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quinta-feira, fevereiro 24, 2011

No substitute for good PPP contract management capabilities

Contribution to the e-conference on Health PPPs on the Global PPP Network, http://pppnetwork.ning.com/

We could list three objectives when evaluating health PPPs as well as other initiatives in the health sector:
1.            Equitable access and health coverage
2.            Service quality and health outcomes
3.            Efficiency and sustainability

It is importante to optimize these three criteria, since a health system with insuficient coverage and poor quality cannot be sustabinable, and inefficiencies do great damage to both quality and coverage.

While health coverage and quality may be important in developing countries with underserved and growing populations,  the challenge in developed countries with ageing populations is increasingly focused on economic sustainability and on containing total health spending. 

From the perspective of economic sustainabiliy, health PPPs often show remarkable savings of 20-35% when compared to the Public Sector Comparator at the time of adjudication. 

This is too soon, however, to evaluate true Value for Money.  When dealing with 25-year health facilities contracts, or even with 10-year clinical services contracts, it is important to monitor how the contract is implemented and managed over time. On occasion, the private partner may present claims and seek to additional compensation, within one year of contract signature. These claims and renegotiations can involve specific things like a change in the access road, or great imponderables like “sharing” the costs of câncer treatments back to the public sector.

We know that health financial management is all about managing the relationships between the health service provider, the consume patient and the third-party payer, be it the taxpayer through a National Health Service, the health insurer or the patient’s family. 
Managing healh PPP contracts has all the delicate challenges of managing health services and the complexities of managing  long term complext PPP contracts. 

That’s why Governments considering PPPs in the health sector need to to develop good contract management capacities, to keep contracts relatively simple and transparent, and to sustain a fair number of competing suppliers. The list of potential partners for integrated health PPPs is certainly smaller than the list for providers of hospital facilities, which is why facilities-only contracts can be more attractive. In addition, banks don’t like clinical risk, so there are fewer funding sources available for integrated health PPPs, even in good financial times. 

Being more opaque than other forms of contracting, PPP contracts can present significantly more fiscal risks in terms of budget sustainability than traditional public works, especially when they are subject to frequent renegotiations and changes in risk allocations.  In some countries, changes in risk allocations between the public and private sector are not permitted after adjucation.

There’s no substitute for expert professional health management on the part of the third-party-payor, which in PPPs   is usualy the Government.   

Parar o TGV seria um acto de coragem

Concelar o concurso de TGV RAV Poceirão-Caia neste momento seria um acto de coragem política e de lucidez económica.

terça-feira, fevereiro 22, 2011

G20 and the global trade imbalances

In setting its "imbalance indicators", the G20 has to go a lot deeper than Maastricht-type criteria to moderate CAB external imbalances.


As the charts show, just because CAB-Current Account Balance deficits are financiable by borrowing from CAB surplus countries, in the apparently liquid international financial markets, that doesn't mean they are sustainable forever. 
Eventually, debt accumulatiton has to be reversed, the point is to do it less painfully. 
That's what the price signals of overvalued and undervalued exchange rates were meant to warn about and to correct. 


Capping budget deficits is not effective, it just leads to creative budget accounting, as we've seen with the gaming of the Maastricht criteria. 



Capping official budget deficits, which reflect internal imbalances, is proves worse than useless if current account external imbalances are allowed to balloon on the back of overly easy cross-border credit and hot money capital flows.  


But CAB surplus countries always try to avoid sharing the burden of adjustments by accepting restraints on their profitable  export machines. They just want someone to do the lending and take the credit risk. 

Even now, analysts can be heard  saying that the CAB surplus countries are doing great, that all the debt problems are concentrated in the CAB deficits countries. 
As if trade see-saw was one-ended.

As CL would say, "plus ça change..."

Source: http://ftalphaville.ft.com/blog/2011/02/21/493596/from-imbalances-to-imploding-banks/
Pressure on CAB surplus countries ; the elephant in world trade system;
  imbalance indidators
Jornal de Negócios

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Prémio de empreendedorismo reconhece portugueses na diáspora

A COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação – apresentou hoje a 4ª edição do Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, que premeia e divulga os cidadãos portugueses que se tenham distinguido pelo seu papel empreendedor e inovador nos países de acolhimento. 


