O sobe-e-desce das tarifas alfandegárias enche os noticiários, ma pouco se fala do números dos desequilibrios do sobe-e-sobe do comércio internacional. Tudo o que sobe-e-sobe tende a descer ou mesmo colapsar.
PPP Lusofonia é um blog de economia e finanças, focado nos serviços públicos e no investimento para o desenvolvimento, e nas PPP. O blog dedica-se a (a) conceitos de economia, finanças e banca (b) às necessidades dos PALOPs e (c)oportunidades de consultoria nos PALOPs, com artigos em português ou inglês. PLEASE USE THE TRANSLATE BUTTON. PPPs, development financing in Lusophone Countries Autora: Mariana ABRANTES de Sousa
Tradutor
sexta-feira, abril 11, 2025
Trade & Tariff Wars - 2025
quarta-feira, fevereiro 19, 2025
Cursos de reciclagem precisam-se!
Que um migrante recém-chegado passe por uma fase de adaptação, temporária, e que trabalhe abaixo das suas qualificações não é de estranhar por quem já emigrou e voltou. Num mercado de trabalho pouco "eficiente" como Portugal, não é fácil o trabalhador certo chegar ao cargo certo.
Mais problemático é haver tantos profissionais subaproveitados, durante tantos anos, com tantos custos pessoais como socioeconómicos.Por exemplo, este ano aumentam as vagas nos cursos para novos professores, com impacto daqui a 5 anos.
Mas haverá algum curso rápido de reciclagem para professores formados há 10 ou 15 anos que têm estado a trabalhar noutros setores, em lojas ou escritórios ou como trabalhadores independentes?
E um diploma, seja nacional ou estrangeiro, não diz tudo sobre as nossas capacidades profissionais.
O meu diploma da Princeton University estava escrito em Latim! Mais um entrave à equivalência!
Mariana Abrantes de Sousa
Economista
segunda-feira, fevereiro 17, 2025
Viseu Dão Lafões - Como valorizar a Agricultura Floresta e Pecuária
Como valorizar o setor regional da Agricultura Floresta e Pecuária
sábado, junho 22, 2024
WSJ on Portugal - Come and stay awhile! Venham mais 5!
Thank you for the WSJ article on tourism in Portugal.
Hope to see you in Portugal this year! Come and stay awhile!
domingo, maio 26, 2024
ExpoDão 2024 apresenta como trabalhar BEM o Pinhal para a Sustentabilidade
Muitos parabéns à CM-Carregal por esta sessão importante na primeira ExpoDão de Maio 2024.
Como trabalhar BEM as matas de pinheiro para a sustenbabilidade económica e ambiental, para tirar rendimento e acrescentar resiliência!
O futuro da floresta do Pinhal Interior é o nosso futuro coletivo e individual. O vento, as abelhas e os fogos não conhecem as estremas dos MINIFUNDIOS florestais.A CCDRC apresenta apoios ao investimento que também ignoram a estrurutura fundiária do terrenos rurais e agrícolas do Centro e Norte de Portugal.
Tratar do investimento em explorações superiores a 750 hectares deixa-nos todos...de FORA.
O custo de oportunidade dos minifundios é COLOSSAL.
A solução tem que ser LOCAL.
Onde estão as campanhas de emparcelamento, município a município?
https://ppplusofonia.blogspot.com/2020/02/agricultura-pt-custo-de-oportunidade-do.html
Eu entrei no curso de economia pela disciplina de Agricultural Economics na Universidade da California de Berkeley. O primeiro "estudo económico" que eu escrevi em 1972 focava o problema do MINIFUNDIO, quando essas propriedas ainda não tinham sido abandonadas.
Será que o problemo dos MINIFUNDIOS sé é visivel à distância?
Mariana Abrantes de Sousa, Economista
Segundo e especialista americano, Portugal tem um dos maiores níveis de risco de incêndio florestal na Europa, e o risco continuará a subir, podendo a área ardida saltar de 500 mil hectares para chegar a 750 mil hectares/ano.
As principais causas do elevado risco de incêndios rurais e florestais em Portugal incluem:
- Mudanças demográficas, urbanização e emigração
- Elevada vulnerabilidade às alterações climáticas
- Mudanças no uso da terra, com cada vez mais terras abandonadas. Cerca 80% das florestas não são geridas porque não são comercialmente viáveis. As despesas de manutenção da floresta são elevadas, o que torna o abandono uma decisão lógica, quer da parte dos proprietários presentes quer dos proprietários ausentes.
