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quarta-feira, fevereiro 19, 2025

Cursos de reciclagem precisam-se!

Que um migrante recém-chegado passe por uma fase de adaptação, temporária, e que trabalhe abaixo das suas qualificações não é de estranhar por quem já emigrou e voltou. Num mercado de trabalho pouco "eficiente" como Portugal, não é fácil o trabalhador certo chegar ao cargo certo.

Mais problemático é haver tantos profissionais subaproveitados, durante tantos anos, com tantos custos pessoais como socioeconómicos.
Por exemplo, este ano aumentam as vagas nos cursos para novos professores, com impacto daqui a 5 anos.

Mas haverá algum curso rápido de reciclagem para professores formados há 10 ou 15 anos que têm estado a trabalhar noutros setores, em lojas ou escritórios ou como trabalhadores independentes?

E um diploma, seja nacional ou estrangeiro, não diz tudo sobre as nossas capacidades profissionais. 

O meu diploma da Princeton University estava escrito em Latim! Mais um entrave à equivalência! 

Mariana Abrantes de Sousa 

Economista 

https://www.publico.pt/interactivos/brainwaste-imigrantes-portugal/quatro-dez-imigrantes-emprego-abaixo-qualificacoes/

segunda-feira, fevereiro 17, 2025

Viseu Dão Lafões - Como valorizar a Agricultura Floresta e Pecuária

 Como valorizar o setor regional da Agricultura Floresta e Pecuária 


No artigo "Focar as conversas no que é importante" do Jornal do Centro de 14FEV25, Alfredo Simões apresenta a cultura do pinheiro manso em Carregal do Sal  como um exemplo de sucesso para toda a região. 

Um caso de sucesso agrário é bom, venham mais cinco! 

Considerando a distração com as  "polémicas do dia", seja sobre a transformação de terrenos da Estação Agrária em estacionamento, seja o fazer-e-desfazer das uniões de freguesias, Alfredo Simões convida-nos a focar a atenção no essencial da  agricultura, floresta e pecuária, um dos setores mais importantes da nossa economia regional.

Diz o povo que "fazer e desfazer tudo é trabalho", mas infelizmente alguns tipos de trabalho são pouco produtivos e até empobrecem. 
 
O essencial em  que devemos focar é que "temos uma das produtividades do trabalho mais baixas de Portugal  (a 16ª entre as 26 regiões NUTSIII) " neste setor.  

As causas desta baixa produtividade na atividade agrária incluem a topografia difícil e sobretudo a  pequena dimensão dos terrenos e explorações agrícolas, o lamentável minifúndio tão ignorado. O minifúndio e o desordenamento do território resultam em custos e riscos acrescidos para todos nós. 

As consequências do problema crítico e incontornável da baixa produtividade refletem-se diretamente nos baixos rendimentos e no abandono do território. 

Viseu tem boas instituições públicas que trabalham no setor agrário: 
O Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, fundado em 1946  trabalha para a modernização da vinha do Dão; a   Estação Agrária de Viseu, com 25 ha SAU; a ESAV Escola Superior Agrária de Viseu do IPV Politécnico de Viseu; a CVR Dão Comissão Vitivinícola Regional do Dão; a FENAFRUTAS – Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Horto-Fruticultores, FCRL. 

Pode-se dizer que a região Viseu Dão Lafões está "dotada dos fatores críticos para a modernização e inovação" no setor agrário, mas necessita organizar-se "em torno destes organismos" para discutir e preparar o futuro, alinhando a visão e  o apoio dos especialistas com a determinação e a capacidade de execução dos empresários agrários. 

Falta "organizar e consolidar um Centro de Competências" com os profissionais do setor agrário regional para dinamizar o desenvolvimento do setor agropecuário e florestal de Viseu Dão Lafões. 

Se não nos organizarmos para tratar do essencial, da baixa produtividade da agricultura na região Dão Lafões, quem o vai fazer por nós, a "tutela na capital"? 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista 
16FEV2025

sábado, junho 22, 2024

WSJ on Portugal - Come and stay awhile! Venham mais 5!

 Thank you for the WSJ article on tourism in Portugal.  

Hope to see you in Portugal this year!  Come and stay awhile! 


It's true, tourism is generally a cyclical industry, labor-intensive and requiring relatively low skills.  But tourism can still promote a lot of development.  
Tourists come to Portugal not just to go the beach, but especially to enjoy the easy-going hospitality of the Portuguese people, the good food and the relative security.  
While some tourists spend most of the time on the beach and drinking in bars (with sunburns and hangovers to show for it), other visitors enjoy getting familiar with the history and culture of Portugal.  

The impact of tourism has been mostly positive in my view.  The offer of B&B lodging has promoted the restoration of city and town centers which were in ruins, in port because of rent controls lasting dating back to 1910. For every rental housing property that was converted into short-term accommodation, 1-2 property  that were empty or in ruins have been restored, which is a major improvement.  Higher interest rates have complicated the housing market, but EURO interest rates were negative for nearly 8 years, at least 7 years too many.  Tourists do tend to concentrate in major cities like Lisbon, Porto, Coimbra, Algarve, and so do both recent and old residents. 

We need for everybody to "go local" to spread wider into the Interior of Portugal where there a lot of empty houses.  Even so, there are still many buildings in city and town centers waiting to be rehabilitated. 

In my view, and that of some other analysts,  the rise in rental prices has more to do with the inflexibility of the housing market and with delays in the municipal licencing of restoration and construction projects,  a problem of supply, rather than with excess of demand from tourists and incoming migrants. I recently tried,  and failed, to find information on the quantity of housing restored with ARU incentives (for the rehabilitation of urban centers).  Housing promotion programs are more visible in the newspaper headlines than on the city streets. 

That said, all that goes too high, too fast is likely to come down.  
Housing supply and wages both need to rise.  Tourism is part of the solution, it is not a big part of the problem. 

When I drive around the towns and villages, I like to count the cranes and construction sites. 
But I still see far too many houses in ruins, abandoned or just shuttered.  
If there is anything that Portugal really needs is more people!  

Venham mais 5! 

domingo, maio 26, 2024

ExpoDão 2024 apresenta como trabalhar BEM o Pinhal para a Sustentabilidade

 Muitos parabéns à CM-Carregal  por esta sessão importante na primeira ExpoDão de Maio 2024

Como trabalhar BEM as matas de pinheiro para a sustenbabilidade económica e ambiental, para tirar rendimento e acrescentar resiliência! 

O futuro da floresta do Pinhal Interior é o nosso futuro coletivo e individual.   O vento, as abelhas e os fogos não conhecem as estremas dos MINIFUNDIOS florestais. 

A CCDRC apresenta apoios ao investimento que também ignoram a estrurutura fundiária do terrenos rurais e agrícolas do Centro e Norte de Portugal. 

Tratar do investimento em explorações superiores a 750 hectares deixa-nos todos...de FORA.

O custo de oportunidade dos minifundios é COLOSSAL.  

A solução tem que ser LOCAL. 

Onde estão as campanhas de emparcelamento, município a município?

https://ppplusofonia.blogspot.com/2020/02/agricultura-pt-custo-de-oportunidade-do.html

Eu entrei no curso de economia pela disciplina de Agricultural Economics na Universidade da California de Berkeley. O primeiro "estudo económico" que eu escrevi em 1972 focava o problema do MINIFUNDIO, quando essas propriedas ainda não tinham sido abandonadas. 

Será que o problemo dos MINIFUNDIOS sé é visivel à distância? 

Mariana Abrantes de Sousa, Economista 

O estudo "Portugal Wildfire Management in a New Era" do especialista americano Mark Beighley (Fev 2018) aponta as principais causas dos incêndios desastrosos de 2017.
Segundo e especialista americano, Portugal tem um dos maiores níveis de risco de incêndio florestal na Europa,  e o risco continuará a subir, podendo a área ardida saltar de 500 mil hectares para chegar a 750 mil hectares/ano.
As principais causas do elevado risco de incêndios rurais e florestais em Portugal incluem:

  1. Mudanças demográficas, urbanização e emigração
  2. Elevada vulnerabilidade às alterações climáticas 
  3. Mudanças no uso da terra, com cada vez mais terras abandonadas.  Cerca 80% das florestas não são geridas porque não são comercialmente viáveis.  As despesas de manutenção da floresta são elevadas, o que torna o abandono uma decisão lógica,  quer da parte dos proprietários presentes quer dos proprietários ausentes.  
  4. Fragmentação da propriedade dos terrenos, com numerosos minifúndios, o que dificulta e desestimula o investimento em gestão florestal e planeamento para a prevenção de incêndios.  Apenas 3% das florestas portuguesas são propriedade do Estado e das Autarquias, comparado com 30% em Espanha e mais de 70% em alguns outros países europeus. 
  5. Elevado número de ignições, 98% das quais são de mão humana, incluindo 16% por reacendimento devido a ineficácia de ações de rescaldo. 
  6. Insuficiente planeamento e execução de planos de prevenção e combate 

Convenhamos que não podemos controlar as tendências demográficas nem as alterações climáticas.
Já o rendilhado dos minifúndios é da nossa lavra, é o resultado indesejável de um conjunto de leis e tradições cujas consequências negativas estão à vista. 

