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domingo, novembro 10, 2013

de Grauwe ...e a unsustentável carga da dívida ... hear, hear

Teria gostado de o ouvir ...

Cavaco "está a fechar os olhos à realidade" sobre a dívida

Paul de Grauwe acredita que Portugal não deverá fugir à reestruturação da dívida e "masoquismo" é punir-se com mais austeridade. Para o economista belga foi criado o "mito" da necessidade de reformas estruturais.
Lusa      8:58 Domingo, 10 de Novembro de 2013
Paul de Grauwe defende um lóbi do Sul para mudar as políticas europeiasBloomberg via Getty Images 
Paul de Grauwe defende um lóbi do Sul para mudar as políticas europeias
O economista Paul de Grauwe considera que Portugal não deverá conseguir fugir a uma reestruturação da dívida e que não é masoquismo os portugueses discutirem este tema, mas continuarem a punir-se a si mesmos com mais austeridade.
"Portugal tem tanta austeridade que a dívida se tornou insustentável, algo tem de ser feito. Não acho que consiga sair do problema hoje sem uma reestruturação da dívida", disse em entrevista à Lusa o economista belga e professor na London School of  Economics, que considerou que o Presidente da República, Cavaco Silva, está a "fechar os olhos à realidade" quando considerou que é "masoquismo" dizer que a dívida portuguesa não é sustentável.
"Claro que se deve falar disso. Estão a transferir receitas para os estrangeiros, que sentido faz isso?", questionou o economista, para quem é "quase masoquista" os portugueses "punirem-se a si mesmos".
Na sua opinião, "é difícil entender como pode o Governo magoar a população e sentir-se orgulhoso disso".

"Um novo programa de austeridade vai empurrar Portugal para a insolvência"


Em Lisboa para participar na conferência que assinala os 25 anos do INDEG, a escola de negócios do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, o economista lembrou que há uns anos Portugal era um país solvente. No entanto, as políticas de austeridade  levaram à recessão económica e aumentaram de tal forma o endividamento que agora corre o risco de não conseguir pagar a sua dívida.
"Um novo programa de austeridade vai empurrar Portugal para a insolvência", antecipou, considerando-a "inevitável" quando o país "foi posto numa austeridade tão intensa que se tornou contraprodutiva" para a economia.
 "Dizem aos portugueses que têm de fazer mais sacrifícios. Para quê? Para pagar a dívida aos países ricos do Norte [da Europa]. Isto será explosivo, os portugueses não vão aceitar isso indefinidamente", antecipou.
Paul de Grauwe defende que numa eventual reestruturação da dívida sejam envolvidos não só os credores privados, mas também 
oficiais, caso do Banco Central Europeu (BCE).
A dívida pública de Portugal chegou aos 131,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no final de junho, segundo o Banco de Portugal. O Governo previa que, este ano, a dívida das administrações públicas atingisse 122,3% do PIB, mas entretanto reviu em alta esse  valor para 127,8%. Em junho de 2011, pouco depois de Portugal ter recorrido à ajuda externa, a dívida era de 106,9% do PIB, ainda assim bem acima dos 71,7% do final de 2008.

Problema está do lado da procura


A necessidade de reformas estruturais em Portugal é um "mito", disse Paul de Grauwe, para quem essa solução ignora que é a falta de procura que provoca a recessão da economia.
"Foi criado o novo mito de que temos fazer reformas estruturais. O problema hoje não está do lado da oferta da economia e as reformas estruturais lidam com isso. Claro que temos de ser mais eficientes, mas o problema é que mandamos abaixo a procura e em resultado a economia não cresce. Temos de alterar isso", defendeu.
Para o economista, o que se passa é que os líderes que definem as políticas económicas "foram educados  nos anos 70, 
em que o problema era do lado da oferta da economia", e não perceberam que a crise económica que a Europa atravessa é de uma dimensão diferente.
"Vocês [em Portugal] fizeram reformas estruturais, flexibilizaram, reformaram o mercado trabalho e não resultou. Porque o problema está do lado da procura", explicou o académico.
Paul de Grauwe entende que Portugal cometeu o "erro" de ser o melhor aluno da troika, quando a economia estaria melhor se assim não fosse, e defende um lóbi do Sul da Europa para mudar políticas europeias.
"O governo português fez o grande erro de tentar ser o melhor da turma no concurso de beleza da austeridade. Não havia razão para Portugal fazer isso, podia não ser o melhor da turma, podia ser mesmo o pior e isso seria melhor para economia", frisou.