Estão abertas as candidaturas  até 26 de Março 2011, ver  mais informações e candidaturas em www.cotecportugal.pt/diaspora
 O  Prémio Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa, distinção que visa notabilizar e divulgar os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro há mais de cinco anos que, pela sua capacidade empreendedora, inovadora e responsável, se destacaram fora de Portugal nas suas actividades.
Esta iniciativa da COTEC Portugal conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e tem também como objectivo estímular e estreitar a cooperação entre Portugal e os países onde se encontram sedeados cidadãos nacionais.
Durante a presentação do prémio, que tem o alto patrocínio do Presidente da República, foi possível falar via Skype com o vencedor da edição de 2009, Paulo Taylor de Carvalho.
Com formação em Engenharia Electrotécnica, Paulo Taylor de Carvalho trabalhou ao longo do seu percurso na Holanda em algumas empresas de informática. Fundou a Ebuddy, que aproveita a possibilidade dos telemóveis acederem ao Yahoo Messenger, Google Talk, ou MySpace. Actualmente a empresa tem escritórios em Amesterdão, Londres e S. Francisco e conta com 200 milhões de utilizadores em todo o mundo. 

Este ano a COTEC espera ultrapassar as 100 candidaturas para o prémio, que será entregue dia 8 de Junho na Culturgest em Lisboa. 

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Especialista de Finanças Públicas para Cabo Verde

Oportunidade de consultoria:  Assessor em Finanças Públicas
País:   Ministry of Finance of Cabo Verde, Praia, Cabo Verde
Data e duração: Início a 14-Março 2011, 140 dias de trabalho 
Idiomas:  Português e domínio de inglês e  françês
Nível:  Especialista júnior    
O consultor irá trabalhar   com a Secretaria Técnica do "Grupo de Apoio ao Orçamento, sob a direcção da Delegação da União Europeia, Cooperação Seção - Economia. Ele vai realizar as seguintes tarefas:
  • Preparar pareceres em Maio e Outubro, em coordenação com os dirigentes nacionais e organizar a agenda de missões 
  • Seguir a matriz de indicadores comuns da DSCRP, Documento da Estratégia de Crescimento e Redução da Pobreza,   e propor os ajustamentos necessários 
  • Assegurar as comunicações com os parceiros
  • Contribuir para o desenvolvimento da síntese das missões e participar na elaboração da lista conjunta de comentários
  • Organizar e actualizar a base de dados 
  • Participar na organização e facilitação de grupos se toriais, incluindo o Grupo de Água e Saneamento.
EUROPE Ltd est un des cabinets de conseils pre-qualifies pour des projets d’assistance technique de l’Union Europeenne (EuropeAid). Nous avons recu une requete pour "Assistance technique pour le Secreteriat Technique du "Budget Support Group" au Cabo Verde.
 La date indicative de demarrage de la mission est le 14 mars 2011.
Nous cherchons un expert pour 140 jours ouvrables, toutes les nationalites sont eligibles.
- Experience des revues conjointes et la pratique de la coordination d'un Groupe d'aide budgetaire.
- Le candidat doit parler et ecrite en portugais et maitriser l'anglais et le francais egalement.
- La connaissance de l'administration cap verdienne est un atout.
Favor contactar:  EUROPE Ltd
Rose-House Offices, 1022 Budapest, 3-5 rue Beg, HUNGRIA
Phone: +36 1 326 8256 ,  Fax: +36 1 326 8254
Web: www.europe-ltd.com;    FrameworkAdviser@europe-ltd.com 

Tuesday, February 8, 2011: Budget Support Expert (Junior)
GDSI has received a request for services for EU funded FWC project "Assistance technique pour le Secrétariat Technique du "Budget Support Group" in Cap Verde.
We welcome applications from the experts with the following profile:
  • University degree in economics
  • Have excellent organisation and communication skills
  • Fluency in Portuguese, French and English is required
  • Practical experience in coordination of a group budgetary support
  • Experience of joint reviews of budgetary aid is necessary
  • Experience in Cabo Verde will be an asset
The assignment will start in mid-March 2011 and will finish in mid December. 140  working days.
To apply, send application and updated CV  to projectsgdsi.ie 

Banco Africano vai financiar projectos em regime de PPP em Angola

Huila, Angola    17-02-2011

BAD disponibiliza dois biliões de dólares para parcerias público-privadas

Lubango - O Banco Africano de Desenvolvimento pretende abrir escritórios em Angola com uma linha de dois biliões de dólares norte-americanos, para financiamento de projectos no sector privado, nos próximos quatro anos, avançou hoje, no Lubango, Huíla, o ministro da Economia Abraão Gourgel.

Ao proceder à abertura do I Conselho Consultivo Alargado do Ministério da Geologia e Minas e da Indústria, o ministro disse tratar-se de um passo pertinente para o relançamento do empreendedorismo privado e a criação de novas empresas, bem como fortalecer a capacidade de gestão de projectos de parceria público-privadas.