As pequeninas parcelas, os minifúndios, são insustentáveis em termos em termos económicos, e por isso passam a ser insustentáveis em termos ambientais, contribuindo para riscos ecológicos cada vez maiores.

O fogo distingue espécies de árvores, mas não reconhece estremas nem limites de propriedade.
Está na hora de aceitar essa realidade e promover o emparcelamento para criar fazendas que possam ser geridas para a sustentabilidade.

Só que os custos de transação, o IMT, os registos, o imposto do Selo, os honorários notariais são elevados e não há apoios para isso o emparcelamento.
Vais-se deixando tudo em nome do trisavô...entregue às silvas e às chamas.
Ver to estudo de Beighley em https://www.isa.ulisboa.pt/files/cef/pub/articles/2018-04/2018_Portugal_Wildfire_Management_in_a_New_Era_Engish.pdf



sábado, março 09, 2024

Entrevista sobre o legado de Aristides de Sousa Mendes

 O legado e a memória de Aristides de Sousa Mendes foi o mote para esta conversa, com boas perguntas. 

Como se convertem os valores de Aristides em ação quando temos cada vez mais refugiados? 

-Ajudando os refugiados e apoiando políticas inclusivas em que tratamos os outros como gostaríamos de ser tratados.


Entrevista com Mariana Abrantes 
O legado e a memória de Aristides de Sousa Mendes foram o ponto de partida para esta entrevista. Para ouvir o podcast: 


Protoco de Cooperação Institucional Municipio do Carregal e Sousa Mendes Foundation - US 

As famílias de refugiados de 1940 https://sousamendesfoundation.org/recipients/V

sexta-feira, março 08, 2024

Q&A Perguntas e Respostas: Minifúndios abandonados e risco de incêndio rural

Em Fevereiro 2017, eu perguntei às autarquias por notícias locais sobre a campanha governamental de emparcelamento e agregação de parcelas rústicas contíguas para ajudar a resolver o problema dos minifúndios insustentáveis abandonados às silvas. 

Outros países já o fizeram há décadas, porque não Portugal 

Neste ano de 2024, finalmente vemos alguns dos Candidatos a Deputados pelo Círculo de Viseu falar da urgência do emparcelamento para uma agricultura e floresta sustentável na região. Deveríamos ouvir todos os Partidos sobre o problema crítico dos minifúndios abandonados  no Centro e Norte de Portugal. 

A 23 de junho de 2017, no RESCALDO do incêndio de Pedrógão, convidei o Notário e a  autarquia  para  "apoiar uma campanha de permutas e emparcelamento de terrenos rústicos na freguesia de Beijós", nas seguintes condições: 

Proposta:  Campanha de trocas e compra-venda  de terrenos agrícolas (prédios rústicos) entre proprietários contíguos, nas seguintes condições, a confirmar:  
Ajudas disponíveis:   1.000€ (mais a confirmar), para comparticipação de €100 em dada uma 10 transacções (€50 para cada uma das duas partes)
Terrenos individuais até  1000 m2
Contratantes:  Proprietários CONTÍGUOS, pre-identificados e registrados privilegiando proprietários idosos, acima de 80 anos.
Escrituras preparadas para ser  realizadas num único dia, de preferência 28-Outubro-2017
Campanha pública com uma sessão de informação  na Associação, para explicar os riscos e benefícios, com fotos de terrenos abandonados.

Há quase sete anos,  a  19 de Novembro de 2017, no RESCALDO do fogo florestal da Beira que cercou a aldeia de Beijós e queimou dezenas de casas e animais na freguesia e arredores, repeti a proposta. Sem efeito. 

Ainda tenho alguns recursos para ajudar a apoiar permutas e doações entre proprietários agrícolas e florestais contíguos. 

Será desta que os Políticos e Notários locais se interessam pelo tema da sustentabilidade do ecossistema agrícola e florestal local? 

Ou vamos experar pelo próximo    R E S C A L D O ? 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economista 

sábado, março 02, 2024

Alqueva a maior albufeira, um projeto transformativo de investimento de longa gestação E duração

Sendo responsável pelo negócio de Financiamento de Projetos durante os anos 1990's, recordo-me ter o projeto da grande barragem do Alqueva no rio Guadiana na lista dos  potenciais "projetos para o próximo ano" desde então. Mas os grandes projetos têm longos períodos de gestação e prepação, com inúmeros estudos técnicos, ambientais e financeiros ao que é essencial acrescentar visão estratégica e vontade política consistente... e financiamento. 

