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quarta-feira, setembro 19, 2012

Aqueduto das Águas Livres pago pelo Povo de Lisboa

O Aqueduto das Águas Livres é a maior ponte de pedra do mundo, ostenta o maior arco em ogiva do mundo ( está no Guiness por tal razão)  guarda um conhecimento, saber, únicos, uma obra hidráulica notável, o único monumento câmara escura jamais construído (permite o reflexo da paisagem exterior, um jogo de cor, luz, sombra, aromas que toca o sagrado e que jamais nos separa do Todo) , um sistema de distribuição de água duplo de 58 km de comprimento, descida gravítica, em média 3mm em cada metro, que os Portugueses deixam á humanidade.

Foi o único monumento que ficou incólume durante o Terramoto de 1755, dominante  numa Lisboa destruída  tornou-se o símbolo do futuro dos Portugueses porque a nova cidade seria construída com o mesmo conhecimento e saber. Foi inteiramente pago pelo Povo de Lisboa através do imposto Real da Água
  •  Pelo facto de a construção do Aqueduto das Águas Livres ter sido paga com o dinheiro do povo, D. João V mandou colocar no Arco da Rua das Amoreiras uma placa que dizia em Latim:

      No ano de 1748, reinando o piedoso, feliz e magnânimo Rei João V, o Senado e povo de Lisboa, à custa do mesmo povo e com grande satisfação dele, introduziu na cidade as Águas Livres desejadas por espaço de dois séculos, e isto por meio de aturado trabalho de vinte anos a arrasar e perfurar outeiros na extensão de nove mil passos.
  • Quem conta esta história é o Professor José Hermano Saraiva no livro «História Concisa de Portugal».
    Conta também que esta inscrição, actualmente já não existe. E porquê?
  • Porque anos mais tarde, o Marquês de Pombal a mandou substituir por outra que não dissesse que tinha sido o povo a pagar a obra.
    A inscrição que se lê agora no Arco da Rua das Amoreiras diz:

      Regulando D. João V, o melhor dos reis, o bem público de Portugal, foram introduzidas na cidade, por aquedutos solidíssimos que hão-de durar eternamente, e que formam um giro de nove mil passos, águas salubérrimas, fazendo-se esta obra com tolerável despesa pública e sincero aplauso de todos.
Fonte:  http://www.junior.te.pt/servlets/Bairro?P=Portugal&ID=1689

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