomassa pode-se deixar no local. Isto é "limpeza da floresta", tirar as migalhas de cima da mesa e deixá-las no chão?
Trata-se de um trabalho sujo, pesado, perigoso, trabalhar com serras eléctricas, roçadoras, tractores. O trabalho de desmatação, de áreas queimadas ou não, é urgente, chega para todos, até para agricultores de fim de semana.
Pergunta-se, em que condições está a ser feito ? Os trabalhadores têm seguros de acidentes de trabalho adequados, quando estão a trabalhar nos seus próprios terrenos, ou uns dos outros em regime de entreajuda, ou "ao dia fora" por conta de algum proprietário, ou como voluntários informais ?
O mealheiro da floresta entrou em rotura.
O desequilíbrio ambiental e económico está à vista.
A Tia Maria, que tem uma pequena mata onde guardou ovelhas em criança, tem que pagar a alguém para cortar o mato, que felizmente não ardeu, talvez 50 euros por dia, acrescido de 30 euros por dia para seguro de trabalhador ocasional. A pensão de reforma média de 365 euros/mês não chega nem para os medicamentos quanto mais para isto. Se não cortar o mato, a Câmara Municipal vai fazê-lo e vai-lhe exigir o reembolso das despesas com os sapadores e provavelmente aplicar alguma coima. Lá se vai a pensão de reforma, naquele mês não vai poder comprar os medicamentos. Confirma-se que a mata da sua infância passou de ativo a passivo, vale muito menos ou mesmo nada se for pequena e inacessível, terreno de cabras. Será que a Câmara aceita a dita mata como dação em pagamento?
Perdas patrimoniais não cobertas.
As matas que arderam perderam boa parte do valor. Em alguns casos os madeireiros já não oferecem dinheiro para cortar os pinheiros queimados. E vai levar anos até voltarem a produzir lenha ou madeira. Esta perda devido à calamidade dos incêndios está a ser suportada por cada proprietário, que geralmente não tinha seguros. Em alguns países, estas perdas não cobertas (uninsured casualty losses) poderiam ser deduzidas em sede de IRS, mas em Portugal não.
O povo que aguente.
Destruição de valor de propriedades no interior.
Com as perdas já sofridas e os riscos acrescidos reflecte-se no valor das propriedades.
Quintas que valiam 500.000 euros são agora vendias por 280.000 euros. E é quando se consegue vender. Agricultores de 60 ou 70 anos já não conseguem retomar a exploração.
Em busca do equilíbrio perdido: Novo equilíbrio florestal precisa-se.
E o povo vai aguentando, empobrecido, á espera de um novo equilíbrio económico que permita voltar a considerar as matas como uma fonte de receita, em vez de fonte de despesa.
Alguém tem que organizar uma gestão florestal sustentável e remunerar os prestadores de serviços eco-sistémicos, como a gestão da biomassa, a gestão das águas pluviais, etc, que não são auto-financiáveis. Para já, vamos ter uma Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais.
Não haverá sustentabilidade e segurança ambiental e ecológica sem sustentabilidade económica. E não haverá sustentabilidade económica com o rendilhado de minifúndios.
Da gestão florestal sustentável, em termos económicos, ambientais e de segurança ainda pouco se fala e menos se sabe.
Necessitamos uma campanha contra o minifundio e a favor de uma floresta sustentável com emparcelamento e serviços ecossistémicos remunerados e subsidiados.
Mariana Abrantes de Sousa
Beijós, Aldeia+VERDE
Pergunta:
360 graus é a volta completa, ou seja, vai parar ao mesmo sítio.
Não será antes uma volta de 180º ?
Resposta:
NÃO, tem mesmo que ser mesmo uma volta de 360º, de um equilíbrio antigo quando as matas eram o mealheiro de muitas famílias, para um equilíbrio novo agora que a floresta absorve, não liberta, recursos, e acrescenta, não reduz, riscos. Tem tudo que ser repensado desde a base, que é a estrutura fundiária, os minifúndios que passaram a valer ZERO.
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| Bjz carro do tojo |
Senão vejamos.
Era uma vez uma aldeia na floresta circa 1960, antes da emigração em massa.
As pessoas, sobretudo as mulheres, juntavam a caruma dos pinheiros e as pinhas para queimar nas lareiras e nos fogões a lenha. Os arbustos rasteiros eram cortados (roçados) e retirados para aplicar no cultivo dos terrenos. Tudo se aproveitava "roçando o estrume" e carregando o "carro do tojo". A floresta ficava efetivamente limpa de biomassa, palavra então desconhecida.
