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domingo, dezembro 01, 2019

ERSE devia apertar nos custos excessivos para proteger consumidores E contribuintes

In English below 
Portugal tem a terceira conta de luz mais elevada na Europa, diz o Regulador. 
No primeiro semestre de 2019, Portugal teve o terceiro maior valor de impostos e taxas nas contas de luz, o que representou quase metade (49%) do total pago pelos consumidores domésticos.
Favor ver:  https://www.theportugalnews.com/news/portugal-with-3rd-highest-electricity-bills/52141

Resultado de imagem para erseO Regulador de eletricidade ERSE detalha a fatura de eletricidade para mostrar que o custo base é baixo e que a inclusão de impostos e taxas para outros encargos de serviço público quase duplica a fatura para os consumidores.
Esta é uma prática bem conhecida e seria justa e aceitável, se não fosse pelos salários excessivamente altos dos executivos da EDP e pelos dividendos quase "garantidos" pagos principalmente aos investidores estrangeiros.
 A ERSE deveria focar-se na redução de “custos regulatórios” aceitáveis, não em levantar problemas com a tributação do consumo de energia.
Sabemos que a eletricidade e os automóveis são bons "cobradores de impostos", experimentados e testados em Portugal e em alguns outros países.  É por isso que a EDP às vezes tem tido um rating de crédito internacional melhor do que a República Portuguesa.

Preços de energia mais baixos provavelmente resultariam em maiores défices orçamentais e mais dívida pública.
(Já passamos por isso, já pagámos por esse erro, com cortes de 20% nos salários e pensões, Mais, NÃO obrigada!)
Impostos e taxas de todos os tipos podem ser pendurados nas contas da eletricidade e dos automóveis, que nós consumidores continuamos bastante "dispostos a pagar".  Recordemos que em Portugal e na maioria dos países, há mais residentes para pagar a energia do que contribuintes para pagar impostos.

Não é o ideal, a fatura de energia podia ser mais comportável. Mas é melhor do que ter empresas de eletricidade persistentemente deficitárias, com buracos financeiros e blackouts, como a PG&E na Califórnia ou 37 das 39 "power utilities"  em África e noutros países onde os contribuintes são obrigados a pagar subsídios cada vez maiores aos consumidores de energia. Favor ver  https://allafrica.com/stories/201905200083.html

Onde está o "VERDE" nisso?

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista 

ERSE should squeeze  excessive regulatory electricity costs to protect consumers and taxpayers

Portugal has the third highest electricity bill in Europe, says the Regulator.
In the first half of 2019, Portugal had the third highest amount of taxes and charges on electricity bills, which represented almost half (49%) of the total paid by domestic consumers.
Please see: https://www.theportugalnews.com/news/portugal-with-3rd-highest-electricity-bills/52141 

ERSE rhw  Electricity Regulator details the electricity bill to show that the base cost is low and that the inclusion of taxes and charges for other public services  almost doubles the bill for consumers.
This is a well-known analysis and would be fair and acceptable if not for the excessively high salaries of EDP executives and the almost "guaranteed" dividends paid mainly to foreign investors.
 ERSE should focus on reducing acceptable “regulatory costs”, not on raising problems with taxing energy consumption.

We know that electricity and cars are good "tax collectors", tried and tested in Portugal and some other countries. This is why EDP has sometimes had a better international credit rating than the Portuguese Republic.

Lower energy prices would likely result in larger budget deficits and more public debt.
(Been there, paid for that mistake, with cuts of 20% in salaries and pensions, More, NO thanks!)
Taxes and fees of all kinds can be hung on electricity and automobile bills, which we consumers are still quite "willing to pay". Remember that in Portugal and most countries, there are more residents to pay energy than taxpayers to pay taxes.

Not ideal, the energy bill could be more affordable. But it's better than having persistently loss-making electricity companies with financial problems and blackouts like PG&E in California or 37 of 39 power utilities in Africa and other countries where taxpayers are forced to pay increasing subsidies to energy consumers. energy. Please see https://allafrica.com/stories/201905200083.html 


Where is the "GREEN" in this?


terça-feira, novembro 26, 2019

Brexit retira 16% à Uniião Europeia, equivalente aos 19 países mais pequenos



The United Kingdom is the second largest economy with 16,3% in the EU-28 , after Germany with 20,9%  and just ahead of France with 14,9%.

