PPP Lusofonia é um blog de economia e finanças, focado nos serviços públicos e no investimento para o desenvolvimento, e nas PPP. O blog dedica-se a (a) conceitos de economia, finanças e banca (b) às necessidades dos PALOPs e (c)oportunidades de consultoria nos PALOPs, com artigos em português ou inglês. PLEASE USE THE TRANSLATE BUTTON. PPPs, development financing in Lusophone Countries Autora: Mariana ABRANTES de Sousa
Tradutor
domingo, novembro 14, 2021
Os contributos da Ordem dos Economistas ao crescimento sustentável da economia portuguesa
sábado, novembro 13, 2021
EU Tax Tricks - Concorrência fiscal abusiva castiga muitos para favorecer alguns
Este artigo importante de Der Spiegel detalha praticas fiscais abusivas de alguns países membros, toleradas pelos outros.
European Tax Havens The EU’s Decades of Tax Trick Tolerance
domingo, outubro 10, 2021
Donativos SMART produzem mais impacto
The Economist publicou um artigo interessante sobre as tendências da filantropia americana:
Os doadores parecem concentrar-se mais na identidade dos beneficiários do que nos resultados e impacto?
https://www.economist.com/united-states/2021/09/04/american-philanthropy-turns-left
O projeto Escolas Rosenwald, apresentado em uma das sessões online da SMF, parece oferecer um modelo para alcançar tanto a equidade na concessão de bolsas tanto como os resultados de aproveitamento desejados: Mais escolaridade para as crianças afro-americanas no Sul dos Estados Unidos na primeira parte do século XX.
Estes são os donativos ou subsídios SMART
S - Especificos
M - Mensuráveis (measurable)
A- Acordados (agreed)
R - Realistas
T - Limitados no tempo (time-bound)
Favor ver: SMF online 2020.10.25 Rosenwald Schools https://youtu.be/rFY7tEo1GpE
Aronson 2011, Impact of Rosenwald Schools on Black Achievement https://www.jstor.org/stable/10.1086/662962
Em Portugal tivemos as Escolas Conde Ferreira, mas não se conhece a avaliação de impacto.
Mariana Abrantes de Sousa, Economista
sábado, setembro 04, 2021
A Europa, os vizinhos e a realidade dos fluxos migratorios
Vejamos a realidade dos fluxos migratórios
PUSH factor> A taxa de natalidade ronda apenas 1,7
filhos por família na Europa e ronda 7 filhos por família nos países da Vizinhança,
de Marrocos ao Afeganistão e à Africa do Sul.
PULL factor> A
diferença da prosperidade económica e da oferta de serviços públicos é ainda mais acentuada,
mesmo entre os países europeus mais pobres e os países africanos mais ricos.
Combinando estes e outros fatores PUSH e PULL, que empurram
os potenciais migrantes da margem sul para a margem norte, o Mediterrâneo
transforma-se em autoestrada marítima. Por isso ELES continuarão a arriscar quase tudo
para chegarem CÁ ao El Dorado europeu.
Recordemos que também os portugueses fugiram, a salto, da guerra e
da pobreza. Ninguém os conseguiu parar, só mesmo a descolonização é que os obrigou a retornar.
Certo, a diferença cultural entre a Portugal e a França era mínima
comparada com a diferença entre o Afeganistão e a Alemanha. Mas todos tiveram
que passar por um processo de aculturação e assimilação, quer os migrantes recém
chegados, quer os residentes.
A tolerância e a "boa convivência" implicam alguma aculturação,
mas principalmente respeito por outras práticas culturais minimente aceitáveis,
com algum distanciamento cultural rotineiro de início e posterior integração.
Os migrantes e refugiados geralmente querem instalar-se nos países
mais ricos. Sítios como a Tunísia são pobres demais até para os locais. Veja-se
o fluxo depois da Primavera árabe.
Migrantes e refugiados que vêm para países mais pobres como Portugal
ou a Grécia acabam por pernoitar apenas o tempo suficiente para retomarem o
caminho para a França, Alemanha ou Inglaterra. Muitos migrantes e refugiados
nem procuram aprender português. Mas todos os estrangeiros devem ter de adquirir
algumas “boas maneiras” cívicas e sociais europeias, tais como não olhar embasbacado
ou assediar as mulheres de minissaia.