Países do sul deviam unir-se 


Portugal tinha de levar a cabo medidas para reduzir a despesa, mas ao longo de mais anos, de modo a suavizar o impacto económico.
Até economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou, já perceberam que não é possível "fazer a austeridade toda ao mesmo tempo", enquanto na Europa os líderes continuam imutáveis.
"Portugal e outros países do Sul da Europa deviam unir-se e dizer que a maneira como os tratam não é aceitável. Quando Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha levam a cabo medidas de austeridade, os outros países do Norte da Europa deviam fazer o inverso e estimular a economia. Vocês têm influência na Comissão Europeia, mas não a usam", disse Paul de Grauwe.
Para o economista, se os países com contas públicas mais fortes fomentassem a expansão, isso contrariaria a contração orçamental dos países da periferia, equilibrando a economia europeia.
"A Zona Euro tornou-se um sistema em que a nações creditícias mandam. Mas a responsabilidade da crise não é só dos devedores
mas também dos credores. Por isso, a Comissão Europeia devia intervir no interesse dos credores e também dos devedores", considerou ainda.

Limite ao défice na Constituição "sem sentido"


Sobre se deve ser colocado um limite ao défice e endividamento da Constituição portuguesa, Paul de Grauwe rejeitou de imediato, considerando que "não faz qualquer sentido", já que haverá sempre períodos em que os países têm de aumentar o seu  endividamento para acomodar as crises cíclicas e proteger os cidadãos.
"O capitalismo é um sistema fantástico, mas muito instável, que produz altos e baixos, períodos de otimismo e pessimismo, e nos baixos o Governo tem de juntar as peças e os défices necessariamente aumentam. Precisamos de Governos que protejam os  cidadãos, que os ajudem [quando estão mal]. Se não o fizerem, a legitimidade dos Governos fica em causa", explicou.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cavaco-esta-a-fechar-os-olhos-a-realidade-sobre-a-divida=f840289#ixzz2kFWtK85m

sábado, novembro 09, 2013

Draghi, deflation, dichotomy in the Eurozone

The Eurozone financial crisis is now 5th, or 6th year, depending on who's counting.
But remmember that "+2-2=0", "+12-12=0", and  "+20-20=0" so an overall "equilibrium" can hide a lot of pain and a lot of gain

But equilbria are not all alike, especially in a Single Currency Zone given the absence of the necessary adjustment mechanisms.    If a "+2-2=0" situation can be seen as routine, a  "+20-20=0"  situation is  a unmitigated disaster and sign of severe regulatory and market failure as rebalancing adjustments are pushed too far into the future.

So the the ECB's determination to overcome financial grid-lock in Europe is commendable, but not necessarily effective , because it does not necessarily promote the painful but necessary adjustments among both creditors and borrowers.

The ECB has been "doing all that is necessary" by 
(a) making funds available to net borrowers so they can repay their creditors  and 
(b) keeping short term Euribor interest rates low and now lower, with the cut from 0.5% to 0,25%.


Failing to put itself in the shoes of the net borrowers, the  ECB also sees deflation as a potentially good thing. Yes, if your incomes are steady or growing,  with lower prices "you can buy more stuff", but this  just shows  lack of appreciation for the divergence or dichotomy of fortunes within the Eurozon,  which is worrying in an European institution.  Price deflation can be a good thing, unless the "price" that is being deflated is your salary.  Lower short term interest rates provide some debt relief  for variable rate borrowers (such as housing mortages in some countries), but not for Goverments who generally issue fixed rate bonds.

And the ECB emergency funding, such as the 3-year LTRO launched in 2011,  has not protected banks in net borrowing countries from the ravages of asset impairments and loan losses as local borrowers weaken further and further in real terms. Greek banks continue to rely on the ECB to fund 18% of their assets, Portuguese banks 10% and Italian banks 6%.  The interest rate cuts may help to soften the blow of the stress tests scheduled for 2014, but just a very little bit. 