In fact, the UK is bigger than the sum of the smallest 19 EU countries, from Austria to Malta,  which together amount to 15,7% of the EU-28.

GDP 2016 [nama_10_gdp]
Last update22.11.19
Extracted on26.11.19
Source of dataEurostat
TIME2016 Current prices, million euro

European Union - 28 countries100,014 984 271,9

Germany 20,93 134 100,0
United Kingdom16,32 435 055,2
France14,92 234 129,0
Italy11,31 695 590,1
Spain7,41 113 840,0
Netherlands4,7708 337,0
Sweden3,1466 347,6
Belgium2,9430 372,1
Poland2,8426 555,7
Austria2,4357 299,7
Denmark1,9283 109,7
Ireland1,8271 683,6
Finland1,5217 484,0
Czechia1,2176 370,1
Greece1,2176 487,9
Portugal1,2186 489,8
Romania1,1170 393,6
Hungary0,8115 259,2
Slovakia0,581 038,4
Luxembourg0,454 867,2
Bulgaria0,348 620,5
Croatia0,346 615,5
Lithuania0,338 893,4
Slovenia0,340 366,6
Latvia0,225 072,6
Estonia0,121 693,6
Cyprus0,118 872,9
Malta0,110 346,5

sábado, outubro 12, 2019

XXIX Encontro de Lisboa reuniu Bancos Centrais da Lusosofonia

XXIX Encontro de Lisboa
Ontem 11-Out-2019, teve lugar o XXIX Encontro de Lisboa que continua a criar sinergias ao reunir as autoridades do sector financeiro dos países de língua portuguesa.Reunir representantes dos Bancos Centrais da Lusofonia tem criado sinergias há quase 30 anos a tratar de questões financeiras importantes para a Lusofonia.
Eis um grande exemplo da valorização da língua portuguesa, há décadas, a replicar em todos os setores.  

Em tempos, adorei o grande desafio de criar um Manual de Financiamento ao Desenvolvimento "Empresas Portuguesas e Mercados Lusófonos", IICT 2005 que foi distribuído aos Bancos Centrais da Lusofonia numa das edições dos Encontros de Lisboa.

Certo, um idioma vale pelo numero de falantes. Mas valoriza mais pelo numero de publicações, eventos, conteúdos na Internet, e sobretudo pelo numero de escritores e de LEITORES.

A Literacia continua a ser o GRANDE desafio de desenvolvimento da Lusofonia. 
Precisamos de trabalhar muito mais  a literacia financeira.

https://ppplusofonia.blogspot.com/2016/03/literacia-financeira-portugueses-nao.html
Mariana Abrantes de Sousa, Economista 

sexta-feira, outubro 11, 2019

PPPs em dólares, crise financeira à vista

As PPPs não são más, são é MUITO mal desenhadas e mal geridas.  
Eis uma má ideia muito popular com os concessionários e os credores, mas que fica cara  contribuintes:  Denominar os contratos de concessão de obras e serviços públicos e especialmente os contratos de financiamento em USD moeda estrangeira,  para proteger os credores das desvalorizações da moeda local. Assim, se houver desvalorização os utentes e os contribuintes locais é que vêm as tarifas e os encargos do Concedentes e dos contribuintes. a disparar. Quem paga os aumentos do passivo em última instância ? Pagam os contribuintes locais  quando os Governos têm que pagar as crescentes "PPP Contingent Liabilities" para proteger os ratings AAA dos grandes bancos internacionais e MDBs. 
Deveria haver melhores soluções para financiar e pagar investimento em infraestrutura e serviços públicos em países com deficits externos, países emergentes e não só. 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista e Especialista em PPP 

VER "Pacote prevê dolarização de contratos para agilizar concessões e PPPs
Estadão  05/10/2019]
 https://www.gazetadopovo.com.br/republica/concessao-dolarizacao-estudo-ppps-novo-pacote/


A Câmara Federal e o governo preparam um pacote para simplificar e dar mais garantias nos contratos de concessões e parcerias público-privadas (PPPs), com o objetivo de destravar investimentos em infraestrutura no país. Entre as medidas em estudo estão incluir permissão para que contratos de concessão cobrem tarifa em dólar, desde que o cliente também tenha receita em moeda estrangeira.