Os mais problemáticos são geralmente os homens solteiros
desempregados entre os 15 e 30 anos que representam um risco em qualquer
sociedade (veja se os estudos do Undercover Economist sobre as taxas de
criminalidade nas cidades dos EUA).
Ou como D. Umbelina, a minha professora da escola primária, nos
mandava escrever 20 vezes "A ociosidade é a mãe de todos os vícios”.
Mas a radicalização de migrantes e refugiados não deverá ser causado apenas do choque cultural de ver mulheres com braços e pernas ao leu na Europa
ou de ameaçar aa autoridade patriarcal (visão de sociologia). Bem mais prejudicial para a integração pode ser a exclusão económica de NÃO ter acesso a empregos melhor remunerados (visão
de economia ), nem representação politica.
Mariana Abrantes de Sousa, economista
VER por onde passam, mas não param, os refugiados
quinta-feira, setembro 02, 2021
Galinhas de campo com ovos mais caros
Adoro estas historias de empreendedorismo e start-ups, que leio com muita admiração e não pouca inveja...
sábado, agosto 21, 2021
Trade not aid: comprar é melhor que dar, mas alguns só querem vender
A transição da economia agrária, para a economia industrial e depois para a economia de serviços parecia a caminho natural para o desenvolvimento económico; os trabalhadores rurais excedentários tornavam-se mais produtivos nas fábricas exportadoras, e educavam os seus filhos e netos para a economia de serviços passando a importar produtos de outros países de salários mais baixos.
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| China Balance of Trade 25 years |
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| Germany Balance of Trade 25 years |
Crescer por via das exportações era mal visto como um politica comercial predadora de "beggar-thy-neighbor" que passou agora a ser praticada pelos grandes países exportadores e que parece ter-se tornado aceitável nesta era de divergencias e
desequilibrios persistentes no comércio internacional.
Resta recordar que o impacto destas políticas para os pequenos países importadores com economias frageis é bastante mais negativa, para quem a convergência económica por via da industrialização vai ficando cada mais distante. O empobrecimento persistente instala-se em alguns países em desenvolvimento em Africa e em muitos outros que nunca conseguem "apanhar o comboio" dos outros.
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| China ...Germany Current Account as Pct GDP |
Mariana Abrantes de Sousa, Economista
Fontes:
The Economist https://www.economist.com/briefing/2021/07/31/the-prospects-for-developing-countries-are-not-what-they-once-were
Trading Economics https://tradingeconomics.com/china/indicators
Mercantilism https://www.wallstreetmojo.com/mercantilism/
quinta-feira, maio 13, 2021
Portugal's debt Iceberg drowned the economy
They call it Government Contingent Liabilites now. https://www.imf.org/external/np/fad/trans/
quarta-feira, maio 05, 2021
Mensagem de António Guterres, secretário-geral da ONU, para o Dia Mundial da Língua Portuguesa
sábado, março 27, 2021
quinta-feira, março 11, 2021
Forest Management in Portugal and California
Date: 11-March-2021
Guest Speakers:
J. Keith Gilless - Dean Emeritus & Professor Emeritus of Forest Economics, UC Berkeley
João Miguel Cardoso Pereira - Full Professor of Natural Resources, Environment and Land – School of Agriculture, University of Lisbon
Henrique Pereira dos Santos, MONTIS – Association for Nature Conservation (NGOE, Portugal)
Moderators: Deolinda Adão; Duarte Pinheiro
In recent decades, both Portugal and California have shared the tragedy of cyclical devastating forest wildfires. This event brings together two experts in the field of Forest Management as well as a representative from a citizens’ grassroots organization who will discuss strategies and policies for the prevention and control of forest fires. The discussion will particularly focus on methods of re-organization that aim of increasing the economic value and profitability of the forest while decreasing the risks of uncontrollable fires. In parallel, the event will juxtapose research being conducted at the University of Lisbon and at the University of California, Berkeley, with the actions of citizen groups in the critical area of Forest Management and Preservation.
Mar 11, 2021 11:00 AM in Pacific Time (US and Canada)
sexta-feira, fevereiro 26, 2021
Crise económica 2020's, década de todas as crises
Tapando o malparado com a peneira das moratórias de crédito, bancos somam lucros der milhões de euros.
