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domingo, maio 17, 2015

Exportar ou sofrer

Agradecimentos a The Economist  e aos seus comentadores por voltar a explicar "ordoliberalismo", a "filosofia económica alemã" focada no "poupar e exportar", que tem o resultado dito "virtuoso" de  superávites externos crescentes.  
Obviamente que o mercantilismo funciona.  Para o exportador.

Que estranho  ler que "na Alemanha economia é visto como fazendo parte de  “filosofia moral".
Eu pensava que economia fazia parte de aritmética: Isto é, a soma dos excedentes de exportação dos países superavitários tem de ser igual à soma do defices de importação dos países deficitários.
A menos que os países exportadores sejam "tão virtuosos" que as sua exportações flutuem até Marte. Assim economia podia tornar-se um ramo de astronomia.  
(Se conseguirem fazer exportações extra-planetárias, melhor pedir pagamento antes de enviar o carregamento!)

Só porque os países credores têm mais dinheiro e tenham mais influência não quer dizer que tenham mais razão.  Isto é mais  um exemplo de como a má análise económica (feita sobretudo por juristas) alimenta conclusões politicamente incorretas e o conflito entre os povos europeus. 

Pode-se mudar de ministro como quem muda de camisa, e até de governos inteiros, mas a Eurozone e a Moeda Única estão ameaçadas enquanto as balanças comerciais dos países membros continuarem a divergir. Não há saída da nossa crise de endividamento externo que não passe pelas exportações.
Para os países deficitários, é exportar ou sofrer. 

A divergência comercial é insustentável e ameaça não só a Eurozone, mas os próprios europeus. 
Mariana Abrantes de Sousa
Ver  The Economist  Of rules and order 
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