The recycling of funds from the ECB to the local banks  to international creditors, including the EIB, can be seen in the following example.  The EIB financed up to 50% of one (or several) toll road concession 10-15 years ago. Being very risk averse,  it provided only the funding and it required a payment guarantee, on first demand, covering principal, interest and eventual penalties, from a bank syndicate including local banks. A decade later, the economic disaster shrunk traffic to 30-50% of the original traffic projections, making a mockery of the original traffic due diligence, including that of the EIB.  Because the EIB did appraise the traffic studies thoroughly, even though it was protected from the traffic risk by bank guarantees from top rated banks.   

But local banks have been on the front lines of the econmic crisis.  As their bank credit ratings collapsed,  the EIB called on the local bank guarantors to cash collateralize the payment guarantees,  for those PPP projects which the EIB analysed thoroughly.   Having lost access to the interbank funding market, Portuguese banks had to draw funding from the ECB (in Frankfurt) to place on deposit with the EIB (in Luxembourg), and thus to protect the EIB's  AAA credit rating.  

This "passing the euro" of loan losses keeps everyone very busy but it is less than "kicking the can down the road", it is kicking the debtors when they are down.  The dichotomy or divergence of fortunes within the Eurozone continues to increase, and so do the risks. 

Counting the crisis years from the perspective of  Greece, Portugal and the other net borrowing countries:   The Greek  economy has shrunk 40%, unemployment may be "easing" to 27% but the hidden misery has certainly not hit bottom.  Internal deflation is said to make the over-indebted  Greece economy more competitive (sic), the sort of mistaken economic analysis that has brought us to the persistent crisis, as some analysts point out.  If you can reduce your costs you can compete better, yes, but if you are over-indebted reducing your income will increase your real debt burden. Unless your creditors take some of the loss through debt forgiveness or very low interest rates and long repayment periods, as in the Debt Jubilees of biblical times.

Putting an end to the debt spiral is impossible if the creditors are protected from suffering losses from their bad credit decisions.  

Germany Current Account to GDPCounting the crisis years from the perspective of Germany and other net creditor countries:  Germany's export machine continues to produce record surpluses, in general, but also in the Eurozone. We can't fault the German for their selling prowess, unless they push exports on unsustainable credit or even  bribe the buyer.  But we can say that high and rising trade surpluses are unsustainable and are moving in the wrong direction.  And there will be hell to pay sooner or later,   probably by the borrowers and the weaker trading partners. Or is there no limit to sustainable divergence

A dangerous case of when good news is bad news. 
Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia

Debt jubilee http://theconversation.com/the-debt-jubilee-an-old-testament-solution-to-a-modern-financial-crisis-11816
Greek deflation http://www.reuters.com/article/2013/11/08/greece-inflation-idUSEMS1C747020131108
ECB cut highlights Eurozone dichotomy http://www.creditwritedowns.com/2013/11/ecb-rate-cut-highlights-dichotomies-within-euorland-watch-italy.html
Bank asset impairments http://www.reuters.com/article/2013/11/04/millenniumbcp-results-idUSL5N0IP3GM20131104
ECB-LTRO keeps money flowing back to foolish lenders http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304106704579133363168513456
Germany in new trade record http://www.dw.de/german-exports-soar-to-hit-new-trade-surplus-record/a-17213386
Defence procurement http://blog.transparency.org/2012/09/03/dealing-in-the-dark-portugals-sad-case-study-on-defence-procurement/
Divergence http://ppplusofonia.blogspot.com/2011/12/eurozone-crisis-tests-limits-of.html

BEI no financiamento à exportação, finalmente

Enhorabuena!  Parabéns ao Banco Europeu de Investimento, o banco oficial da União Europeia, que dá os primeiros passos no financiamento à exportação dos países devedores, uma lacuna ou "market failure" identificada neste blog desde 2010 e 2011, entre as coisas que não lembravam à Troika.  A Eurozone vai recuperar ou fracassar dependendo do reequilíbrio das contas de transacções correntes dos países membros, especialmente dos mais fracos. 