Haverá devedores que não conseguem reembolsar créditos, nem se se chegarmos a um bom "normal" pós-Covid". Quanto mais dividendos pagarem aos accionistas, mais recapitalização vão pedir aos "taxpayers". Contribuintes pagam tudo, até as iludências dos bancos centrais.
Ver notícia: https://www.jn.pt/economia/quatro-bancos-portugueses-somam-lucros-superiores-a-mil-milhoes-de-euros-13394535.html
sábado, novembro 07, 2020
Correios 1520-2020, 300 anos de serviço público demonstram como Estado cria valor
Se acha que um Estado bem governado não cria riqueza, tente viver num Estado falido, a "failded state", ou até mesmo num Estado tão fragilizado que não consegue garantir os mínimos da governação.
Um "estado falido" é um corpo político que se desintegrou a tal ponto que não oferece condições e responsabilidades básicas de um governo soberano e legitimado, levando à desintegração social e económica.
Alguns serviços públicos podem ser pagos na totalidade pelo utente, outros têm que ser subsidiados e sustentados pelo contribuinte, através do Orçamento de Estado e da dívida pública (um esquema agora conhecido por blending). Isto não é uma questão ideológica ou poltica, é uma questão técnica e economica, como se demonstra noutros artigos neste blog, e se pode ver nos seguintes exemplos:
- No Sistema Rodoviário Nacional, a auto-estrada A1 continua a ser a cash-cow do sistema graças à receita de portagens; a A25 nas Beiras, ou a A6 no Alentejo não têm tráfego nem receita dos utentes suficientes para reembolsar o investimento.
- Nos correios e telecomunicações, a queda de volume de envelopes devido com a migração da correspondência para a Internet pode implicar que o serviço público de correio tradicional tenha que ser subsidiado, ou compensado com taxas cobradas a outros serviços de telecomunicações.
- No sistema nacional da saúde, os hospitais públicos do Serviço Nacional da Saúde conseguem suportar os gastos imprevisiveis e incalculáveis da pandemia Covid-19, porque o SNS pode gastar o que for necessário por "conta e ordem do Estado", haja cabimento no Orçamento ou não. As clinicas privadas dificilmente conseguem absorver os gastos adicionais imprevistos, e funcionam apenas na base de pagamento por ato médico, passando o risco do volume pandemico para o SNS e o Estado.
Correio Mor https://philangra.blogspot.com/2020/01/ctt-500-anos-1520-2020.html
quinta-feira, novembro 05, 2020
Ordem dos Economistas - Conferência OE 2021
Em 2012, eu tive o prazer de participar como oradora na
Conferência da Ordem dos Economistas sobre a proposta de Orçamento de Estado 2013 no grande auditorio da Fundação Gulbenkian, para falar sobre o tema crítico da gestão dos contratos de PPP e concessões.
Como membo da Ordem de Economistas, tenho assistido a esta conferência orçamental importante quase todos os anos, e 2020 não foi excepção, graças à transmissão em direto da conferência de hoje no canal de videocast.fccc.pt/live/ https://videocast.fccn.pt/live/fccn/fcgulbenkian?p=html5&r=1.
Muitos parabéns e agradecimentos!
Assistir online não é bem a mesma coisa do que ver e conversar com os colegas. Perdi parte do conteúdo devido a problemas de transmissão e outras distrações. Mas eis algumas ideias que retive:
- A crise economica 2020 é mais conjuntural ou mais estrutural?
Sem dúvida que as causas desta crise são mais exogénas como a Covid-19 e portanto conjunturais, mas as consequencias vão ser mais estruturais e talvez permanentes. Por isso se fala tanto da descontinuidade e do "novo normal". O turismo senior dificilmente vai ser como dantes, porque os idosos de 80+ anos não vão querer correr o risco de adoecer noutro continente. Os grandes eventos presenciais vão tardar em recuperar, e vão ter de alterar de forma. Mesmo que se encontre uma vacina milagrosa anti-Covid-19 dentro de poucos meses, a percepção de risco de sanitário vai ficar elevada durante muito tempo. Para Portugal, com forte dependência dos setores de turismo e de eventos presenciais, devemos considerar esta crise como estrutural.
Mais, se há vida para além do defice, também há crises para além da Covid-19.
