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quarta-feira, novembro 15, 2017

As Good as it Gets, in EURO bond yields

What is the stable equilibrium bond yield differential between Germany, with persistent chronic CAB surplus, and a country like Portugal just overcoming chronic CAB deficits ?
Will the PT-DE bond differential, currently around 1.5%, go below 1% as it did from 2000 to 2005 or will it test new peaks above 10% as in early 2012, when international investors were putting the entire burden of adjustment of the trade imbalances on the borrowing countries?

Just looking at the historical charts, 1% may be the lower limit for the differnential, and 2.5 % may be the upper limit, in part because of liquidity premia and other scale and structural differences.    But since investment decisions are in the hands of surplus countries by definition, the risk of the differential increasing is greater, as the threat of a flight to "quality" is always present.
Quality really is the eye of the (be)holder, always skewed in  favor of the imprudent lender at the expense of the the imprudent borrower.   Stability is still missing.
















yield 10 years, %pa   diff PT
USA 2,23 0,24
PT 1,99  
CA 1,92 -0,07
ES 1,54 -0,46
DE 0,36 -1,63

Portugal-Germany 10 Year Bond Spread Chart


segunda-feira, novembro 13, 2017

Banco que é BANCO não vende relógios

Uma notícia  num jornal económico on-line detalha, com toda a naturalidade,  os artigos de luxo que pode adquirir no seu banco, desde TVs, computadores, vinhos, relógios, etc, a pagar a suaves prestações de crédito ao consumo, como se vê no anúncio da CGD em anexo.

Isto demonstra bem o desnorte que vai na supervisão e gestão bancária, quando comprar uma televisão ou um colar diamantes num banco parece natural e aceitável.  Entretanto os depósitos são desprezados a taxas de juro perto do zero, e o crédito comercial produtivo é penalizado e sobrecarregado de todas as formas e feitio. 

E o jornalismo económico "cala a desgraça", suspende o "critical thinking".

Encontrar uma montra de relógios e televisões num banco é um BOM sinal de alerta de MÁ gestão bancária.  Havemos de continuar a pagar bem caro estes "erros de intermediação financeira" cujas consequências só transparecem muito mais tarde e por vias indiretas.

Continuava a confiar no seu dentista se ele instalasse uma montra de relógios e  no seu consultório ?

Já dizia o velho ditado da minha aldeia:  A quem for mau dispenseiro não confies o teu dinheiro. 

Mariana Abrantes de Sousa
Economista 

Fonte:  https://eco.pt/2017/11/13/no-balcao-do-banco-ja-nao-ha-so-dinheiro-pode-comprar-televisoes-vinhos-e-ate-alarmes/

No balcão do banco já não há só dinheiro. 
Pode comprar televisões, vinhos e até alarmes
Catarina Melo  Eco online 

Não são apenas produtos financeiros que se podem comprar nos bancos. Desde trens de cozinha, televisões ou computadores até terços de Fátima, há muito por onde escolher ao balcão do seu banco.

Ir ao banco já não é como “no antigamente”. Já não são só depósitos, levantamentos ou créditos, as operações que pode fazer ao balcão dos bancos. Cada vez mais, as instituições financeiras disponibilizam-se a vender produtos não financeiros, funcionando em alguns casos quase como se fossem centros comerciais. Para além das tradicionais barras e moedas de ouro, também é possível adquirir joias, relógios, computadores e televisões até vinhos, trens de cozinha, serviços de jantar, cabazes de Natal ou mesmo alarmes para a casa, através dos bancos...

domingo, setembro 17, 2017

Eurozone and TARGET 2 imbalances - Neither a lender nor a borrower be ?

The sustainability of a monetary union, with its limited or nearly non-existent adjustment mechanisms,  is predicated on reversion to equilibrium over time. Imbalances in trade and capital flows among the member need to be kept small in absolute terms., and average out close to zero over time.

That worked  in the Eurozone until 2007, with a small but very important "snag": the tendency toward equilibirum has to be achieved in both the good & services account AND in the capital account separately.   Compensating large and growing imbalances  in the trade accounts with "vendor financing" from the net exporters, as occurred since the Euro was created, accumulates growing net debt/net asset positions among the trading partners, which are ultimately unsustainable.

Cumulative imbalances can be reduced, with lower annual imbalances in the trade account as net importers  back and net exporters both cut back.  Or the imbalances can be shifted around among the participants and trading partners.  To say that the "BIS Admits TARGET2 Is A Stealth Bailout Of Europe's Periphery", the borrowers,  as Zero Hedge does, overlooks the basic reality that all imbalances are, at their root, bilateral, and that relief provided by a third party (the Central Banks) to borrowers, also represents a relief to its creditors.

