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quarta-feira, julho 24, 2019

A mão invisível é ...a da mulher

Faz agora 260 anos, em 1759, que o economista Adam Smith reparou no efeito colectivo das decisões de agentes económicos individuais e apelidou o fenómeno de "Mão Invisível".

Eis um exemplo simples: os consumidores preferem o produto de melhor qualidade, acabando de se afastar dos produtores mais fracos, que pode acabar na falência, cedendo lugar a produtores mais eficientes que podem oferecer melhor relação qualidade preço.

Resultado de imagem para "Jornal de negócios"Os consumidores ? Provavelmente as mãos invisíveis são as mãos de consumidoras femininas, já que as mulheres fazem 70-80% das compras das famílias.

Já o Jornal de Negócios parece que ainda não reparou na importância das mulheres na economia. Todos os seis comentadores da coluna "A Mão Invisível" são homens!

Que fazer perante esta desatenção ? Votar com o porta-moedas!
... go shopping, and show'em who's in charge of the wallets !

Mariana Abrantes de Sousa
Economista

domingo, abril 29, 2012

Quantas horas tem o dia deste senhor?

É rara a semana que não recebemos uma mensagem a questionar se o senhor  A  ou  B  or  C   tem tempo útil  para assumir mais um cargo público ou privado, se o seu dia tem mais de 24h, em resumo, se Portugal está a ser bem servido pelos seus craques de economia e política.
Infelizmente esta é uma pergunta persistente.  Já no tempo do Marquês de Pombal, ele tinha um pequeno número de colaboradores próximos, homens de confiança, a quem entregava diversas funções, às vezes com maus resultados.  No livro "Pombal, Paradox of the Enlighenment" (1995), o historiador Kenneth Maxwell recorda que os subordinados da "junta de providência literária" foram acusados de vender livros sob a sua guarda enquanto as chefias estavam distraídas (pg 106).
Em 1775, com Lisboa em ruínas, Pombal governava com um "grupo de colaboradores muito pequeno",  não só porque o número de letrados  era muito reduzido numa população maioritariamente analfabeta, mas também devido à sua veia autoritária de "déspota esclarecido".
Passados dois séculos, um investimento colossal na educação e várias revoluções democratizantes (de 1820, de 1891, de 1910,  de 1974,  a elite  portuguesa já não é tão minúscula, nem a sociedade portuguesa tão hierarquizada como há 250 anos atrás.  
Mas a tradição dos "monopólio dos cumes do poder" continua bem visível um pouco por todo o país, desde as grandes empresas cotadas em bolsa como nos mais  pequenos municípios do interior. O medo da fragmentação do poder no pós-25-de-Abril levou os redactores da Constituição da República Portuguesa a reforçar os partidos políticos, então embriónicos, com o monopólio da selecção de candidatos anónimos e mais ou menos substituíveis.  Por isso, os eleitores portugueses não conhecem nem responsabilizam os seus representantes nas Assembleias Municipais nem na Assembleia da República.  E ai do deputado que se atreva a pensar por si próprio e a romper a rígida disciplina de voto como fez Ribeiro e Castro recentemente. 
O debate sobre exclusividade, incompatibilidades e conflitos de interesse continua, especialmente entre políticos e funcionários públicos.   Os deputados e vereadores podem manter a sua actividade profissional, pois com a disciplina de voto não precisam de grande tempo para estudar os assuntos.  Toda a gente pode dar aulas, mas os professores podem faltar se tiverem outros afazeres, como sabe  qualquer criança de 10 anos cujas "stora" tem uma loja.  Os médicos podem trabalhar no SNS público e em clínicas privadas, para melhor angariar clientes.  
No sector empresarial, as empresas portuguesas têm mais  administradores,  mas menos mulheres do que outras empresas  europeias. Segundo um relatório da  Heidrick & Struggles, só as empresas alemãs tem mais administradores, mas bastante mais diversificados e profissionalizados, e sobretudo com melhores resultados.
E  temos que reconhecer que os resultados da má governação em Portugal têm sido desastrosos. Desde que o Instituto Português de Corporate Governance publicou o "Livro Branco sobre Corporate Governance em Portugal" em 2006, caímos numa das maiores  crises económicas da nossa memória.
E que ninguém nos venha governar, nem os romanos conseguiram.   A boa governação é um projecto "do-it-yourself".   A arte de "bem governar" tem que ser diferente de "governar-se bem".   Se queremos ser melhores resultados, se queremos deixar de ser um país fracassado,  temos que assumir a responsabilidade de nos governarmos melhor, em todas as colectividades,  desde a associação de bairro, às empresas, e à Assembleia da Republica.
E você,  vai continuar a fazer parte do problema da má governação , ou vai fazer parte da solução?
Pode começar por descobrir o nome do "seu" deputado na Assembleia da República e escrever-lhe sobre o que o aflige.
Será que o "seu" deputado lhe vai responder?
Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia

Literacia subiu muito mas ainda fica abaixo da média http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html
Mais administradores não garantem melhores resultados http://economico.sapo.pt/noticias/so-as-cotadas-alemas-tem-mais-administradores-que-portuguesas_113718.html
Deputados para que te quero  http://maiortv.com.pt/politica/01-noticias/blindar-deputados-586.php
Quando a má governação não é defeito, è feitio http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/03/cansadode-ouvir-falar-de-e-de-ppps-eu.html
Como chegámos ao rating de lixo http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/03/no-prefacio-cavaco-silva-comeca-colocar.html
A favor da boa governação http://www.cgov.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=16&Itemid=14

sábado, fevereiro 11, 2012

Falta de literacia financeira promoveu o endividamento

Portugal é (um dos) países mais endividados da Europa

Até meados dos anos 1990s, havia pouca experiência de crédito em Portugal.  Assim esta é a primeira geração a ter acesso fácil ao crédito, fora do antigo “rol de fiados” na mercearia do bairro. 
Por isso somos novatos no crédito.  E como um motorista inexperiente ao volante de um Ferrari, somos um “perigo na estrada”.
-  O crédito automóvel era proibido até 1992-3
-  O crédito à habitação era muito escasso e condicionado.  Em 1992, mais de metade das casas vendidas eram pagas a pronto pagamento
- O crédito ao consumo e os cartões de crédito eram sujeito a um imposto do selo especial superior a  7%.

Agora vamos ter todos que fazer uma desalavancagem forçada, vamos ter que voltar a esses tempos,  reaprendendo as lições fundamentais da literacia financeira.

Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia



As questões financeiras podem ser organizadas em  cinco grandes temas:

1. Orçamento familiar, rendimentos e despesas e gestão de prioridades Só 25% das crianças têm semanada ou mesada, as outras “vão pedindo”, por isso não aprendem a gerir o seu orçamento. Agora é necessário reduzir no consumo supérfluo, mantendo o investimento. Por exemplo, uma ida ao dentista é um investimento na saúde, uma ida ao cabeleiro é consumo não essencial.

 2. Gestão de riscos financeiros, como as taxas de juro variável no crédito à habitação, quedas inesperadas nos rendimentos, perda de clientes, desemprego, doença, através de seguros, ou através um bom pé de meia para aguentar os maus momentos

 3. Gestão do crédito e do endividamento em função do rendimento disponível e da taxa de esforço, prestação sobre o rendimento mensal (rácio de cobertura de serviço de dívida) e da alavancagem, passivos totais sobre o rendimento disponível anual.  A divida de particulares (household debt) representa 140% fo PIB, o faz de Portugal um dos países mais endividados da Europa.   Em parte, isto reflecte os elevados níveis de crédito à habitação, para casa própria e também para habitações secundárias.  Diz-se que os gerentes bancários tinham objectivos para fazer crédito, mas não para angariar depósitos.

Neste momento, muitas famílias não conseguem continuar a pagar o crédito à habitação e vêm-se obrigadas a entregar a casa ao banco, uma dação em pagamento. Mas se o valor da casa for inferior ao saldo em dívida, há bancos que obrigam o mutuário a contratualizar o remanescente como um crédito pessoal, com fianças e taxas elevadas. Nos Estados Unidos, os clientes "subprime" conseguem livrar-se da dívida excessiva com o mecanismo de "short sale", um tipo de bancarrota parcial  que obriga os credores a  partilhar a perda de valor do bem financiado.   Adicionalmente, o crédito ao consumo deveria voltar a er  fortemente restringido. A palavra de ordem para os cartões de crédito é: CORTAR.