"Outro aspecto importante constante da visão da estratégia do Banco Africano de Investimento para o país até 2014, consubstancia-se na disponibilidade de garantir assistência técnica ao governo para fortalecer a capacidade de concepção, lançamento e gestão de projectos de parcerias público-privadas", asseverou o governante.

Em seu entender, o sector privado é o promotor do desenvolvimento nacional, ao atrair volumes de investimento directos no valor de biliões de dólares, acções que têm garantido crescimento a um ritmo considerável perante os desafios de reconstrução nacional.

De acordo com o governante, a lei das Parcerias Público-Privadas, que apenas aguarda a sua publicação para entrar em vigor, pretende potenciar o sector privado, melhorar a qualidade dos serviços públicos e gerar poupanças suficientes na utilização dos recursos públicos.

De igual modo, a legislação vai permite reforçar o relacionamento entre o Estado e os particulares no processo de crescimento e desenvolvimento económico.

Abraão Gourgel recordou a definição pelo Estado de áreas prioritárias para parcerias público-privadas, para permitir a superação dos limites de endividamento público e as restrições orçamentais, reabilitando e construindo infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias, aeroportuárias, sistemas de água e centrais de produção eléctrica.

Outros aspectos a beneficiar são também a reabilitação e construção de equipamentos e redes de saneamento das cidades que constituem as áreas prioritárias para o estabelecimento de parcerias público-privadas.
Fonte:  Angola Press

Debt crisis: This time is different

Das causas e consequências às soluções para a crise financeira de sobreendividamento:  
Desta vez vai ser diferente

Naquele tempo, em 1981-83, Portugal sofria de uma crise de balança de pagamentos clássica, causada sobretudo pelos choques externos do aumento dos preços do petróleo, agravados pela instabilidade política-económica do pós revolução. 
As soluções   então oaplicadas à crise cambial  também foram clássicas:  desvalorização do Escudo, aumento das taxas de juro domésticas, aumento de impostos e redução de despesa pública e do défice orçamental, tudo sob o acompanhamento atento e com apoio financeiro condicionado do FMI. 

Em 2008-10, na era do Mercado Único e da Moeda Única, a crise financeira é diferente. Quase não se houve falar do défice externo.  Há mesmo analistas que opinam que “o Euro tornou possível evitar crises cambiais”, uma ilusão lamentavelmente persistente.  Ainda em Janeiro 2011, analistas de bancos europeus como o BNP Paribas   afirmavam que “wider current account deficits can be considered normal in a monetary union, which is free from foreign exchange risk ….and subject to greater trade specialization…"

Mas quem ignora a existência da  Balança de Pagamentos acaba por pagar caro esse descuido.   Com o Eurostat focado na forma da despesa e dívida pública e não na sua substância, até os critérios Maastricht e os PEC – Programas de Estabilidade e Crescimento, se revelaram ineficazes e fáceis de contornar.  
De facto, os défices externos são mais críticos do que nunca com  o Mercado Único e a Moeda Única.  Sem as tarifas alfandegárias e controlo de capitais, as economias mais pequenas e mais  frágeis ficam expostas à degradação dos termos de troca, agravada pelas deseconomias de escala.  A entrada excessiva de capitais, frequentemente na forma de  funding de curto prazo para activos domésticos de longo prazo, funcionaram  como “hot money” que aqueceu as bolhas até rebentarem.   Como sempre,  os défices comerciais e da balança de transacções correntes continuam a ter que ser  financiados por dívida externa, ainda que agora seja denominada em Euros.  Sem  o alerta prévio da “crise cambial” habitual,  a pressão sobre o preço da moeda, a acumulação de dívida externa  pode continuar  até se tornar insustentável e resultar numa “crise de sobreendividamento”. Para efeitos de gestão da dívida, a Moeda Única funciona como uma moeda estrangeira, pois não está sob o nosso controlo, não podemos desvalorizar, nem podemos gerir a taxa de juro.

Entre as  causas da crise  de endividamento externo continuamos e encontrar  a falta de competitividade, os  défices internos e externos, o excesso de importações, mas sobretudo a sobre-expansão do crédito interno.

A acumulação de dívida externa bruta revelou-se bastante  mais grave do que a dívida publica, pois a desorçamentação tinha passado boa parte do défice público para as empresas públicas e as concessionárias de contratos de PPP.   