The transfer of the trade and capital imbalances from individual borrowers and lenders to their respective Central Banks, as has been reflected in the TARGET 2 imbalances since 2008, does NOT change the nature  or the unsustainability of the trade or capital imbalances.

It only masks more serious consequences of persistent trade and capital imbalances.
For a short time....

Mariana Abrantes de Sousa 
Economist, UC Berkeley  *73, Princeton *75

TARGET 2 imbalances unsustainable 






















Sources: Billy blog on Mario Draghi uses TARGET 2   http://bilbo.economicoutlook.net/blog/?p=35239&cpage=1
Zero hedge on TARGET 2 http://www.zerohedge.com/news/2017-03-06/bis-admits-target2-stealth-bailout-europes-periphery 
TARGET 2 for Dummies https://www.rischiocalcolato.it/2016/11/target-2-for-dummies-stupidi-perche-lo-sbilancio-target-2-un-indice-sfiducia.html

domingo, setembro 10, 2017

Portugueses voltam a cair na tentação do crédito fácil e Divida Externa Bruta volta crescer

A tentação do crédito fácil continua, mesmo para os devedores subprime que já foram forçados a apertar cinto para para satisfazer os credores (externos).  Os mesmos credores irresponsáveis que voltaram agora  abrir os cordões à bolsa vão voltar a exigir sacrifícios, é o ciclo clássico do crédito, mas só se deixa enrolar outra vez quem quer.

As famílias Portuguesas voltam a cair na tentação e o crédito ao consumo bate recordes.  O crédito à habitação aumenta.  Foram celebrados mais 34% de contratos de crédito à habitação em 2016 e os montantes aumentaram mais de 39% em relação a 2015, apesar de  11% dos empréstimos hipotecários estarem em situação de incumprimento.  Os empréstimos para a compra de automóvel alcançaram, os 234 milhões de euros em Junho 2017 , mais 20% em termos homólogos.

Todos estes excessos são alimentados e reflectidos nos aumentos da Dívida Externa Bruta. Em 2017, com um historial de crises de sobre-endividamento sucessivas,  os Portugueses já podiam ter ultrapassado a ilusão que o endividamento em Euros não implica  problemas de reembolso, uma ideia peregrina que levou o rating da República Portuguesa ao lixo e quase levou a Eurozone ao colapso.

Portugal:  Divida Externa Bruta 2014-2017Portugal Total Gross External DebtA evolução de todos os indicadores de endividamento externo de Portugal  é preocupante, mas qual é o indicador mais importante que devemos acompanhar, aquela que representa maior risco ou que está mais sob o nosso controlo?
- A Divida Externa Bruta (GED Gross External Debt) a aumentar para  EUR 406,6 mil milhões, o que os residentes em Portugal devam ao estrangeiro, o passivo externo das administrações públicas, as empresas, os bancos, as famílias;
- A PII Posição (negativa)  de Investimento Internacional de EUR 198,2 mil milhões, o passivo externo menos os activos externos, avaliados a preços de mercado (marked to market);  ou 
- A Dívida Externa Líquida de de Portugal, que resulta da PII- Posição de Investimento Internacional, excluindo os instrumentos de capital e derivados financeiros, atingiu, no final de Junho de 2017 EUR  176,1 mil milhões.


Estas diferenças não são indiferentes, pois somos os mesmos 10 milhões de Portugueses (ou menos) a ter que reembolsar a Divida Externa Bruta aos credores, independentemente do disponibilidade de ativos financeiros sobre o estrangeiro.

Economistas focam geralmente a Divida Externa Líquida como a principal medida da dívida externa, especialmente, considerando o vai e vem normal de ativos e passivos financeiros, em situações de "business as usual".  Mas em tempos de crise, quando o endividamento ameaça passar a insustentável, os analistas de crédito e de rating fazem outras contas, com base no conceito de "liquidation analysis" que se pode aplica a devedores em incumprimentos, não apenas empresas mas também a países.

A análise da capacidade de reembolso do "endividamento  em tempos de crise" é simples de fazer:
1.  O passivo bruto revela-se sempre mais elevado do que está registado pelo devedor, devido a divida escondida, ou à aplicação de juros de mora, coimas e outras alcavalas.  E os credores passam a exigir o pagamento de imediato, através de mecanismos de cross default, etc.  Assim , em tempo de crise, o valor do passivo bruto registado é geralmente majorado em pelo menos 10%.
2.  O valor do ativo bruto revela-se quase inferior ao que está registado pelo devedor, considerando a necessidade de vender ativos ao desbarato e o efeito dominó da crise financeira a jusante.  Este efeito inclui o impacto da redução do preços dos ativos no mercado, do mark-to-market. Ou o valor dos ativos sofre simplesmente pelos custos de cobrança quando quem deve dinheiro a um devedor fragilizado se aproveita dessa debilidade para não pagar.  Na pratica, alguns dos ativos financeiros simplesmente "desaparecem", ficam indisponíveis.  Assim, em tempo de crise, o ativo deve ser minorado em pelo menos 10%.

Com valor do passivo a aumentar e o valor do ativo a diminuir, torna-se mais evidente a importância de controlar o passivo, a Dívida Externa Bruta  (agora em EUR 406 mil milhões e crescendo), que depende essencialmente das decisões de sobre-endividamento e de alavancagem insustentável, não apenas do Estado no que respeita à Dívida Publica, mas também dos bancos, das empresas e das famílias Portuguesas.

Portugal: Divida Externa Bruta, 20 anos 1996-2017
Portugal Total Gross External Debt

Em Portugal, as crises de sobre-endividamento ocorriam uma vez por geração, mas agora podem tornar-se mais frequentes ou até permanentes, se continuarmos no mesmo caminho... errado.

Já perguntava Ricardo Cabral em 2012:  Portugal tem emenda ?

Mariana Abrantes de Sousa

Fontes: https://pt.tradingeconomics.com/portugal/external-debt
Ciclo de crédito http://ppplusofonia.blogspot.pt/2017/09/recuperacao-de-credito-como-fator-de.html
Cabral  2012 Portugal tem Emenda?   http://www3.uma.pt/rcabral/Ficheiros/Opinion/divida.pdf 
Crédito à habitação aumenta em 2016 - http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2017-08-04-Credito-para-consumo-aumentou-175-no-ano-passado-face-a-2015
Crédito pessoal aumenta em 2017 http://observador.pt/2017/08/16/credito-pessoal-aumenta-63-em-junho-para-219-milhoes-de-euros/
Banco de Portugal, Junho 2017 Nota de Informação Estatística https://www.bportugal.pt/sites/default/files/anexos/documentos-relacionados/pii_201706.pdf
Quantos anos para pagar a dívida externa ? http://ppplusofonia.blogspot.pt/2014/07/quanto-anos-para-pagar-divida-externa.html

quinta-feira, setembro 07, 2017

Recuperação de crédito como fator de sucesso bancário - 2

Quase um década depois do início da crise financeira anunciada pela queda do Bear Stearns em Julho 2007, que destapou os excesso do crédito subprime, três dos grandes bancos portugueses preparam-se para criar um ACE Agrupamento Complementar de Empresas (uma vaquinha entre os três) para recuperar o crédito malparado de empresas, a atividade conhecida como contencioso bancário. (Ver abaixo

Faz todo o sentido que o crédito mal parado seja gerido pelo próprio banco credor, ainda que em ACE com outros credores, de uma forma dinâmica e criativa para preservar,  recuperar e aumentar o valor existente nas empresas devedoras, potencialmente solventes mas aflitas com falta de liquidez.  Identificar e salvar essas empresas é essencial para a economia.   Quando o crédito malparado é entregue a um "banco mau", o valor acaba por degradar-se ainda mais e tem que ser o contribuinte a suportar as perdas.  Quando o crédito mal parado é vendido ao desbarato a um "vulture fund", o fundo abutre vai picar o que pode aproveitar, deitando a perder o que resta das empresas devedoras, destruindo valor, postos de trabalho, etc.

O que faz menos sentido é entregar a recuperação de crédito apenas a "auditores e consultores", se estes tiverem apenas a vocação de assessores (agents) e se não tiverem experiência de tomada de risco como empreendedor (principal)  e  se não tiverem "skin in the game", se não tiverem nada a perder nem a ganhar.

No meu artigo de 1992,   "A gestão de risco de crédito com principal factor de sucesso bancário, Revista da Banca, Setembro 1992"  eram apontados alguns elementos da gestão da carteira de crédito em contencioso.

"Como especialista de crédito, um banco deve demonstrar uma boa capacidade de recuperação e de contencioso de crédito" diz-se na página 29 de 38.   E conclui-se que "a gestão de riscos competente e eficiente é uma capacidade institucional essencial num banco (core skill ).  

Resultado de imagem para credit cyclePassados 25 anos, este  artigo sobre recuperação de crédito mantém-se atual, porque os ciclos de expansão e contratação de crédito são isso mesmo, ciclos que se repetem de geração em geração.  

Mariana Abrantes de Sousa
VER "A gestão de risco de crédito com principal factor de sucesso bancário, Revista da Banca, Setembro 1992"  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2011/03/gestao-de-riscos-de-credito-distingue.html

Banco de fomento vai financiar solução para malparado na banca
Governo prepara-se para anunciar solução para os créditos problemáticos nos próximos dias. Veículo vai juntar dívidas em risco na CGD, BCP e Novo Banco.
 CRIS TINA FERREIRA 7 de setembro de 2017
O Governo chegou a acordo com a CGD, o BCP e o Novo Banco para resolver o problema do crédito malparado empresarial que está a contaminar o sistema financeiro. Uma solução que vai envolver a Instituição Financeira de Desenvolvimento, vulgarmente designada de banco de fomento, como uma das fontes financiadoras do mecanismo. A solução encontrada visa melhorar o balanço dos bancos e impedir que empresas em dificuldades, mas viáveis, acabem liquidadas.

O PÚBLICO apurou que a equipa de António Costa, em articulação com o Banco de Portugal, se prepara para anunciar nos próximos dias, que fechou as condições de financiamento e o modelo de gestão da entidade que será constituída para resolver o tema dos empréstimos em moratória (cujo reembolso ou pagamento de juros decorre fora dos prazos, em dívida a mais de 90 dias), conhecidos por non performing loans (NPL, na sigla em inglês). Na prática, o veículo terá a figura de um Agrupamento Complementar de Empresas (ACE) que será criado pelos três bancos e ficará responsável pela recuperação dos activos problemáticos e sua possível comercialização.
Em causa estão apenas os créditos problemáticos de empresas (e não de particulares) que se encontram em situação financeira desequilibrada, ou seja com níveis de dívida insustentáveis, mas que se considera terem viabilidade económica.

Um grupo que inclui não só créditos em incumprimento comuns à CGD, ao BCP e ao Novo Banco, mas os de outras empresas financeiramente degradadas e expostas a apenas um destes bancos. A condição para integrarem o mecanismo “de resgate” é que os devedores sejam economicamente viáveis.

Esta é uma matéria crítica para a estabilidade do sistema financeiro (a limpeza de balanços) e a sua resolução (a falta de capital empresarial) é tida como essencial para a recuperação económica. E os números do primeiro semestre são conhecidos. Dos cerca de 30 mil milhões de euros de crédito malparado contabilizado pelo sector bancário, apenas metade está devidamente provisionado, com o restante valor a necessitar de limpeza: 4,5 mil milhões estão no Novo Banco, quatro mil milhões estão na CGD, mais de três mil milhões estão no BCP e cerca de dois mil milhões no Montepio. E deste bolo à volta de 30% resultam de uma exposição a empresas afogadas em dívidas.
O contexto difícil exigiu negociações com as autoridades europeias e impôs acertos na regulação, o que tem servido para justificar que o dossiê se arraste desde final de 2015.
Nos últimos meses, o primeiro-ministro António Costa, em articulação com a actual administradora e futura vice-governadora do Banco de Portugal, Elisa Ferreira, tem-se desdobrado em contactos com os banqueiros Paulo Macedo, da CGD, Nuno Amado, do BCP, e António Ramalho, do Novo Banco. No conjunto, os três grupos dominam 60% do mercado.

É expectável que as autoridades não só tornem públicos os detalhes da operação de resgate das empresas viáveis e de limpeza do balanço dos bancos, mas dêem também a conhecer os nomes da equipa que irá integrar o Agrupamento que vai gerir os activos problemáticos. Nomes que terão de ter experiência nas áreas e auditoria e de consultoria e que apesar de serem escolhidos pelos bancos terão de garantir a não oposição do Governo.

Uma das fontes de financiamento desta plataforma (que recebe fundos e os injecta nas empresas endividadas) será a Instituição Financeira de Desenvolvimento, que tem por missão apoiar de forma mais alargada o segmento de pequenas e médias empresas (PME). E que nos últimos meses tem vindo a solicitar aos reguladores a extensão de âmbito e do seu perímetro de actuação.Apesar de nova sociedade ter na origem a CGD, o BCP e o Novo Banco, é de adesão voluntária, pelo que os restantes bancos podem sempre envolver-se, como já tinha sublinhado o jornal digital Eco.