4. Poupança, pois o que conta não é o que se ganha, mas sim o que se guarda. É preciso poupar, isto é deixar de consumir, para investir, para aguentar os altos e baixos, para poupar para a terceira idade, inclusive para suportar algumas despesas de saúde. Não podemos depender totalmente do Estado, da Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde, temos que ter alguma autonomia financeira. É necessário promover a poupança com taxas de juro de depósitos positivas em termos reais, e com um fundo de garantia de depósitos que deveria ser europeu e não apenas nacional.

5. Numeracia, precisamos de aprender ou reaprender a fazer contas, neste país de baixo aproveitamento a matemática. Saber calcular o montante das prestações, juros sobre juros, custo total.   Um estudo de Gerardi, Goette e Meier (2010) para o Fed Atlanta encontrou uma grande correlação  negativa  e entre a capacidade numérica do mutuário "subprime" e várias medidas de crédito mal parado. Todos os mutuários "subprime" eram, por definição, pessoas com mau historial de crédito, propensos a problemas financeiros, mas nem todos entraram em incumprimento. O estudo revelou que o que faz a diferença são os conhecimentos básicos de matemática do mutuário. Os mutuários que reprovaram num teste simples de matemática eram muito mais propensos a deixar de pagar os seus créditos, talvez por não saberem bem "deitar contas à vida". Teste a sua numeracia aqui. 


Em resumo, podemos bem recuperar a literacia financeira patente nos provérbios e ditados populares. 
  • Quem compra o que não pode, vende o que não quer 
  • Quem tudo quer tudo perde  
  • Poupe hoje, ou trabalhe amanhã 
  • Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão...
Mariana Abrantes de Sousa
PPP Lusofonia
Fonte: ETV http://tv.economico.pt/
Ver também APB Educação Financeira, Estudo da Fed Atlanta sobre o crédito subprime,
Inquérito do BdP à literacia financeira ;  Conferência sobre literacia financeira;
Plano Nacional de Literacia Financeira ; literacia financeira no mundo,
  DECO , SEFIN ; OCDE Espanha, OECD Gateway for Financial Education ,
Mediador de Credito,  http://www.mediadordocredito.pt/SiteCollectionDocuments/literacia_financeira.pdf
Blog on financial literacy http://annalusardi.blogspot.com/
Large segment of American K-12 student population is not being exposed to #economicsand #personalfinance education bit.ly/CEEsurvey2011 
See financial literacy seminar series http://business.gwu.edu/flss/

quinta-feira, agosto 26, 2010

PNUD contrata especialista em processos eleitorais, Guiné-Bissau

CHIEF TECHNICAL ADVISOR (ELECTORAL CYCLES IN PALOP AND TIMOR LESTE).

Location :Guiné-Bissau, Guinea Bissau
Application Deadline :26-Aug-10
Type of Contract :FTA International
Post Level :P-5
Languages Required :English   Portuguese
Duration of Initial Contract :1 Year
Expected Duration of Assignment :2 Years

UNDP has established a partnership on electoral assistance with the European Commission and EU member states. The European Commission (EC)-UNDP Partnership on Electoral Assistance mobilized more than 450 million EURO since 2004 for financial and technical support to transitional democracies and post conflict countries in order to promote and contribute to the organization of genuine and sustainable electoral processes. For this an EC-UNDP Joint Task Force (JTF) on Electoral Assistance composed of the EC, UNDP BDP and PSO was established to further strengthen and facilitate the already existing EC-UNDP partnership in the field of electoral assistance and improve the overall efficiency and adherence of the projects to the common EC-UNDP strategic approach.

Funded up to 6.1 million Euros for a three years’ budget, the Project in Support of the 2010-2012 Electoral Cycles in the PALOP and Timor Leste has a regional scope and is financed by the EC as sole donor. The project implementation will be ensured by UNDP Guinea Bissau through direct execution modality (DEX). Building on past and ongoing support in the electoral domain to the PALOP and Timor Leste, the strategy follows a project based approach, compatible with the nature of a multi country initiative.