 Release date: 08 November 2013 Reference: 2013-175-EN
EIB approves EUR 150 million for trade finance in CyprusThe European Investment Bank (EIB) has approved a new financing instrument for Cyprus, which will allow the Bank to provide trade finance support for an amount of up to EUR 150 million.The innovative EIB instrument was announced today in Nicosia in a press conference held by Harris Georgiadis, Minister of Finance,Werner Hoyer EIB President, and Mihai Tanasescu, EIB Vice President responsible for Cyprus, during an official visit to Cyprus.
EIB President Hoyer stated: “By setting up this programme in Cyprus, we have taken an exceptional step to support trade finance in Cyprus. After the positive results of the instrument first implemented in Greece 5 months ago, we rapidly replicated it in Cyprus, to enable international trade by local companies at a time when international banks are retreating. Our presence here today underlines the Bank’s commitment to economic development in Cyprus and our discussions with President Anastasiades aim to strengthen further our cooperation in view of the current economic circumstances. We remain committed to investing in Cyprus, in view of the difficult economic context, and share the Government’s over-arching objective of not only achieving recovery, but also securing long-term economic growth in the country. We are confident that Cyprus can succeed”.
The EIB, which is traditionally involved in providing long-term finance on favourable terms, added this short-term credit support instrument for the first time in Greece in June 2013. The instrument aims   to mitigate transaction and systemic risks of foreign banks interested in developing trade flows with Cyprus and favouring an export-led recovery promoted, in particular, by SMEs and mid-caps. The EIB will provide guarantees to the commercial banks for trade financing, which are expected to support a volume of transactions in the order of EUR 300-450 million per year.
In 2012 signatures comprised EUR 130 million for a new production unit at the Vasilikos Power Plant to enhance electricity supply in Cyprus, EUR 68 million for Limassol Sewerage and EUR 200 million for key infrastructure, while in May 2013 the EIB signed a similar loan of EUR 100 million. The projects financed by the EIB in Cyprus during the last 5 years amount to EUR 1.3 billion. Approximately 80% of this amount went to the strategic areas of energy, environment, transport and SMEs.  Historically, the Bank contributed to the financing of the vast majority of key infrastructure and energy projects in Cyprus such as roads, water and wastewater treatment plants and electricity production.

domingo, outubro 20, 2013

Comportabilide das tarifas de serviços públicos é a principal questão nas PPP das águas


Um artigo interessante no Farol da Nossa Terra assinado por "Zé Beirão", obviamente alguém que sabe fazer contas, levanta a questão da comportabilidade (ou affordability) da conta da água e saneamento para os utilizadores.  
De facto, a subida descontrolada da tarifa da água está por detrás do fracasso de mais que uma concessão de água e saneamento, como é o caso de Barcelos, ou Manila ou Cochabamba. Sendo um bem essencial geralmente pago pelo utilizador, no desenho do contrato o Concedente tem que equilibrar as necessidades de investimento, com o retorno para o concessionário privado, com a comportabilidade das tarifas para o utilizador, com a sustentabilidade orçamental para o contribuinte. 


Não é fácil alcançar e manter este equilibrio a quatro mãos,  não só na fase do concurso mas também  ao longo dos  25 anos de concessão.  Por isso são muitos os casos de PPP de triste memória no sector das águas em vários países.  Sendo um serviço público local, o concedente municipal pode ter bastante mais autonomia do que experiência.  A aprendizagem vai-se fazendo à custa de todos, sobretudo dos contribuintes.   Em alguns países existe uma unidade sectorial de PPP no ministério de administração local, ou num regulador sectorial,  mas nem sempre.  

O Banco Mundial tem critérios para a comportabilidade das tarifas da água, que não devem ultrapassar 3-5% do rendimento familiar mensal.  O regulador do sector, como o ERSAR, tem que mostrar que este critério é aplicado a sério e que tem considerado  não só pelo Concedente mas também pelo concessionário e pelos bancos.  E não vale exigir mais ao contribuinte.  As propostas que dependem de subsídios atrás de subsídios devem ser passadas a pente fino, no concurso e durante a exploração da concessão.

A "esperteza saloia" do concessionário que faz uma proposta agressiva para ganhar o concurso em  "campo" contando que vai conseguir depois regatear e ganhar na "secretaria" das renegociações tem um nome técnico - comportamento estratégico. É uma táctica bastante conhecida, tão estudada como frequente.  Por isso pode e deve ser detectada atempadamente e combatida por quem tem a obrigação de defender o interesse público.

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia

Ver o artigo do Zé Beirão http://www.faroldanossaterra.net/2013/10/18/a-loucura-e-exorbitancia-do-preco-e-das-taxas-da-agua/
Riscos no acomompanhamento de contratos de concessão  http://ppplusofonia.blogspot.com/2011/03/acompanhamento-de-ppps-com-elevado.html
Ver o caso de Barcelos http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/10/tarifa-social-da-agua-proposta-pelo.html
Para conhecer os casos negativos de concessões de água e saneamento, ver Emanuele Lobina and David Hall, "Problems with private water concessions: a review of experience"  June 2003

Problems with private water concessions - Public Services ...

www.psiru.org/reports/2003-06-w-over.doc

sábado, outubro 19, 2013

Beggar thy Self in the Eurozone


Parece que o banco JPMorgan Chase acabou de re-descobrir o efeito nas cotaçõs bolsistas  dos mecanismos  de ajustamento de desequilíbrios externos da balança de pagamentos!  (ver abaixo).   Parece que o estudo da  teoria  de finanças internacionais até pode ser rentabilizado na bolsa!  

Quando eu lá trabalhava como jovem economista, no One Chase Manhattan Plaza, o edifico que venderam agora aos chineses,  eu já aplicava estes conceitos para fazer previsões de desvalorizações cambiais na America Latina.  

Trata-se da estratégia bem conhecida e estudada de "desvalorizações  competitivas", das "beggar thy neighbor " policies dos anos 1930's,  em que se procurava "exportar" os custos do ajustamento bilateral.  

Agora, que não podemos desvalorizar  dentro da Eurozone, estamos reduzidos a politicas de empobrecimento interno, de ajustamentos unilaterais,  das politicas de "beggar thy self" que  continuam a reduzir o nosso rendimento disponível (disposable income) com cortes nos rendimentos e aumentos nos impostos.  

E a bolsa lá vai reagindo conforme previsto, com o indice PSI20 a recuperar para 6000....

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia  

Quote


 simple trading strategy points to rationale for currency wars


Looking for a simple way to outperform the market on your international equity index portfolio? Here is a simple algorithm from JPMorgan (warning: do not try this at home). Select two countries with the worst performing currencies (against USD) over the past 4 months and go long equity indices of those two countries. Now select the two best performing currencies and short the indices of those countries (to the extent that's possible). Repeat the exercise once a month. If you back-test this simple strategy, you get the following excess returns.

Source: JPMorgan

Hard to believe, right?  Obviously there is friction in shorting equities of certain countries and the "actual returns may vary". Nevertheless this is telling us that currencies drive equity returns for many nations.

The explanation seems to be tied to exports. Exporters' shares and firms that support them, such as developers, raw materials firms, banks, etc.  perform better when a nation's currency is weak. The opposite holds true as well - strong currencies make exports more expensive, creating drag on revenue. 
This simple strategy therefore points to the rationale for "currency wars". Want a stronger stock market in the next few months, weaken your currency. You may end up with other problems, such as inflation, but the stock market should do well.

Take India for example. After the rupee took a massive beating this summer (see post), inflation has picked up and the economy has slowed.

Source: Econoday

Yet SENSEX, the broadly watched stock market index, is now at a 3-year high.

Sources: SoberLook.com, Credit Writedowns 
http://soberlook.com/2013/10/this-simple-trading-strategy-points-to.html
http://money.cnn.com/2013/10/18/news/china-jpmorgan-real-estate/

quinta-feira, outubro 10, 2013

Enfoque na dívida pública é o "pecado original" do Euro

Quase 15 anos depois da definição dos "critérios de Maastricht", que  não serviram para evitar o colapso do rating do crédito soberano dos países sobre-endividados poucos anos mais tarde, o  novo CFP Conselho de Finanças Públicas publica um "Apontamento" sobre a dívida pública   http://www.cfp.pt/wp-content/uploads/2013/10/CFP-APT-01-2013-PT2.pdf

cfpO trabalho pode ser útil para rever os conceitos de contabilidade nacional aplicados na União Europeia, segundo as normas ESA95.

Mas, infelizemente  a análise continua  a focar o indicador errado, o da dívida pública,  quando o que importa é o endividamento externo bruto , GED, gross external debt.  Deveriam mesmo reconhecer que as normas  SEC95 fizeram parte do problema do nosso sobre-endividamento soberano e externo, ao promover   a desorçamentação da dívida, que acumulou nas empresas públicas, nas PPP, nos swaps, etc.

