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segunda-feira, outubro 27, 2014

Portugal com emissões GEE abaixo da média

EU-28 chegam a acordo sobre o Pacote Energia-Clima que
prevê metas vinculativas de redução das emissões de gases com efeito de estufa de 40% em relação ao nível de 1990 e de pelo menos 27% de incorporação de energias renováveis, até 2030.
O compromisso alcançado pelos 28 Países Membros da UE contempla ainda o objectivo indicativo de aumentar igualmente em pelo menos27% a eficiência energética e em 15%  as interconexões, que agora limitam a capacidade de exportar energia verde. 

Os valores de emissões de Gases com Efeito Estufa (GEE) per capita divergem bastante entre os países da União Europeia, por isso o esforço não devia ser todo igual. 

Em 2010, Portugal tinha emissões GEE per capita muito abaixo da média europeia e da grande maioria dos outros países. 

Para obter a apresentação completa de Mariana Abrantes de Sousa sobre Economia + Verde, favor solicitar por e-mail. 

Fontes:  http://zap.aeiou.pt/lideres-europeus-chegam-acordo-sobre-pacote-energia-clima-46413?utm_source=news&utm_medium=email&utm_campaign=newsletter  e  http://www.quercus.pt/comunicados/2014/outubro/3957-metas-de-energia-e-clima-para-2030-lideres-europeus-estabelecem-objetivos-pouco-ambiciosos 

domingo, outubro 26, 2014

Conferência PPP, 29-Outubro, Bissau


Conferência "Parcerias Público-Privadas para a Competitividade"

Picture
A Confederação Empresarial dos PALOP vai realizar, de 29 a 30 do corrente mês de Outubro, em parceria com o Governo da Guiné-Bissau, a primeira Conferência “Parcerias Público-Privadas para a Competitividade”, no quadro de um ciclo que irá percorrer anualmente todos os países membros. A Conferência de Bissau, que conta ainda com o apoio da CE-CPLP, CCIAS-GB e de associações empresariais nacionais, será organizada à margem da Sessão Extraordinária do Conselho de Ministros da CPLP, agendada para 29 de Outubro de 2014.

Pretende a organização aproveitar a presença em Bissau de Membros dos Governos e de delegações empresariais dos países da CPLP para apresentar as potencialidades da Guiné-Bissau nos sectores considerados prioritários pelo Governo. Vidé Programa em anexo. 

Para ampliar as sinergias de tão importante evento, a par de palestras sobre temas estruturantes e/ou sectoriais, serão organizados encontros de negócio entre empresários participantes (fichas de projeto para serem divulgados por todos os países membros estão disponíveis junto da organização), para avaliação e montagem de parcerias entre promotores privados ou ainda de parcerias público-privadas. 

Projetos incluídos nos Programas de Investimento Público serão apresentados no evento.

Está também disponível o portfolio de projetos nacionais, em carteira para os encontros de negócios a realizar durante a conferência.

A presença e participação ativa de empresários e associações representativas do empresariado dos países da nossa Comunidade será motivo de encorajamento para a Organização, para o país e suas autoridades, que contam com o empenho do Secretariado Geral da CE CPLP e de todas as suas Delegações ou representações nacionais para que esta iniciativa constitua mais um momento importante na caminhada ora iniciada pelo Governo e pelo sector privado da Guiné-Bissau, para o relançamento económico do país.

Os interessados que disponham ou não de projetos deverão inscrever-se para participar no evento até ao dia 21 de Outubro de 2014 mediante preenchimento de Fichas de Inscrição em anexo.

A ficha deverá ser enviada aos seguintes contactos: bcvoss@hotmail.com / areovaldoadekson@hotmail.com

+245 678 85 87 / +245 598 55 25
Consulte  programa da conferência em http://www.cecplp.org/conferecircncia-parcerias-puacuteblico-privadas-para-a-competitividade.html 

Quem foi Alfredo de Sousa, 3-Nov, 18h30, UNL

 "Quem foi Alfredo de Sousa?

O Professor. O Economista. 
O Fundador da Nova. O Gestor. O Homem
Data:  Segunda-feira, 3 de Novembro  18h30 
Local:  UNL Faculdade de Economia, Auditório A120, Campus de Campolide, Lisboa

Oradores:
José António Girão | Ex Vice-Reitor da Universidade Nova de Lisboa
José Luís Cardoso | Diretor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de LisboaCarlos Melo Ribeiro | CEO da SiemensMiguel Beleza | ProfessorJoão Salgueiro | EconomistaManuel Brandão Alves | Professor e antigo assistente do Professor Alfredo de Sousa
Moderador:
Ricardo Costa | Expresso
Os lugares são limitados e a confirmação de presença obrigatória.