Entre as consequências da crise, agora já não encontramos as pressões cambiais e as desvalorizações que serviam de sinais de alerta.  Agora a dívida continua a acumular, até se reflectir no aumento dos prémios de risco, na redução de liquidez e no corte de  acesso ao financiamento externo.  Os ratings são agravados e põem em causa a sustentabilidade da dívida.  

Boa parte das soluções recomendadas pelo FMI e aplicadas em 1981-83  não se podem aplicar em 2010 no contexto do Mercado Único e da Moeda Única, o que implica que as outras medidas têm que trabalhar a dobrar.  Se não podemos cortar o défice externo directamente através de uma desvalorização para promover as exportações,  ou uma subida de tarifas alfandegárias para cortar as importações, vamos ter que o fazer por via indirecta, através de cortes no consumo, na despesa pública e aumentos da poupança em geral, mais provavelmente através de uma recessão económica.    

A redução da lista de potenciais soluções é a grande diferença na crise actual, mas haverá medidas mais antigas às quais se terá que voltar recorrer,   incluindo:  
  • Cortes no crédito ao consumo, especialmente no financiamento de bens duráveis quase sempre importados, com penalizações em termos de tributação especifica, imposto do selo, provisões para perdas de crédito, etc. 
  • Proibição do financiamento de automóveis não comerciais e outros bens e serviços de luxo, não essenciais
  • Aumento de reservas de caixa para os bancos 
  • Aumento das taxas de juro reais, não só para devedores, mas também para os aforradores, a fim de estimular a poupança.  
  • Aumentos de tarifas de serviços públicos para reduzir necessidades de financiamento de empresas publicas 
  • Controlo de endividamento de empresas do sector empresarial do Estado
  • Reduções de subsídios a famílias e empresas 
  • Cortes nos salários e nas pensões de reforma 
  • Benefícios fiscais à poupança, incluindo à poupança emigrante 
Ver it's the total external debt

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Nuestros proveedores versus nuestros clientes

As economias de escala podem explicar boa parte da evolução do comércio bilateral entre Portugal e a Espanha, que tem beneficiado claramente o país vizinho.  Como as economias de escala tendem a aumentar, e a ficarem mais concentradas na comercialização do que na produção, o efeito tem sido ainda maior do que previsto.  É provável que esta tendência se mantenha, pois a incorporação de tecnologia nos produtos cria um contexto ainda mais concorrencial e dinâmico.
...
Nas economias de escala, o produtor maior tem custos unitários mais baixos e por isso pode vir a dominar o comércio bilateral.
...
O sucesso comercial das exportações espanholas para Portugal baseia-se num forte conhecimento do nosso mercado.
... As associações empresariais têm um papel fulcral na agregação, integração e busca de massa crítica, e nisso Espanha oferece um exemplo a estudar... O problema não é ser pequeno, é trabalhar em ponto pequeno e isolado.
Mas para intensificar as iniciativas de marketing é necessário conhecer cada vez melhor o cliente e isto é uma actividade também caracterizada por economias de escala.   Por ser dificil "ir lá vender" é que muitos produtores ficam à espera que "eles venham cá comprar".

Ver artigo completo aqui, Mariana Abrantes de Sousa, Economia Pura, Dezembro 2005

Ver também artigo à Conquista do Mercado Espanhol,  Mariana Abrantes de Sousa, Forum Empresarial, Dezembro 2005

quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Debt reduction without default?

By Daniel Gros and Thomas Mayer, Economic Policy CEPS Policy Briefs 
Date of publication:  3 February 2011
This paper proposes a two-step, market-based approach to debt reduction:
  Step 1. The European Financial Stability Facility (EFSF) would offer holders of debt of the countries with an EFSF programme (probably Greece, Ireland and Portugal = GIP) an exchange into EFSF paper at the market price prior to their entry into an EFSF-funded programme. The offer would be valid for 90 days. Banks would be forced in the context of the ongoing stress tests to write down even their banking book and thus would have an incentive to accept the offer.
Step 2. Once the EFSF had acquired most of the GIP debt, it would assess debt sustainability country by country.
If the market price discount at which it acquired the bonds is enough to ensure sustainability, the EFSF will write down the nominal value of its claims to this amount, provided the country agrees to additional adjustment efforts (and, in some cases, asset sales).
If under a central scenario this discount is not enough to ensure sustainability, the EFSF might agree on a lower interest rate, but with GDP warrants to participate in the upside.
A key condition for this approach to succeed in restoring access to private capital markets is that the EFSF claims are not made senior to the remaining claims and the new private bondholders. EFSF support must be comparable to an injection of equity into the country.
While the EFSF concentrates on the exchange of the stock of bonds, the IMF could fund the remaining deficits in the usual way with bridge financing, until the fiscal adjustment is completed. The ECB would of course immediately stop its ‘Securities Market Programme’, which would have lost its raison d’être.
Daniel Gros is Director of the Centre for European Policy Studies. Thomas Mayer is Chief Economist with Deutsche Bank London.