Enquanto muitos dos oradores falaram do esforço necessário para recuperar da recessão de quase -10% do PIB em 2020, o economista Ricardo Arroja fez comentários mais arrojados!
- O Orçamento do Estado de 2021 vai preparar Portugal para enfrentar os 3 grandes desafios de longo prazo?
1. O sobre-enndividamento elevado, que apenas se atenua com as rendibilidades negativas de mais de dois terços da divida publica, e que vai exigir poupar mais.
2. O defice demográfico, num país cada vez mais envelhecido e de baixissma natalidade, onde ainda faz falta um cheque-creche e mais apoio aos lares de idosos.
3. O defice de produtividade e a necessidade de reciclagem e recapacitação professional dos trabalhadores. Muitos ficam cada vez mais limitados ao teletrabalho, para quem sabe e quem pode, ou vão ser obrigados a sair dos setores mais sacrificados. Precisamos de mais programas como o ATIVAR promete ser mais transformacional, não apenas assistencional.
4. Eu acrescentaria um quarto grande desafio, da adaptação às alterações climáticas. Neste "ano de todas as crises", a vulnerabilidade de Portugal às alterações climáticas está cada vez mais evidente. Esta questão central, estrutural, e de curto, médio e longo prazo devia beneficiar de uma boa parte do investimento público, para projetos da gestão florestal sustentável, entre outros. Portugal pode aguentar melhor sem mais ferrovia, sem a energia à base de hidrogénio, do que pode aguentar com outro ano de incêndios florestais como 2017.
Os desafios conjunturais, de sustentar as familias necessitadas e as empresas viaveis fustigadas pelo confinamento e o desemprego não esperam. Toda a atenção imediata é pouca para gerir e minimizar as consquencias das crises sanitária, economica e social. Mas quando esta crise conjuntural desanuviar, esperemos ainda ir a tempo de resolver as crises estruturais cada vez mais graves e prementes.
Mariana Abrantes de Sousa, economista
Conferência OE 2020-2021 https://www.ordemeconomistas.pt/xportalv3/noticias/noticia.xvw?p=62815438&16-confer%C3%AAncia-anual-da-ordem-dos-economistas
Conferência OE 2012-2013 http://ppplusofonia.blogspot.com/2012/11/oe-2013-em-analise-pelos-economistas-13.html
segunda-feira, novembro 02, 2020
Diaspora 2025 vai ser muito diferente de 2014
Note-se a ausência de Africa neste grafico de países com maior percentagem da população a viver no estrangeiro. (origem de migrações).
Alguns dos pequenos países europeus vão deixar de ser exportadores de pessoas em termos liquidos (imigração-emigração). Os fluxos de migração passam a vir cada vez mais do Norte de Africa e de Africa em geral.
Se Europa não importar mais bens e serviços de Africa, vai certamente importar mais pessoas.
Ver mais em OECD Migration Outlook https://www.oecd-ilibrary.org/
quarta-feira, outubro 14, 2020
WTO desequilíbrios China USA Europa, guerra comercial e obsessão com a exportação
I enjoyed reading the interesting article about the WTO and USTR LIghthizer
Adaptar e Con-viver com Covid-19 para resistir ao choque assimétrico
Confiamos que vai estar tudo bem, mas não vai ser para todos por igual.
Vai haver recuperação económica eventualmente, mas não reflutuará todos os barcos por igual, porque esta é uma crise económica bastante mais assimétrica do que era habitual, com grande divergência de fortunas, entre ganhadores e perdedores.
Passados nove meses de Crise Covid-19, ainda parece conveniente manter os trabalhadores, em teletrabalho, em horários reduzidos, em layoff parcial, ou mesmo parados em casa com apoios financeiros às empresas.
Mas seria essencial ajudar as empresas e os trabalhadores a adaptar-se a um período de incerteza e fragilidade mais longo, facilitando e apoiando o seu esforço de “dar a volta por cima”, de se virarem para novas necessidades e oportunidades e de se preparar para um novo futuro muito pouco “normal”.
A crise Covid-19 trouxe-nos um fortíssimo choque socioeconómico assimétrico, afetando as famílias e as economias locais, nacionais e mundiais, com impactos muito mais negativo para uns sectores do que para outros.