Confirmações até 31 de Outubro. Registe-se aqui

segunda-feira, outubro 20, 2014

UNL - Ciclo de Debates Alfredo de Sousa - Investimento Investimento, 20-Outubro, 18h Campolide


The Strategy of Public Investments

ciclodedebates

3rd debate of Cycle of Debates 

in Memory of Alfredo de Sousa

20 October 2014, 18h  


The third debate in memory  of Professor Alfredo de Sousa in under the theme "The Strategy of Public Investments" will take place on 20 October 2014, Monday, 18:00 
in room A120 - Campus Campolide, Lisbon 

Speakers
Miguel Poiares Maduro | Minister in the Cabinet of the Prime Minister and for Regional Development
José Soares dos Santos | Board Member do Grupo Jerónimo Martins
João Salgueiro | Economista
José Tavares | Moderator
Source:  http://www.novasbe.unl.pt/en/news-articles/news/862-foreign-investment-in-portugal-2nd-debate-of-cycle-of-debates-in-memory-of-alfredo-de-sousa-2
O que é mais importante para dinamizar o crescimento da economia portuguesa? 
O investimento público ou o investimento privado ? 


quinta-feira, outubro 02, 2014

Diversificar fornecedores favorece mulheres empresárias WOB

SUPPLIER DIVERSITY  goES GLOBal   
Supplier Diversity programs  seek to source  products and services from previously  underutilized suppliers, such as those owned by  minorities and women, war veterans and others.
These policies originated with the US Government in the 1970 in response to the Civil Rights Movement to open doors in order to correct disparities of opportunity.  Other goverments and corporations had since joined this trend. Corporations started  implementing their own Supplier Diversity programs more than 30 years ago, in order to reflect the diversity  of their (mostly female) customer base, since women control 80 percent of consumer spending.  Big corporations also seek to gain access to fresh ideas and to innovative products and processes more attuned to customer preferences as well as to contribute to the economic strengthening of the communities in which they operate. Small businesses in general and minority and Women Owned Businesses (WOB) in particular, are creating more US jobs than any other sector.
Currently there are  Supplier  Diversity programs benefiting women-owned businesses based in the United States and Canada, but also in Eastern Europe and South Africa.  The EU funded program  “Small Suppliers in Global Supply Chains – Partnerships for Competitive Sustainability -  works with  large companies to recruit small and medium-size suppliers in Central and Eastern Europe (managed Copenhagen Centre).
Os programas de Supplier Diversity, diversidade de fornecedores, destinam-se a aumentar a compra de produtos e serviços a fornecedores desfavorecidos anteriormente subutilizados, promovendo activamente a inclusão de empresas detidas e geridas por mulheres e minorias nos processos de compras.  
Estas praticas de diversidade de fornecedores  tiveram origem no Governo dos Estados Unidos em resposta aos movimentos cívicos dos  anos 70s,.  Destinam-se corrigir disparidades de oportunidade, passando a beneficiar empresas sediadas nos Estados Unidos detidas, pelo menos a 51%,  e geridas por afro-americanos, hispânicos, (incluindo luso-americanos), mulheres, veteranos de guerra, entre outros. A elegibilidade das empresas é certificado por entidades independentes, como a WEBNC,  Women's Enterprise National Business Council.   As pequenas e médias empresas criam mais postos de trabalho que qualquer outro sector da economia Americana. 
Os programas de  Supplier Diversity generalizaram-se no  Canada , na Africa do Sul e na  Europa Oriental.  Cada vez mais empresas privadas americanas  têm vindo a criar programas de Diversidade de Fornecedores, definindo metas ambiciosas de originar até 20% das suas compras de bens e serviços em empresas sediadas nos Estados Unidos  detidas por minorias ou mulheres   Cerca de 97% das empresas da lista Fortune 500 já aderiram a estas politicas, incluindo Walmart, General Motors, IBM, Toyota e Microsoft, em parte para demonstrar a sua responsabilidade social e para reflectir a demografia dos seus clientes que são maioritariamente mulheres.  Adicionalmente, a Diversidade de Fornecedores tem outros benefícios, como  o acesso a ideias,  produtos e processos inovadores mais alinhados com as preferências das clientes e para  contribuir para a reforço  económico  das  comunidades onde as empresas estão preentes.  Algumas grandes empresas compradoras já alargaram os programas de diversidade  aos seus fornecedores internacionais, sobretudo a empresas baseadas em países em desenvolvimento. 
A Diversidade de Fornecedores ainda tem pouca expressão na Europa.  Actualmente, a EU patrocina o programa Parcerias para Cadeias de Abastecimento Global a fim de recrutar pequenos fornecedores baseados na Europa Central e Oriental, mas ainda não em Portugal. 
Da esquerda, Vasco Rato, Presidente da FLAD, Maggie Berry, Embaixatriz Kim Sawyer e Embaixador Sherman. (Foto: Embaixada Americana)WEConnect International,  uma NGO que certifica que as empresas são efectivamente detidas por mulheres, estima que, em média, menos de 1% das compras  de empresas e governos a nível global  provêem de fornecedores pertencentes a mulheres.  Actualmente os  programas  de Diversidade de Fornecedores do governo americano e de 97% das empresas da Fortune 500, beneficiam fornecedores sediados em apenas alguns países  http://weconnectinternational.org/en/get-certified#.  