Our summary:
1. - Existing Govt bond holders sell (Greek, Irish and Portuguese) Govt bonds at discount to the EFSF, thus taking some portion of the sacrifice.
2- The EFSF passes this debt reduction on to the Government bond issuers, which reduces the amount payable on the relevant Goverment bonds
3. The EFSF might also reduce the interest rates due on the remaining debt balance, with upside warrants in case of faster than expected recoveries (salvo regresso de melhor fortuna)
4. The IMF provides new funding for the continuing (Greek, Irish, Portuguese) CAB deficits which should undergo a marked reduction, matched by “fiscal adjustment” on the budget side. 
This might require important changes in the Single Market to overcome the divergence in competitiveness.
5. These measures would replace the ECB’s Securities Market Programme (Govt bond purchases)
6. The ECB would reduce and eventually stop the exceptional bank funding programme, and domestic credit would have to be forcibly redirected to the tradeable sector but away from imports, through special taxes and restricitions on consumer credit. 

The proposal has merit as it follows basic principles of debt workout (sacrifice sharing, long term adjustment) and it seems to be an adaptation of the Brady Bonds, whose key innovation was to allow the commercial banks to exchange their illiquid claims on developing countries into tradable instruments.

But its success would depend greatly on the reducation of intra-Eurozone trade imbalances and CAB deficits, a key element in the adjustment process which is sadly lagging.

Mariana Abrantes de Sousa, economist and former international banker   
PPP Lusofonia, PORTUGAL 

See more about credit workout principles and practices in Debt Workout 101 in 20 parts    http://ppplusofonia.blogspot.pt/p/crise-da-eurozone.html

Curso sobre o Acesso ao financiamento do 10º FED

Nos próximos dias 14 e 18 de Março de 2011, vai realizar-se, nas instalações do INA, em Oeiras, um curso de curta duração sobre “Gestão e Acesso a Financiamento do 10.º FED” (Fundo Europeu de Desenvolvimento).

O curso pretende dotar os participantes com conhecimentos fundamentais sobre o financiamento de projectos a executar nos 78 países da África, Caraíbas e Pacífico abrangidos pelo Acordo de Cotonou, com recurso ao 10.º FED.

O curso encontra-se especialmente destinado a profissionais que intervenham ou pretendam vir a intervir na gestão de projectos e/ou na identificação de oportunidades e submissão de propostas para a adjudicação de contratos (de prestação de serviços, de fornecimentos e de obras) e atribuição de subvenções financiados pelo 10.º FED.

Este curso tem o custo de 400€ e a duração de uma semana. Não estão atribuídas bolsas ou redução de propina para esta formação em particular.

Conheça o programa e condições de participação clicando aqui

segunda-feira, janeiro 31, 2011

Professores mostram o que valem no bom aproveitamento dos alunos

Vale a pena ver bem os comentários de Nuno Crato, da Associação Portuguesa de Matemática, sobre o sistema de ensino português.  Algumas ideias: mais exames, mais consistentes, mais avaliação externa...
http://vodpod.com/watch/1592671-mup-movimento-mobilizao-e-unidade-dos-professores-interveno-de-nuno-crato-sobre-educao?u=fernandooliveira&c=ventanias>


VER artigo sobre literacia feminina   
Maria aprendeu a ler ao joelho da sua Mãe
http://ppplusofonia.blogspot.com/2009/11/maria-aprendeu-ler-ao-joelho-de-sua-mae.html
VER também Improving literacy a must 
Mais sobre Educação  e "Há sempre lugar para os bons"
Ver Computadores a mais, leitura a menos, menos vocabulário, menos aproveitamento escolar
Ver   Causas do insucesso escolar http://ow.ly/64t1v

A revisão do modelo de finanaciamento das Estradas de Portugal deveria passar pela re-orçamentação e re-integração na AP

O modelo de financiamento do sector rodoviário e das Estradas de Portugal, SA, que data de 2007, já está a ser objecto de uma revisão, a quarta desde que a antiga JAE-Junta Autónomo de Estradas foi transformada em diversos institutos em 1999.  
 
