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sábado, setembro 12, 2015

Prova dos Factos - Dívida Externa Bruta

Estou a gostar bastante dos   artigos do jornal Público, A Prova dos Factos que nos ajudam a conhecer e a interpretar as estatísticas, uma coisa importante em tempos de decisão. 

Acho curioso ser o Tribunal de Contas a publicar algo sobre a eficácia das medidas do fomento de trabalho. Seria bom que o IEFP publicasse as avaliações de impacto dos estágios que financia.  

Contudo, no artigo sobre a "divida pública", os números são mais complexos e pouco elucidativos. 

Os aumentos de "dívida pública" dependem muitas vezes da mera reclassificação de dívida existente, mas escondida,  no sector público alargado .  Era esta acumulação de encargos extra-orçamentais à vista que   em tempos se chamava o "iceberg do Palácio Penafiel " , quando o orçamento oficial cobria apenas 10% das despesas e compromissos assumidos.
Ver   http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/12/encargos-extra-orcamentais-com-servicos.html 
Portugal Dívida Externa Bruta EUR milhões
http://www.tradingeconomics.com/portugal/external-debt

A dívida que merece mais a minha atenção é a Divida Externa Bruta (Gross External Debt), que consiste das transacções efectivas  que temos que reembolsar aos credores externos.  Nós e os nossos netos. 


Foram esses números do passivo externo de mais de 350 biliões de Euros que me assustaram em 2009, antes da crise rebentar, e que ainda mal começaram a descer. 

Vejam alguns artigos sobre isto "It's the External Debt, st...."  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2015/08/its-gross-external-debt-2.html 



Se há um indicador económico que merece toda a nossa atenção e esforço, é a Dívida Externa Bruta.  

E como fazer descer a Dívida Externa Bruta para aliviar as gerações vindouras? 






É  simples, mas não é fácil. 

Falta exportar mais e importar menos, receber mais turistas, receber mais remessas de emigrantes.

Tudo para manter a BTC Balança de Transacções Correntes no positivo.  





E não deixar criar mais icebergs de encargos públicos ou privados escondidos.   

A dívida vem sempre ao de cima.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia