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domingo, fevereiro 23, 2014

Avaliação de desempenho dos SIEG - Serviços de Interesse Económico Geral



O Decreto-Lei n.º 133/2013 de 3 de outubro  que criou a nova Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Sector Público Empresarial (UTAP-SPE) refere expressamente a recuperação das funções do antigo  Gabinete para a Análise do Financiamento do Estado e das Empresas Públicas (GAFEEP criado pelo Decreto-Lei nº 99/1987 por ocasião da anterior crise de endividamento externo, mas não refere como vai ser a articulação da Tutela financeira com as Tutelas técnicas dos transportes, saúde, ambiente, etc. 

Os operadores de serviços públicos têm tuas Tutelas:  De um lado o Ministério das Finanças como accionista, do outro lado o Ministérios de Transportes ou Ministério da Saúde que é quem tem a obrigação de serviço público.  Em termos práticos, o ministério sectorial funciona como "concedente de facto" de qualquer operador de serviço público, mesmo quando não há contrato de concessão.  Recorde-se que o contrato de concessão da ANA foi outorgado apenas uns meses antes da privatização.  

Se a missão vai ser apenas de “prestar apoio técnico” ao  Ministério das Finanças como accionista das empresas públicas, tendo em vista o seu equilíbrio económico e financeiro,   resta saber como é que UTAP-SEE se vai articular com os outros ministérios para assegurar o bom desempenho das obrigações de serviços públicos, em termos de cobertura, qualidade e sustentabilidade.  

Esta ligação entre as duas Tutelas  foi sempre o elo mais fraco da gestão empresarial do Estado, o que permitiu as empresas públicas andar em roda livre,  como filhos de pais desavindos, acumulando passivo que veio depois a surpreender os mais desatentos, o tal íceberg de dívida.  

Devemos reconhecer que a disciplina financeira do Sector Público Empresarial falhou redondamente na última década, e que os modelos de controlo anteriores, da DGTF ou do GAPEEP,  não estão à altura das novas exigências. De nada serviram  os modelos de controlo de gestão com 40-50 indicadores, quando o único indicador que importava, o passivo total dentro e fora do balanço, e incluindo os passivos com pensões, era cuidadosamente ignorado.  

No novo DL, de passageiros ou utentes nem se fala. Apesar do grosso das empresas públicas serem do sector de transportes, esta palavra aparece apenas para garantir as ajudas de custo dos funcionários da UTAP-SPE. 

Seria certamente mais eficaz responsabilizar os ministérios da Tutela técnica "concedente" que teriam de controlar e responder pelo bom desempenho económico-financeiro dos operadores públicos, englobando todos os apoios orçamentais do Estado no Programa Orçamental respectivo, de transportes, de saúde, etc.  Isto permitiria fazer contas  tão simples e importantes como quando custa aos contribuintes transportar um passageiro/km

Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia 

Fontes.  DL 133/2013  http://www.base.gov.pt/base2/downloads/DL133_2013-sector_Publico_Empresarial.pdf
Noticia http://www.publico.pt/economia/noticia/unidade-de-controlo-das-empresas-publicas-arranca-em-abril-1624330
Iceberg de dívida  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/12/encargos-extra-orcamentais-com-servicos.html

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Optimism bias onera os contribuintes

A apreciação de estudos de tráfego é uma arte, não uma ciência, que geralmente fica a cargo dos membros mais sénior dos comités de crédito dos bancos que se dedicam a financiar projectos em regime de recurso limitado a terceiros.   Quando os comités de crédito dos bancos exigem mais garantias e apoios de terceiro, isso pode ser interpretado com um voto de não-confiança nas previsões de tráfego.  Foi isso que aconteceu com a renegociação e prolongamento da concessão do Terminal de Contentores de Alcântara, como se pode ver no quadro ao lado.  Confrontados com uma extrapolação simplista e irrealista, os bancos acabaram por exigir que o risco de tráfego, que tinha estava substancialmente do lado do concessionário durante cerca de 20 anos, passasse para o Concedente APL, portanto para o Estado.
Num país pequeno, frágil e terminal, isto é com pouco tráfego em trânsito para outros países, o maior risco no financiamento de projectos é o risco de “optimism bias”, de previsões de tráfego que por serem não bancáveis acabem por onerar os contribuintes. 

Por este motivo, os estudos de tráfego deveriam ser publicados previamente, para os contribuintes saberem o que é que poderão ter que vir a pagar. 

ANA Aeroportos a privatizar ainda em 2012


(In English below
Depois de 70 anos de “concessão de facto” a gerir os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Açores e Madeira,  ANA Aeroportos de Portugal, SA  é agora uma concessão de papel passado com a outorga do contrato de concessão do serviço público aeroportuário a14-Dezembro-2012.  O contrato diverge em alguns aspectos das Bases da Concessão (Decreto-Lei n.º 33/2010), nomeadamente no prazo que é alargado para 50 anos (antes 40) e o tratamento das receitas aeronáuticas que ficam segregadas das taxas aeroportuárias. 

Mas a grande mudança na ANA que vai a privatizar esta  semana é o benefício da nova norma, a Base XXIX que define as regras para a «reposição do equilíbrio económico-financeiro».  Desde os tempos da DGAC, a ANA Aeroportos foi razoavelmente auto sustentável.  Na última década, a ANA realizou mais e € 950 milhões de euros de investimento, com resultados líquidos consistentemente positivos, e contribuindo para o Estado com impostos e dividendos. Como uma empresa pública estratégica, a ANA tem cumprido bem a sua missão de contribuir positivamente para o Estado e para a economia, ao contrário de outras empresas do sector dos transportes mais caracterizadas pelos problemas paralelos de greves e défices operacionais.

A avaliar por outras empresas e concessões do sector de transportes, os riscos orçamentais com a ANA podem agravar-se substancialmente agora que a concessionária, e os seus novos accionistas, pode reclamar “reposição de reequilíbrio financeiro”, especialmente se o contrato de concessão aeroportuária for gerido tão mal como têm sido as concessões rodoviárias e portuárias.  Para compreender o que pode estar em causa, convinha recordar alguns outros casos recentes de concessões problemáticas: 
  • A Estradas de Portugal, SA deveria ser auto-sustentável, segundo o próprio preâmbulo do - Decreto-Lei n.º 374/2007  explicitava o princípio de que o Estado não garante ou avaliza, directa ou indirectamente, qualquer dívida ou obrigação desta sociedade, nem assume qualquer responsabilidade pelos seus passivos, seja qual for a sua natureza.” Na pratica, o Estado começou a emitir garantias a favor do BEI logo no próprio ano.  Neste e noutros casos do sector dos transportes, da saúde e de alguns outros serviços públicos,  as intenções de auto-sustentabilidade não passam disso, de meras intenções.  
  • A Administração do Porto de Lisboa tinha passado o risco de tráfego substancialmente para a concessionária do terminal de contentores durante mais de 20 anos.  Com o renegociação e projecções de tráfego ultra-optimistas, a concessionária deixou de ser bancável e o risco de tráfego têve que reverter para a APL.  Uma concessão auto-sustentável durante décadas pode agora vir a sobrecarregar o contribuinte.
  • A concessionária da auto-estrada  Litoral Centro reclama compensações de mais de €1 mil milhões de Euros por um projecto que custou pouco mais de metade desse valor.  Se os estudos de tráfego dos concorrentes finalistas tivesse sido publicado na ocasião, talvez tivesse tido a coragem de dizer que o rei ia nu.
E os riscos orçamentais com a concessão e privatização da ANA já estão à vista. Desde logo, há a tentativa quer do Concedente quer de alguns candidatos a concessionário de se responsabilizarem mutuamente pela manutenção do ”hub” ou plataforma aeroportuária em Lisboa, uma postura estranha e pouco realista que promete bastante matéria para litígios e arbitragens futuras.  Afinal, não é o Estado nem os operadores aeroportuários que fazem ou desfazem os “hubs”, são as linhas aéreas como a TAP  e os passageiros.  Segundo um estudo de tráfego feito para o NAL, a percentagem de passageiros em trânsito (que seguem viagem por via aérea dentro de 18 horas) era de 1,74% em 2005 e esperava-se aumentava para 3% até 2017, o que fican ainda muito longe de qualificar como hub.
Depois, há o risco de querer vir a segregar os aeroportos mais rentáveis e exigir apoios para os outros, em vez de fazer subsidiação cruzada, para as ilhas e para Beja.
Os contribuintes devem acautelar que nada no contracto de concessão pode ser interpretado pelo concessionário, ou por um eventual tribunal arbitral, como uma “garantia de tráfego aéreo a 50 anos.
Desde as 10 manifestações de interesse, quatro consórcios que apresentaram proposta vinculativas e aguardam a decisão final antes do fim do ano:  EMEA/Corporacion America (Argentina)/Tradeco (Mexico), Flughafen Zurich/CCR/GIP, Fraport/IFM(Australia) , Vinci/Qatari Investment Authority. No entanto, faltaria conhecer melhor as  perspectivas dos concorrentes sobre o futuro do actividade aeroportuária em Portugal, nomeadamente os estudos de tráfego que, injustificadamente, são considerados matéria confidencial.
Quanto menos escrutínio das projecções de tráfego subjacentes ao contrato de concessão, maior é o risco de o excesso de optimismo levar os concessionários a pedir ajuda do Estado e dos contribuintes no futuro.

Mariana Abrantes de Sousa
Caso Litoral Centro http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/03/litoral-centro-toll-road-concession.html
Estudos para o NAL http://www.civil.ist.utl.pt/~mlopes/conteudos/TTT/NAL_CIP_RelatorioFinal_acessibilidades%20e%20transportes%20Out07.pdf 


After 70 years of  a "de facto concession" to manage the airports of Lisbon, Porto, Faro, Madeira and the Azores, ANA Airports of Portugal, SA is now going legit with the granting of the public service concession contract on 14 -December-2012. The contract differs in some aspects of the Concession Bases (Decree-Law n. º 33/2010), in particular the extension to 50 years (before 40) and t treatment of non-aeronautical revenues are segregated from the aeronautical revenues.

But the big change in ANA going to privatized this week is the benefit of the new contractual clauses, the Base XXIX, laying down rules for   'economic and financial balancing " of the concession.  Since the days of the DGAC, ANA Airports was fairly self sustainable. In the last decade, ANA undertook € 950 million in investment, with consistently positive net income, and contributed to the state with taxes and dividends. As a strategic public company , ANA has  fulfilled its mission to contribute positively to the State and the economy, unlike other companies in the transport sector characterized  by the twin problems of labour strikes and operating deficits.

Judging by other companies and concessions in the transport sector, fiscal risks with ANA may worsen substantially now that the concessionaire, and its new shareholders, can claim "financial rebalancing," especially if the airport concession contract is managed as badly as  have been the road and port concessions. To understand what may be at stake, it may be convenient to recall some other recent cases of problematic concessions:

  • The Estradas de Portugal, SA was supposed to be self-sustaining, according to the preamble itself - Decree-Law n. º 374/2007 which stated "the principle that the State does not guarantee or endorse, directly or indirectly, any debt or obligation of this company nor assumes any responsibility for its liabilities, whatever their nature. " In practice, however, the State began to issue guarantees to the EIB in the very first year. In this and other cases of transport, health and some other utilities, the intentions of self-sustainability are just that, mere intentions
  • APL, the  Port of Lisbon Authority  had passed the traffic risk substantially to the container terminal concessionaire  for more than 20 years. With the renegotiation and 27-year extension based on ultra-optimistic traffic projections, the concession  has ceased to be bankable and the risk of traffic had to revert to APL. A  public service self-sustainable  for decades may  now come to burden the taxpayer.
  • The concessionaire of the Litoral Centro motorway  is claiming  compensation of more than € 1 billion Euros for a project that cost little more than half that amount. If the traffic studies of competing finalists had been published at the time, someone might have had the courage to say the emperor had no clothes.

And the budget  risks of the ANA privatization  are already in sight. First, there is the attempt of the Concedent and the candidates mutually insisting that the other party take responsibility for maintaining the  "hub" airport in Lisbon, a strange and unrealisticstance that promises enough matter for future litigation and arbitration. After all, is not the state or airport operators that make or break up "hubs"; it's the  airlines like TAP and the passengers. According to a traffic study done for the NAL, the percentage of transit passengers (who travel onwards by air within 18 hours) was 1.74% in 2005 and expected increased to 3% by 2017, which hardly qualifies as a hub.
Then there is the risk of segregating the more profitable airports  from those that require assistance such as those on the Azores and Madeira islands and Beja   instead of ensuring cross-subsidization,.
Taxpayers should ensure that nothing in the concession contract can be interpreted by the concessionaire or by any tribunal or arbitration as a guarantee of  air traffic over 50 years.

Since receiving the 10 expressions of interest, four consortia submitted binding proposals and await the final decision before the end of the year: EMEA / Corporacion America (Argentina) / Tradeco (Mexico), Flughafen Zurich / CCR / GIP, Fraport / MFI (Australia) , Vinci / Qatari Investment Authority. 
However, there would good to understand the perspectives of the bidders on the future of airport activities in Portugal, including traffic studies which are unjustifiably considered confidential.
The less scrutiny of traffic projections underlying the concession contract, the greater the risk of over-optimism that may lead the concessionaire to ask for help from the State and taxpayers in the future.

sexta-feira, dezembro 21, 2012

Ficam os anéis


Apesar de cerca de uma dezena de manifestações de interesse na TAP, apenas um  pretendente, o accionista da AVIANCA/TACA, apresentou uma proposta vinculativa.  E mesmo esse não demonstrou capacidade financeira suficiente para pagar cerca de €35 milhões ao Estado, recapitalizar a TAP em €330 milhões e libertar as garantias dos Estado ao assumir a dívida de €1,2 biliões.  E parece o Efromavich tão pouco gozava do apoio dos pilotos e outros trabalhadores que têm outros €200 milhões em pensões a receber da TAP.  Aliás, o  SPAC, o sindicato dos pilotos,  reclama 20% da empresa,  provavelmente a  um módico preço zero.  Tudo isto para um grupo com EBITDA de cerca de €110 milhões e perdas de €77 milhões em 2011. As avaliações iniciais dos quatro bancos de investimento mandatados para fazer o negócio apontavam para €1,2 biliões. 

Em tempo de crise, quem comprou o que não podia, tenta vender o que não quer,  mas  é se puder.  
Para vender bem é necessário que haja compradores, mas os  potenciais investidores estratégicos  europeus  andam  mais que ocupados com a reestruturação das suas próprias operações deficitárias.  Segundo a IATA, o prognóstico para transportadoras aéreas europeias é de maiores perdas em 2012 devido ao impacto da crise e da queda de tráfego.   A Ibéria, que agora faz parte do IAG  com a British Airways , talvez consiga um novo fôlego com o corte de cerca de 50% dos salários acordado esta semana com os seus pilotos.   Parece que a TAP continua de fora da consolidação do sector a nível europeu. 

Confrontados com uma única proposta difícil de aceitar, o Governo assumiu a decepção e  não aceitou.  Mas ao cancelar a operação, o Estado passou a bola para os trabalhadores, desafiando-os a ajudar a recuperar a  empresa e a torná-la sustentável

O cancelamento da privatização parece estar a ser vista como uma vitória para os trabalhores, o que não passará de uma vitória pírrica. 

Com situação liquida negativa de cerca de €377 milhões em 2011, e planos ambiciosos de expansão e de renovação de frota, a TAP precisa de ser recapitalizada.  Mas qualquer investidor privado exigiria uma reestruturação de fundo para acabar com as perdas,  um saneamento financeiro e a reestruturação de divida existente.   Isto quer dizer que a TAP tem que ser reestruturada  seja quem for o accionista,  como está a acontecer com a   Ibéria  e outras, sob pena de desaparecer como aconteceu com  TWA e a PAN AM.  Vamos certamente ver  medidas  como  reduções nos destinos (agora 200), na frota (77 aviões),  e nos gastos com pessoal .  E sobretudo, cortes  nos negócios não rentáveis como algumas linhas e a manutenção no Brasil. 

Mas as normas europeias ditam que os "investimentos" ou apoios do Estado têm que  obedecer a condições comerciais,uma espécie de benchmarking com o mercado agora praticamente inexistente.  Talvez o Estado possa justificar a recapitalização da TAP no mesmo montante e nos mesmos termos "comerciais"  propostos por  Gérman Efromovich,   E sobretudo, o Estado tem que encontrar uma maneira de limitar a acumulação de divida e passivos de uma vez por todas,  e de libertar as garantias implícitas e explicitas do Estado 

A TAP é o "inquilino âncora" da ANA, a única companhia aérea com "hub" em Portugal, com mais de 60% do tráfego de Lisboa. por isso a TAP tem que ser parte da solução, não pode causar problemas ao sector importantíssimo do turismo. 

Como "passageira frequente" da TAP Air Portugal, faço votos para que a nossa pequena mas excelente transportadora aérea consiga  resistir e ultrapassar a  turbulência do sector e do país, alcançando a sustentabilidade e deixando de passar facturas para o contribuinte.   