A actual situação financeira das Estradas de Portugal, SA reflecte a implementação inconsistente do modelo de financiamento definido em 2007-8.   Actualmente, a EPSA reporta elevados níveis de endividamento no balanço, níveis ainda mais elevados de encargos fora do balanço, nomeadamente encargos com contratos de concessão tais como o pagamento de tarifas de disponibilidade.  A EPSA demonstra também dificuldade em financiar activos de muito longo prazo, e a necessidade de recorrer a avales do Estado que lhe estavam inicialmente vedados. 

Assim, o modelo de financiamento da empresa Estradas de Portugal, SA está a ser objecto de uma revisão de fundo, uma vez que a empresa passou a estar cada vez mais exposta  a riscos económicos como os riscos de tráfego, e a riscos financeiros como o risco de taxas de juro e risco de refinanciamento, apesar de apresentar fortes aumentos de resultados.   

Sendo verdade que a EPSA está a sofrer devido à crise financeira geral, deve-se reconhecer que a implementação do modelo de financiamento do sector rodoviário ficou bastante aquém do rigor e transparência originalmente previstos.  

De acordo com os Estatutos da Estradas de Portugal, SA, caberia sempre ao Estado-Concedente a definicção do programa de investimento, ficando a EPSA com liberdade e a responsabilidade do seu financiamento e execução. Com uma gestão financeira autónoma, a  EPSA podia, e devia, ter invocado a cláusula 26   do contrato de concessão para moderar o programa de investimento, se o considerasse excessivamente pesado ou prejudicial para a sua boa situação financeira.  Na pratica, a EPSA veio a assumir cada vez mais riscos, especialmente riscos de tráfego, ao aceitar a renegociação e transformação de contratos de concessão sob condições onerosas.  As renegociações involvem quase sempre a reafectação contratual de riscos, o  que é visto como impensável noutros países.  A empresa pouco fez para compensar o risco de tráfego nas receitas da Contribuição de Serviço Rodoviário, (que caíram -1% em 2010) que era a principal novidade no modelo de financiamento de 2007, e a maior alteração em toda a história do financiamento das estradas em Portugal. 

Nestes anos, tornou-se evidente que a gestão estratégica, contratual e financeira das Estradas de Portugal, SA não foi suficientemente independente para defender o bom “rating” da empresa e o acesso directo aos mercados financeiros. 

Ao contrário do previsto nos Estatutos e nas Bases da Concessão, o Estado foi obrigado a conceder garantias de pagamento-  Igualmente, a EPDS continua no perímetro de consolidação da Administração Pública, apesar de ter a forma e os encargos de uma sociedade anónima independente.  

Sendo que o Orçamento de Estado disciplina a despesa e os encargos anuais e plurianuais da Administração Pública, e que o mercado acaba por disciplinar as empresas comerciais privadas, verificamos que faltam instrumentos para disciplinar a despesa e acumulação de passivo do Sector Empresarial do Estado.  

Devemos reconhecer que de nada adiantou tentar tirar a Estradas de Portugal, ou a REFER, ou os Hospitais EPE, do perímetro do défice e da dívida da AP.   Esses processos de reestruturação, prometedores em teoria, foram  mal geridos na pratica, o que apenas serviu para acumular maiores encargos e prejudicar a credibilidade da gestão orçamental portuguesa. Esta “desorçamentação sem despolitização” já não convence ninguém, nem o próprio Eurostat que obrigou a Grécia a reintegrar várias empresas públicas na AP. Quanto ao mercado, esse deixou-se distrair durante algum tempo, mas agora os investidores estão de alerta e atentos à substância de empresas públicas de cash flow estruturalmente deficitário, independentemente da sua forma de empresas mais ou menos comerciais.   

O que tem que ser feito não é “reclassificar despesa e divida” para fora da AP, mas sim REDUZIR a despesa e CONTROLAR a divida do sector público alargado (incluindo institutos e empresas públicas), e sobretudo reduzir o endividamento externo e os riscos orçamentais para o futuro do país. 

Infelizmente, parece ser já demasiado tarde para reduzir os encargos directos e indirectos do contribuinte com as Estradas de Portugal e com o sector rodoviário.  Poder-se-á ainda evitar que mais contratos de concessão e subconcessão sejam renegociados com passagem de riscos e prejuízos para o Concedente, com tem acontecido no passado recente.  O melhor que se pode dizer de algumas destas renegociações é que não cumprem os princípios de transparência e boa governação para a sustentabilidade. 