Relator do pacote na Câmara, o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) quer apresentar seu relatório até o fim de outubro, prevendo um novo marco regulatório para PPPs, concessões e fundos de investimento. O deputado tem mantido conversas sobre o projeto com integrantes da equipe econômica do governo, que deve encaminhar sugestões oficialmente ao Congresso nos próximos dias.

Uma delas propõe a possibilidade da "dolarização" dos contratos de concessão. A medida altera um decreto-lei de 1969 que veda a existência de contratos com pagamento em moeda estrangeira e prevê algumas exceções. Entre elas, o contrato entre concessionária em infraestrutura com exportadores. Uma concessionária que tem receita em real poderia contrair uma dívida em dólar e se proteger da variação ao fechar contrato em dólar com empresa que recebe na moeda estrangeira. Um exemplo é a operadora de ferrovia fechar contrato em dólar com uma exportadora.

Uma das alternativas em análise pelo relator é a criação de um fundo garantidor para suportar o hedge cambial, forma de proteção contra a variação da moeda. O fundo poderia ser lastreado com recursos das concessões.

Prazo
A ideia é também retirar o prazo máximo dos contratos de PPPs, que hoje é de 35 anos. Para o deputado, muitos projetos precisam de uma perspectiva de investimento mais duradoura para terem viabilidade. "Tem investimento em que não se pensa nesse prazo. É mais do que ampliar, queremos que não se tenha um limite de prazo", observou. Está em análise também se, o tempo mínimo, de cinco anos, seria mantido.

Um modelo de concessão simplificada também deve constar do relatório do deputado. O formato seria usado para projetos de menor porte e complexidade. Para integrantes do Ministério da Economia, o padrão poderia ser aplicado, por exemplo, para serviços de mobilidade urbana.

A ideia é encurtar o "ritual" pelo qual passa uma concessão de menor estrutura. Em sentido similar, o deputado Arnaldo Jardim ainda quer ampliar o uso do modelo de autorização, pelo qual o poder público permite à iniciativa privada a exploração de uma atividade fora do regime tradicional de concessão ou PPP.

O relator estuda ainda impedir que as concessionárias de serviços públicos entrem com pedido de recuperação judicial. "Nós achamos que recuperação judicial não combina com concessões", disse o deputado. Dessa forma, a ideia é que a lei de falência e recuperação judicial não seja aplicada às concessionárias, assim como não pode ser usada por empresas públicas e sociedades de economia mista, por exemplo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo."
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/concessao-dolarizacao-estudo-ppps-novo-pacote/
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sexta-feira, setembro 20, 2019

Caveat Creditor 4 - Devedores e contribuintes pagam por credores irresponsáveis

Quem deve, treme
Caveat creditor ?
Não, na Europa os credores tremem pouco, raras vezes são obrigados a perdoar parte excessiva dos créditos que concederam. Portugal orgulha-se (?) a reembolsar tudo o que pode ... e o que não pode. Os credores (abusivos) geralmente passam a sua parte da perda aos contribuintes (coitados). Vai a Ministro quem aperta os contribuintes para salvar os erros dos credores e dos seus acionionistas. Ver o artigo no meu blog PPP Lusofonia, 21-fevereiro-2012 "It takes three to generate moral hazard": credores, devedores E contribuintes.  
Ver Creditor moral hazard  21-fevereiro-2012   https://ppplusofonia.blogspot.com/2012/02/it-takes-three-to-generate-moral-hazard.html 

Os credores, na mó de cima, conseguem quase sempre manter a sua narrativa de negação, pelo menos no curto prazo.  Para o credor como  "pai incógnito", a divida excessiva é sempre um problema apenas para a devedora "mãe solteira".  O credor "não esteve nem lá", estava em Londres, em Frankfurt, em Amsterdam ou em Shangai nesse dia quando crédito excessivo foi concebido, não concedido. 

Denial- Mostly on the part of the creditors, who refuse to take responsibility for their part in the credit bubble, and prefer to believe that it's all the borrowers' fault. Credit by immaculate conception, fatherless,  one might say. (Dívida de pai incógnito, we would say in Portuguese).

But the foolish creditors can be SWIFTly traced.  
After all, it was the German banks that reached leverage of 49X....


