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quinta-feira, setembro 07, 2017

Recuperação de crédito como fator de sucesso bancário - 2

Quase um década depois do início da crise financeira anunciada pela queda do Bear Stearns em Julho 2007, que destapou os excesso do crédito subprime, três dos grandes bancos portugueses preparam-se para criar um ACE Agrupamento Complementar de Empresas (uma vaquinha entre os três) para recuperar o crédito malparado de empresas, a atividade conhecida como contencioso bancário. (Ver abaixo

Faz todo o sentido que o crédito mal parado seja gerido pelo próprio banco credor, ainda que em ACE com outros credores, de uma forma dinâmica e criativa para preservar,  recuperar e aumentar o valor existente nas empresas devedoras, potencialmente solventes mas aflitas com falta de liquidez.  Identificar e salvar essas empresas é essencial para a economia.   Quando o crédito malparado é entregue a um "banco mau", o valor acaba por degradar-se ainda mais e tem que ser o contribuinte a suportar as perdas.  Quando o crédito mal parado é vendido ao desbarato a um "vulture fund", o fundo abutre vai picar o que pode aproveitar, deitando a perder o que resta das empresas devedoras, destruindo valor, postos de trabalho, etc.

O que faz menos sentido é entregar a recuperação de crédito apenas a "auditores e consultores", se estes tiverem apenas a vocação de assessores (agents) e se não tiverem experiência de tomada de risco como empreendedor (principal)  e  se não tiverem "skin in the game", se não tiverem nada a perder nem a ganhar.

No meu artigo de 1992,   "A gestão de risco de crédito com principal factor de sucesso bancário, Revista da Banca, Setembro 1992"  eram apontados alguns elementos da gestão da carteira de crédito em contencioso.

"Como especialista de crédito, um banco deve demonstrar uma boa capacidade de recuperação e de contencioso de crédito" diz-se na página 29 de 38.   E conclui-se que "a gestão de riscos competente e eficiente é uma capacidade institucional essencial num banco (core skill ).  

Resultado de imagem para credit cyclePassados 25 anos, este  artigo sobre recuperação de crédito mantém-se atual, porque os ciclos de expansão e contratação de crédito são isso mesmo, ciclos que se repetem de geração em geração.  

Mariana Abrantes de Sousa
VER "A gestão de risco de crédito com principal factor de sucesso bancário, Revista da Banca, Setembro 1992"  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/03/gestao-de-riscos-de-credito-distingue.html

Banco de fomento vai financiar solução para malparado na banca
Governo prepara-se para anunciar solução para os créditos problemáticos nos próximos dias. Veículo vai juntar dívidas em risco na CGD, BCP e Novo Banco.
 CRIS TINA FERREIRA 7 de setembro de 2017
O Governo chegou a acordo com a CGD, o BCP e o Novo Banco para resolver o problema do crédito malparado empresarial que está a contaminar o sistema financeiro. Uma solução que vai envolver a Instituição Financeira de Desenvolvimento, vulgarmente designada de banco de fomento, como uma das fontes financiadoras do mecanismo. A solução encontrada visa melhorar o balanço dos bancos e impedir que empresas em dificuldades, mas viáveis, acabem liquidadas.

O PÚBLICO apurou que a equipa de António Costa, em articulação com o Banco de Portugal, se prepara para anunciar nos próximos dias, que fechou as condições de financiamento e o modelo de gestão da entidade que será constituída para resolver o tema dos empréstimos em moratória (cujo reembolso ou pagamento de juros decorre fora dos prazos, em dívida a mais de 90 dias), conhecidos por non performing loans (NPL, na sigla em inglês). Na prática, o veículo terá a figura de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) que será criado pelos três bancos e ficará responsável pela recuperação dos activos problemáticos e sua possível comercialização.
Em causa estão apenas os créditos problemáticos de empresas (e não de particulares) que se encontram em situação financeira desequilibrada, ou seja com níveis de dívida insustentáveis, mas que se considera terem viabilidade económica.

Um grupo que inclui não só créditos em incumprimento comuns à CGD, ao BCP e ao Novo Banco, mas os de outras empresas financeiramente degradadas e expostas a apenas um destes bancos. A condição para integrarem o mecanismo “de resgate” é que os devedores sejam economicamente viáveis.

Esta é uma matéria crítica para a estabilidade do sistema financeiro (a limpeza de balanços) e a sua resolução (a falta de capital empresarial) é tida como essencial para a recuperação económica. E os números do primeiro semestre são conhecidos. Dos cerca de 30 mil milhões de euros de crédito malparado contabilizado pelo sector bancário, apenas metade está devidamente provisionado, com o restante valor a necessitar de limpeza: 4,5 mil milhões estão no Novo Banco, quatro mil milhões estão na CGD, mais de três mil milhões estão no BCP e cerca de dois mil milhões no Montepio. E deste bolo à volta de 30% resultam de uma exposição a empresas afogadas em dívidas.
O contexto difícil exigiu negociações com as autoridades europeias e impôs acertos na regulação, o que tem servido para justificar que o dossiê se arraste desde final de 2015.
Nos últimos meses, o primeiro-ministro António Costa, em articulação com a actual administradora e futura vice-governadora do Banco de Portugal, Elisa Ferreira, tem-se desdobrado em contactos com os banqueiros Paulo Macedo, da CGD, Nuno Amado, do BCP, e António Ramalho, do Novo Banco. No conjunto, os três grupos dominam 60% do mercado.

É expectável que as autoridades não só tornem públicos os detalhes da operação de resgate das empresas viáveis e de limpeza do balanço dos bancos, mas dêem também a conhecer os nomes da equipa que irá integrar o Agrupamento que vai gerir os activos problemáticos. Nomes que terão de ter experiência nas áreas e auditoria e de consultoria e que apesar de serem escolhidos pelos bancos terão de garantir a não oposição do Governo.

Uma das fontes de financiamento desta plataforma (que recebe fundos e os injecta nas empresas endividadas) será a Instituição Financeira de Desenvolvimento, que tem por missão apoiar de forma mais alargada o segmento de pequenas e médias empresas (PME). E que nos últimos meses tem vindo a solicitar aos reguladores a extensão de âmbito e do seu perímetro de actuação.Apesar de nova sociedade ter na origem a CGD, o BCP e o Novo Banco, é de adesão voluntária, pelo que os restantes bancos podem sempre envolver-se, como já tinha sublinhado o jornal digital Eco.

Ao contrário do que chegou a ser admitido pelas autoridades, o plano que vai ser apresentado exclui a criação de um banco mau e a venda das carteiras de crédito problemático da banca a agentes privados, como fundos de investimento, que se propunham adquiri-las com forte desconto e garantias públicas. Uma situação que levantou objecções nomeadamente junto do sector e de responsáveis políticos. E por duas razões: ao terem os activos registados nas contas a preços mais elevados, caso aceitassem vendê-los abaixo desse valor, os bancos seriam obrigados a assumir perdas (imparidades) o que poderia forçar a aumentos de capital. Por outro lado, o Estado não garantia que empresas economicamente viáveis fossem resgatadas.
https://www.publico.pt/2017/09/07/economia/noticia/banco-de-fomento-vai-financiar-solucao-para-malparado-na-banca-1784611


quarta-feira, setembro 06, 2017

Euro Development Days 2017: Todos os seres humanos são empreendedores

Resultado de imagemMuhammad Yunus é um economista e banqueiro bengali. Em 2006 foi laureado com o Nobel da Paz. É autor do livro Banker to the poor. 
Yunus fez uma apresentação brilhante  nos Dias do Desenvolvimento 2017. 

Ver a partir do minuto 52 ao minuto 68 


Minuto 54;  Financiamento é o oxigénio económico do povo
Minuto 55:  Como criar um banco com 9 milhões de clientes, todas mulheres?  Ver como fazem os bancos convencionais e fazer o contrário.
Minuto 59: Todos os seres humanos são empreendedores por natureza, não nascem para trabalhar por conta de outrem.
https://youtu.be/kvHJ-UV5iWU











sexta-feira, setembro 01, 2017

BEI oportunidade para destacamento em serviço

Deadline for applications: 12th October 2017

The EIB, the European Union's bank, is offering a secondment opportunity within its Mandate Management Department – Trust Fund and Blending Division, based at its headquarters in Luxembourg

Return to the EIB homepageSecondment Opportunity: (Associate) Mandate Officer, Blending non-EU Unit
This is a secondment opportunity to work at the EIB under the Bank’s FEMIP Secondment Programme (1 year, with possibility to be extended for a maximum of 2 years)
The Programme, set up with the support of the EIB’s FEMIP Trust Fund (FTF), is only open to nationals of the Mediterranean Partner Countries that have entered into a Framework Agreement with the EIB (Algeria, Egypt, Gaza/West Bank, Israel, Jordan, Lebanon, Morocco, Tunisia) and who work in Ministries, Central Banks, other public sector organisations or private sector entities.
More information on the Programme can be found at:
http://www.eib.org/about/jobs/secondments/femip.htm

Purpose
The main purpose of the Trust Funds and Blending Division is to support the Bank’s lending and investment activities related to grant and concessional financing from Third Parties, in particular from the European Commission and EU Member States.
The Mandate Officer will be responsible for attracting third party concessional financing; supporting operational Divisions in the implementation of grant instruments (inter alia Investment Grants, Technical Assistance and Financial Instruments); and reporting on the use of the grants to third party financiers.
Operating Network
The successful candidate(s) will work in a team and will report to the Head of the Blending non-EU Unit, under the authority of the Head of Division.
Internal contacts : Permanent interaction within the Division and Department, and across the Operations Directorate, particularly with the geographical operational Divisions, as well as with other services of the Bank, such as the Consultants Procurement & Contract Management Unit (ASD/CPCM), Legal Services (JU), Projects Directorate (PJ) and others, as needed.
External contacts: Frequent contact with institutional counterparts such as the European Commission, European External Action Service, the EU Member States and other International Financial Institutions (IFIs).
Accountabilities
The Secondee will carry out tasks related to all of the Unit’s responsibilities and share information and experience with other members of the Unit in order to enlarge the knowledge and competencies of the team. The post may involve some travel, including representation of the EIB in meetings with European Commission, co-financiers, donors etc. S/he will assist in preparing, managing and following-up activities in the context of the regional Blending mechanisms, in particular:
Contribute to management the pipelines and work on proposals on topics of critical importance to NIF South and Blending Mechanism
Assess the viability of project proposals in the framework of NIF and Blending facilities, measure their proper financial value added and assist in the process of monitoring and result assessment
Advise (Assist) operational teams in the use of blending instruments (Investment Grants, Technical Assistance, Financial Instruments)
Support  operational Divisions during the preparation of grant applications/proposals for third party financing and ensure quality control
Participate at meetings of the Governance bodies in Brussels and bilateral meetings with the European Commission
Discuss the specification of requirements under Delegation Agreements with the European Commission and support operational teams in the negotiations of Grant Agreements with EIB clients
Monitor the implementation of the Delegation Agreements and ensure timely reporting
Develop and support close working relationship between EIB and EC, EU Delegations and other Financing Partners active in the region
Help with preparing Drafts of Annual Reports  and other documents and reports for senior management and general use
Contribute to the strengthening of the coordination and collaboration with the European Commission, IFIs, bilateral agencies and beneficiary countries
Contribute to horizontal tasks
Qualifications
University degree preferably in Economics, Finance, Law, Engineering or a Business related subject
At least 3 years’ relevant professional experience in lending environment; implementing loan or grant financed operations/advisory/procurement/technical assistance
Knowledge of EU policies, and the political and operational framework in which the Bank operates is considered as an advantage
Knowledge of financial analysis as well as proven experience in project finance or technical assistance operations would be a considerable advantage
Knowledge of quantitative techniques  and standard computer tools
Good knowledge of English and/or French and a good command of the other. Knowledge of Arabic would be an advantage.
Competencies
Achievement Drive: continually keeps an eye on performance, focusing on improving it, showing drive and determination to meet short and long-term goals
Change Orientation: Adapts to differences and changes in the environment; takes a flexible approach to reach outcomes
Collaboration: Works cooperatively as part of a team; works collaboratively with peers across organisational boundaries based on a genuine interest in and an accurate understanding of others and their individual perspectives and concerns.
Organisational Commitment: Is willing to commit to an organisation whose mission is to support Europe and is open to diversity, and to align her/his own behavior with the organisation’s needs and intrinsic values, acting  with integrity in ways that promote the organisation’s mission, policies and rules
Appointment will be made on the basis of a Secondment Agreement between the EIB and the Secondee’s current employer. Only candidates endorsed by their employer will be successful.
During the recruitment procedure the EIB will request the candidates to provide an endorsement letter from their employer signed by the authorised employer representative.
Preferably the letter would be attached as the last page to the CV with the application.
The Employer  Endorsement Letter should
a) certify the current position held by the candidate,
b) confirm the employer’s agreement in principle with the Programme and support the secondee’s candidacy,
c) confirm that the secondee would stay on the payroll of the employer and
d) confirm the return of the secondee to his position after the secondment is completed. Applications from self-employed candidates will not be considered.

Only shortlisted candidates will be retained for interview. The hiring division may suggest that certain candidates pass a written test and/or a second interview to assess their expertise.
Deadline for applications: 12th October 2017

quarta-feira, agosto 09, 2017

BEI oferece curso sobre impacto ambiental e social de projetos

 O BEI oferece um curso importante, essencial para quem trabalha com projetos e com avaliação e compliance e quer trabalhar com o BEI e com acesso a  fundos EU.

New EIB e-learning course on its environmental and social standards Date: 01 Augu st 2017
Resultado de imagem para environmental social standards
The European Investment Bank (EIB) has just launched an e-learning course providing the required knowledge and skills to implement its EU-based environmental and social standards.
Primarily focused on the needs of the EIB’s financial intermediaries outside the EU, this course will suit the needs of anyone interested in integrating environmental and social dimensions to ensure sustainable investment projects.
Why an e-learning course?
The EIB is the European Union's bank and is owned by the EU Member States. Being the world’s largest multilateral financier, we provide funding and expertise for sustainable projects in more than 160 countries.
The sustainability of our investments is a prerequisite as much as their bankability. This is why the 10 environmental and social standards apply to all EIB’s investment projects:
·       When the EIB invests directly in projects, EIB’s experts are in charge of applying these standards at the appraisal and monitoring stages
·       When the investment is intermediated, it is the responsibility of the local financial intermediaries to apply these standards to the projects eligible for EIB funding
In order to fulfill this contractual obligation, financial intermediaries already have access to the EIB Environmental and social handbook. The EIB has now developed an e-learning course to better meet the needs of its intermediaries, tailored to the type of projects that they usually fund.
How does the course work?
The e-learning course consists of four modules allowing participants to progressively acquire the ability to manage environmental and social (E&S) risks:
·       Module 1 gives an overview of the relevance for a financial institution to include E&S dimensions when assessing an investment
·       Module 2 details the 10 EU-based EIB E&S standards
·       Module 3 explains how to implement an E&S management plan
·       Module 4 provides case studies for users to test their knowledge
The course includes videos, audio tutorials, PDF scripts as well as online tests. The content can be downloaded allowing for users to work off-line.
Resultado de imagem para environmental social standardsThe course is self-paced but would require about 40 hours to be fully completed. Users do not need to complete each module.
The e-learning course is free of charge.
Once successfully completed, participants receive a course certification.
Who should register?
The e-learning course is primarily targeted at the EIB’s financial intermediaries outside the EU. However, all stakeholders interested in environmental and social standards applied to investments would benefit from the course and are welcome to join!
How to access?
The EIB E&S standards e-learning course is accessible here: www.fs.de/EIB-ESSM
Contact info: civilsociety@eib.org

Tese recruta executivo

TESENuma fase de consolidação da sua intervenção a nível nacional e internacional, a TESE – Associação para o Desenvolvimento está a recrutar um/a Diretor/a Executivo/a. O prazo para submissão de candidaturas foi alargado até 20 de agosto de 2017.

Principais áreas de responsabilidades:
• Planeamento estratégico e monitorização da estratégia
• Gestão comercial e desenvolvimento de negócio
• Gestão de Pessoas
• Gestão de Parcerias
• Gestão Financeira e Administrativa
• Representação e comunicação

Será uma oportunidade para:
• Desenvolver as suas competências profissionais e de liderança numa ONGD de referência, com 15 anos de atuação e presença em 5 países
• Desenvolver relações de parceria intersectoriais com mais de 45 entidades locais, nacionais e internacionais
• Estar envolvido/a em diferentes sectores e áreas de atuação
• Fazer parte e contribuir para o processo contínuo de mudança e crescimento da organização
• Integrar e liderar uma equipa jovem, interdisciplinar e profissional 
• Trabalhar num ambiente desafiante e colaborativo
Para saber mais informação e consultar os termos de referência do recrutamento, clique aqui.
As candidaturas, conforme o processo de seleção indicado nos termos de referência, deverão ser enviadas por correio eletrónico para o endereço r.reis@tese.org.pt com a referência: TESE_DIR_EXEC.

domingo, agosto 06, 2017

Geekie jogo didático apoia acesso a universidades


Resultado de imagem para geekie gamesO Geekie Games é um jogo didático com videoaulas, exercícios e simulados que ajuda milhões de estudantes a se prepararem para o ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio no Brasil que serve também de exame vestibular para entrar em muitas universidades.
O Geekie é utilizado por 450.000 alunos em São Paulo, segundo the Economist.

O Geekie define um cronograma de estudos para o ENEM, tal com com  uma professora particular, que permite aumentar as notas.  Entende os pontos fracos e fortes e define o melhor roteiro de aulas para o aluno passar no ENEM e nos exames vestibulares de acesso ao ensino superior.