Em Portugal, as mulheres empreendedoras precisam de Aparecer para Crescer para fazerem  crescer os seus negócios,  beneficiando dos programas de Diversidade de Fornecedores.  Por isso precisamos de  responder ao ao desafio de Maggie Berry de WEConnect Europe  que  apresentou a campanha de auto-registo gratuito   na sessão Connect to Success  patrocinada pela Embaixada American na FLAD a 15-Setembro-2014. 

O primeiro passo é auto-identificar-se como tendo um negócio detido e gerido por mulheres em Portugal.   Se é mulher, empresária, empreendedora e chefe de empresa, registe o seu negócio em 
http://weconnectinternational.org/en/get-self-registered 

O segundo passo  é aderir a programas de mentoria de negócios e de apoio mútuo: 
Connect to Success  Portugal, mais informações em 
https://www.facebook.com/connecttosuccessportugal, ou através do email CTSLisbon@state.gov 
WPO Women Presidents' Organization  http://www.womenpresidentsorg.com/join-wpo 

E o terceiro passo?  O terceiro passo é vender MAIS! 

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 

HP Supplier Diversity    http://www.hp.com/hpinfo/globalcitizenship/07gcreport/supplychain/supplier.html

Walmart Supplier Diversity  program to double purchasing from women owned businesses   http://corporativo.walmart.com/proveedores/diversidad-de-proveedores/1qte/
http://grandeconsumo.com/noticia/644/walmart-lanca-gama-de-produtos-criados-exclusivamente-por-mulheres
Walmart and WEConnect International search for women owned businesses as suppliers http://womenownedlogo.com/home.html
União Europeia, contratação pública e PMEs  http://ec.europa.eu/enterprise/policies/sme/business-environment/public-procurement/index_en.htm

terça-feira, setembro 16, 2014

PALOPs no Congresso Mundial da Água, Lisboa, 23-Setembro

LUSOFONIA

Congresso Mundial da Água terá fórum dedicado aos PALOP

O tema dos serviços de água e saneamento nos países africanos de língua portuguesa será debatido em Lisboa a 23 de setembro, no âmbito da realização em Portugal do Congresso Mundial da Água.
Lisboa - O Congresso Mundial da Água (IWA 2014) realiza-se este ano em Lisboa, juntando milhares de profissionais do sector na capital portuguesa, com uma programação que incluirá um fórum dedicado especificamente ao tema da água e saneamento nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).
Esta iniciativa terá lugar no próximo dia 23 de setembro, terça-feira, entre as 12h e as 13h30, na sala Business Forum n.º1  do Centro de Congressos de Lisboa, no quadro do Congresso Mundial da Água.
O encontro contará com representantes da Empresa Pública de Águas de Luanda, da Administração de Infra-estruturas de Água e Saneamento de Moçambique, da Agência Nacional de Água e Saneamento de Cabo Verde, entre outros palestrantes.
O fórum sobre os PALOP decorrerá numa sala limitada a 50 pessoas, pelo que os interessados deverão inscrever-se até ao dia 17 de setembro junto do secretariado da organização
O acesso à exposição do Congresso e participação nos fóruns de negócio é livre, sendo que a organização apenas solicita registo prévio dos visitantes.

domingo, setembro 14, 2014

Como se diz governance

Governance parece uma palavra nova e elegante, seja em inglês ou seja traduzida como governança ou governancia.

Mas o conceito de "boa governação" é bem mais antigo.

Na minha aldeia havia pouca gente muito rica ou muito pobre.
Havia, sim, gente remediada e bem governada, e havia gente mal governada.

Portugal é um país muito mal governado.
Para os "mal governados" não há recursos ou apoios que aguentem, estoiram tudo.

Por isso precisamos de uma vacina e tolerância zero contra os abusos e imprudências.
E temos de  adoptar princípios e praticas de "bom governo" a todos os níveis.

Desde logo, podemos recordar os provérbios financeiros, os ditados populares que sintetizam as boas praticas de séculos.

