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quarta-feira, setembro 07, 2011

Impostos sobre açúcar e fast food para financiar cuidados de saúde

A proposta do Bastonário da Ordem dos Médicos de tributar o açúcar e o fast food tem muito mérito e deve ser estudada e implementada.  Os encargos com cuidados de saúde relativos a doenças derivadas de hábitos comportamentais e de erros alimentares  podem ser quantificados, são elevados e, em alguns casos, estão a aumentar quase exponencialmente.  Nesta lista de doenças parcialmente evitáveis, ou pelo menos controláveis, estão a obesidade, a diabetes, o alcoolismo, mas também alguns cancros e algumas doenças cardiovasculares.

Já se tributa o tabaco e o álcool, mas essas receitas fiscais vão para o erário geral e não para o Mistério da Saúde.  Tributar os agentes de doença e consignar essa receita ao SNS seria uma forma de tornar mais transparente e evidente a relação causal e ajudar a financiar não apenas o tratamento mas também a prevenção.

Mariana Abrantes de Sousa
ex-Controladora Financeira do Ministério da Saúde


Bastonário dos médicos ... sugere imposto sobre a 'fast-food' para financiar SNS
Lisboa, 05 set (Lusa) - A Ordem dos Médicos defendeu hoje a criação de um imposto sobre a 'fast food' e outros alimentos prejudiciais à saúde, avisando que não são possíveis mais cortes no setor sem pôr em causa o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, falava hoje, em Lisboa, durante a cerimónia de assinatura de um protocolo de cooperação entre a Direção-Geral da Saúde e a OM.
José Manuel Silva reconheceu a necessidade de poupar e afirmou-se disponível para colaborar nessa poupança, para ser parte ativa da solução e para apontar novos caminhos inovadores, sugerindo por isso a criação de "novos impostos seletivos".