This is a lovely video with great images of some of the best reasons to visit Portugal.
PPP Lusofonia é um blog de economia e finanças, focado nos serviços públicos e no investimento para o desenvolvimento, e nas PPP. O blog dedica-se a (a) conceitos de economia, finanças e banca (b) às necessidades dos PALOPs e (c)oportunidades de consultoria nos PALOPs, com artigos em português ou inglês. PLEASE USE THE TRANSLATE BUTTON. PPPs, development financing in Lusophone Countries Autora: Mariana ABRANTES de Sousa
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terça-feira, janeiro 17, 2012
segunda-feira, janeiro 16, 2012
A solução está na exportação - pastéis de nata
Sim, se não exportarmos mais bens e serviços, incluindo pastéis de natas, teremos que exportar pessoas.
Mas Portugal está viciado em importações, tem uma cultura de comprador e falta-nos uma cultura de vendedor. O Guia do Exportador começa com uma justificação de "porquê exportar". A Alemanha é a maior economia da Europa e não se ensina alemão nas escolas secundárias portuguesas.
Portugal não está sequer organizado para a exportação. Enquanto a Espanha tem o ICEX desde sempre, Portugal teve o ICEP, a AICEP, o Portugal Global, etc. As falhas da promoção das exportações portuguesas começam logo na Avenida 5 de Outubro, aicep@portugalglobal.pt e não vão melhorar no Largo do Rilvas.
Mas Portugal está viciado em importações, tem uma cultura de comprador e falta-nos uma cultura de vendedor. O Guia do Exportador começa com uma justificação de "porquê exportar". A Alemanha é a maior economia da Europa e não se ensina alemão nas escolas secundárias portuguesas.
Portugal não está sequer organizado para a exportação. Enquanto a Espanha tem o ICEX desde sempre, Portugal teve o ICEP, a AICEP, o Portugal Global, etc. As falhas da promoção das exportações portuguesas começam logo na Avenida 5 de Outubro, aicep@portugalglobal.pt e não vão melhorar no Largo do Rilvas.
quinta-feira, janeiro 12, 2012
Oportunidades em serviço social e educação
Tutor para mestrado em serviço social em Timor-Leste
O ISCTE e a UNTL procuram um tutor para o mestrado em serviço social em Timor Leste. O contrato é de 10 meses, o local de trabalho é a UNTL em DIli e é obrigatório saber português e tetum. Há preferência por quem tenha pós-graduação em serviço social ou, em alternativa, na área das ciências sociais.
NOTA: Prazo de candidatura até 23 de Janeiro .
NOTA: Prazo de candidatura até 23 de Janeiro .
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Cambridge Education are looking for 4 experts for an EU-funded FWC Project in Angola entitled "Evaluation of institutional capacity in Primary education and Formulation of PAEP II"
Profiles Required:
1 Senior Education Expert - 64 working days - Team Leader, with experience of Institutional Context of Angola.
1 Senior Institutional Capacity Building Expert - 52 working days - with experience in education and Institutional Context of Angola.
1 Junior Expert EC aid delivery modalities - 32 working days - experience in PALOP countries/Angola essential
1 Junior Expert in the Angolan education system - 40 working days - must reside in Angola. Will facilitate links between project and local stakeholders.
PORTUGUESE LANGUAGE ESSENTIAL FOR ALL POSTS
Estimated starting date: 1st March 2012
Please visit www.camb-ed.com/lot9 for further details of the roles required, and please send your CV to lot9@camb-ed.com if you wish to apply.
1 Senior Education Expert - 64 working days - Team Leader, with experience of Institutional Context of Angola.
1 Senior Institutional Capacity Building Expert - 52 working days - with experience in education and Institutional Context of Angola.
1 Junior Expert EC aid delivery modalities - 32 working days - experience in PALOP countries/Angola essential
1 Junior Expert in the Angolan education system - 40 working days - must reside in Angola. Will facilitate links between project and local stakeholders.
PORTUGUESE LANGUAGE ESSENTIAL FOR ALL POSTS
Estimated starting date: 1st March 2012
Please visit www.camb-ed.com/lot9 for further details of the roles required, and please send your CV to lot9@camb-ed.com if you wish to apply.
Mariana Abrantes de Sousa to speak at V EFAPCO Congress, Estoril, 13-14 Jan 2011
EFAPCO 5th Congress described as a “Green Congress in a Green Venue” the event will tackle the theme: “The World Has Changed: Start Acting”.