Ainda bem que a campanha eleitoral serve para recordar as boas praticas de como os governos que se seguem, quase de ano a ano, devem gerir  projectos do investimento público de tão longo prazo. 

Pena é haver tantos outros projetos importantes que que passam de estudo em estudo mas que não saiem  da gaveta. 

Aproveitemos para visitar o Alentejo e apreciar as amendoeiras em flor!

Ver o Poligrafo: https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/nuno-melo-alianca-democratica-concretizou-antecipacao-da-construcao-do-alqueva-em-10-anos

"De facto, os primeiros esforços no sentido de potenciar uma aceleração do projeto remontam a 2004, sob a égide de um Governo PSD/CDS-PP. Na altura, segundo noticiado pelo jornal “Expresso”, deu-se a inauguração e entrada em funcionamento, pelo então Primeiro-Ministro, Durão Barroso, da Central Hidroelétrica do Alqueva.

 Em causa declarações proferidas no decurso da cerimónia de assinatura de contratos de adjudicação de seis empreitadas do projeto para construção de infraestruturas de distribuição de água para servir 20.285 hectares de terras no Baixo Alentejo, num investimento superior a 132 milhões de euros. Algo que Nuno Melo fez questão de recordar ao Polígrafo: “este Governo lançou concursos, empreitadas, e conseguiu financiamentos, concluindo o projeto para a campanha de rega de 2016”.

De facto, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) viria a concluir a construção de todas as infraestruturas para regar os 120 mil hectares da primeira fase do projeto em 2016, nove anos antes da data inicialmente prevista, 2025 – e numa altura em que o socialista António Costa era já Primeiro-Ministro, embora apenas há poucos meses. Mas, como disse Melo ao Polígrafo, foi o Governo de Passos Coelho que “lançou a última empreitada para concluir os 120 mil hectares em 2014 e tudo ficou concluído em 2016, num esforço de antecipação enorme”."

terça-feira, janeiro 23, 2024

Em 2024, Governo continua a adiar soluções para a agricultura e a propriedade rural

 Para quando  a solução dos minifúndios agrícolas e florestais, dos mini-terrenos, em Portugal?  

Outros países Europeus já fizeram o emparcelamento há décadas, já modernizaram a agricultura, porque não Portugal?  Porque em Portugal, os Governos continuam a adiar e os proprietários continuam paralisados pela nostalgia do antigamente.

 Os Ministérios da Agricultura e da Justiça não prestam um bom Serviço Público.  Só o Ministério das Finanças se interessa em tributar.   O BUPI é uma miragem, a registar o nome e NIF(!) do proprietário atual de mini-terrenos agrícolas e florestais onde não daria para estacionar um camião TIR. 

O Grupo de Trabalho para Propriedade Rual lamenta atrasos na legislação e implementação da reforma para resolver o fim dos minifúndios que tanto prejudicam a produtividade e sustentabilidade da agricultura em Portugal, levando ao abandono e ao aumento dos riscos de incêndio florestal. 

"Sem que as medidas (propostas pelos especialistas) assumam a forma de lei, não só não se promove o emparcelamento e o ganho de escala que é defendido pelo GTPR, como continuará o processo de fragmentação da propriedade rural através das heranças.

Ver o artigo completo no Publico

https://www.publico.pt/2024/01/22/local/noticia/propostas-travar-divisao-terrenos-ficam-pousio-espera-novo-governo-2077488

segunda-feira, novembro 13, 2023

Crise de Desemprego Jovem, de Risco a Oportunidade


 Diz-se que Crise consiste tanto de Risco como e Oportunidade.

O mercado de trabalho quase sempre funciona a 2 tempos: Leva 10+anos a treinar um contabilista, um eletricista, um professor, um enfermeiro, enquanto os jovens precisam de um "emprego bom, bom, BOM, já, já, JÁ!"


Desemprego jovem elevado representa uma Oportunidade de produtividade perdida e um grande Risco para as famílias e a coesão social e estabilidade politica. O problema específico de "educated unemployed" é antigo e só se vai resolvendo quando os recém diplomados vão criando as suas próprias Oportunidades. Difícil mas não impossível.

Deixar os jovens "parados" é que é o Risco maior. Já dizia a D. Umbelina, minha professora da 2ª classe:

"A ociosidade é a mãe de todos os vícios"

"A Ociosidade é a mãe de todos os VÍCIOS!..."


"A high school diploma in South Africa was once a ticket to a decent job. But a shortage of employment and a booming youth population has left some looking for work for months or even years, and 61 percent (!) of people ages 15 to 24 are unemployed, according to Statistics South Africa."