The project is a good example of coordination and harmonisation and is in line with the principles of the Paris and Accra Declarations on Aid Effectiveness in the sense that a) it is clearly demand-driven and is being designed as a result of extensive consultation among the relevant actors, b) it involves a strong coordination among its stakeholders and resources for the implementation of the project will be applied to finance regional harmonized activities, in line with the project’s multi country strategy, c) aims to support the capacity building of national institutions and to provide support based on partner countries’ national strategies, institutions and procedures; d) should complement and strengthen existing efforts in the different sectors and avoid duplication of efforts and rationalise activities.



Competencies

Professional:
  • Background and experience in electoral processes, especially voter registration, training of electoral officials and voter education. 
  • Demonstrated knowledge and understanding of approaches, tools and methodologies related to planning, executing and monitoring the implementation of technical assistance projects. 
Planning and Organization:
  • Excellent analytical and organizational skills required; ability to plan own work, manage conflicting priorities, report on work progress and deliver outputs in a punctual manner.
Coordination:
  • Ability to effectively interact and coordinate with donors and senior officials;
Technological awareness:
  • Fully proficient computer skills and use of relevant software and other applications, e.g. word processing, PowerPoint or equivalent, internal databases, Internet, etc.
  • Knowledge of information technology systems and applications in electoral management would be an asset. 
Communication: 
  • Strong communication (spoken and written) skills and ability to articulate ideas in a clear, concise style.

Required Skills and Experience

Education:
  • Advanced University Degree (Masters or equivalent) in Political Sciences, Law, International Relations or related field; Post graduations, Specific study and publications in governance and electoral matters are an asset.
Experience:
  • 10 years relevant work experience, at least 7 of which involve programming, formulation, management and advice on electoral assistance activities
  • Experience in planning and formulating election observation missions and/or electoral assistance projects for international organizations is an asset;
  • Experience in donor coordination, donor government relations and managing a multi-donor basket fund is an asset;
  • Experience in working with transnational and emerging democracies and post-conflict environments, particularly in the PALOP-TL, are an asset;
  • Computer proficiency, including working knowledge of MS Office products (Word, Excel, PowerPoint), Front Page, Adobe In-Design; web-based management systems.
  • Knowledge and experience in UNDP electoral assistance and electoral cycle approach – UN/UNDP guide on electoral assistance/ Joint EC-UNDP guidelines on electoral assistance.
Language Requirements:
  • Fluency in both Portuguese and English required.
  • French is an asset.

quarta-feira, abril 14, 2010

Formador em jornalismo económico

Jornalism Trainer , apply by: 22 -April-2010 Organization(s): Human Dynamics;  OneglobalExpert
Project title: Training on Financial Journalism
Country: ACP States (Burkina Faso and Mozambique)
Commencement date of the project: 3-May-2010

Duration of the assignment: 17 work days over max. 9 months


Brief description:
The global objective of this assignment is to improve financial literacy of low-income groups by providing them with education, information and advice to make informed and effective financial decisions and to engage actively in the financial sector. This in turn should increase the welfare of low-income consumers by increasing the quantity and quality of their use of financial services.

The specific objective is to provide high-quality practical training to African radio and TV journalists, to improve their understanding of the financial sector and to allow them to disseminate this information to their public in the form of interesting and critical consumer-oriented reports that will ultimately improve households’ understanding of financial products.

Qualifications and skills required:
- University degree in business, economics, finance, law or other any other relevant background replacing formal education combined with a background in journalism, and reporting experience in developing countries.
- Working languages: fluent in French or Portuguese, both orally and in writing;
- Excellent communication and interpersonal skills to be able to interact with trainees, Senior Trainer and other stakeholders;
- Good computer and writing skills.

Professional experience
- International training experience (min. 3 years), preferably in ACP countries.
- Proven experience in hands-on training of a diverse audience.
- Proven experience in conducting similar training in ACP, or developing countries.
- Ability to understand the needs of the trainees and adapt quickly.
- Experience of either voice or image or online digital recording and editing techniques and of the use of all information sources for adaptation to TV or radio reports.
- Familiar with financial literacy issues;
- Knowledge of the African financial journalism

See TOR Terms of Reference  http://www.oneglobalexpert.com/job-opportunities/training-on-financial-journalism-within-the-eu-acp-microfinance-framework-programme.html