Ao contrário do que chegou a ser admitido pelas autoridades, o plano que vai ser apresentado exclui a criação de um banco mau e a venda das carteiras de crédito problemático da banca a agentes privados, como fundos de investimento, que se propunham adquiri-las com forte desconto e garantias públicas. Uma situação que levantou objecções nomeadamente junto do sector e de responsáveis políticos. E por duas razões: ao terem os activos registados nas contas a preços mais elevados, caso aceitassem vendê-los abaixo desse valor, os bancos seriam obrigados a assumir perdas (imparidades) o que poderia forçar a aumentos de capital. Por outro lado, o Estado não garantia que empresas economicamente viáveis fossem resgatadas.
https://www.publico.pt/2017/09/07/economia/noticia/banco-de-fomento-vai-financiar-solucao-para-malparado-na-banca-1784611


sábado, março 18, 2017

UK, Brexit and the Current Account Deficit

The "gaping current account deficit" is part of the explanation of Brexit, hidden in plain sight, or is it site.

United Kingdom Current Account to GDP

domingo, março 05, 2017

Game over: The Inside Story of the Greek Crisis



George Papaconstantinou, former Finance Minister of Greece (2009-2011), presents and speaks about the topic of his new book Game Over - The inside story of the Greek crisis. The presentation explores the Greek Crisis and the broader lessons for Europe and the Eurozone
The event, organised by the Hellenic Observatory at LSE, took place on Wednesday, 22 February 2017 at the LSE’s Old Theatre. Hellenic Observatory www.lse.ac.uk

Six years since the Greek crisis erupted, Europe has been fundamentally transformed, while Greece is in its third bailout, still in severe social and economic decline. The book of former Greek Finance Minister George Papaconstantinou tells the breath-taking story of this unprecedented period, and prompts a broad discussion on the decisions taken during the crisis and on the direction of Europe  and the Eurozone today.
Why were the causes overlooked for so long by European authorities and the financial markets, and why  the consequences so severe?
Were other solutions available?
Would Greece and Europe have been better off if the country had left the Euro?
Why were the experiences of other Eurozone (Cohesion)  countries like Portugal, Ireland and Spain so different from those of Greece?
Did European, Eurozone  and global institutions, and the creditors and debtors respond appropriately?
Have the Eurozone institutions been  since reformed adequately and are there now in place safeguards to ensure an external debt crisis  cannot happen in the Eurozone  again?
These questions and the themes discussed in the book are extremely relevant today as Europe grapples with its continuing economic problems and the rise of populism.

sexta-feira, novembro 11, 2016

Demography is destiny

Quando os desequilíbrios  demográficos entre países vizinhos se acentuam, as migrações tornam-se inevitáveis.  

Na Europa, as taxas de natalidade estão muito abaixo de 2.1 (o nível de sustentabilidade populacional), enquanto no Norte de Africa estão bastante acima de 5 filhos por mulher.

 Até nos Estados Unidos, a taxa de natalidade está em cerca de 1.88, enquanto no México se mantém acima de 2.22.

Quando as fortes divergências demográficas se combinam com divergências económicas, as migrações aumentam. E com diferenças políticas, culturais ou religiosas, os migrantes são mais difíceis de integrar e as inevitáveis migrações podem ter consequências explosivas.

Não há mar, não há muros que possam resistir aos tsunamis migratórios.  Há sinto muito sofrimento e muitos abusos pelo caminho, especialmente para os migrantes.

Os políticos que prometem bloquear as migrações com muros e perseguições estão a promover as piores ilusões e criar condições para confrontos sociais virulentos.  E os eleitores mal informados facilmente acreditam que a culpa de todos os males são os imigrantes, os "estranhos".

Até nos países de imigrantes do continente americano, os descendentes de imigrantes anteriores podem tornar-se xenófobos em menos de duas ou três gerações, virando-se contra os imigrantes recém-chegados.
A demografia e a geografia ditam o destino dos países, deveriam ser mais estudadas.



domingo, novembro 06, 2016

Crédito ao consumo mais que meio caminho andado para um novo resgate

São se fala dos riscos de um novo resgate, do regresso da troika, nunca se fala do aumento do crédito ao consumo, nem mesmo da quebra acentuada da poupança nacional para níveis insustentavelmente baixos.

Mas se as famílias não poupam, se Portugal continuar a ser o país mais endividado do mundo, já devíamos saber que um segundo resgate vai tornar-se cada vez mais necessário.