Mais vale guardar os anéis, sim, mas é essencial pô-los a render.
  
Mariana Abrantes de Sousa 
Fontes:  El País 

quinta-feira, março 22, 2012

TdC chumba contrato TGV


Tribunal de contas chumba TGV
O Tribunal de Contas chumbou ontem o contrato de construção do troço Poceirão-Caia, que integra a linha de alta velocidade ferroviária (TGV) Lisboa-Madrid, no valor de 1,6 mil milhões de euros, levando o Governo a anunciar o "abandono definitivo" do projecto.
    Por:Raquel Oliveira
Governo abandona projecto


Em causa estão várias "ilegalidades", de acordo com o acórdão, que refere que a adjudicação recaiu "numa proposta que deveria ter sido excluída". O consórcio Elos (vencedor), liderado pela construtora Soares da Costa e pela Brisa, estima em mais de 264 milhões os custos com TGV, até Dezembro, e vai procurar um acordo ou avança para tribunal arbitral. O ministério da Economia vai analisar "com pormenor" os termos do acórdão do Tribunal de Contas, "tendo em vista as suas consequências jurídicas e económicas, de modo a defender o interesse público e os contribuintes portugueses". "[A decisão] vem, na perspectiva do Governo, encerrar a polémica em torno do projecto do TGV", afirma o ministério.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

AIRDEV 2012, Lisbon, 19-20 April 2102


AIRDEV 2012 - CALL FOR PAPERS

The AIRDEV Conference Series will gather academics and professionals from the Air Transport and Airport sectors. The conference will be held in Lisbon, Portugal, the 19-20 April, 2012.
Prof. Rosário Macário, Conference Chair of AIRDEV 2012, invites you to submit papers to be presented at this Conference. Authors should select one or more of the following thematic areas to submit their paper:
(1) Airport Business Models;
(2) Airport Financing and Ownership;
(3) Flexibility in the Design of Airport Expansion;
(4) Airport Performance; and
(5) Airport, Hinterland and Stakeholders.
Paper submission must be done by e-mail to Mr. Tiago Veras (tveras@civil.ist.utl.pt).
The conference will be held in the 'Hotel Villa Rica' (295, Av. 5 de Outubro, Lisbon).
The registration fees are 350,00 € (normal registration) and 120,00 € (student registration) until 30th March 2012.
Late registration fees are 450,00 € (normal registration) and 220,00 € (student registration).

The registration period is now open. To do your registration, please click in the following link: Conference Registration.
The Conference Programme can be downloaded here.
We look forward to welcoming you in Lisbon!
Source:  http://www.airdev.info/confseries.htm

Policis of Complex Transport Systems, Açores, 2-7 Jun 2012

TRANSPORTNET is co-organizing a Course on Policy Analysis of Complex Transport Systems
Date:  from 2 till 7 June 2012
Location: Sمo Miguel Island, Azores, Portugal
Partcipants: The course is open to professionals (from industry and public authorities) and academic researchers (professors, researchers, PhD students) from all kinds of backgrounds, research fields and interests, holding at least a Master’s degree or equivalent, on a first come first served basis.
Registration:   To be done online, www.pacts-eu-us.net,   also involves submitting a CV and motivation letter by 15 April-2012
Tuition fees:  Professional: 1,300 €,  Student: 800 €. This includes hotel accommodations for 5 days, and a welcome dinner on Saturday. A limited number of full and partial scholarships will be available, to which application can be made.
website: www.pacts-eu-us.net,  e-mail: pacts@aegean.gr

This course is part of the EU/US policy-oriented ATLANTIS Project “PACTS” - “Policy Analysis for Complex Transport Systems”.  The aim of the course is to provide participants advanced training in policy analysis of complex transport systems, and have them obtain improved skills and knowledge to advance their careers.

Specific topics dealt with by PACTS professors during the course week are: •

  • Policy analysis and development •
  • Cost analysis and the economics of pricing •
  •  Four-step modeling and beyond •
  • Intelligent transportation systems and traffic simulation •
  • Applications to air, maritime and urban transport and traffic engineering. 

Moreover, participants will also participate in policy game applications which will be held each afternoon during the course, so as to apply taught concepts.
Course participants will get a participation certificate and a credit certificate upon successful completion of the assignment. The course values 6 ECTS credits for doctoral programs.
Full information, tariffs and registration possibilities are available through the PACTS course page