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segunda-feira, março 16, 2015

Folia dos Fiados - 2015

O aumento excessivo do crédito ao consumo e o sobre-endividamento das famílias portuguesas foi uma das principais causas diretas da crise financeira e da acumulação de dívida externa de Portugal.
A DECO diz que as famílias sobre endividadas estão no limite quando finalmente pedem ajuda. 
Até algumas das notícias da violência doméstica referem o desespero do sobre endividado.

Infelizmente, parece que os Reguladores, e os próprios devedores, aprenderam pouco ou nada com a má gestão da política de crédito, que é um dos poucos instrumentos de ajustamento que restam às autoridades nacionais dentro do espartilho do Mercado Único e da Moeda Única. O alerta e a recomendação de aumentar a carga fiscal do crédito ao consumo,  que tem sido repetida numerosas vezes neste blog PPP Lusofonia, nem sequer são discutidos.
O crédito ao consumo  financia sobretudo a importação de bens e serviços de luxo, e o sector das SFAC, do crédito ao consumo e dos importadores de bens de consumo duráveis é muito forte. Afinal, são esses gastos  publicitários que sustentam a comunicação social.

Por isso, a concessão de crédito a particulares voltou a crescer, especialmente no sector automóvel.
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“Financiamento para a compra de automóvel explica o aumento na concessão de crédito ao consumo no arranque do ano. Praticamente metade do valor concedido pelas instituições financeiras é crédito sem fim específico.
O crédito ao consumo voltou a aumentar no arranque deste ano. Em Janeiro, face ao mesmo mês do ano passado, o montante concedido pelas instituições financeiras registou um crescimento de 15%, evolução explicada em grande parte pela maior procura por financiamento para a compra de automóveis. Contudo, a maior "fatia" destes créditos continua a ser a de empréstimos sem fim específico.” diz Jornal de Negócios

Não há crédito à exportação, mas o crédito à importação é abundante. Os importadores agradecem, e voltam a ser elogiados como grandes empresários. 
Com as taxas de juros internacionais artificialmente baixas, a FOLIA dos FIADOS voltou, e em força

Mariana Abrantes de Sousa