Ver: Creditor denial of responsibility  sábado, abril 07, 2012  Stages of Grief in the Eurozone, Debt workout 101 - part 8 

Eventualmente, haverá analista que apontam o dedo para os credores:  Creditor moral hazard during EMU debt crisis http://www2.aueb.gr/conferences/Crete2014/papers/Bratis.pdf

Credito sonhos dá pesadelos 
Mas os bancos "salvos" pelos contribuintes rapidamente voltam a  a criar mais uma bolha de crédito ao consumo, para financiar "Casamentos (leia-se Boda) de Sonho, Viagens de Sonho, foram os mesmos bancos que criaram os nossos pesadelos.




Novo credito sonhos dará velhos pesadelos
E quanto maior o SONHO do crédito ao consumo, consumista e improdutivo,  maior voltará a ser o PESADELO para os devedores e para os contribuintes.

´São estas tendências que se podem antever já nas importações "fiadas", e na degradação das contas do comércio externo.  Ver http://ppplusofonia.blogspot.com/2019/09/pt-contas-externas-invertem-tendencia.html

Mariana Abrantes de Sousa, Economista





PT Contas externas invertem tendencia para o negativo


Portugal 2019
CAB turns back to RED
A tendência negativa  do rácio BTC/PIB (CAB/GDP) é bem visível, o que deve ser motivo  de alerta e não de auto-elogios.  Quem ignora as más tendências, em vez de as combater, não tem desculpa.

Na minha experiência, este é indicador macroeconómico mais importante de todos:  não é a inflação, nem o crescimento, e muito menos o deficit orçamental.

O rácio da Conta Corrente da Balança de Pagamentos para o PIB é como um raio-X da economia, porque são os deficits externos que acumulam no endividamento externo, na Divida Externa Bruta.

E estamos fartos de saber que ...Quem Deve Treme.  
O excesso de divida externa dá azo a crises financeiras e desemprego de dois dígitos, quase de 10 em 10 anos, como temos visto.

Os títulos dos jornais referem que  "Saldo externo continua a deteriorar-se",  165% pior até julho 2019, comparado com o ano anterior.  Espera-se que final do ano venha a ser positivo com um bom fim de ano de exportações e de turismo.

Fontes:  TradingEconomics, https://www.jornaldenegocios.pt/economia/conjuntura/detalhe/saldo-externo-continua-a-deteriorar-se-defice-aumenta-165-ate-julho

sexta-feira, setembro 13, 2019

Os Grandes Erros de Salazar - em museu

(In English below)
A propósito do "Museu Salazar" e a Rota das Figuras Históricas proposta pelo CEIS20: 
Certo, a história não se enterra, estuda-se.
Compete analisar bem o Estado Novo e compreender porquê uma governação tão repressiva com tantos custos durou tanto tempo.
Sobretudo devemos identificar e compreender "os erros de Salazar" e as graves consequências para as suas vitima diretas, para Portugal e para a Lusofonia em geral.
Seria de selecionar uma lista dos Grandes Erros de Salazar e dos governos salazaristas:
- Não perdoar a "desobediência" de Aristides de Sousa Mendes, nem depois de 1945 quando o perigo Nazi ficou definitivamente afastado
- Não permitir que os judeus refugiados de 1940 se instalassem em Portugal e contribuíssem para o nosso desenvolvimento
- Não facilitar investimento como o do Plano Marshall no pós-guerra
- Não preparar a descolonização das "províncias ultramarinas", nem lá, nem cá
- Não limitar as despesas militares que absorviam mais de metade do Orçamento do Estado
- Não aumentar nem providenciar a escolaridade obrigatória para além da 4ª classe
- Não investir na educação e alfabetização, nem em Portugal nem nas colónias
- Não permitir e emigração ordenada
- Não promover a igualdade de oportunidades e o mérito na administração pública, no sector público, no acesso a serviços públicos e na aplicação de subsídios e outras benesses
- Não promover o desenvolvimento socioeconómico equitativo e sustentável, nem em Portugal, nem nas colónias
... ... ...
Se avaliarmos melhor o custo-beneficio e o impacto desastroso das politicas salazaristas, incluindo as mais retrógradas, vamos certamente limitar o saudosismo, até dos mais beneficiados por Salazar. 
Mariana Abrantes de Sousa
Economista 
Yes, history is to be studied, not buried.
It is up to us to analyze the Estado Novo well and to understand why such a repressive regime with so many costs lasted so long in Portugal.
Above all, we must identify and understand "the errors of Salazar" and the serious consequences for their direct victims, for Portugal and for Lusofonia in general.
Here is a preliminary list of Salazar's Great Mistakes (feel free to add...):
- Failure to forgive the "disobedience" of Aristides de Sousa Mendes, not even after 1945 when the Nazi danger was definitively removed.
- Failure to allow the refugee Jews of 1940 to settle in Portugal and to contribute to our development
- Failure to facilitate investment in the postwar with the Marshall Plan
- Failure to prepare the decolonization of the "overseas provinces", neither there nor here.
- Failure to limit military spending that absorbed more than half of the Goverment budget
- Failure to raise or to provide compulsory education beyond 4th grade
- Failure to invest in education and literacy, neither in Portugal nor in the colonies.
- Failure to allow and orderly emigration
- Failure to promote equal opportunities and merit in public administration, in the public sector, in access to public services and in the application of subsidies and other benefits.
- Failure promote equitable and sustainable socio-economic development, either in Portugal or in the colonies.
... ... ...
If we really evaluate the cost-effectiveness and disastrous impact of Salazar's policies, including the most backward ones, we will certainly limit nostalgia, even among those who benefited by most from Salazar.
-
PUBLICO.PT
Obviamente que quem lida com a história com rigor e objectividade, utilizando os documentos (de toda a espécie), jamais seria capaz de criar um museu…