VER BossAC em https://www.youtube.com/watch?v=wqlurzmr5nU

domingo, junho 04, 2023

Banco que é BANCO não vende Certificados de Aforro!


Com quase 30 anos de experiência bancária em vários países, eu prefiro um banco que se dedica à Intermediação Financeira tradicional, que remunera bem os Depósitos, que seleciona ainda melhor os pedidos de Crédito e que ganha boas Margens de intermediação financeira tradicional entre os Depósitos e os Empréstimos a clientes do setor privado.
Este Banco Comercial "plain vanilla" é cada vez mais difícil de encontrar. Os bancos preferem ganhar comissões de venda de "produtos" de terceiros, sejam fundos, EFTs brilhantes ou relógios. 

Não acredito que os Certificados de Aforro tão populares necessitem de mais uma rede de vendas, quando podem ser subscritos online.

A Intermediação Financeira mais comercial, sem responsabilidade, é feita agora por um grande variedade de fundos e fundinhos, registados mas não supervisionados pelo Banco Central.
Estamos no caminho da crescente confusão e desresponsabilização.
Podemos bem antecipar os próximos capítulos,...de crise financeira e bailouts pelos contribuintes. 

Mariana Abrantes de Sousa 

Economista 

IGCP paga CTT 0,585% das subscrições até determinado valor, a partir do qual pagamos 0,26% pela subscrição", disse então Miguel Martin quando questionado sobre o custo, referindo o interesse em alargar a rede de distribuidores, de forma a contornar também, o que disse ser, o desinteresse da banca.

https://www.rtp.pt/noticias/economia/bancos-juntam-se-aos-ctt-e-espacos-do-cidadao-na-venda-de-certificados-de-aforro_n1491055

Banco que é BANCO não vive do dinheiro parqueado no Banco Central! 

 Banco que é BANCO não vende relógios! 

http://ppplusofonia.blogspot.com/2017/11/banco-que-e-banco-nao-vende-relogios.html

quarta-feira, maio 24, 2023

Public Service Concessions and PPPs come home to roost

They call it Renationalization. when a Government takes back the contract for public infrastructure pr public services from the private provider, but the more appropriate concept is Reversion back to the Public Sector, who always retains ultimate responsibility for public service provision. 

After all, that's why it's called Public Infrastructure and Public Services. 


According to Prequin, a specialist newsletter,  the UK's failing TransPennine Express recently became the fourth railway contract since 2018 to be taken back by the British government.  Other problems such as sewage discharge scandals and unaffordable  energy prices have fueled user insatisfaction to be expressed by voters.  

Since the Public Sector is ultimately responsible for roads, passenger transportation and utilities, the proper word to use is Reversion, not Renationalization.  Most PPP and concession
contracts have clauses providing for this. 

Public services must meet three performance indicators:  (1) coverage of the target population, (3) quality of service and affordability and (3) economic and financial sustainability balanced all around, for the users, for the shareholders of the company and  for the Government budget and the taxpayers.  Any serious shortfall in these three performance targets can lead to premature Reversion to the public sector, usually at a significant cost to the taxpayers. 

From where I stand, I suspect that many of the service quality shortcomings have to do with lack of investment in staff training, and excessive reliance on outsourcing to non-specialized service providers. The call centers currently in fashion seem to be staffed by assistants who know less about electricity than most housewives!  
Gone are the days when the customer could rely on one sector specialist to steer HER to the most convenient utility contract.  Add the bane of the Bots, and Regulators would have dozens of complaints, if the Regulators provided a proper online digital complaint window.  

Since most public service providers, public or private, continue to be quasi or absolute monopolies, public service customers have little recourse. 
Until the time comes to change hats, from customers to voters at election time. 

Mariana Abrantes de Sousa 
Economist and PPP Specialist, Portugal 
24-Maio-2023 


quinta-feira, maio 18, 2023

Triste Argentina Dejá Vu

No inicio dos anos 1980's trabalhei muito com a Argentina. Buenos Aires é uma cidade fabulosa e os Argentinos charmosos. 

Até dia 1 de Abril 1982.    A Argentina tinha invadido as ilhas Malvinas, Falklands por outro nome. 

 Parecia mentira! 

Foi então que eu compreendi a triste sina da Argentina, uma instabilidade economica e politica crónica que se reflete no elevado consumo de ansiolíticos. 

A que ano, ou que década,  se refere esta notícia ? 