Falta reunir as notícias dispersas para ter a visão de conjunto:

+ Crédito ao consumo acelera
+  Sobre endividamento sobe
+  Taxas de juro de depósitos baixas penalizam aforro
+  Taxa da poupança sobre rendimentos abaixo de 5%
+  Crédito mal parado aumenta
=  Necessidade de resgate  aumenta

Até agosto 2016 , o valor e o número de créditos para consumo dispararam.

A estratégia de marketing dos bancos regressou ao período pré-crise. A média mensal do montante dos novos créditos pessoais concedidos aos portugueses nos primeiros oito meses deste ano disparou 75% face a 2012, quando a troika já estava no país. Segundo o Banco de Portugal (BdP), a média mensal deste ano ronda os 471,1 milhões de euros, enquanto, que em 2012 era de 268,7 milhões de euros. Em termos de novos contratos, o número médio mensal aumentou 18% naquele mesmo período, passando de 97 037 (2012) para 114 485 (média mensal de oito meses de 2016). A associação de consumidores Deco alertou para o fenómeno atual da subida do crédito pessoal e, essencialmente, para o regresso em força da “publicidade feita pelas instituições bancárias para este tipo de produto”. 

 Veja mais em: https://www.dinheirovivo.pt/banca/credito-pessoal-subiu-75-em-apenas-quatro-anos/?utm_source=Push&utm_medium=WebApp#sthash.ZNX8Gmuj.dpuf

DN Crédito ao consumo é o único que não só cresce como acelera 

sexta-feira, novembro 04, 2016

Divergência socioeconomica continua na Europe

Das Logo der Friedrich-Ebert-Stiftung, Name in drei Zeilen, mit Weltkugel. Link zur Hauptseite der FES.Um estudo da Friedrich Ebert Stiftung indica que a divergência de fortunas que  aflige a Europa Social continua. A desigualdade dentro dos países aumentou na maioria em 2014, especialmente na Alemanha.

Coesão em toda a UE não registou progressos, mesmo com os países mais pobres a crescer acima da média da UE.   O desenvolvimento social continua deficiente nos países mediterrânicos, onde os estratos mais pobres são particularmente atingidos pela austeridade e o sobre endividamento.

Os dados mais recentes para 2014 confirmam  que o rácio de rendimentos S80 / S20,  que indica a relação entre os rendimentos no quintile mais rico (quinto) e os do  quintile mais pobre, era cerca de  8,5 vezes em euros às taxas de câmbio correntes e 5,6 em termos de  poder de compra (PPS).
Isto é claramente superior ao valor  atribuído pelo Eurostat à  UE como um todo - cerca de 5  nas suas estatísticas oficiais, baseadas na média dos rácios S80 / S20 de todos os Estados-Membros da UE, o que não considera as enormes diferenças  entre os países.

Fonte:  http://library.fes.de/pdf-files/id/ipa/12668.pdf

segunda-feira, julho 11, 2016

Europa das regras demonstra falhanço dos regimes

Neste artigo, o economista Ricardo Reis acerta no alvo das regras contraproducentes, inadequadas e confusas da União Europeia.  Com uma abordagem mais legalista do que economista, a UE/EU  tem "regras" a mais e economia a menos.   Temos uma União Europeia e uma Eurozone  dos juristas. 

Mas falta sublinhar que são os países pequenos e frágeis que pagam mais por esta desorientação das politicas económicas europeias, uma governação que ignora a realidade económica enquanto obedece aos poderes políticos, e que vai ser avaliada severamente pelos maus resultados obtidos, de divergência persistente e insustentável entre os países membros. 


Desde que a introdução da moeda única em 1999 impôs um teto de 3% ao défice público, Portugal não respeitou este limite uma única vez
DINHEIROVIVO.PT


VER mais em  O falhanço dos regimes

terça-feira, julho 05, 2016

Sanções uni-direcionais apontam falhas na União Europeia

Tradicionalmente seria o "mercado", a tal mão invisível, a aplicar a sua severa disciplina aos parceiros comerciais, obrigando-os a corrigir desequilíbrios financeiros insustentáveis através de desvalorizações e ajustes cambiais multilaterais, cujos custos seriam partilhados por todos, quer os países superavitários e quer os países deficitários.  

No contexto da União Europeia e da Eurozone, esta disciplina dinâmica e multilateral é substituida por sanções administrativas da União Europeia, decididas de uma forma opaca e longe dos cidadãos que sofrem as suas consequências.  Ainda pior, as ditas "sanções" aplicadas pela União Europeia são uni-direcionais, isto é, são aplicadas apenas aos países deficitários, e aos países pequenos com economias mais frágeis que têm menos margem de manobra económica e financeira.  