Mas ainda podemos ir a tempo para recuperar a credibilidade, a eficiência e o profissionalismo da gestão financeira do sector rodoviário.  Para isso, a Estradas de Portugal bem podia voltar a ser transformada em Instituto Público, com reintegração da receita, da despesa, do passivo e de outros encargos na Administração Pública.  Esta “re-orçamentação” teria algum impacto negativo imediato, pois tornaria visível alguns custos e encargos que poderiam vir a surpreender quer o mercado e quer os contribuintes.  Mas os benefícios deste “sinceramento” e transparência seriam bastante tangíveis a prazo, ao voltar a reenquadrar todo o sector rodoviário na Lei de Enquadramento Orçamental, e  a garantir  uma gestão mais rigorosa, conservadora e devidamente orçamentada e enquadrada no Orçamento do Estado. 

Considerando a natureza da empresa e do sector, este seria um contributo imprescindível para a credibilização da gestão orçamental portuguesa.   

Mariana Abrantes de Sousa

Nota: Segundo o preâmbulo do - Decreto-Lei n.º 374/2007 de 7 de Novembro que estabeleceram os Estatutos da empresa Estradas de Portugal como Sociedade Anónima, pretendia-se  reforçar “o princípio de que o Estado não garante ou avaliza, directa ou indirectamente, qualquer dívida ou obrigação desta sociedade, nem assume qualquer responsabilidade pelos seus passivos, seja qual for a sua natureza.”  


Ver também:  http://topicos.jornaldenegocios.pt/Estradas_de_Portugal

Boas Praticas na gestão da dívida pública apontam saída da crise do sobreendividamento

Em Julho 2010, em reunião em Estocolmo, o FMI e 33 países membros, incluindo Portugal, definiram uma lista de Princípios para Gestão de RiscoSoberano e de Dívida Pública Elevada. Os  princípios implicam a definição de objectivos, estratégias e métodos de gestão financeira que devem ser comunicados de uma forma clara e atempada aos mercados e outras Partes Interessadas. 
Os 10 Princípios de Estocolmo para uma boa gestão da dívida pública, e dos encargos do contribuinte, são os seguintes (em tradução não oficial):
1.O âmbito da gestão de dívida pública deverá ser definido considerando os passivos e activos de diferentes naturezas, incluindo passivo explícito, implícito, directo e indirecto, bem como a estrutura do passivo global. As alterações na estrutura e composição da dívida pública têm implicações em termos de risco financeiro.  
2. A gestão operacional e estratégica da divida pública deve ser suportada pela partilha de dados e informações, sobretudo entre as autoridades, a nível nacional, regional e global.   A crise aumentou o risco de contágio e as consequências de eventuais “surpresas”. 
3. A flexibilidade na execução de operações de dívida, utilizando instrumentos e  calendarizações variáveis, ajuda a minimizar os riscos operacionais, melhorar a transparência dos preços e prémios de risco, reduzir as distorções no mercado e melhorar a liquidez no mercado secundário.
4. A comunicação proactiva e atempada com o mercado deve fazer parte de um enquadramento transparente e previsível para a gestão do endividamento, uma vez que a comunicação eficaz minimiza incertezas e reduz custos para os investidores. 
5. Alterações nos instrumentos de dívida e nos mecanismos gestão de divida pública devem ser bem explicados ao público, podendo recorrer-se inclusive a consultas prévias com os investidores e outras Partes Interessadas. 
6. Deve ser promovida a comunicação entre os gestores da dívida e os responsáveis pelas políticas monetária, orçamental e fiscal, e pela regulação financeira, considerando os objectivos interligados, ainda que cada agência mantenha as suas funções, responsabilidades  e prestação de contas independentes. 
7. O dialogo continuado como os investidores deve ser promovido a fim de acompanhar a evolução das suas preferências, e de garantir um tratamento equitativo.   
8. O risco na carteira de divida deve ser mantido em níveis prudentes, a fim de minimizar os custos de funding no médio e longo prazo, colocando maior enfâse na redução e atenuação de riscos.   
9. A determinação de estratégias de endividamento a médio prazo deve partir de uma definição mais abrangente de dívida pública e considerar um espectro variado de cenários. 
10. A gestão prudencial de riscos deve incluir todos os riscos que afectam o endividamento público, como o risco de refinanciamento e de passivo indirecto ou contingente e deve ser comunicada aos investidores.
Fonte:  http://www.imf.org/external/np/mcm/Stockholm/principles.htm

quinta-feira, janeiro 27, 2011

BES vair vender carteira de créditos de Project Finance no mercado secundário

Segundo reportagens de Reuters/Bloomberg, o BES-Banco Espirito Santo vai vender uma carteira de  2.600 milhões de euros de créditos a projectos de  PPP e empresas internacionais, a fim de cortar as perdas causadas por margins de juro negativas, de desalavancar o banco em geral e de libertar capital.  