 “Argentina has mostly been implementing a set of unorthodox policy tools over the past few decades that not only didn’t tackle inflation but worsened it,” J. P. S. writes. Now that annual inflation has reached a staggering 108.8%, J. M. a libertarian candidate for president, is pitching a radical plan to ditch the peso and replace it with the US dollar. But Juan argues that any attempt at dollarization will fail if the nation can’t cut malpractice out of its policy diet. Read the whole thing in English or in Spanish.

https://www.bloomberg.com/opinion/articles/2023-05-17/argentina-s-inflation-problem-is-economic-malpractice-not-the-peso

quinta-feira, maio 04, 2023

BOA Governação mede-se pels BONS Resultados

 BONS serviços públicos precisam-se! BASTA de fofocas políticas!

Os ministros devem ser avaliados mais pelos  BONS resultados do que pelos MAUS comportamentos.

O povo português assiste impávido, mas perplexo, ao teatro dos ministros, dos gestores públicos e dos adjuntos MAL comportados.  O folhetim da TAP tem capítulos diários.  Só falta saber do MAU comportamento do motorista e da senhora do bar.  

O noticiário enche com discussões comportamentais, não havendo tempo nem interesse em falar dos Resultados tangíveis da governação:  

- Quando e como é que a TAP passa a remunerar e a reembolsar os milhares de milhões de Euros que os contribuintes lá investiram? 

- Quando é que o Ministério da Energia certifica as linhas de transmissão dos novos parques solares,  e o CPE para uma modesta casa restaurada? 

- Como é que o Ministério da Educação vai ajudar pais e os alunos a compensar a aprendizagem perdida durante a pandemia. 

Que há políticos mal comportados não é notícia. 

A novidade seria mesmo descobrir onde podemos encontrar os melhores resultados da governação.


De olhos postos no Mercado Espanhol


O mercado natural das empresas portuguesas não é apenas Portugal, mas sim a União Europeia, começando por Espanha, que com os seus 42 milhões de consumidores é uma das seis economias mais importantes da Europa.

O mercado espanhol representa mais de 85% do poder de compra ibérico. Basta olhar para a balança de pagamentos de Portugal para perceber a importancia comercial do país vizinho para os produtores portugueses que necessitam conquistar cada vez mais clientes espanhois.

terça-feira, maio 02, 2023

DGEG e E-Redes devem acelerar energia solar

 

Os anúncios de novos projetos de energia solar continuam a aparecer. Os mega projetos solares necessitam cerca de um hectare de terreno mais ou menos plano para cada um MW de paineis a instalar, bem como linhas de transmissão da eletricidade para a rede. 

A fome de energia é tanta que já se estão a cortar eucaliptos para instalar painéis solares

Já as instalações solares em edifícios, industriais e  residenciais,  ficam bem mais perto to ponto de entrega.  Algumas cidades como Guimarães e Famalicão lideram na aposta em painéis solares para autoconsumo, que tem ainda muitos telhados para cobrir. 

Mas todos os produtores e consumidores de electricidade necessitam de ligações e licenciamentos da E-Redes, antiga EDP Distribuição e da DGEG, Direção Geral de Energia e Geologia, entre várias outras requisitos de certificados e aprovações. 

Aí está o elo mais fraco do serviço público de eletricidade em Portugal: a ligação à rede. 


sexta-feira, abril 28, 2023

Serviços Públicos EEE Equitativos, Eficazes e Economicos precisam-se!



A comunicação social preenche as 24 horas com casos e casinhos dos executivos das empresas públicas SEE do Sector Empresarial do Estado, fofoquices fúteis ou graves que dão mais "conversa de café" do que o futebol." 

Entre conversas de privações,  nacionalizações e privatizações lá se vão 2-3 mil milhões de Euros mas o povo português é sereno, paga e deixa a fatura para os netos. 

Mas pouco se fala de outras más consequências da má gestão das empresas públicos, o impacto negativo que deprime o crescimento económico em Portugal 

Com acionistas nacionais ou estrangeiros, os SIEG, Serviços Públicos de Interesse Económico Geral continuam a ser um dos elos mais fracos da economia portuguesa. Serviços Públicos de baixa qualidade representam um imposto escondido sobre todos os residentes em Portugal. 

Os Reguladores devem acompanhar melhor a qualidade de serviços, bem como a EEE, Equidade de acesso, Eficácia e Eficiência e sustentabilidade económica. A recente MULTA milionária aplicada pela ANACOM deveria ser usada para compensar os clientes da ALTICE lesados pelas barreiras que coloca ao fim dos contratos.
 

A ERSE que preste igual atenção aos lesados da  E-REDES que esperam meses pela ligação à rede eléctrica nacional. 