- Fragmentação da propriedade dos terrenos, com numerosos minifúndios, o que dificulta e desestimula o investimento em gestão florestal e planeamento para a prevenção de incêndios. Apenas 3% das florestas portuguesas são propriedade do Estado e das Autarquias, comparado com 30% em Espanha e mais de 70% em alguns outros países europeus.
- Elevado número de ignições, 98% das quais são de mão humana, incluindo 16% por reacendimento devido a ineficácia de ações de rescaldo.
- Insuficiente planeamento e execução de planos de prevenção e combate
Convenhamos que não podemos controlar as tendências demográficas nem as alterações climáticas.
Já o rendilhado dos minifúndios é da nossa lavra, é o resultado indesejável de um conjunto de leis e tradições cujas consequências negativas estão à vista.
As pequeninas parcelas, os minifúndios, são insustentáveis em termos em termos económicos, e por isso passam a ser insustentáveis em termos ambientais, contribuindo para riscos ecológicos cada vez maiores.
O fogo distingue espécies de árvores, mas não reconhece estremas nem limites de propriedade.
Está na hora de aceitar essa realidade e promover o emparcelamento para criar fazendas que possam ser geridas para a sustentabilidade.
Só que os custos de transação, o IMT, os registos, o imposto do Selo, os honorários notariais são elevados e não há apoios para isso o emparcelamento.
Vais-se deixando tudo em nome do trisavô...entregue às silvas e às chamas.
Ver to estudo de Beighley em https://www.isa.ulisboa.pt/files/cef/pub/articles/2018-04/2018_Portugal_Wildfire_Management_in_a_New_Era_Engish.pdf
sábado, março 09, 2024
Entrevista sobre o legado de Aristides de Sousa Mendes
Como se convertem os valores de Aristides em ação quando temos cada vez mais refugiados?
-Ajudando os refugiados e apoiando políticas inclusivas em que tratamos os outros como gostaríamos de ser tratados.
sexta-feira, março 08, 2024
Q&A Perguntas e Respostas: Minifúndios abandonados e risco de incêndio rural
Em Fevereiro 2017, eu perguntei às autarquias por notícias locais sobre a campanha governamental de emparcelamento e agregação de parcelas rústicas contíguas para ajudar a resolver o problema dos minifúndios insustentáveis abandonados às silvas.
Outros países já o fizeram há décadas, porque não Portugal
Proposta: Campanha de trocas e compra-venda de terrenos agrícolas (prédios rústicos) entre proprietários contíguos, nas seguintes condições, a confirmar:
Ajudas disponíveis: 1.000€ (mais a confirmar), para comparticipação de €100 em dada uma 10 transacções (€50 para cada uma das duas partes)
Terrenos individuais até 1000 m2
Contratantes: Proprietários CONTÍGUOS, pre-identificados e registrados privilegiando proprietários idosos, acima de 80 anos.
Escrituras preparadas para ser realizadas num único dia, de preferência 28-Outubro-2017
Campanha pública com uma sessão de informação na Associação, para explicar os riscos e benefícios, com fotos de terrenos abandonados.
sábado, março 02, 2024
Alqueva a maior albufeira, um projeto transformativo de investimento de longa gestação E duração
Sendo responsável pelo negócio de Financiamento de Projetos durante os anos 1990's, recordo-me ter o projeto da grande barragem do Alqueva no rio Guadiana na lista dos potenciais "projetos para o próximo ano" desde então. Mas os grandes projetos têm longos períodos de gestação e prepação, com inúmeros estudos técnicos, ambientais e financeiros ao que é essencial acrescentar visão estratégica e vontade política consistente... e financiamento.
Ainda bem que a campanha eleitoral serve para recordar as boas praticas de como os governos que se seguem, quase de ano a ano, devem gerir projectos do investimento público de tão longo prazo.
Pena é haver tantos outros projetos importantes que que passam de estudo em estudo mas que não saiem da gaveta.Aproveitemos para visitar o Alentejo e apreciar as amendoeiras em flor!