Esta transação extraordinária vais ser feita em sistema de leilão e alguns dos créditos poderão ser vendidos a desconto.   


Tue Jan 25, 2011 11:31am EST

According to Reuters and Bloomberg, Portugal’s biggest non-state bank by market value asked for secondary market  bids on 945 million euros of loans to Spanish and Portuguese borrowers and 418 million euros of loans to U.S. companies.  The remainder is debt to European, Middle Eastern and African borrowers outside of Iberia.


“We are in the market to do what is fundamental at this time and what is recommended to banks -- deleveraging," BES Chief Executive Ricardo Espirito Santo Salgado told reporters.


quinta-feira, janeiro 06, 2011

Explica-me a vinda do FMI como se eu fosse uma criança de 8 anos

Devemos recorrer ao FMI em 2011 para ajudar a resolver os nossos problemas de endividamento? 

Faz de conta que Portugal é uma pessoa pré-diabética, de constituição e economia frágil, que se deixou viciar em "bolas de Berlin", isto é, em importações.    Cada vez mais dependente das bombas de açúcar importadas, e fiadas, os sintomas de doença económica não tardam em aparecer,  as tonturas, a obesidade, isto é, os défices, o endividamento, a estagnação económica, etc. 

Os familiares e vizinhos apontam o dedo ao comportamento doentio do "importador compulsivo", e recomendam  cortes nas importações das ditas "bolas de Berlin".  Os fornecedores ameaçam deixar de fiar, mas  não há maneira  do "importador compulsivo" cortar o vício das importações e mudar de vida.
Pelo contrário, quando o Governo anuncia que vai subir a tributação dos "bólides de Berlin", os consumidores tocam a enfardar Audis e BMWs antes que aumentem os impostos.  

Então chama-se o "grande médico internacional", o dr. FMI, tão assustador como prometedor, que vem impor uma dieta rigorosa, cortando com as doces importações e outros maus hábitos financeiros.  

Será que precisamos do "dr. FMI"  para (1) diagnosticar os males do abuso de importações e do crédito externo que nos afligem,  (2) para recomendar a receita, ou até (3) para a conseguir aplicar? 

Será que devemos estar assustados ou esperançados com a eventual vinda do FMI?
Nem uma coisa nem outra, antes pelo contrário.  

Portugal a viver fiado, dependente de importações e de dívida externa, é como um comedor compulsivo dependente de doces e de bombas de açucar.   Se não aprendermos controlar a nossa "dieta", a governar a nossa própria casa, de pouco nos vai adiantar que venha o maior especialista de fora a  impor temporariamente uma dieta, a cortar nas importações e a cortar no endividamento.  Quando ele virar as costas, voltaremos aos maus velhos hábitos.  Isto é, continuaremos em viver de crise em crise.

VER Portugal e o FMI  
Fonte: Público; Visão

Ver também:
Explica-me o OE como se eu fosse uma criança de 8 anos
Explica-me a Balança Comercial como se eu fosse um estudante de economia de 18 anos 

quarta-feira, janeiro 05, 2011

Na senda do controlo financeiro e orçamental

Ficou concluída a composição dos grupos de trabalho que vão analisar as contas públicas e as parcerias público-privadas (PPP).

Contas Públicas:  A administradora do Banco de Portugal Teodora Cardoso e o professor de economia na Universidade do Porto João Loureiro vão integrar o grupo de trabalho sobre as contas públicas, que é presidido por António Pinto Barbosa professor da UNL. 

 Nota:  Este grupo produziu a minuta de Estatutos para um novo Conselho de FinançasPúblicas em Abril 2011

PPPs:  Quanto à reavaliação das PPP e concessões, o grupo de trabalho presidido por Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas e antigo ministro das Finanças, terá a colaboração de Augusto Lopes Cardoso, Avelino de Jesus, do  ISG - Instituto Superior de Gestão,  Fernando Pacheco e Sérgio Monteiro da CGD.

Nota:  Este grupo acabou por suspender trabalhos sobre as PPPs  a meados de Março 2011 por dificuldades da acesso à informação sobre os contratos de PPP e os respectivos encargos. 

Estes novos organismos aparecem para compensar as fragilidades de funcionamento das instituições que temos, a DGO, os Controladores Financeiros, as Inspecções, a UTAO, a AR e o próprio Tribunal de Contas, em fazer conter a despesa e dívida pública.   Estas  repetidas mudanças institucionais avulso dificilmente garantem a credibilidade da gestão orçamental.