- Quem compra o que não pode vende o que não quer
- A quem for mau dispenseiro, não entregues o teu dinheiro

Ver mais em http://ppplusofonia.blogspot.pt/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html

Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia 

domingo, setembro 07, 2014

Papas na língua e outras falhas de governação

A  queda do Banco Espirito Santo é o mais recente, e esperemos o derradeiro, buraco que apareceu na crise financeira portuguesa que sofremos desde 2008.  Ao fim de 6 anos, finalmente nos questionamos quem são os responsáveis, quem poderia ter evitado este desastre e como.
Estas análises forenses ou de “post-mortem” são muito importantes, ainda que as respostas mais imediatas, começando todos por apontar o dedo uns aos outros, dificilmente serão as mais certeiras.
Algumas coisas deveriam ficar claras desde logo:
- Os sistemas de boa governação funcionam em cadeia e a vários níveis, com normas e procedimentos, check lists, pesos e contrapesos e redundâncias ou back-ups. O desastre financeiro da dimensão desta (primeira?) bancarrota de Portugal do século XXI não ocorreu devido à falha de um ou outro único interveniente. Houve falhas em catadupa, dentro e fora de Portugal, dentro e fora do Estado.

- Para os incompetentes e irresponsáveis, a culpa é sempre dos outros, apressando-se eles a “sacudir a água do capote”.
- Criticar faz parte das boas praticas de gestão de risco, especialmente quando é feito de uma forma equilibrada e transparente.  Ninguém gosta de um bufo, um “whistle blower” ou  um delator, mas é preciso ter sentido crítico e coragem para denunciar praticas abusivas ou simplesmente arriscadas.

Sabemos que num Portugal ainda salazarento, premeia-se quem sabe manter a “bola baixa”, quem “entra mudo e sai calado”, quem “tem papas na língua”. Quando predomina o conformismo social, temos os “bland leading the blind”, a liderança dos brandos, que não ouvem, que não vêm, que não dizem nada.   Quando predomina o conformismo autoritário, temos o problema de “power distance” excessiva, em que o chefe tem sempre razão, mesmo quando o “rei vai nu”.
Convém recordar que quando a segunda pessoa a assinar um documento simplesmente “assina de cruz", está a criar a ilusão de escrutínio, dando falso conforto aos demais, o que representa um valor acrescentado negativo inaceitável.
Assim, que venha o escrutínio, que venham as comissões de inquérito.

E que não se limitem a crucificar esta ou aquela pessoa.  Com um “estampanço” desta magnitude, com custos sociais e colectivos elevadíssimos, não será suficiente “retirar os malandros”.
A boa governação, que tanto nos falta em Portugal, faz-se com base em Princípios, Praticas, Procedimentos, Participação, Prudência, Ponderação, e não apenas com Pessoas.
Impões-se um reflexão a todos os níveis. Não podemos deixar que os nossos bons “brandos costumes” nos condenem a pagar facturas colectivas cada vez mais elevadas por erros individuais e colectivos evitáveis. Por isso, não devemos desperdiçar a oportunidade que nos oferece esta crise  para criar e consolidar as bases de boa governação, para um desenvolvimento económico e social sustentado, isto é para que esta seja a última bancarrota de Portugal.

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia
Sabedoria popular nos provérbios financeiros http://ppplusofonia.blogspot.pt/2010/06/tudo-sobre-economia-e-financas-nos.html 
Entrar mudo e sair calado http://www.tvi24.iol.pt/economia/negocios/bes-em-seis-anos-entrei-mudo-e-sai-calado 

sexta-feira, setembro 05, 2014

BIS focus on risks in hidden Gross External Debt

 (in English below
Um estudo de analistas to BIS - Banco de Pagamentos Internacionais conclui que os riscos de colapso financeiro escondem-se na acumulação de GED Divida Externa Bruta, mais do que no aumento da NED- Divida Externa Liquida  gerada pela acumulação de défices de CAB/BTC- Balança de transacções Correntes. 

No caso de Portugal, tivemos as duas coisas, mas mais o problema dos défices correntes, devido ao colapso da poupança nacional. 

Nos Estados Unidos "Os bancos europeus passaram a  intermediar o financiamento local em  US dólares",  capturando recursos de fundos de tesouraria americanos, aversos ao riscos e aplicando   em ABS de empréstimos subprime securitizados americanos, o que  sugere alguma  "arbitragem regulatória". 

Este "Offshoring"  da função de intermediação de risco de crédito nunca é uma boa ideia, já que as"comissões de crédito no exterior" não têm o conhecimento local dos mutuário. e podem acabar fazendo "credito por assinatura" da pior espécie. 
Os analistas do BIS  poderiam  também considerar as consequências não intencionais das normas de BASILEIA, que favoreciam as exposições  inter-bancários e soberanas dentro da OCDE, à custa de empréstimos para a economia real local,  aqueles  mutuários comerciais mal-amados, criando a "ilusão de excesso de capital". 
Se   BASILEIA  pudesse  voltar a ser apenas uma cidade na Suíça! 
Com base no princípio do "país de origem", quem estava a regular esta intermediação financeira? Quais foram os bancos centrais e reguladores  (im)prudentes   que   permitiram  alavancagens bancárias  de 30 e 40 vezes em termos absolutos, mesmo   cumprindo  todos os requisitos de solvência?
Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 
Fontes:  
Historical gross capital flows http://www.bis.org/publ/work457.pdf

"European banks intermediating US dollar funding", sourcing from (risk averse) US money market funds and investing in US ABS securitized subprime loans hints at "regulatory arbitrage".
Offshoring the credit risk intermediation function is never a good idea, since "offshore credit committees" lack local knowledge  of the borrowers. and  can end up doing "name lending" of the worst kind. 
BIS analysts might  also consider the unintended consequences of BASEL regulations favouring interbank and sovereign  exposures within the OECD at the expense of lending to the local real economy, those pesky commercial borrowers, and creating the "illusion  of excess capital". 
If only BASEL could go back to being just a city in Switzerland !  

Under "home country rule", who was regulating what financial intermediation?   What  were the (im)prudent central bank regulators doing allowing  absolute bank leverage to climb to 30 and 40  times, even while meeting all the  solvency requirements?

quinta-feira, agosto 28, 2014

Schäuble's ice bucket

O Ministro de Finanças alemão Wolfgang Schäuble  juntou-se à moda do balde de água fria, desta vez para cortar as expectativas dos seus parceiros comerciais que gostariam de ver a Alemanha a importar mais.  

O discurso de Mario Draghi de 22-Julho em Jackson Hole merece ser traduzido, especialmente para alemão,  e bem estudado.
Um banqueiro central focando tanta atenção sobre o desemprego devia  dar  muito  que pensar aos governos. A política monetária, e até mesmo flexibilização de crédito "dirigido" (targeted)  nunca será suficiente para dar a volta à economia europeia,  nem para inverter a divergência de fortunas entre os parceiros comerciais dentro da Eurozone.  Especialmente com a regualação "Basileia" a tornar os intermediários financeiros cada vez mais avessos ao risco e incapazes de exercer eficazmente a sua função económica.
Historical Data ChartSem o estímulo fiscal e politicas de rendimentos mais expansionistas nos países superavitários, e sem apoio comercial  explícito para os pequenos países deficitários, estes nunca poderão crescer o suficiente para algum dia chegar a  pagar suas dívidas, que continuam a aumentar.

Draghi tem razão: a coesão de longo prazo da Euro Area  depende de CADA país, mesmo os mais pequenos, virem a atingir um  nível de emprego.elevado e sustentável.

Infelizmente,  outros líderes míopes mantém-se rígidos e petrificados no tempo, concentrando-se apenas nos seus sucessivos recordes de superávits comercial, exportando recessão para os seus parceiros comerciais.

E ai de quem se atreva, como o ex-Ministro francês Montebourg, a ter pensamentos independentes, e a contestar ou defender uma visão diferente da ortodoxia hooveriana.

Mariana ABRANTES de Sousa
PPP Lusofonia

Testing the limits of divergence in the Eurozone  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/05/euro-divergence-2000-2014.html 
Draghi    http://ftalphaville.ft.com/2014/08/22/1943171/draghis-speech-at-jackson-hole/
Montebourg  http://www.publico.pt/mundo/noticia/montebourg-nao-fica-a-falar-sozinho-1667573
Schäuble   http://www.publico.pt/economia/noticia/schauble-diz-que-draghi-esta-a-ser-mal-interpretado-sobre-a-austeridade-1667790
Hoover  https://answers.yahoo.com/question/index?qid=20100509183641AABs0oZ
New Deal for Europe http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/06/new-deal-essential-to-overcome-european.html 

terça-feira, agosto 19, 2014

Controlo de despesas públicas nos PALOP

Cabo Verde acolhe seminário sobre controlo das despesas públicas nos Palop

Praia - A capital cabo-verdiana, Praia, acolhe desde segunda-feira (Agosto 2014) um seminário organizado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), destinado a deputados e técnicos nacionais dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), sobre controlo parlamentar das despesas públicas. Leia mais

PT to NO: hold the cod, send governance

Depois de uma das maiores falhas de governação de que há memória, seria importante que o IP Corporate Governance promovesse uma boa  reflexão sobre   o estado da "coroporate governance" em Portugal e sobre as virtudes da diversidade nos Conselhos de Administração nos bancos e nas empresas, incluindo as empresas públicas.  

Para além das notícias do encerramento de um banco, vejamos também a posição de Portugal na cauda da Europa com apenas 5% de mulheres nos Conselhos de Administração de cotadas.  E Portugal ainda nem sequer tem quotas ou objectivos definidos. 

Em contraste, a Noruega já vai quase em 40%. Ora, se não podemos deixar de importar o petróleo nem o bacalhau da Noruega, poderíamos pelo menos passar a importar também o  modelo de governação da Noruega

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia 
.  
VER http://www.bloomberg.com/news/2014-08-18/portugal-has-europe-s-fewest-women-on-boards-chart-of-the-day.html

ALSO  Mark Kurlansky, 1997,  Cod: A Biography of the Fish That Changed the World,

http://www.culinate.com/books/book_reviews/cod

domingo, agosto 10, 2014

Portugal - Erros com a Troika

Devemos assumir que os erros no processo de ajustamento de Portugal não são da TROIKA, são nossos, do Governo português.  Mesmo na ausência de alternativas, a responsabilidade pelos resultados começa e acaba dentro de fronteiras. 
E havia muito que podíamos ter exigido da TROIKA que não tivermos visão nem coragem para fazer. Veja-se alertas antigos, das coisas que não lembraram à TROIKA.  
Por exemplo, colapso do banco BES foi um erro que poderia ter sido evitado com melhor supervisão bancária nacional e melhor gestão de riscos do sistémicos, negociando muito mais duro com o BCE. 
Os 10 erros da Troika: O jornalista do Jornal de Negócios Rui Peres Jorge escreveu o livro "Os 10 erros da troika em Portugal". Durante todo o programa de ajustamento Rui Peres Jorge falou com técnicos da troika, analisou documentos, entrevistou reponsáveis políticos dos outros países resgatados e académicos. Uma recolha exaustiva de informação que lhe permitiu fazer uma análise ao memorando assinado em Portugal.
Fontes: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/quais_foram_os_10_erros_da_troika_em_portugal.html
http://www.publico.pt/multimedia/video/austeridade-sacrificios-e-empobrecimento-os-erros-da-troika-em-portugal-20140625-125535

"Há razões para estarmos satisfeitos mas há riscos significativos" Os comentadores do ETV Mariana Abrantes de Sousa e Hélder de Oliveira analisam a carta de intenções exigida pelo FMI e as previsões da OCDE para a ...
O diagnóstico e o receituário da Troika continuam equivocados, focando o défice interno em vez do défice externo, a má governação dos devedores em vez das práticas de crédito fácil, para não dizer predador, dos credores.
 
In order to satisfy the Troika, the Madeira Free Trade zone will loose most of the tax exemptions that made it attractive to non-resident depositors and other clients, including the absence of the WHT withholding tax of 21.5% on ...
Coisas que não lembram à Troika. Algumas sugestões para melhorar a nossa competitividade internacional: 1. 1. Falta um Export-Import Bank para toda a União Europeia, uma vez que o “financiamento à exportação” é um ...

sábado, agosto 09, 2014

Regulador bancário para que te quero

Aparentemente, o BCE deu apenas um dia útil ao BES para reembolsar o EUR 10.000 milhões de funding.
De facto, a supervisão bancária e a função de "credor de último recurso" já não são o que eram.

Com tais reguladores, como é que os bancos se seguram no "CAMEL"?
C - capital e solvência
A - activos de qualidade
M- mangement, gestão prudente
E - earnings, boas margins de intermediação
L - liquidez e funding 

Qualquer aluno de "Moeda e Banca" sabe que os bancos tremem por problemas de gestão e de solvência, mas os bancos caiem por razões de liquidez e funding, sejam corrida aos depósitos por depositantes de retalho, sejam cortes de linhas de crédito interbancárias, sejam exigências de reembolso imediato do funding de emergência fornecido da parte de autoridades monetárias como o BCE.

 Fontes: http://observador.pt/2014/08/09/banco-central-europeu-obrigou-portugal-enterrar-o-bes/ e
 http://www.lawrei.com/resources/Ata%20do%20Banco%20de%20Portugal%20Novo%20Banco%5B5%5D.pdf
http://www.lawrei.com/resources/Ata%20do%20Banco%20de%20Portugal%20Novo%20Banco%5B5%5D.pdf
Video RTP http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=759116&tm=6&layout=122&visual=61 

Devil in the Divergence - energy trade deficit

Portugal's severe energy deficit points to LOCAL renewables 
Em português abaixo 
A recent article in the Economist (Sun, wind and drain,  26-July-2014 on a Brookings Institution study) concludes, on the basis of some very aggregated and weak analysis) that gas based electricity generation is "cheaper" than solar and wind renewables even with carbon emission priced several times the current market price, after factoring in the availability charges for thermal plants needed to stand-by to compensate for the intermittency of solar and wind power. 