sábado, agosto 03, 2019

Alterações Climáticas nas entrelinhas

O título do artigo é sobre políticos, mas a história verdadeira subjacente é sobre o impacto desastroso das Alterações Climáticas. Nem é necessário ler nas entrelinhas ...
"Desde os anos 1960, o Lago Chade, do qual dependem agricultores e pescadores, encolheu para metade ... A vida é muito mais difícil agora. Fora da capital, muitas pessoas estão com grandes dificuldades e há um sério descontentamento ..."
Vejam a imagem brilhante do Lago Chade tirada do espaço pelos astronautas do Apollo 7 em 1968. 

Infelizmente, vai piorar... para todos 
The title of the article in the Economist is about politicians, but the real story is about the disastrous impact of Climate Change.  You don't even need to read between the lines...
"Since the 1960s Lake Chad, on which farmers and fisherfolk depend, has shrunk by half...Life is much harder now. Outside the capital, lots of people are struggling and there is serious discontent..." 
Sadly, it will get worse 

sexta-feira, agosto 02, 2019

ORIENTE-SE, Empregabilidade aos 50

Jovens vão trabalhar até aos 70, e os seus pais também 
https://www.dinheirovivo.pt/economia/trabalhar-ate-aos-70-para-a-reforma/ 

Os programas de Empregabilidade concentram-se a ajudar os jovens de 19  anos a entrar no mercado de trabalho. Mas pouco se faz para a ajudar os pais desses filhos únicos a fazerem uma boa transição profissional quando ficam desempregados aos 49 anos. 

Em Portugal, os trabalhadores de 50+ anos mais privilegiados têm o ensino secundário completo e recebem uma razoável indemnização quando a empresa fecha ou faz um despedimento colectivo.  Muitos outros desempregados de longa duração têm baixos níveis de escolaridade, têm menos mobilidade geográfica, menos capacidades digitais, menos capital humano e económico em geral, poder ficar deslocados social e economicamente. 
Resultado de imagem para trabalhar até aos 70
Alguns acabam mesmo por gastar as poupanças que tinham acumulado para a terceira idade antecipadamente, para fazer face aos compromissos financeiros e manter os níveis de consumo durante o período de desemprego. 

Esses trabalhadores com mais de 50 anos têm que se reciclar profissionalmente para trabalhar mais 15-20 anos até aos 70, frequentemente em novas atividades e novos locais.  Se tiverem menos bases escolares e menos formação profissional, também vão ter mais dificuldade a aprender novas metodologias e novos regimes de trabalho independente, mais precário e menos remunerado. Como diz o artigo abaixo, os mais velhos podem continuar a aprender bem desde que os novos conhecimentos se encaixam naquilo que já sabem. 

A reforma antecipada nem sempre é viável, e por vezes representa uma falsa solução, enganadora e insustentável quer a nível individual quer a nível colectivo. 