Ver o Poligrafo: https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/nuno-melo-alianca-democratica-concretizou-antecipacao-da-construcao-do-alqueva-em-10-anos
"De facto, os primeiros esforços no sentido de potenciar uma aceleração do projeto remontam a 2004, sob a égide de um Governo PSD/CDS-PP. Na altura, segundo noticiado pelo jornal “Expresso”, deu-se a inauguração e entrada em funcionamento, pelo então Primeiro-Ministro, Durão Barroso, da Central Hidroelétrica do Alqueva.
Em causa declarações proferidas no decurso da cerimónia de assinatura de contratos de adjudicação de seis empreitadas do projeto para construção de infraestruturas de distribuição de água para servir 20.285 hectares de terras no Baixo Alentejo, num investimento superior a 132 milhões de euros. Algo que Nuno Melo fez questão de recordar ao Polígrafo: “este Governo lançou concursos, empreitadas, e conseguiu financiamentos, concluindo o projeto para a campanha de rega de 2016”.
De facto, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) viria a concluir a construção de todas as infraestruturas para regar os 120 mil hectares da primeira fase do projeto em 2016, nove anos antes da data inicialmente prevista, 2025 – e numa altura em que o socialista António Costa era já Primeiro-Ministro, embora apenas há poucos meses. Mas, como disse Melo ao Polígrafo, foi o Governo de Passos Coelho que “lançou a última empreitada para concluir os 120 mil hectares em 2014 e tudo ficou concluído em 2016, num esforço de antecipação enorme”."
terça-feira, janeiro 23, 2024
Em 2024, Governo continua a adiar soluções para a agricultura e a propriedade rural
Para quando a solução dos minifúndios agrícolas e florestais, dos mini-terrenos, em Portugal?
Outros países Europeus já fizeram o emparcelamento há décadas, já modernizaram a agricultura, porque não Portugal? Porque em Portugal, os Governos continuam a adiar e os proprietários continuam paralisados pela nostalgia do antigamente.
Os Ministérios da Agricultura e da Justiça não prestam um bom Serviço Público. Só o Ministério das Finanças se interessa em tributar. O BUPI é uma miragem, a registar o nome e NIF(!) do proprietário atual de mini-terrenos agrícolas e florestais onde não daria para estacionar um camião TIR.
O Grupo de Trabalho para Propriedade Rual lamenta atrasos na legislação e implementação da reforma para resolver o fim dos minifúndios que tanto prejudicam a produtividade e sustentabilidade da agricultura em Portugal, levando ao abandono e ao aumento dos riscos de incêndio florestal.
"Sem que as medidas (propostas pelos especialistas) assumam a forma de lei, não só não se promove o emparcelamento e o ganho de escala que é defendido pelo GTPR, como continuará o processo de fragmentação da propriedade rural através das heranças.
Ver o artigo completo no Publico
segunda-feira, novembro 13, 2023
Crise de Desemprego Jovem, de Risco a Oportunidade
Diz-se que Crise consiste tanto de Risco como e Oportunidade.
O mercado de trabalho quase sempre funciona a 2 tempos: Leva 10+anos a treinar um contabilista, um eletricista, um professor, um enfermeiro, enquanto os jovens precisam de um "emprego bom, bom, BOM, já, já, JÁ!"
Desemprego jovem elevado representa uma Oportunidade de produtividade perdida e um grande Risco para as famílias e a coesão social e estabilidade politica. O problema específico de "educated unemployed" é antigo e só se vai resolvendo quando os recém diplomados vão criando as suas próprias Oportunidades. Difícil mas não impossível.
Deixar os jovens "parados" é que é o Risco maior. Já dizia a D. Umbelina, minha professora da 2ª classe:
"A ociosidade é a mãe de todos os vícios"
"A Ociosidade é a mãe de todos os VÍCIOS!..."
"A high school diploma in South Africa was once a ticket to a decent job. But a shortage of employment and a booming youth population has left some looking for work for months or even years, and 61 percent (!) of people ages 15 to 24 are unemployed, according to Statistics South Africa."
VER BossAC em https://www.youtube.com/watch?v=wqlurzmr5nU
domingo, junho 04, 2023
Banco que é BANCO não vende Certificados de Aforro!
