Terça-feira, Fevereiro 21, 2012

It takes three to generate moral hazard

In economic theory, moral hazard is a tendency to take undue risks because the costs are not borne by the party taking the risk, so says wikipedia succintly.
We can find moral hazard both on the borrower and on the creditor side, as long as the taxpayers bail  out the borrower or the creditor, or both.

Let us take:
1. a weak borrower (ex.  REFER),
2. a foolish creditor  taking undue credit risks with more money than credit analysis skills (a Schuldschein bond investor), and
3. a hapless taxpayer (o contribuinte coitado) on the side of the borrower or of the creditor having to bear the cost of the doubtful loans

When a borrower cannot afford to repay its excessive debt, the loss may be shared more or less equitably between borrower and creditor, or taken by the borrower's or the creditor's Government .  REFER borrowed money it could not afford to repay, the Schuldschein investor did not even bother to demand the Guarantee of the Portugusese Republic.   Now the bonds are trading at deep discounts, but when they come due, the Portuguese Goverment pays them off at par, and inevitably assumes the debt of the State owned companies, keeping the full loss for the account of the Portuguese taxpayers.

See SOE debt coming home to roost 
Estado assume dívida do SEE de transportes

3 comentários:

alf disse...

Ao contrário da Natureza, cheia de instintos que regulam os comportamentos dos animais e lhes estabelecem limites, mantendo as forças em equilíbrio, a sociedade humana resolveu desregulamentar a actividade financeira e esta tornou-se demasiado forte; assim, agora, ela dita as regras e fará o que lhe convém enquanto não se arranjar maneira de se lhe tirar o poder.

PPP Lusofonia disse...

O "moral hazard" moderno implica quatro ou mais participantes:

1. O devedor sobreendividado
2. O credor sobre-exposto
3. Os contribuintes que assume as perdas, do lado do devedor, do credor ou de ambos
4. O garante ou vendedor de CDS que recebeu um boa comissão para proteger o credor irresponsável, mas que evitar pagar graça ao "default que não é default"

Ninguém fica bem nesta fotografia.

Os vendedores de CDS perdem em qualquer dos casos:
Se assumirem que houve default, perdem dinheiro, se insistirem que não houve default, perdem credibilidade.
O "default que não é default" pode servir para proteger alguns dos vendedores de CDS, mas também servirá para acabar com eles, ao equiparar a protecção CDS à banha da cobra.
Os credores ficam obrigados a sofrer as suas próprias perdas, como no antigamente.
E quem ganha com isto? Os advogados, para variar.

PPP Lusofonia disse...

Sim, na natureza temos a homeostasis
http://en.wikipedia.org/wiki/Homeostasis
uma das caracteristicas dos sistemas auto-regulados que tendem para um equilibrio mais ou menos sustentáveis.

No sistema económico, a auto-regulação dependeria da disciplina do mercado, que deveria levar à bancarota não são os devedores sobre-endividados mas também os seus credores imprudentes.

Quer uns quer outros utilizam o seu poder negocial para subverter ou capturar o regulador que, em vez de se substituir à disciplina de mercado, acaba impedindo que ela actue.

Daí os devedores e credores "zombie", mortos-vivos apenas graças às transfusões dos contribuintes,