Hosting the event, the Estoril Congress Center, is certified as a green venue by Green Globe International and has been described as a European leader in terms of sustainable business tourism.
The Congress will be looking at a variety of 21st Century Challenges including:
* The Future of Corporate and Association Meetings
* The European Commission’s Approach to Conference Organisation
* Women Leadership and the Meetings Industry, Friday, Friday, 13-Jan, 14h30 - 16h30
* The value of Face-to-Face events in the era of Facebook
* How the media respond in the delivery of international solutions
* A sustainable vision of the Meetings Industry
* The value of air links in the positioning of destinations
* Using science to influence attendee behaviour and performance at meetings.
Keynote presenters include Jose Manuel Bastos, Head of Unit Conference Organisation
at the European Commission talking about the EC’s Approach to Conference Organisation, global futurist Rohit Talwar, James Latham, Producer at MEETINGS:review, Pedro Rocha dos Santos Director of the Estoril Congress Center offering a sustainable vision for the Meetings Industry and Jon Bradshaw, CEO with The Meetology Group.
A series of illustrious female personalities will be presenting a session on women
leadership in the meetings industry including: Isabel Amaral President of APEP; Anne
De Smet, President of BAPCO the Federation’s Belgian member association; Isabella
Lenarduzzi, Managing Director of JUMP and independent financial consultant Mariana
Abrantes de Sousa.
Dates: Friday, 13-14 January 2012
Location: Estoril Congress Center, www.estorilcc.co
Contacts: Helena Weinstein, EFAPCO Vice President
E-mail: portugal@efapco.eu, Mobile: +351 912 538 940
http://www.efapco2012.com/,
Source: Event Programme, http://www.efapco.eu/events/the_5th_congress_2012_estoril_portugal
More conferences and meeting in PORTUGAL http://www.conferencealerts.com/portugal.htm
Hosting the event, the Estoril Congress Center, is certified as a green venue by Green Globe International and has been described as a European leader in terms of sustainable business tourism.The Congress will be looking at a variety of 21st Century Challenges including:
* The Future of Corporate and Association Meetings
* The European Commission’s Approach to Conference Organisation
* Women Leadership and the Meetings Industry, Friday, Friday, 13-Jan, 14h30 - 16h30
* The value of Face-to-Face events in the era of Facebook
* How the media respond in the delivery of international solutions
* A sustainable vision of the Meetings Industry
* The value of air links in the positioning of destinations
* Using science to influence attendee behaviour and performance at meetings.
Keynote presenters include Jose Manuel Bastos, Head of Unit Conference Organisation
at the European Commission talking about the EC’s Approach to Conference Organisation, global futurist Rohit Talwar, James Latham, Producer at MEETINGS:review, Pedro Rocha dos Santos Director of the Estoril Congress Center offering a sustainable vision for the Meetings Industry and Jon Bradshaw, CEO with The Meetology Group.
A series of illustrious female personalities will be presenting a session on women
leadership in the meetings industry including: Isabel Amaral President of APEP; Anne
De Smet, President of BAPCO the Federation’s Belgian member association; Isabella
Lenarduzzi, Managing Director of JUMP and independent financial consultant Mariana
Abrantes de Sousa.
Dates: Friday, 13-14 January 2012
Location: Estoril Congress Center, www.estorilcc.co
Contacts: Helena Weinstein, EFAPCO Vice President
E-mail: portugal@efapco.eu, Mobile: +351 912 538 940
http://www.efapco2012.com/,
Source: Event Programme, http://www.efapco.eu/events/the_5th_congress_2012_estoril_portugal
More conferences and meeting in PORTUGAL http://www.conferencealerts.com/portugal.htm
segunda-feira, janeiro 09, 2012
Hospitais EPE com pior desempenho operacional e financeiro em 2011
O relatório de Monitorização mensal de Hospitais, Centros Hospitalares (EPE e SPA) e Unidades Locais de Saúde (ULS) a nível nacional está disponível em
Ver citação no artigo do I-online http://www.ionline.pt/dinheiro/resultados-dos-hospitais-pioraram-2011-apesar-poupanca-181-me e artigo sobre a classificação dos HEPE para efeitos da contabilidade nacional
Ver apresentação sobre os hospitais PPP
http://www.acss.min-saude.pt/Portals/0/TB%20-%20Novembro%202011%20-%20Nacional.pdf e merece boa atenção.
