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quinta-feira, março 13, 2014

Desalavancagem para que te quero

CTT "didn't get the letter" from the IMF (see at bottom)   

O país do consumismo recusa-e a cair na real.  Os CTT, agora sobre gestão privada,  anunciam a entrada no crédito ao consumo

Parece que não estudaram os relatórios do FMI que diz que a dívida do sector privado (empresas e famílias) chega a 255% do PIB, que é insustentável, e que tem que haver uma grande desalavancagem. O relatório usa a palavra deleveraging, desalavancagem,  18 vezes, incluindo para dizer que ainda há muito por fazer. 

Noutros países o "postal bank" dedica-se sobretudo à recolha das pequenas poupanças.  Em Portugal, até as campanhas de poupança apelam ao consumismo e às viagens.  Fora as campanhas do crédito automóvel, ao lado das campanhas SOS Famílias Endividadas em risco de perder o carro, a casa e a serenidade. 
Sabemos que a falta de literacia financeira dos devedores é um factor de risco no crédito "subprime".

Onde está o Banco de Portugal, o nosso regulador (im)prudencial,  em tudo isto? 
Onde está a fiscalidade do crédito ao consume dos anos 1980s e 1990s, imposto do selo de 5-10% que ajudou Portugal a recuperar da última bancarrota 

Num países às avessas, se não fosse trágico, seria cómico. 

Crédito ao consumo vai engordar CTT 
Mensagem do FMI terá sido extraviada nos CTT ?

País bimby recusa-se a cair na real 

Como manter os portugueses em viagem  

SOS Famílias Endividadas
    http://www.publico.pt/sociedade/noticia/projecto-sos-familias-endividadas-propoe-planos-de-reestruturacao-de-dividas-por-via-judicial-1621474

Falta de literacia financeira promoveu o sobre-endividamento com crédito fácil "subprime" http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/02/falta-de-literacia-financeira-promoveu.html

"Both public and non-financial private sector debt—respectively close to 129 and 255 percent of GDP—remain uncomfortably high by any standard. Faced with such high debt, clearly, further fiscal consolidation and private sector deleveraging will be necessary. But perhaps more importantly, working these heavy burdens down will require sustained high growth."  Subir Lall,, Portugal: Concluindo o trabalho        http://www.imf.org/external/lang/portuguese/np/blog/2014/021914p.pdf