É importante recordar que não há défices sem superávites, e que cada "défice excessivo" tem contraparte num "superávite excessivo" algures no sistema económico europeu e mundial, uma vez que ainda não exportamos para Marte!  

O Procedimento de Défice Excessivo (PDE)  sofre deste erro de desenho, não está correctamente fundamentado nos conceitos de economia e finanças internactionais e de uniões alfandegarias e monetárias.  O PDE parece estar baseado em conceitos mais jurídicos que económicos, e reflete os desequilíbrios de poder e a preponderância dos países superavitários no processo de tomada de decisões da União Europeia e da Eurozone. 

Podemos dizer que as regras e a governação da União Europeia são tão desequilibradas como o comércio intra-europeu, e que esse défice de governação ameaça a "união dos europeus", o grande objectivo que todos deviamos partilhar. 

Em 1952, aos países do Benelux juntaram-se à Alemanha Ocidental, França e Itália e fundaram a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA).  A ideia brilhante de uma Europa unida, pacífica e próspera celebrou 60 anos (as bodas de dimante) em 2012 no meio de uma crise sem precedentes.   Agora tornou-se evidente que a União Europeia, desequilibrada e mal estruturada, pode não chegar às bodas de platina (65 anos) em 2017 a não ser que haja a vontade para repensar e refocar no que é verdadeiramente importante, a paz e a prosperidade para todos, e capacidade para corrigir os erros de desenho e reinventar a "nossa" União Europeia.  

Se a União Europeia continuar a ser "deles" não vai ser de ninguém. 

sábado, abril 30, 2016

Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)

Portugal é dos países mais endividados do mundo, dizem os números do IGCP.
A taxa poupança está nos mínimos, diz o INE.
Os portugueses demonstram baixa literacia financeira, isto é, não sabem fazer bem as contas, dizem estudos mundiais.

Entretanto, o crédito ao consumo continua demasiado acessível, apesar de se ter voltado a aplicar o imposto do selo, e até os bancos do Estado  oferecem o "fraccionamento de contas", como se a possibilidade de comprar consolas a prestações fosse essencial para uma consoada feliz.

Famílias mal governadas estão em risco.
Hoje, há quem abandone a casa e a hipoteca, não só os filhos.

Parafraseando o ditado popular, casa onde não se gere bem o pão, todos ralham e ninguém tem razão.

VER   Dez conselhos para evitar o divórcio (por falta de dinheiro)
Fonte:  http://www.dinheirovivo.pt/buzz/galeria/como-evitar-o-divorcio/#sthash.lsPFbaQc.cmfs

Portugueses sabem menos  http://ppplusofonia.blogspot.pt/2016/03/literacia-financeira-portugueses-nao.html 

Cortar o crédito ao consumo, já http://ppplusofonia.blogspot.pt/2015/05/cortar-credito-ao-consumo-ja.html  e como a CGD promove mesmo  a desgovernação das famílias  https://www.cgd.pt/Particulares/Cartoes/Cartoes-de-Credito/Simulador-de-Pagamentos-Fracionados/Pages/simulador-pagamentos-fracionados.aspx

Alfabetização e literacia baixas na lusofonia http://ppplusofonia.blogspot.pt/2009/05/improving-literacy-must.html

Falta de literacia financeira promove endividamento http://ppplusofonia.blogspot.pt/2012/02/falta-de-literacia-financeira-promoveu.html

Como reestruturar a dívida com o apoio da DECO  http://www.deco.proteste.pt/dinheiro/credito-habitacao/simule-e-poupe/credito-a-habitacao-posso-aceder-plano-reestruturacao-divida



segunda-feira, abril 11, 2016

Finalmente uma medida a favor da poupança, 2

Resultado de imagem para fatura da sorteParabéns à nova equipa da AT ! 
Levou sete anos depois da crise rebentar em 2009, mas a AT finalmente deixou de promover a importação de automóveis, e passou a promover a poupança nacional, com se tem vindo vindo a recomendar neste blog.  
Diziamos em 2012 que todos os caminhos para sair da crise passariam por aumentar a taxa de poupança, que entretanto caiu para um mínimo absolutamente insustentável de 5% do PIB em 2015.  

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia 

Autoridade Tributária e Aduaneira [mailto:info@at.gov.pt],  8 April 2016  
VER Fatura da Sorte no Portal das Finanças 
 

A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) informa que os prémios atribuídos no sorteio "Fatura da Sorte" deixam de ser veículos automóveis e passam a ser "Certificados do Tesouro Poupança Mais", emitidos pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida pública - IGCP-

Estes novos prémios visam estimular a poupança e o aforro das famílias.O Sorteio é transmitido pela RTP 1, às 5ª feiras, cerca das 18:50H.

A periodicidade e as condições do Sorteio mantêm-se as mesmas que estavam em vigor até 31 de março, deste ano. A única alteração é o objeto do prémio. Para se habilitar, basta que solicite a inserção do seu número de contribuinte nas suas faturas. Exigir sempre fatura é um direito e um dever de cidadania.

Medidas a favor da poupança nacional precisam-se ! Um país que não poupa é um país que não investe, um país que não cresce, um país que empobrece. Um país que não poupa não consegue reembolsar a dívida externa. Mas os incentivos à poupança nacional são inexistentes. A taxa de juro nos depósitos é 0,15% a.a., antes de impostos, o que dá um sinal enganador aos aforradores locais. Se não há poupança nacional, os riscos da dívida pública aumentam, pelo menos para alguns credores. Quando em 2012 a Grécia acordou um hair-cut na sua dívida pública, os credores da Grécia que detinham obrigações emitidas ao abrigo da lei e jurisdição inglesa, não sofreram qualquer perda, sob ameaça dos tribunais inglesas protegeram mais os credores do que os tribunais nacionais. Na prática, a lei inglesa protege os credores (internacionais) quando comparada com a protecção da lei do país devedor. Assim os aforradores locais, não só são confrontados com taxas de juro anormalmente baixas, como podem vir a ser desfavorecidos no caso de eventuais problemas, em que a divida pública externa pode vir a ser privilegiada em relação à dívida pública local. Esta tragédia de erros, precisamente o inverso do que seria necessário para sair da crise, deixa o país atolado num ciclo vicioso de baixa poupança e de sobre-endividamento.

terça-feira, março 29, 2016

Crise financeira faz 8 anos com queda de um banco


A primeira grande crise financeira do século XXI fez agora 8 anos.   
Resultado de imagem para bear stearns bank imagemNa quarta-feira 12 Março, 2008, um jornalista financeiro perguntava durante um programa da televisão da CNBC se outros bancos continuavam a aceitar o banco Bear Stearns como contra-parte em operações de crédito.  
A resposta foi positiva, para tranquilizar, mas o mercado não acreditou. 
Antes do fim de semana, a sociedade financeira Bear Stearns, que foi criada em Maio 1923 e que sobreviveu ao colapso de  Wall Street de 1929,  tinha chegado ao fim da linha, sendo vendida a grande desconto ao  banco J.P. Morgan.  


O mercado financeiro foi e será sempre assim. Fazem-se milhares de transacções por hora, entre entidades que se conhecem e reconhecem como sendo fiáveis.  
Quando uma dessas sociedades financeiras assume demasiados riscos, pode perder a confiança dos outros operadores de mercado num instante.  
Antigamente, os clientes de retalhos faziam fila para retirar os seus depósitos. Agora os clientes grossista fazem uma "corrida ao banco" com um mero clic.  

Os bancos, como as bicicletas, não param:  caiem de lado.  
Sempre assim foi.  Financial crisis - that time in 2008, it was the same.

As notícias negativas sempre tiveram a capacidade de  fazer cair um banco.  Agora com a televisão e as redes sociais, a corrida a um banco pode ser despoletada num instante, num processo cada vez mais acelerado.  Por isso os supervisores bancários têm que estar muito mais atentos e agir muito mais rapidamente.   
Nos casso do BANIF, do BES e de outros bancos portugueses, o problema não foi a notícia em televisão, foi a incapacidade do Regulador e do Supervisor de implementar uma solução rápida e eficaz que protegesse os aforradores de retalho, sem onerar demasiado os contribuintes. 

Mariana Abrantes de Sousa 
PPP Lusofonia



quarta-feira, março 23, 2016

Sinceramento na moda



França - Escutas a Sarkozy validadas, ex-Presidente vai ser julgado por corrupção - PÚBLICO


Brasil  -  Lava Jato: Odebrecht faz acordo de colaboração com a Procuradoria Geral da República


Portugal -  Carlos Cruz acusa Madaíl e Sócrates de “comprarem” o Euro 2004 

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2016-03-23-Carlos-Cruz-acusa-Madail-e-Socrates-de-comprarem-o-Euro-1