É bom ver o MdS a divulgar, atempadamente, cada vez mais informação de desempenho operacional e financeiro do SNS.
É bom ver o MdS a divulgar, atempadamente, cada vez mais informação de desempenho operacional e financeiro do SNS.
Segundo a Nota Técnica, este quadro nacional inclui apenas os hospitais SPA e ULS, alguns dos hospitais EPE, nenhum dos hospitais PPP nem das ARS e respectivos centros de saúde. Por isso, os custos operacionais totais são apenas 3.942 milhões de euros no período, quando os encargos do SNS andam mais perto do 9.000 milhões de euros por ano.
Apesar das lacunas, os números demonstram a dura realidade de um grande sistema como o SNS: os custos tendem a ser relativamente inflexíveis (-4,40%) e a não acompanhar a redução de proveitos (-7,33%), o que facilmente provoca défices, com os resultados operacionais negativos desde conjunto de hospitais a aumentar 32% para -407 milhões de euros no período. Por isso, flexibilizar os custos, para baixo, é o grande desafio da gestão de qualquer grande empreendimento, especialmente em tempo de contracção económica.
O rácio de custos operacionais/proveitos operacionais foi de 111,5%, mas os resultados liquidos poderão ser ainda piores ao incluir encargos financeiros e outros.
O rácio de custos operacionais/proveitos operacionais foi de 111,5%, mas os resultados liquidos poderão ser ainda piores ao incluir encargos financeiros e outros.
Desde logo, os custos mais difíceis de comprimir são os custos com produtos farmacêuticos que continuaram a aumentar, +0,89%, mesmo com redução de -2,51% do número de doentes saídos. Sabemos que Portugal tem um consumo de medicamentos relativamente elevado em comparação com outros países europeus do nosso tamanho, e que isto tem sido alimentado a crédito. Em 2011, parece ainda não haver indícios de racionalização no consumo de fármacos, muitos dos quais importados, mas isso poderá mudar em 2012 com os cortes no crédito dos fornecedores farmacêuticos, como está a acontecer na Madeira.
Depois, há todo um conjunto de indicadores de eficiência e de utilização da capacidade instalada que pioraram em 2011. A taxa de ocupação reduziu 0,42 pp para 82,55%, mas esta tendência poderá ser invertida em 2012 com a redução anunciada na capacidade instalada. O número de profissionais de saúde ao serviço neste grupo de hospitais também aumentou, +1,37% de médicos e 3,74% de enfermeiros, mas os custos com pessoal reduziram substancialmente em -6,57%. Os cortes de -11,87% nos custos com horas extraordinárias e suplementos, representaram um quarto da poupança com pessoal.
Em resumo, o desempenho operacional e financeiro deste grupo de hospitais ainda piorou em 2011, com os poucos ganhos de eficiência concentrados na gestão de pessoal (easy wins?). Conseguir outros ganhos de eficiência e sustentabilidade na gestão de fornecedores (ex. medicamentos) e na gestão da capacidade instalada vai ser o grande desafio em 2012.
Fazemos votos para que a vontade política se mantenha, para bem da sustentabilidade, e portanto da cobertura e da qualidade, do nosso precioso SNS.
Mariana Abrantes de Sousa, ex-Controladora Financeira do Ministério da Saúde
PPP Lusofonia
Ver citação no artigo do I-online http://www.ionline.pt/dinheiro/resultados-dos-hospitais-pioraram-2011-apesar-poupanca-181-me e artigo sobre a classificação dos HEPE para efeitos da contabilidade nacional
Ver apresentação sobre os hospitais PPP
sexta-feira, janeiro 06, 2012
Ou exportamos mais bens e serviços...ou exportamos pessoas

Mariana Abrantes de Sousa, economista e consultora financeira, avisa que o desafio principal para Portugal é conseguir vingar no mercado exportador: "Ou exportamos mais bens e serviços… ou exportamos pessoas", avisa. ~
“Em Portugal, acho que a economia ainda não tocou fundo, a austeridade ainda não teve o efeito suficiente. Tivemos mais um “Natal importado” [financiado com a venda da EDP] e ainda vai ser necessário cortar mais no consumo, especialmente de “artigos importados”, analisa, considerando que: “Falta trabalhar mais para a exportação a fim de aumentar a taxa de cobertura e reduzir o défice da BTC – balança de transacções correntes”.
A economia americana tem conseguido desalavancar (as empresas e as famílias) e recapitalizar (os bancos). As famílias americanas conseguem livrar-se do sobreendividamento com processos de bancarrota pessoal ou “short sale” (dação em pagamento das casas aos bancos, quando valem menos que o saldo em dívida do crédito hipotecário). Os custos da saúde continuam a ser o maior flagelo dos americanos, pior do que o desemprego. Acho que a economia americana está pronta para continuar a crescer, e 2012 é um ano de eleições, mas ainda está a importar muito.
A economia europeia ainda mal começou a fazer o ajustamento necessário, a divergência entre os países exportadores (Alemanha e Holanda) e o resto da Europa ainda parece imparável, é insustentável. Quanto maior forem os desequilíbrios dos saldos comerciais intra-Eurozone, pior.
Em Portugal, acho que a economia ainda não tocou fundo, a austeridade ainda não teve o efeito suficiente. Tivemos mais um “Natal importado” [financiado com a venda da EDP] e ainda vai ser necessário cortar mais no consumo, especialmente de “artigos importados”. Falta trabalhar mais para a exportação a fim de aumentar a taxa de cobertura e reduzir o défice da BTC – balança de transacções correntes. Também falta fazer mais para promover a poupança.
A economia europeia ainda mal começou a fazer o ajustamento necessário, a divergência entre os países exportadores (Alemanha e Holanda) e o resto da Europa ainda parece imparável, é insustentável. Quanto maior forem os desequilíbrios dos saldos comerciais intra-Eurozone, pior.
Em Portugal, acho que a economia ainda não tocou fundo, a austeridade ainda não teve o efeito suficiente. Tivemos mais um “Natal importado” [financiado com a venda da EDP] e ainda vai ser necessário cortar mais no consumo, especialmente de “artigos importados”. Falta trabalhar mais para a exportação a fim de aumentar a taxa de cobertura e reduzir o défice da BTC – balança de transacções correntes. Também falta fazer mais para promover a poupança.
A outra grande prioridade para Portugal é mesmo renegociar a dívida externa, alargando prazos e reduzindo taxas de juro, partilhando o sacrifício com os nossos credores. Veja-se que a venda da participação na EDP aos chineses apenas vai dar para financiar o défice comercial Portugal-China por dois anos.
A Administração Pública, as empresas e as famílias têm que desalavancar, reduzir dívida e aumentar a eficiência e a poupança.
Mais que nada, Portugal tem que trabalhar para a exportação e para melhorar a balança comercial. Isto implica uma reorientação das empresas, do crédito bancário, mas também do resto da sociedade, incluindo, por exemplo, o ensino obrigatório do alemão em todas as escolas secundárias públicas.
No poupar (e no exportar) é que está o ganho.
Ou exportamos mais bens e serviços… ou exportamos pessoas.
Ou exportamos mais bens e serviços… ou exportamos pessoas.
http://comunidade.xl.pt/JNegocios/blogs/massamonetaria/archive/2012/01/06/2012-segundo-pedro-cassiano-santos-e-mariana-abrantes-de-sousa.aspx
Ver também http://ppplusofonia.blogspot.com/2011/12/se-o-pai-natal-fosse-chines.html
http://ppplusofonia.blogspot.com/2011/12/eurozone-crisis-tests-limits-of.html
Consultores e auditores de PPP - Portugal
Objectivo: Procuram-se auditores e consultores com experiencia em PPP para fazerem parte de um equipa liderada por auditores e especialistas internacionais para a prestação de serviços de auditoria e consultoria às Parcerias Público Privadas do Estado Português (Administração Central), consubstanciada na identificação e avaliação dos principais e eventuais passivos e quantificação das responsabilidades financeiras por parte das PPP, na avaliação do tratamento contabilístico das PPPs e na avaliação do desempenho do Concedente.
O estudo será executado num período de 90 dias, a concluir até 15-Junho-2012.
Qualificações: Auditores, juristas, engenheiros e analistas financeiros com pelo menos 3 anos de experiência relevante em Portugal ou no estrangeiro. Conhecimento de Português essencial.
Contactos: Para mais informações sobre o Caderno de Encargos do concurso, favor enviar mensagem e CV em português e em formato europeu para ppplusofonia...gmail.com
VER também http://ppplusofonia.blogspot.com/2011/12/outsourcing-da-analise-dos-contratos-de.html
O estudo será executado num período de 90 dias, a concluir até 15-Junho-2012.
