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segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Pettis on payments imbalances and recurrent international debt crises

(Em Português abaixo) 
Any article that starts a discussion of the Eurozone crisis by quoting Kindleberger should be not just read, but studied.  A little economic history goes a long way to help understand the limited options to solve the current credit crisis.

Michael Pettis even points to the dangers  of lack of a solid academic grounding in international finance:
" I worry about the terrifyingly low level of sophistication among policymakers and the economists who advise them, when it comes to understanding balance sheet dynamics and debt restructuring."

These worries are shared by many of the commentators, who generally understand the danger of accumulating unsustainables imbalances, Here are some excerpts:

" Syriza’s victory in Greece has reignited the name-calling and moralizing that has characterized much of the discussion on peripheral Europe’s unsustainable debt burden. It is pretty clear, and obvious to almost everyone, that Greece simply cannot repay its external obligations, and one way or another it is going to receive substantial debt forgiveness.  German newspaper Zeit‘s interview with Yanis Varoufakis was entitled “I’m the Finance Minister of a Bankrupt Country”.
"Even if the question of who is to “blame”, Greece or Germany, were an important one, the answer would not change the debt dynamics. It would take the equivalent of Ceausescu’s brutal austerity policies in Romania, which were imposed during the 1980s in order for the country fully to repay its external debt, in order to resolve the Greek debt burden without a write-down. Given that Ceausescu’s policies led directly to the 1989 revolution, which culminated in both Ceausescu and his wife being executed by firing squad, the reluctance in Athens to imitate Romania in the 1980s is probably not surprising.

There is an enormous economic cost, not to mention social and perhaps political, to any delay in reducing  Greece’s debt overhang which imposes rising financial distress costs and increasingly deep distortions in the institutional structure of the economy over time. And the longer it takes to resolve, the greater the cost.

...Dragging out the restructuring process will impose far greater long-term costs on the Greek people than they think.  While it is usually pretty easy to guess what the ultimate deal will look like within the first few days of negotiation, it still takes  years of   bitter arguiments before getting there. "

We are indeed living in dangerous times.

Mariana Abrantes Sousa
PPP Lusofonia

Better read the full article and comments!
Pettis' original article  http://blog.mpettis.com/2015/02/syriza-and-the-french-indemnity-of-1871-73/ 
FT Alphaville comments http://ftalphaville.ft.com/2015/02/06/2113951/michael-pettis-explains-the-euro-crisis-and-a-lot-of-other-things-too/#respond 

Pettis sobre os desequilíbrios de pagamentos e crises internacionais recorrentes
Qualquer artigo que começa a discussão da crise da Eurozone, citando Kindleberger não deve ser apenas lido, mas estudado. Um pouco de história econômica ajuda muito a compreender as opções limitadas para resolver a atual crise de endividamento.

Michael Pettis aponta mesmo para os perigos da falta fundamentos sólidos académicos em finanças internacionais:
"Preocupo-me  com a sofisticação   assustadoramente baixa  entre os decisores políticos e os economistas que os aconselham, quando se trata de compreender a dinâmica do balanço de pagamentos da dívida externa."

Estas preocupações são partilhadas por muitos comentadores, no que respeito ao perigo de acumular desequilíbrios insustentáveis.  Eis alguns excertos: 

"A vitória de Syriza na Grécia reacendeu os insultos e moralizações que têm caracterizado grande parte da discussão sobre o endividamento insustentável da Europa periférica. É muito claro para quase todos, que a Grécia simplesmente não pode pagar as suas divida externa, e uma maneira ou outra, ele vai ter de receber um  perdão substancial da dívida. A entrevista de Yanis Varoufakis num  jornal alemão Zeit levava o título    "eu sou o ministro das Finanças de um país falido".
"Mesmo se  a questão da culpa fosse  importante, a resposta não mudaria a dinâmica da dívida. Seria necessário  o equivalente a políticas de austeridade brutais de Ceausescu na Romênia, que foram impostas durante os anos 1980 para que o país poder pagar totalmente a sua dívida externa, poder poder reduzir a dívida grega, sem um write-down. Tendo em conta que as políticas de Ceausescu levaram diretamente à revolução de 1989, que culminou com o fuzilamento de Ceausescu e sua mulher  que está sendo executado por um pelotão de, o relutância em Atenas para imitar a Roménia na década de 1980 provavelmente não é surpreendente.”

Há um enorme custo econômico, para não mencionar social e talvez político, do excesso de dívida da Grécia que impõe aumento dos custos de dificuldades financeiras e distorções cada vez mais profundas na estrutura institucional da economia ao longo do tempo. E quanto mais tempo demora para resolver, maior o custo.

... O arrastamento do processo de reestruturação vai impor custos muito maiores a longo prazo sobre o povo grego do que eles pensam. Embora seja geralmente muito fácil de adivinhar as condições do acordo final logo nos primeiros dias de negociação, temos muitos anos amargos antes de lá chegar.


Estamos realmente vivendo em tempos perigosos.