Nascia alguma erva, que alimentava pequenos rebanhos de ovelhas e cabras, à guarda da criança mais nova da família.
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| Gestão de biomassa aos molhos 1965 |
Os pinheiros eram resinados e serviam de mealheiro para a família. Quando casava a filha, vendiam-se uns tantos pinheiros para pagar a boda. A rama que os madeireiros não levavam era cuidadosamente aproveitada para lenha, ou para estacas e espeques nas vinhas.
A floresta até servia para suplementar os magros "rendimentos" da agricultura de subsistência orientada para o auto-consumo. Os pinheiros e a resina faziam parte dos "excedentes agrícolas" comercializados, junto com algum azeite, feijão, batatas, milho e vinho. Os da casa bebiam "água-pé".
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| Bjz rebanho capela |
Famílias inteiras emigraram, para as cidades ou para o estrangeiro, e as que ficaram têm poucos filhos.
Já não há quem junte a caruma e as pinhas, também porque as pessoas que ficaram envelheceram ou passaram a cozinhar com a botija de gás. Já não há crianças para guardar ovelhas. A resina acabou com a concorrência da China.
As matas foram acumulando matéria orgânica de ano para ano, ardendo aqui e ali.
As silvas tomavam conta de muitos terrenos e matas "abandonadas" sem oposição.
Afinal de contas "as silvas não pedem pão", o "mealheiro" parecia intacto, até reforçado com a plantação avulso de eucaliptos.
Até que vieram os incêndios florestais catastróficos de 2017.
Boa parte deste "mealheiro florestal" na Região Centro ardeu, deixando a nu as pedras e calhaus e todas as fragilidades da uma "gestão florestal" que não merece o nome. Os numerosos proprietários de tiras de floresta sofreram grandes perdas patrimoniais não cobertas por nenhum seguro, nem pelo Estado que se limita a indemnizar a perda de vidas e de explorações agrícolas: 16 euros por oliveira, 5 euros por videira...
Os pinheiros ardidos ficam desvalorizados. Os maiores vendem-se ao desbarato pois os madeiros não têm mãos a medir. Os pinheirinhos pequenos, é necessário pagar para os tirarem. Os terrenos que escaparam têm que ser "limpos" dentro de poucas semanas. Tem que se cortar o mato rasteiro, des-ramar ou esgalhar as árvores, mas a biomassa pode-se deixar no local. Isto é "limpeza da floresta", tirar as migalhas de cima da mesa e deixá-las no chão?
Trata-se de um trabalho sujo, pesado, perigoso, trabalhar com serras eléctricas, roçadoras, tractores. O trabalho de desmatação, de áreas queimadas ou não, é urgente, chega para todos, até para agricultores de fim de semana.
Pergunta-se, em que condições está a ser feito ? Os trabalhadores têm seguros de acidentes de trabalho adequados, quando estão a trabalhar nos seus próprios terrenos, ou uns dos outros em regime de entreajuda, ou "ao dia fora" por conta de algum proprietário, ou como voluntários informais ?
O mealheiro da floresta entrou em rotura.
O desequilíbrio ambiental e económico está à vista.
A Tia Maria, que tem uma pequena mata onde guardou ovelhas em criança, tem que pagar a alguém para cortar o mato, que felizmente não ardeu, talvez 50 euros por dia, acrescido de 30 euros por dia para seguro de trabalhador ocasional. A pensão de reforma média de 365 euros/mês não chega nem para os medicamentos quanto mais para isto. Se não cortar o mato, a Câmara Municipal vai fazê-lo e vai-lhe exigir o reembolso das despesas com os sapadores e provavelmente aplicar alguma coima. Lá se vai a pensão de reforma, naquele mês não vai poder comprar os medicamentos. Confirma-se que a mata da sua infância passou de ativo a passivo, vale muito menos ou mesmo nada se for pequena e inacessível, terreno de cabras. Será que a Câmara aceita a dita mata como dação em pagamento?
Perdas patrimoniais não cobertas.
As matas que arderam perderam boa parte do valor. Em alguns casos os madeireiros já não oferecem dinheiro para cortar os pinheiros queimados. E vai levar anos até voltarem a produzir lenha ou madeira. Esta perda devido à calamidade dos incêndios está a ser suportada por cada proprietário, que geralmente não tinha seguros. Em alguns países, estas perdas não cobertas (uninsured casualty losses) poderiam ser deduzidas em sede de IRS, mas em Portugal não.
O povo que aguente.
Destruição de valor de propriedades no interior.
Com as perdas já sofridas e os riscos acrescidos reflecte-se no valor das propriedades.
Quintas que valiam 500.000 euros são agora vendias por 280.000 euros. E é quando se consegue vender. Agricultores de 60 ou 70 anos já não conseguem retomar a exploração.
Em busca do equilíbrio perdido: Novo equilíbrio florestal precisa-se.
E o povo vai aguentando, empobrecido, á espera de um novo equilíbrio económico que permita voltar a considerar as matas como uma fonte de receita, em vez de fonte de despesa. Alguém tem que organizar uma gestão florestal sustentável e remunerar os prestadores de serviços eco-sistémicos, como a gestão da biomassa, a gestão das águas pluviais, etc, que não são auto-financiáveis. Para já, vamos ter uma Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais.
Não haverá sustentabilidade e segurança ambiental e ecológica sem sustentabilidade económica. E não haverá sustentabilidade económica com o rendilhado de minifúndios.
Da gestão florestal sustentável, em termos económicos, ambientais e de segurança ainda pouco se fala e menos se sabe.
Necessitamos uma campanha contra o minifundio e a favor de uma floresta sustentável com emparcelamento e serviços ecossistémicos remunerados e subsidiados.
Mariana Abrantes de Sousa
Beijós, Aldeia+VERDE
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terça-feira, janeiro 30, 2018
Portugal de braços abertos a turistas e pensionistas
De acordo com o Eurostat, os estabelecimentos hoteleiros em Portugal acolheram cerca de 71,3 milhões de dormidas em 2017, que se traduz num aumento de 8,0% face ao período homólogo. Os não residentes continuam a ser responsáveis pela maioria das dormidas (48,3 milhões, 68% do total) e superam as taxas de crescimento homólogas das dormidas dos residentes.
Face ao ano anterior de 2016, os maiores aumentos do número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros em países da União Europeia verificaram-se na Letónia (12,0%), Eslovénia (11,3%), Croácia (10,6%), Portugal (8,0%) e República Checa (7,7%).
Portugal está na moda, para turistas, visitantes, e não só.
A qualidade de vida atrai também "snow-birds", pensionistas do norte que gostam de aproveitar o bom clima e o bom ambiente como residentes em Portugal.
Com estes novos residentes já não estão no ativo, pagam poucos impostos em Portugal. Sendo mais idosos, podem ter maiores necessidades de cuidados de saúde, pelo que é essencial que tragam o seu próprio seguro de saúde para não sobrecarregarem as finanças públicas e os contribuintes residentes.
VER BYOHI Bring your own health insurance
http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/11/que-venham-os-pensionistas-com-seguro.html
Face ao ano anterior de 2016, os maiores aumentos do número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros em países da União Europeia verificaram-se na Letónia (12,0%), Eslovénia (11,3%), Croácia (10,6%), Portugal (8,0%) e República Checa (7,7%).
Portugal está na moda, para turistas, visitantes, e não só.
A qualidade de vida atrai também "snow-birds", pensionistas do norte que gostam de aproveitar o bom clima e o bom ambiente como residentes em Portugal.
Com estes novos residentes já não estão no ativo, pagam poucos impostos em Portugal. Sendo mais idosos, podem ter maiores necessidades de cuidados de saúde, pelo que é essencial que tragam o seu próprio seguro de saúde para não sobrecarregarem as finanças públicas e os contribuintes residentes.
VER BYOHI Bring your own health insurance
http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/11/que-venham-os-pensionistas-com-seguro.html
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sexta-feira, novembro 11, 2016
Demography is destiny
Quando os desequilíbrios demográficos entre países vizinhos se acentuam, as migrações tornam-se inevitáveis. Na Europa, as taxas de natalidade estão muito abaixo de 2.1 (o nível de sustentabilidade populacional), enquanto no Norte de Africa estão bastante acima de 5 filhos por mulher.
Até nos Estados Unidos, a taxa de natalidade está em cerca de 1.88, enquanto no México se mantém acima de 2.22. Quando as fortes divergências demográficas se combinam com divergências económicas, as migrações aumentam. E com diferenças políticas, culturais ou religiosas, os migrantes são mais difíceis de integrar e as inevitáveis migrações podem ter consequências explosivas.
Não há mar, não há muros que possam resistir aos tsunamis migratórios. Há sinto muito sofrimento e muitos abusos pelo caminho, especialmente para os migrantes.
Os políticos que prometem bloquear as migrações com muros e perseguições estão a promover as piores ilusões e criar condições para confrontos sociais virulentos. E os eleitores mal informados facilmente acreditam que a culpa de todos os males são os imigrantes, os "estranhos".
Até nos países de imigrantes do continente americano, os descendentes de imigrantes anteriores podem tornar-se xenófobos em menos de duas ou três gerações, virando-se contra os imigrantes recém-chegados.
A demografia e a geografia ditam o destino dos países, deveriam ser mais estudadas.
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sábado, abril 30, 2016
Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)
Portugal é dos países mais endividados do mundo, dizem os números do IGCP.
A taxa poupança está nos mínimos, diz o INE.
Os portugueses demonstram baixa literacia financeira, isto é, não sabem fazer bem as contas, dizem estudos mundiais.
Entretanto, o crédito ao consumo continua demasiado acessível, apesar de se ter voltado a aplicar o imposto do selo, e até os bancos do Estado oferecem o "fraccionamento de contas", como se a possibilidade de comprar consolas a prestações fosse essencial para uma consoada feliz.
Famílias mal governadas estão em risco.
Hoje, há quem abandone a casa e a hipoteca, não só os filhos.
Parafraseando o ditado popular, casa onde não se gere bem o pão, todos ralham e ninguém tem razão.
VER Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)
Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/buzz/galeria/como-evitar-o-divorcio/#sthash.lsPFbaQc.cmfs
Portugueses sabem menos http://ppplusofonia.blogspot.pt/2016/03/literacia-financeira-portugueses-nao.html
Cortar o crédito ao consumo, já http://ppplusofonia.blogspot.pt/2015/05/cortar-credito-ao-consumo-ja.html e como a CGD promove mesmo a desgovernação das famílias https://www.cgd.pt/Particulares/Cartoes/Cartoes-de-Credito/Simulador-de-Pagamentos-Fracionados/Pages/simulador-pagamentos-fracionados.aspx
Alfabetização e literacia baixas na lusofonia http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html
Falta de literacia financeira promove endividamento http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/02/falta-de-literacia-financeira-promoveu.html
Como reestruturar a dívida com o apoio da DECO http://www.deco.proteste.pt/dinheiro/credito-habitacao/simule-e-poupe/credito-a-habitacao-posso-aceder-plano-reestruturacao-divida
A taxa poupança está nos mínimos, diz o INE.
Os portugueses demonstram baixa literacia financeira, isto é, não sabem fazer bem as contas, dizem estudos mundiais.
Entretanto, o crédito ao consumo continua demasiado acessível, apesar de se ter voltado a aplicar o imposto do selo, e até os bancos do Estado oferecem o "fraccionamento de contas", como se a possibilidade de comprar consolas a prestações fosse essencial para uma consoada feliz.
Famílias mal governadas estão em risco.
Hoje, há quem abandone a casa e a hipoteca, não só os filhos.
Parafraseando o ditado popular, casa onde não se gere bem o pão, todos ralham e ninguém tem razão.
VER Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)
Fonte: http://www.dinheirovivo.pt/buzz/galeria/como-evitar-o-divorcio/#sthash.lsPFbaQc.cmfs
Portugueses sabem menos http://ppplusofonia.blogspot.pt/2016/03/literacia-financeira-portugueses-nao.html
Cortar o crédito ao consumo, já http://ppplusofonia.blogspot.pt/2015/05/cortar-credito-ao-consumo-ja.html e como a CGD promove mesmo a desgovernação das famílias https://www.cgd.pt/Particulares/Cartoes/Cartoes-de-Credito/Simulador-de-Pagamentos-Fracionados/Pages/simulador-pagamentos-fracionados.aspx
Alfabetização e literacia baixas na lusofonia http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html
Falta de literacia financeira promove endividamento http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/02/falta-de-literacia-financeira-promoveu.html
Como reestruturar a dívida com o apoio da DECO http://www.deco.proteste.pt/dinheiro/credito-habitacao/simule-e-poupe/credito-a-habitacao-posso-aceder-plano-reestruturacao-divida
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sábado, agosto 01, 2015
Natalidade e os custos e benefícios de encolar meninos
O artigo em The Economist de 25-Julho-2015 sobre a "greve de bebés" tem um gráfico elucidativo, para não dizer chocante, que coloca Portugal no fundo dos fundos, quer em termos de fertilidade, quer em termos de despesa pública de apoio às famílias. As estatísticas da OCDE apontam para Portugal para o país com o maior problema de baixa natalidade, mas também como o país que menos faz para apoiar as famílias.
Nestes países de baixa fertilidade, ter filhos pode ser visto como um investimento privado com benefícios públicos, isto é, com externalidades positivas que justificam alguma compensação para alinhar as escolhas individuais das famílias com os interesses colectivos da sociedade.
O artigo, que merece ser traduzido e estudado, apresenta vários estudos sobre o problema demográfico de baixa fertilidade, inferior à taxa de natalidade sustentável de 2.1 crianças por mulher, e as eventuais soluções, tais como:
- subsidio por bebé
- abono de família
- benefícios, deduções ou créditos fiscais no IRS dos pais
- subsídios para cuidados infantis de qualidade em infantários, creches e amas
- aposentação antecipada para avós cuidadores
- licenças de maternidade e paternidade pagas e mais longas
- cidades amigas-de-crianças (baby-friendly cities)...como Lisboa
Segundo o artigo, a medida que funciona melhor são os infantários subsidiados que permitem às mães melhor combinar o trabalho com a família. Isto faz todo o sentido.
Tradicionalmente, as mães sempre dependeram de "cuidadores gratuitos", sob a forma de avós, madrinhas e tias, como numa aldeia. Isto não dispensando o envolvimento do próprio pai.
Esta era uma forma da família apoiar o investimento individual dos jovens pais na criação da próxima geração da família. E antes de haver "baby-sitters", havia facilidade em arranjar "criadas de encolar meninos". Com famílias mais pequenas, e dispersas, em ambiente urbano, os pais precisam de outras formas de apoio à primeira infância nos anos pré-escolares mais críticos.
Comparar as consequências para o equilíbrio trabalho-família de medidas alternativas tais como os "infantários subsidiados" e a "licença de parto mais longa" é elucidativo:
Nos países mais pobres, com baixos salários e desemprego elevado, as mães precisam trabalhar mais, não menos, para contribuir para as finanças da família. Mas quando as mães trabalham, quem toma conta das crianças?
- A licença de maternidade alongada aumenta o custo e a complexidade da contratação de jovem mulheres como empregadas. Mais tempo em casa também eleva o custo de oportunidade para as próprias mães, que acabam por acumular menos experiência de trabalho no início de sua vida profissional.
- Já os cuidados infantis subsidiados, pelo contrário, ajudam as mulheres a entrar e a permanecer no mercado de trabalho, confiantes que os seus filhos estão bem entregues, e isso torna as mulheres mais empregáveis, não menos.
Demografia é destino, pois os ciclos demográficos são muito difíceis de inverter. As medidas de apoio à família tem que ser bem desenhadas e aplicadas, com peso e medida. Os custos de resultados não intencionados podem ser desastrosos para uma sociedade.
Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia
Ver mais no Público http://www.publico.pt/sociedade/noticia/problema-nao-se-resolve-com-incentivos-a-fecundidade-1703762
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domingo, julho 12, 2015
Portugal de braços abertos e malas aviadas
Número de turistas em Portugal é maior do que o de habitantes
Portugal tem a taxa de população emigrada mais alta da UE
http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=558990
Daria certamente para pagar os juros da dívida externa em senhas de hotel e senhas de museus. Senhas de praia não a cobrança ficava muito cara. Colocar pórticos como nas ex-SCUT estragava as dunas e as falésias. E sol, quando brilha, brilha para todos.
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domingo, maio 31, 2015
Incentivos à natalidade em Portugal
Incentivos à natalidade e as previsões do FMI para Portugal
A análise de Mariana Abrantes de Sousa, economista, Hélder de Oliveira, Ordem dos Economistas, e Jorge Ribeirinho Machado, professor da AESE, num programa conduzido por Marina Conceição. "Conselho Consultivo" de 15 de Abril de 2015.
Portugal fez a transição demográfica de famílias grandes para famílias muito pequenas em tempo record.
Na prática, natalidade rima não apenas com prosperidade mas também com emprego.
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