Este é um exemplo desastroso de como a a má contabilidade (nacional) pode levar a más decisões económicas, o equivalente a um empresário que esconde as facturas na gaveta em vez de entregar ao contabilista.

O enfoque equivocado dos "critérios Maastricht"  na dívida pública dos países devedores em vez da dívida externa foi possivelmente o maior erro da constituição da Moeda Única, o "pecado original" do Euro. 

Alternativamente, deveríamos ter critérios de sustentabilidade da Eurozone tanto para os países credores como para os países devedores, focando as contas externas e endividamento externo.  Sem as ferramentas de ajustamento como a politica cambial e a política monetária, a União Monetária tornou-se insustentável devido à divergência dos saldos da BTC da balança de transacções correntes entre os países membros da Eurozone.

Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia

sexta-feira, outubro 04, 2013

Workers in the front line of a sovereign debt crisis

A default is a default is a default ...
If a Government is hopelessy overleaveraged and over-indebted, who will it default on 
- its workers, or 
- its pensioners, or 
- its supliers, or
- its future taxpayers, ... but NOT
- its current creditors and bondholders 
Is this what is now called the "moral hazard trade" or rather a case of crashing of the weakest link ?

The effort to cut spending seems to be falling first  and foremost on US Federal civil servants, the workers, whose. 
This suggests that breaking that  "labor contract" is seen as the path of least resistance or least cost for a debt-pressed  Government.  

The same was seen nearly everywhere in the Eurozone debt crisis, with the cuts to wages and pensions as the primary deleveraging mechanism. 

In contrast, in a corporate default, workers are given top priority in repayment. 

Reforma do IRC e Portugal perde dois lugares no 'ranking' da competitividade
A análise de António Gaspar, Mariana Abrantes de Sousa, Mário Caldeira Dias e Rogério Fernandes Ferreira, num programa conduzido por Catarina Tavares Machado. "Conselho Consultivo" de 6 de Setembro de 2013.





quinta-feira, setembro 12, 2013

Ajude as crianças da Siria com a UNICEF ou o ACNUR

Help the children in Syria thorugh UNICEF or UNHCR 

Em 2005 trabalhei algumas semanas em Damasco e noutras cidades na Síria e fiquei impressionada com o bom ambiente naquelas cidades de tradições pluralistas milenares. 

Agora lamento ver tanta destruição de locais históricos e tanto sofrimento de civis, especialmente das crianças indefesas, os inocentes que mais sofrem. 

As crianças da Síria necessitam da nossa atenção e da nossa ajuda urgente  
Mariana Abrantes, PPP Lusofonia 


Como ajudar as crianças da Siria:  

LIGUE 760 501 501   Chamada de valor acrescentado (0,60€ + IVA)

MULTIBANCO Transferências > Ser Solidário >  UNICEF

Transferência ou depósito bancários para a UNICEF 
Millenium BCP - NIB 0033 0000 5013 1901 2290 5 
IBAN             PT50003300005013190122905
BIC SWIFT     BCOMPTPL

ACNUR - UNHCR (United Nations) web to help refugees:
Specific page concerning Syrian refugees (in spanish):
UNICEF:   Um milhão de crianças refugiadas – um marco vergonhoso na crise síria
Ver http://www.unicef.pt/


