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quinta-feira, dezembro 07, 2006

Espanha, Reino Unido, França e Alemanha devem ser apostas estratégicas para Portugal

A estratégia de desenvolvimento do turismo português deverá passar pela aposta em quatro mercados prioritários (Reino Unido, França, Alemanha e Espanha), defende um estudo da consultora Roland Berger, que traça linhas fundamentais de actuação para o sector.
O estudo, apresentado durante a conferência "Thinknomics", promovida pelo Ministério da Economia, considera fundamental que Portugal reforce as acessibilidades aéreas com as cidades/regiões com maior potencial turístico em cada mercado.
Além de identificar (nos quatro mercados prioritários) ligações aéreas directas internacionais com destino a Lisboa que deverão ser promovidas e expandidas, a consultora aponta, no caso alemão, a necessidade de criar quatro novas ligações directas (Berlim, Hamburgo, Hannover e Dortmund).
No Reino Unido, Portugal deverá apostar em ligações directas com as cidades inglesas de Birmingham e Liverpool e as escocesas Edimburgo e Glasgow.
Além dos mercados estratégicos, a Roland Berger destaca um conjunto de mercados que Portugal deverá tentar desenvolver (Irlanda, Escandinávia, Bélgica, Holanda, Estados Unidos, Itália, Brasil e Japão) e outros oito em que deverá existir uma aposta de crescimento.
São eles o Canadá, Rússia, Suiça, Áustria, China, Hungria, República Checa e Polónia, conclui a consultora.
Além da definição dos mercados estratégicos, este estudo elenca outras medidas que deverão nortear os esforços de desenvolvimento do sector turístico português.
Entre elas a necessidade de dinamizar o canal Internet na promoção do turismo nacional e enfoque no relacionamento com os principais operadores e agências de cada mercado.
A qualificação de serviços e recursos humanos e a criação de uma cultura de profissionalismo e qualidade de serviço deverá ser outra das apostas.
A Roland Berger advoga ainda a dinamização de um calendário de eventos que assegure a notoriedade, a construção dos destinos e o enriquecimento da experiência do turista.
Outro dos esforços deverá passar pelo desenvolvimento de novos pólos turísticos, diversificando a oferta em termos geográficos, refere o estudo.

Este estudo aponta novos horizontes para o sector do turismo em Portugal, reforçando a aposta em quatro países que tradicionalmente são fornecedores de turistas para o nosso país, como é o caso da Espanha, o principal, Reino Unido, França e Alemanha, que embora constituam uma fatia importante dos turistas que entram em Portugal, por vezes optam por visitar Espanha em detrimento de Portugal. Desta forma, Portugal deve continuar a apostar numa boa oferta turística, mais ampla e com maior qualidade a fim de poder cativar os turistas que se deslocam ao país vizinho, aumentando a sua estadia com uma incursão a Portugal.
Segundo dados do INE (Espanha e Portugal), o número total de dormidas de estrangeiros em Portugal de Janeiro a Setembro de 2006 foi de 20752. Contrastando com Espanha, que no período de Janeiro a Outubro de 2006, nas oito principais regiões turísticas (Costa de Alicante, Costa Brava, Costa Cálida, Costa del Sol, Costa Valenciana, Palma-Calvia, Sur de las Palmas e Sur de Tenerife) a taxa de ocupação hoteleira atingiu um total de 950 630.
Ver artigo "Ibéria atinge 10,6 % da receita mundial de turismo"
http://mercadoespanhol.blogspot.com/2006/04/ibria-atinge-106-da-receita-mundial-de.html

Fonte: Agência Lusa (2 Novembro de 2006)