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segunda-feira, fevereiro 20, 2023

Re-urbanização compacta e eficiente precisa-se!

Gostei de ler o recente artigo de Luisa Pinto do Público sobre o estudo do Mercado Imobiliário em Portugal coordenado por Paulo Rodrigues e publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos   em ABRIL 2022. 

Uma vez que a habitação é um serviço LOCAL por definição, o  desafio foi de construir um Indice de Inacessibilidade territorial ao nivel das freguesias, cruzando o preço da habitação e o nível de rendimentos das famílias. As estimativas mostram que 24% das familias de zonas rurais em declínio e até 39% das familias em zonas de urbanização crescente estão em Risco de Inacessibilidade Habitacional. 

Foram assim tipificados processos de transformação da habitação, que na minha opinião ainda não passam do diagnóstico para a solução.    Esta lista de seis processos de urbanização é útil, interessante mas incompleta, se de facto queremos  promover um parque habitacional sustentável, tanto para as famílias como para os Orçamentos do Estado e dos Municípios. 

1. Expansão urbana (crescimento das áreas urbanas de maior dimensão, originando grande concentração de população, actividades económicas e serviços).

2. Urbanização (passagem de modos de ocupação de baixa densidade para alta densidade, impelida pela migração das populações para os centros urbanos).

3. Declínio urbano (descida da população e envelhecimento demográfico, abandono de infra-estruturas e património edificado).

4. Declínio rural (abandono de áreas rurais, encerramento de serviços, despovoamento progressivo).

5. Contra-urbanização (processo de urbanização de áreas rurais que se situam para além de zonas urbanas ou periurbanas), fora dos perimetros de segurança. 

6. Suburbanização (expansão das áreas urbanas para as suas periferias), por vezes clandestina e selvagem. 

7. Re-urbanização sustentavel, reabilitação e de "re-purposing" de edifícios antigos e/ou abandonados em bairros devidamente urbanizados para criar cidades e vilas compactas e eficientes com massa-critica  sem congestionamento. 

Falta incluir a reabilitação e de re-funcionalização (o dito re-purposing") de casas e outros edificios existentes, devolutos, e mais ou menos em situação de degradação e ruína.

Em termos de investimento público, é bem mais eficiente reabilitar casas devolutas e degradadas dentro do perimetro das povoações do que construir novos bairros na periferia. Os bairros existentes já têm todas infraetruturas, água, saneamento, electricidade, telecomunicações, ruas, passeios, etc. Os bairros existentes já têm as escolas, os cafés, as igrejas, as associações, e até as tradições que apoiam a comunidade. Os mediadores do imobiliiaro bem sabem que cada casa devoluta e em ruinas desvaloriza um bairro e que cada casa recuperada e habitada pode ajudar a restaurar um bairro degradado.

O enfoque do estudo nas freguesias e municípios é certeiro e importante. Mas não basta.
Há processos e politicas nacionais que têm contribuido bastante mais para a degradação e inacessibilidade da habitação do que o aumento da procura.
  • A compra e venda de imóveis é dos processos mais burocráticos em Portugal. As licenças camarárias são uma dor de cabeça e as escrituras são uma "dor de bolso". Muitas prédios devolutos fazem parte de heranças indivisas onde os custos de compra/venda são superiores ao seu valor de mercado,. Por isso ficam abandonados, parece que para sempre, sem que os proprietários sejam responsabilizados nem apoiados.
  • Uma Câmara Municipal que se queixa que os fundos do PRR não estão disponíveis para reabilitação de edificios antigos, mas apenas para construção nova, também leva 14 meses para emitir a licença de construção de uma casa dentro do perimetro de segurança da povoação existente.
  • Um operador de serviços públicos que se queixa do custo de ter que expandir a sua rede de distribuição, também leva quase um ano a oficializar o ramal de ligação para o restauro de uma ruina num bairro do tempo do Infante D. Henrique.
Cidades, vilas e aldeias compactas, eficientes e sustentáveis ...precisam-se!