Os monopólios naturais pouco melhoraram na sua prestação de serviços. Os Call Centers pouco mais fazem do que repetir o que está no guião, uma cartilha tão rígida como a dos Chatbots, um atendimento que não merece o nome por pessoas pouco profissionalizadas e mal pagas. 

Quantas horas perdeu no último mês ou no último ano a tentar contratar um serviço público? 

segunda-feira, abril 10, 2023

Rich Country, Poor Country - Alternancia precisa-se

China CAB %PIB
 Alguns países são Grandes e ricos, outros países são pequenos e pobres. Outros países são Grandes e pobres outros pequenos e ricos... 

Pouco importa, dizem alguns economistas, citando diversos indicadores.  Fraca teoria. 

Nesta matéria, eu prefiro analisar o indicador do CAB-Current Account Balance, Balança de Transações Correntes, que consiste do superavite ou defice de exportações de bens e serviços sobre as importações. 

Estados Unidos CAB %PIB 

Na teoria, deveria haver alguna alternância entre superavites e defices entre os diversos países.  Mas na prática, há paises sistematicamente superavitários e países sistemáticamente deficitários que vão acumulando dívida exetrna. 

Quando estes desequilibrios se eternizam, o impacto pode passar da economia para a politica internacional. E os pequenos desequilibrios de países grandes são grandes em termos absolutos, o que importa e muito.  

E os desequilibrios externos não são todos iguais. Os défices grandes de países pequenos pagam-se em sobre-endividamento externo, cortes de despesa pública, austeridade, desvalorizações da moeda,  cortes nos salários e pensões, perdas de autonomia. E isso custa MUITO caro

Alemanha CAB %PIB



Russia CAB %PIB












VER fontes: 

segunda-feira, fevereiro 20, 2023

Re-urbanização compacta e eficiente precisa-se!

Gostei de ler o recente artigo de Luisa Pinto do Público sobre o estudo do Mercado Imobiliário em Portugal coordenado por Paulo Rodrigues e publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos   em ABRIL 2022. 

Uma vez que a habitação é um serviço LOCAL por definição, o  desafio foi de construir um Indice de Inacessibilidade territorial ao nivel das freguesias, cruzando o preço da habitação e o nível de rendimentos das famílias. As estimativas mostram que 24% das familias de zonas rurais em declínio e até 39% das familias em zonas de urbanização crescente estão em Risco de Inacessibilidade Habitacional. 

Foram assim tipificados processos de transformação da habitação, que na minha opinião ainda não passam do diagnóstico para a solução.    Esta lista de seis processos de urbanização é útil, interessante mas incompleta, se de facto queremos  promover um parque habitacional sustentável, tanto para as famílias como para os Orçamentos do Estado e dos Municípios. 

1. Expansão urbana (crescimento das áreas urbanas de maior dimensão, originando grande concentração de população, actividades económicas e serviços).

2. Urbanização (passagem de modos de ocupação de baixa densidade para alta densidade, impelida pela migração das populações para os centros urbanos).

3. Declínio urbano (descida da população e envelhecimento demográfico, abandono de infra-estruturas e património edificado).

4. Declínio rural (abandono de áreas rurais, encerramento de serviços, despovoamento progressivo).

5. Contra-urbanização (processo de urbanização de áreas rurais que se situam para além de zonas urbanas ou periurbanas), fora dos perimetros de segurança. 

6. Suburbanização (expansão das áreas urbanas para as suas periferias), por vezes clandestina e selvagem. 

7. Re-urbanização sustentavel, reabilitação e de "re-purposing" de edifícios antigos e/ou abandonados em bairros devidamente urbanizados para criar cidades e vilas compactas e eficientes com massa-critica  sem congestionamento. 

Falta incluir a reabilitação e de re-funcionalização (o dito re-purposing") de casas e outros edificios existentes, devolutos, e mais ou menos em situação de degradação e ruína.

Em termos de investimento público, é bem mais eficiente reabilitar casas devolutas e degradadas dentro do perimetro das povoações do que construir novos bairros na periferia. Os bairros existentes já têm todas infraetruturas, água, saneamento, electricidade, telecomunicações, ruas, passeios, etc. Os bairros existentes já têm as escolas, os cafés, as igrejas, as associações, e até as tradições que apoiam a comunidade. Os mediadores do imobiliiaro bem sabem que cada casa devoluta e em ruinas desvaloriza um bairro e que cada casa recuperada e habitada pode ajudar a restaurar um bairro degradado.