Qualificações: Auditores, juristas, engenheiros e analistas financeiros com pelo menos 3 anos de experiência relevante em Portugal ou no estrangeiro. Conhecimento de Português essencial.
Contactos: Para mais informações sobre o Caderno de Encargos do concurso, favor enviar mensagem e CV em português e em formato europeu para ppplusofonia...gmail.com
VER também http://ppplusofonia.blogspot.com/2011/12/outsourcing-da-analise-dos-contratos-de.html
Quem paga não manda
O Estado arrisca,mas não risca nada
05 Janeiro 2012 | 23:30

05 Janeiro 2012 | 23:30
João Cândido da Silva - joaosilva@negocios.pt
Uma visita ao "site" da Direcção-geral do Tesouro e Finanças é uma oportunidade para se ficar a conhecer as virtudes das parcerias público-privadas. Infelizmente, é também uma ocasião para se ficar a saber quanto custam aos contribuintes as diversas vantagens que lhes são atribuídas.
Uma visita ao "site" da Direcção-geral do Tesouro e Finanças é uma oportunidade para se ficar a conhecer as virtudes das parcerias público-privadas. Infelizmente, é também uma ocasião para se ficar a saber quanto custam aos contribuintes as diversas vantagens que lhes são atribuídas.
A intenção é louvável. Os textos são curtos, bem organizados e recorrem a uma linguagem acessível a qualquer cidadão. Estes aspectos são tanto mais surpreendentes quanto é conhecida a tendência dos burocratas para complicarem aquilo que é simples. No Estado, habitam conspiradores que, por disporem de um especial sentido de humor negro, não gostam de ser compreendidos. Nem apreciam compreender quem se lhes dirige. Se não tiver outro mérito, esta forma de estar pode ser caracterizada como um braça das política activas de emprego. A burocracia dá de comer a muita gente, enquanto a eficiência cria desemprego.
Na Direcção-geral do Tesouro e Finanças não é assim. Em sete magníficos "cliques", aquilo que é necessário saber sobre as teses que fundamentam um dos desastres financeiros que atiraram Portugal para o limiar da insolvência está explicado com grande clareza.
No "site" afirma-se, por exemplo, que as PPP se distinguem pela "longa duração da relação entre os parceiros (...) e a partilha de riscos entre os parceiros". Acrescenta-se que "constituem finalidades essenciais das PPP o acréscimo de eficiência na afectação de recursos públicos". E, para que não restem dúvidas nos espíritos mais cépticos, ainda se sublinha que "o estabelecimento de uma parceria pressupõe uma partilha de riscos claramente identificada, devendo ser repartidos entre as partes de acordo com a sua capacidade de gerir os mesmos".
Um leitor menos familiarizado com o volume de encargos que este esquema gera, e continuará a gerar nas próximas décadas, para os cofres públicos julgará estar perante uma ideia iluminada. O Estado quer fazer obra, mas não tem dinheiro. Os privados chegam-se à frente e são pagos a longo prazo. Perfeito? Sim. Mas um perfeito descalabro.
Se o mesmo utilizador do "site" em causa tiver a curiosidade suficiente para espreitar os relatórios sobre as PPP, começará a ficar com razões para se preocupar, caso pague impostos em Portugal e não tenha hipóteses de escapar à sangria. Através de uma ligação vizinha, poderá consultar o mais recente desses documentos, relativo ao terceiro trimestre de 2011. E, caso procure o capítulo dedicado aos encargos líquidos suportados pelo Estado com as PPP em vigor, será melhor sentar-se e preparar-se para algumas más notícias.
Até Setembro do ano passado, estava previsto que o Estado teria de pagar 860 milhões de euros pela sua participação nestes negócios. Mas, talvez por falta de habilidade pública para fazer contas e contratos, o fardo acabou por ser de 1.335 milhões de euros. Só nas parcerias relativas a auto-estradas, os custos a liquidar pelos contribuintes aumentaram 65% porque, dentro da lógica da original partilha de riscos, foi necessário reforçar as rendas a pagar aos concessionários por revisões efectuadas nos contratos.
