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terça-feira, novembro 25, 2014

Os países não são todos iguais

No fim de semana em que os jornais saíram com edições especiais e títulos garrafais sobre a detenção do ex-primeiro ministro, sobre  a detenção de responsáveis pela emissão de vistos dourados, sobre as  fracas explicações do colapso da PT e do BES, sobre as condenações no caso BPN...

... o blog PPP Lusofonia tinha,  para não variar,  um pequeno artigo sobre a DIVIDA EXTERNA BRUTA de 410 biliões de Euros a Setembro 2014, 240% do PIB, um número de nos fazer cair da cadeira.   (ver  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/11/ged-ttip-and-supplier-diversity-in.html)

Se há alguma notícia que merece títulos garrafais, é  a DIVIDA EXTERNA BRUTA, o horror  por trás de todas as outras histórias.  Pois é a divida que os nossos netos e bisnetos estarão ainda a pagar quando já ninguém se recordar de quem cortou as fitas e de quem assinou os contratos da nossa desgraça.   

Não há prosperidade com endividamento excessivo, há apenas bancarrotas sucessivas, três em Portugal desde 1890. Se queremos que a bancarrota de 2010 seja a primeira e última do século XXI, temos que enveredar por uma gestão financeira muito mais prudente, com tolerância zero para com a corrupção, e temos que manter viva a memória da crise como VACINA  contra novos abusos e governação  imprudente. 

É pelo prisma da bancarrota, bem visível por trás da ilusão e negação colectiva de devedores e credores, que este nosso povo de brandos costumes,  deve olhar de frente as verdades que agora vêm ao de cima,  por muito asquerosas que sejam. Mais do que AGUENTAR, temos que superar os erros da nossa história. 
  • Para onde foi TODO o dinheiro que dizem que devemos?  
  • Para além dos políticos corruptos e devedores imprudentes, onde está a co-responsabilidade dos credores externos igualmente irresponsáveis?
  • De que forma é que estes eventos tóxicos podem servir para transformar a crise numa oportunidade para dar um salto qualitativo na governação de Portugal ? 
  • Houve imprevisibilidades, negligência ou apenas corrupção mascarada de incompetência,  “erros” fraudulentos e intencionais destinados a passar a factura ao contribuinte incauto ?  

Os países, como os políticos, não são todos iguais.  
Alguns países são bastante mais pobres que outros, geração trás geração. 
Se continuarmos com a mesma governação, se não conseguirmos mudar, bem podemos preparar os netos e bisnetos para para segunda e a terceira bancarrota do século XXI. 

Já dizia Acemoglu (Why Nations Fail, 2012):  Os países POBRES são POBRES porque quem os governa escolhe opções que criam pobreza, frequentemente de propósito.  

Já dizia Piketty (Capital in the XXI Century 2013): O aumento em desigualdade de rendimentos e riqueza nos últimos 200 anos deriva sobretudo da crescente desigualdade entre países ricos (credores) e países pobres (devedores).     


Já dizia o povo:  Quem não tem dinheiro não tem vícios, mas quem tem crédito a mais tem os vícios todos.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

domingo, novembro 23, 2014

GED, TTIP and Supplier Diversity in Europe

Portugal's Gross External Debt keeps rising by leaps and bounds, to EUR 410 billion as of Sept 2014 (vesus EUR 370 billion at the end of 2009) .   As  credit analysts, we must  focus on Gross Liabilities which are set in concrete since Gross Assets are more ephemeral and  have a tendency to disappear or fall sharply in value in a crisis.
Portuguese companies" borrowing to invest" in the US would be another  foolish mistake of the type that brought  Portugal Telecom  to its knees. 

 Portugal and its creditors seem to be  suffering from a bad case of  "collective denial" .  Thinking that Portugal could ever began repaying  this debt, which serves only the original "foolish creditors who lent to much",  the European version of the subprime bubble.   

Of particularly concerne is  Portugal's  Current Account Balance turning  negative again.
We have few options:   we either export goods, we  export services    or ..... we export people.  
If we  can't export more and import less, the interest on our  huge external debt will have to be paid in kind:   bottles of wine and hotel vouchers.   

This brings us to another and more optimistic suggestion:  Supplier Diversity in Europe. 

Supplier Diversity:  All Portuguese exporters are "disadvantaged" by their size and their lack of access to credit, technology, etc, but the big European clients and creditors could care less.  Or rather, they quite like having one less miniscule competitor.  