Considerando a baixa natalidade e a redução do desemprego, os trabalhadores com mais de 50 anos  não podem ser dispensados nem ficar encostados permanentemente.  Mas necessitam ajuda, são poucos os que conseguem dar a volta por cima sozinhos. 

É importante ajudar os trabalhadores mais velhos a fazer a travessia e reciclagem profissional para que se mantenham  ativos, produtivos e bem remunerados. 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista 

Continuing learning https://jobs.economist.com/article/https-www-economist-com-news-special-report-21714174-people-age-brain-changes-both-good-ways-and-bad-how-older-employees-


6 REGRAS PARA ENCONTRAR EMPREGO DEPOIS DOS 50
1. SIMPLIFIQUE O SEU CURRÍCULO CV, FOCANDO O QUE MAIS INTERESSA NO MERCADO ATUAL
2. VOLTE A ESTUDAR A PROCURA DO MERCADO DE TRABALHO PREPARE-SE PARA SE APRESENTAR 
3. REFRESQUE OS SEUS MÉTODOS DE PROCURA DE EMPREGO, MANTENHA OS SEUS MELHORES CONTATOS PROFISSIONAIS COM ANTIGOS CLIENTES E COLEGAS
4. REALCE A SUA EXPERIÊNCIA COM DIFERENTES GERAÇÕES, E CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO
5. PROCURE CURSOS E ATUALIZE AS SUAS COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS
6. DESTAQUE A SUA EXPERIÊNCIA DANDO EXEMPLOS PRÁTICOS, RELEVANTES ÀS TENDENCIAS ATUAIS DA PROCURA MERCADO DE TRABALHO

quarta-feira, julho 24, 2019

A mão invisível é ...a da mulher

Faz agora 260 anos, em 1759, que o economista Adam Smith reparou no efeito colectivo das decisões de agentes económicos individuais e apelidou o fenómeno de "Mão Invisível".

Eis um exemplo simples: os consumidores preferem o produto de melhor qualidade, acabando de se afastar dos produtores mais fracos, que pode acabar na falência, cedendo lugar a produtores mais eficientes que podem oferecer melhor relação qualidade preço.

Resultado de imagem para "Jornal de negócios"Os consumidores ? Provavelmente as mãos invisíveis são as mãos de consumidoras femininas, já que as mulheres fazem 70-80% das compras das famílias.

Já o Jornal de Negócios parece que ainda não reparou na importância das mulheres na economia. Todos os seis comentadores da coluna "A Mão Invisível" são homens!

Que fazer perante esta desatenção ? Votar com o porta-moedas!
... go shopping, and show'em who's in charge of the wallets !

Mariana Abrantes de Sousa
Economista

Isenção de IMI demonstra desvario de politica fiscal portuguesa

Resultado de imagem para evora dianaEnquanto juntamos os tostões para pagar IRS, IUC, Imposto do Selo, IMI e IMT num pequeno terreno recentemente adquirido, que não questiona porque carga de água estão isentos de IMI os proprietários nos centros históricos classificados pela UNESCO: Porto, Guimarães, Évora, Sintra, Angra do Heroísmo, Óbidos e Elvas.

Em termos económicos, o IMI o Imposto Municipal sobre Imóveis tem a característica de uma "taxa" que remunera a prestação de serviços municipais como as manutenção e limpeza das ruas e passeio, a segurança, a própria administração autárquica.  

Assim, os proprietários das aldeias acabam por subsidiar os serviços municipais nos centros históricos classificados pela UNESCO, uma entidade que a maioria desses contribuintes desconhecem.  

Mais, a isenção de IMI nem sequer garante que o valor dos impostos não cobrados sejam canalizados para a recuperação dos edifícios históricos. 

Defender o património sim, mas com mais inteligência:  
  • Que todos os proprietários paguem o IMI já que todos beneficiam dos serviços municipais gerais. 
  • Que seja abolido o IMT, o Imposto Municipal de Transações, a antiga a Sisa para facilitar a compra-venda e melhorar a eficiência do mercado imobiliário. 
  • Que os proprietários justifiquem os benefícios fiscais que receberiam, em sede de IRS ou IRC se necessário, em termos de investimento efectivo na recuperação e requalificação dos edifícios antigos e históricos. 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista