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quinta-feira, maio 07, 2015

TAP - Gaivotas em terra anunciando tempestade


O direito à greve foi conquistado ainda no século XIX pela grade maioria de trabalhadores maltratados e abusados. 

Mas agora no século XXI, o direito à greve passou a ser abusado pelos empregados mais bem pagos de empresas monopolistas,  como os transportes e a aviação. Só nestes sectores é que os empregados conseguem apropriar-se de algum do poder monopolista dos seus patrões para capturar mais algumas regalías, frequentemente em detrimento não dos capitalistas mas dos utentes ou consumidores.  
E mesmo nas empresas publicas monopolistas, cujas perdas são suportadas pelos contribuintes como accionistas acidentais, apenas os empregados mais especializados  tais como os maquinistas os pilotos ou os médicos conseguem exercer este “direito”, que virou um privilegio de uma minoria exclusiva.

Podemos continuar a falar de direitos de todos, ou passamos a falar de privilégios de alguns? 

Quantos trabalhadores por conta própria conseguiriam exercer o direito à greve, por um único dia que fosse? 

Afinal de contas, são os  operários indiferenciados, os pequenos empresários, os trabalhadores independentes que suportam os custos das greves em termos de inconveniência para os clientes e em termos de perdas para os contribuintes, para que os "bem empregados" possam acumular ainda mais regalias e mais direitos.

Direitos que deram para o torto. 

Mariana Abrantes de Sousa