One valuable contribution of the TTIP negotiations would be to bring Supplier Diversity concepts to Europe, to give a boost to the severely disadvantaged   suppliers from  the highly indebted Eurozone countries.   It is encouraging to learn that TTIP promises to boost Portugal GDP, but we must recall that similar promises of benefits failed us in the past, so we should review the assumptions carefully.  

Otherwise, Portugal and the other smaller countries may not  benefit from TTIP if  most  of the gains from trade accrue to the bigger suppliers and trading partners.   

We must avoid the repeat of the negative consequencees of the  Single Market and the Single Currency which have given "free trade" a bad name,  as the weaker partners have become hightly indebted and empoverished.  


Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 

SEE
Gross External Debt   https://www.bportugal.pt/pt-PT/Estatisticas/IndicadoresEstatisticosPadronizadosSDDS/sddspaginas/Paginas/extdebt.htm    

TTIP and Portugal http://www.flad.pt/wp-content/uploads/2014/09/201407-ttip-impact-portugal.pdf

Supplier Diversity  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/10/diversificar-fornecedores-favorece.html

Testing the limits of divergence http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/12/eurozone-crisis-tests-limits-of.html

Erros da Troika   http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/08/portugal-erros-com-troika.html

segunda-feira, novembro 17, 2014

Pequenos agricultores crescem em Moçambique

Ver video sobre pequenos agricultores  em Moçambique
A Empresa de Comercialização Agrícola (ECA) é uma empresa agro-alimentar, que trabalha com cerca de 5 mil pequenos produtores sendo o elo de ligação entre estes e o mercado. A empresa fornece aos agricultores insumos (sementes, fertilizantes, etc.) a crédito e garante apoio nos serviços de extensão por forma a possibilitar-lhes melhores colheitas de milho, amendoim e soja.



http://www.enterprisefordevelopment.org/2014/06/23/efd-funds-a-video-about-eca-mozambique/

quinta-feira, novembro 13, 2014

Project Finance more dependent on Government support

Here is the link to the World Bank webinar on project finance trends in 2014. It shows increasing recourse to  Government support for project financing which creates direct and contingent liabilities for the Government concedent. 


Date: November 11, 2014




This webinar will discuss the current state of project finance markets globally in the context of public-private partnership projects, specifically in Asia, Europe and Africa, focusing on market characteristics and project structure. It will also discuss whether governments can change market dynamics substantially through policy initiatives, including key reasons why project finance has not taken off to any significant extent in large PPP markets (for example in India) where there is still significant recourse to the corporate sponsor. In addition, it will briefly look at the potential presented by emerging PPP markets in Africa. 

INA forma em Cooperação para o Desenvolvimento 2014

Diploma de Especialização em Cooperação para o Desenvolvimento (DECODE) 2015

DECODE2015 1
O Diploma de Especialização em Cooperação para o Desenvolvimento (DECODE) é um curso de formação profissional, com equilíbrio entre o saber e o saber fazer, que tem como objetivo geral conferir aos seus participantes uma qualificação que lhes assegure uma visão holísta em matéria de Cooperação para o Desenvolvimento, bem como capacitá-los com os instrumentos operacionais destinados à promoção das ações das instituições, organizações não-governamentais, fundações e empresas que intervêm, ou venham a intervir, nas áreas da cooperação internacional, independentemente da área específica da sua atuação.
O INA já formou cerca de 500 profissionais na área da Cooperação para o Desenvolvimento, dos quais 134 concluíram o DECODE.
O DECODE tem a duração de 120h presenciais (com suporte de uma plataforma e-learning).
Ver mais em    www.ina.pt   e o video   
Contactos   ina@ina.pt 

sexta-feira, novembro 07, 2014

Engenharia do Técnico de Lisboa entre os melhores do mundo

Muitos Parabéns !  

IST - o Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa   foi considerado uma das melhores Escolas de engenharia de mundo de acordo com o Best Global Universities Rankings (BGUR), divulgado a 28 de outubro de 2014.
O BGUR, supervisionado pela Thomson Reuters e divulgado pela U.S.&World Report News, disponibiliza uma lista com as 500 melhores universidades de 49 países, tendo por base dez indicadores de desempenho que avaliam a investigação e a reputação a nível regional e global.
Nesta 1.ª edição do BGUR, a ULisboa é a melhor universidade portuguesa, colocada em 265.º lugar, sendo a 113.ª europeia, destacando-se neste  ranking a área de  Engenharia que coloca o Técnico na lista das 15 melhores Escolas de engenharia europeias
http://tecnico.ulisboa.pt/pt/noticias/2014/11/Tecnico_na_lista_das_melhores_Escolas_de_engenharia_do_mundo_

quarta-feira, novembro 05, 2014

Gestores do Novo Banco querem privilegiar "clientes de confiança"

A crise financeira portuguesa continua fértil em erros, omissões, falhas de regulação e outros equívocos

A mais recente ideia peregrina é a dos gestores temporários do Novo Banco de indemnizarem os investidores em EUR 700 milhões papel comercial da Rioforte e da ESI Espirito Santo  Internacional cujo valor veio a revelar-se praticamente nulo. 

Falta confirmar se alguém  tem responsabilidades perante estes investidores desastrados.  
Na tradição e regulação bancária, os aforradores que investem em papel comercial e obrigações não podem recorrer ao banco gestor no caso de falha de reembolso pelo emitente.
Se alguém no antigo BES deu alguma “garantia” formal or informal, essa responsabilidade deve  ficado com o antigo BES, e não ser assumida pelo Novo Banco. 

O argumento que os investidores foram enganados ou induzidos em erro  também não colhe.   Na tradição bancária internacional, apenas os pequenos aforradores particulares (widows and orphans) podem argumentar a sua falta de conhecimentos, para ser protegidos e ressarcidos.  Mesmo assim, devem saber distinguir os instrumentos.  Quando aplicam em depósitos bancarios, estes aforradores inexperientes ficam  protegidos pelos Fundos de Garantia de Depósitos até montantes limitados.

Já os investidores profissionais tinham toda a obrigação de distinguir o papel comercial de um emitente de um depósito bancário garantido, e devem ter capacidade para absorver as perdas resultantes.    

Assim, as categorias incluem (1) os investidores inexperientes, que em qualquer caso deveriam ficar no antigo BES e (2) os investidores profissionais imprudentes que deveriam ter capacidade para absorver as perdas. 

Mas os gestores temporários do  Novo Banco introduzem agora uma nova categoria  3) os investidores “clientes de confiança” consideram importantes para a sua futura estratégia comercial. 

Esta ideia peregrina parece ser uma “inovação” da pior espécie.  Deve ser considerada  inaceitável num banco que depende do apoio do contribuinte, pois implica  investidores, muitos dos quais grandes profissionais, seleccionados  com base em critérios bastante subjectivos.  

Já que as autoridades reguladoras não conseguiraram evitar a má gestão no banco BES, espera-se que evitem perpetuar a mesma má gestão no Novo Banco.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

VER noticia http://economico.sapo.pt/noticias/novo-banco-vai-indemnizar-clientes-enganados-com-divida-do-ges_205347.html 


terça-feira, novembro 04, 2014

Crédito ao consumo alimenta a crise

De 2000 a 2007 boa parte do problema da economia portuguesa  derivou  de uma má afectação de recursos financeiros, de má intermediação bancária pelos bancos portugueses e internacionais. Tivemos muito capital a entrar e não o alocamos bem.  Segundo o economista Ricardo Reis, o que falhou em Portugal desde 2000 não foi o montante de capital nem o Estado. Foi o facto deste capital ter sido mal aplicado

O fluxo de capital  vindo de credores como a Alemanha acabou por  financiar  o sector de construção e empresas pequenas, com menos de 10  trabalhadores,   em vez de apoiar as empresas  que podiam lançar-se no mercado exportador.

Mais recentemente, o crédito  concedido ao sector privado em Portugal tem  continuado a registar variações negativas em todos os segmentos com uma redução anualizada de -5,2% a Agosto 2014.  

Mas isto esconde uma divergência significativa.  O crédito a empresas não financeiras caiu -7,6% enquanto o crédito ao consumo caiu apenas -0.8% no mesmo período.  Isto demonstra que o má afectação dos recursos escasso continua a agravar-se.  E o crédito ao consumo reflecte-se directamente nas importaçãoes de bens de consumo inclusive bens duráveis como os automóveis,  cujas vendas aumentaram mais de 40%.   As importações voltaram a aumentar desde o final de 2014, em paralelo com a redução no desemprego do pico de 17,5% no terceiro semestre de 2013 até 13,9% recentemente. 



As empresas com  maior contracção de crédito foram as micro  e pequenas empresas, que apresentaram uma diminuição de quase 2 mil milhões de euros, face a dezembro de 2013.
o peso dos créditos de cobrança duvidosa no total do crédito concedido aumentou em Portugal, particularmente no segmento das empresas não financeiras (13,8%, +2 p.p. do que emdezembro de 2013).

Nas crises financeiras anteriores dos anos 1970s e 1980s, boa parte do ajustamento foi conseguido por aplicação dos plafonds de crédito e do imposto do selo sobre o crédito ao consumo, incluindo o crédito automóvel.   

Desta vez, parece que as autoridades  não conseguem or não querem contrariar esta má afectação de recursos escassos, outro erro de omissão das autoridades monetárias e fiscais.  

VER ROE 2015 e  http://www.negocioseempresas.info/#!ricardoreis/c19ep 







segunda-feira, novembro 03, 2014

Recordando Alfredo de Sousa 1931-1994

Alfredo de sousa














Toponímia
Rua Professor Alfredo de Sousa, Lumiar 1600-188 LISBOA
Rua Alfredo de Sousa, São Julião Barra   2780-176 Oeiras
Praceta Professor Alfredo de Sousa,         1495-241 Algés
Residencia Alfredo de Sousa  http://sas.unl.pt/alojamento/ras/residencia-alfredo-de-sousa


segunda-feira, outubro 27, 2014

Portugal com emissões GEE abaixo da média

EU-28 chegam a acordo sobre o Pacote Energia-Clima que
prevê metas vinculativas de redução das emissões de gases com efeito de estufa de 40% em relação ao nível de 1990 e de pelo menos 27% de incorporação de energias renováveis, até 2030.
O compromisso alcançado pelos 28 Países Membros da UE contempla ainda o objectivo indicativo de aumentar igualmente em pelo menos27% a eficiência energética e em 15%  as interconexões, que agora limitam a capacidade de exportar energia verde. 

Os valores de emissões de Gases com Efeito Estufa (GEE) per capita divergem bastante entre os países da União Europeia, por isso o esforço não devia ser todo igual. 

Em 2010, Portugal tinha emissões GEE per capita muito abaixo da média europeia e da grande maioria dos outros países. 

Para obter a apresentação completa de Mariana Abrantes de Sousa sobre Economia + Verde, favor solicitar por e-mail. 

Fontes:  http://zap.aeiou.pt/lideres-europeus-chegam-acordo-sobre-pacote-energia-clima-46413?utm_source=news&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter  e  http://www.quercus.pt/comunicados/2014/outubro/3957-metas-de-energia-e-clima-para-2030-lideres-europeus-estabelecem-objetivos-pouco-ambiciosos 

domingo, outubro 26, 2014

Conferência PPP, 29-Outubro, Bissau


Conferência "Parcerias Público-Privadas para a Competitividade"

Picture
A Confederação Empresarial dos PALOP vai realizar, de 29 a 30 do corrente mês de Outubro, em parceria com o Governo da Guiné-Bissau, a primeira Conferência “Parcerias Público-Privadas para a Competitividade”, no quadro de um ciclo que irá percorrer anualmente todos os países membros. A Conferência de Bissau, que conta ainda com o apoio da CE-CPLP, CCIAS-GB e de associações empresariais nacionais, será organizada à margem da Sessão Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, agendada para 29 de Outubro de 2014.

Pretende a organização aproveitar a presença em Bissau de Membros dos Governos e de delegações empresariais dos países da CPLP para apresentar as potencialidades da Guiné-Bissau nos sectores considerados prioritários pelo Governo. Vidé Programa em anexo. 

Para ampliar as sinergias de tão importante evento, a par de palestras sobre temas estruturantes e/ou sectoriais, serão organizados encontros de negócio entre empresários participantes (fichas de projeto para serem divulgados por todos os países membros estão disponíveis junto da organização), para avaliação e montagem de parcerias entre promotores privados ou ainda de parcerias público-privadas. 

Projetos incluídos nos Programas de Investimento Público serão apresentados no evento.

Está também disponível o portfolio de projetos nacionais, em carteira para os encontros de negócios a realizar durante a conferência.

A presença e participação ativa de empresários e associações representativas do empresariado dos países da nossa Comunidade será motivo de encorajamento para a Organização, para o país e suas autoridades, que contam com o empenho do Secretariado Geral da CE CPLP e de todas as suas Delegações ou representações nacionais para que esta iniciativa constitua mais um momento importante na caminhada ora iniciada pelo Governo e pelo sector privado da Guiné-Bissau, para o relançamento económico do país.

Os interessados que disponham ou não de projetos deverão inscrever-se para participar no evento até ao dia 21 de Outubro de 2014 mediante preenchimento de Fichas de Inscrição em anexo.

A ficha deverá ser enviada aos seguintes contactos: bcvoss@hotmail.com / areovaldoadekson@hotmail.com

+245 678 85 87 / +245 598 55 25
Consulte  programa da conferência em http://www.cecplp.org/conferecircncia-parcerias-puacuteblico-privadas-para-a-competitividade.html 

Quem foi Alfredo de Sousa, 3-Nov, 18h30, UNL

 "Quem foi Alfredo de Sousa?

O Professor. O Economista. 
O Fundador da Nova. O Gestor. O Homem
Data:  Segunda-feira, 3 de Novembro  18h30 
Local:  UNL Faculdade de Economia, Auditório A120, Campus de Campolide, Lisboa

Oradores:
José António Girão | Ex Vice-Reitor da Universidade Nova de Lisboa
José Luís Cardoso | Diretor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de LisboaCarlos Melo Ribeiro | CEO da SiemensMiguel Beleza | ProfessorJoão Salgueiro | EconomistaManuel Brandão Alves | Professor e antigo assistente do Professor Alfredo de Sousa
Moderador:
Ricardo Costa | Expresso
Os lugares são limitados e a confirmação de presença obrigatória.

Confirmações até 31 de Outubro. Registe-se aqui

segunda-feira, outubro 20, 2014

UNL - Ciclo de Debates Alfredo de Sousa - Investimento Investimento, 20-Outubro, 18h Campolide


The Strategy of Public Investments

ciclodedebates

3rd debate of Cycle of Debates 

in Memory of Alfredo de Sousa

20 October 2014, 18h  


The third debate in memory  of Professor Alfredo de Sousa in under the theme "The Strategy of Public Investments" will take place on 20 October 2014, Monday, 18:00 
in room A120 - Campus Campolide, Lisbon 

Speakers
Miguel Poiares Maduro | Minister in the Cabinet of the Prime Minister and for Regional Development
José Soares dos Santos | Board Member do Grupo Jerónimo Martins
João Salgueiro | Economista
José Tavares | Moderator
Source:  http://www.novasbe.unl.pt/en/news-articles/news/862-foreign-investment-in-portugal-2nd-debate-of-cycle-of-debates-in-memory-of-alfredo-de-sousa-2
O que é mais importante para dinamizar o crescimento da economia portuguesa? 
O investimento público ou o investimento privado ? 


quinta-feira, outubro 02, 2014

Diversificar fornecedores favorece mulheres empresárias WOB

SUPPLIER DIVERSITY  goES GLOBal   
Supplier Diversity programs  seek to source  products and services from previously  underutilized suppliers, such as those owned by  minorities and women, war veterans and others.
These policies originated with the US Government in the 1970 in response to the Civil Rights Movement to open doors in order to correct disparities of opportunity.  Other goverments and corporations had since joined this trend. Corporations started  implementing their own Supplier Diversity programs more than 30 years ago, in order to reflect the diversity  of their (mostly female) customer base, since women control 80 percent of consumer spending.  Big corporations also seek to gain access to fresh ideas and to innovative products and processes more attuned to customer preferences as well as to contribute to the economic strengthening of the communities in which they operate. Small businesses in general and minority and Women Owned Businesses (WOB) in particular, are creating more US jobs than any other sector.
Currently there are  Supplier  Diversity programs benefiting women-owned businesses based in the United States and Canada, but also in Eastern Europe and South Africa.  The EU funded program  “Small Suppliers in Global Supply Chains – Partnerships for Competitive Sustainability -  works with  large companies to recruit small and medium-size suppliers in Central and Eastern Europe (managed Copenhagen Centre).
Os programas de Supplier Diversity, diversidade de fornecedores, destinam-se a aumentar a compra de produtos e serviços a fornecedores desfavorecidos anteriormente subutilizados, promovendo activamente a inclusão de empresas detidas e geridas por mulheres e minorias nos processos de compras.  
Estas praticas de diversidade de fornecedores  tiveram origem no Governo dos Estados Unidos em resposta aos movimentos cívicos dos  anos 70s,.  Destinam-se corrigir disparidades de oportunidade, passando a beneficiar empresas sediadas nos Estados Unidos detidas, pelo menos a 51%,  e geridas por afro-americanos, hispânicos, (incluindo luso-americanos), mulheres, veteranos de guerra, entre outros. A elegibilidade das empresas é certificado por entidades independentes, como a WEBNC,  Women's Enterprise National Business Council.   As pequenas e médias empresas criam mais postos de trabalho que qualquer outro sector da economia Americana. 
Os programas de  Supplier Diversity generalizaram-se no  Canada , na Africa do Sul e na  Europa Oriental.  Cada vez mais empresas privadas americanas  têm vindo a criar programas de Diversidade de Fornecedores, definindo metas ambiciosas de originar até 20% das suas compras de bens e serviços em empresas sediadas nos Estados Unidos  detidas por minorias ou mulheres   Cerca de 97% das empresas da lista Fortune 500 já aderiram a estas politicas, incluindo Walmart, General Motors, IBM, Toyota e Microsoft, em parte para demonstrar a sua responsabilidade social e para reflectir a demografia dos seus clientes que são maioritariamente mulheres.  Adicionalmente, a Diversidade de Fornecedores tem outros benefícios, como  o acesso a ideias,  produtos e processos inovadores mais alinhados com as preferências das clientes e para  contribuir para a reforço  económico  das  comunidades onde as empresas estão preentes.  Algumas grandes empresas compradoras já alargaram os programas de diversidade  aos seus fornecedores internacionais, sobretudo a empresas baseadas em países em desenvolvimento. 
A Diversidade de Fornecedores ainda tem pouca expressão na Europa.  Actualmente, a EU patrocina o programa Parcerias para Cadeias de Abastecimento Global a fim de recrutar pequenos fornecedores baseados na Europa Central e Oriental, mas ainda não em Portugal. 
Da esquerda, Vasco Rato, Presidente da FLAD, Maggie Berry, Embaixatriz Kim Sawyer e Embaixador Sherman. (Foto: Embaixada Americana)WEConnect International,  uma NGO que certifica que as empresas são efectivamente detidas por mulheres, estima que, em média, menos de 1% das compras  de empresas e governos a nível global  provêem de fornecedores pertencentes a mulheres.  Actualmente os  programas  de Diversidade de Fornecedores do governo americano e de 97% das empresas da Fortune 500, beneficiam fornecedores sediados em apenas alguns países  http://weconnectinternational.org/en/get-certified#.  

Em Portugal, as mulheres empreendedoras precisam de Aparecer para Crescer para fazerem  crescer os seus negócios,  beneficiando dos programas de Diversidade de Fornecedores.  Por isso precisamos de  responder ao ao desafio de Maggie Berry de WEConnect Europe  que  apresentou a campanha de auto-registo gratuito   na sessão Connect to Success  patrocinada pela Embaixada American na FLAD a 15-Setembro-2014. 

O primeiro passo é auto-identificar-se como tendo um negócio detido e gerido por mulheres em Portugal.   Se é mulher, empresária, empreendedora e chefe de empresa, registe o seu negócio em 
http://weconnectinternational.org/en/get-self-registered 

O segundo passo  é aderir a programas de mentoria de negócios e de apoio mútuo: 
Connect to Success  Portugal, mais informações em 
https://www.facebook.com/connecttosuccessportugal, ou através do email CTSLisbon@state.gov 
WPO Women Presidents' Organization  http://www.womenpresidentsorg.com/join-wpo 

E o terceiro passo?  O terceiro passo é vender MAIS! 