Com quase 30 anos de experiência bancária em vários países, eu prefiro um banco que se dedica à Intermediação Financeira tradicional, que remunera bem os Depósitos, que seleciona ainda melhor os pedidos de Crédito e que ganha boas Margens de intermediação financeira tradicional entre os Depósitos e os Empréstimos a clientes do setor privado.
Este Banco Comercial "plain vanilla" é cada vez mais difícil de encontrar. Os bancos preferem ganhar comissões de venda de "produtos" de terceiros, sejam fundos, EFTs brilhantes ou relógios.
Não acredito que os Certificados de Aforro tão populares necessitem de mais uma rede de vendas, quando podem ser subscritos online.
A Intermediação Financeira mais comercial, sem responsabilidade, é feita agora por um grande variedade de fundos e fundinhos, registados mas não supervisionados pelo Banco Central.
Estamos no caminho da crescente confusão e desresponsabilização.
Podemos bem antecipar os próximos capítulos,...de crise financeira e bailouts pelos contribuintes.
Mariana Abrantes de Sousa
Economista
IGCP paga CTT 0,585% das subscrições até determinado valor, a partir do qual pagamos 0,26% pela subscrição", disse então Miguel Martin quando questionado sobre o custo, referindo o interesse em alargar a rede de distribuidores, de forma a contornar também, o que disse ser, o desinteresse da banca.
Banco que é BANCO não vive do dinheiro parqueado no Banco Central!
Banco que é BANCO não vende relógios!
http://ppplusofonia.blogspot.com/2017/11/banco-que-e-banco-nao-vende-relogios.html
quarta-feira, maio 24, 2023
Public Service Concessions and PPPs come home to roost
They call it Renationalization. when a Government takes back the contract for public infrastructure pr public services from the private provider, but the more appropriate concept is Reversion back to the Public Sector, who always retains ultimate responsibility for public service provision.
After all, that's why it's called Public Infrastructure and Public Services.
Since the Public Sector is ultimately responsible for roads, passenger transportation and utilities, the proper word to use is Reversion, not Renationalization. Most PPP and concession
contracts have clauses providing for this.
quinta-feira, maio 18, 2023
Triste Argentina Dejá Vu
No inicio dos anos 1980's trabalhei muito com a Argentina. Buenos Aires é uma cidade fabulosa e os Argentinos charmosos.
Até dia 1 de Abril 1982. A Argentina tinha invadido as ilhas Malvinas, Falklands por outro nome.
Parecia mentira!Foi então que eu compreendi a triste sina da Argentina, uma instabilidade economica e politica crónica que se reflete no elevado consumo de ansiolíticos.
A que ano, ou que década, se refere esta notícia ?
“Argentina has mostly been implementing a set of unorthodox policy tools over the past few decades that not only didn’t tackle inflation but worsened it,” J. P. S. writes. Now that annual inflation has reached a staggering 108.8%, J. M. a libertarian candidate for president, is pitching a radical plan to ditch the peso and replace it with the US dollar. But Juan argues that any attempt at dollarization will fail if the nation can’t cut malpractice out of its policy diet. Read the whole thing in English or in Spanish.
https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2023-05-17/argentina-s-inflation-problem-is-economic-malpractice-not-the-peso
quinta-feira, maio 04, 2023
BOA Governação mede-se pels BONS Resultados
BONS serviços públicos precisam-se! BASTA de fofocas políticas!
Os ministros devem ser avaliados mais pelos BONS resultados do que pelos MAUS comportamentos.
O povo português assiste impávido, mas perplexo, ao teatro dos ministros, dos gestores públicos e dos adjuntos MAL comportados. O folhetim da TAP tem capítulos diários. Só falta saber do MAU comportamento do motorista e da senhora do bar.
O noticiário enche com discussões comportamentais, não havendo tempo nem interesse em falar dos Resultados tangíveis da governação:
- Quando e como é que a TAP passa a remunerar e a reembolsar os milhares de milhões de Euros que os contribuintes lá investiram?
- Quando é que o Ministério da Energia certifica as linhas de transmissão dos novos parques solares, e o CPE para uma modesta casa restaurada?
- Como é que o Ministério da Educação vai ajudar pais e os alunos a compensar a aprendizagem perdida durante a pandemia.
Que há políticos mal comportados não é notícia.
A novidade seria mesmo descobrir onde podemos encontrar os melhores resultados da governação.