Mariana Abrantes de Sousa,

Economista

VER   https://www.ffms.pt/pt-pt/estudos/o-mercado-imobiliario-em-portugal

 https://www.publico.pt/2023/02/19/economia/noticia/habitacao-inacessivel-retrato-territorio-portugues-2038873 

domingo, dezembro 04, 2022

População urbana vai chegar a 84% na Europa em 2050, agricultores procuram-se

As notícias de pé de página também podem ajudar a criar uma visão de conjunto. 

Urbanização Europa 84% 2050

As cidades médias crescem mais e estima-se que a a população urbana vai chegar a 84% na Europa em 2050. 

Com tanta gente nas cidades, como se garante a segurança alimentar dos citadinos? Não será com "hortas urbanas"!

A Europa vai depender ainda mais da alimentos importados. 

Um solução pode ser a redução de desperdício alimentar que atualmente ronda os 20%. 

  
Ou os poucos agricultores europeus podem produzir mais, em resposta ao aumento de preços, pois a inflação alimentar passou de menos de 3% ao ano par mais de 15% ao ano m 2022,


VER Inflação alimentar acelera em 2022

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Sinistralidade urbana persiste

Em 2008, registou-se o menor número de sempre de mortes nas estradas nacionais: 772.

O presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa congratula-se com a efectiva diminuição de vítimas mortais em 2008 (e também dos feridos graves que passaram de 3116 para 2587)

O dirigente do ACP alertou, contudo, para a alta sinistralidade existente nos meios urbanos, apontando Lisboa como um exemplo de má gestão do tráfego e, em consequência, potencial pólo de acidentes.

"PSP, Polícia Municipal e até a EMEL, todos multam, todos querem mandar no trânsito.
É muita gente a querer mandar, mas muito pouca gente a efectuar as necessárias campanhas de prevenção e a solucionar os problemas existentes", disse.

Fonte: PUBLICO 8 DE JANEIRO

sábado, janeiro 03, 2009

MOB Carsharing da Carris oferece carros partilhados em Lisboa

A Carris já conta com mais de 70 clientes do Cartão Lisboa Viva para o seu serviço de MOB Carsharing lançado no fim de Setembro 2008, que permite aos lisboetas usarem carros por curtos períodos de tempo.

Como funciona o serviço Carris Mob Carsharing
Como Aderir:
O cliente do Cartão Lisboa Viva pode obter os formulários de adesão no portal www.mobcarsharing.pt/resources/docs/Contrato_Adesao.pdf, preencher e enviar para a morada indicada. Despois de aprovado, receberá em casa o seu número de identificação.

Como Reservar:
O cliente pode reservar por telefone, tel: 707 20 70 80, ou por Internet, através de www.mobcarsharing.pt

Como Desbloquear:
Feita a reserva, o cliente dirige-se ao parque de estacionamento indicado, e coloca o seu Cartão Lisboa Viva junto do pára-brisas, o que desbloqueia o carro.

Como Aproveitar:
Depois de dar as suas voltas, regresse o carro ao parque de origem até à data de finalização da reserva.
A taxa de adesão de €55 é oferecida aos primeiros 200 clientes.
O tarifário aplicado por hora e por km percorrido cobre os custos de operação incluindo combustível e seguros.

A Carris tem carros disponíveis no Cais do Sodré, rua Alexandre Herculano, Campo de Ourique, Saldanha, Campo Pequaneo e Parque das Nações e tenciona aumentar significativamente a oferta de parques em 2009.

Para mais informação, contactar:
http://www.mobcarsharing.pt/
tel: 707 20 70 80
Atendimento Mob: Av. Duque d'Ávila, nº 12, 1000-140 Lisboa

Recentemente, a televisão Bloomberg apresentou um programa com Robin Chase, a empresária responsável pelo Zipcar e GoLoco, os serviços de carros partilhados em Boston, New York, San Francisco, Londres e outros.
http://www.zipcar.com/ destina-se à utilização pontual de um carro
http://www.goloco.org/ permite utilizar a Internet e os portais sociais como como Facebook para encontrar parceiros para partilhar viagens e o respectivo custo, incluindo deslocações pendulares casa-trabalho

VER
http://cidadanialx.blogspot.com/2009/01/carris-quer-mais-13-parques-para-carros.html http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?