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 

HP Supplier Diversity    http://www.hp.com/hpinfo/globalcitizenship/07gcreport/supplychain/supplier.html

Walmart Supplier Diversity  program to double purchasing from women owned businesses   http://corporativo.walmart.com/proveedores/diversidad-de-proveedores/1qte/
http://grandeconsumo.com/noticia/644/walmart-lanca-gama-de-produtos-criados-exclusivamente-por-mulheres
Walmart and WEConnect International search for women owned businesses as suppliers http://womenownedlogo.com/home.html
União Europeia, contratação pública e PMEs  http://ec.europa.eu/enterprise/policies/sme/business-environment/public-procurement/index_en.htm

terça-feira, setembro 16, 2014

PALOPs no Congresso Mundial da Água, Lisboa, 23-Setembro

LUSOFONIA

Congresso Mundial da Água terá fórum dedicado aos PALOP

O tema dos serviços de água e saneamento nos países africanos de língua portuguesa será debatido em Lisboa a 23 de setembro, no âmbito da realização em Portugal do Congresso Mundial da Água.
Lisboa - O Congresso Mundial da Água (IWA 2014) realiza-se este ano em Lisboa, juntando milhares de profissionais do sector na capital portuguesa, com uma programação que incluirá um fórum dedicado especificamente ao tema da água e saneamento nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Esta iniciativa terá lugar no próximo dia 23 de setembro, terça-feira, entre as 12h e as 13h30, na sala Business Forum n.º1  do Centro de Congressos de Lisboa, no quadro do Congresso Mundial da Água.
O encontro contará com representantes da Empresa Pública de Águas de Luanda, da Administração de Infra-estruturas de Água e Saneamento de Moçambique, da Agência Nacional de Água e Saneamento de Cabo Verde, entre outros palestrantes.
O fórum sobre os PALOP decorrerá numa sala limitada a 50 pessoas, pelo que os interessados deverão inscrever-se até ao dia 17 de setembro junto do secretariado da organização
O acesso à exposição do Congresso e participação nos fóruns de negócio é livre, sendo que a organização apenas solicita registo prévio dos visitantes.

domingo, setembro 14, 2014

Como se diz governance

Governance parece uma palavra nova e elegante, seja em inglês ou seja traduzida como governança ou governancia.

Mas o conceito de "boa governação" é bem mais antigo.

Na minha aldeia havia pouca gente muito rica ou muito pobre.
Havia, sim, gente remediada e bem governada, e havia gente mal governada.

Portugal é um país muito mal governado.
Para os "mal governados" não há recursos ou apoios que aguentem, estoiram tudo.

Por isso precisamos de uma vacina e tolerância zero contra os abusos e imprudências.
E temos de  adoptar princípios e praticas de "bom governo" a todos os níveis.

Desde logo, podemos recordar os provérbios financeiros, os ditados populares que sintetizam as boas praticas de séculos.

- Quem compra o que não pode vende o que não quer
- A quem for mau dispenseiro, não entregues o teu dinheiro

Ver mais em http://ppplusofonia.blogspot.pt/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html

Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia 

domingo, setembro 07, 2014

Papas na língua e outras falhas de governação

A  queda do Banco Espirito Santo é o mais recente, e esperemos o derradeiro, buraco que apareceu na crise financeira portuguesa que sofremos desde 2008.  Ao fim de 6 anos, finalmente nos questionamos quem são os responsáveis, quem poderia ter evitado este desastre e como.
Estas análises forenses ou de “post-mortem” são muito importantes, ainda que as respostas mais imediatas, começando todos por apontar o dedo uns aos outros, dificilmente serão as mais certeiras.
Algumas coisas deveriam ficar claras desde logo:
- Os sistemas de boa governação funcionam em cadeia e a vários níveis, com normas e procedimentos, check lists, pesos e contrapesos e redundâncias ou back-ups. O desastre financeiro da dimensão desta (primeira?) bancarrota de Portugal do século XXI não ocorreu devido à falha de um ou outro único interveniente. Houve falhas em catadupa, dentro e fora de Portugal, dentro e fora do Estado.

- Para os incompetentes e irresponsáveis, a culpa é sempre dos outros, apressando-se eles a “sacudir a água do capote”.
- Criticar faz parte das boas praticas de gestão de risco, especialmente quando é feito de uma forma equilibrada e transparente.  Ninguém gosta de um bufo, um “whistle blower” ou  um delator, mas é preciso ter sentido crítico e coragem para denunciar praticas abusivas ou simplesmente arriscadas.