O ENEM é o maior exame vestibular do Brasil (reconhecido oficialmente pelo RankBrasil – Recordes Brasileiros) e o segundo maior do mundo, atrás somente do Gāo Kǎo, o exame de admissão do ensino superior da República Popular da China.

VER jogos didáticos em Português  em https://geekiegames.geekie.com.br/
VER história da criação do Geekie https://endeavor.org.br/historia-geekie-claudio-sassaki-eduardo-bontempo/

segunda-feira, julho 31, 2017

Cabo Verde cancela contrato

Governo de Cabo Verde cancela concurso internacional ganho por grupo de Portugal

31 July 2017
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O governo de Cabo Verde anulou o concurso internacional para a entrega em regime de sub-concessão da Cabnave – Estaleiros Navais de Cabo Verde, empresa com sede na ilha de São Vicente, que havia sido ganho pelo grupo ETE – Empresa de Tráfego e Estiva de Portugal, de acordo com um comunicado oficial.
A proposta apresentada pelo grupo português tinha sido seleccionada pelo anterior governo para a fase seguinte do processo da privatização dessa infra-estrutura naval, que seria a de negociação do acordo entre as partes para a sua exploração.
Dizendo que a fase seguinte não foi iniciada, o comunicado divulgado sexta-feira na Praia informa que “o novo governo, ditado pelas eleições de 20 de Março de 2016, suspendeu o processo para (…) perceber se a estratégia definida estaria alinhada com a visão do governo para o sector marítimo e em particular para a Ilha de São Vicente.”
A nova visão do governo e a estratégia definida para o sector prevê o desenvolvimento integrado da economia marítima, com centro na ilha de São Vicente, traduzida numa Zona Económica Especial, na qual devem fazer parte toda a zona de jurisdição portuária do Porto Grande, incluindo a Cabnave.
O comunicado termina dizendo que o governo concluiu que a modalidade previamente definida para o processo de sub-concessão da Cabnave não responde às exigências do novo enquadramento definido para o sector e para a Ilha de São Vicente tendo, por isso, sido cancelado.
O grupo ETE – Empresa de Tráfego e Estiva foi fundado em 1939, estando actualmente presente, além de Portugal, em outros países da Europa, América e África, actuando em áreas como transporte marítimo, operações portuárias, engenharia e reparação naval, transporte fluvial, operação logística e agente de navegação. (Macauhub)

quarta-feira, julho 26, 2017

DECODE - Diploma em Cooperação para o Desenvolvimento

Diploma de Especialização em Cooperação para o Desenvolvimento (DECODE) - 11.ª Edição

Apresentação: Conferir uma qualificação que assegure uma visão global e integrada da Cooperação para o Desenvolvimento, esta formação destina-se a todos aqueles que, com ou sem vínculo à Administração Pública, colaborem ou possam vir a colaborar em atividades diretamente ligadas à cooperação para o desenvolvimento.
Duração e Calendário: 120 horas (2 dias por semana):
Módulo ICooperação para o Desenvolvimento: Conceitos, Problemática e Evolução (do Pós-Guerra aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável)7, 8 e 15 de setembro
 Módulo IIDesenho de Projetos de Cooperação para o Desenvolvimento21, 22, 28, 29 de setembro a 6 de outubro
 Módulo IIIGestão de Projetos de Desenvolvimento12, 19, 20, 26, 27 de outubro e 2 de novembro
Módulo IVAvaliação de Projetos de Desenvolvimento3, 9, 10, 16 e 17 de novembro
Formadores:
  • Ana Paula Fernandes - Licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Minho; Mestrado em Cooperação Internacional pelo ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa. Conselheira na Delegação Permanente de Portugal junto da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico - OCDE
  • Rui Miguel Santos - Licenciado em Ciências Sociais pela Universidade Autónoma de Lisboa. Especialista em Gestão por Resultados (RbM) aplicada a Projectos de Desenvolvimento, professor convidado do Colégio da Europa (Bruges), Universidade de Maastricht, Maastricht School of Management (Holanda), Universidade de Aachen (Alemanha). Vice-Presidente da CESO - Consultores Internacionais, SA.
  • Jaime Andrez - Licenciado em Organização e Gestão de Empresas, pelo ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade de Lisboa. Professor Associado Convidado no ISEG.
  • Fonte: http://www.ina.pt/index.php/internacional/formacao-internacional/decode-11-edicao-2017