O Governo estima agora que, pelo final do ano, os custos com as PPP totalizem mais de 1.500 milhões de euros, valor que supera as receitas adicionais obtidas com o imposto extraordinário cobrado sobre os subsídios de Natal do ano passado. Na gíria, estes ajustamentos são apelidados de "reequilíbrio financeiro". É uma expressão susceptível de provocar espanto. Para operações em que o resultado é o Estado ter de pagar mais para que os privados recebam mais, razoável seria chamar-lhes iniciativas de "desequilíbrio financeiro". O Estado fica com o risco e não risca nada.
joaosilva@negocios.pt
Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=529923&pn=1
A intenção é louvável. Os textos são curtos, bem organizados e recorrem a uma linguagem acessível a qualquer cidadão. Estes aspectos são tanto mais surpreendentes quanto é conhecida a tendência dos burocratas para complicarem aquilo que é simples. No Estado, habitam conspiradores que, por disporem de um especial sentido de humor negro, não gostam de ser compreendidos. Nem apreciam compreender quem se lhes dirige. Se não tiver outro mérito, esta forma de estar pode ser caracterizada como um braça das política activas de emprego. A burocracia dá de comer a muita gente, enquanto a eficiência cria desemprego.
Na Direcção-geral do Tesouro e Finanças não é assim. Em sete magníficos "cliques", aquilo que é necessário saber sobre as teses que fundamentam um dos desastres financeiros que atiraram Portugal para o limiar da insolvência está explicado com grande clareza.
No "site" afirma-se, por exemplo, que as PPP se distinguem pela "longa duração da relação entre os parceiros (...) e a partilha de riscos entre os parceiros". Acrescenta-se que "constituem finalidades essenciais das PPP o acréscimo de eficiência na afectação de recursos públicos". E, para que não restem dúvidas nos espíritos mais cépticos, ainda se sublinha que "o estabelecimento de uma parceria pressupõe uma partilha de riscos claramente identificada, devendo ser repartidos entre as partes de acordo com a sua capacidade de gerir os mesmos".
Um leitor menos familiarizado com o volume de encargos que este esquema gera, e continuará a gerar nas próximas décadas, para os cofres públicos julgará estar perante uma ideia iluminada. O Estado quer fazer obra, mas não tem dinheiro. Os privados chegam-se à frente e são pagos a longo prazo. Perfeito? Sim. Mas um perfeito descalabro.
Se o mesmo utilizador do "site" em causa tiver a curiosidade suficiente para espreitar os relatórios sobre as PPP, começará a ficar com razões para se preocupar, caso pague impostos em Portugal e não tenha hipóteses de escapar à sangria. Através de uma ligação vizinha, poderá consultar o mais recente desses documentos, relativo ao terceiro trimestre de 2011. E, caso procure o capítulo dedicado aos encargos líquidos suportados pelo Estado com as PPP em vigor, será melhor sentar-se e preparar-se para algumas más notícias.
Até Setembro do ano passado, estava previsto que o Estado teria de pagar 860 milhões de euros pela sua participação nestes negócios. Mas, talvez por falta de habilidade pública para fazer contas e contratos, o fardo acabou por ser de 1.335 milhões de euros. Só nas parcerias relativas a auto-estradas, os custos a liquidar pelos contribuintes aumentaram 65% porque, dentro da lógica da original partilha de riscos, foi necessário reforçar as rendas a pagar aos concessionários por revisões efectuadas nos contratos.
O Governo estima agora que, pelo final do ano, os custos com as PPP totalizem mais de 1.500 milhões de euros, valor que supera as receitas adicionais obtidas com o imposto extraordinário cobrado sobre os subsídios de Natal do ano passado. Na gíria, estes ajustamentos são apelidados de "reequilíbrio financeiro". É uma expressão susceptível de provocar espanto. Para operações em que o resultado é o Estado ter de pagar mais para que os privados recebam mais, razoável seria chamar-lhes iniciativas de "desequilíbrio financeiro". O Estado fica com o risco e não risca nada.
joaosilva@negocios.pt
Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=529923&pn=1
Infra or Aviation Consultants - Brazil - All levels
Working an urgent requirement for experienced project managers and consultants with aviation or infrastructure experience to work with a market leader in Brazil.
The client has a first class reputation for leading procurement and project management advice and has a rapidly expanding workload in South America.
As part of this growth we are now looking for people from Associate to VP level to join their team.
Ideally this role will be located in Brazil but working from another office would be considered for the ideal candidate.
To find out more contact graham@dangerfieldexec.com without delay
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