O enfoque do estudo nas freguesias e municípios é certeiro e importante. Mas não basta.
Há processos e politicas nacionais que têm contribuido bastante mais para a degradação e inacessibilidade da habitação do que o aumento da procura.
  • A compra e venda de imóveis é dos processos mais burocráticos em Portugal. As licenças camarárias são uma dor de cabeça e as escrituras são uma "dor de bolso". Muitas prédios devolutos fazem parte de heranças indivisas onde os custos de compra/venda são superiores ao seu valor de mercado,. Por isso ficam abandonados, parece que para sempre, sem que os proprietários sejam responsabilizados nem apoiados.
  • Uma Câmara Municipal que se queixa que os fundos do PRR não estão disponíveis para reabilitação de edificios antigos, mas apenas para construção nova, também leva 14 meses para emitir a licença de construção de uma casa dentro do perimetro de segurança da povoação existente.
  • Um operador de serviços públicos que se queixa do custo de ter que expandir a sua rede de distribuição, também leva quase um ano a oficializar o ramal de ligação para o restauro de uma ruina num bairro do tempo do Infante D. Henrique.
Cidades, vilas e aldeias compactas, eficientes e sustentáveis ...precisam-se!

Mariana Abrantes de Sousa,

Economista

VER   https://www.ffms.pt/pt-pt/estudos/o-mercado-imobiliario-em-portugal

 https://www.publico.pt/2023/02/19/economia/noticia/habitacao-inacessivel-retrato-territorio-portugues-2038873 

domingo, dezembro 25, 2022

Só faz greve quem pode

Todos os trabalhadores têm o direito de fazer greve em Portugal, exceto os militares, forças de segurança, juízes e deputados, em termos legais. 

Na prática, grande parte das greves ocorrem nos serviços públicos como os transportes coletivos, com as greves marcadas para coincidirem com picos da procura para provocar maior impacto, quer no patronato quer nos utentes.

Veja-se as notícias de greves nos transportes ferroviários e aéreos pela Europa fora este Natal de 2022.  Porquê esta coincidência?

https://www.forbes.com/sites/ceciliarodriguez/2022/12/16/christmas-in-europe-travel-chaos-looms-as-air-and-rail-strikes-spread-full-list/?sh=7f94be855d7a

Em termos económicos, os serviços públicos operam em regime de (quase)monopólio.  Assim os trabalhadores descontentes não conseguem facilmente encontrar novos empregadores, nem os utentes encontrar outros prestadores de serviços.

O custo das desrupções são suportados por todo o resto economia, e também com os contribuintes que no caso de operadores públicos deficitários e mal tutelados

Ser gestor numa empresa pública portuguesa deficitária com uma TUTELA mole até pode ser lucrativo. 

Sim, uma empresa deficitária até pode ser "capturada" pelos  fornecedores, os empreiteiros, os prestadores de serviços, os empregados, com exigência onerosas.  Afinal, os Contribuintes Pagam Tudo, tampam buracos e recapitalizam a empresa deficitária todas as vezes que for necessário. 

O/A gestor(a) público(a) de uma empresa deficitária pode receber "um prémio de risco" no salário para aguentar a queixas do utentes/clientes. E nem sequer necessita de mostrar trabalho, de apresentar lucros, nem sequer de reduzir o défice. 

Segundo Miguel Sousa Tavares, os sindicatos também sabem aproveitar bem a situação: 

"A CP esteve em greve a 23, 25 e 26 de Dezembro se 2022, uma greve cirurgicamente marcada para impedir que todos aqueles que queriam viajar de comboio na época do Natal (e muitos seriam) o não pudessem fazer...Mas justamente por saberem que é maior a procura nesta época ou quando há feriados é que os inúmeros sindicatos da CP já têm nova greve marcada para 1 de Janeiro e neste ano de 2022 tiverem greves em 22 e 24 de Junho, 10, 12, 13 e 16 de Julho, 15 de Agosto, 15 e 30 de Setembro, 5 de Outubro e 30 de Novembro — sempre em cima de feriados, com o duplo objectivo de causarem o maior dano possível aos utentes e o maior prejuí­zo financeiro à empresa. 

Se o(a) Gestor(a) não aguentar tantas pressões, pede que seja demitida pela Tutela amiga, quando mais cedo melhor, para otimizar a sua passagem ... 

Quanto aos passageiros ... que esperem sentados...e vão fazendo poupanças para pagar mais impostos, para tapar mais buracos no SEE, Sector Empresarial do Estado, empresarial mas pouco. 

Mariana Abrantes de Sousa, 

Economista e ex-Controladora Financeira. 

 https://expresso.pt/opiniao/2022-12-30-A-gozar-com-o-pagode-472ebbec