De olhos postos no Mercado Espanhol

O mercado natural das empresas portuguesas não é apenas Portugal, mas sim a União Europeia, começando por Espanha, que com os seus 42 milhões de consumidores é uma das seis economias mais importantes da Europa.
O mercado espanhol representa mais de 85% do poder de compra ibérico. Basta olhar para a balança de pagamentos de Portugal para perceber a importancia comercial do país vizinho para os produtores portugueses que necessitam conquistar cada vez mais clientes espanhois.
terça-feira, maio 02, 2023
DGEG e E-Redes devem acelerar energia solar
Os anúncios de novos projetos de energia solar continuam a aparecer. Os mega projetos solares necessitam cerca de um hectare de terreno mais ou menos plano para cada um MW de paineis a instalar, bem como linhas de transmissão da eletricidade para a rede.
A fome de energia é tanta que já se estão a cortar eucaliptos para instalar painéis solares.
Já as instalações solares em edifícios, industriais e residenciais, ficam bem mais perto to ponto de entrega. Algumas cidades como Guimarães e Famalicão lideram na aposta em painéis solares para autoconsumo, que tem ainda muitos telhados para cobrir.
Mas todos os produtores e consumidores de electricidade necessitam de ligações e licenciamentos da E-Redes, antiga EDP Distribuição e da DGEG, Direção Geral de Energia e Geologia, entre várias outras requisitos de certificados e aprovações.Aí está o elo mais fraco do serviço público de eletricidade em Portugal: a ligação à rede.
sexta-feira, abril 28, 2023
Serviços Públicos EEE Equitativos, Eficazes e Economicos precisam-se!
A comunicação social preenche as 24 horas com casos e casinhos dos executivos das empresas públicas SEE do Sector Empresarial do Estado, fofoquices fúteis ou graves que dão mais "conversa de café" do que o futebol."
segunda-feira, abril 10, 2023
Rich Country, Poor Country - Alternancia precisa-se
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| China CAB %PIB |
Pouco importa, dizem alguns economistas, citando diversos indicadores. Fraca teoria.
Nesta matéria, eu prefiro analisar o indicador do CAB-Current Account Balance, Balança de Transações Correntes, que consiste do superavite ou defice de exportações de bens e serviços sobre as importações.
![]() |
| Estados Unidos CAB %PIB |
Quando estes desequilibrios se eternizam, o impacto pode passar da economia para a politica internacional. E os pequenos desequilibrios de países grandes são grandes em termos absolutos, o que importa e muito.
E os desequilibrios externos não são todos iguais. Os défices grandes de países pequenos pagam-se em sobre-endividamento externo, cortes de despesa pública, austeridade, desvalorizações da moeda, cortes nos salários e pensões, perdas de autonomia. E isso custa MUITO caro!
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| Alemanha CAB %PIB |
![]() |
| Russia CAB %PIB |
segunda-feira, fevereiro 20, 2023
Re-urbanização compacta e eficiente precisa-se!
Gostei de ler o recente artigo de Luisa Pinto do Público sobre o estudo do Mercado Imobiliário em Portugal coordenado por Paulo Rodrigues e publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos em ABRIL 2022.
- A compra e venda de imóveis é dos processos mais burocráticos em Portugal. As licenças camarárias são uma dor de cabeça e as escrituras são uma "dor de bolso". Muitas prédios devolutos fazem parte de heranças indivisas onde os custos de compra/venda são superiores ao seu valor de mercado,. Por isso ficam abandonados, parece que para sempre, sem que os proprietários sejam responsabilizados nem apoiados.
- Uma Câmara Municipal que se queixa que os fundos do PRR não estão disponíveis para reabilitação de edificios antigos, mas apenas para construção nova, também leva 14 meses para emitir a licença de construção de uma casa dentro do perimetro de segurança da povoação existente.
- Um operador de serviços públicos que se queixa do custo de ter que expandir a sua rede de distribuição, também leva quase um ano a oficializar o ramal de ligação para o restauro de uma ruina num bairro do tempo do Infante D. Henrique.
Mariana Abrantes de Sousa,
Economista
VER https://www.ffms.pt/pt-pt/estudos/o-mercado-imobiliario-em-portugal
https://www.publico.pt/2023/02/19/economia/noticia/habitacao-inacessivel-retrato-territorio-portugues-2038873