These  averages, even if they were correct, could be interesting but are a  poor policy guide since the "devil is in the divergence", that is the risks. And pricing carbon at USD50/ton internalizes only one of the negative externalities of fossil fuel dependence. How do you price in the negative impact of FF imports on the balance of payments for a country which cannot adjust through devaluation?


For a sunny and windy country like Portugal, with an energy trade deficit of EUR 6.23 billion (in 2103,-3,8% of GDP, down from -6% of GDP in earlier years), cutting energy imports may make all the difference in the ability to repay external debt, which depends on a positive CAB current account balance. 
Or Portugal can work to boost other exports of "sunshine in a bottle",such as wine, which reached EUR 725 million in 2013 to pay for imports of coal, oil and gas. We would need to export eight times more wine to cover our energy trade deficit. 

That is a lot of Port.  Drink up!

Sources:  Energy trade balance  http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/factura_energetica_portuguesa_cai_para_o_valor_mais_baixo_dos_ultimos_tres_anos.html  
Economist Sun Wind and Drain  http://www.economist.com/comment/2463065   
Instituto da Vinha e do Vinho  www.ivv.min-agricultura.pt/  http://expresso.sapo.pt/exportacoes-de-vinho-cresceram-em-2013=f856799

Défice energético aponta para renováveis  Um artigo recente na revista The Economist (Sol, vento e drenagem, 26-Julho-2014 sobre um estudo Brookings Institution) concluiu, com base em uma análise muito fraca e agregada) que a geração de electricidade a partir do gás natural é  "mais barata" do que as energias renováveis​​, mesmo com as emissões de CO2 cobradas a preços muito superiores ao  preço de mercado actual, depois de considerar os encargos de disponibilidade de centrais térmicas necessárias para compensar a  intermitência eólica e solar. 

Estas médias, mesmo que se fossem corretas, podiam ser interessantes, mas não servem como guias, pois o o "diabo está na divergência," isto é nos riscos. E incluir um custo de emissões ao preço de USD 50/tonelada de carvão internaliza apenas uma das externalidades negativas da dependência de combustíveis fósseis. Como internalizar o impacto negativo das importações de combustíveis fosseis  na balança de pagamentos de um país que não pode ajustar através da desvalorização? 


Para um país soalheiro e ventoso como Portugal, com um défice de comércio externo de energia  de EUR 6.230 milhões (em 2103, -3,8% do PIB, abaixo dos -6% do PIB em anos anteriores), cortar as importações de energia pode fazer toda a diferença na capacidade de pagamento da dívida externa, que vai exigir um saldo positivo no BTC balança de transacções correntes.  

Ou Portugal pode virar-se para o aumento de exportações de outras formas de "sol engarrafado", tais como o vinho, cujas exportações que atingiram EUR 725 milhões em 2013, a fim de poder pagar as importações de carvão, petróleo e gás. Seria preciso exportar vinho oito vezes mais vinho para cobrir o défice externo de energia, o que parece bastante mais difícil do que aumentar a quota de renováveis.   
Seria necessário mesmo muito vinho do Porto.  Á nossa ! 

PS.   Na sua tese premiada pela Ordem dos Economistas, Sara Proença estima que a aposta nas energias renováveis poderia aumentar o  PIB e   baixar o desemprego em 2%. 
Ler mais em  http://www.ordemeconomistas.pt/xportalv3/file/XEOCM_Documento/27038053/file/Pages%20from%20DE_2014-10-06.pdf 

quarta-feira, julho 23, 2014

Quanto anos para pagar Divida Externa

A Dívida Externa Bruta (GED) de Portugal, o que conta para a análise de rating, continua a crescer, de  EUR 369 637 milhões em Dez-2013 (224% do PIB)  para EUR 382.444 milhões a Março  2014. 

(Se o Salazar fosse vivo e visse este número, voltava a cair da cadeira)

Para reduzir a Divida Externa é necessário gerar superavits de BTC,   Balança de Transacções Correntes, que inclui exportações menos importações de bens,  serviços e transferências.  Recorde-se que as  remessas de emigrantes ajudam a melhorar a Balança de Transacções Correntes (CAB), venham elas. 

Por grande esforço e mérito das empresas portuguesas,  o saldo BTC melhorou fortemente de  EUR - 12 006 milhões negativos em 2011 para  um saldo BTC positivo de EUR 881 milhões em 2013. 

Grosso modo, se continuarmos igual e nada piorar, com um saldo BTC(CAB) positivo de EUR 881 milhões/ano conseguimos reembolsar a Divida Externa Bruta (GED)  de EUR 382.444 milhões em cerca de ...434 anos

Um horizonte de dívida (debt horizon) a perder de vista. 


Quem ainda não percebeu nem assumiu que a Divida Externa portuguesa é insustentável e que precisamos de uma renegociação de fundo, como a Alemanha obteve em 1953, é porque ainda não fez as contas.  

Mais que optimista ou pessimista, é importante ser realista e precavido 

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

quarta-feira, julho 16, 2014

Sonho de uma União Europeia pacifica e próspera ameaçado pela desigualdade

Obra e (des)graça do Espírito Santo
A crise no grupo e no banco  Espírito Santo demonstra a fragilidade da recuperação económica e do atraso no ajustamento  financeiro na Eurozone,  que passam obrigatoriamente pela banca.

Pelos vistos, a crise no BES tem origem não só no problema geral de credito mal parado tardio que continua a bater recordes em Portugal,  agora no 5º ano de grande recessão. Este problema generalizado foi provavelmente agravado pela governação desgovernada e escandalosa do grupo Espírito Santo.  Torna-se evidente que  administração cessante e o Banco de Portugal erraram ao prescindir do apoio do Estado em tempos,  aparentemente para evitar as condições de contenção e transparência  que foram impostas aos outros bancos.

Provavelmente, se tivesse havido intervenção do Estado no BES em  momento oportuno, ter-se-ia evitado os erros de gestão subsequentes que se manifestam agora, como os conflitos de interesse e os créditos cruzados com pouca lógica de negócio.

Uma vez que parte do financiamento da Troika reservado à recapitalização da banca ainda continua disponível , €6.4bn até Outubro de 2014,  desta vez o Estado deveria colocar a defesa do sistema bancário nacional acima dos interesses dos accionistas e dos gestores responsáveis pela má gestão.  A intervenção do supervisor  bancário deveria ser rápida e limpa, assegurando a recapitalização do Banco Espírito Santo, a protecção dos depositantes, o saneamento da carteira e bom controlo dos processos de concessão de crédito e de gestão de riscos.

VER o video do Conselho Consultivo, ETV  http://videos.sapo.pt/ZGzSDiBmZwyr4wbJvP7G

Desafios de Presidente Juncker - Menos desigual ou menos Europa 
O caso Espírito Santo demonstra também que o que ainda falta fazer na União Europeia, nomeadamente inverter a divergência entre países credores e devedores, numa Europa cada vez mais desigual.  Convém recordar que a crise da Eurozone teve origem na banca, pois  foi a banca internacional que  financiou boa parte dos défices orçamentais e do sobre endividamento que nos assola.  Recordemos também a limitada eficácia das medidas de austeridade aplicadas aos devedores como solução assimétrica dos desequilíbrios crescentes. Considerando a ausência dos instrumentos de ajustamento tradicionais, a Europa estará provavelmente ainda mais desigual daqui a 5 anos.  

Quanto mais desigual a Europa, menos nos restará do sonho Europeu de um União pacifica e próspera.  A ameaça de saída do Reino Unido será o menor dos nossos problemas se a divergência económica, e portanto política, continuar a aumentar.
 Há condições que são essenciais mas não suficientes para garantir o "sonho de uma união europeia".
- A aplicação de regra de ouro de disciplina financeira, sobretudo nos países devedores
- A união bancária,  com uma centralização da supervisão bancária que continua a falhar, como se vê pelo caso actual

A condição essencial. e talvez suficiente, para uma Europa melhor e mais convergente passaria por promover o reequilibro de comércio intra-Eurozone, concedendo algumas preferências a bens e serviços provenientes dos parceiros comerciais  mais frágeis e mais deficitários, com se faz com países emergentes.  Neste contexto, o potencial  Acordo de Comércio Livre com os Estados Unidos,  representa uma nova ameaça para os pequenos países europeus.  Como em quase todos os episódios de liberalização comercial e integração económica, os ganhos serão provavelmente capturados pelos  países maiores e mais fortes, enquanto os países mais pequenos e mais fracos sofrem ainda mais de des-economias de escala.
É uma ilusão pensar que as pequenas empresas portuguesas conseguem competir com as empresas alemãs, holandesas e francesas cada vez mais fortes. Outra ilusão ainda mais perigosa é promover o corte de salários nos países mais pobres quando qualquer aluno de MBA aprende que a competitividade passa cada vez menos pelo preço e cada vez mais pela qualidade, pelo branding e marketing, e pela integração das cadeias de valor e de fornecimentos em nichos cada vez mais estreitos e temporários.

O Presidente Juncker vai precisar de todas as suas qualidades de conciliador e negociador para recolocar a Europa no caminho do reequilibro, em defesa do sonho Europeu que todos partilhamos.

Mariana ABRANTES de Sousa 
PPP Lusofonia

Ver mais sobre preferencias comerciais em http://ec.europa.eu/trade/policy/countries-and-regions/development/generalised-scheme-of-preferences/