GENEBRA/NOVA IORQUE, 23 de Agosto de 2013 – Com o conflito sírio já no seu terceiro ano, o número de crianças sírias forçadas a abandonar a sua terra natal como refugiadas chegou neste momento a um milhão.
"Esta milionésima criança refugiada não é apenas mais um número," afirmou o Director Executivo da UNICEF, Anthony Lake. "Trata-se de uma criança com nome e com rosto, que foi arrancada da sua casa, talvez até de uma família, enfrentando horrores difíceis de imaginar."
"É uma vergonha para todos nós," acrescentou A. Lake, "porque ainda que estejamos a trabalhar para minorar o sofrimento daqueles que são afectados por esta crise, a comunidade internacional falhou nas suas responsabilidades para com esta criança. Devíamos parar e perguntarmo-nos como podemos, em plena consciência, continuar a falhar para com as crianças da Síria."
"O que está em risco é nada menos do que a sobrevivência e o bem-estar de uma geração de inocentes," afirmou o Alto-Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), António Guterres. "Os jovens da Síria estão a perder as suas casas, membros das suas famílias e os seus futuros. Mesmo depois de atravessarem uma fronteira em busca de segurança, continuam traumatizados, deprimidos e a precisar de uma razão para terem esperança."
As crianças representam metade do total de refugiados do conflito sírio, segundo as duas agências. Muitas delas foram para o Líbano, a Turquia, o Iraque e o Egipto. Cada vez mais, os sírios estão a fugir para o Norte de África e para a Europa.
Os números mais recentes mostram que mais de 740.000 crianças sírias refugiadas têm menos de 11 anos de idade.
Na Síria, segundo o Gabinete do Alto Comissariado para os Direitos Humanos, cerca de 7.000 crianças foram mortas durante o conflito. O ACNUR e a UNICEF estimam que mais de 2 milhões de crianças estejam deslocadas internamente no interior do país.
A revolta física, o medo, o stress e o trauma vividos por tantas crianças são apenas parte da crise humanitária. Ambas as agências destacam outras ameaças para as crianças refugiadas, como o trabalho infantil, o casamento precoce e o risco de exploração sexual e tráfico. Mais de 3.500 crianças que estão na Jordânia, no Líbano e no Iraque atravessaram a fronteira síria não acompanhadas ou separadas das suas famílias.
A maior operação humanitária de sempre levou o ACNUR e a UNICEF a mobilizarem recursos para apoiar milhões de famílias e crianças afectadas.
Por exemplo, mais de 1,3 milhões de crianças em campos de refugiados e comunidades de acolhimento nos países vizinhos foram vacinadas contra o sarampo no decurso deste ano, com o apoio da UNICEF e dos seus parceiros. Perto de 167.000 crianças refugiadas receberam apoio psicossocial; mais de 118.000 crianças conseguiram continuar a sua educação dentro e fora de escolas formais; e mais de 222.000 pessoas tiveram acesso ao fornecimento de água.
O ACNUR registou todas estas crianças - 1 milhão - dando-lhes uma identidade. A organização ajuda na obtenção de registos de nascimento dos bebés nascidos no exílio, evitando que se tornem apátridas. Por outro lado, o ACNUR assegura alguma forma de abrigo seguro para todas as crianças e famílias refugiadas.
Mas há muito por fazer, afirmam as duas agências. O Plano Regional de Resposta aos Refugiados Sírios, que precisa de 2.259 mil milhões de euros (3 mil milhões USD) para responder às necessidades prementes dos refugiados até Dezembro deste ano, está financiado em apenas 38% desse valor.
Foi feito um apelo no montante de mais de 3.765 mil milhões de euros (5 mil milhões USD) para responder à crise síria, com necessidades urgentes em matéria de cuidados de saúde, educação, e outros serviços para as crianças refugiadas e crianças membros das comunidades de acolhimento. É necessário alocar mais recursos ao desevolvimento de redes sólidas de identificação de crianças em risco e providenciar-lhes apoio, bem como às comunidades de acolhimento.
No entanto, o financiamento é apenas uma parte da resposta precisa para acudir às necessidades das crianças.
E se, por um lado, é necessário intensificar esforços para encontrar uma solução política para a crise na Síria, as partes envolvidas no conflito têm de parar de atingir civis e de recrutar crianças. As crianças e as suas famílias têm de poder sair da Síria em segurança e as fronteiras devem permanecer abertas para que possam ser atravessadas em segurança.
Aqueles que não cumpram estas obrigações à luz da legislação humanitária internacional, devem ser cabalmente responsabilizados pelos seus actos, afirmam as duas agências.
O seu donativo pode ajudar-nos a salvar a vida destas crianças.

sábado, setembro 07, 2013

Retoma económica espreita na Europa

Mariana Abrantes de Sousa e Rogério Fernandes Ferreira analisam a redução dos estímulos à economia pela FED e o impacto na economia europeia. Em debate também a situação da retoma na Europa. Um programa conduzido pela jornalista Catarina Tavares Machado. "Conselho Consultivo" de 23 Agosto de 2013.