Como se pode apoiar não só as empresas mas especialmente os trabalhadores dos setores mais afetados pela Covid para que se possam virar para outros setores com futuro?
- Durante 6 ou 12 meses, o Estado tem pago às empresas para manter os vínculos contratuais dos trabalhadores e para "manter os postos de trabalho". Mas alguns postos de trabalho não voltam e outros estão a ser transformados, a exigir novas capacidades e competências.
- Ao fim de 6 ou 12 meses, seria passar a pagar diretamente aos trabalhadores para procurarem outra ocupação remunerada, assim apoiando o seu esforço de "virar a página" e começar de novo, junto com o apoio de coaching e reorientação vocacional.
- Seria de melhorar a oferta de trabalho essencial, em setores tais como saúde, lares, agricultura, florestas, no Interior, que não atrai trabalhadores, oferecendo melhores condições de remuneração, de carreira, de qualidade de vida.
- Apoiar diretamente quem tem energia para empreender a sua reciclagem profissional, com cursos para quem quer adquirir novas especialidades ou necessita de melhorar as competências que já tem. Ter duas ou três profissões é reduzir os riscos, para a família e para a economia, em tempo de grande incerteza.
- Apoiar quem trabalha, mesmo que seja apenas part-time, e apoiar as empresas que criam novos postos de trabalho, mesmo que part-time.
- Apoios longos, acima de um ano, não devem obrigar a manter o vinculo original mas sim permitir que o trabalhador possa acumular parte do apoio com nova atividade laboral noutro setor, ou por conta própria, durante mais 12 meses, por exemplo.
A revista The Economist tem um artigo interessante sobre as diferentes abordagens em vários países ao choque económico, simétrico ou assimétrico, que vão desde o despedimento quase imediato, com “subsídio de desemprego” até manter o vínculo laboral durante 2 anos ou mais com “subsídio de emprego”.
No fundo, quer as empresas quer os trabalhadores, todos temos que nos adaptar e “virar para o futuro”, ainda que esse continue muito incerto. Mudar mais cedo é mais duro e corremos o risco de mudar “mal”, mas pode ser melhor do que que mudar mais tarde.
Mariana Abrantes de Sousa, economista
The Economist 2020.10.09, Furloughing furlough: what’s next for jobs?
In 2020 millions of people learned what the word “furlough” meant. Most OECD countries have deployed such programmes during the pandemic. In April 23% of workers in Britain, France, Germany and Spain were placed on short-term leave. That figure has since fallen to 9%. But though furlough schemes protect workers during a temporary crash, they also prevent them from moving from declining industries to thriving ones. One-fifth of furloughed workers in Britain in July worked in the hospitality business; many of those jobs may eventually be permanently culled, eliminated. So when Britain’s scheme expires at the end of this month, the result could be a painful increase in unemployment in the short term, but a better-adjusted economy in the long term. Others, by contrast, seem to be putting off the pain. Spain has extended its scheme to the end of January 2021. And France’s will run for as long as two years until 2022.
terça-feira, outubro 13, 2020
Con-viver com Covid: uma máscara, duas máscaras ou nenhuma?
Usar máscara é o PIORIO, fora a ALTERNATIVA?
Aonde quer fazer chegar o seu BAFO?
No inverno vemos melhor o alcance do nosso bafo, especialmente se estamos a falar, a cantar, a gritar! Esta imagem pode valer mil vidas.
quinta-feira, outubro 01, 2020
ADAPTAR à Covid19, que veio para FICAR
* Covid19 continuará sendo uma ameaça para todos durante meses, possivelmente anos. Na melhor das hipóteses, a pandemia continuará fazendo parte da nossa vida diária até 2021.
Como se adaptar para conviver com Covid19 o tempo que for necessário?
* O trabalho de saúde pública de "teste e rastreamento" é a primeira linha de defesa contra a Covid19, junto com o distanciamento físico e a comunicação governamental clara.