Sabemos que num Portugal ainda salazarento, premeia-se quem sabe manter a “bola baixa”, quem “entra mudo e sai calado”, quem “tem papas na língua”. Quando predomina o conformismo social, temos os “bland leading the blind”, a liderança dos brandos, que não ouvem, que não vêm, que não dizem nada.   Quando predomina o conformismo autoritário, temos o problema de “power distance” excessiva, em que o chefe tem sempre razão, mesmo quando o “rei vai nu”.
Convém recordar que quando a segunda pessoa a assinar um documento simplesmente “assina de cruz", está a criar a ilusão de escrutínio, dando falso conforto aos demais, o que representa um valor acrescentado negativo inaceitável.
Assim, que venha o escrutínio, que venham as comissões de inquérito.

E que não se limitem a crucificar esta ou aquela pessoa.  Com um “estampanço” desta magnitude, com custos sociais e colectivos elevadíssimos, não será suficiente “retirar os malandros”.
A boa governação, que tanto nos falta em Portugal, faz-se com base em Princípios, Praticas, Procedimentos, Participação, Prudência, Ponderação, e não apenas com Pessoas.
Impões-se um reflexão a todos os níveis. Não podemos deixar que os nossos bons “brandos costumes” nos condenem a pagar facturas colectivas cada vez mais elevadas por erros individuais e colectivos evitáveis. Por isso, não devemos desperdiçar a oportunidade que nos oferece esta crise  para criar e consolidar as bases de boa governação, para um desenvolvimento económico e social sustentado, isto é para que esta seja a última bancarrota de Portugal.

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia
Sabedoria popular nos provérbios financeiros http://ppplusofonia.blogspot.pt/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html 
Entrar mudo e sair calado http://www.tvi24.iol.pt/economia/negocios/bes-em-seis-anos-entrei-mudo-e-sai-calado 

sexta-feira, setembro 05, 2014

BIS focus on risks in hidden Gross External Debt

 (in English below
Um estudo de analistas to BIS - Banco de Pagamentos Internacionais conclui que os riscos de colapso financeiro escondem-se na acumulação de GED Divida Externa Bruta, mais do que no aumento da NED- Divida Externa Liquida  gerada pela acumulação de défices de CAB/BTC- Balança de transacções Correntes. 

No caso de Portugal, tivemos as duas coisas, mas mais o problema dos défices correntes, devido ao colapso da poupança nacional. 

Nos Estados Unidos "Os bancos europeus passaram a  intermediar o financiamento local em  US dólares",  capturando recursos de fundos de tesouraria americanos, aversos ao riscos e aplicando   em ABS de empréstimos subprime securitizados americanos, o que  sugere alguma  "arbitragem regulatória". 

Este "Offshoring"  da função de intermediação de risco de crédito nunca é uma boa ideia, já que as"comissões de crédito no exterior" não têm o conhecimento local dos mutuário. e podem acabar fazendo "credito por assinatura" da pior espécie. 
Os analistas do BIS  poderiam  também considerar as consequências não intencionais das normas de BASILEIA, que favoreciam as exposições  inter-bancários e soberanas dentro da OCDE, à custa de empréstimos para a economia real local,  aqueles  mutuários comerciais mal-amados, criando a "ilusão de excesso de capital". 
Se   BASILEIA  pudesse  voltar a ser apenas uma cidade na Suíça! 
Com base no princípio do "país de origem", quem estava a regular esta intermediação financeira? Quais foram os bancos centrais e reguladores  (im)prudentes   que   permitiram  alavancagens bancárias  de 30 e 40 vezes em termos absolutos, mesmo   cumprindo  todos os requisitos de solvência?
Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 
Fontes:  
Historical gross capital flows http://www.bis.org/publ/work457.pdf

"European banks intermediating US dollar funding", sourcing from (risk averse) US money market funds and investing in US ABS securitized subprime loans hints at "regulatory arbitrage".
Offshoring the credit risk intermediation function is never a good idea, since "offshore credit committees" lack local knowledge  of the borrowers. and  can end up doing "name lending" of the worst kind. 
BIS analysts might  also consider the unintended consequences of BASEL regulations favouring interbank and sovereign  exposures within the OECD at the expense of lending to the local real economy, those pesky commercial borrowers, and creating the "illusion  of excess capital". 
If only BASEL could go back to being just a city in Switzerland !  

Under "home country rule", who was regulating what financial intermediation?   What  were the (im)prudent central bank regulators doing allowing  absolute bank leverage to climb to 30 and 40  times, even while meeting all the  solvency requirements?