* O confinamento total é caro e insustentável em todos os aspetos. Em alternativa, alguns países usam testes e rastreamentos detalhados para identificar locais de alto risco de infeção e retardam a propagação usando quarentenas locais e seletivas. Esses locais mais problemáticos podem incluir matadouros, bares, igrejas, eventos desportivos, etc.
sexta-feira, setembro 25, 2020
Casas de Guardas Florestais voltam a ser ocupadas
Quando anunciaram a inclusão de 96 casas de Guardas Florestais e Guardas Fiscais no Programa Revive Natureza para promover a sua reabilitação e exploração turística, eu comentei que as antigas casas de Guardas Florestais deviam ser ocupadas por ... Guardas Florestais.
Passados três anos dos incêndios dramáticos de 2017, está-se finalmente a restaurar a profissão de Guarda Florestal como uma profissão de primeira linha, uma aposta estratégica", anunciaram hoje 25-Setembro-2020 o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita e a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ao assinalar a ingressão este ano de 155 novos guardas florestais, aumentando o efetivo para 434
A profissão, que estava "em vias de se extinguir" vai selecionar mais 50 elementos. O "renascimento" da carreira de Guarda Florestal teve início em 2018. Em abril de 2020, foi concluído o 1.º Curso de Guardas Florestais da GNR dos últimos 16 anos.
Estamos no bom caminho. A "Floresta Portuguesa vai mesmo dar uma volta de 360º graus":
Portugal é mesmo um país florestal. Quem guarda a floresta protege-nos a todos nós.
Há "soluções" de vistas curtas como foi a extinção dos Guardas Florestais.
O decreto-lei nº22/2006 de 2 de fevereiro determinou a extinção do Corpo Nacional da Guarda Florestal no Artigo 5º:
"1 - É extinto, na Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), o Corpo Nacional da Guarda Florestal, ... sem prejuízo da manutenção, ... das competências de autoridade florestal naquela Direcção-Geral.
3 - ... é criada, no quadro de pessoal civil da GNR, a carreira florestal, cujos lugares são extintos quando vagarem.
Em suma, é verdade que o decreto-lei nº22/2006 extinguiu os guardas florestais, ou mais rigorosamente o Corpo Nacional da Guarda Florestal, transferindo "o pessoal da carreira de guardas florestais (…) para o quadro de pessoal civil da GNR", "cujos lugares são extintos quando vagarem".
Foram entretanto criado na GNR o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) e o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), aparentemente mais orientados para a proteção de pessoas do que para o conhecimento das árvores.
Mas a sabedoria dos "Mestres da Floresta", e conhecimento do contexto do minifúndios rural que se foi perdendo pode não ser efetivamente recuperada pelos novos Guardas Florestais de 2020, uma vez que estão a ser contratados na GNR/MAI e não na DG Recursos Florestais, cuja ausência é notável.
Mariana Abrantes de Sousa, economista
Extinção de Guardas Florestais 2006 https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/jose-socrates-e-antonio-costa-extinguiram-os-guardas-florestais-em-2006
Revive Natureza https://eco.sapo.pt/2019/09/05/governo-lanca-revive-natureza-com-96-imoveis/
Mais Guardas Florestais https://www.noticiasaominuto.com/pais/1592111/renascimento-da-guarda-florestal-e-aposta-estrategica-na-prevencao?utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer&utm_content=geral
quarta-feira, setembro 16, 2020
Energia e Clima, Como Financiar a Economia VERDE, online hoje, 16-Setembro, 21h00
Conferência Digital "Financiamento da Economia Verde"
para registar https://www.facebook.com/events/366701034722122/
Tenho muito gosto em participar na sessão de 16-setembro-2020
Muito obrigada pela oportunidade de participar na sessão de ontem sobre Financiamento Verde.
São muito importantes os comentários sobre a dificuldade em alinhar as prioridades dos promotores e beneficiários locais com as prioridades dos fianciadores, e vice-versa.
Este alinhamento é a função e o valor acrescentado pelo "Intermediário", não apenas financeiro, mas também politico e diplomático.
Ajudar promotores e beneficiários a preparar projetos e a apresentar candidaturas é da maior importância, particularmente para projetos de Adaptação Climática, já que os países da Lusofonia somos especialmente vulneráveis, incluindo Portugal
O video do encontro online pode ser visto em
https://www.youtube.com/watch?v=6sc2S7W9IB4&feature=youtu.be
Mariana Abrantes de Sousa, Economista
Ver o Forum Energia e Clima no Facebook e em https://www.energiaeclima.org/
















